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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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10. it's time


Fic: Stop and Stare - R&S


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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   Acordei na cama do Hospital St. Mungus, com as pernas formigando e sem força alguma pra me levantar. Aliás, sem força e sem vontade. Eu só conseguia me lembrar de ter visto Scorpius com sua nova garota, no restaurante. Forcei minha memória até tomar consciência de que eu havia passado muito mal, levando em conta os gritos de Carlie. O desespero subiu por minhas pernas imóveis e eu levei minha mão rapidamente até minha barriga, ainda de olhos fechados. Fisicamente, parecia tudo normal. Mas eu sabia que não estava.


- Você demorou para acordar. – Ouvi uma voz arrastada, à minha direita, e então tombei a cabeça para o lado, não me surpreendendo ao encontrar Draco sentado sutilmente numa poltrona. – Achei que você estivesse morta, mas não seria muito tranqüilizador para a Granger ouvir isso.


Eu havia passado por um mal bocado, mas foi impossível conter um sorriso ao notar o tom irônico de Draco. E ao ver que ele ainda chamava mamãe por seu sobrenome de solteira.


- Também achei que estava morta, mas não muito. – Respondi, e me sobressaltei ao ouvir minha voz completamente rouca. Minha garganta doía. – O que aconteceu?


- Bem... Eu estava almoçando tranquilamente um prato de strogonoff que os elfos haviam preparado enquanto ouvia as músicas antiquadas que minha mãe ainda ouve. Acredito que Celestina Warbeck já esteja morta a mais tempo do que o velho Dumbleodore e-


- Pode ir direto ao ponto, por favor? – Ele revirou os olhos, mas sorriu.


- Vocês jovens, sempre tão objetivos. Sim, eu estava almoçando quando Scorpius irrompeu pela minha sala de estar, dizendo desesperado que você estava morrendo ou algo assim. Então eu tive de vir pessoalmente vê-la, já que Astoria está cuidando de sua irmã Dafne, que pegou uma estranha virose do Canadá e está de cama há algumas semanas. – Ele dizia como se sentisse pena da cunhada, mas completou com um “bem feito” sabendo que eu ouviria de qualquer maneira.


- Está aqui há quanto tempo?


- Uns dez minutos. Sua mãe saiu para comprar um café e como seu pai está tendo um ataque de nervos na recepção, achei bom te fazer companhia.


- Desculpe por não ser uma boa anfitriã, eu estava desmaiada. Mas posso providenciar algumas bolachas, se quiser.


Ele riu aquele riso debochado digno dos Malfoy. Então, levantou-se e se sentou na beirada da minha cama, próximo aos meus pés. Draco apontou para o criado mudo, do outro lado da cama.


- Seus fãs lhe deixaram presentes.


Me esforcei para levantar, sentindo uma dor incomoda na parte baixa da barriga. E então focalizei o criado mudo, com algumas coisas fora do comum. Uma caixa de Feijõezinhos de Todos os Sabores, um pomo-de-ouro, uma rosa vermelha, uma foto minha com Carlie em Miami, um sapatinho de bebê e um bilhete meio amassado que era definitivamente de Matt. Eu o peguei, por cima das coisas, e li sorrindo, enquanto ele ordenava que eu cuidasse bem de seu enteado. Draco notou meu sorriso.


- Seu... Namorado veio mais cedo. Ele beijou você enquanto ainda estava desmaiada.


Tentei não corar, mas pareceu um pouco complicado. Minha sorte foi que uma enfermeira entrou no quarto, carregando uns sete frascos de poções nos braços.


- Ei, que bom que acordou, Dra. Weasley.


- Não precisa me chamar de doutora. – Revirei os olhos. – Só me diga o meu estado.


Eu estava sorrindo, mas quando olhei para Draco, ele estava com a testa franzida e os lábios contraídos. Ops.


- O que há de errado? – A enfermeira me olhou, quase com pena, e eu comecei a me exaltar. – O que está acontecendo? Alguém me diz alguma coisa!


- Fique calma, Srta, ou eu serei obrigada a lhe dar outra dose da poção calmante.


- Eu não quero porcaria nenhuma de calmante. – Minha barriga estava doendo novamente. – Eu só quero saber como está o meu bebê.


Eu era uma Medibruxa a tempo suficiente para saber que essa cena que eu estava fazendo era ridícula. Inúmeros pacientes já haviam me confrontado dessa maneira, mas pela primeira vez eu entendia como é passar por isso. Mesmo contra minha vontade, eu comecei a chorar e tentei ignorar as lágrimas que escorriam. Draco abraçou meus ombros, hesitante.


- Não é nada muito grave. – A voz da enfermeira havia ficado mais amena. – Você só vai ter que tomar alguns cuidados especiais.


- C-como está... – Respirei fundo, contendo um soluço. – Como está o bebê?


- Tudo bem com seu bebê, Rose. – Draco disse, me dando um lenço que estava em seu bolso.


- Você teve um deslocamento da placenta, o que é algo seríssimo a essa altura da gestação. Sua pressão está muito além da normal, e a hipertensão pode provocar... Bem, você é uma Medibruxa, deve ter entendido o que quero dizer.


Eu havia entendido. Mas não queria aceitar o fato de que meu bebê estava correndo riscos. Problemas na gravidez eram uma coisa comum, mas é incrivelmente assustador para uma mãe ouvir algo assim. E acreditar que esses problemas podem repercutir de uma maneira péssima.


A enfermeira havia parado de conversar comigo, para que eu parasse de chorar aos poucos. Ela me deu três poções seguidas, que fizeram a dor diminuir e minhas pernas pararem de formigar. Eu estava devolvendo o ultimo frasco para a jovem enfermeira, quando mamãe entrou, com dois copos nas mãos. Ela abriu um sorriso radiante ao me ver desperta, e então largou os copos nos braços de Draco e me abraçou forte. Eu gemi, com dor no corpo, e ela se afastou pesarosa.


- Desculpa, esqueci que você ainda está morrendo. – Ela sorriu irônica para Draco, me dando certeza de que ele havia dito a ela que eu estava “morta”.


- Tudo bem, mãe. É só essa barriga começando a incomodar.


- Daqui pra frente nosso Pietro só vai pesar ainda mais. – Ela concordou, afagando meus cabelos.


- Nosso o quê? – Hermione afastou a mão, suspirando como se esperasse por essa discussão.


- Como você não se manifesta, eu comecei a escolher alguns nomes.


- Mas...


- Não está decidido ainda – É obvio que não estava –, mas Pietro parece um nome legal. E é italiano, Rosie. Nomes italianos são sempre os melhores.


- Meu nome é italiano?


- Bem... Não, mas-


- Então pronto. Eu nem pensei num nome ainda, mãe.


- Então escolha.


- Eu opto por Draco II. – Ele se intrometeu, abriu um dos cafés e começou a tomar, me entregando o outro.


- Eu opto por não se intrometer. – Hermione tomou o café das minhas mãos.


- Que engraçada, Granger. – Ele riu ironicamente.


- Como se eu realmente fosse deixar meu neto ter um nome ridículo desses.


- É meu neto também, e se a Rose quiser colocar o nome de Quasimodo, você não tem nada haver com isso.


- Que raio de nome é Quasimodo? – Eu tentei parar a discussão.


- Mas é claro que eu tenho, eu jamais deixaria minha filha dar um nome horroroso a uma criança.


- Quasimodo é italiano, caso não saiba.


- Vá para o inferno.


- Parem vocês dois! – Falei alto, e os dois me encararam com a cara fechada – Isso é um hospital, não um bordel.


- Da próxima vez eu mando aquela Medibruxa enfiar a papelada no rab-


- E você também! – Gritei para Ron, que entrava berrando no quarto.


- O que aconteceu? – Ele perguntou sussurrando para Hermione, que bufou ainda irritada com Draco e se sentou do outro lado do quarto.


- Bem, acho que vou indo. – Draco deu um beijo no topo da minha cabeça, e se despediu de mim – Volto pra te ver amanhã.


- Ok, obrigada Draco.


Quando ele saiu, mamãe começou a rogar pragas para ele e papai ficou com as orelhas vermelhas porque não gostava que Hermione falasse com Draco. Eles ficaram naquele assunto por quase uma hora, e meus olhos já estavam pesando de sono por causa das poções, então eu pedi para que eles fossem para casa descansar, já que eu não tinha nenhuma previsão de alta no momento. Eles relutaram um pouco, mas finalmente me deixaram sozinha, prometendo que voltariam no começo da manhã.


Eu dormi por uns quinze minutos, e então acordei com uma batida na porta. Uma enfermeira ruiva e sorridente entrou, dizendo-me que eu tinha visita. Tive vontade de pedir para dispensar, mas nem eu poderia ser tão mal humorada. E fiz muitíssimo bem em não recusar a visita, já que Matt entrou no quarto com aquele sorriso que fazia meu coração descompassar.


- Você está tentando me matar de susto ou o quê? – Ele me deu um selinho demorado, e então passou as mãos pelo meu rosto.


- Desculpa, da próxima vez eu vou tentar não passar mal. – Brinquei sorrindo, e Matt beliscou meu braço de leve. Ele estava com um jaleco, deixando claro que viera direto de seu plantão. – Achei que o horário de visitas houvesse acabado.


- Bem, uma credencial de Medibruxo pode te dar passagens para muitos lugares. – Sorri enquanto ele piscava genuinamente.


- Isso explica o jaleco.


O fato é que Matt passou muitas horas ali comigo. Sua visita me fez esquecer um pouco a preocupação em causa das complicações na gravidez. Ele se apertou comigo na cama de hospital e ficou deitado do meu lado, acariciando minha barriga e sentindo meu menino chutar. Nós conversamos sobre o que havia acontecido, e Matt só se provou ainda mais certo para mim com a naturalidade com que falava sobre meu ex-noivo. Ele simplesmente não se incomodava, e sabia que às vezes até eu precisava desabafar. Nós conversamos a noite toda, e eu não lembro bem em qual momento eu dormi em seu ombro. Sei somente que ele me acordou com um beijo, avisando que precisava ir para casa descansar. Os raios solares começavam a se infiltrar pela veneziana e iluminavam o quarto pequeno.


- Acabei dormindo sentado. – Matt esticou as costas, e então se sentou na beirada da cama para me dar um ultimo e longo beijo. – Volto mais tarde, se ainda estiver aqui. Me avise se receber alta.


- Você será o primeiro a saber. – Dei um ultimo selinho e ainda sorria quando ele abriu a porta. Mas então ele parou e se abaixou.


- Hm, Rose. – Ele virou, carregando um buquê de tulipas lilases. – Acho que mais alguém te trouxe um presente.


Minha garganta fechou no mesmo instante. Eu respirei fundo, e estiquei os braços para que Matt me entregasse as flores. O cheiro ainda era um dos melhores no mundo, e as tulipas estavam tão firmes que pareciam ainda estar naquela varanda florida. A embalagem, porém, estava destruída, e o bilhete amassado esclarecia que as flores não haviam sido deixadas delicadamente em frente à porta. A pessoa havia jogado-as e amassado o bilhete, que dizia numa letra pequena e discreta “12 de Janeiro, Thira – Grécia. Seu sorriso ainda é mais belo do que qualquer flor.”


A única pessoa que poderia saber disso era... Scorpius. Ele quem esteve comigo na Grécia, e me deu uma tulipa lilás a cada santo dia, desde que me levou até uma sacada florida no alto de um penhasco. As tulipas floresciam feito capim em terra molhada, e ele me comparava com tulipas para fazer contraste às inúmeras vezes em que Jack havia me dado rosas. Eu simplesmente não podia acreditar que Scorpius havia ido até ali com tulipas e ido embora. Talvez ele tivesse me visto com Matt. Ou talvez ele não tivesse sido corajoso o suficiente para me encarar. Aquilo não importava, na verdade, porque eu já o havia tirado da minha vida. Mas meu estomago não deveria estar se contraindo daquele jeito, ainda mais com Matt logo na minha frente.


- De quem são? – Ele já sabia a resposta, visto que seu sorriso havia diminuído um pouco.


- Scorpius...


- E o que diz o bilhete?


- Nada demais. Só uma data, um lugar e uma frase. Passado.


- Você está bem?


- Acho que estou... Quer dizer, ficaria muito melhor se fizesse um favor para mim. – Matt se aproximou, e seu sorriso voltou ao normal – Jogue essas flores e esse bilhete no lixo mais próximo. Ou ponha fogo, destrua com um feitiço, dê para alguém, sei lá, só tira isso daqui. O passado é pra ser deixado no passado.


Mas eu bem sabia que tirar as tulipas dali de nada adiantariam. Aquele acabou sendo mais um dia daqueles em que eu pensava de minuto em minuto nos momentos em que estive com Scorpius. E imaginava como estaríamos se ele não houvesse sido um idiota. Era estranho, visto que eu estava me apaixonando por Matt, mas em muitos dias eu chorava ao chegar em casa e perceber que os lábios que eu beijei o dia todo não eram os dele. Eu ainda tinha esperanças que Scorpius me procurasse. Meu coração disparava a cada vez que meu celular recebia uma ligação, ou um SMS, ou a cada vez que a campainha tocava. Eu o confundia com pessoas na rua, e uma vez quase enfartei quando um homem muito parecido com ele surgiu todo ensangüentado no hospital.


O problema de algumas pessoas era o rancor, mas no meu caso o problema era não saber esquecer. Eu tenho todos os motivos do mundo para odiar Scorpius Malfoy, mas eu tenho certeza que ainda o amo a cada dia. E talvez ele também me ame, mas seja covarde demais para ter certeza.


Recebi alta naquela mesma tarde, e Hermione me levou para casa. Perto da hora do almoço, Draco havia me visitado, e me dito que Scorpius havia voltado para seu novo endereço. Ele estava morando em Amsterdam, trabalhando no Ministério da Magia Irlandês, e aparentemente não pretendia voltar. Contei a Draco sobre as flores, e ele disse que Scorpius havia comentado antes de sair de casa sobre se despedir de alguém antes de voltar à Irlanda. Talvez ele tenha mudado de idéia. Ou talvez eu esteja errada em pensar que ele ainda me ama. É ruim ter que me lembrar às vezes que ele nunca me procurou depois de tudo. E que ele sumiu da minha vida sem um aviso prévio, depois de tantos sonhos e planos de um futuro. Acho que as coisas estavam mudando mais uma vez.


- O que diabos fez com seu cabelo? – Carlie berrou, dramaticamente, quando foi me visitar na semana seguinte.


Eu havia decidido mudar. Meu cabelo ruivo estava batendo abaixo da minha cintura, e mesmo que todos o elogiassem, ele me trazia lembranças ruins. Scorpius costumava reclamar que o cabelo caía no meu rosto e atrapalhava quando me beijava. Durante os meses de gravidez, ele cresceu ainda mais, e eu já estava ficando irritada. Então, depois que eu li em um livro que “qualquer garota com meio cérebro sabe que há apenas uma coisa a fazer quando você termina com um homem: mudar o cabelo”, eu tomei a coragem que faltava. E eu já havia adiado por tempo demais.


- Qual é Carl, não ficou assim tão ruim.


- Não o que ficar ruim. Você ficou praticamente careca.


Eu revirei os olhos, jogando a franja para trás. O corte era na altura do pescoço, com a franja maior do que o restante do cabelo. Eu mesma havia feito, e estava muito orgulhosa. Matt também havia gostado. Porém, o resto do mundo agia como se eu houvesse assassinado um elfo doméstico. Até mesmo Draco perguntou que tipo de alucinógeno eu havia usado.


- Não seja tão dramática. Eu gostei. Me sinto uma nova pessoa.


- Você tem uma noção do tempo que vai levar pra crescer de novo? Feitiço nenhum corrige isso.


- Eu não quero corrigir.


Eu havia feito sete meses de gravidez no dia anterior. A Dra. Sanders havia tentando me afastar do trabalho, me dando uma licença a maternidade adiantada devido às complicações, mas eu me recusei. Tenho certeza que ficar de repouso me faria ter um colapso nervoso, e eu estava me cuidando e tomando os remédios para pressão, então não havia maneira de me fazer parar. E eu não queria parar, logo agora que eu tinha coisas para me distraírem dos meus problemas...


Num sábado, no fim de agosto, Ron e Hermione saíram para jantar na casa de um amigo em não sei aonde. Eu não tinha nada marcado, então preferi passar a noite sozinha vendo filmes, já que Hugo havia ido dormir na casa de Joanna. Eu adorava ficar sozinha em casa, pra poder ligar o som no último e dançar como uma louca. E aparentemente meu bebê gostava de música, porque ele se mexia muito mais quando o rádio estava ligado. Então eu aproveitei aquela noite para ser minha: vi filmes, tomei sorvete, tirei fotos mostrando minha barriga, arrumei as roupinhas do bebê pela milésima vez, mudei os móveis de lugar e pintei meu cabelo de preto com um feitiço maravilhoso. Sim, eu também havia me cansado do ruivo. Mas esse feitiço perdia o efeito em duas semanas, então não era assim tão ruim. Quando já eram umas duas da manhã, eu estava largada no sofá, assistindo um canal de receitas, quando eu senti uma necessidade incontrolável de comer torta de morango. Revirei minha cozinha, mas não havia torta e muito menos morangos para fazê-la. Eu poderia ter deixado pra lá, mas...


- Rosemary, querida, SÃO DUAS E MEIA DE MANHÃ! – Afastei o telefone do ouvido antes que ele me deixasse surda.


- Mas Alvo, eu preciso dessa torta.


- Eu lá tenho cara de quem sabe fazer torta?


- Não sabe fazer mas pode sair pra comprar.


- E por que logo eu?


- Porque o Matt ta na Espanha visitando os pais dele.


- Então sai pra comprar você.


- Ah, você realmente deixaria sua prima indefesa e grávida sair de madrugada atrás de uma torta?


- Indefesa e grávida não combinam muito numa mesma frase.


- Compre pra mim. – Fiz drama, do tipo que sempre convencia as pessoas.


- Ah, vai, tudo bem, eu já estou acordado mesmo. Chego aí assim que encontrar a torta.


Eu deitei de volta no sofá enquanto o esperava. Na última vez que olhei no relógio, eram 04:20 da manhã, e nada do Alvo aparecer. Esperei por tanto tempo que acabei dormindo, e tomei um puta susto quando ele aparatou no meio da sala.


- Achei a torta! – Alvo anunciou orgulhoso, mostrando um pacote em suas mãos.


- Você foi pessoalmente colher os morangos ou o quê?


- Não seja ingrata, eu rodei Londres inteira até achar uma padaria aberta.


- Obrigada então. Vamos comer pra ver se seu esforço valeu à pena.


- O que você fez com seu cabelo?


- Não pergunte.


E então eu fui comer. Alvo comeu um pedaço minúsculo, e eu comi todo o restante da torta sozinha. Comi com tanta vontade que ele ficou até espantado, mas a torta estava realmente muito boa. O bebê, porém, não parece ter ficado muito satisfeito, porque minutos depois de eu terminar de comer, eu comecei a ficar enjoada. Merlin, não faça isso comigo. Eu não enjoava há meses, e... Bem, acabei por correr pro andar de cima e colocar a torta pra fora, chorando de raiva porque ela estava muito boa. Alvo se fingiu de bravo, mas ele achou melhor rir da minha cara emburrada. Depois desse dia, eu nunca mais consegui comer torta de morango. Acho que isso ainda me enjoa.


 


Eu e Matt havíamos terminado quando eu completei oito meses. Não, não terminado, já que nós não tínhamos nenhum comprometimento. Mas nós regredimos de “quase namorados” para “amigos coloridos” depois de um domingo n’A Toca. Eu havia levado Matt para almoçar com a minha família, e quando ele olhou para a Lily... BOOM, amor a primeira vista. Desde então, ele está nessa ridícula paixão platônica, e nós não realmente nos amávamos ou coisa assim. O grande problema é que a Lílian já tem um namorado, Jason Owen, batedor dos Chudley Cannons. E eu estou particularmente farta de ouvir Matt reclamar feito um adolescente apaixonado. 


- Minha irmã disse que leu na semana passada numa revista de fofocas que Jason Owen estava solteiro novamente. A Lily – Ele soltou um suspiro involuntário. – te falou alguma coisa?


- Não, Matthew. – Eu revirei os olhos, e me ajeitei em seus braços. Nós estávamos apertados em minha cama de solteiro, na casa dos meus pais.


- Tem certeza?


- É claro que eu tenho. Se eles houvessem terminado, ela teria vindo chorar aqui em casa e só iria embora depois de comer todo meu estoque de sorvete de morango.


- Ela gosta de sorvete de morango? Meu Merlin, ela é perfeita.


- Todo mundo gosta de sorvete de morango.


- Eu não quero saber de todo mundo, eu quero saber da Lily.


- Já te disse que você ficou trezentas vezes mais insuportável depois que conheceu minha prima?


- Acho que é essa minha paixão por ruivas.


- Você era assim quando era apaixonado por mim?


- Eu ainda sou apaixonado por você. – Ele tirou com a minha cara, e me deu um selinho.


- Ah, mas é claro que é. Você dorme abraçado comigo e sussurra o nome da Lílian, mas ainda assim é apaixonado por mim.


- Jura que eu sussurrei o nome dela? Cara, eu to apaixonado.


- Vá se foder.


Com o tempo, porém, Matt voltou ao normal. Ele ainda insistia em almoçar n’A Toca e tudo mais, mas ele ao menos havia parado de me perguntar de hora em hora sobre minha prima, já que agora ele poderia perguntar diretamente a ela. Lily havia terminado seu namoro há duas semanas, mais ou menos na época em que eu parei de trabalhar no hospital. Eu agora passava os dias em casa, fazendo o almoço e assistindo a programas de fofoca na TV bruxa. Astoria costumava vir me fazer companhia, nas vezes em que eu não ia até a Mansão fazer companhia a ela. Nós nos dávamos tão bem que era estranho pensar que ela poderia ter sido minha sogra. Ela havia me ensinado a cozinhar, e toda quinta nós saíamos para almoçar. E Draco vinha conosco, mesmo que ele ficasse aleatório em nossas conversas sobre algum escândalo que havia sido divulgado no Profeta Diário.


E por falar nisso, a maldita Rita Skeeter havia postado uma foto minha em sua coluna, com a manchete “Mãe solteira?”. Na pequena matéria, ela falava sobre o estranho cancelamento de meu casamento e da inesperada gravidez. A foto havia sido tirada por alguém enquanto eu passeava pelo Beco Diagonal, tomando sorvete e olhando as vitrines, com a minha barriga de oito meses na época. Ao contrario do esperado, a matéria me fez rir, por tamanha falta de competência de Skeeter para ter de usar a minha gravidez como matéria. Como se o Profeta Diário pudesse ficar ainda pior.


Mas além de Astoria, eu estava sempre muito bem acompanhada. Lily saía comigo todo sábado, e Alvo vinha me ver três vezes por semana depois de sair do trabalho. Tio Harry e tia Gina estavam me ajudando a escolher um apartamento, e isso era um segredinho meu e deles. Carlie já estava trabalhando novamente, mas eu gostava de ir visitá-la, ainda mais agora que Alice estava numa fase de bebê divertido, em que ela dava risada pra qualquer palhaçada que Henri fizesse. Na última semana, eu havia passado o final de semana no Chalé das Conchas, dando risada com Dominique e Lily (que não me deixa sair sozinha nem por um decreto) e brincando com a filhinha de Victoire e Teddy, a Nina, que tem três anos agora. Além das minhas expectativas, eu não conseguia ficar sozinha nem por um momento, e essa é uma divida que eu nunca poderia suprir com meus amigos e parentes.


Na última sexta feira de Setembro, Matt veio direto de seu plantão me ver. Eu estava quase de nove meses, e não suportava mais aquela criança se mexendo. Eu já havia encontrado um apartamento, em Rennes, para ficar perto do meu trabalho. Ainda não havia contado aos meus pais, mas me mudaria logo depois do nascimento do bebê. E então seriamos só eu e meu filho.


- Mas então aquele imbecil do Owen disse numa reportagem que a queda do seu desempenho em campo se deve ao fim do seu relacionamento. Agora só falta a Lily voltar com ele.


- Matthew Ryan Lewis, por tudo que é mais sagrado, a Lily não vai voltar com ele. – Eu estava dobrando algumas roupinhas de bebê e organizando-as por cor na mala que eu levaria para o hospital enquanto Matt estava deitado na minha cama.


- Cara, por que você organiza isso por cor?


- Porque eu estou entediada.


- Agora eu entendo porque não dei certo com você. Você tem problemas mentais gravíssimos.


- Vai ver que é por esse motivo que eu não dei certo com ninguém.


Oh, malditos hormônios da gravidez. Matt estava brincando comigo e eu estava chorando sem realmente ter ficado magoada. Merlin deve estar me testando.


- Ah, Rose, para com isso. – Eu limpei as lágrimas com uma toalhinha de boca de bebê – Você sabe que é brincadeira, não é? Eu amo você.


- Você ama a Lily, seu maldito! – Eu larguei as roupinhas de qualquer jeito em cima da cômoda. – Mamãe veio me perguntar hoje se nós estávamos namorando, porque ela não consegue acreditar que você seja meu amigo, idiota.


Eu estava frustrada, descontando nele o que não tinha de ser descontado. Eu ao menos gostava dele, por que esse acesso de ciúmes logo agora? Argh!


- Você está morrendo de ciúmes. – Ele sentou na cama, sorrindo e me fazendo ficar ainda mais emburrada.


- Vá para o inferno, Matthew.


- Ai meu Deus, como eu sou ciumenta. – Ele disse numa voz falsete e infantil, o que me irritou dez vezes mais.


- Não costumo ter ciúmes dos meus amigos.


- Costuma sim.


- Eu vou te estuporar e te fazer voar por essa janela.


- Não vai não, porque você me ama. – Mostrei o dedo do meio para ele. – Qual é, ser minha amiga não é assim tão ruim. Eu juro que estar apaixonado pela sua prima não vai me impedir de transar com você.


- Ah, mas que insolência! Eu não transo com você!


- Não agora que você pode entrar em trabalho de parto a qualquer instante.


- Calúnia! – Eu era dramática até os ossos, como mamãe costumava dizer. – Isso aqui é só amizade.


- Colorida mas ainda assim amizade.


Eu bufei com raiva e joguei um bicho de pelúcia nele. Ele se esquivou rindo, levantou da cama e me pegou no colo, como os noivos fazem, mas com muito mais cuidado graças a barriga enorme. Então nos deitou, ficando por cima de mim, apoiado nos braços pra não esmagar a mim e ao bebê.


- Então vamos aproveitar essa nossa amizade. – Ele sorriu com malicia, e eu não resisti a sorrir de volta. Malditos hormônios triplicados na gravidez. – O que acha de eu chamar a Lily pra sair daqui a algum tempo?


- Hmmmm. – Eu fingi pensar, enquanto abria os botões da sua camisa, mesmo que não fossemos fazer nada de mais. Eu também havia riscado o sexo na minha lista de precauções. – Acho que é obvio que ela vá aceitar. Vocês dois são chatos demais pro meu gosto. E vai ser legal poder comparar com ela sobre você.


- Comparar? Vocês mulheres realmente fazem isso?


- Você nem imagina, baby. – Eu finalmente o beijei, enquanto ele tombava para o lado me abraçando. Aquilo poderia até ser uma amizade com benefícios, mas isso não queria dizer que eu não iria tirar proveito.


 


No dia 27 de Setembro foi a festa de aniversário de Louis, filho do tio Gui. A família toda tinha presença requisitada, mas eu estava com uma dor incomoda na barriga. Não contei aos meus pais, obviamente, mas disse que estava cansada e iria dormir cedo, tudo bem ficar sozinha. Estava uma chuva desgraçada, com trovões ensurdecedores que me faziam pular de susto no sofá. E assim fiquei, vendo filmes românticos, chorando e encharcando meu balde de pipocas. E a dor continuava. Já passava das três da manhã quando eu decidi ir dormir, rezando para que a dor sumisse até o dia seguinte. Eu estava subindo as escadas quando senti meu shorts do pijama ficar molhado. Temi que estivesse tendo outro sangramento, mas quando olhei o chão, ficou obvio que a bolsa havia estourado. Ok, Rose, respira. Não faz problema você ainda estar de oito meses, isso ia acontecer uma hora. Porra, filho, mas logo agora que eu to sozinha? Andei devagar até o andar de cima, ignorando a dor que estava ficando mais forte. Revirei o cômodo atrás do meu celular, e quando finalmente o encontrei, ele estava prestes a descarregar. Digitei o primeiro numero que me veio à cabeça e apertei a mão na barriga para amenizar a dor. Atende.


- Alô?


- Ah, graças a Merlin, pensei que não fosse atender e... – Só então notei que aquele telefone não era do Matt e tampouco dos meus pais. Eu havia ligado para Scorpius.


- Rose?


Eu fechei o celular com raiva, e o joguei na parede. Por que eu tinha que discar logo o numero dele? Peguei minha varinha no criado mudo e fiz a moda bruxa, enviando um patrono com uma mensagem desesperada para Matt. Eu estava tão nervosa que minhas pernas estavam começando a tremer, então eu sentei na cama, apertando a barriga. Dez minutos depois Matt subiu a escada aos tropeços, e eu finalmente respirei aliviada.


- COMO ASSIM O BEBÊ ESTÁ NASCENDO? – Ele berrou ofegante, e eu reprimi um grito de dor.


- Me leva pro hospital.


- O quê? Eu também sou Medibruxo, Rose, como sabe que o bebê vai nasc-


Eu o agarrei pelo colarinho, e disse entre dentes: – Me leva agora pro hospital.


Ele não contestou depois disso. Eu convoquei a mala do bebê até mim através do feitiço accio, e então Matt me pegou no colo e me levou até seu carro, já que seria impossível aparatar comigo. A chuva parecia ainda mais forte, e eu estremecia a cada trovão. Assim que saímos com o carro, Matt começou a conversar comigo, provando que ele estava ainda mais nervoso do que eu mesma.


- Então, mas e aí, ta tudo bem com o bebê? Ele ta se mexendo e tudo mais?


Prendi a respiração e me senti realmente desesperada pela primeira vez na noite. O bebê não estava se mexendo há horas. Na verdade, eu não o sentia se mexer há muito tempo, mas não havia nem reparado. Ok, sem pânico. Isso é normal. Isso é normal. Isso não é normal.


- Matthew, me leva correndo pro hospital. Tem alguma coisa errada. Esse bebê não se mexe, e essa dor ta me matando. – Eu estava com as unhas cravadas no banco do carro. E a chuva não parava.


- Vou te levar para o St Mungus, certo? Relaxa, ta tudo bem. – Ele estava apertando o volante com tanta força que os nós dos seus dedos estavam brancos.


Pareceu uma eternidade, mas nós chegamos em meio aquela chuva toda. Matt parou o carro na rua, mas nós não tínhamos ao menos um guarda-chuva, então eu me molhei toda até finalmente entrar no hospital. Assim que entramos, dois enfermeiros me abordaram e me levaram numa cadeira de rodas até outra sala. Matt tentou me acompanhar, mas seguranças o barraram.


- Rose! – Ele gritou no corredor, e eu o olhei com lágrimas de dor escorrendo. – Você vai se sair bem!


- Avise os meus pais! – Berrei de volta, mas meu grito estrangulado deve ter o impedido de me entender.


Eu estava me desfazendo em dor, berrando tanto que certamente todo o hospital pôde me ouvir, mas aquele maldito médico estava me examinando ao invés de me levar até a sala de parto.


- Se você ainda não percebeu, doutor – Eu tentei não gritar mas foi impossível. –, eu estou em trabalho de parto!


- Sinto muito, Srta. – Ele olhou novamente a ficha, para ter certeza de que aquilo não era um “Sra”. Era evidente o preconceito com mães solteiras em pleno século XXI. –, mas o seu bebê não vai poder nascer assim.


- O QUÊ? – Eu berrei, e o agarrei pelo jaleco com tanto ódio que ele não ousou se afastar.


- Fique calma, está tudo bem com seu filho. Mas o bebê não está posicionado, sendo assim impossível de acontecer um parto normal.


- E o que eu faço? – Soltei seu jaleco, desesperada.


- Vamos ter que fazer uma cesariana.


Maldição. Eu morria de medo de injeções, e agora eles me dariam uma anestesia que me faria ficar sem sentir minhas pernas. Ótimo. Eu tomei a anestesia, eles me colocaram uma roupa adequada e me mandaram pra sala de parto. E eu não sentia mais nada. Acho que poderiam me dar uma facada na perna e eu não sentiria. A enfermeira ficou conversando comigo, mas eu não queria papo. A minha visão estava ficando turva, a minha cabeça estava pesada e as minhas mãos estavam formigando.


- Srta. Weasley, preste atenção em mim. – A enfermeira disse, apertando minha mão.


- Eu não estou me sentindo bem...


- O quê?


- A minha cabeça ta rodando.


- Ah, por Merlin, a sua pressão! – Ela soltou minha mão e correu até o outro lado da sala, onde eu não poderia vê-la graças a porcaria de uma cortina que ficava logo abaixo dos meus seios. Ótimo, agora além de morrendo eu estava sozinha.


A enfermeira voltou carregando uma bolsa de soro, e antes que eu pudesse me manifestar, ela enfiou uma agulha no meu braço, e tudo começou a rodar mais rápido.


- Se sentindo melhor, Srta?


- Não muito. O que tem nesse soro?


- Um calmante. Você vai dormir, provavelmente, se não tiver alucinações.


- Que tipo de alucinações? – Eu levantei o olhar para ela, mas o rosto da enfermeira ficava mudando o tempo inteiro. – Ah, acho que entendi.


As coisas realmente ficaram estranhas depois disso. Eu já havia imaginado meu parto umas trezentas vezes nesses meses de gravidez, mas em nenhuma das hipóteses eu estava drogada vendo as paredes piscarem coloridas como luzes de uma balada. Eu tentei levantar minha mão, mas parecia que ela era feita de gelatina. Eu fechei os olhos com força, e acredito que tenha dormido. Dormi, acordei, dormi, acordei, e tudo continuava piscando. Ok, isso já vai passar. Já vai passar. Já vai pass-


- Rose!


Eu abri os olhos rapidamente e pendi minha cabeça para o lado. Meu coração quase parou quando eu vi Scorpius em pé, segurando minha mão e sorrindo como se eu fosse a pessoa mais legal da face da terra. Ele parecia mais jovem, como o cara que eu conheci em Hogwarts. Mas ele aparentemente estava ali.


- O que você ta fazendo aqui? – Tentei perguntar, mas minha voz saiu como um sussurro. As paredes haviam parado de piscar, e a sala não estava mais rodando. A mão de Scorpius era quente e apertava a minha.


- Bem, o nosso filho está nascendo, eu não perderia isso por nada no mundo.


O sorriso dele era impassível. Ele me deu um beijo na testa, e eu estava completamente hipnotizada. O médico gritou alguma coisa além de mim, e eu então ouvi um choro de bebê. A imagem de Scorpius começou a tremer, como uma TV mal sintonizada. A mão dele não estava mais na minha. Ele estava se afastando, e eu queria gritar para que ficasse. A enfermeira apareceu ao meu lado, com um pacotinho enrolado que não parava de berrar. Eu segurei meu filho tentando parar de tremer. Olhei para a imagem de Scorpius uma ultima vez, e então ele disse, como em uma memória.


- Se um dia eu tiver um filho, quero que ele se chame Giovanni. Quando eu era criança, Giovanni Fiori era o melhor apanhador da Grã Bretanha. Seria uma homenagem e tanto.


Então a imagem sumiu. As luzes voltaram ao normal, e eu parei de tremer. Aquela memória de Scorpius era de quando ainda estávamos em Miami, no último ano. Eu não me lembrava daquilo porque estava bêbada na ocasião. Mas agora... Giovanni parecia um nome ideal. Olhei para o pequeno embrulho em meus braços, com os olhos fechados e a pele suja. Ele era tão pequeno. Mal tive tempo de apreciá-lo e a enfermeira veio até mim, pegando-o de meus braços e saindo da sala com ele. De acordo com os procedimentos normais, ela iria limpá-lo, pesá-lo e fazer algum tipo de exame. Eu respirei fundo, realmente aliviada como não me sentia há tempos, e me permiti fechar os olhos e aproveitar os efeitos do calmante. Estava tudo bem.



n/a: hai, não me matem gkçjdfkljgdflkgfjklgfd eu nunca fiquei tão sem inspiração quanto nesse mês, mas eu precisava continuar aqui. Eu até comecei a escrever outra fanfic, mas estava dificil me inspirar pra SaS. Eu reescrevi esse capítulo umas 30 vezes, e ainda assim não ficou como eu queria, massss, aqui está. Dont worry about it, as coisas vão ficar melhores em breve. No próximo capítulo, se possível. E ahhhh, essa semana sai the perks, e eu to TÃO ansiosa. Já falei alguma vez que não há ninguém nesse mundo que eu ame mais do que a Emma? Então. Estarei tão feliz que vou escrever muito mais. Volto em breve. Xoxo.

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Comentários: 3

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Enviado por Ana CR em 07/02/2013

Ahhhh caramba!

Me controlei para não usar um carambolas! ;P 

Nota: 5

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Enviado por Nikki W. Malfoy em 16/10/2012

Fiquei tão feliz quando vi a atualização, que quase perdi o folego decendo a pagina para chegar logo no cap. hsauhsuahsu
Coitadinha da rose, além de passar por altos e baixou, no momento mais crucial da vida dela ela ainda imagina o Scorpius do lado dela lhe dando apoio. Espero que ele deduza o que era quando ela ligou pra ele, seria bom ele se desculpar, não que ela deva aceitar de cara e voltar com ele neh, mas se desculpar e ver que o filho é dele, seria bom!
Agora estou mais ansiosa ainda para o prox!  

Nota: 5

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Enviado por Lana Silva em 16/10/2012

Vim correndo ler o capitulo. Quase chorei aqui , serio, morrendo de medo pela Rose e pelo bebê Gio *-* que lindo nome \O nem acredito que a senhorita demorou tanto tempo pra postar, mas o capitulo compensou. Maravilhoso, não poderia descrevê-lo de outra maneira. Bem eu espero que o Scorpius tome alguma tenencia nessa vida dele - OMG falando igual ao pessoal antigo kkkk - serio, o Matt é demais e acho que ele vai acabar com a Lily mesmo, Rose enlouqueceu de vez, nem acredito que ela tava organizando as roupas por cores kkkkkkkkkkkkkkk nossa quando ela viu Scorpius por um momento eu achei que ele estivesse ali mesmo, nossa eu fiqueI \O/O\O\O/O/ ELE VEIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO *-* mas foi alucinação :/ que triste. Me encheu de esperança e depois furou minha bolinha de assoprar com um alfinete kkkkkkkkkkkk me senti assim  - ok exagero mode on \O
Só sei que amei o capitulo e não quero que a senhorita demore muito não, ou vai me fazer ter um ataque do coração, bela capa *-*
Ahhhhh não vou descutir com você, mas eu amo a Emma mais \O kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk menina tô louca pela estreia do filme, mas não vou poder assistir :/ tô tão ocupada que nem consigo mais descançar direito!

bjoos *-* 

Nota: 5

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