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9. A história de Hermione


Fic: O preço do amor- Capítulos revisados-AGORA COM CAPA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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No minuto em que Rony tocou Dumbledore, a cozinha pareceu se mover. Sem aviso, ele sentiu como se tivesse tropeçado para frente e de repente estivesse caindo. Da mesma forma, ele se encontrou parado no meio do quarto de luz turva que ele tinha visto na penseira. Os outros estavam lá também, olhando para Hermione que estava deitada no chão com um homem encolhido acima dela.


 


Com extrema aversão, Rony olhou furiosamente para Rabicho. ‘Isso tudo é minha culpa’, ele pensou. ‘Se eu tivesse deixado Sirius matá-lo... ’ Seus olhos ardiam de raiva enquanto ele via Pettigrew erguer Hermione do chão e, literalmente, atirá-la na gaiola no centro do quarto. Ele bateu a porta com força e a trancou com a varinha.


 


- Colloportus.


 


- Como você pôde? – Rony ouviu Hermione perguntar, ao se colocar de pé. Ela estava claramente amedrontada. Todos que assistiam à lembrança podiam vê-la tremer enquanto lágrimas jorravam pelo seu rosto – Ele amava você. Como pôde ordenar que aqueles Comensais da Morte fossem atrás dele daquele jeito?


 


Ignorando a pergunta, eles viram Rabicho empurrar o próprio braço entre as barras da cela e levantar a palma da mão.


 


- Sua varinha – ele exigiu.


 


- Eu... eu não tenho – Hermione sussurrou numa voz trêmula.


 


Rabicho disparou-lhe um olhar de incredulidade e depois apontou a varinha em seu peito. Eles assistiam silenciosos enquanto Hermione deu um passo para trás e colidiu com as barras de ferro da cela.


 


- Sua varinha – Rabicho insistiu.


 


- São férias de verão – eles ouviram Hermione responder – e eu sou menor de idade. Não posso usá-la. Por que teria uma comigo?


 


- Última chance – Rabicho preveniu, apontando a varinha de modo ameaçador.


 


- BASTARDO MALDITO! – Rony gritou, incapaz de manter sua raiva sob controle. Ele estava considerando se seria possível ou não atacar uma lembrança, quando ouviu sua mãe sibilar seu nome. Com os olhos ainda em Pettigrew, Rony não a vira avançar nele até agora.


 


Todos assistiam quando Rabicho deu de ombros e soltou um feitiço.


 


- Accio varinha.


 


Nada aconteceu.


 


- Já chega – a Sra. Weasley deu um bofetão, agarrando Rony pela gola e o puxando para longe do grupo – Isso é difícil de ver para todos nós – ela murmurou, um pouco da raiva deixando sua voz – mas é importante que Dumbledore veja e ouça tudo. Vai ficar ainda pior, então a menos que você assista quieto, como todos os outros, você pode voltar para a cozinha agora.


 


- Desculpe, mamãe – Rony disse, encarando seus pés.


 


- Francamente, Rony, não é bom gritar com uma lembrança. Ela não pode ouvir você – ela disse, se virando e retornando ao grupo.


 


- ACCIO VARINHA! – Rabicho gritou de novo.


 


Nada aconteceu de novo.


 


- Eu disse – eles ouviram Hermione dizer.


 


- Como você foi ao Beco Diagonal? – Rabicho reclamou.


 


- Pó de flu.


 


- De onde?


 


- VÁ PRO INFERNO SEU RATO BASTARDO! – Hermione gritou.


 


Rony levantou a sobrancelha e olhou para Hermione que estava agora parada próxima a ele, assistindo a cena com todo mundo. Embora ela tenha fugido de seu olhar, ele notou o tom rosado que rapidamente cobriu suas bochechas. Aparentemente, ser pega xingando, justamente por Rony, era mais que um pouco desconcertante.


 


- Eu vejo que o encantador Sr. Weasley teve uma influência negativa sobre você – Rabicho gargalhou.


 


O som de seu próprio nome sendo pronunciado imediatamente chamou a atenção de Rony e o trouxe de volta à lembrança.


 


- DEIXE-O FORA DISSO! – Rony viu Hermione gritar.


 


Um sorriso malicioso se abriu de um lado a outro no rosto de Rabicho.


 


- Você se importa com o que acontece com ele? – ele zombou.


 


- Claro que me importo – Hermione respondeu – Ele é meu amigo.


 


- Faria diferença se eu dissesse que o Lorde das Trevas não está interessado nele? – Rabicho perguntou – Ou você ainda se importa? Vocês dois vão ter o mesmo fim. O que aconteceria se eu te prometesse que não haveria danos a ele se...


 


- Como Voldemort te prometeu que ele pouparia a Lílian? – Hermione respondeu friamente, olhando de cara feia para o homenzinho na sua frente como se ele fosse uma pilha nojenta de sujeira que ela tivesse pisado.


 


Rony involuntariamente sorriu ao ver Rabicho se encolher de medo e dar um passo para longe da cela.


 


- O quê? Você ousa... falar seu...


 


Lupin avaliou Hermione por um momento e depois se aproximou de Pettigrew. Ele andou na direção de seu velho amigo e estudou sua reação de perto enquanto a lembrança continuava.


 


- Isso é o que ele te prometeu, não é? – eles ouviram Hermione perguntar – Por que mais ele teria proposto deixá-la ir? Ela nasceu trouxa. Um alvo perfeito. Ele deveria matá-la sem nem pensar, mas não o fez. Por que isso?


 


Lupin estreitou os olhos ao ver Rabicho encarar Hermione furiosamente em silêncio.


 


- Eu acho que é porque você estava apaixonado por ela – eles ouviram Hermione declarar – Você se insinuou para ser o fiel do segredo dos Potter como parte de algum... algum plano doentio de tê-la para você. Você tentou comprá-la de Voldemort com o sangue do marido e filho dela e deixou Sirius levar a culpa para que pudesse ser o único a confortá-la. VOCÊ ME DEIXA NAUSEADA!!! SE VOCÊ ACHA QUE EU VENDERIA HARRY PARA SALVAR RON OU EU MESMA...


 


Rabicho recuou ao som do nome de Voldemort pronunciado pela segunda vez, mas ele pareceu achar sua língua.


 


- Você vai mudar de ideia – ele disse cruelmente ao se virar, agarrando a única tocha acesa do quarto, subindo a escada – O Lorde das Trevas pode ser MUITO persuasivo.


 


- Ele vai te matar, você sabe – Hermione disse.


 


Rabicho congelou em frente à porta. Ele se virou e olhou com desprezo para a cela.


 


- Você é a única que arruinou o plano dele – ele respondeu. Não queria assustá-la, Rony percebeu isso, mas isso soava como se ele estivesse tentando se convencer de que Hermione levaria a culpa ao invés dele.


 


- Não o Voldemort – Hermione disse – Ron.


 


Rabicho urrou para ela.


 


- Sim, ele é o ‘Sirius’ do seu pequeno trio, não é? Temperamental do mesmo jeito. Cego do mesmo jeito. Ele é tão ferozmente leal, ele nunca vai perdoar uma única desfeita sua. Sim – ele parou para considerar – O Weasley é definitivamente o tipo que guarda rancor e se vinga – Eles todos assistiam enquanto Rabicho dava de ombros, claramente indiferente – Eu acho que só tenho que pegar ele primeiro, não é? – ele disse ao se virar e caminhar para fora do quarto, deixando Hermione sozinha no escuro.


 


Assim que a porta se fechou, eles escutaram Hermione ter um ataque de nervos na cela. Incapaz de vê-la, agora que não tinha tocha, eles eram forçados a ficar ali no escuro e ouvir seu choro.


 


- Tudo bem, Hermione? – Rony sussurrou ao chegar perto da verdadeira Hermione que estava próxima a ele.


 


- Sim – ela sussurrou de volta, se inclinando em sua direção quando sentiu seu braço embalar seu ombro – Isso é só... estranho – ela disse, ouvindo ela mesma em prantos na escuridão.


 


- Você se lembra de alguma coisa? – Rony perguntou suavemente.


 


- Muitas coisas – ela respondeu – Eles me deixaram aqui embaixo por horas – ela disse baixinho – Provavelmente pensaram que isso ajudaria a me torturar... ficando trancada, sozinha, no escuro, sem nada para fazer a não ser imaginar como eu ia morrer.


 


Hermione sentiu Rony apertar seu ombro e puxá-la para um abraço.


 


- Eles estavam errados, de qualquer jeito – Hermione disse – Morrer é a parte fácil. Aqueles que vão ficar para trás e lidar com as consequências é que ficam com a parte dura. Era em você e Harry que eu estava pensando. O que minha morte faria a vocês dois.


 


Embora ele não pudesse vê-la, Rony sabia que ela estava chorando.


 


- Tudo bem – ele disse, mais para acalmar a si próprio do que a ela – Você escapou.


 


- Sim – Hermione fungou – Acho que sim.


 


- Você não pode adiantar essa coisa? – Moody perguntou impaciente a Dumbledore – Eu tenho coisas melhores a fazer do que ficar parado em uma lembrança negra pelo resto da noite.


 


- Srta. Granger? – Hermione ouviu Dumbledore chamar.


 


- Sim? – ela respondeu.


 


- Você se importaria de adiantar essa lembrança um pouco mais?


 


- Hum... Me desculpe, Professor. Eu não sei fazer isso. Eu nem consigo me lembrar realmente o que acontece depois disso – Hermione admitiu.


 


- Apenas focalize a porta no topo das escadas – Dumbledore instruiu – Veja-a na sua mente e depois a imagine sendo aberta.


 


- Eu... eu vou tentar – Hermione respondeu, fechando os olhos e antevendo a porta. Mas quanto mais nítida se tornava, a maior certeza que ela tinha era que não queria abrir a porta. Seu coração começou a bater forte e, de repente, ela estava respirando pesadamente. Embora Rony ainda tivesse seus braços em volta dela, ela sentia que começava a tremer. ‘NÂO, eu não quero que a porta se abra’, ela pensou.


 


- Hermione, está tudo bem – Rony sussurrou – É só uma lembrança. Já aconteceu. Eles não podem te machucar agora.


 


Apoiando-se no peito de Rony, Hermione respirou fundo e então a liberou.


 


- Obrigada – ela murmurou ao fechar os olhos e imaginar a porta de novo, dessa vez aceitando que ela se abrisse.


 


Eles ouviram a porta se abrir com um rangido antes que vissem a luz no topo das escadas. À medida que olhavam para cima, podiam fazer só o esboço da figura na entrada quando começou a descer as escadas. Com a luz por trás, era impossível dizer quem era até chegar à cela e apontar a varinha para a fechadura.


 


- Alohomora – Rabicho disse, abrindo a porta e entrando na cela.


 


Mesmo sem dizer mais nenhuma palavra, ele se abaixou, segurou Hermione, que estava sentada no chão, e a colocou de pé. Eles assistiram em silêncio quando Rabicho empurrou Hermione com força para fora da cela em direção à escada. Sem esperar por isso, ela perdeu o equilíbrio e caiu no chão com um choro. Ela dificilmente conseguiria aparar uma queda com as mãos, antes de Rabicho agarrar suas costas pela blusa e empurrá-la para a escada.


 


Rony estreitou seus olhos furiosamente para Pettigrew enquanto Dumbledore subia as escadas e seguia de perto o par que saía pela porta. Sabendo que ele teria que esperar sua vez, já que a escada era estreita demais para permitir que todos subissem ao mesmo tempo, Rony cruzou os braços e esperou que os adultos fossem primeiro.


 


Ao entrar no corredor estreito, Rony se assustou ao ver dois homens encapuzados, parados dos dois lados da porta pela qual tinham saído. Olho-Tonto estava parado em frente a um dos homens, olhando fixamente para ele. ‘Deve estar tentando descobrir quem são’, Rony pensou ao deixar os Comensais para trás e seguir o resto do grupo pelo corredor.


 


Moody os alcançou no momento em que Rabicho empurrou Hermione em frente a uma larga porta de madeira. Todos observavam enquanto ele deu a volta nela, empurrou a porta aberta e depois a empurrou com força pra dentro.


 


Rony ouviu a verdadeira Hermione arfar ao seu lado, e quando ele a alcançou, pôde senti-la tremer. No instante que seus olhos se viraram para a Hermione estendida no chão, ele entendeu por que. Ela estava congelada no lugar, seus olhos totalmente aterrorizados, enquanto ela encarava uma cobra enorme em frente a ela. ‘CARACA’, Rony pensou ao fitar a imensa serpente, se enrolando e balançando pronta para atacar.


 


Hermione não era a única a reagir à lembrança. A Sra. Weasley também.


 


- Essa é... – Molly começou a perguntar com uma voz trêmula.


 


- Sim – o Sr. Weasley respondeu, um tremor involuntário passando pelo seu corpo. Claramente ele não esperava estar face a face com a cobra que esteve tão perto de matá-lo no inverno passado.


 


- Ele... ele estava... na cobra – a verdadeira Hermione começou a gaguejar ao segurar o braço de Rony, virando-se e escondendo seu rosto em seu peito – Ele estava vendo através da cobra. Ele estava me vendo através da cobra.


 


Incapaz de tirar seus olhos da cena em frente a ele, Rony viu a língua da cobra chicotear levemente para provar o medo no ar que cercava Hermione. Enquanto ele a fitava, quieto pela cobra, Rony viu Dumbledore se inclinar e colocar seu rosto a poucos centímetros da serpente, olhando em seus olhos diabólicos.


 


- Sim, ele está aqui – Rony ouviu Dumbledore murmurar antes de ficar ereto novamente.


 


Lentamente a cobra começou a se desenrolar e, como se isso fosse algum tipo de sinal, Rabicho deu uma passo a frente, pegou Hermione com grosseria pela gola, puxou-a para cima e a empurrou na direção da cadeira no meio da sala.


 


- Sente-se – ele mandou.


 


Pegando a cadeira para evitar sua queda, Hermione fez rapidamente o que tinham falado. Ela se atirou na cadeira, seus olhos ansiosos nunca deixaram a cobra. Rony viu quando ela segurou o assento, na tentativa de fazer suas mãos pararem de tremer. Ela estava tão preocupada com a cobra que ela nem percebeu que a porta tinha sido aberta e uma figura coberta entrara na sala. Só quando ela parou bem ao lado de Hermione, baixando sua capa, é que ela percebeu que havia mais alguém lá. Respirando pesadamente, Hermione se virou e encarou...


 


- Bellatrix Lestrange! – o Sr. Weasley gritou com horror, boquiaberto diante da mulher louca parada em frente à Hermione.


 


Os olhos de Rony se arregalaram. Não era só uma Comensal da Morte. Ela era uma das mais fanáticas seguidoras de Você-Sabe-Quem. Ela tinha sido mandada para Azkaban por torturar os pais de Neville. Ela os tinha torturado até a insanidade e agora... ela ia torturar Hermione. ‘Ela vai torturá-la e eu tenho que assistir’, a mente de Rony gritava. ‘Não’, ele lembrava a si mesmo, fechando os olhos e respirando fundo, ‘ela já o fez. Essa CADELA MALDITA já o fez. Não está acontecendo agora. Já acabou. Ela fugiu. Ela está bem. Apenas fique calmo. Você tem que ficar calmo pela Hermione.’


 


- Onde fica o Quartel-general da Ordem da Fênix? – Rony ouviu a voz fria de Lestrange perguntar. Ficando atrás de Hermione, os braços dele agora cobriam todo o seu ombro, abraçando-a protetoramente, Rony abriu os olhos e se forçou a assistir.


 


Tremendo como louca, eles viram a memória de Hermione se virar e fitar a cobra. Ela nem viu a maldição vindo.


 


- Crucio! – eles ouviram Lestrange gritar. Seu rosto se contorceu num riso sinistro ao ver Hermione cair da cadeira e se retorcer de agonia no chão. Seus gritos encheram a sala por um minuto inteiro antes de a maldição ser suspensa.


 


- Isso é só o gostinho do que eu posso fazer a você – Lestrange provocou, quando Hermione deitou no chão tentando respirar – Você vai responder minhas perguntas – ela disse ameaçadoramente, chutando Hermione nas costelas – Onde fica?


 


- Eu... Eu... não sei... – Hermione ofegou, agarrando suas costelas com força – Eu... Eu não sou a fiel do segredo.


 


- Quem é? – Lestrange exigiu.


 


- D-dumbledore – Hermione lamentou ao tentar se levantar.


 


- Crucio.


 


Eles viram Hermione se dobrar no chão pela segunda vez em ondas de dor que, tipo de coisa que ela nunca soube, rasgava todo o seu corpo. À medida que os berros de Hermione ecoavam nas paredes da pequena sala, Lestrange fechava os olhos e saboreava os gritos como se fosse sua música preferida.


 


Quando ela finalmente suspendeu a maldição, Hermione se deitou gemendo.


 


- Meu mestre está muito irritado com você – Lestrange olhou com desprezo – Semanas traçando um plano que foi arruinado por sua causa. Como você sabia que era uma armadilha? – ela perguntou genuinamente curiosa.


 


- O que? – Hermione perguntou ao olhar para Lestrange, seus olhos cheios de medo.


 


- Como você sabia que os ingressos eram uma armadilha? – Lestrange gritou ao chutar brutalmente as costelas de Hermione pela segunda vez.


 


- Eu... Eu não sabia – Hermione arquejou, dobrando-se de dor.


 


- Então por que você os recusou? – Lestrange perguntou a voz fria, estranhamente calma.


 


- Eu só não queria ir – Hermione respondeu.


 


- Você espera que eu acredite que você negou Victor Krum simplesmente porque você não queria ir ao jogo? – Lestrange perguntou apontando a varinha para Hermione pela terceira vez – Crucio.


 


Rony assistia com repugnância, seus olhos queimando de raiva, enquanto Lestrange caminhava e se sentava na cadeira que Hermione tinha ocupado momentos antes. Ela esperou longos segundos e, então, suspendeu a maldição.


 


- Responda minha pergunta com sinceridade – ela deu um tapa em Hermione – Por que você recusou os ingressos?


 


- Eu... eu não... queria... encorajá-lo – Hermione arfou.


 


- Você não queria encorajá-lo? – a risada maníaca da Lestrange encheu a sala – Essa sua nobreza é nojenta. Espero que Potter aprecie isso.


 


- Ele... não virá... atrás de mim – Hermione disse ao se virar e olhar para a cobra ao lado dela.


 


- Ah sim, ele virá – Lestrange riu.


 


- NÃO SE ATREVA A DAR UM PASSO PRA FORA DESSA CASA, HARRY!! – Hermione falou alto para a cobra.


 


- CRUCIO! – Lestrange disse com raiva – Isso foi muito estúpido – ela zombou quando Hermione desabou no chão – E eu que achava que você era a mais esperta dos três.


 


Lestrange suspendeu a maldição com uma risada cruel.


 


- Ah, ele virá – ela disse confidencialmente – Ele veio correndo quando pensou que seu padrinho estava em perigo.


 


Hermione olhou para ela com fúria, obviamente se lembrando de que essa foi a mulher que matou Sirius.


 


- Ele é correto demais para atirar sua namorada aos lobos.


 


- Eu... não sou namorada dele – eles ouviram Hermione dizer.


A gargalhada malvada de Lestrange encheu a sala novamente.


 


- Seu sórdido triângulo amoroso com Potter e Krum é de conhecimento geral.


 


- Você deveria saber que não pode acreditar no que lê nos jornais – Hermione disse – Essa coisa toda é um amontoado de mentiras.


 


- Krum nos contou que você o dispensou porque tinha sentimentos por mais alguém. Obviamente é o Potter.


 


- Você está errada – Hermione respondeu de forma convencida e ganhou mais um disparo da maldição Cruciatus. Enquanto seus gritos ecoavam pelas paredes da sala, Lestrange se virou para Rabicho e o olhou com severidade.


 


- Se não é o Potter, então quem é? – ela perguntou para Hermione, depois de suspender a maldição.


 


- Vá... pro... inferno – Hermione disse ao buscar por ar.


 


- Crucio.


 


- FILHA DA PUTA MALDITA! – Rony gritou furioso para a lembrança de Lestrange. Sua mãe imediatamente o silenciou com um olhar irritado.


 


- Quem é? – eles ouviram Lestrange perguntar.


 


- Vai... se... fuder – Hermione arquejava ao deitar no chão.


 


- Isso dói tanto – a verdadeira Hermione admitiu baixinho para Rony, que continuava espumando de raiva atrás dela – Eu estava com medo de não aguentar mais.


 


- Você estava incitando-a a te matar? – Rony perguntou baixinho.


 


- Sim – ela admitiu – Mas ele a interrompeu – ela continuou, apontando para a cobra.


 


Quando Rony se voltou para a memória, ele percebeu que o rosto de Lestrange estava contorcido de raiva. A varinha estava apontada para Hermione e sua intenção era óbvia. Mas antes que ela pudesse pronunciar as palavras da maldição homicida, a cobra saltou para frente e se enrolou em torno do corpo de Hermione. Rony via Hermione tremer violentamente no chão. Os olhos dela abertos de terror. Claro que ela não queria nada além de arremessar a gigante cobra para longe de seu corpo, mas ela não conseguia se mexer.


 


Lentamente, Lestrange abaixou a varinha, mas o ódio em seus olhos não deixou Hermione.


 


- Você vai pagar por isso, sua sangue-ruim imunda – ela sibilou – Eu juro. Agora, se não é o Potter, quem é?


 


Hermione permaneceu em silêncio. Ela não poderia ter respondido mesmo que quisesse. Estava tão traumatizada por sentir a pele pegajosa da cobra nela mesma que não poderia pensar em mais nada.


 


- Imperio – Lestrange gritou, apontando sua varinha para o peito de Hermione quando a cobra se enrolou e deslizou para assistir.


 


- O que você é para o Potter? – Lestrange perguntou.


 


- Amiga – Hermine respondeu sua voz tão calma que era quase serena.


 


- Vocês dois estão romanticamente envolvidos? – Lestrange perguntou.


 


- Não – Hermione respondeu sem vida.


 


- Você já esteve amorosamente envolvida com o Potter?


 


- Não – Hermione respondeu – Harry gosta...


 


- LÁ!!! – Olho-Tonto gritou excitado – Dá pra ver nos olhos dela – ele continuou.


 


- Ela está tentando lutar.


 


- De quem ele gosta? – Lestrange perguntou avidamente.


 


-...Ch... Cho Chang – eles ouviram Hermione responder.


 


- Ele está namorando Cho Chang? – Lestrange perguntou.


 


- Nnnnn...ão – Hermione respondeu – Não... não mais – o brilho de vida que tinha em seus olhos sumiu e eles se tornaram nublados de novo. Para a decepção de Moody, Hermione aparentava responder com prazer à pergunta – Eles se separaram no ano passado. Ela está namorando outra pessoa agora.


 


Para a surpresa de todos, Dumbledore sorriu conscientemente.


 


- Você escolheu dar a ela essa informação – ele disse para Hermione.


 


- Sim – ela admitiu – Era como seu eu estivesse na minha cabeça, me ouvindo falar. Eu senti como se ela estivesse controlando uma parte de mim, mas não tudo. Eu respondi a pergunta por que não queria que ela tivesse uma razão para ir atrás de Cho.


 


- As divisões – Dumbledore a informou – Você, propositalmente, permitiu que ela acessasse a informação que você achava que não era importante, para fazer com que ela não pensasse que você não estava inteiramente sob seu controle.


 


- Potter ainda tem sentimentos por ela? – Lestrange persistiu.


 


- Acho que não – eles ouviram Hermione responder calmamente.


 


- Potter tem sentimentos por alguma outra garota?


 


- Eu não sei.


 


- Ele poderia ter sentimentos por você?


 


- Não, ele não faria isso por... – Hermione não terminou a frase.


 


- Ele não faria isso por quem? – Lestrange exigiu.


 


- VÁ À MERDA, SUA VACA DESGRAÇADA! – Hermione gritou quando se livrou inteiramente da Maldição Imperius. Ela sentiu a dor da velha maldição atingi-la momentos antes de sentir uma nova onda de agonia.


 


- CRUCIO! – Lestrange gritou, totalmente ensandecida – VOCÊ VAI ME CONTAR! – ela berrou ao se certificar da forma retorcida de Hermione e a chutar brutalmente nas costas.


 


Depois de um momento que pareceu uma eternidade para Rony, Lestrange suspendeu a maldição e esperou Hermione parar de gritar.


 


- Ele não faria isso por causa de quem? – ela exigiu.


 


- Rony Weasley.


 


Hermione engasgou e todos se viraram e fitaram Rabicho que estava parado ao lado da porta, e tinha respondido a pergunta.


 


- O melhor amigo? – Lestrange perguntou, ao se virar e encará-lo.


 


- Se ele gostar dela – eles ouviram Rabicho responder, a aversão evidente ao acenar para Hermione, que estava boquiaberta no chão – e Potter souber disso – Rabicho continuou – Ele é muito nobre para correr atrás dela. Mesmo que tivesse sentimentos por ela, ele nunca os influenciaria.


 


Um sorriso malvado cobriu o rosto de Lestrange.


 


- É o melhor amigo? – ela perguntou com uma risada sinistra – Você está protegendo o amiguinho do Potter?


 


Hermione respirou fundo, mas permaneceu em silêncio.


 


- Crucio! – Lestrange gritou, mas ela suspendeu a maldição quase imediatamente – Você desprezou Krum porque tem sentimentos pelo Weasley? – ela perguntou.


 


- Ela não escolheria Potter ou Krum – eles ouviram Rabicho dizer.


 


- E como você sabe disso? – Lestrange perguntou, virando-se para estudar Pettigrew.


 


- Eu os observei juntos por três anos. Ela era mais fechada com o Potter que com o Weasley. Eles não podiam ficar numa mesma sala por mais de cinco minutos sem que houvesse uma discussão. De fato, eles estavam brigando pouco antes de a sequestrarmos.


 


- E ele ainda estava tentando salvá-la – Lestrange disse, virando sua atenção para Hermione, que estava olhando furiosamente para o casal de Comensais em cima dela.


 


- Ele faria isso por qualquer um – eles ouviram Rabicho dizer atrás de Lestrange – Ele é igual ao Potter.


 


- Acho que não – Lestrange disse seus olhos dançando sinistramente – Por que você pegou a chave de portal? – ela perguntou para Hermione.


 


- Para arruinar seus planos – Hermione respondeu depressa. Era só metade da verdade e Lestrange parecia sentir isso. Ela olhou diretamente nos olhos de Hermione, procurando respostas.


 


Rony viu quando Lestrange estreitou os olhos e os fixou em Hermione.


 


- Por que você pegou a chave de portal? – ela perguntou de novo.


 


- Eu já disse – Hermione respondeu irritada – Para arruinar seus planos.


 


- Você fez isso para salvá-lo – eles escutaram Lestrange dizer.


 


- Isso mesmo – Hermione admitiu, encarando-a audaciosamente – Sem a chave de portal, não havia jeito de tirar Ron do Beco Diagonal. Pelo menos não de um jeito rápido o bastante para seus propósitos.


 


- Então você se sacrificou? – Lestrange perguntou.


 


- Não foi um sacrifício – Hermione disse, encontrando o olhar cheio de ódio dos Comensais – Eu já tinha sido pega. Eu teria feito a mesma coisa por qualquer um.


 


Lestrange estudou Hermione intensamente por um momento, como se tentasse descobrir se o que ela estava dizendo era verdade.


 


- Talvez ele salvasse você se tivesse conseguido passar pela multidão – ela disse, tentando enxergar a resposta para alguma coisa que a estava iludindo – Ele estava com muita raiva. Ou assim disseram – Lestrange olhou de relance para Rabicho, que concordou com a cabeça.


 


Lestrange soltou um suspiro e apontou para um copo de água na mesa atrás de Pettigrew. Ele silenciosamente o pegou e entregou a ela.


 


- Beba isso – ela disse, segurando o copo para Hermione pegar.


 


- Você primeiro – eles ouviram Hermione responder.


 


Evidentemente que essa não era a reação que Lestrange esperava o que dava pra ver por sua sobrancelha levantada.


 


- Pode ter sido envenenada – Hermione esclareceu.


 


- Por que eu envenenaria você? – Lestrange perguntou com a voz cheia de uma falsa inocência.


 


- Porque você é uma cadela de coração gelado que não gostaria de nada mais do que me ver em convulsão no chão – Hermione respondeu.


 


- Tem razão – Lestrange disse – mas eu tenho outros meios de fazer isso. AGORA BEBA!


 


Eles viram Hermione pegar o copo de água da Comensal com a mão trêmula. Lentamente ela ergueu-o até seus lábios e, quando ela estava prestes a tomar um gole, o largou. O copo caiu no chão e quebrou.


 


- Ops – Hermione conseguiu dizer um instante antes de ficar incapacitada pela dor que passava por seu corpo.


 


- CRUCIO! – Lestrange gritou e eles viram Hermione cair no chão mais uma vez. Só que dessa vez algo inesperado aconteceu. Enquanto ela se retorcia de agonia no chão, algo caiu de seu bolso.


 


Enquanto o grupo observava, Rabicho se curvou e apanhou o que parecia ser uma caixa preta pequena.


 


-O que é isso? – Lestrange e Olho-Tonto Moody perguntaram ao mesmo tempo.


 


- Eu não sei – Rabicho respondeu – Algum aparelho trouxa.


 


Moody se virou para a verdadeira Hermione, esperando uma resposta.


 


- Apenas veja – ela disse.


 


Obviamente nervosa com o artefato desconhecido, Lestrange suspendeu a maldição e observou cuidadosamente quando Hermione buscava ar para a dor passar.


 


- O que é isso? – ela exigiu, apontando para Rabicho que estava parado diretamente acima de Hermione, estudando o pequeno objeto preto em sua mão. Hermione olhou para cima, mas antes que ela pudesse responder, Rabicho apertou um botão da peça que soltou um barulho de buzina muito alto, e ele desmoronou bem em cima dela.


 


Quando ela o empurrou para longe, Hermione pegou a varinha de Pettigrew. Apontou na direção de Lestrange e falou alto:


 


- ESTUPEFAÇA!


 


Atingida bem no meio de seu feitiço, “Expellia...”, Lestrange caiu no chão.


 


Agora tudo que restava era a cobra. Ela atacou rápido, mas não rápido o bastante. Houve um barulho alto e Hermione sumiu da sala pouco antes que os dentes afiados pudessem alcançá-la.


 


Rony de repente sentiu como se tivesse sido puxado por trás. Parecia ter virado de pernas pro ar e depois sentiu seus pés atingirem o chão. Foram poucos segundos para registrar o fato de que estava de volta na cozinha da Toca, e não mais na memória.


 


- QUE DIABOS ERA AQUELA COISA? – Olho-Tonto Moody gritou para Hermione.


 


- Uma Taser – ela respondeu. Seria melhor ela ter inventado uma palavra, pela indiferença que fazia.


 


- É um artefato trouxa usado para dar choque em pessoas – Dumbledore respondeu ao olhar para Hermione de forma avaliadora.


 


- Como? – Lupin perguntou obviamente tão impressionado quanto Moody.


 


- Isso libera uma carga de alta voltagem de eletricidade no corpo, sobrecarregando-o – Hermione explicou.


 


- Você pode fazer isso com etrelicidade? – Arthur Weasley perguntou, seus olhos se abrindo com excitação – Você acha que eu poderia... – ele começou a perguntar.


 


- ABSOLUTAMENTE NÃO! – a Sra. Weasley rugiu – Eu não quero você impressionado com algum artefato trouxa estúpido.


 


- Hermione – Gui perguntou – O que você estava fazendo com essa coisa?


 


- Só porque eu não posso usar minha varinha não significa que eu não vá me proteger – ela disse.


 


- O que mais você tem? – Rony perguntou, incapaz de parar de sorrir.


 


Hermione olhou para ele numa expressão que era uma mistura de divertimento, excitação e culpa.


 


- O que faz você pensar que eu tenho mais alguma coisa? – Hermione perguntou.


 


- Qual é – Rony disse – O que mais você tem?


 


Hermione mordeu os lábios ao olhar para aqueles travessos olhos azuis e depois soltou um suspiro.


 


- Um Mace – ela disse – É um líquido em spray que cega as pessoas – ela explicou quando viu os rostos confusos a sua volta.


 


- Você... você tem um poção que pode cegar as pessoas? – Gui perguntou, os olhos abertos de choque.


 


- Só temporariamente – Hermione disse rápido. Ela achou as expressões de assombro nos rostos de cada um pouco desencorajadoras – É difícil amaldiçoar alguém se não puder ver onde ele está – ela disse na defensiva.


 


- Que tipo de lugar vende uma coisa dessas a uma adolescente? – Gui perguntou.


 


- Eu comprei na internet – Hermione disse. Ela devia estar falando uma língua estrangeira a julgar pelos rostos confusos a sua volta – Pelo meu computador? – ela tentou de novo.


 


- Ah, aquela caixa de que me falou – Ron disse – Aquela em que você vê os trouxas cantando?


 


- Não, é uma ‘caixa’ diferente onde você pode fazer compras. Apenas pense nisso como uma versão trouxa para a Travessa do Tranco.


 


- Você não deveria ir a um lugar desses – a Sra. Weasley censurou – Tenho certeza que seus pais não aprovariam.


 


- Eu não fui a lugar nenhum – Hermione disse, desejando que a conversa terminasse. Não havia nenhuma forma possível de explicar sobre computadores e internet a um grupo de bruxos em uma noite – Eu não saí de casa. Eles me enviaram pelo correio.


 


- Mas, - Rony começou – você disse que...


 


- Ah, deixa pra lá – Hermione disse ao se sentar numa cadeira e prender um bocejo.


 


- Alvo? – a Sra. Weasley perguntou olhando para Hermione e depois para Dumbledore, que assentiu – Tem sido um longo dia – ela disse colocando a mão no ombro de Ron – Por que você não leva Hermione para o quarto de Percy para que ela possa dormir um pouco?


 


- Tá – Rony respondeu, sentindo-se na mesma hora um pouco cansado.


 


Sem se preocupar em segurar mais um bocejo, Hermione se pôs de pé e seguiu Rony para fora da cozinha.


 


- Espere – ela disse, se virando para encarar os adultos de novo – Eu quero minha memória de volta.


 


Dumbledore sorriu pacientemente para a jovem e acenou para ela com um movimento ondulante da mão.

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