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4. Confissão


Fic: O preço do amor- Capítulos revisados-AGORA COM CAPA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Tap. Tap. Tap.


 


Em algum lugar no fundo de sua mente, Ron ouvia o barulho, mas tentava ignorá-lo.


 


Tap. Tap. Tap.


 


Ele tentava não ouvir, enquanto sentava no chão com os joelhos pressionados contra seu peito.


 


TAP. TAP. TAP.


 


Ron esfregou seus olhos viu uma coruja branca como a neve empoleirada em sua janela. Ele pulou invadido por uma fúria, agarrou a armação da cama, o colchão há muito tempo largado no chão, e levantou numa posição ereta. ‘ME DEIXE EM PAZ, HARRY!’ ele pensou quando ele arrastou a armação da cama contra a janela. ‘É TUDO SUA CULPA!’ Com uma pancada atroadora, a cama bateu na parede e uma das pernas da cama se quebrou atravessando a vidraça da janela. Com a cabeceira da cama agora bloqueando a abertura da janela, Ron sabia que a coruja não poderia entrar. Sua missão completa, Ron afundou de volta no chão, puxando seus joelhos para o peito e abraçando-os.


 


Em algum lugar da sua mente, uma voz cuidadosa dizia que estava sendo injusto. ‘Não é culpa do Harry. Se alguém é culpado, sou eu. Eu estava lá. Eu a devia ter protegido. Se ao menos eu não tivesse brigado com ela. Se ao menos eu não a tivesse levado para os braços do Krum. É tudo minha culpa. MINHA CULPA!’


 


Ron foi despertado de seus pensamentos lúgubres por um ‘CRACK’ alto, seguido pelo som de alguém tropeçando e caindo entre os escombros espalhados pelo quarto.


 


- Se manda! – ele rosnou numa voz profundamente ameaçadora.


 


- R... Ron? – uma voz fraca perguntou incerta de onde estava.


 


- Hermione? – Rony respondeu, procurando pela voz dela. Ele a encontrou em poucos segundos, mas foi como se durasse uma vida toda.


 


No instante em que a tocou, um choro escapou dos lábios dela e ela jogou seus braços em torno dele. Rony imediatamente envolveu seus braços nela e a abraçou quando ela começou a chorar. Ele podia senti-la soluçar contra seu corpo e a apertou com força.


 


Hermione reprimiu um gemido e voltou a falar:


 


- Não tão apertado. Tá me esmagando.


 


- Desculpe – ele respondeu, soltando-a um pouco, mas se recusando a largá-la inteiramente. Agora que ela estava em seus braços, nunca a deixaria ir de novo.


 


- Ron – Hermione disse a voz embargada – Eu...


 


Ele a silenciou e a puxou pra perto, descansando seu rosto em sua cabeça e fechando os olhos ao fazer uma prece silenciosa de agradecimento a quem quer que a tenha trazido de volta para ele. Em outras circunstâncias, ele estaria desconfortável por abraçar uma mulher chorando. Lágrimas sempre o deixavam nervoso. Ele nunca sabia o que dizer. Mas de repente ele percebeu que não tinha dito nada. Ele só tinha que estar lá. Então ele a abraçou mais forte e a deixou chorar em seu peito, gentilmente acariciando suas costas de um jeito que não só a confortasse, mas que confortasse a ele também. Rapidamente, as lágrimas dela diminuíram e a sentiu afastá-lo.


 


- Me desculpe – ela sussurrou no escuro. Incapaz de ser vista ficava mais fácil pedir desculpas.


 


- Não se desculpe – Ron respondeu tocando de leve seu rosto e secando suas lágrimas – Eu acho que um bom choro é razoável.


 


- Não – Hermione disse numa voz trêmula – Por mais cedo... por ter te chamado de...


 


- Bastardo insensível – ele terminou pra ela – Você estava certa. Eu sou.


 


- Não. Não é – Hermione protestou – Bem, tá, às vezes você é – ela se corrigiu – Mas não é de verdade. E... e eu me odiaria se aquelas fossem as últimas palavras que eu te dissesse.


 


Ele a ouviu soluçar e sentiu que novas lágrimas desciam pelo rosto dela.


 


- Ron, quando você me tocou... – ela começou, mas foi forçada a parar quando sentiu os dedos dele em seus lábios. Quando ele a silenciou de novo, Hermione fechou os olhos e saboreou o toque daqueles dedos.


 


- Ron...


 


- Não – ele respondeu, a voz cheia de dor. ‘Eu acho que não aguento ouvir isso.’


 


- Eu tenho que dizer isso agora, enquanto ainda tenho coragem – Hermione respondeu ao tirar a mão dele de seus lábios, unindo seus dedos nos dele.


 


Rony não se opôs, então ela recomeçou.


 


- Quando você me tocou... – ela disse pesadamente, parando pra se recuperar – Há tantas coisas que queria te dizer. Coisas que eu devia ter dito há anos, mas não disse por que tinha medo... Medo de te perder.


 


- Hermione, você não tem que... – Rony interrompeu.


 


- Sim, eu tenho – ela insistiu – Agora cala a boca e me deixa falar.


 


Rony sorriu para si mesmo. ‘Depois de tudo pelo que passou, ela ainda tem a mesma energia de sempre. ’ Sua agressividade era uma das coisas que ele mais amava nela. Ela era valente. Ela era teimosa. Ela era determinada. Quando ela achava que estava certa, ela mantinha sua posição e se recusava a voltar atrás, não importavam as consequências. Como ele, ela era orgulhosa. Diferente dele, ela tinha a força de personalidade de não ligar para o que os outros pensavam. De fato, as únicas opiniões que pareciam importar pra ela eram a dele e a do Harry, claro.


 


‘Ela é... invencível. Quantas garotas seriam capazes de nos salvar do visgo do diabo no nosso primeiro ano? Quantas garotas teriam os culhões para mandar Sirius Black pro inferno, porque acreditava que ele era um maníaco assassino que queria matar Harry? Bem, Gina provavelmente teria, mas... Quantas garotas conseguiriam ser sequestradas por Comensais da Morte e escaparem? A maioria daquelas garotinhas de Hogwarts teria se acovardado no canto. Mas não Hermione. Eu poderia procurar o resto da minha vida e nunca encontraria uma garota que... ’


 


Rony a sentiu apertar sua mão com força e foi trazido de volta à realidade. Ele a ouviu respirar fundo e lembrou que ela estava tentando falar alguma coisa importante. ‘Preste atenção. ’, ele falou pra si mesmo.


 


- Às vezes você é mesmo um idiota insensível – Hermione começou. O coração de Ron afundou. – Você me enfurece o tempo todo – ela continuou. ‘Ela me odeia’, ele gemeu internamente – E eu estou desesperadamente apaixonada por você – O coração de Rony pulou uma batida.


 


‘O QUÊ?!’, sua mente gritou. Levou um segundo para ele colocar voz na pergunta. Ele estava tão surpreso pelos dois comentários que ela tinha feito primeiro que ele teve medo de ter ouvido mal – O quê?


 


- Eu te amo, Ron – Hermione sussurrou.


 


- Mas... Mas... Krum...


 


- Victor não. Você – ela respondeu – Sempre foi você, Ron.


 


Houve um silêncio incômodo quando Rony tentava assimilar essa nova informação e Hermione, percebendo isso, quebrou o gelo.


 


- Victor era só um amigo – ela começou - Ele sabia como eu me sentia, eu falei a ele no final do 4° ano quando ele me puxou de lado para se despedir e me pediu de novo para visitá-lo no verão.


 


- Hermione? - ‘Ela disse 4° ano?’


 


- Eu disse a ele que só poderíamos ser amigos porque... bem, porque eu já tinha sentimentos por alguém. Eu não disse a ele quem, mas ele sabe de qualquer forma. Quer dizer, era óbvio com você tentando nos espiar.


 


‘Espera um pouco, eles me viram?’ – Hermione?


 


- Todas aquelas cartas que eu escrevia pra ele na sua frente... Eu fazia de propósito. Eu estava tentando te deixar com ciúmes. E eu sei que isso é uma coisa terrível de fazer, mas...


 


- HERMIONE! Você vai demorar muito pra se calar pra eu te dizer três palavras?


 


Ron conseguiu o silêncio. ‘Ah, ótimo, agora ela me ouve. ’


 


Hermione esperou ele falar.


 


‘Tá legal, agora o silêncio está ficando incômodo de novo. Fala logo, seu covarde’, Ron ralhou com si mesmo. Seu coração batia tão alto que ele tinha certeza que ela podia ouvir.


 


- Eu... Eu... – ele gaguejou. Então ele abandonou o esforço pra falar, segurou o rosto dela com a mão livre e se inclinou. Ele a sentiu recuar de surpresa no instante em que seus lábios roçaram os dela, mas assim que ela percebeu o que era, relaxou e deixou que ele a beijasse. Seus braços encontraram o caminho até o pescoço dele bem na hora que ele soltou seus lábios para sussurrar: - Eu também te amo.


 


- São quatro palavras, Ron – Hermione disse, sorrindo no escuro.


 


- Eu fui corrigido – ele respondeu com um riso abafado, e se inclinou para beijá-la de novo. Ele sentiu seu estômago dar uma cambalhota quando seus lábios se tocaram pela segunda vez. Uma sensação de formigamento quente rapidamente se espalhou através de seu corpo inteiro, e sua respiração acelerou. Dessa vez Hermione não tinha apenas o deixado beijá-la, ela beijava-o de volta. Ron sentiu as curvas suaves do corpo dela contra o seu quando ela o puxou para mais perto. Ela se uniu a ele desesperadamente, como se ela estivesse se afogando e ele fosse seu salva-vidas. Ron sentiu a boca dela se abrir levemente e ele aprofundou o beijo. Quando Hermione gemeu suavemente dentro da boca dele, sentiu uma nova onda de prazer fluindo pelo seu corpo.


 


Rony resmungou decepcionado quando sentiu seus lábios se separarem.


 


- Como... Como você fez isso? – Hermione ofegou, seus braços ainda em torno de seu pescoço.


 


- Fiz o quê? – Ron perguntou. ‘Ah, não! O que eu fiz de errado?’


 


- Como você fez me sentir assim? – ela perguntou séria – Era como se meu coração tivesse parado por um segundo e depois tivesse começado a doer e... e então meu estômago girou e eu me senti como se tivesse sido golpeada por um raio. Eu formigava da cabeça aos pés – ela explicou, como se tivesse fazendo um relatório e listando os resultados de alguma experiência – E depois eu fiquei REALMENTE quente, e me senti como se tivesse me sufocando, só que era bom. Era incrível, na verdade. Faz de novo – Hermione insistiu, movendo suas mãos pelos cabelos dele, puxando seu rosto ao encontro do dela. Mas antes que seus lábios se encontrassem, eles foram interrompidos por um estouro alto que parecia ter aberto uma fenda no ar ao lado deles.


 


Hermione gritou. Rony instantaneamente a largou e se colocou entre ela e o intruso não desejado.


 


- Por que está tão escuro aqui? – a voz da Sra. Weasley perguntou, quando tropeçou em algo – Lumus – ela murmurou e sua varinha iluminou o quarto. Ron e Hermione se entreolharam quando viram a luz. Ron cobriu seus olhos com as mãos na mesma hora em que sua mãe se largou sobre eles dois. Ela o tirou do caminho e puxou Hermione para um abraço – Garota brilhante! – ela disse, se ajoelhando ao lado dos dois – Absolutamente brilhante. Como você aprendeu a aparatar na sua idade... – ela continuou e depois parou pouco antes de Hermione gritar de dor.


 


- Minhas costelas – Hermione arquejou, se segurando nela – Eu acho que elas estão quebradas.


 


A Sra. Weasley soltou a garota e a olhou, preocupada. Depois se voltou para seu filho – Não fique aí sentado que nem um idiota – ela repreendeu – Me ajude a levá-la lá pra baixo para que eu possa vê-la melhor.


 


Rony imediatamente se pôs de pé e se inclinou para ajudar Hermione.


 


- Como a senhora sabia que eu estava aqui? – Hermione perguntou quando pegava nas mãos de Rony e sentiu-o puxá-la para ficar de pé.12gb


 


- O quê? – a Sra. Weasley perguntou, trazendo seus pensamentos de volta de algum lugar muito distante – Ah, uma carta chegou endereçada a você do Departamento de Transporte Mágico. Receio que você tenha alguma multa substancial esperando por você na cozinha.


 


- Pelo quê? – Ron perguntou em um tom violento.


 


- Por aparatar sem uma licença, eu suspeito – Hermione respondeu calmamente.


 


- Eles não podem te multar por isso – Ron exclamou – Era uma emergência!


 


- Eu não ligo pra multa – Hermione disse – contanto que eu não seja expulsa.


 


- Não tem como eles expulsarem você – Ron assegurou.


 


- Não se preocupe querida. Arthur vai cuidar disso – a Sra. Weasley disse confidencialmente – Isso não é como o que aconteceu ao Harry. Você foi pega à luz do dia. Havia um monte de testemunhas e todas elas estão falando. O Ministro não pode mais ver de outra forma. Quim colocou metade dos aurores procurando por você, sem mencionar metade da Ordem. Nas atuais circunstâncias eu tenho certeza que eles vão repensar a multa. Agora, você pode andar? – a Sra. Weasley perguntou perto de Hermione para oferecer apoio.


 


- Sim – Hermione respondeu, tentando dar uns poucos passos na direção da porta.


 


Os dois olharam para ela com uma careta, mesmo que ela não se esforçasse.


 


- Eu cuido dela – Ron disse para a mãe, vindo rapidamente atrás de Hermione.


 


- Não, você não vai – Hermione disparou como se aquilo fosse um insulto.


 


- Só pra descer as escadas – Ron respondeu, colocando-a nos braços tão rápido que ela foi pega de surpresa – Não vou ver você cair – ele disse de um jeito tão imponente que ela soube que ele estava realmente disposto.


 


- Só até o final da escada – ela concordou – Se você me levar um passo além disso, eu vou...


 


- Vai o quê? – Ron zombou ao descer o segundo lance de escadas.


 


- Eu vou... – ela pensou por um minuto – Ah, eu não sei o que vou fazer. Mas eu vou fazer alguma coisa. E será convenientemente ruim – Hermione acrescentou depois de uma reflexão.


 


Ron gargalhou calmamente quando chegou ao fim das escadas e a colocou no chão – Você sabe que quase vale a pena ver o que você faria – ele provocou. Ron a deixou andar sozinha o resto do caminho até a cozinha, mas ficou ao lado dela, só pro caso da vontade dela ser mais forte do que o corpo.

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