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1. A Julieta


Fic: Forças do Destino I - Romeu e Julieta


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hermione havia acabado de acordar na manhã de segunda-feira quando Gina empurrou a porta com força e entrou correndo e gritando no dormitório.
-Mione, Mione! – gritou Gina, pulando na frente de Hermione, que sentava, observava a amiga – Você não faz a menor idéia! Aconteceu, aconteceu!
-O que houve, Gina? Você ficou louca? – perguntou Mione, assustava com Gina.
-Não, Mione. – falou Gina, acalmando-se e sentado-se na cama de Hermione, ao lado da garota - Vai ter curso de teatro a partir desse ano em Hogwarts! – a ruiva olhou para a expressão de surpresa de Mione e sorriu.
-Mentira! – gritou Mione, arregalando os olhos.
-É verdade... – falou Gina. Hermione pulou da cama – Os testes são hoje, depois do jantar. Vai ser o máximo!
-Sério? – perguntou Hermione, não acreditando no que ouvia.
Gina balançou a cabeça afirmativamente. Hermione correu para tomar banho e quando voltou, de banho tomado, encontrou uma Gina sem pijama e com o uniforme de Hogwarts sentada em sua cama, entediada.
Mione colocou seu uniforme rapidamente e as duas desceram para o salão comunal, Viram uma multidão ao redor do quadro de avisos e concluíram que estavam lá por causa do aviso do teatro. Mais do que rápido, elas desceram para tomar café. Já no salão principal, Gina foi ao encontro de suas amigas do quinto ano e Hermione sentou-se na frente de Harry e Rony, que já estavam comendo.
-Bom dia – a garota disse, alegre, aos dois amigos – Souberam do curso de teatro?
-Sim. Por que a pergunta? – disse Harry, que sorria abobalhado para Hermione, de boa aberta, praticamente babando.
-Eu vou participar – respondeu Hermione, fechando, delicadamente a boca do amigo. – Vocês vão participar, né?
-Nhá! Eu não vou... Mas, parece que aquele loiro metido vai. – falou Rony, apontando para a mesa sonseriana.
A menina se virou e viu um Malfoy se mostrando como sempre fazia todas as manhãs, tardes e noites.
Ao sentir o olhar de Hermione, Draco olhou para ela com um sorriso de deboche na cara.
-Que foi, sangue-ruim? Gostou foi? – gritou Malfoy e todos se viraram para Hermione, que olhou para Draco com raiva.
-Cala a boca, Malfoy. Você seria a última pessoa do mundo para quem eu olharia. Acho que olharia primeiro para o Crabe. – gritou, em troca, Mione, virou para Harry e Rony e falou baixo para eles – É impressionante como ele consegue tirar o meu bom humor e depois se levantou do banco, irritada. Ela correu para o salão comunal da Grifinória, subiu para o seu dormitório, com raiva, se jogou em sua cama e pensou: “Ele é só um idiota...” – ela se sentou, e abraçando seu travesseiro, pensou: “Hunf... Um dia eu ainda mato ele” e, com raiva, socou seu travesseiro.
Ela olhou seu relógio, soltou o travesseiro, pegou seu material e desceu para a sua primeira aula: Herbologia, com a Lufa-Lufa, depois, vôo, com a Sonserina (com o Malfoy na enchendo o saco), D.C.A.T, com a Corvinal e depois, o almoço.
-Que ódio! – disse Hermione, sentando-se junto a Harry e Rony – Ele gosta de me irritar. Ai... Um dia, ele vai chegar perto de mim e eu vou mata-lo. Ele vai ver só o que eu vou fazer com ele! Ele está cavando sua cova com as próprias mãos e eu terei o prazer de mata-lo pessoalmente. Hunf! Que ódio, que ódio, QUE ÓDIO!
De repente, a porta do salão foi empurrada com força, fazendo um barulho enorme e chamando a atenção de todos os alunos e professores.
Um menino alto, loiro, de olhos verdes claros e com um corpo magro e forte entrou no salão. Ele jogou seus longos cabelos para trás, fazendo as garotas suspirarem. Ele usava as vestes de Hogwarts, mas, em suas vestes, não havia o símbolo de nenhuma das casas: tinha o símbolo da escola. Todas as garotas ficaram de boca aberta, seguindo o garoto com os olhos.
Ele, por sua vez, olhava somente para Hermione, e não tirava os olhos dela, que olhava para ele como se ele fosse mais um verme do que um ser humano normal como ela.
-Atenção todos – disse Dumbledore, se levantando, finalmente, quando o garoto chegou na frente da mesa dos professores. Ele andou até a frente da mesa, colocou as mãos sobre os ombros do garoto e falou – Quero apresente a todos o mais novo aluno de Hogwarts: Aaron Lo. – todos bateram palmas, exceto Hermione e Draco. Aaron sorriu encabulado para todos e aberto para Hermione – Ele veio transferido de uma escola brasileira. É um sexto-anista e foi selecionado para a Sonserina.
Apenas os sonserianos e Severo Snape bateram palmas e Aaron foi andando para a mesa, ainda olhando para Hermione. Quando Aaron chegou a mesa, Draco mostrou um lugar ao seu lado e se apresentou:
-Draco Malfoy.
-Prazer – disse Aaron, apertando a mão direita de Malfoy – Você pode me dizer quem é aquela garota? – perguntou apontando para Hermione
-Hermione Granger, uma grifinória sangue ruim – respondeu Draco, com um certo desprezo na voz e um certo brilho nos olhos.
-Hum... – Disse Aaron – Acho que vou adorar estudar nessa escola, Malfoy – e sorriu, pensando em Hermione em seus braços.
Hermione balançou a cabeça negativamente, virou-se para seus amigos e disse, após Dumbledore falar que Aaron estava na Sonserina.
-Que garoto mais metido. Aposto que se dará bem com o Malfoy – e voltou a comer seu almoço, torcendo para que nada mais atrapalhasse e ela pudesse comer em paz.
-Mas eu acho que eles gostou de você. Ele não para de te olhar. – disse Rony e, virou para Harry, que estava roxo de ciúmes.
Novamente Hermione se virou para a mesa da sonserina e encarou Aaron, que sorria com gosto para ela e conversava com Draco, que estava com um certo brilho no olhar, muito suspeito para o gosto de Hermione.
-Idiota – disse Hermione, virando-se e continuando a comer.
-Você não gosta de ninguém mesmo, né? – perguntou Rony – O cara te dando a maior bola e você o chama de idiota.
-Ele simplesmente não faz o meu tipo. – e, olhando novamente para Draco e Aaron, Mione disse – Hunf. Sonserianos!


Após duas aulas de Poções com a Sonserina, uma de Feitiços com a Corvinal e uma de Transfiguração com a Sonserina, de novo, Hermione, Harry e Rony foram para o salão principal. Ao entrarem, encontraram a professora McGonagall com uma caderneta na mão e vários alunos a sua volta.
-Calma, calma – disse ela. – Todos serão inscritos.
-O que é isso? – perguntou Mione a Gina, que viera correndo em direção a ela, enquanto Harry e Rony foram se sentar.
-Inscrições para o teatro – disse a ruiva, puxando a amiga para perto da multidão. Quando chegou a vez delas, Gina falou para a professora – Gina Weasley e Hermione Granger
McGonagall anotou apenas o nome de Hermione e, carinhosamente explicou:
-Apenas alunos do sexto ano, Gina. Me desculpe – Gina ficou de queixo caído e, entristecida, foi andando para a mesa da Grifinória e sentou-se ao lado de suas amigas.
Hermione correu para perto de Harry e Rony, que já estavam terminando de jantar.
-O que houve com Gina? – perguntou Rony, vendo Hermione sentando-se – Ela passou por aqui, triste, sem falar nada.
Mione contou que ela não iria poder participar do teatro e começou a comer, sentindo um olhar em sua nuca. Ela sabia de quem era: Aaron. Ele a seguira o dia todo, perguntava tudo para ela, e ela, sempre tentando fugir dele, ou mesmo manter distância.
-Ele ainda está olhando? – perguntou
-Por que você não acaba logo com isso? – perguntou Harry, se remoendo de ciúmes.
Mione, irritada, levantou-se e foi andando para o salão. Rony perguntou a Harry o que havia dado nela, mas ele não sabia responder a pergunta ao amigo.
Vendo Hermione levantando-se e saindo do salão, Aaron levantou-se também e foi atrás dela, sabendo que agora teria um momento a sós com ela.
Ele a encontrou sentada na frente do lago e então sentou-se ao lado esquerdo dela. Ficou lá, observando a garota e os seus longos cabelos enrolados, onde o vento brincava, levando-os para frente e para trás, para frente e para trás, sempre ocultando o belo rosto da garota. Aaron arrumou seu cabelo, que também estava sendo levado pelo vento e depois, colocou a mão direita no cabelo da garota. Ficaram lá, em silêncio, e qualquer um que os visse, juraria que estavam juntos.
-O que você quer de mim? – perguntou Hermione, tiravam a mão de Aaron de seus cabelos.
-Eu quero que você goste de mim
-Por que eu gostaria de você? O que você tem de diferente dos seus amiguinhos, os outros sonserianos?
-Só uma coisa. Meu sentimento por você.
-Olha, Aron.
-Aaron.
-Aaron, você só está aqui a um dia. – disse Hermione, se levantando e limpando as vestes – Você nem me conhece direito. Como pode saber o que você sente sobre mim.
Aaron se levantou e segurando as mãos de Hermione falou: “Eu sinto que já te conheço de algum lugar.”
-Você não me conhece – disser Hermione, soltando suas mãos das mãos quentes e aconchegantes de Aaron – Você não sabe de nada sobre a minha pessoa – e começou a andar, mas ela só deu dois passos, pois Aaron a segurou pelo braço esquerdo.
-Você fugiu o dia todo, e nem ao menos me deixou te dizer o que eu realmente sinto por você. Por que você é assim?
-Eu não preciso dos seus sentimentos falsos – e começou a andar de novo, soltando-se de Aaron.
-Deixa eu te provar – pediu Aaron, segurando Hermione pelo braço, novamente.
-Me solta – gritou a garota. Ela se soltou de Aaron e correu para o castelo.
-Hermione. – gritou ele, correndo atrás dela.
Mas ela não o ouviu e nem se quer parou para ouvir qualquer palavra de qualquer pessoa que fosse. Subiu todas as escadas até o sétimo andar e, já lá, entrou no salão comunal, onde garotas curiosas do quinto ano a esperavam, famintas de novidades.
-O que foi que o Aaron disse? – perguntou uma loira, alta, meio forte. Hermione correu para fora do salão comunal, desceu as escadas e no saguão de entrada encontrou Lilá e Parvatil.
-Hermione! – disse Lilá – Está indo para a aula de teatro?
Mione, depois de respirar, respondeu que sim e as três foram, juntas, ao salão principal. Nela estava apenas a professora Minerva McGonagall, que disse que a aula de teatro era em uma sala no quarto andar.
As três subiram as escadas novamente e encontraram, no final do corredor, uma sala com dois papéis na porta: as listas de alunos. Hermione de uma passada rápida na lista feminina, para ver se seu nome estava lá, mas, na lista masculina, ficou parada, olhando para dois nomes: Draco Malfoy e Aaron Lo iriam fazer aula de teatro com ela. Ela pensou em desistir, mas Lilá e Parvatil a convenceram a continuar.
Entrando na sala viram que a professora de teatro era Sibila, a professora de Adivinhação.
-Bem vindos, meus queridos, a aula de teatro. Espero que todos estejam aqui de boa vontade – disse a professora e olhou para Hermione, que olhou para ela com cara de deboche e depois fechou a cara. – Bom, vamos começar a fazer os testes. – continuou, desviando o olhar de Hermione. – A peça desse ano será Romeu e Julieta.
Durante a aula toda, os alunos assistiram uns aos outros fazerem cada um o seu teste, disputando os papéis da peça. Hermione notou que haviam bons atores e alguns péssimos. Alguns não, a maioria. Malfoy foi o último garoto a fazer o teste. Ouvindo Draco fazer as falas de Romeu, os olhos de Hermione brilharam, ela esqueceu do mundo e disse para si mesmo: “Ele é um ótimo ator. E, realmente, muito bonito”
Depois que todos os garotos e garotas haviam feito o teste, Sibila os liberou e disse que na próxima aula diria o papel de cada um.
-Sr. Malfoy, Srta Granger. Posso falar um instante com os vocês dois? – Os dois viraram-se surpresos. O que eles teriam que falar com a professora, ainda mais que eram tão diferentes um do outro – A professora McGonagall pediu para que os senhores fossem a sala dela assim que a aula terminasse. Entendo que você estejam cansados, deram o máximo de você hoje, no teste, mas é preciso.
Hermione virou-se sem dizer nada e andou o mais rápido que pode e foi em direção da sala da professora McGonagall. Draco esperou que Hermione se afastasse bastante para ir ao mesmo lugar. Seria ruim demais para a reputação dele ser visto perto de Hermione, mas vendo-a tão longe, ele teve uma sensação estranha de quere-la perto e tê-la para ele, somente para ele e para ninguém mais.
Logo, os dois já estavam sentados na frente de McGonagall esperando que ela começasse a falar.
-Como os dois começaram a fazer o curso de teatro, – disse ela, finalmente – o horário de monitoria de vocês irá mudar. Nos fias que tiver o curso, vocês ficaram até mais tarde monitorando juntos o castelo e, nos dias que não tiver, no horário normal, mas juntos também, começando por hoje. Alguma pergunta?
-Só nós dois vamos ficar de monitoria fora de horário? – perguntou Draco, olhando para Hermione, com desprezo e ao mesmo tempo com desejo.
-Sim. Algum problema? – Draco não nada e então Minerva disse – Melhor assim. Agora, podem ir. Tome muito cuidado.
Hermione se levantou em silêncio e saiu da sala calada, seguida por Draco, que fez o mesmo. Já, fora da sala, Draco pegou no braço esquerdo de Hermione com força e falou, com nojo na voz:
-Não é porque teremos que monitorar o castelo todos os dias juntos que seremos amigos, ouviu, Granger – e soltou a menina
-Quem disse que eu quero a sua amizade – disse a garota, esfregando o lugar apertado e, depois começou a andar.
Draco começou a andar também, e dando passos rápidos, se pôs ao lado da garota. Olhando para o teto, Draco perguntou:
-Por que você não dá bola para o Aaron?
-Porque, como você, ele é um sonseriano idiota.
-Ou será que é por que você já ama alguém? – Hermione olhou para Draco e, confusa, perguntou:
-O que você falando?
-Eu vi o brilho dos seus olhos no teatro.
-Era... era... pelo Jason.
-Jason Heron? Engana-me que gosto disso. Vai dizer que você não se sente nem um pouco atraída por mim.
A garota parou, olhou para os olhos de Malfoy, olhou-o de cima a baixou, da esquerda para a direita, meditou e falou:
-Não. – e voltou a andar
Foi tudo muito rápido: Hermione estava andando quando deu um passo em falso, tropeçou e começou a cair. Draco a viu tropeçando e foi ajudar. Mione não caiu porque Draco a segurou e logo, Hermione estava nos aconchegantes braços de Draco.
-Você está bem?
-Estou.
Draco olhou para Hermione, Hermione olhou para Draco. Ele foi se abaixando em direção de Hermione, com a intenção de beija-la, de olhos fechados. Hermione fechou os olhos também, mas logo os abriu e empurrou o corpo de Draco. Ela soltou-se dos braços de Draco e levantou-se.
-Não – disse Hermione, de pé, meio tonta.
-Por que não? Vai negar o seu maior desejo?
-Mentira. Eu não desejo beijar ninguém, muito menos você.
-Vamos fingir que eu acredito. – disse Draco se recompondo e não acreditando que quase beijara Hermione.
Os dois voltaram a monitorar o castelo e logo voltaram para sues salões comunais.
Hermione foi logo dormir. Trocou o uniforme por um pijama, se jogou em sua cama, fechou os olhos, dormiu e sonhou. Naquela noite ela sonhou com Draco e a peça que ela faria no teatro. Ela era Julieta e ele seu Romeu. Seu segundo sonho também foi com o Draco. No sonho, ela e Malfoy eram namorados e ela estava muito feliz. Em seu sonho, os dois se beijaram e ela acordou assustada, gritando.
Ela olhou para as camas de suas companheiras de quarto e viu que nenhuma delas estavam lá, então, ela trocou de roupa e desceu para tomar café da manhã.
Chegando no salão, Hermione desviou de Draco e Aaron e foi direto na direção de Harry e Rony. Já ao lado deles, ela contou a eles, em voz de segredo, sobre os seus sonhos com Draco, mas ela não sabia que Draco havia ouvido toda a conversa e aberto um sorriso de triunfo, do tipo “ela me ama”.
Quando Mione terminou de contar sobre o seu sonho, viu Harry mais roxo de ciúmes do que nunca. Ela estava achando que Harry iria explodir, mas ele se acalmou e perguntou se ela sentia alguma coisa por Malfoy.
-Não Harry. Eu o odeio!
-E do Aaron?
-Também não!
O garoto suspirou de alívio, e os três foram para suas aulas. O dia de Hermione foi como o anterior: após cada aula, ela tinha que fugir de Aaron e de suas fãs, que estavam sempre perguntando o que ele havia falado para ela, como ele era, quais eram suas qualidades, seus defeitos, suas preferências. Hermione respondia sempre para elas irem ou catar coquinho ou ir ver se ela estava na esquina.
Depois do jantar, Hermione se levantou e foi andando em direção da porta. Aaron a estava esperando e a puxou. Harry viu a cena e correu atrás de Hermione, sem que ninguém percebesse, nem mesmo Rony.
-Hermione, por favor, me escuta. – disse ele, impaciente – Eu sei que eu não te conheço direito, mas esse sentimento é muito grande para ser guardado somente comigo. Eu sei que você não gosta de mim, mas, por favor, me dá uma chance. – Aaron, vendo que com Hermione ele teria que usar medidas precipitas, colocou a mão esquerda no rosto dela e a mão direita na cintura dela e a beijou. Hermione fechou a boca e deixou Aaron a beijando, com ela de boca fechada.
Harry, que estava procurando os dois, viu Aaron beijando Hermione e gritou:
-Hermione.
-Harry – gritou Hermione, empurrando Aaron para longe. Aaron passou a língua em seus lábios, para irritar Harry.
-Não gosta dele, né? Estou vendo o quanto não gosta.
-Harry, por favor, você precisa me escutar.
-Eu não preciso escutar nada.
-Mas, Harry... – falou Hermione, suplicante.
-Mas nada. Eu já deveria saber. Você prefere os sonserianos. Você.Não.Presta – falou Harry, com mais ênfase nas últimas três palavras.
-Não – disse Hermione, se jogou no chão e começou a chorar.
-Você é quem não presta. – falou Aaron, que, até o momento, estava quieto.
-Você fica calado – disse Harry.
-Você chega aqui e fala mal da garota sem saber o que aconteceu. Nem ao menos a ouviu. Nem ao menos ouviu a explicação dela. Você é quem não presta aqui. – e ajudou Hermione a se levantar.
Com os olhos cheios de água, Hermione olhou para Harry, que não também tinha lágrimas em seus olhos. Hermione olhou para todos os que presenciaram o acontecimento, que provavelmente, haviam ouvido Harry ou Hermione gritando. Entre eles estavam Rony, que estava inconformado e Draco, com seu sorriso de triunfo.
Aaron levou Hermione até o sétimo andar e a deixou lá. Ela entrou no salão comunal e foi direto para o seu dormitório, sem nem ir para a monitoria. Trocou de roupa, deitou em sua cama, fechou os olhos e dormiu.
Na manhã seguinte, Hermione acordou um pouco mais cedo, trocou de roupa, e desceu para o salão comunal. Viu que não havia ninguém no salão. Ela foi até o quadro de avisos e viu que os papéis só seriam publicados a noite mesmo.
Ela, então, saiu do salão comunal e chiou para a Mulher Gorda que demorou a abrir a porta.
-Toma juízo, Srta Granger. Se envolver com sonserianos. Vê se pode uma coisa dessas – falou a Mulher Gorda
Hermione desceu as escadas e, no saguão de entrada, encontrou Aaron.
-Hermione – disse Aaron. Ela só não passou reto por ele como sempre fazia porque viu que ele tinha tristeza nos olhos.
-O que você quer?
-Te pedir desculpas.
-Se desculpas resolvesse as coisas. – após falar, ela entrou no salão principal, foi para a mesa da Grifinória, sentou-se, sozinha, pois ninguém havia acordado ainda, tomou seu café da manhã e saiu, quando os outros alunos começaram a chegar.
Sempre que ela passava perto de algum grupo, todos começavam a falar de como ela era traidora, se envolvendo um aluno da Sonserina.
Naquele dia, Hermione nem ao menos achou interesse nas aulas. Todos a estavam evitando, até mesmo Gina, que era a melhor amiga de Hermione.
Na hora de jantar, Hermione estava tão irritada e evitada que chegou ao ponto de seu jantar, sair do salão, ir pro jardim e comer em baixo de uma árvore.
-Por que está comendo aqui? – perguntou uma voz que Hermione reconheceu como a de Malfoy. Ela olhou para todas as direções mas não o achou – Eu estou aqui em cima, se é o você quer saber. – Mione olhou para cima e viu Malfoy sentado num dos galhos da árvore. Ele saltou da onde estava e caiu de pé, ao lado de Hermione. – Se importa? – Hermione não falou nada então Malfoy sentou-se ao seu lado – Eu sabia que você iria fazer aquilo.
-Fazer o que? – perguntou Hermione, mal-humorada.
-Calma, Granger! – disse Malfoy, sorrindo. – Eu falei pro Aaron fazer aquilo que ele fez ontem para vermos o que você faria. E você fez exatamente o que pensei: fechou a boca.
-E... O que uma coisa tem a haver com a outra?
-Você fechou a sua boca por um único simples motivo: você me ama.
Hermione não conseguiu mandar o loiro calar boca. Na verdade, não conseguiu nem montar uma frase. Ela abriu a boca muitas vezes para fazer, mas nenhum som saia dela. Então, finalmente, ela falou:
-Olha Malfoy, você não pode chegar aqui e dizer que eu te amo, porque eu não te amo, ta?
-Se é o que você diz. – disse Draco, sorrindo. Ele se levantou e disse – Vamos, Granger! Está na hora de irmos pro teatro. – Ele a ajudou a levantar e os dois seguiram juntos para o teatro, longe um do outro, mas, secretamente, com o desejo de estarem juntos.
Assim que todos os alunos chegaram, a professora começou a escalação.
-Foi muito, muito difícil escolher os papéis, mas eu tive que escolher. – disse, pegando um pergaminho – Como Romeu, eu escalo – aqui, ela fez uma pausa dramática – Draco Malfoy.
-Yeah – gritou Malfoy e todos os alunos aplaudiram, menos Hermione. Malfoy foi à direção da professora e pegou o seu roteiro.
-E, como sua Julieta, foi escolhida – ela pegou mais um roteiro e escreveu um nome – Hermione Granger.
-O quê? – gritou Hermione se levantando do banco em que estava sentada.

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