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3. Capítulo 3


Fic: Corações Instáveis


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 3


Harry jogou a caneta Mont Blanc sobre a mesa, displicentemente, sem se importar que era um objeto de edição limitada.

Afastou a cadeira de modo brusco. Não conseguia pensar direito naquele dia, e sabia bem qual era o motivo.

Mione!

Um selvagem instinto de posse aflorava.

Tivera que se forçar a deixá-la naquela manhã, para dar-lhe espaço, quando tudo que queria era imprimir sua marca no corpo e na mente dela.

E poderia tê-lo feito. Ela recebera seu beijo e participara ativamente no que veio em seguida.

Mas um senso de honra em seu espírito dizia que ela teria de ir a ele por sua própria vontade.

Levantou-se, cruzou o escritório até a janela que dava para os jardins.

Seu primeiro pensamento ao ver a jovem de camiseta e jeans desbotado foi de que havia uma intrusa era sua propriedade.

Mas logo percebeu de quem se tratava, com uma reação visceral.

Havia acontecido a mesma coisa na primeira vez em que pousara os olhos sobre ela e decidira que seria sua.

A expansão do jardim fornecera o pretexto para recebê-la em Tautara Estate.

Ele fizera suas investigações para descobrir que Hermione não resistiria à oportunidade de criar um canteiro para o cultivo de ervas sem igual em todo o país. Didier, o Chef que ele, sem constrangimento, tomara da cozinha do Cote D'Azur, havia muito lamentava a falta de uma real variedade de ervas frescas em sua cozinha, e, literalmente, tinha caído aos pés de Hermione para saudá-la pelo jardim.

As estadias dela em Tautara, pontuadas por viagens de volta a Auckland para atuar como secretária do pai em suas inumeráveis funções, deram a Harry oportunidade para iniciar sua campanha.

Harry Potter era o tipo de homem que sempre conseguiu o que queria, e ter Hermione ultrapassava tudo que já conquistara.

Viu-a pela primeira vez em um dos hotéis de uma cadeia comandada pela família de Hermione.


 


Em vez de aproximar-se dela diretamente, dirigiu-se ao seu pai, Richard Granger, que sorriu diante do pedido de apresentar a ele sua preciosa filha, recusando-o prontamente.

Mas Harry aguardou nova oportunidade, sempre a observando de longe, sabendo que, um dia, teria sucesso em sua caçada. E a chance veio, como sempre ocorria.

Muitos meses depois, um golpe de centenas de milhares de dólares com cartões de créditos clonados atingiu a cadeia de hotéis de Richard Granger.

Pouco antes, uma forma rara de câncer havia sido diagnosticada na mulher de Granger, envolvendo dispendiosos tratamentos no exterior, e ele já havia recorrido a vários empréstimos bancários.

A quem poderia recorrer naquele momento de desespero?

Harry Potter!

Ninguém mais tinha, ao mesmo tempo, os recursos e a motivação para ajudá-lo.

E por mais que Richard se sentisse indigno por procurar o homem de quem antes havia escarnecido, ao final sucumbiu.

Ambos chegaram a um acordo com vantagens para os dois. Um acordo que continuava valendo, Hermione recuperasse sua memória ou não.

Harry a observava naquele momento, sentada em um banco do jardim, com uma das mãos pressionadas contra o rosto.

Alguma coisa estava errada. Ela começou a pender para o lado, prestes a cair.

Em um átimo ele chamou Rony, seu braço direito em Tautara Estate, para que fossem buscá-la, receando que Hermione estivesse sofrendo uma perda dos sentidos.

Rony chegou até ela antes.

As mãos de Harry estavam doloridas devido à necessidade de andar apoiado na bengala, e ele silenciosamente amaldiçoou a debilidade que o tornava incapaz de estar ao lado da mulher quando ela precisava dele.

— Ela está bem? — Harry perguntou ao homem em que mais confiava.

— Está melhorando. Parece que foi apenas um ligeiro desmaio.


 


Harry ajoelhou-se, ignorando a lancinante dor em seus quadris, e retirou os cabelos da fronte de Hermione no exato instante em que os olhos dela se abriram.

— Harry? — ela balbuciou com a voz fraca e os olhos enevoados.

— Você sofreu um desmaio. Não se preocupe. Rony está checando se existe algum ferimento.

— Ela parece bem, Harry. Nenhum sinal de um golpe na cabeça ou arranhões no corpo.

— Como você se sente? — Ele a envolveu com os braços e ajudou-a a sentar-se.

— Eu... eu não sei o que aconteceu. Num momento estava tudo bem, só tinha um pouco de dor de cabeça, mas logo em seguida veio uma dor insuportável. E, depois, vi que vocês estavam aqui.

— E agora? A dor de cabeça passou?

Tão logo entrassem em casa Harry chamaria o neurologista. Não havia gostado nem um pouco daquela ocorrência. Principalmente por tê-la deixado inconsciente.

— Está passando. Estarei bem em um minuto. Mas o rosto pálido de Hermione contradizia suas palavras.

Harry sentiu uma enorme frustração por ter que contar com a força de Rony naquelas circunstâncias.

Antes do acidente ele teria erguido Hermione com seus braços e a levado para dentro de casa, mas, agora, mesmo esse simples gesto lhe era negado.

Caminharam lentamente até o elevador de uma das entradas, e assim chegaram à suíte.

— Vou providenciar que o jantar seja trazido para vocês — Rony disse ao sair.

— Obrigado. — Harry olhou-o com verdadeiro reconhecimento. — Por tudo.

— Sem problema. Você sabe que estou aqui para o que precisar.


 


Harry assentiu. Ele e Rony tinham uma relação antiga e firme.

Os laços que haviam estabelecido eram imutáveis, desde crianças, quando inventavam arriscadas brincadeiras para fugir à vigilância e à influência dos pais.

Hermione deixou-se cair em um sofá de couro no salão com um suspiro audível.

— Vou chamar o médico — disse Harry.

Foi até uma cômoda e pegou um telefone sem fio, começando a digitar o número sem nem mesmo recorrer ao cartão que recebera dele antes de sair do hospital.

— Não, por favor. Eu vou ficar bem. Provavelmente, preciso apenas repousar. Tenho feito tudo que me disseram para não fazer — Hermione falou, levantando-se para pegar o telefone da mão de Harry, e recolocá-lo no lugar. — É sério, eu vou ficar bem.

— Você me dirá imediatamente se tiver outra dor de cabeça? — ele insistiu.

— É claro.

Diria mesmo? Algo indicava a Harry que não, mas, no mínimo, ele tinha que dar a ela algum crédito.

— Até que eu esteja certo de que não haverá uma recaída, não quero você fora da minha vista — disse Harry.

Aquilo era um gesto de cuidado tanto quanto uma ordem, e ele percebeu como Hermione ficou tensa com a exigência.

— Isso não vai ser necessário, além de ser muito pouco prático — Hermione argumentou.

— Quero ao menos saber sempre onde você está. — Harry tomou-lhe a mão e a encostou no peito. O ar entre ambos estava cálido com a proximidade dos corpos. — Já quase perdi você uma vez. Não estou preparado para que aconteça de novo.

Ele sentiu o estremecimento que percorreu a espinha de Hermione, a dilatação de suas narinas, a reação do olhar dela ao ouvir aquelas palavras.

Na superfície, podiam parecer simplesmente um casal recente em uma cena doméstica.

Mas ele sabia que eram mais do que isso.


Hermione permitiu que aquelas palavras penetrassem nos recessos mais remotos de sua mente.

Queria sentir-se confortada, protegida, pelo que ele tinha dito, mas em vez disso sentia apenas uma trepidação interna.

Harry ainda segurava sua mão, e ela tentou ignorar o batimento forte e ritmado do coração dele, o volume dos músculos sob seus dedos.

Também o coração dela começou a bater mais forte, mas sem o mesmo ritmo determinado, quando seus olhos se encontraram.

Ela foi levada a aproximar-se mais dele com aquele olhar. Agora já quase não havia espaço entre os dois.

Fora ele que a atraíra para si, ou ela mesma que tomara aquela atitude?

Os músculos duros das coxas dele a pressionaram, os quadris deles se tocaram, e a curva suave do ventre de Hermione acomodou-se à rigidez do abdômen de Harry.

Ela passou a sentir a própria respiração como se viesse dele.

Já não era muito claro onde terminava um corpo e começava o outro, e ela instintivamente entreabriu os lábios, umedecendo-os com a ponta da língua.


 


— Harry? — a voz dela surgiu mais como uma súplica do que como um chamado, e ela sentiu a tensão que ele descarregava ao abaixar a cabeça e capturar-lhe os lábios em um beijo que ameaçava todo o precário equilíbrio conquistado por

Hermione até aquele momento.

Sentia-se menos aturdida do que ao recobrar a consciência no jardim, mas ainda assim alguma coisa a fazia recuar, impedindo a total entrega física.

Afastou-se, sentindo a perda do contato no peito dele como uma dor real quando ele permitiu que ela retirasse a mão.

Harry virou-se e passou a mão nos cabelos em um gesto de ânsia que dizia mais do que todas as suas palavras calculadas.

Então, aquele seu marido calmo e controlado podia ter sua pose posta em cheque.

Mas por algum motivo aquela constatação não deu a ela o poder que normalmente daria.

— Vou tomar um banho antes do jantar. Venha comigo.


 


Aquele convite, ou seria mais uma vez uma ordem?

Ficou aguardando resposta enquanto ele subia as escadas para o banheiro, com a bengala marcando o carpete como uma espécie de arma de guerra.

A garganta de Hermione não foi capaz de pronunciar palavras de recusa.

Eles eram marido e mulher, e não importava o quanto aquele convite lhe parecia absurdo.

Mas, ficaria à vontade nua diante de um homem que sentia mal conhecer?

Ou, finalmente, redescobriria a familiaridade do seu toque?

Deu um primeiro passo na direção dele, sentindo a batalha interna entre o medo e a vontade de descobrir a verdade.

— Mione. Eu falei sério quando disse que quero você sempre perto de mim. — Harry parou no alto da escadaria, seu corpo vibrando com uma tensão quase palpável. — Você não precisa tomar banho comigo se não quiser, mas tem de ficar aqui no quarto comigo.

— Certo — ela respondeu, de modo hesitante. — Mas acho que também vou tomar um banho. Sozinha.

— Eu preparo para você.

— Isso eu mesma posso fazer.

— Sem dúvida, você pode — Harry disse, em um tom de conciliação. — Mas deixe que eu o faça. Por minha esposa. Nas últimas semanas não pude fazer muita coisa por você.

Ela sentiu uma mensagem oculta nas últimas palavras que só pôde provocar mais inquietação.

Balançou a cabeça para tentar livrar-se daquele sentimento. Estava muito frágil.

O que não era surpreendente, pois ainda naquela manhã acordara em um quarto de hospital e, agora, estava ali, naquela casa, com aquele homem!


 


E, subitamente, não quis mais esperar para estar imersa em água fresca e límpida, deixando escoar de seu corpo todos os resquícios de uma longa permanência no hospital.

Ao entrar no quarto, viu a jaqueta de Harry jogada sobre a cama. Escutou a água jorrando para a enorme banheira circular.

Ocorreu-lhe, então, um impulso inesperado: e se mudasse de idéia e fosse tomar banho com ele?

Sentiu uma espécie de vertigem com o simples pensamento, mas sua mente insistia em recusar a possibilidade.

Deixou que seus pés a levassem até a porta do banheiro.

Harry estava inclinado sobre a banheira, colocando espuma perfumada na água, e mexendo-a suavemente com a mão.

Ela ficou olhando Harry inalar o perfume com uma comovedora expressão de deleite e saudade que a atingiu profundamente.

Não tinha ainda parado para pensar como tudo aquilo estava sendo para ele.

Estar casado com ela e então perdê-la para aquela terra de memórias devastadas na
qual se encontrava agora, sem qualquer indício de como havia sido sua vida juntos.

— Senti falta disso — ele disse ao vê-la. Sua voz baixou uma oitava. — Senti falta de você.

— Eu... eu sinto muito, Harry. Estou tentando me lembrar. — Suas mãos se contraíram com a dor da frustração que poderia estar causando a ele. — Mas eu me lembrei! Eu me lembrei do jardim! — disse, mais animada, para em seguida ficar subitamente introspectiva. — Foi então que a dor de cabeça se tornou insuportável.

— Não se force a nada, Hermione. Não queremos uma recaída. Deixe que as recordações venham ao seu tempo. — Ele fechou a torneira enquanto falava, com uma desenvoltura que sugeria sua verdadeira potência física. — Aí está seu banho.

Sem olhar para ela mais uma vez, ele virou-se e começou a desabotoar a camisa.


 


Ela não pôde desviar os olhos do movimento que expôs a linha marcada de suas costas.

A pele de Harry ainda tinha uma tonalidade dourada pelo sol.

Quando ele abriu a correia e jogou-a de lado, ela sentiu como aquele gesto era capaz de despertar nela um desejo profundo, até o momento em que viu a grande cicatriz que traçava uma linha reta através de sua perna direita.

Não pôde evitar um grito ao ver aquilo.

— É uma coisa feia, não é mesmo? — disse Harry, com um pouco de raiva ressoando na voz. — Disseram que vai sumir, como esta — ele apontou a cicatriz cirúrgica no abdômen. — Mas parece que sempre terei dificuldades para andar.

— Ainda dói? — Hermione conseguiu perguntar, com os olhos ainda fixados no local do ferimento.

Foi acometida por um acesso de culpa.

Tão envolvida em seus próprios problemas, ela não considerara as dores e os ferimentos dele.

— Às vezes sim, às vezes não — ele admitiu, sucintamente, antes de abrir a torneira de chuveiro.

— Aproveite seu banho.

Ele entrou no grande boxe, e ela viu a água jorrar sobre o corpo dele, com riachos correndo através dos cabelos claros e sobre o peito.

Apesar de obviamente ter perdido peso no hospital, ele ainda tinha uma composição física admirável.

Ao vê-lo passar o sabonete líquido sobre a pele ela, de repente, desejou ter a coragem necessária para juntar-se a ele no chuveiro, e passar ela mesma o sabonete nos músculos de Harry.

Uma onda de calor a dominava. Mas o que estava pensando?


 


Apenas horas antes havia ficado aterrorizada com a perspectiva de viajar com ele e deixar a segurança do seu quarto de hospital; agora, ali estava, como uma observadora indiscreta, deleitando-se com o corpo dele nu à sua frente.

Tentou concentrar-se no banho que Harry havia preparado para ela.

Tinha que prender os cabelos, e sem erro abriu a gaveta onde estavam os acessórios.

Com um movimento preciso colocou as presilhas, e, então, deixou seu corpo mergulhar na água perfumada.

Quando as bolhas cobriram seu corpo, sentiu-se mais relaxada.

Elas lhe dariam alguma privacidade quando Harry saísse do chuveiro, mas, por outro lado, algo a fazia querer atrair sua atenção, algo que ela não podia controlar.

E aquilo, naquele exato instante, constituía seu grande medo.

Porque, mesmo assim, não reconhecia em si a mulher que se apaixonara por Harry Potter e concordara em se casar com ele.

Certamente, não havia sido a Mione Granger que ela acreditava ser.

Teria que ter mudado muito nos últimos meses antes do acidente, dos quais não podia se lembrar.

Uma transformação drástica, que a teria desviado de sua carreira e de sua proximidade com a família em Auckland.

Que a fizera desistir de tudo por ele.

Afundou mais na banheira, deixando a água cobrir seus ombros e esticando as longas pernas.

Ao olhar pela janela, na direção do vale, banhado pela luz de um pôr-do-sol esplendoroso, com traços de vermelho e púrpura atravessando o céu, ela pensou que estava diante da mais difícil tarefa de sua vida: a de descobrir quem realmente era.



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Comentários: 1

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Enviado por Undiscovered em 27/10/2012

Achei otimo descobrir alguns dos segredos do porque do casamento! Espero que continue.

Nota: 1

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