Confusos
- Ops! – Vênnice exclamou. – Acho que você não contou essa parte para ela.
- Eu iria chegar lá. Não precisava dizer tudo de uma vez. – Aurora disse.
- Desculpe. Então, o que você sabe? – a morena se virou para Hermione.
- Só sei que nada sei. – murmurou baixo zombando de si mesma.
- Frases feitas não combinam muito com você. – Vênnice disse sorrindo.
- Onde está minha varinha? Ela combina bastante comigo. – respondeu irônica.
- Ela perguntou isso antes? – a morena se virou para Aurora.
- Não. Acho que está na defensiva e quer estar com algo que possa lhe passar segurança. – a loira respondeu calmamente.
- Olha, até achei legal os truques que me mostrou, mas acho que vocês têm algum problema psicológico e isso pode ser contagioso. – a castanha interrompeu.
- Lembra quando, na nossa conversa, falamos sobre as raças que compunham nossa história? – Aurora perguntou.
- Lembro.
- Lembra também quando eu disse que todos morreram?
- Sim. Vá direto ao ponto. – Hermione pediu impaciente.
- É esse o ponto. – Vênnice disse atraindo a atenção da castanha. – As raças foram extintas, porém a alma dos melhores de cada raça foi guardada e quando um equivalente seu nascia, essa alma ocupava o corpo vazio.
- Está querendo que eu acredite que almas “preservadas” roubavam o corpo de algum bebê inocente?
- Seres místicos podem abrigar-se em qualquer corpo, desde que este lhe seja equivalente...
- O que Vênnice quer dizer... – Aurora interrompeu. – É que corpos equivalentes são iguais em poder e talvez algumas outras características. Um corpo é modelado dentro do ventre de uma mulher...
- Da mãe. – Hermione disse e as outras duas sorriram.
- Sim, da mãe. – Vênnice riu. – Aurora só está citando a teoria. Sabemos que a mulher em questão é a mãe.
Aurora prosseguiu.
- Os corpos são feitos de cinco elementos, ar, água, fogo e terra e são desenvolvidos no ventre de uma mulher.
- Você só disse quatro elementos. – a castanha pontuou.
- O último, é o sopro da vida, que é dado no momento do nascimento, quando a alma que ocupará o corpo já está definida e pronta para assumi-lo assim que ele chegar ao mundo. – explicou Aurora.
- Ainda tem preparação? – Hermione debochou. – E quando eu irei me preparar para voltar para casa?
- Você não parecia querer ficar em sua casa quando a recolhemos. – a loira disse sarcástica.
- Mas também não quero ficar aqui! Vocês são loucas.
Hermione se levantou e saiu a passos rápidos da cabana, achava tudo estranho, a situação, a história, tudo, e queria sair dali o mais rápido possível.
- Impulsiva. – Vênnice falou olhando calmamente pela porta aberta.
- Eu diria determinada, mas impulsiva serve melhor para a ocasião. Você sabe que ela está assustada. – observou Aurora.
- Sim, eu sei. Até eu me assustei quando me contaram, não foi fácil derrubar minhas crenças e acreditar.
- Mas você conseguiu, e ela também conseguirá, só precisa de um tempo.
- Sozinha?
- De preferência.
- E se ela cruzar com quem não deve? Pode ser o fim.
- Ou o começo. Deixemos a coisa fluir. Veremos o que irá acontecer.
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Apesar das suas pernas tremerem, estava paralisado, de medo, de susto, de descrença, simplesmente não conseguia sair do lugar, estava a alguns poucos metros da pata gigantesca do animal à sua frente e não conseguia se mover, nem para se aproximar e se certificar de que era real e não havia enlouquecido para se afastar correndo o mais rápido possível. Quando a cabeça do dragão virou-se em sua direção, seu corpo agiu por impulso e por reflexo se pôs a correr na direção contrária, entrando na floresta sem ver direito para onde ia e olhando para trás a cada segundo.
Não ouvia passos ou qualquer outro barulho que indicasse que estava sendo perseguido, mas, mesmo assim, suas pernas não lhe permitiam parar. Não soube por quanto tempo correu e nem quanto conseguira se distanciar da cabana, a paisagem não mudava, eram borrões verdes e marrons que estavam à sua volta. Só diminuiu a velocidade quando avistou duas silhuetas femininas próximas ao que depois conseguiu identificar como sendo uma outra cabana.
- Socorro! – gritou chegando mais perto.
Durante o susto e a corrida, a dor no braço e o sangramento não o haviam incomodado, diante da possibilidade de ser queimado e esmagado, a possível infecção e hemorragia lhe pareciam bastante agradáveis. As duas mulheres se viraram e, assustadas olharam em sua direção ao mesmo tempo em que sentia suas forças diminuírem. Agora que o nível da adrenalina havia abaixado, sentia a dor latente no ombro, o sangue escorrendo pelo seu braço, a vista embaçar, os pulmões queimarem pela dificuldade em respirar e a cabeça latejar pela perda de sangue do ferimento. Suas forças se esvaíram e tudo girou, ficando escuro em seguida.
Sentiu a consciência voltar, mas não abriu os olhos, se sentia cansado como a muito não se sentia. Ouviu vozes baixas e risinhos, apurou os ouvidos tentando escutar mais da conversa.
- Ele é lindo! – uma voz feminina disse.
- Sim, se parece com o deus Apolo não acha? – outra voz perguntou.
- Não é a toa que ele é a reencarnação dele.
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Hermione não soube por quanto tempo caminhou, pensou em tudo que as duas mulheres haviam lhe dito, seres místicos, almas preservadas, corpos sem vida, tudo lhe parecia muito surreal e já fazia parte de algo surreal o suficiente durante os últimos dezoito anos. Porém, acreditara num simples pedaço de pergaminho que chegara em sua casa quando tinha onze anos, se arriscou e mergulhou em um mundo que lhe foi mostrado, viveu os melhores e mais emocionantes anos de sua vida e no fim da aventura perdeu tudo que havia ganho e até o que já tinha antes.
Agora, estranhos lhe ofertavam, mais uma vez, um mundo desconhecido, mas ainda havia algo estranho, sentia que muitas peças do quebra-cabeça ainda não estavam na mesa. Deveria haver um propósito para estar ali e para só a terem chamado agora, quando vivia o pior momento de sua vida. Pensou até na possibilidade de uma armadilha, mas esta hipótese também não fazia muito sentido. Percebeu que precisava retornar, tirar todas as suas dúvidas antes de julgar ou tomar decisões, regressou pelo caminho que viera e seguiu diretamente para a cabana.
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Draco arregalou os olhos ao ouvir a última frase, não conseguira controlar a surpresa. Olhou ao redor, estava numa cabana igual à que havia acordado horas antes, as duas mulheres que vira um pouco antes de perder os sentidos estavam agora no corredor e ele podia vê-las de costas pela brecha da porta aberta. Voltando sua atenção para o quarto, percebeu uma janela aberta na parede oposta a da porta, sem pensar duas vezes, se levantou silenciosamente da cama e a pulou sem olhar para trás.
N/A: Oooi! Não me matem rsrs. É que essa última semana foi tão cheia, cheia de leitura rsrs, não, falando sério agora, eu me viciei, em uma saga, são 9 livros, o menor tinha 200 e pouquinhas folhas e depois disso o número aumentou pra 257, 311, 387, e aumentando até q eu parei d ver o nº d páginas, mas então, é mt bom, parei d ler e escrever e to no vício, já foram 6 livros, agora só faltam 3 \o/ rsrs, mas intaum, eu só demorei uns 2 dias, ou 3, pra ajeitar tudin desde q a beta me mandou o cap d volta, foi mais rápido na mão dela q na minha, mas enfim rsrs, o capítulo está aí, pequeno eu sei, sorry, o próximo eu compenso, juro, vou escrever dia e noite até ter umas 6 páginas rsrs.
Obrigada por terem comentado meninas, é muito importante pra mim, Maris, Fernanda, Bruna, Vê e Carol (mesmo vc ñ comentando aki, vc me falou oq achou pelo face, então vale rsrs). O título passado foi bem adequado ñ? Sustos! Todo mundo levou susto, inclusive a beta rsrs. Intaum é isso, espero q tenham gostado do capítulo e q comentem bastante pra q eu saiba o que vocês estão achando, bêjuxs =* e até a próxima.
N/B: Como assim reencarnação de Apolo? Quer matar sua beta do coração?
Sem brincadeira agora! Estou completamente envolvida pela história e muito curiosa com relação ao papel de Hermione e Draco nesta trama. Sou suspeita para falar da Vênnice...rsrs...
Quero mais! Sempre...
N/A²: Ela quer mais, presumo q vocês tbm, e se eu não der oq vocês querem, presumo q eu vá morrer neh rsrs