A vida nem sempre é como sonhamos, ela simplesmente nos surpreende. Traz-nos novos caminhos.
Num novo caminho você tem duvidas, medos, perguntas. Um caminho novo só nos diz que nos levará algum novo lugar, melhor ou pior, mas isso não sabe...
Um novo caminho pode nos levar ao tesouro ou ao abismo, nunca se sabe. Atrai-te o tesouro e te assusta o abismo. O que te animas a fazer?
Alguns acham que chegam ao um novo caminho, mas a realidade que os novos caminhos chegam ate você.
Se você quer que te passe algo diferente, você deve fazer algo diferente. Se quiseres chegar ao um lugar novo tens que tomar um lugar novo.
Avançar sem saber a aonde chegará isso o que assusta e atrai-te a caminhos novos.
...
A vida de Rose Weasley não poderia ser comparada com o um conto de fadas. Quando era pequena perdeu seus pais num trágico acidente, desde então mora com sua viúva avó Molly. Rose tem dezesseis anos, seus cabelos longos e ruivos destacavam a pele branca como porcelana. Os olhos verdes e algumas sardas na maçã do rosto.
Trabalhava para ajudar avó, num trabalho um tanto peculiar. Em uma casa de luxo The Burlesque Lounge era apenas dançarina – uma de poucas – onde tinha seu próprio numero de dança.
- Molly! – gritou Rose esperando sua vó aparecer no hall de entrada da pequena casa – Estou saindo, chego bem tarde!
- Cuida-se criança! – sorriu à senhora baixinha de cabelos brancos.
O caminho de sua casa até The Burlesque Lounge não era muito longe, mas precisava pegar um trem. Uma viaje de trinta minutos. Logo chegou ao Burlesque.
Cumprimentou John o segurança, e adentrou no lugar. Era bastante espaçoso e pouco iluminado, já estavam arrumando as mesas e o palco quando Rose chegou.
- Por que chegou tão cedo querida Rosa? – Rachel a figurinista perguntava abraçando a jovem.
- Me sinto melhor aqui! – respondeu.
- Querida, falta duas horas para o show!
- Eu sei, enquanto isso eu me preparo! – tentou sorrir.
- Rose! – aquela voz grossa ecoou na pequena sala.
- Nathan! – sorriu.
- Minha pequena estrela está...
- Cedo. – completou a garota ruiva.
- Exatamente! Vai se preparar aposto que Elena chega daqui a pouco.
- E depois começa o show. – ironizou. – Sabe que não sou uma das melhores... – resmungou sendo interrompida.
- Você é a melhor não se esqueça. E vai dançar apenas...
- Certo! – sorriu. Subindo a estreita escada.
Entrou numa sala cumprida e estreita bem quem poderia se dizer que era um camarim coletivo. Olhou no espelho horizontal que estava fixado na parede branca. Largou sua bolsa e decidiu se arrumar.
Colocou um colant preto brilhoso junto com uma meia calça preta. Olhou-se no espelho aquela não simplesmente não era ela. Era uma personagem, como era apresentada quando subia a palco – agora com mais frequência – Paixão.
Prendeu os longos cabelos ruivos em um coque e colocou a peruca loura cacheada. Sorriu levemente quando viu o reflexo de Elena atrás dela.
Elena era uma garota equivocada, sexy e atrevida. Era dançarina possuía seu próprio numero também e era uma das dançarinas que dançavam com Rose. Mas nem todas que trabalhavam na casa eram apenas dançarinas algumas poderiam se considerar prostitutas como era o caso de Elena. Sempre no final da noite acaba dormindo com um homem milionário e casado.
- JÁ ESTA PRONTA? – gritou a garota.
- Quase! Falta muito ainda...
- Eu sei, também foi começar me arrumar, meu n úmero é primeiro que o teu e depois tenho uma segunda troca ainda... – disse Elena já uma roupa preta transparente nas grandes araras espalhadas pelo lugar.
Seria mais uma noite cansativa. Com homens bebendo, excitados, e loucos por sexos. A única coisa que Rose não fazia.
...
No centro da cidade um luxuoso edifício Fênix onde trabalhava o mais famoso empresário dos tempos. Um jovem que assumiu a empresa do pai. Scorpius Malfoy. Um homem alto, másculo, cabelos louros platinados e um olhar tão frio quanto seus olhos acinzentados.
Um dos homens mais cobiçado e poderoso de Londres.
- Stacy onde estão os papéis que eu lhe pedi que me trouxesse?
- Já estou levando senhor Malfoy. Um pequeno erro meu, me desculpe!
- Lhe pago para não cometer erros então melhor não os cometes que quiser continuar a trabalhar aqui.
Uma leve batida na porta foi ouvida, fazendo Scorpius mandar entrar.
- Aqui está senhor. – disse a secretária.
- Esta bem. Pode se retirar.
- Com licença!
Antes de Stacy sair Damon Salvatore grande amigo e advogado de Scorpionus adentrou na sala sem formalidades. Damon Salvatore um homem robusto, sedutor e irônico, assim como Scorpius era poderoso e cobiçado pelas mulheres solteiras. Alto e moreno ele possuía olhos azuis e um sorriso torto que nenhuma mulher resistia.
- Olá Stacy! – sorriu o homem.
- Olá senhor. – ela deixou um pequeno sorriso travesso escapar por seus lábios. – E com licença. – repetiu.
- SCORPIUS! – sorriu Damon.
- Estamos num escritório. Não grite, por favor!
- Não seja tão careta quanto seu pai! – resmungou o moreno.
- Então por que veio até aqui? – perguntou Scorpius sem olha-lo assinando uns papeis.
- Você está muito estressado. Vamos sair divertir por uma noite sem falar de negócios.
- Estranho.
- É eu sei! – sorriu Damon – Burlesque! – disse.
- E o que é isso?
- Uma boate de mulheres...
- Prostitutas?
- Dançarinas. Está sendo bem conhecida entre pessoas da alta sociedade.
- Prometi de sair com Cristina.
- Oras! Saia com ela amanhã! Um sábado.
- Você sabe muito bem como ela fica, quando desmarco algo em cima da hora. – disse Malfoy.
- Você irá se casar... Algo que eu não pretendo por algum tempo. – sorriu – Temos que curtir esses lugares... Uma despedida de solteiro não oficial.
- Não seja patético. – disse guardando uma pesada pasta dentro da ultima gaveta da mesa.
- Então...
- Eu vou... É bom conhecer o lugar.
- Está bem...
- Ligarei para Cristina!
- NÃO FAÇA ISSO! SABE QUE ELE ME DETESTA!
- Damon, já disse para não gritar no escritório. E ela parece ter bons motivos. – sorriu.
- Claro. Ela pensa as vezes que você é uma criança, para ficar mandando e desmandando.
- Não fale assim dela. Ela é mimada...
- Que nem você. – disse Damon sorridente deixando Scorpius serio.
- Está bem. Vou terminar aqui e passar em casa, depois vai para o...?
- Burlesque.
- Burlesque! – confirmou.
...
Scorpius chegou à mansão, ignorou a empregada Joana que pegou gentilmente seu casaco. Subiu as escadas afrouxando a grava vermelha. Adentrou ao seu quarto se deparando com Cristina.
Cristina Rinaldi era noiva de Scorpius. Altura mediana, magra e cabelos louros longos, olhos azuis que o fitavam rigorosamente. Tiveram um namoro forçado e um noivado inesperado. Se eles realmente se amavam? Talvez. Depois de quase cinco anos juntos eles possuíam uma paixão, ou até mesmo conformismo. Mas Cristina sim possuía sim uma paixão intensa ou até obsessão por Scorpius. Uma obsessão por ter o homem mais cobiçado da Inglaterra, podia se vangloriar por ter o homem mais cobiçado pelas mulheres de toda a Londres.
- Me diga, por que exatamente desmarcou o nosso jantar. – dizia enquanto estava senta a beira da cama. Enquanto via Scorpius pegar uma toalha branca para seu banho.
- Já lhe disse Cristina! Jantar de negócios, em boates, aonde mulheres não vão. – disse severamente.
- Claro! Boates de Streep Tese. – indignou-se. Enquanto via o entrar o banheiro.
Ficou ali para esperando alguma resposta do louro. Mas ele não disse absolutamente nada. Saiu do banheiro já vestido ignorando-a.
- Então realmente vai ir? – perguntou levantou-se.
- Já disse que sim Cristina! Amanhã iremos sair!
- Um almoço! – disse fitando-o.
- Um almoço. – concordou. – Tenho que ir. – disse saindo o quarto.
Desceu as escadas rapidamente, saindo da imensa casa. Entrou em seu carro, um porsche preto, arrancou indo para a o endereço onde Damon o indicou e o conhecendo bem já estaria lá.
Estacionou o carro quase em frente à luxuosa casa. Havia um letreiro grande The Burlesque Lounge. Entrou no lugar pouco iluminado uma garçonete que se chamava Josie indicou a mesa onde estava Damon. Ele estava na frente do palco.
- Traga dois uísques. – disse Damon para a garçonete.
- The Burlesque. – disse Scorpius – Parece bom...
- Olhe a dançarina... É linda. Juliety. – disse Damon.
- Interessante. – respondeu apenas. Era bela, mas não lhe chamava atenção.
- Está no final. – disse Damon.
No palco Elena apresentava seu numero. Fazia de tudo para chamar a atenção dos homens. Junto dela mais três dançarinas vestidas de enfermeiras dançavam sensualmente, ela fez deitou a cadeira quando a musica parou sendo aplaudida por todos.
Retirou-se indo para o camarim. Rose já estava pronta aguardando ser chamada por Rachel. Em minutos Elena estava pronta ao seu lado.
- Mais uma noite! – disse Rose, fazendo Elena concordar.
- Tem homens lindos lá fora. Arrase garota! – dizia Elena sorridente.
Arrumavam o palco para o próximo e ultimo numero da noite de Rose. Ela já estava no palco as luzes apagadas, ouviu a voz de Igor no microfone.
- ULTIMO ESPETACULO COM A PAIXÃO! – falando isso colocou a musica.
It’s a cold and crazy world
(É um mundo frio e louco)
That?s raging outside
(Que está enfurecendo lá fora)
But baby me and all my girls
(Mas, baby, eu e todas minhas garotas)
Are bringing on the fire
(Estamos trazendo no fogo)
You show a little leg
(Mostrar um pouco de perna,)
Gotta shimmy your chest
(Tenho que remexer seu peito)
It’s a life, it’s a style, it’s a need
(É uma vida, é um estilo, é uma necessidade,)
It’s Burlesque
(É Burlesque)
E-X-P-R-E-S-S, love, sex, ladies no regrets
(E-X-P-R-E-S-S. Amor, sexo, mulheres não se arrependem)
E-X-P-R-E-S-S, love, sex, ladies no regrets
(E-X-P-R-E-S-S. Amor, sexo, mulheres não se arrependem)
Been holding back for quite some time
(Se segurando por bastante tempo)
And finally the moment’s right
(E finalmente o momento certo)
I love to make the people stare
(Adoro fazer as pessoas olharem fixamente)
They know I got that certain savor faire, hey
(Eles sabem que eu tenho as faíscas infalíveis do fogo, hey)
Rose cantava a musica fingindo olhar-se em uma moldura de um espelho estava de costas para a plateia, até quando pelas molduras do espelho entrava outras dançarinas. Com o ritmo da musica ela olhava para a plateia, onde a maioria eram homens. Não pode de olhar para dois homens que estavam bem a sua frente.
Surgiu um pequeno sorriso nos lábios de Scorpius quando viu a garota loura. A forma que ela dançava, cantava e o olhava o deixava excitado.
Fasten up, can you imagine what
(Se fixe, você poderia imaginar o que)
Would happen if I let you
(Se fixe, você poderia imaginar o que)
Close enough to touch
(Perto o suficiente para tocar)
Step into the fantasy
(Perto o suficiente para tocar)
You’ll never wanna leave
(Você nunca mais vai querer sair,)
Baby that’s guaranteed (Why?)
(Baby, esta garantido (Porque?)
It’s a passion, an emotion; it’s a fashion, Burlesque
(É uma paixão, e emoção, é uma moda, Burlesque)
It will move you, going through you, so do what I do, Burlesque
(Vai mover você, indo de dentro de você, então faça o que eu faço, Burlesque)
All ladies come, put your gown up
(Todas as senhoritas vêm colocar seu vestido para cima)
Boys throw it up if you want it
(Garotos jogam se quiserem)
Can you feel me, can you feel it
(Garotos jogam se quiserem)
It’s Burlesque
(é Buslerque)
Burlesque
Burlesque
- Parece que não fui o único em achar uma dançarina linda... – ironiza Damon.
- Cala boca! – disse Scorpius severamente – Ela só é diferente... Loura, tem um belo corpo, e um olhar... – Falhou sua voz ao olha-la novamente.
- Igual a outras mulheres para mim!
- Eu preciso fazer uma coisa. – disse Scorpius se levantando.
- Isso amigo! Aproveite antes que se case! – disse Damon tomando mais um gole de uísque.
Rose saiu do palco sorridente. Era um belo numero e todos gostaram. Tirou a peruca loura soltando seus cabelos longos e ruivos que pareciam uma chama de fogo.
- Ruiva! Ficou melhor assim! – aquela voz grossa e rouca ecoou pelo estreito corredor. Fazendo Rose virar bruscamente.
- Não deveria estar aqui. – disse severamente.
- E você não deveria tratar assim seus superiores. – disse Scorpius. – É apenas mais uma vadia... – sorriu maliciosamente.
- Desculpe senhor... Mas vadia é a sua mãe. – cuspiu as palavras para o homem a sua frente, olhando em seus olhos. – Sou uma dançarina!
Scorpius enfureceu-se, chegou a levantar o braço másculo para agredi-la, porém não fez nada.
- PAIXÃO! – gritou Nathan, fazendo os dois olharem para onde vinha a voz – Não deveria estar aqui.
Rose saiu com passos rápidos dali indo para o camarim.
- E tampouco o senhor! – indagou Nathan. Scorpius permaneceu serio.
- Você tem ideia com quem esta falando? – ameaçou Scorpius – Aquela medíocre deveria ter o máximo de respeito!
- Rá! Sei exatamente quem é o senhor. Sai em jornais, televisão, revistas... Mas aqui só passa de um cliente do lugar, para ver as danças! E seja o que paixão fez eu conversarei com ela! – disse Nathan rapidamente.
- Espero que ela receba o que merece! – disse Scorpius saindo dali.
Nenhuma garota ainda havia desafiado Scorpius. Algumas nem a olhavam nos olhos. isso o deixou intrigado. Ela o deixou intrigado.
...
Rose adentrou o camarim nervosa. Suas mãos tremiam de raiva e medo. Chutou com força uma caixa de papelão que estava em seu caminho.
- Acalma-se garota! – dizia Viviane.
Viviane era uma das dançarinas. Era muito bela, pele negra, cabelos pretos e olhos cor de chocolate. Era três anos mais velha que Rose.
- Não consigo. – resmungou.
Viviane sorriu gentilmente.
- O que aconteceu?
- Não sei exatamente... – disse com sinceridade. – Me descontrolei...
Sua fala foi interrompida por Nathan. O homem robusto que tampava quase toda a porta estreita e cumprida.
- Rose venha até a minha sala. – disse em tom seco o homem.
Viviane olhou para o homem e depois para Rose, deveria ter sido algo serio para Nathan a chamar. Rose cabisbaixa o acompanhou.
Rose caminhou silenciosamente até a pequena sala de Nathan e ele se sentou e gesticulou para que ela se sentasse porem ficou parada e em pé.
- Rose! O que realmente aconteceu? – Nathan a olhava.
- Eu me descontrolei. E falei uma coisa... - sua voz falhou.
- O que você falou? – perguntou novamente. Rose não respondeu.
- Chamei a mãe dele de vadia! – murmurou e continuou – Mas ele me ofendeu primeiro, Nathan!
- Rose! Enlouqueceu vez! – bradou Nathan levantando-se e Rose encolheu-se.
- Ele é Scorpius Malfoy!
- Quem?! – ela erguia uma sobrancelha.
- Você não lê jornais ou assiste a uma televisão? Tem ido a escola Rose?
- Assisto à televisão raramente. Não recebemos jornais desde semana passada... – falava rapidamente – E fui expulsa da escola. – sua voz falhou na ultima palavra.
- E por que foi expulsa?
- Briguei com uma aluna, voltarei segunda feira.
- Alguém de sua escola sabe que trabalha aqui? – perguntou preocupado.
- Não Nathan, e não saberão! – respondeu.
- Ótimo, espero que isso não se repita, querida. Homens importantes como senhor Malfoy tem muita influencia poderiam fechar a casa...
- Não vai repetir. Posso ir para casa agora? – perguntou.
- Sim. Vemo-nos amanhã à noite!
Rose voltou o camarim trocando-se de roupa e saindo dali. Nem sequer esperou Elena.
Enfim chegou a sua casa. Subiu as escadas que ringiam a cada degrau que subia. Esperava não acordar sua avó, que tinha um sono tranquilo. Adentrou em seu quarto. Seu quarto possuía uma cama de casal de madeira, um guarda-roupa pequeno e uma escrivaninha onde estava cheia de livros e cadernos. Colocou o primeiro pijama que encontrou no guarda-roupa, uma camisola de alcinha roxa, deitou-se e adormeceu pensando no homem louro, e nas palavras de Nathan.
...
Scorpius estava sentado no sofá de couro branco, quando seu telefone começou a tocar constantemente.
- Cristina! – disse atendendo ao telefone.
- Amor! – ouvia aquela voz fina. – Nosso almoço inda está de pé certo?
- Sim Cristina! Pegarei você às onze e meia! Esteja pronta! – disse.
- Sim Scorpius. Te amo. – murmurou.
- Até mais Cristina. – desligando. – Joana! – gritou esperando a empregada aparecer.
- Senhor Malfoy?
- Não almoçarei em casa Joana! Então não espere! – disse levantando e pegando seu blazer preto e saindo.
Entrou dentro do carro e arrancou. Por alguma razão a garota ruiva, cujo nome não sabia exceto o nome dentro da casa, Paixão, sua imagem não saia da cabeça do homem. Ela foi a única que lhe desrespeitou. Tantos homens ficavam cabisbaixos pela mera presença de Scorpius e aquela menina não se importava.
Queria encontra-la de novo. Queria que ela fosse castigada por suas palavras.
Estacionou o carro em frente à casa de Cristina esperando ela descer. Ele estava adiantado. No horário marcado Cristina desceu. Estava linda e elegante como sempre.
- Olá Scorpius... – entrava no carro e beijava os lábios do noivo.
- Cristina! – sorriu e arrancou o carro.
O caminho não foi longo. Foi rápido até demais. Estacionou o carro e abriu a porta para Cristina. Segurou lhe a mãe e entraram no restaurante. Restaurante Nobu, uma ótima culinária asiática, Japonesa.
O garçom indicou uma mesa para dois. A mesa era um pouco afastada das demais.
- Já vão pedir? – perguntou.
- Sim! Dois Chirashi. – disse Scorpion autoritário em seguida o rapaz se retirou.
- Então como foi a noite? – Cristina perguntava debochada.
- Normal. – respondeu secamente.
- Meu primo Joaquim virá da Espanha essa semana e ficará até nosso casamente! – disse a garota.
- E trabalhará aonde?
- Estava pensando na sua empresa, se não houver problema. É um ótimo empresário. – comentava a loura.
O garçom chegou com os dois pratos se retirando rapidamente.
- Hum. Talvez consiga arrumar alguma coisa para ele.
- Já estou vendo os preparativos para nosso casamento, está ficando tudo perfeito! – o brilho esperançoso e iluminado surgiam em seus olhos enquanto falava.
- E com você planejando ficara perfeito! – murmurou contra vontade.
Cristina sorriu. E voltou a atenção para seu prato.
- E quando chegará esse seu primo, exatamente?
- Não sei muito bem, chegará à sexta-feira ou no sábado. Não é muito confirmado... – murmurou.
- Entendo.
...
Rose e Elena caminhavam na Street Neal’s Hards estavam correndo quando pararam na esquina.
- Elena! Juro se não fosse minha amiga te mataria agora!
- Por que esta falando isso?
- Me acorda cedo. Saímos. Almoçamos num restaurante chique.
- Temos dinheiro e pagamos.
- Claro e ficaram no olhando como se fossemos mendigas. E quase nos expulsaram de lá.
- Não seja histérica, Rose.
- Eu não sou histérica, Elena!
- Díos Mio! – exclamava Elena e Rose instantaneamente virou olhando para a direção que Elena olhava.
- Ah! Não.
- Parece que nos encontramos! – disse Scorpius com um sorriso de desdém.
- Senhor! - disse Rose e seu coração contra sua vontade começava a palpitar com rapidez.
O clima daquele lugar poderia estar aumentando ou somente o corpo de Rose ardia em chamar. Não distinguia se essa reação de seu corpo poderia ser positiva ou negativa.
- É bom revela senhorita...?
- Scorpius! – a voz fina de Cristina ecoou pelos ouvidos de Scorpius fazendo timidamente sorrir. E ela colocava-se ao lado com um sorriso triunfante no rosto. – Atrapalho?
- Não. – diz.
- Melhor me retirar, senhor! – Rose enfatizava a ultima palavra.
- De onde se conhecem Scorpius? – Cristina perguntava curiosa.
- Vamos logo, Cristina! – disse ignorando a mulher.
- Rose! Rose! Rose!
- O que foi Elena? – a garota ruiva girava os olhos impaciente.
- Aquele era o homem sentado na nossa frente do Burlesque? O empresário?
- Eu era única que não o conhecia? – ironizou Rose.
- Parece que hoje o conhece melhor.
- Fique quieta! Por favor.
- Vamos para casa. Preciso arrumar minhas coisas, ou se esqueceu de que segunda volto para a escola.
- E para o jornal! – exclamou Elena. – Poderia fazer isso amanhã, em um domingo.
- Preciso amanhã ajudar a minha vó. Parece que algum dos meus tios lembrou que existimos irão fazer alguma visita. – murmurou.
- Alguns de seus tios que tem um filho James? – sorria maliciosamente.
- Exatamente. Ou seja, volto para meu muro de mentiras.
- Claro. Você não trabalha no Burlesque e sim em uma lanchonete. Na escola você é uma das melhores alunas, bem você nunca foi mal a nenhuma prova tirou zero, só ultimamente se arrumou algumas confusões, mas continua sendo boa aluna, e claro está solteira.
- Mas eu estou solteira, Elena!
- NÃO ACREDITO! – gritou Elena no meio da estação.
- Seja mais escandalosa, muito obrigada!
- E por quê? – perguntava ignorando o comentário de Rose.
- Chad e eu não tínhamos nada sério.
- Apenas ficavam de pegação. Entendi! – sorriu.
...
Os ofuscantes raios de Sol adentravam na janela de Rose que relutava ao abrir os olhos. Abriu-os devagar sendo cegada pela claridade. Sentou na cama olhando pela janela. Sorria Rose, hoje teremos visita, pensou.
Pegou uma toalha branca e adentrou no banheiro era espaçoso o suficiente. Era todo em tons de branco e alguns pequenos detalhes de cor vermelha. Despiu-se e ligou o chuveiro deixando a água quente escorrer pelo seu corpo. Um banho calmo e relaxante era tudo que precisava para se manter acordada.
Vestiu uma roupa qualquer, sem cerimonias nenhuma, uma calça jeans escura, uma sapatilha gasta e uma blusa branca de frente única qualquer. Penteou os cabelos molhados prendendo-os no alto. Desceu as escadas rapidamente e foi em direção à cozinha onde viu sua vó cozinhando.
- Bom dia vó.
- Bom dia, querida!
- Precisa de ajuda?
- Sim! Vá montando a segunda lasanha enquanto coloco essa no forno.
- Que horas eles vão chegar? – perguntou Rose, enquanto coloca uma camada generosa de queijo na travessa.
- Daqui alguns minutos, suponho.
- Lily virá?
- Mas é claro! – disse.
- Que ótimo! Não ficarei sozinha com Alvo e James. - murmurou terminando de montar a lasanha da travessa.
Rose lavou toda a louça que estava na pia, deixando do secador. Ouviu algumas batidas na porta e saiu correndo para abri-la.
- Rose! – Harry e Gina cumprimentavam.
- Tio! Tia! – sorriu e o abraçou. – é bom vê-los, entrem! – dava espaço para passarem logo recebiam um caloroso abraço de Molly.
- Prima! – Lily se atirava nos braços de Rose que retribuía carinhosamente. Assim como Alvo abraçou carinhosamente.
- Rose, Rose! – sorria James, seu primo mais velho. Abraçava e rodopia com força. Rose gentilmente lhe deu um beijo sobre a face.
- Senti saudades James. – sorriu.
O quarteto ia em direção à cozinha onde foram expulsos por Molly. Ficaram sentados na sala assistindo qualquer coisa na televisão.
- Então Rose... Como está indo o trabalho? – perguntou James.
- Muito bem James. – falou confiante.
- Lily deveria arrumar um trabalho digno que nem a Rose! – James ralhava à irmã caçula – Ao invés de ficar nas esquinas aos beijos.
Lily num gesto infantil lhe mostrou a língua. Rose se remexeu na poltrona. Trabalho digno? Esperava muito um dia conseguir.
- Está namorando Lily? – perguntou Rose a prima.
- Não exatamente conhecendo...
- Conhecendo a boca dele? – perguntou Alvo incrédulo, porém Rose riu.
- Uma ótima maneira, Lily. – piscou para a prima que sorriu arteira.
- Quem...
A fala de James foi interrompida por Molly. Estava parada na frente da porta da cozinha os chamando para o almoço. O almoço foi tranquilo, falaram sobre diversas coisas principalmente na época quando Harry e Gina se conheceram, e falavam de Rony e Hermione.
- Seus pais demoraram muito para admitir que eles amavam, Rose! – dizia Gina com ternura.
- Eu sei dessa historia... – murmurou.
- Bons tempos! – murmura Harry.
- Vó quer ajuda para retirar a mesa? – perguntou inquieta Rose.
- Não querida. Vocês crianças vão para sala. – disse autoritária.
- Esta bem. - O quarteto se retirou novamente.
Sentaram no sofá, porém não assistiam mais a televisão. Ficaram se olhando num silencio constrangedor.
- Rose, porque não vem morar conosco? – perguntou James quebrando por vez o silencio.
- Oh James! – arfou Rose – Não me venha com o mesmo assunto. -
- E por que não? Sabe que todos iriamos adorar ter você por perto!
- Agradeço a isso, mas aqui é o meu lugar. – tentou sorrir.
- Mas seria divertido... – comentou Lily. Rose apenas assentiu.
- Ah James, tenho uma amiga que, tem uma admiração por você! – riu Rose
- Admiração? E quem seria?
As batidas fortes e abafadas na porta eram ouvida, interrompendo a conversa. Rose deu um pulo do sofá para abrir a porta.
- Rose! – sorriu Elena adentrando na casa.
- Elena!
Elena adentrou na casa sem cerimonias, ela estava acostumado ir ali todos os dias a qualquer horário, para Rose ela era uma irmã. Elena trazia um envelope pardo na mão, não era muito volumoso. Entregou para Elena que a olhava com curiosidade.
- O que é isso, Elena?
- Oi pessoa! – cumprimentou Elena antes de responder a Rose. Suas bochechas ruborizaram quando recebeu um sorriso de James.
- Hey! – Rose estalava os dedos de forma impaciente.
- Rose, você irá me salvar amanhã... Bom eu tenho que trabalhar amanhã, e sei que a tarde você terá um tempo livre. – Elena fez uma pausa para ver a expressão de Rose, que estava calma.
- E...? – incentivou Rose.
- E gostaria que você fosse entrevistar um empresário. Para o jornal e o ultimo trabalho de sociologia que vale vinte e cinco por cento da nota. Stacy faria isso, então ainda nem olhei esse envelope.
- Está de brincadeira não é mesmo? – murmurou Elena incrédula.
- Stacy faz as entrevistas e eu os artigos! E você as fotos... – disse.
- Por favor, Elena. Vai demorar muito para remarcarem uma entrevista, ainda mais sendo para escola. – murmurou Elena.
- Está bem Elena, eu faço isso. Mas leio isso amanhã na escola. – murmurou entregando de novo o envelope pardo para a amiga.
- Muito obrigada! Você é demais Rose. – Elena abraçou rapidamente Rose.
- Eu sei... - murmurou. – Não quer ficar? – perguntou a amiga que negava.
- Não posso preciso resolver uns problemas!
- Está bem.
Elena se despediu rapidamente. Não queria interromper os poucos momentos em família que a amiga tinha eram raros e preciosos. Embora, Elena também não possuísse a melhor família, seu pai alcoólatra estava em uma clinica que quase todo dinheiro que recebia no Burlesque era para pagar, sua mãe era empregada e o que recebia mal dava para lhe sustentar. Sua vida era difícil, mas ela sorria, pois sabia que um dia tudo iria mudar.
As maiorias das pessoas vivem a vida no caminho que o destino lhe traça, como medo de explorar outra. Mas sempre existira uma pessoa que vão superar todos os obstáculos que colocam no caminho. Quem encara o livre arbítrio como um dom, nunca saberá usá-lo até lutar por ele. Acredito que esse é o verdadeiro plano. Um dia, o destino não escreverá mais o plano. E sim, vocês irão.