Neville abriu os olhos com aquela sensação de dor e perda que vivera no sonho ainda em seu coração. Olhou em volta e encontrou os olhos sonolentos de Luna e, quase involuntariamente, a puxou para um abraço. Lentamente, a garota abriu os olhos e sorriu ao sentir seu abraço apertado.
— Bom dia Neville! – falou Luna com sua voz sempre alegre.
— Bom dia Luna... – falou ele entre suspiros.
Os dois andaram até o banheiro e se arrumaram para tomar café-da-manhã. Por um instante Neville havia se esquecido do quão bom era acordar de manhã naquele lindo chalé ao lado de Luna. Era simplesmente indescritível. Ele respirou fundo, absorvendo o cheiro da terra molhada lá de fora, o cheiro das flores trazido pela brisa suave de primavera, o cheiro dos lindos cabelos de sua companheira… Não havia outro lugar em que ele desejaria estar mais do que naquele chalé.
Uma tarde quente afastara um pouco os dois, mas a noite fresca os unira de uma forma única.
Sem jeito, Neville deitou-se com Luna e sentiu arrepios percorrendo seu corpo. Sorriu enquanto olhava para Luna, que sorria enquanto ele acariciava seu rosto. Lentamente, ele despiu o ombro de Luna e o beijou carinhosamente; olhou em seus olhos e beijou-a calorosamente, e Luna retribuiu o beijo enquanto enroscava seus dedos no cabelo dele.
Envolvidos um pelo outro, beijaram-se enquanto acariciavam-se e, ansiosamente, Neville tirou a camisola de seda amarela que cobria o belo corpo de Luna, e beijou toda extensão de seu corpo – e não conseguia crer no que estava fazendo. Luna puxou-o para mais perto e, logo depois de tirar sua camiseta, o abraçou com força.
E então, entre os movimentos de vai-e-vem, o amor entre os dois crescia.