NARRAÇÃO 3ª PESSOA
Snape saiu da mansão dos Malfoy e foi direto para um pub inglês; ele precisava tentar esquecer uma parte do que ele vira na festa, pois sabia que se esquecer de tudo seria impossível.
Chegou a um bar que achou que seria bom, entrou, pediu um whisky e o tomou de uma só golada. O líquido desceu por sua garganta queimando, levando com ele algumas cenas perversas da festa.
Após sair do bar, ele voltou à Hogwarts, decidira que iria contar à Dumbledore o que havia acontecido e o que estava acontecendo, o real motivo de ele estar tão perturbado.
Assim que chegou aos portões da escola, Snape foi rumando direto para o gabinete do diretor.
Ele não precisou bater, pois Dumbledore já falava quando ele chegou à frente da porta:
- Entre.
POV Snape
- Entre. – foi à resposta assim que cheguei à frente de sua porta.
Entrei e já fui me sentar de frente para ele, pois sabia que se ficasse de pé, não agüentaria.
- Conte-me meu rapaz, o que está te afligindo tanto? – ele falou ao olhar meus olhos.
Contei-lhe tudo, desde o início. A cada palavra que saía da minha boca, eu, tinha vontade de vomitar e logo em seguida de trucidar aquele monstro cretino; já Dumbledore ficava mais horrorizado a cada coisa que eu lhe contava, principalmente da festa.
- E o que você pretende fazer meu caro? – ele perguntou assim que eu terminei minha narrativa.
- Não sei Alvo. Se eu tentar fazer alguma coisa muito evidente, eu morro, e isso não seria boa idéia. – eu falei meio irônico.
- Não, realmente não seria. – Alvo falou.
- Mas eu tenho que pensar em algo... Assim não dá pra ficar Alvo, ela é só uma criança. Tem a idade da Miller. – eu falei, tentando dar uma luz àquele velho na minha frente, para que ELE pudesse me dizer o que fazer.
Mas percebi que foi em vão, pois ele, assim como eu, não tinha nenhuma idéia genial que não custasse à vida de ninguém.
Houve ali vários momentos de silêncio, até que Dumbledore falou me olhando nos olhos:
- Vá tentar descansar Severo, eu vou ficar aqui, pensando em alguma coisa que possamos fazer.
- E você ainda acha que eu vou conseguir dormir? – eu falei sarcasticamente olhando incrédulo para o velho.
- Com a ajuda da mesma poção que você deixou para a Srta. LaFey, com certeza. – ele falou dando uma sutil piscada.
Saí sem dizer mais nada, não era costume eu tomar poções calmantes para dormir, mas não podia negar que aquela seria uma noite difícil de esquecer e muito mais difícil de dormir com imagens daquelas rondando minha mente.
NARRAÇÃO EM 3ª PESSOA.
Assim que Snape chegou a sua sala, ele foi para seu estoque particular e tomou a poção, deitou-se na cama e adormeceu logo em seguida.
O dia seguinte, para Snape foi uma tortura.... Ele não queria levantar e encarar os alunos... Mas não tinha como, ele tinha o dever de lecionar.
Já na sala de aula, Snape se deu conta de que se tratava da turma de Miller.
- Srta. Miller preciso falar com a senhorita após a aula. - ele falou assim que ela cruzou seu olhar com o dele.
A aula para o prazer e deleite de Snape, ocorreu sem nenhum transtorno e tudo no mais profundo silêncio. Assim que os alunos começaram a guardar suas coisas, Snape apenas olhou para Helena, que não mexia um músculo se quer.
Após todos saírem da sala, com um aceno de sua varinha Snape fechou a porta e foi caminhando até a aluna.
- Como está? - ele perguntou se sentando na bancada a frente da garota.
- Hunf... - ela bufou e olhou pra ele meio que de soslaio. - Como você acha que estou? - ela perguntou meio irônica.
- Ainda sou seu professor, não esqueça Miller. - Snape falou, tentando manter o controle da situação.
- Ok, ok... - ela falou levantando as mãos em pedido de desculpa. - Ainda não estou completamente bem não...
- Precebe-se pelas suas olheiras. - ele falou.
- Ah é... - ela disse esfregando os olhos. - Não consegui dormir... Toda vez que eu fechava os olhos, eu via a garota sendo.... - ela não conseguiu terminar.
- Tome. Beba isso antes de dormir, vai ajudar. - Snape falou já de pé com a poção calmante.
- O que é isso? - ela perguntou pegando o frasquinho, abrindo e cheirando-o. - Poção calmante? - ela indagou.
- Exatamente. Beba e você vai conseguir dormir.
- Obrigada senhor! - ela falou sorrindo agradecida e guardando a poção na mochila. - Bem... agora eu tenho que ir... aula da Minerva... - ela falou se levantando.
- Claro. - ele falou se levantando e indo para sua mesa. – A propósito Miller. Tente não se meter em confusão com seu tio. - ele recomendou sério.
A garota sorriu e falou:
- Pode deixar senhor. Tentarei! - e com isso ela saiu.
Por mais que Snape se recusasse a aceitar, aquela garota o fazia sorrir... Mas também o tirava do sério... e MUITO.
O resto do dia foi igual ao começo, Snape se surpreendeu pelo silêncio anormal dos alunos, mas não reclamou... Quanto mais silêncio os fedelhos faziam, mais ele conseguia pensar em alguma coisa para liberar a garota das garras de Voldemort.
Assim que Snape seguiu para o jantar sua marca ardeu e ele teve que se manter impassível para esconder a dor que sentia, mas na mesa da Sonserina, duas pessoas não fizeram a mínima questão de esconder a dor.
Enquanto ele se levantava para sair, Helena não movia um músculo, mas na segunda ferroada, ela pressionou o lugar da dor e Snape a pode ver falando:
- Ai que merda! - e com isso a garota saiu do salão apressada.
Assim que Snape chegou à mansão dos Malfoy, ele foi direto para a sala de reuniões e a encontrou quase que deserta, apenas por Voldemort, Helena e ele.
- Mi Lord... – disse ele fazendo a reverência costumeira.
- Severo! Venha, sente-se conosco. - Voldemort falou indicando a outra cadeira ao seu lado.
Helena mal respirava, mas não demonstrava nada.
- Mi Lord? - Severo falou já sentado.
- Quero que hoje você tenha uma ajuda para cuidar da elfinha... Acho que ela ficou meio... nervosa. - Voldemort falou sádico e com um sorriso maligno no rosto. - E acho que a nossa amiga aqui, além de ser uma boa aprendiz de poções, será uma boa companhia para a minha bonequinha.
- Sim Mi Lord. - ele falou. - Venha Miller. - e com isso se levantaram.
- Vão e me avisem quando ela estiver boa. - Voldemort falou, ainda em seu tom sádico.
Helena foi indo junto com Snape sem abrir a boca.
- Relaxa garota. - ele falou sério e rude, olhando de soslaio para Helena.
- Hunf! Fácil falar né? - ela ironizou. - Você já está a mais tempo nesse ofício! - ela falou séria.
Snape olhou para a garota meio que furioso, mas não disse nada. Infelizmente a menina estava certa, ele já estava há mais tempo que ela nessa profissão e se arrependia a cada dia que passava.
Quando os dois entraram no quarto encontraram Missy desmaiada com vários cortes por sua pele, suja de esperma, com algumas partes de seu corpo esfoladas como se tivesse sido ralada com pedras e vários hematomas.
__Merlin!!! __disse Helena vendo a elfa toda ferida.
Snape se aproximou de Missy preocupado dessa vez o Lord parecia ter ido longe de mais.
__Missy! __ele chamou __Srta LaFey! __o bruxo tocou o rosto da garota e ela entreabriu os olhos com uma exclamação clara de dor __Sou eu o Snape! __ele disse num sussurro se aproximando da menina.
Miller observava tudo com espanto, aquilo era crueldade de mais.
__Miller! __chamou Snape pela terceira vez, pois a menina estava perdida em devaneios.
__Sim senhor! __ela respondeu como quem acorda de um transe.
__Encha a banheira e misture a água essa poção! __disse Snape entregando uma poção de cor vermelho vinho para a garota.
A jovem obedeceu sem questionar e foi preparar o banho de Missy.
POV Missy LaFey.
__Me leve até o banheiro por Merlin! __eu implorei.
Ele me levou ao banheiro e saiu em seguida, eu precisava por para fora toda aquela nojeira, cheguei a vomitar sangue, mas o que eu faria? Cada vez que fechava meus olhos eu me lembrava daqueles homens me violentando e isso já era o suficiente para não conseguir me segurar, o nojo vinha e eu não podia controlar. Quando o senhor Snape entrou no banheiro me viu sentada no chão encolhida chorando desesperadamente ele disse:
__Venha! __ele disse estendo a mão para me ajudar a levantar __Você precisa de um banho! Eu te ajudo.
Ele segurou minha mão, mas não pude me manter de pé então fui amparada até a banheira que já estava cheia de água quente. De alguma maneira ele era diferente dos outros! Ele não me tratava como um objeto mesmo ele sendo frio e sempre impassível parecia ser diferente do resto dos comensais __Vou buscar as poções Srta LaFey! Eu volto num minuto. __ele disse ajudando-me sentar e em seguida indo até o estoque dos Malfoy.
Eu sentia nojo da minha pele, sentia nojo de me olhar no espelho eu sentia nojo de mim mesma. Instintivamente comecei a esfregar com força a minha pele, eu queria me limpar de toda aquela podridão, minhas unhas feriam minha pele, mas a dor já não me importava mais foi quando o bruxo voltou.
__Pare com isso! __ disse Snape segurando firmemente meus pulsos __Você só vai se machucar ainda mais!__eu continuei a me debater e tentar me esfolar.
__Me solta eu... eu... eu.. __eu parei de me debater porem comecei um choro silencioso e agonizante.
Eu estava desesperada eu não agüentava mais, mas então senti o bruxo me aconchegar em seus braços me abraçando e me deixando chorar em seu peito.
Eu fiquei chorando em seus braços por uns bons minutos, após me acalmar, eu o encarei com o rosto manchado pelas lagrimas.
- Por favor, me ajuda! –implorei me agarrando ainda mais a ele– Me mata.
- Sinto muito. Não posso fazê-lo. – disse ele sério.
Eu estava abandonada a minha própria sorte mesmo!
- Mas prometo que farei algo para te tirar dessa situação. Eu prometo.
Aquilo poderia até ser mentira, mas era a minha única esperança! Minha única esperança estava depositada sobre um seguidor daquele que abusa de mim.
- Obrigada. Muito obrigada senhor!
- Agora deixe-me curar seus ferimentos. –ele me encostou na banheira, para poder passar a poção cicatrizante.
- Pronto. Daqui a pouco se sentirá melhor. – disse ele assim que terminou de me curar... Ou pelo menos de retirar os ferimentos visíveis.
- Obrigada. – eu disse num sussurro sincero.
- Agora tome seu banho e vá descansar. Vou deixar a poção calmante em baixo de seu travesseiro. –ele se levantou e foi saindo
- Obrigada por tudo senhor. – eu não me cansava de agradecer ao bruxo que tanto me ajudava.
Ele não me respondeu, ele apenas acenou com a cabeça em afirmativa. Continuei a tomar meu banho esfregando lentamente a espuma sobre minha pele, eu me lembrava de quando Caleb e eu brincávamos com o nosso gatinho no quintal de casa. Eu nem tinha idéia de que havia alguém tão cruel como esse Lord Voldemort. Eu não fazia idéia de que havia no mundo seres tão repugnantes.
Senti-me enojada novamente, mas me segurei e continuei a me lavar “O Sr Snape me disse que vai me ajudar! Ele prometeu! Será que é verdade?” eram meus pensamentos, minhas duvidas! Terminado meu banho eu voltei a tomar a poção que tanto me ajudava a dormir.
No dia seguinte despertei lentamente, meu corpo não doía mais e fiquei até feliz por isso, mas a felicidade não durou muito. Quando olhei para o outro lado da cama vi um par de olhos fendados e ofídicos me fitando de maneira maldosa. Levantei-me rapidamente e tentei me refugiar em algum canto (como se isso adiantasse) em meio aquelas quatro paredes.
Ele se aproximou a passos lentos e me segurou pelo queixo para que então eu o encarasse.
__Você é tão arisca elfinha! __ele disse lambendo meu pescoço enquanto que com a outra mão livre tocava meu sexo.
__Me deixe em paz! __eu tentei empurrá-lo, mas tomei uma bofetada tão violenta que me fez cair.
__Respeite Lord Voldemort! __ele me disse todo empertigado __Você não se esqueça que é uma criatura inferior a qualquer bruxo! E principalmente inferior a mim! Eu sou seu dono! Seu senhor! Seu mestre! E você como boa bonequinha que é deve me obedecer como um cão obedece a seu dono! Cansei dessa brincadeirinha de gato e rato com você! Agora! __ele disse saboreando as próprias palavras__ Você vai agir como ou mandar! E terá de transar comigo e com os outros quantas vezes eu ordenar! Mas para que não fique muito ferida sempre mandarei Severo cuidar de você!
Eu não sei o que deu em mim, mas eu não aguentaria mais ser humilhada quando senti que ele iria me agarrar e iria me estuprar como antes eu cuspi enojada na cara dele e tentei correr para o banheiro. Mas não consegui chegar à porta, apenas o ouvi dizer algo e eu simplesmente fui ao chão me contorcendo de dor.
__Não seja patética!__ ele gritou __Você não tem poder algum como pensa enfrentar Lord Voldemort o maior bruxo de todos os tempos?
Ele me liberou da maldição e se abaixou ao meu lado no chão.
__Vai se por bem ou por mal elfinha? __ele perguntou me pondo de pé.
__Eu prefiro qualquer coisa a ceder a você! __eu disse pondo em cada palavra um asco profundo.
__Ótimo! __ele disse fazendo um gesto com sua varinha e me fazendo ficar totalmente enrolada em uma corrente com exceção apenas das minhas pernas __Eu prefiro que seja a força!
Ele saiu me arrastando presa aquelas correntes e me levou até o jardim da casa.
__Você vai obedecer ao Lord das Trevas! __ele disse de maneira maníaca __Nem que seja a força!
O bruxo me jogou no chão sobre algumas pedras que feriaram minha pele. Em seguida começou com a sessão de espancamento (obvio que ele usou magia para isso, pois o bruxo não se sujaria com uma elfa Ljosalfr) eu já não agüentava mais aquela maldição Cruciatus, ele me jogava de um lado para o outro como se eu fosse uma boneca de pano.
Até quando ele julgou que havia me torturado o suficiente e me levou de volta ao quarto.
__Gostou da sua lição menina? __ele perguntou se divertindo me vendo toda ralada e cortada.
O bruxo me jogou na cama e começou novamente a me estuprar. Naquele dia eu perdi as contas de tantas vezes que fui violentada.