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10. Operação Mata Duendes


Fic: Eu Vou me Casar, Hermione


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Eu vou me casar, Hermione





Capítulo Dez – Operação Mata Duendes






- Essa loira é bem mais esperta do que parece, não é mesmo? – comentou Ryan quando ele e Harry finalmente pararam de correr.


- Você não imagina o quanto – exclamou Harry lançando mais uma olhada em volta. Quem sabe Nádia não surgia do nada na frente deles? A esperança é sempre a última a morrer, junto com as idéias idiotas.


- Acha que ela aparatou? – perguntou Ryan temeroso, imaginando como os sensores estariam girando loucamente se ela tivesse realmente feito isso.


- Não faço idéia – murmurou Harry examinando a rua - ela queria encontrar Rony de qualquer jeito... Será que custa muito ficar sentado num canto seguro enquanto as pessoas responsáveis cuidam de tudo? É tão difícil assim?


Ryan levantou a sobrancelha enquanto lançava um olhar divertido a Harry.


- Hum – fez o rapaz ignorando – vamos continuar procurando.


- Harry, não temos tempo – disse Ryan – já saímos correndo por este lugar inteiro, sabe-se lá quantos duendes nos viram. É arriscado continuar aqui. Precisamos nos concentrar no nosso trabalho que é pegar esses duendes e não procurar por loiras com dor de cotovelo.


Num suspiro longo, Harry respondeu:


- Eu sei. Só estou preocupado. Essa situação está tão estranha... Nádia parece ter sumido do mapa! Ryan, você acha que ela pode ter sido levada pelos duendes?


“Ah, não precisa responder... só essa sua cara animada já diz o que você pensa”.


- Talvez... quero dizer, não temos idéia do que esteja realmente acontecendo por este lugar, não é mesmo?


Harry olhou em volta mais uma vez se sentindo culpado por Nádia ter ido. Sim, ela era uma mulher adulta, responsável e tudo mais, mas era ele, Harry, quem estava de olho nela. Não pôde evitar se sentir culpado. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda continuava o mesmo.


- Tenho uma idéia.


- Diga – falou Ryan enfiando as mãos nos bolsos da calça.


- Vamos até a Patil & Brown. É lá que poderemos ver como as coisas estão funcionando...


- Pois então vamos – Ryan era suficientemente inteligente para não discutir com o bom faro de Harry Potter para planos infalíveis, por mais absurdos que eles parecessem de início.


Quem olhasse para o Beco Diagonal naquela manhã poderia dizer qualquer coisa. A rua estava destruída, as pessoas espremidas dentro das lojas, algumas enfiadas em becos cheios de lixo (que não eram poucos por ali). Aliás, pode-se encontrar muita coisa em becos de lixo. Um tal falido e sem onde cair morto chamado Rich Wilson encontrara certa vez uma velha estátua dentro de uma lata de lixo. Descobriu que a tal estátua era raríssima, a reprodução oficial de Toquinho Boardman com apenas quinze anos. Vendendo a estátua para um fã, acabou ficando milionário e se casando com uma atriz bruxa extremamente famosa, Anna Abbot, que por sua vez encontrou o script de seu primeiro trabalho, o clássico “Não me fale abóboras” em um lixão de Torquay.


Becos de lixo! Realmente, se acha de tudo neles (de estátuas raras até doenças igualmente raras), ainda mais quando são os becos de lixo de um lugar tão mágico e interessante quanto o Beco Diagonal. Os repórteres do Profeta Diário provavelmente dariam pulinhos de excitação se tivessem revistado o lixo da rua naquela manhã. Sim, porque o auror Ryan Weinstein se encontrava precisamente em cima de Harry Potter num deles.


- Ryan, quer tirar isso de cima de mim? – exclamou Harry tentando desesperadamente ajeitar os óculos.


- Desculpe Harry, realmente não posso evitar.


- Mas está doendo agora – gemeu Harry.


- A idéia foi sua – repreendeu Ryan – eu disse que não há espaço para duas pessoas dentro dessas latas de lixo grandes. Um vai ter que ficar em cima do outro e meu amigo, isso não pega nada bem.


- O que você sugere então? – perguntou Harry ligeiramente irritado – que algum duende desocupado nos veja?


- Agora que já estamos aqui é melhor ficar. Escuta, eu vejo o que está acontecendo na loja ali na frente e descrevo a você, ok?


- Ok – fez Harry meio a contragosto por ter de se espremer como uma sardinha enquanto Ryan cuidava da parte emocionante que era vigiar.


Ryan se ajeitou, os pés apoiados em cima de Harry.


- O que você está vendo? – perguntou Harry tentando não pensar no que um terceiro observador diria da cena.


- Tem alguém vindo em direção à loja... – falou Ryan baixinho.


- E?


- Putz! – gemeu Ryan – um duende acertou-o com uma pá de lixo bem por trás.


- Como é que é? Quem acertou o quê com uma pá de lixo? – perguntou Harry querendo jogar Ryan pro lado e ver o que estava acontecendo com seus próprios olhos.


- O cara que estava indo em direção à loja. Tinha um duende atrás dele. Levou uma pazada de lixo na cabeça... deve ter doído – depois de uma leve careta, prosseguiu – agora os outros duendes estão levando-o lá pra dentro. Coitado...


- Peraí – falou Harry – um cara idiota correndo desesperado pra Patil & Brown que foi suficientemente tapado para não notar um duende armado com uma pá de lixo atrás dele? Ryan, o cara era ruivo?


- Era.


- Droga, é o Rony!


- Tá brincando que a loira bonitona estava chorando por causa dele... o mundo está perdido mesmo!


- Sai daí de cima logo que eu já sei o que vamos fazer – exclamou Harry empurrando Ryan – e é agora.


- Isso não envolve outra lata de lixo, envolve?


Harry ignorou o comentário, acrescentando:


- Vou avisar agora meu plano aos outros aurores. Literalmente vai ser uma operação mata duendes. Vamos precisar nos arriscar.


- Sério? Que novidade! Estamos no meio de uma revolta, claro, o risco só começou agora, não é mesmo?


* * *





Hermione olhou para Rony a seu lado. Como ele fora aparecer ali carregado por um bando de duendes era algo que ela não fazia a menor idéia, mas no momento não estava preocupada com isso. Talvez pelo fato de Rony estar desacordado, jogado de qualquer jeito num canto, com a cara mais tapada que o normal, um ferimento de aparência estranha na cabeça, parecendo tão assustadoramente frágil, ela simplesmente não conseguia parar de olhar para ele. Não conseguia. Alguém parecia ter congelado o olhar dela de modo que só pudesse olhar para aquela direção. E isso não era nada bom, ah, não era mesmo.


“É melhor tentar descobrir o que está acontecendo Hermione... depois você pensa em ruivos semiconscientes”.


Levantou os olhos e viu Macoy andar em frente à porta, parecendo nervoso.


- O que está acontecendo? – perguntou Hermione se levantando – como ele veio parar aqui?


- Já mandei você ficar quieta – respondeu o homem rispidamente, mas sem conseguir esconder a apreensão.


- Não vou ficar – falou ela firmemente – o que está acontecendo? Pelo amor de Deus, o que ele está fazendo aqui?


- Quer se juntar aos ruivos desacordados, minha querida? – perguntou Macoy, tanto a varinha quanto o olhar ameaçador apontados para Hermione.


- Quero saber o que Rony está fazendo aqui.


- Rony? – Macoy perguntou a si mesmo – então você o conhece? Espere um momento, esse não é o jogador de quadribol, irmão do Weasley?


Hermione não respondeu. Talvez dizer o nome de Rony não tivesse sido uma boa idéia.


- É ele sim – Macoy mesmo respondeu olhando mais atentamente o segundo ruivo desmaiado da sala – mas não é ótimo? Reunião amiga! Estamos todos juntos agora...


Ele ainda murmurava coisas desconexas quando alguém bateu na porta. Praguejando em voz alta, Macoy atendeu de má vontade, praticamente berrando o feitiço para que a porta se trancasse logo atrás dele. Um duende parecia querer falar com ele. Alguma coisa estava errada. O tempo passava depressa e Hermione ainda não fazia idéia do que Macoy pretendia deixando-a presa ali. Precisava sair o quanto antes. Precisava encontrar uma saída. Precisava de uma varinha...


“Varinha! É isso!”. Ainda se reprovando internamente por não ter pensado nisso antes, Hermione correu até onde Rony estava. A varinha de Rony! Essa era a chave para sair dali. Rapidamente, começou procurá-la no casaco do ruivo. Nada. No bolso da calça, nada. Rony seria tão estúpido a ponto de andar sem varinha? Não. Ele fizera parte da guerra, assim como ela. Não esqueceria uma coisa dessas!


“Mas eu esqueci. Eu esqueci... ah, Rony, por favor tenha uma varinha aí! Por favor...”.


Ela sabia que um bruxo raramente conseguia bons resultados usando a varinha de outro, mas era melhor que nada. Além do mais, não estava na posição de escolher. Hermione olhou para trás. Macoy falava qualquer coisa do outro lado da porta, uma nota de pânico era facilmente identificável em sua voz enquanto ele gritava. Mas ela precisava encontrar a varinha. Precisava se concentrar nisso. Ajoelhada ao lado de Rony, começou apalpar freneticamente a camisa dele na esperança remota de que houvesse uma varinha ali. Mas aparentemente não havia. Rony parecia ter de tudo nos bolsos, com exceção de uma varinha.


“Rony seu idiota! – pensava ela enquanto dava socos no peito do ruivo, mesmo tendo perfeita consciência de que era uma atitude ridícula – estúpido! Eu odeio você! Odeio!”. Estava encurralada. A idéia pareceu cair mais pesada que nunca na cabeça de Hermione. Mas não... tinha que haver uma varinha ali. Tinha! Era só procurar. E continuou apalpando Rony que de repente abriu os olhos e disse numa voz fraca:


- Hermione? O que... o que... o que você está fazendo? – havia perguntas mais urgentes a fazer como: onde estou?; como vim parar aqui?; por que minha cabeça está doendo tanto?; por que diabos estou me sentindo uma geléia?... Mas o fato de Hermione estar lá, debruçada sobre ele, passando as mãos por seu corpo pareceu ser algo bem mais urgente.


Ela não respondeu imediatamente. Parecia ter ficado congelada. As mãos ainda nele. Os olhos fixos numa expressão atordoada, como se não conseguisse processar a situação.


Rony também não disse nada. Quer dizer, ter a mão direita de Hermione em seu peito e a esquerda em sua perna não era algo realmente incômodo. Se não fosse a sensação de ter a cabeça pesando uma tonelada e o fato de estarem vivenciando um dos acontecimentos mais esquisitos de sua vida, a cena seria perfeita.


Sem querer, eles se encararam. Aquele fio invisível prendendo seus olhares mais uma vez. Mas havia algo mais naquele momento... Medo? Apreensão? Nervosismo? Raiva? Culpa? Amor? Uma vontade incontrolável de se atirarem um nos braços do outro? Eles não conseguiam precisar direito. Mas para Hermione parecia certo encarar os olhos de Rony. Não se lembrava de que eles eram tão bonitos. Pareciam piscar ligeiramente para ela...


- O que é que você está fazendo aí? – a voz ríspida de Macoy pareceu arrancar Hermione do lugar.


Imediatamente ela tirou as mãos do ruivo e se voltou para Macoy.


- O que está tramando?


Rony ameaçou falar alguma coisa, mas Hermione calou-o com um chute bem dado que por questão de centímetros não deixou o ruivo aleijado.


- Rony ainda está desacordado – ela falou ainda sem entender o que pretendia – tem um ferimento sério na cabeça pelo que pude ver... o que aconteceu com ele?


- Ah, está preocupada com seu amiguinho ruivo? Que coisa comovente! – exclamou Macoy num tom zombeteiro que definitivamente não combinava nada com ele – pouco me importa esse ruivo sardento, estou só avisando que vou sair da sala, mas não pense que pode me enganar fugindo, mocinha. Estarei vigiando você da outra sala e o lugar está todo enfeitiçado.


- O que foi Macoy? Os duendes te armaram o golpe? Por que de repente tenho a impressão de que não tem mais o controle da situação?


- Silêncio, sua metida! – gritou Macoy e por um instante Hermione pensou que ele finalmente iria lançar uma azaração bem dada nela – já foi avisada. Tenho planos para você, querida, não é necessário se aborrecer tanto.


E saiu da sala a passos lentos.


- Mas quem é esse cara? – perguntou Rony assim que a porta bateu e lampejou por conta do feitiço.


- É um maluco do ministério que está colaborando com os duendes – respondeu Hermione tentando não pensar em quais seriam os “planos” de Macoy para com ela.


“Com certeza será algo bem próximo de um piquenique com duendes“ – e afastou o pensamento dando um riso nervoso.


- Peraí, ele é o bruxo que está comandando essa revolta toda?


- Lógico que não. Ele não teria influência nem ouro para tanto – disse Hermione num sorriso amarelo – está aí para se vingar de mim. A revolta dos duendes pouco importa para ele.


- Como assim se vingar de você? – indagou Rony sentando-se no chão.


- Ele diz que roubei o cargo dele no departamento – respondeu Hermione sem encarar Rony diretamente – sabe que trabalho no Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, não sabe?


- Sei – respondeu o ruivo sentindo-se ligeiramente ofendido com a pergunta.


- Macoy é chefe da ligação com os duendes – acrescentou ela - o duende que está no comando se chama Lubrico e parece estar bem interessado em arrasar esse lugar. Como estão as coisas lá fora?


- Hum, de início foi uma bagunça – contou Rony levando as mãos à cabeça que doía consideravelmente – não sei bem como foi, mas um bando de duendes desceu a rua e as pessoas fugiram. As que não puderam fugir, invadiram as lojas. Eu estava na loja dos gêmeos na hora. Algum tempo depois, os duendes acabaram indo embora e a rua ficou deserta. Os aurores parecem estar por aí...


- Aurores? Num caso com duendes? – perguntou Hermione ligeiramente indignada – mas, isso é totalmente fora do regulamento! Aurores só cuidam de casos que envolvam artes das trevas! O esquadrão especial de reversão de feitiços ou representantes da força tarefa do Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas são os indicados para casos assim e...


- Hermione – começou Rony revirando os olhos – quem sem importa com o regulamento quando a rua está explodindo?


Imediatamente Hermione se calou. “Regulamentos... regulamentos... de que adiantam quando a vida parece não querer seguir as regras?”.


- Como eu gostaria de parar com essa dor. Minha cabeça parece estar pequena demais para o cérebro... – gemeu Rony.


- E você? – perguntou Hermione não dando atenção às queixas do outro – como veio parar aqui?


- Um duende acertou minha cabeça.


- Isso é fato visível – Rony lançou a ela um olhar gelado – desculpe, estou nervosa. Essa sala está começando a me dar calafrios.


- É...


- Você disse que estava na loja dos gêmeos – Hermione retomou a conversa – como foi atingido por um duende? Eles invadiram a loja?


- Não – respondeu Rony – eu é que saí.


- Você saiu da loja? – perguntou Hermione estupefata – por que?


- Porque eu tinha que... eu... eu saí porque... – “Rony, você é a lesma mais estúpida que já andou pela face da terra! Diga, pelo amor de Deus, agora que as coisas já saíram tortas, é só dizer!” – eu tinha que... que... salvar você – ele disse as últimas duas palavras quase num sussurro.


Hermione achou que não ouvira direito. Depois de tudo que acontecera, finalmente tinha surtado. Claro, só podia ser alucinação mesmo. Ou Rony dissera mesmo as palavras “salvar você”? Ele não conseguia nem preparar uma poção simples sozinho, quanto mais salvar alguém!


- Como? – resolveu perguntar, só para ter certeza.


Rony revirou os olhos antes de responder:


- Eu vim salvar você.


- Como assim?


- Eu vim salvar você, tá legal? – berrou Rony se sentindo tão útil quanto um verme cego – é isso mesmo! Salvar você! Quando percebi que você podia estar em perigo na mão desses duendes, decidi deixar a loja e vir te ajudar. Não sabe o quanto foi difícil pra eu sair de lá e deixar tudo pra trás, só para encontrar você! Sim, eu deixei tudo lá, inclusive meu casamento... – falava tudo tão depressa e com tanta raiva que ao menos podia controlar as palavras - por que? Eu sei lá porquê ao certo, eu devo ser realmente um idiota como todos dizem que sou. Porque eu vim aqui para ajudar alguém que não dá a mínima pra mim, que está preocupada com regulamentos enquanto estou com a cabeça rachada ao meio! E sabe de uma coisa? Mesmo se tivesse tido outra chance, se pudesse voltar no tempo, eu faria tudo de novo porque não importa o que eu diga, não importa o que você faça, eu ainda te amo!


Dessa vez, Hermione olhou para ele. Olhava de novo dentro daqueles olhos azuis tentando encontrar uma lógica, uma razão aparente no que ele acabara de dizer. Os pensamentos se formavam em sua mente de forma desconexa e as palavras se atropelavam.


- O que... o que foi que disse?


- Que eu sou um idiota e...


- Não – Hermione o cortou, a voz oscilando de um jeito estranho – a outra parte.


- Que outra parte? – perguntou Rony arfando ligeiramente pelo esforço que fizera.


- A parte onde você disse que me amava... – falou ela num sussurro.


- Você já sabia, sempre soube – respondeu Rony, seco.


- Céus! – exclamou Hermione baixinho, deixando-se cair numa cadeira próxima.


Era verdade. Ela sabia, sempre soubera que Rony a amava. Não porque todos em Hogwarts afirmavam isso, não porque Gina dizia que ele chamava o nome dela enquanto dormia, não porque Harry insinuava a questão. Mas porque sabia. Simplesmente sabia. Sempre fora perceptiva e as reações de Rony pareciam gritar a todo momento “eu gosto de você, é por isso que estou sendo tão chato!”. Mas Rony nunca dizia. Nunca. E com o tempo, Hermione pensou estar enganada. Não, Rony era só um bom amigo. Alguém que a queria bem. Queria tanto acreditar que ele a amava que acabava criando ilusões. E ilusões não eram fatos. Ilusões não eram verdades. Eram apenas sonhos. E não havia razão em sonhos...


Com o tempo, acostumou-se com a idéia de que estava errada. Talvez não fosse tão boa assim. Não se podia ser boa em tudo, não é mesmo? Era difícil aceitar. Não o fato de que Rony não gostava dela como ela desejava, mas o fato de ter se enganado em algo assim. Tolice. Típico de garotas fúteis como Lilá e Parvati. Eles eram amigos. Apenas bons amigos... E então, de uma hora para outra veio aquele beijo. O beijo na sede da Ordem da Fênix. O beijo que de vez em quando ainda aparecia em seus sonhos. E tudo que ela queria, era apenas que ele dissesse. Apenas uma vez. Dissesse que a amava... mas ele não disse.


Hermione ainda achava que tinha sido orgulhosa. Não tinha tanta experiência no assunto, mas achava que quando duas pessoas se gostavam, o beijo seria parecido com aquele. Aquela sensação de querer ficar de olhos fechados para sempre... Por que ele não disse? Era só dizer e o encanto não se quebraria. Era só confirmar. Só provar que ela estava certa... porque ela tinha de estar certa.


- Droga! – berrou Hermione e Rony, que até então olhava para o chão, mirou-a espantado.


“A culpa é minha... por que sou tão idiota? Será que é preciso querer estar certa toda hora? Estraguei tudo! Tudo! Eu fui embora, ele não foi atrás... claro que não... e encontrou uma mulher que não precisava acertar o tempo todo. Mas sabe o que é pior? Eu sabia! Eu sabia o tempo todo! E deixei que ele fosse, não uma, mas duas vezes. Mesmo ontem, depois de tantas coisas eu o deixei ir novamente!”.


Estava tudo errado. Tudo errado. De repente, não era a vida que parecia estar fora dos conformes e sim ela mesma. A culpa dos desvios que sofrera, das dificuldades que passara, de seu isolamento, não era de um destino injusto, de uma vida parcial, e sim dela, Hermione Granger, querendo ser perfeita. Na busca da coisa certa, saíra atropelando tudo que importava. E de que adiantavam vasos quebrados?


Perfeição. A idéia parecia tão estúpida agora, porque não tinha de ser perfeito. Não era para ser perfeito. Coisas perfeitas não trazem felicidade, não trazem aprendizado, nem vidas certas. As coisas perfeitas não montam nada enquanto as imperfeições se encaixam. Hermione fechou os olhos lentamente. A vida acabara de acordá-la. Sentiu uma vontade incontrolável de se ajoelhar perto de Rony e pedir desculpas. Desculpas pelo que ele tivera de sofrer por culpa dela. Do orgulho dela. Sim, ela devia desculpas a ele e depois... ah, e depois ela o beijaria como nunca beijara ninguém na vida. Sem se importar de estarem trancados numa sala com um maníaco esperando por ela do lado de fora, sem se importar se Rony se casaria ou não no dia seguinte, sem se importar de estarem numa revolta de duendes. Porque aquilo sim, aquilo valeria por uma vida inteira...


“Tem hora que a vida arranja um jeito de acordar a gente. Pra ver o que realmente vale a pena”. Era o que Harry tinha dito.


- Percy?


- O que? – perguntou Hermione. Definitivamente, esperava qualquer coisa depois daqueles momentos tensos, de menos uma menção ao nome de Percy.


- O que Percy está fazendo aqui? – indagou o ruivo se pondo de pé e apontando o irmão, caído perto da mesa.


- Ele estava na reunião – respondeu Hermione sem emoção.


- Típico do Percy – comentou Rony – foi estuporado pelo doido vingativo aí?


- Sim.


- Essa história toda é uma grande loucura!


- Rony – começou Hermione devagar. Precisava dizer alguma coisa, as coisas não podiam simplesmente ficar daquele jeito – eu queria dizer que...


- Eu sei como a gente sai daqui – cortou Rony, amargo. Nada tinha sido como ele imaginava. Nada.


- Rony, eu preciso dizer que...


- Não quero falar sobre isso, ok? – disse Rony olhando em volta – eu fiz tudo errado. Só pra começar, nem devia estar aqui... mas já que estou – ele respirou fundo, como se estivesse tentando se controlar – já sei como saímos daqui.


- Estou aqui há algum tempo e não encontrei um modo – falou Hermione num tom azedo – essa sala é totalmente enfeitiçada, estamos sem varinha, o que te faz pensar que sabe um jeito?


- E o que te faz pensar que não posso achar um jeito?


Rony estava decepcionado, se achando a pior pessoa da face da Terra, a mais azarada, mais tapada, o bruxo mais imbecil do planeta! Ele tinha de ter lembrado que gostava de Hermione. Tinha de ter lembrado! Só porque tudo corria bem, que sua vida estava boa, sem outros contratempos maiores, ele tinha de lembrar que gostava de Hermione! E agora, havia quebrado a cara. Depois de ter jogado tudo fora, tinha quebrado a cara. Era a realidade. “Romantismo é uma grande porcaria! Que se dane amor agora também. Amor não enche barriga nem tira ninguém de um seqüestro!”.


Sim, porque o romantismo, todo aquele bla bla bla de “Eu te amo pra sempre” parecia ter bloqueado sua mente para certas “coisinhas” que não podiam ter sido esquecidas. Como era o temperamento de Hermione mesmo? Agora ele se lembrava perfeitamente, como se alguém tivesse subitamente clareado sua memória com a pancada. Hermione era chata, era mandona, gostava das coisas do jeito dela e só dela, tinha mania de perfeição, era extremamente sensível e exibia aquele ar de sabe-tudo insuportável. Tanto que duas vezes ela tinha repudiado-o, meramente descartado, esnobado, simplesmente porque as coisas não haviam saído do jeito que ela planejara. E ele estava correndo atrás dela? Estava rastejando, implorando, jogando suas possibilidades pela janela para ficar com Hermione? Ele estava mais uma vez implorando amor para Hermione? Aquela mulher que brigava com ele por qualquer coisa, que gostava de enfrentá-lo, que insistia nas coisas mais inúteis?


“Problemas se gosto dela! – pensou Rony numa revolta silenciosa – isso é um mero detalhe!”.


- Essa não é a questão – falou Hermione não conseguindo esconder que ficara sentida com a súbita mudança de humor de Rony.


- Ótimo. Não me importa qual questão você considera – Hermione e até mesmo o próprio Rony se surpreenderam com o tom rude das palavras – o caso é que vamos sair daqui. Quando é que o tal Macoy volta?


- Eu... eu não sei – balbuciou Hermione não conseguindo acreditar que aquele era o ruivo que a menos de dois minutos havia se declarado para ela.


- Pois precisamos fazer com ele volte. Eu preciso falar com Lubrico e acho que ele poderia providenciar isso.


Sem maior cerimônia, Hermione caiu na risada. Rony queria falar com Lubrico. Rony queria falar com o chefe dos duendes! Mas que piada! Absolutamente.


- Do que é que você está rindo? – perguntou Rony se espantando com a reação dela.


- Nada... é que... Rony, isso é absurdo! – exclamou Hermione mal conseguindo pronunciar as palavras de tanto que ria – totalmente absurdo!


- Por que é absurdo?


- Oras, se Lubrico deixou que Macoy trancasse a mim, a chefe do departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, sem direito a nenhum tipo de negociação, iria deixar que um goleiro de quadribol falasse com ele?


- E o que você tem contra o fato de eu ser apenas “um goleiro de quadribol”? – devolveu Rony levantando a sobrancelha.


- Nada – Hermione deu ombros – mas é que você não está numa posição negociável aqui.


- E você está?


Hermione ignorou totalmente a pergunta:


- O caso é que você não sabe nada sobre duendes. Você dormiu em todas as aulas de história da magia.


- O caso – disse Rony numa imitação cruel de Hermione – é que tenho uma coisinha aqui, acredito que os duendes estejam interessados nela.


- O que seria então? – perguntou Hermione num tom zombeteiro – o número da sua conta no Gringotes?


- Não, Nádia me deu isso – e Rony apontou os dois bolsos do casaco.


- Mas aí só tem...


- Justamente.


- Não sei se dará certo – murmurou Hermione com despeito. A idéia era boa, mas só de pensar que fora Nádia quem sugerira... oh, ela estava com ciúmes? – e onde está sua noiva numa hora dessas?


- Eu a deixei – respondeu o ruivo num só fôlego.


- Uau! – fez Hermione tentando parecer séria quando na verdade queria soltar pulos de alegria. Rony estava livre! Rony finalmente estava livre! Seu esforço valera a pena! Rony estava... brigando com ela no momento.


- Como faço para chamar Lubrico aqui? – Rony repetiu a pergunta enquanto se aproximava de Hermione.


- Isso nunca vai dar certo! – exclamou Hermione desviando o olhar dele.


- Só porque a idéia foi minha?


- Nem foi sua - revidou Hermione com ferocidade - era da sua noiva... ex-noiva!


- Agora você enfatiza a palavra ex, não é mesmo?


- O que quer dizer com isso? - perguntou Hermione num ar perigoso.


- Nada.


- Você é patético – sussurrou Hermione, lágrimas juntando no canto dos olhos. “Que estupidez chorar por causa de mais uma de nossas brigas infantis... não vou deixá-las cair”.


- E você é chata – disse Rony numa voz grave e assustadoramente séria.


Era como se um tivesse dado um tapa na cara do outro. Não era um simples comentário, não era uma simples implicância, era uma ofensa real.


Eles nem estavam assim tão próximos, talvez por isso Rony tenha se assustado tanto. Num primeiro momento ele estava olhando para Hermione com um desprezo que raramente demonstrava, no outro, ela devolvia o olhar na mesma intensidade fria e no terceiro, os lábios dela estavam colados nos dele!


- Eu... – começou Rony tentando arrumar um espaço para falar.


- Eu não quero que você diga nada dessa vez – disse Hermione voltando a beijá-lo.


E durante algum tempo, seria difícil precisar quanto, os dois ficaram daquele jeito, como se quisessem voltar no tempo, buscar aquele beijo interrompido e sentirem de novo como era querer ficar de olhos fechados para sempre...


Somente um grande BOOM conseguiu separar os dois.




* * *



- Eu não quero saber – falou Lubrico, a cara de poucos amigos parecia querer menos amigos do que nunca – se livre desses três aí.


- Eu não posso, não quando estou tão perto! – exclamou Macoy perdendo totalmente a compostura. Parecia uma criança pedindo delícia gasosa.


- Os aurores estão por aqui. Você ouviu o que eu disse? Aurores. Estão investigando, já sabem o que estamos fazendo. Não quero colocar tudo a perder. Se você entregar os reféns eles irão parar de xeretar em tudo por aí...


- Mas... – fez Macoy, nervoso, estava começando a suar frio. Não podia negar que Lubrico era assustador.


- Bruxos são mesmo uns fracos...


- Escuta Lubrico – o bruxo falava baixo, tentando ao máximo manter o controle – eu tenho a Granger finalmente em minhas mãos... e aquele panaca do Percy Weasley também. Aquele homem que os duendes trouxeram, aquele que estava lá embaixo, é um jogador de quadribol! Pense no que podemos ganhar com eles, Lubrico...


- Penso no que perderemos com eles – disse Lubrico – acho que entendo mais de perdas e ganhos do que um mero bruxo...


Sem nenhum aviso, Macoy deu de costas ao duende e entrou novamente na sala onde os reféns estavam. Se Lubrico soubesse sorrir, provavelmente o teria feito naquele momento.


- Só sobrou esse duende no prédio – falou Harry num sussurro. Ele e Ryan se encontravam escondidos na escada a ouvir a conversa – e pelo visto, ele é o mandante.


- Harry, você devia ser conhecido como mata-duendes agora. Nada de menino-que-sobreviveu. Acho que nunca vi ninguém estuporar duendes com tanta vontade quanto você lá embaixo... - comentou Ryan sufocando o riso.


- Acha que se pegarmos esses dois, os aurores conseguem capturar os outros duendes? – perguntou Harry ignorando o amigo.


- Assim você está subestimando minha equipe. Imagino que eles devem estar na pista a esta hora. Se pegarmos o líder, eles ficam mais desorganizados do que já são...


- Pois então vamos estuporar esses dois aí e pegar os reféns lá dentro da sala – falou Harry segurando a varinha com mais força.


- Espera, espera... a porta está abrindo. O bruxo está voltando...


Macoy parecia estar prestes a chorar. Arfava loucamente, os cabelos estavam completamente desalinhados e olhava para a varinha em suas mãos.


- Já voltou Macoy? – perguntou Lubrico que até então se encontrava quieto num canto – por que não soltou os reféns?


- Eu não vou soltar ninguém! – berrou Macoy, um tantinho fora de si – não vou receber ordens de alguém que mal alcança meus quadris!


Se Lubrico parecia zangado antes, não era nada comparado a agora. Se olhar matasse, Macoy já estaria a sete palmos da superfície.


- O que disse, bruxo?


- É o que ouviu – prosseguiu Macoy apontando a varinha para o duende – quem está armado aqui, hein? Não vou deixar nada atrapalhar meus planos...


- Não se atreva – disse Lubrico secamente.


- Eu me atrevo sim... – falou Macoy abrindo um sorriso demente.


- Ótimo – disse Harry baixinho – não precisamos fazer nada, eles vão se matar por conta própria... vamos dar uma olhada lá embaixo para ver se não tem ninguém vindo... os duendes podem ter percebido alguma coisa.


Harry ia se virar para descer quando pisou num degrau oco. Seu pé afundou na madeira velha. Ryan fez uma careta. Então a Patil & Brown estava literalmente caindo aos pedaços mesmo...


- Tem alguém ali – anunciou Lubrico indo em direção à escada.


- Harry, agora %#@&*! – exclamou Ryan assim que viu a cara feia do duende olhando diretamente para eles.


- Que nada, veja só isso...


Um segundo depois ninguém viu mais nada, porque Harry havia acabado de explodir a sala com um feitiço.


* * *



A sala comunal estava em sua normalidade. Um grupo de garotos do primeiro ano explodiam pequenas bombinhas num canto tentando não chamar a atenção dos monitores, um bando de meninas ria bobamente enquanto folheavam o que parecia ser uma revista enquanto a maioria da casa discutia o assunto da semana: o novo time de quadribol. Estava realmente bom e as chances de ganharem a taça eram enormes. Em meio a tudo isso, só havia duas pessoas estudando: uma garota de cabelos crespos do sétimo ano e um outro garoto com cara aborrecida também do sétimo ano.


- Deixa que eu escrevo – disse a menina pegando o pergaminho e a pena.


- Por que não posso escrever? – perguntou o garoto.


- Porque sua letra parece mais um hieróglifo do que qualquer outra coisa – disse a garota com aspereza – ninguém precisa ser decodificador para entender a minha letra.


- Não sei onde estava com a cabeça quando pedi pra você me ajudar com esse trabalho...


- Talvez porque eu seja a única pessoa que presta atenção no professor Binns? – comentou ela erguendo a sobrancelha e sorrindo de modo superior.


- Você realmente se acha uma sabe-tudo não é mesmo?


- Não venha com essa agora – disse ela dando pouco crédito – vamos lá, revolta dos duendes no Beco Diagonal. Mexa-se, temos dois metros pra escrever!


- Eu sei que os duendes seqüestraram uma chefe de departamento, um conselheiro do ministro, o goleiro do Chudley Cannons, a vocalista das Esquisitonas, o condutor do Expresso Hogwarts, o dono da Dedosdemel e a filha do Ministro da Magia!


- Mas que bobagem é essa, Christie? – exclamou ela horrorizada – eles só seqüestraram a chefe de departamento Hermione Granger, o conselheiro do ministro Percy Weasley e depois o goleiro, Ronald Weasley.


- Foi o que li no Pasquim – disse Christie tirando a franja loira dos olhos.


- Ora essa – continuou a garota ainda mais horrorizada com a idéia – quem é que vai confiar no que está escrito no Pasquim?


- Agatha, podemos fazer logo esse trabalho? Quero dizer, quero comentar o quadribol também...


- É Srta. Miller pra você – falou Agatha felinamente.


- Não sei porque essa bobagem toda, eu já disse que você pode me chamar de Archie... vamos lá, diga meu nome, eu sei que você consegue. Archie!


- Isso é tolice – fez Agatha voltando os olhos para o pergaminho – vamos prosseguir com nosso trabalho. Os duendes se revoltaram porque queriam uma loja de bombas no Beco Diagonal e o ministério não atendeu, obviamente. Então, quando Lubrico, o negociador, assumiu a liderança dos duendes, um representante da liga dos duendes, um homem chamado Terrance Macoy o subornou para seqüestrar a chefe do Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, então Hermione Granger. Por que ele fez isso?


- Você é quem está explicando, não é mesmo?


Agatha bufou:


- Porque ele queria desprestigiá-la, ele a odiava, Archie!


- Você me chamou de Archie! – exclamou o garoto sorrindo – não foi tão difícil, foi?


- O conselheiro do ministro, Percy Weasley foi estuporado – prosseguiu Agatha corando levemente – e os duendes logo depois capturaram Rony Weasley...


- Esse eu conheço! – exclamou Archie – ele era goleiro dos Cannons na época, excelente estrategista. Ganhou um prêmio da Confederação Internacional de Quadribol alguns anos depois por isso.


- Quadribol, quadribol, sempre quadribol! Quer prestar atenção na revolta de duendes pelo menos um pouco? – perguntou Agatha extremamente aborrecida.


- Por que? É sempre tudo igual... eles invadem o lugar, quebram algumas coisas, fazem reféns, tem sempre um traidor no meio e bla bla bla.


- Mas essa é uma revolta importante! Harry Potter solucionou o caso!


Archie pareceu bem mais interessado.


- Ele e o auror Ryan Weinstein entraram no prédio onde os reféns estavam presos e explodiram o lugar, deixando Lubrico e Macoy desacordados – explicou Agatha contente agora pela atenção que recebia – os outros aurores conseguiram facilmente capturar os demais duendes, que ficaram sem liderança. Nádia Zivojinovich, uma repórter que estava fazendo vezes de auror, pegou um ouro que Rony Weasley carregava e foi com ele que negociou com os duendes que ainda insistiam na revolta. No dia seguinte, Hermione Granger negociou um acordo de paz. Você sabe algo sobre Hermione Granger, não sabe?


- Sei que ela era amiga do Harry Potter e que se casou com Rony Weasley depois de ter ficado trancada com ele nesse seqüestro – respondeu Archie num sorriso maldoso.


- Christie!


- Vai saber o que os dois não fizeram dentro daquela sala enquanto o outro estava desacordado, não é mesmo?


- Ela foi uma das maiores defensoras das criaturas mágicas de seu tempo – disse Agatha olhando feio para Archie – e sabia que ela havia se demitido nesse dia? Percy Weasley implorou para que ela voltasse ao trabalho e selasse o acordo de paz depois... Ela escreveu muitos livros importantes, inclusive o nosso livro de Defesa Contra as Artes das Trevas sabia? Com co-autoria de Rony Weasley e alguns trechos de Harry Potter.


- Ela deve ter sido uma chata... – murmurou Archie.


- Ela era brilhante! – disse Agatha com um brilho nos olhos – até Nádia Zivojinovich que não ia muito com a cara dela, a elogiou num de seus artigos.


- Peraí, essa Zivojinovich era uma repórter de quadribol, não era?


- Era sim.


- O que ela estava fazendo no meio dessa revolta de duendes então?


- Ela ia se casar com Rony Weasley, ao que parece – disse Agatha – mas acabou desistindo e se juntou aos aurores para acabar com a revolta. Nádia, apesar de ter sido conhecida apenas pelo quadribol, também realizou outros trabalhos mais importantes.


- Nada é mais importante que quadribol – falou Archie com convicção.


- Que bobagem! Quadribol é uma grande tolice... até o Ronald Weasley não viveu só para o quadribol!


- Tenho pena do Weasley...


- Por que? – perguntou Agatha intrigada.


- Porque do jeito que você fala dessa Granger, ela deve ter sido uma chata!


- Eles tiveram um casamento feliz se quer saber – falou Agatha entre dentes.


- Como é que você sabe? – perguntou Archie – você não lê aquelas revistinhas como o Semanário das Bruxas edição especial os melhores casamentos, lê?


- Está na autobiografia de Harry Potter – disse a garota – ele disse que Granger e Weasley foram um dos casais mais felizes que ele já conheceu apesar de brigarem o tempo todo...


- Como eles podiam ser felizes se brigavam o tempo todo? – perguntou Archie achando que era algo bem óbvio.


- Eles tinham lá suas desavenças, a Granger era uma mulher responsável e o Weasley era um relaxado.


- Mais uma prova de que ela era chata...


- Christie, é impossível estudar com você, sabia? Você não leva nada a sério!


- Você leva as coisas a sério demais...


- Alguém tem que pensar no futuro, não é mesmo?


- Gente que só pensa no futuro depois fica presa no passado...


- Gente que só pensa no futuro consegue um bom emprego! – disse Agatha lançando um olhar gelado ao outro.


- E morre solteiro – acrescentou Archie depressa.


- Christie, você é patético!


- E você é chata.


- Humf, não vou gastar meu tempo com você – disse Agatha colocando os livros brutalmente dentro da mochila.


- Ótimo – falou Archie observando-a ir embora a passos firmes – eu não preciso de você, posso muito bem estudar sozinho!


Agatha Miller se tornou Agatha Christie cinco anos depois. E apesar de brigarem o tempo todo, tiveram um casamento feliz.


* * *



- E é assim que o aluno supera o mestre – comentou Ryan assim que a poeira da explosão baixou.


- Ryan, você está especialmente irritante essa manhã.


- Fique alerta, garoto. Talvez o duende ainda esteja acordado... – advertiu o auror com a varinha em frente ao rosto.


- Estupefaça! – gritou Harry – pronto, não está mais.


- Sempre querendo se exibir – murmurou Ryan enquanto pulava o corpo desacordado de Lubrico – o tal bruxo, Macoy, está desmaiado ali na frente. Nunca vi um bruxo mais idiota.


Harry riu:


- Ótimo, podemos entrar na próxima sala e acabar com essa história de uma vez por todas – disse Harry suspirando aliviado – alorromora!


Dois pequenos estalos e a porta estava aberta.


- Harry, o que você está fazendo aqui? Que barulho foi aquele? Parecia uma explosão... onde está Lubrico e Macoy? O que...?


- Calma Hermione – começou Harry – uma pergunta de cada vez. Vocês estão bem?


“Por que ela tem sempre a mania de partir pra cima de mim quando apareço?”.


- Estamos – respondeu Hermione ainda um tanto esbaforida – pelo amor de Deus, alguém pode me explicar o que aconteceu?


- Eu e Harry viemos atrás de vocês – começou Ryan entrando na sala – estuporamos uns duendes e acabamos explodindo a sala anterior, mandando o tal Lubrico e o bruxo traidor pelos ares.


- Mas eles estão bem, não estão? – perguntou Hermione arregalando os olhos.


- Estão vivos se é o que quer saber – respondeu Harry.


- Mas Harry, o que vocês fizeram foi muito perigoso! E se...


- Agora está tudo bem, Mione – disse Rony sorrindo levemente para ela – podemos finalmente ir embora daqui e cuidar da minha cabeça dolorida...


- Oh Rony – disse Hermione aproximando-se dele – está doendo muito?


- Está – respondeu o ruivo fazendo uma cara sofrida.


- Até que enfim essa loucura finalmente acabou. Bem, para ficar tudo certo só falta...


- Só falta?


- Isso.


E mais uma vez Hermione se aproximou inesperadamente.


- Demorou mais do que eu previra, mas... antes tarde do que nunca não é mesmo? – disse Harry num sorriso maroto.


- Acho que deu pra perceber que eles se gostam, não? – falou Ryan rindo e revirando os olhos.


- Que eles se gostam? Tá brincando! – exclamou Harry – esses dois são horríveis! São o pior tipo que você pode imaginar... se gostam desde sei lá quando e ficaram enrolando esse tempo todo!


Ryan soltou uma risada gostosa.


- Estou falando sério! – prosseguiu Harry sem saber definir se estava zangado ou realmente feliz pelos amigos – uma vez, eu estava no sétimo ano, estava atrasado com os deveres... Hermione já tinha obrigado Rony a fazer todos, mas eu estive ocupado e acabei escapando dessa. Já era tarde e estava com preguiça de pegar meu livro de feitiços no dormitório, acabei pegando o de Rony que estava na sala comunal. Qual não foi minha surpresa quando abri o livro e dei de cara com uma foto da Hermione e do Vítor Krum no nosso baile de inverno no quarto ano. Seria até normal se o Krum não tivesse sido todo riscado, esburacado e não tivesse uns bigodes e chifres bem suspeitos... e tenho a vaga lembrança de um coração perto da Hermione... Sempre soube que ele tinha uma queda por ela, mas nunca pensei que chegasse a esse ponto! Acho que ele nunca descobriu que eu vi essa coisinha dele...


- Estranho como as pessoas podem mudar quando se apaixonam... – murmurou Ryan – se não tivesse visto essa cena agora, jamais poderia imaginar que alguém pudesse gostar de uma CDF irritante como Hermione Granger...


- Isso me lembra uma coisa – disse Harry sobressaltando-se como se tivesse levado um choque elétrico – ei, vocês dois aí – gritou ele para os dois amigos que pareciam estar bem mais entretidos – eu tenho uma coisa pra contar. Vocês estão me ouvindo? É importante! Dá pra vocês pararem de se agarrar e me escutar? Eu só queria dizer que... ah, que droga vocês dois!


* * *



N/A: esse cap demorou muito, eu sei. Sei também que dizer que sinto muito não vai valer, mas... sinto muito, ok? É que realmente tive um bloqueio com o coitadinho e o mundo praticamente conspirou para que ele não saísse. Parto complicado. Espero que tenham gostado. Um grande beijo e obrigada por acompanharem a fic e exigirem as atualizações. Não sei o que faria sem vocês...


No próximo capítulo:


Tudo só fica bem, quando chega no fim. E o fim dessa fic ainda não chegou minha gente! Ainda restam algumas coisas a serem acertadas... portanto, se querem ficar para saber o que aconteceu com a Revolta de Duendes do Beco Diagonal, que fim levou Macoy, o que diabos o Harry escondia e se Rony-cabeça-dura e Hermione-desmiolada ficaram realmente juntos, leiam o último capítulo, ‘Enfim Casados’.



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