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9. Capítulo 7


Fic: Alma de Rainha- HHr -Com Trailer Concluída 12.12


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo VII


     O deserto o ajudou. No silêncio, ele conseguia respirar, pensar, mesmo que não quisesse.


     Ele aceitara a explicação quando, ainda criança, perguntara à mãe sobre as cicatrizes.


— Você foi uma criança tão doente, Harry. — Lágrimas enchiam os olhos dela quando ela tentava responder às muitas perguntas dele. — Você era tão frágil, tão doente... E depois, quando você tinha sete anos, foi como um milagre. Lentamente, você foi ficando bom...


     E ela lhe contava sobre seus estados doentios, sobre as convulsões. Mas sempre restavam mais perguntas. Quando era adolescente, inteligente, curioso, ele conversara com o médico do palácio quando ele estava para ser treinado para uma corrida de jipe no deserto.


— Posso dirigir?


— Claro.


— Eu tenho convulsões...


— Faz muitos anos que você não as tem — disse o médico. —Você se livrou delas.


     Ele caminhou durante horas até sentar-se, observou fixamente a paisagem dourada que ele governava, e depois olhou para baixo, levantou as mangas de sua túnica e olhou as cicatrizes escuras e altas, girou o pulso e perguntou de novo: quem amarraria em príncipe herdeiro com uma corda?


     Ele podia sentir a corda. Ele estava lá, sentado, e o deserto era mais paciente do que seus pais, pois deixava que ele perguntasse, em vez de silenciá-lo.


     Ali ele podia pensar, podia mergulhar fundo em si mesmo, o que fazia com freqüência.


     Na época da morte de seus pais, ele vagou durante dias, pedindo sabedoria para guiar seu povo.


     Ele estivera ali no ano passado, quando sua mente estivera sombria, mas antes da tragédia da morte de seus pais.


     Ao voltar da Espanha, da coroação da rainha Luna, ele tinha ido para lá em busca de paz. Ele não ignorara Hermione deliberadamente naquele dia. Na verdade, ele esperava trocar umas poucas palavras com ela, para descobrir alguma pouca coisa sobre a mulher com quem ele se casaria inevitavelmente. Mas a coroação lhe despertara sentimentos estranhos, que não eram memórias, pois ele não conseguia imaginar nada.


     Harry sabia que seria mais seguro ignorar os sentimentos; e foi o que tentou fazer.


     Ele viajara até a Europa, se divertira, representara o papel de príncipe playboy com entusiasmo, mas nada aplacara sua crescente inquietação.


     E naquele instante, sozinho no deserto, Harry se viu em busca de silêncio, de sossego para sua mente agitada. Mas o barulho do vento através dos cânions parecia convidá-lo a ouvir, e a areia dourada parecia se mover, balançando seu corpo como se ele estivesse no mar... Ele ouviu um riso de criança. Certamente era o vento, mas não havia dúvida: era um grito brincalhão. Quieto no deserto, ele sentiu uma liberdade rara; pôde percebê-la de relance, tocá-la; mas daquela vez não pôde culpar os sonhos, pois seus olhos estavam bem abertos.

Hermione o havia acalmado, mas ela também o perturbara.


     Ela trouxera algo de familiar à alma dele, algo que ele não conseguia identificar, algo que o fazia questionar tudo.


Ele não permitiria mais perguntas.


     Então se recostou e mirou o céu azul... Seus olhos se fecharam por causa do brilho do sol, e quando sua mão escorregou da barriga tensa e lisa, em vez de tocar a areia, tocou a água, e seus dedos mergulharam na água fria do mar. Isso o impeliu a sentar-se ereto, e quando ele olhou sua mão seca, na esperança de ver nela gotinhas, ele notou o que estava acontecendo de novo; a loucura se aproximava em silêncio...


Era esse o governante de Paris?


     Ele não queria ficar louco, e não queria pensar, tampouco queria ouvir, porque ele tinha medo de que pudesse ter as respostas.


     Quando a escuridão baixou, o céu noturno que emergia o guiou de volta ao recolhimento diferente de sua tenda no deserto, e à sua noiva.


     A tenda estava difusamente iluminada quando ele entrou. O qanoon medonho começou a tocar no momento em que ele pôs os pés no lugar. As velas tremeluziam e a mesa estava posta. Mas Hermione não estava lá, esperando por ele.


— A rainha estava cansada — explicou um criado nervoso. Nervoso porque uma boa esposa teria esperado por ele. — Ela já se recolheu.


Harry não estava com fome, tampouco cansado.


     Agitado e com energia, ele entrou no quarto e viu que ela fingia estar dormindo.


— Eu sei que você está acordada.


     Seus olhos permaneceram fechados, mas ela encolheu os ombros.


— Então você deveria saber que eu estou fingindo dormir porque não quero falar com você.


     Perto da meia-noite, a franqueza dela arrancou um meio sorriso de Harry, e só então ela abriu os olhos para ele.


— Já é tarde — destacou Hermione. — Você é sábio o suficiente para saber que o deserto é perigoso à noite...


— Estou acostumado ao deserto.


— Não à noite, sem suprimentos, sozinho lá fora... -Ele era sozinho.


Com isso ele era sozinho


     Harry apagou a lamparina e subiu na cama para ficar ao lado dela. Mas, mesmo quando a música parou, sua mente não conseguiu descansar. Ele falara com o médico do palácio recentemente, e foi preciso coragem para fazê-lo. Ele contara ao médico sobre seus medos, e este o aconselhara a não falar sobre aquilo com ninguém. Dissera-lhe que a sensação de dejá vu era às vezes uma forma suave de convulsão. O médico lhe dera umas pílulas pequenas, que Harry aceitou, mas secretamente se recusou a tomar.


Ele não confiava no médico.


Ah, mas a paranóia não era um outro sinal de insanidade?


Ele se virou na cama e tentou fechar os olhos.


     E ele não podia confiar em Sírius. Como é que ele podia dizer àquele homenzinho presunçoso que às vezes ele, o rei, tinha dúvidas sobre seu próprio estado mental?


— Harry?


     Mais valente no escuro, aliviada por ele estar em casa, esperando que a discussão acabasse, Hermione não esperou ser chamada. Ela estendeu as mãos, seu corpo se enrolou no dele, mas ele deteve a mão dela com o pulso, empurrou-a e então se deitou, tenso e zangado, no escuro enquanto sentia a confusão dela ao lado.


     Ele fechou os olhos, quis dormir, mas quando estava caindo no sono ele sentia como se estivesse de novo na água, deitado no meio do deserto... Ele sentiu o oceano subir e descer embaixo dele, sentiu o sol torrando seu corpo. Não havia lugar aonde Harry pudesse ir; nem um quarto de amante para mandá-la até lá.


     No deserto, não importava o quanto ele lutasse, ele estava ficando cada vez mais insano, e não havia nada que ele pudesse fazer. O medo, um medo que ele nunca havia sentido antes ou sequer admitido, significava que era ele que a buscaria, pois ela era macia e quente, respirava, era real e estava viva.


— O que há de errado, Harry... ?


     Ele ouviu a pergunta na voz dela, mas não pôde responder, pois não sabia a resposta. Assim, destruiu as perguntas dela com os lábios.


     Hermione ficara assustada durante a ausência tão demorada dele, assustada quando ele retomara de mau humor, nervosa e insegura quando ele se deitara na cama ao lado dela, e envergonhada quando ele a rejeitara. Mas quando ele a cobriu, quando seus lábios a apertaram com tanta força que ela nem conseguiu respirar, não havia medo, não havia temor. Ela sentiu de novo uma faceta diferente do que ela descobrira há tão pouco tempo.


     O corpo dela, e a deliciosa chama dos dois juntos. Ela estava confusa, mas não assustada. De algum modo, sabia que aquele homem, seu marido, precisava de algo que ela poderia lhe dar.


     Ele estava tirando sua camisola, o rosto dela coberto com musselina, e ela levantou os braços quando ele a descobriu.


     Ele tinha gosto de sal e deserto, tão incrivelmente másculo. Não barbeado, sua boca rude buscava a dela, seus joelhos afastando as coxas dela. Mas ela resistiu. Não ao corpo dele, mas a sua velocidade, porque ela também precisava deixar sua mente fugir. Ela rolou até ficar por cima dele, com as coxas abertas sobre ele, mas Harry não se impressionou.


Ele queria fugir. Ele a tinha procurado, e agora aquilo...


Ele não precisava de uma noite de amor prolongado naquele dia ...


Talvez depois, mas por ora não...


     Só que ela beijava sua boca mal-humorada, descendo até seu queixo, lambendo seus mamilos escuros e mordendo sua carne, provando sua pele suada, e ele a sentia o tempo todo, firme e meiga em tomo do seu centro... Ele podia sentir os seios macios roçando sua pele e quis tocá-los, empurrá-la para trás de modo a...


     E para Hermione foi uma revelação conseguir ser tão corajosa: negá-lo, quase, e ainda assim prolongar aqueles momentos. Porque ele a estava tocando, tocando seus seios com uma das mãos e a acariciando lá com a outra.


     Ela perdeu o ritmo, mas ele segurou seus quadris, puxou-a para o lado dele e então se deitou em cima dela. Repetiu o movimento até que fosse ela a ficar com vontade. Ela estava gritando o nome dele quando ele se uniu a ela, quando as ondas os atingiam. Então ele foi fundo dentro dela até que ela ficasse sem forças, depois a puxou para seus braços.


     Ele ficou deitado no escuro, com o vento uivando ao redor; um sonoro vento do deserto que arrancou a sensatez da cama deles atendendo ao chamado dela, e não havia necessidade de se investigar.


Ele quase foi capaz de perguntar a ela.


     Ele podia sentir o cheiro dos doces óleos do corpo dela, podia sentir seus seios macios pesando sobre sua mão, ouvir a respiração profunda e regular... E talvez ele conseguisse o que queria, sua resposta.


     Com ela ao seu lado toda noite, talvez o sono fosse chegar mais facilmente, pois de algum modo ela o deixava descansar, o deixava sonhar. Então ele ouviu sua própria voz.


— Por que eles me amarrariam com uma corda?


     Houve um longo silêncio, e ele sabia que ela não podia responder. Mas ela levantou a mão e ele sentiu seus lábios frios pressionando a ferida infeccionada. Depois ele ouviu sua própria voz de novo.


— Estou começando a me lembrar.


Ele percebeu a pausa que ela fez, e então ouviu a pergunta.


— Lembrar o quê?


— Não sei.


     Tudo que ela sabia é que aquilo era vital, que aquilo exigia toda sua atenção que, como rainha, ela estava acostumada a dar. Assim, ela se sentou na cama e acendeu a lamparina. Quando a luz inundou o quarto, ela viu que ele fechou a cara e percebeu o quão tola ela acabara de ser, pois ela agira como por obrigação, e não por ser sua mulher, e muito menos não como uma amante. Ela teria se deitado no escuro e segurado a mão dele, mas já era tarde demais.


— Do que você está começando a lembrar?


— Esqueça.


     Ele virou para seu lado, e daquela vez aquilo não era um gesto de confiança ou um elogio.


— Harry?


— Durma.


E foi então que Hermione percebeu que o havia perdido.

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Comentários: 1

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Enviado por rosana franco em 20/09/2012

Novas oportunidades virão.

Nota: 5

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