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6. Capítulo Seis


Fic: Império Romano - capítulo a caminho!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 6


 


Rita Skeeter abriu a capa pesada de couro envelhecido. As páginas apareceram brancas,  primeiro, depois as letras começaram a se desenhar, uma por uma, formando sílabas, palavras, frases; então, rapidamente, ela tinha todo um novo capítulo no livro que contava a história dos dois alunos de Hogwarts.


Voltou várias páginas, até encontrar onde tinha parado na noite passada, quando estivera cansada demais, com os olhos já embaçados e uma dor de cabeça enorme, para continuar a leitura.


Estava preocupada com o que aconteceria em seu mundo, uma vez que os dois adolescentes eram importantes figuras. Hermione Granger, melhor amiga de Harry Potter, raptada e levada para longe junto com o herdeiro de uma das maiores famílias Sangue Puro? O próprio Shacklebolt havia ido ao seu cubículo, na sede d’O Profeta, dizer-lhe que Narcisa Malfoy havia estado em seu escritório, reclamando sobre o que era narrado de Draco.


Rita entendia o desespero e a raiva da mulher, mas não poderia fazer nada. Assim como o livro não permitia que ninguém, além dela mesma, o lesse, ela também não poderia mudar a história quando escrevia. Era como se algo a compelisse, a forçasse a escrever tudo o que estava lá. Ela não poderia omitir nem inventar. Ou ela escreveria tudo, ou não diria nada a ninguém. Parecia que estava sob o efeito de Veritasserum e da maldição Impérius, ao mesmo tempo, quando relatava.


Olhou para a página que havia parado novamente, e recomeçou a leitura.


 


 


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Aldeia de Gatorix – 2 300 anos atrás – 13º dia


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Draco Malfoy acordou novamente. O Sol estava no céu, e ele não sentia mais nenhuma dor. Levantou-se devagar, primeiro sentando-se na palha que lhe servia de cama, depois ficou de pé, testando o equilíbrio e a força de suas pernas. Pareciam bem.


Passou a mão direita nos cabelos, respirando fundo. Sua mente estava à mil, agora que saíra da névoa do sono, e ele olhava para todos os lados, à procura de Hermione.


Procurou nos vasos de poções que ela tinha por ali, sempre fuçando atrás de algo interessante. Olhou mais atentamente a cabana depois que não encontrou nada. De um lado, havia seu estrado e o de Granger, à frente destes, as poções em diversos potes de argilas com desenhos intricados, perto da porta, dois enormes jarros com água, com uma altura que batia em seu quadril. Havia um montinho com peles de animais e ossos, outro com tecidos rústicos e ásperos, mas bem limpos. Foi quando percebeu que usava um desses tecidos na cintura, cobrindo seu quadril até a metade da coxa. Perguntou-se o quão vermelha Granger deve ter ficado ao vê-lo despido. Deu uma risadinha irônica. Sentira-se fazer algo proibido horas atrás quando acordou com ela em seu peito. Não deveria ter estado com ela assim.


Deu mais uma volta ao redor da cabana, antes de caminhar para a porta.


O Sol o cegou, a princípio. Levou as mãos para os olhos, esperando que se acostumassem com a claridade. Então, seus ouvidos captaram os sons. Os mesmos que ouvira quando chegara lá. Os mesmos que ouvira quando estava no campo de trigo. Exceto que não havia gritos de dor, das chicotadas dadas nos escravos.


Baixou as mãos lentamente, para acolher com os olhos, pela primeira vez, com uma mente clara e aberta, o lugar.


Seu coração disparou, à medida que sua visão se adaptava.


Vastos prados verdes, com árvores altas, muito mais folhosas e de incontáveis variedades que em Hogwarts. O céu era de um tom cinzento, fora daquele ao qual estava acostumado. A luz passava pelas nuvens, e parecia que elas irradiavam o brilho. Havia umidade no ar, e as pessoas se vestiam com belos colares de ouro e bronze, com entalhes de pedras preciosas. O tecido era cingido na cintura dos homens e mulheres, e havia todo um colorido na aldeia. Desde as pedras, que faziam as cabanas, até as flores e todo o movimento dos moradores, que enche de vida a floresta. Respirou fundo, caminhando, enquanto recebia olhares de reprovação. Os homens andavam com uma capa lustrosa por cima das vestes, que cobriam todo o corpo, enquanto ele, além de tiritar de frio, só vestia um pedaço de pano atado à cintura.


Maldita sangue ruim, nem para me vestir ela presta!, pensou.


Caminhou ao redor de uma fogueira, onde um senhor assava carne. Ele olhou enfezado para Malfoy, e, com palavras afobadas, enxotou-o dali.


Draco caminhou um pouco mais, olhando para trás, com medo que o velho que o xingara viesse atrás de si.


Ele sabia que havia sido xingado. Aprendera algumas palavras na língua nativa. Uma delas, gaethweision, lhe era bastante familiar. Não sabia ainda o que significava, mas tinha certeza que não era bom. Só os guerreiros que guardavam aos escravos o chamavam assim. Não só à ele, mas aos outros, e às mulheres que estavam na mesma condição.


Passou por umas crianças que brincavam de espada, e lhes sorriu divertido. Lembrou-se de sua infância, quando o pai o ensinara a duelar... As mães das crianças as afastaram de perto dele com os braços, olhando-o desconfiadas, de cima a baixo. Ele olhou para o outro lado e continuou a andar.


 


Hermione suspirou quando finalmente terminou a ultima poção que Brais pedira. Limpou a testa suada e as mãos, depois colocou a cumbuca de lado e levantou-se do chão, onde estivera trabalhando.


A cabana do velho Druida era cheia de ervas e remédios, com plantas penduradas no teto e nas paredes, peles de animais para todos os lados e um pequeno local onde seu estrado fora colocado.


Saiu da cabana com o cabelo enrolado no alto da cabeça, cheio de grampos de ouro e cobre colocados por uma moça de família importante. Agora que havia aceitado ser curandeira da tribo, as famílias a consultavam sobre poções e medicamentos, e recebia visitas das moças quase o tempo todo. Caminhou para sua nova casa, pelo centro da aldeia, quando viu um rapaz alto, de cabelos platinados, parado em frente à uma cabana de madeira, olhando fixamente para dentro. Um pedaço de pano cobria sua nudez. Passou admirando-lhe as formas dos músculos, porque achava que a beleza deveria ser admirada, até que reparou nas pequenas cicatrizes dos braços e das costas.


Draco.


Ela caminhou rapidamente, e parou ao seu lado.


“Gosta do trabalho do ourives?” disse-lhe.


Ele a olhou de relance, voltando a fitar o homem.


“Você me deixou sem roupas, Sangue-Ruim”, sua voz arrastada lhe causou um arrepio.


“Eu não esperava que acordasse antes de eu retornar, Malfoy” Ela acompanhou algumas pessoas com o olhar e virou-se para o loiro. “Vamos voltar? Já vai esfriar, e tenho que fazer o jantar.”


Ele acenou com a cabeça e se manteve ali, parado. Ela se perguntou o motivo de ter aquiescido. Se era porque estava frio, ou se era porque ia voltar com ela.


 


O braço do homem subia e descia sobre a chapa metálica, retumbando num som agudo e contínuo. O tinido do metal quando inserido ainda quente na água fria era contagiante, energizante. Era um trabalho que exigia força e determinação, técnica. Tudo o que ele gostava.


Admirou a concentração do homem por um instante mais, antes de se voltar para Hermione.


“Eu gostaria de fazer isso” apontou para o homem de meia idade, com fortes braços, pele vermelha pelo calor das chamas, e mãos calejadas do ofício. “Seria melhor que ficar nos campos, e eu poderia ser aprendiz, também.”


A morena começou a andar, calada. Ele a seguiu.


“Granger, vamos, me responda!”


“Não sei, Malfoy, Arcturius foi bem claro quanto ao seu castigo.”


“Mas eu seria mais útil aqui, não acha?” ele mostrou o bíceps, que embora fosse magro, era definido.


Ela deu uma risadinha.


Ele a olhou de relance novamente, acompanhando depois o balanço de seu quadril. Quando percebeu que ostentava um sorriso bobo no rosto, fechou a cara e cruzou os braços.


Hermione passou pela porta de sua cabana de pedras. Colocou toras de madeira numa lareira improvisada e acendeu o fogo com um incendio* não verbal.


Atrás de si, Malfoy estava escorado, de pé, contra a parede.


Ela se virou para ele quando o fogo subiu e a lenha crepitou.


“Agora, vamos lhe colocar umas roupas mais quentes.”


 


 


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Hogwarts  - Café da Manhã


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            Ron cuspiu sua torrada, enquanto jogava longe o exemplar d’O Profeta. Sua Hermione iria ajudar a Doninha a deixar de ser escravo?


Ele bufou e agarrou novamente o jornal. Estava irritadíssimo. Já não bastava ter que ler todos os dias o que sua namorada passava, agora, além de vê-la ser cortejada por um guerreiro e virar curandeira de uma tribo celta, ela também será babá do Louro-Aguado!  Bufou novamente tomando seu suco de uma vez, lendo as palavras rapidamente, sem prestar atenção ao que colocava na boca. Ouviu um zumbido ao seu redor, mas só parou de prestar atenção ao que lia quando sentiu uma dor em sua testa.


Ginny e Harry o olhavam com reprovação.


-O quê? –perguntou ríspido.


-Você está resmungando! – Harry disse, segurando uma das folhas do jornal, que havia caído e mostrava Quinn com o chefe do Departamento de Mistérios.


- E vai acabar se engasgando, comendo nessa velocidade – Ginny murmurou, chateada. Ela via o quanto o irmão sofria pela perda de Hermione, e ainda tinha a dor do namorado e a sua própria para lidar. Eles estavam muito sensíveis. Com saudades.


-Se aquele louro nojento machucar a Hermione, eu vou para Azkaban descontar minha raiva no pai dele!! Aquela família nojenta e-


Gin calou sua boca com a mão.


-Pare de reclamar, Ron. Mione sabe o que está fazendo. Além do que, você vê que ela é a protegida do chefe. Não há com o que se preocupar.


-Ginny, você viu o que aquele guerreirozinho disse: as legiões romanas se aproximam!! E se a Mione se machucar?


-E quando vocês foram caçar as Hocruxes, ela não correu perigo, também? –a ruiva apontou, irritada. Ron sempre achava que só porque eram mulheres, não sabiam se cuidar.


-Sim, mas eu estava lá


-Ela pode se cuidar, Ron, por Merlin!


-EU não estou lá!! Eu não posso cuidar dela!! Eu a amo!!


-Todos nós a amamos, Ron. – Harry segurou a mão de Ginny quando ela tomou fôlego prar responder o irmão. –Nós a amamos e nos preocupamos com ela. Mas não podemos fazer nada. Só pedir que volte bem. E temos que esperar que ela volte, assim como o Malfoy, antes que ocorra uma guerra lá.


Ronald fez cara feia e resmungou baixinho:


-Eu não me importaria se o Malfoy ficasse lá, na verdade...


 


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*incendio = feitiço de combustão. No primeiro filme, Hermione usa o encantamento "Lacarno Inflamare" para o mesmo efeito. 


n.a.:


Gatinhas e Gatões do meu coração, sinto muito pela demora!!!


Fiquei de postar ontem, mas não sei o que aconteceu, travou tudo aqui, e não consegui fazer nada!!


O site também está travando direto, não sei o motivo! :/


Estou muuuito orgulhosa do andamento da história, to com um monte de ideias montadas, já, mas não consegui escrever muito por causa do meu tempo que está suuuper apertado!


Então, me perdoem!!!


Espero que tenham gostado do capítulo!!


 Por favor, deixem suas opiniões: o que gostaram, o que odiaram, o que acham que vai acontecer... deem seus palpites!! Haushuahusha


Enfim, boa noite!!


Mira


30 de setembro de 2012

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Comentários: 3

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Enviado por Dark Moon em 22/04/2013

granger vc me deixou sem roupas ficou uito sugestivo hauahuahuahuahua brincadeira

ta leegall

Nota: 5

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Enviado por Dark Moon em 07/04/2013

sua fic é maravilhosa. vc vai continuar nao é?

 

Nota: 5

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Enviado por Claudiomir José Canan em 30/09/2012

Capítulo, como sempre, maravilhoso. Sobre as batalhas dos romanos indico a seguir: 
http://www.google.com.br/#hl=pt-BR&output=search&sclient=psy-ab&q=T%C3%A1ticas+militares+romanos&oq=T%C3%A1ticas+militares+romanos&gs_l=hp.3..0i10i30.70285.76702.0.77523.25.17.0.8.8.3.716.8360.3-5j3j8j1.17.0...0.0...1c.1.bk3LXxJS37Q&pbx=1&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_qf.&fp=c7d29fc65403362a&biw=1024&bih=653
  e

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forma%C3%A7%C3%B5es_romanas

e

http://www.google.com.br/#hl=pt-BR&sclient=psy-ab&q=T%C3%A1ticas+militares+celtas&oq=T%C3%A1ticas+militares+celtas&gs_l=hp.3...84838.105937.1.106527.7.7.0.0.0.0.792.2987.5-4j1.5.0...0.0...1c.1.DpX7sByFHAA&pbx=1&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_qf.&fp=c7d29fc65403362a&biw=1024&bih=653

postei nova fic. De volta ao passado!! 

Nota: 5

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