Era de manhã, e Snape foi tomar café da manhã na Ordem. Estava combinado que Hermione chegaria cedo e surpreenderia todos ainda na mesa do café. Harry e Gina deveriam fingir surpresa e manifestar interesse sobre onde ela estava também.
O café da manhã estava quase terminando quando ela apareceu. Todos olharam para ela em silêncio primeiramente, depois um alvoroço começou. Molly perguntava onde ela esteve, Harry e Gina pareciam tão curiosos quanto, Minerva olhava-a, apreensiva, Snape tinha uma carranca e Dumbledore simplesmente não parecia surpreso.
- Calma, gente – disse ela com um sorriso simpático. – Estou bem. Eu precisava pensar.
- Aí você sai do único lugar seguro na Inglaterra e vai pensar –disse Snape com um rosnado baixo.
Hermione fitou-o.
- Eu perdôo você por agir como um bastardo e me manter presa neste lugar por seis meses, obrigada por perguntar – disse ela, entre dentes. E virou-se para os outros, que de repente se calaram. – Estou bem mesmo... Eu só precisei sumir, pensar, lembrar de alguma coisas e me esquecer de outras. Estou bem.
- A gente tem que fazer uma guerra de travesseiros, Mione – disse Gina. – Pelo bem da nossa amizade.
Hermione sorriu.
- Quem sabe na hora da fofoca.
As duas riram.
- Temos alguma missão para mim, professor Dumbledore? – perguntou Hermione.
- Temos várias, para escolher – disse Dumbledore com os olhinhos cintilando.
Snape bufou, mas nada disse.
- Bem, teremos muitas coisas pra fazer hoje – disse Dumbledore. – Srta. Granger e srta. Weasley, tenho uma missão para vocês duas.
- Sozinhas? – a voz de Snape e a de Harry se uniram e todos na mesa os olharam. Os dois se entreolharam.
- Sozinhas – repetiu Dumbledore. – Elas vão dar conta. Mas falaremos depois do café da manhã.
As duas pareciam mais animadas. Conversaram aos sussurros enquanto bebiam suco de abóbora na sala. Quando voltaram à cozinha, Hermione olhou em volta e perguntou por Moody.
- Ele está em recuperação em St. Mungus – respondeu madame Pomfrey. – Sabe, na idade dele a cura de certas maldições não é tão fácil.
Hermione estreitou os olhos.
- Ele vai tomar cuidado com o que diz da próxima vez.
- Bem, meninas, vamos conversar no meu escritório lá em cima – disse Dumbledore levantando-se.
Harry olhou para Snape. Minerva percebeu a troca de olhares entre os dois e prestou atenção na interação entre eles.
- Você a treinou do modo como eu expliquei? – perguntou Snape num sussurro.
- Eu fiz o meu melhor, professor – disse ele.
- A srta. Weasley tem uma boa noção em duelos – disse Snape sobriamente. – Ela se defenderá de modo adequado, caso aconteça alguma coisa.
Minerva suspirou. Ver dois inimigos mortais se dando tão bem era no mínimo inspirador, e era o motivo de Dumbledore andar tão alegremente anunciando que o amor era a resposta para todas as perguntas. Ela já estava meio enjoada daquela conversa, mas bem que o diretor tinha razão.
Cada um foi às suas atividades quando o café da manhã acabou. Snape foi a Spinner’s End ver suas poções para Voldemort e aproveitou para dar o recado de que Hermione havia voltado à Ordem e que ela tinha uma missão que ele ainda desconhecia.
Logo que ele voltou, entretanto, Harry informou que as duas já haviam saído. Ele percebera isso antes do garoto falar, na verdade; Harry andava de um lado para o outro na sala.
- E se alguma coisa acontecer? – ele perguntava. – E se eles as acharem? E se elas se ferirem? E se os comensais conseguirem capturá-las?
- Não pense nesta hipótese, Potter – disse Snape, sentindo uma dor de cabeça forte se aproximar. – Nem sequer imagine algo assim.
- Sabem, elas já são crescidinhas, e vocês poderiam ocupar essas cabeças antes de terem um colapso – disse Minerva entrando na sala.
- Já tenho poções no fogo – volveu Snape.
- E eu estou fazendo exercícios de oclumência, professora – disse Harry com a maior cara de pau do mundo.
- Você não está falando sério, Potter – disse Snape.
- Não – disse Harry.
Snape deu um sorrisinho no canto da boca, e logo se sentou no sofá.
- Você vai acabar me deixando tonto com essas passadas, Potter – disse Snape. – Vá encher a cara. Elas voltam logo.
- Que belo conselho, Severo Snape – disse Minerva McGonagall com ar reprovador.
- Ele vai se acalmar se encher a cara.
- Ele vai...
Snape sentiu a marca queimar. Fazia uma hora e meia que elas haviam saído.
Hermione e Gina estavam na Floresta Proibida. Os centauros se sentiam menos intimidados com a presença feminina, por isso tendiam a ser menos agressivos para conversar com mulheres. Por isso, Dumbledore as mandara para lá, para fazer contato com os centauros e convencê-los a ajudar o lado da Ordem, contra Voldemort.
Não seria uma tarefa nada fácil, pois era sabido que os centauros não queriam ter nada a ver com guerras de bruxos. Entretanto, as atividades de Voldemort os atingiam também, de alguma forma, pois as coisas ficavam cada vez piores conforme dos comensais agiam. Na natureza, nas pessoas.
Elas caminharam algum tempo antes de encontrar Firenze. Mas não tiveram tempo de lhe falar, ele parecia aflito para dizer alguma coisa.
- Vão embora, aqui não é seguro... – sussurrou ele. – Vocês... vão... CORRAM!
Aconteceu tudo muito rápido. Houve uma estourada de centauros na direção delas, e um raio de luz verde que atingiu Firenze antes de ele cair no chão, de olhos abertos, sem respirar. Elas não tiveram tempo para pensar. Correram dos centauros que vinham a todo vapor naquela direção, com os olhos vazios.
- Estão sob o efeito de uma Imperius – disse Hermione.
- Vamos aparatar – disse Gina, arfante.
- Não se pode aparatar em Hogwarts! – gritou Hermione de volta.
- A chave de portal está comigo – disse Gina. – Me dá a mão, Mione!
Elas estavam um pouco afastadas por causa das raízes, que eram várias e estavam por todo o caminho. Gina olhava para Hermione com um ar de desespero, a chave de portal na mão, só esperando alcançar a amiga para ativá-la. Ela não viu a raiz, e tropeçou e torceu o pé. Deu um grito.
Hermione parou e olhou para trás. Dois comensais apareceram entre elas. Não era aparatação. Eles estavam ali o tempo todo, só que invisíveis.
- Gina, vai! – gritou Hermione com o coração disparado.
- Mas você... – disse Gina tremendo.
Hermione tinha a varinha em punho e seus cabelos esvoaçavam selvagens. O som do trote dos centauros continuava forte.
- O Severo não vai fazer nenhuma idiotice por mim, mas o Harry vai por você – sussurrou Hermione implorando.
Gina não teve escolha; antes de sacar a varinha ou de se pôr em pé, Hermione ativou a chave de portal. A ruiva só conseguiu ver flashes de luzes antes de se ver na sala da Mansão Black, suja e descabelada e ferida, fitando um Harry, um Snape e uma McGonagall alarmados.
- Gina! – Harry se abaixou ao lado dela. – O que houve?
A menina soluçava, em choque, e olhou para Snape.
- Ela disse... ela disse que o senhor não faria nenhuma idiotice por ela, mas que Harry faria por mim... Ela... ativou a chave de portal... e estava longe... eu não pude fazer nada... eu juro, eu não consegui... eu caí... Tinha comensais... e uma estourada de centauros... – ela falava tudo muito rápido, soluçando, mas fora o suficiente para eles entenderem. Snape estava lívido.
- É o tipo de coisa que Hermione faria, não – comentou Snape com um nó na garganta. – Ele está me chamando... Eu devo ir.
- Eu sinto muito, professor – sussurrou Gina.
- Não sinta, srta. Weasley – disse Snape, sério. – A srta. Granger estará aqui. Mesmo que eu não esteja.
Antes que alguém manifestasse alguma reação, Snape aparatou dali. Do alto das escadas, Dumbledore tinha um sorrisinho sábio por cima de seus óculos meia-lua.
- Bravo, srta. Granger. Bravo.
UM CAPÍTULO CURTINHO, MAS É PQ O PRÓXIMO VAI TRAZER ALGUMAS NOVIDADES E EU TINHA Q PARAR COM A FRASE O DUMBIE, SÓ PRA DEIXAR MINHOCAS DA DISCÓRDIA NA CABEÇA DE VCS :D
OBRIGADA POR TODOS OS COMENTS; EU FIQUEI MUITO FELIZ COM ELES, DE VERDADE, TANTO É Q O CAP 14 JÁ TA PRONTO. PORTANTO, AGUENTEM A CURIOSIDADE. TALVEZ EU DEMORE SÓ UMA SEMANA PRA SOLTAR O PRÓXIMO, DEPENDENDO DE MINHA INSPIRAÇÃO PRA TERMINAR O CAP 15.
É, PARECE Q ESTA É UMA FIC DE MAIS DE DEZ CAPS :D:D:D
AMO VCS
BJOKASSSSSSSSSSSSSSSS |