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7. Capítulo 5


Fic: Alma de Rainha- HHr -Com Trailer Concluída 12.12


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo V


Harry raramente dormia.
                                                                            
      Claro que ele dormia: seria impossível não dormir e viver. Mas mesmo durante o sono uma parte dele permanecia alerta, prestando atenção aos sonhos que o afligiam e conjurando-os. Ele era orgulhoso demais para deixar que suas amantes vissem sua aflição, mas amantes eram facilmente descartadas. Não tão facilmente, seria sua mulher, e na noite de núpcias.


     Ele estava determinado a permanecer vigilante durante o sono, concluindo que descansaria adequadamente em sua temporada no deserto. Ele dormiria profundamente por um tempo no abrigo de um cânion que ele conhecia bem, de modo que pudesse ficar de guarda à noite. No entanto, pela primeira vez em várias noites, e certamente pela primeira vez com uma mulher em sua cama, o sono, o sono de verdade, o derrotou.


     Ele podia sentir o perfume dela, sentir seu corpo macio ao lado dele, mas era mais do que isso. O amor que tinham feito fora como um bálsamo; ele nunca se sentira tão pleno. E embora ele a tivesse aconchegado nos braços, embora sua intenção fosse só cochilar, seu subconsciente ditava outra coisa...


     Ele acenava para que continuasse, e tolamente Harry continuou, mas então recobrou o juízo e resistiu por um momento, lutou para abrir os olhos. Ele acenou de novo. Na verdade, era um elogio que Harry tivesse dado as costas a ela, que pela primeira vez ele tivesse descansado de verdade com uma mulher.


     Havia o som suave de sinos, o conforto da presença dela e aquele estranho chamamento que ele deveria seguir, o que ele fez...


Ele estava num palácio.


     Não no seu palácio. Talvez, pensou Harry era Londres. Mas não, quando ele olhou as pinturas nas paredes, de algum modo percebeu que aquilo não era um sonho, e sim uma memória.


     Ele podia ouvir o som incomum de risos realmente desinibidos, e o som vinha de uma criança que parecia com ele.


Havia um pássaro!


     Um pequeno pássaro prateado tinha se precipitado palácio adentro e tudo virara um caos.


     Ele estava correndo, rindo, vibrando, encantado enquanto o perseguia pelos corredores.


     O deleite o preenchia quando as criadas entraram com vassouras, tentando encurralá-lo, mas o pássaro alçou vôo rapidamente, batendo as asas e arremetendo, quase zombando delas. E como aquilo o fazia rir... Um riso que vinha de dentro, uma onda de alegria que o preenchia com uma felicidade pura, um prazer inocente que aquecia e inundava suas veias normalmente frias.


Uma alegria autêntica, como ele nunca tinha sentido.


Mas que sentia naquele momento.


Ainda que tivessem ralhado com ele.


     Ele sentia a janelinha que seus dentes tinham deixado depois de caírem quando sorriu para um rosto que não era para ser conhecido, mas que sua alma reconhecia como sendo de sua mãe quando ela mandou que saísse.


     Ele adorava aquele sonho, adorava aquele lugar, aquele palácio, onde as crianças ainda riam.


     Ele adorava sentir os dedos de Hermione em seus ombros, descendo até os braços, o sussurro da sua respiração em suas costas quando ali ficava a seu lado enquanto ele continuava a sonhar.


     Havia uma praia, com água, diversão e a liberdade completa do oceano, e ainda por cima a sensação dos delicados dedos de Hermione em seu pulso. E a inocência acabou. Aquele mundo seguro e infantil terminara quando ele se encontrou pela primeira vez com o medo. Medo real que percorreu seu corpo e roubou sua juventude em questão de segundos.


     Havia sangue na água e um inferno em sua alma, seu coração disparou e sua mente o quis de volta ao mundo real. Ele estava preso a um sonho e insistia em despertar, porque logo os lençóis estariam ensopados com seu suor, e ele sabia que dali a pouco ele iria gritar.


     Ele precisava acordar naquele instante, antes que ela testemunhasse a verdade dele. Mas já havia escapado: um grito preencheu a noite silenciosa, seu corpo enrijecido, as batidas de seu coração, e então algo inesperado.


     Aquele pesadelo era conhecido demais, o inesperado era o conforto dos braços dela, a pressão dos lábios dela em sua nuca, a estranha invasão da calma.


     Hermione ouvira os sinos sumindo quando Molly e as criadas se recolheram ao alojamento da criadagem e eles dois ficaram a sós.


O casamento havia se consumado.


Dever cumprido.


     Hermione nunca compartilhara uma cama e, embora seu corpo estivesse cansado, sua mente estava bem consciente do homem que tinha a seu lado.


     Ele a estava abraçando, mas tinha se virado quando o sono chegou. Suas costas contra as dela; ela podia ouvir a respiração suave dele, ouvir ventos que eram desconhecidos.


     Todo deserto trazia canções diferentes; ela aprendera isso há muito tempo, as vastas planícies e dunas e cânions emitiam seus próprios tons, e o Deserto de Qusay cantava alto agora que ela tentava abafá-lo e dormir.


Ele era realmente bonito.


     Mesmo dormindo, mesmo encostado nela, mesmo no escuro, ela podia sentir sua beleza rara. E ele a tornara mais corajosa do que ela pudera imaginar. Porque ela não conseguiu resistir quando o impulso chegou. Ela esticou os braços e correu os dedos em seus ombros, sentiu a musculatura sob a pele suave e desejou que ele se virasse, que a tomasse de novo, mas ele dormia profundamente, a respiração regular e lenta, e ele nem se mexia quando ela o tocava.


Então ela estava um pouco mais corajosa.


     Seguindo caminho pelos braços dele, até seu pulso, ela pôde sentir com os dedos as cicatrizes espessas, quase sentiu a dor. Então ela o sentiu se mexer e rapidamente afastou a mão, consciente de que o havia invadido.


Então, não se sabe de onde, a tempestade se formou e caiu.


     O medo dele foi tão imediato, tão palpável que por um instante Hermione realmente pensou que tivesse acontecido algo, algo real, tão terrível que ela também veria num segundo, como um terremoto, um incêndio, ou um intruso. Enquanto a tensão o atravessava, seu coração acelerava e seu corpo se agitava, ela pensou que ele fosse saltar da cama, que a ameaça fosse aparecer.


Tudo isso ocorreu em segundos, então veio o grito dele, e ela teve noção.


O medo dele era real, a ameaça estava presente, mas só para Harry.


     Foi quando ela percebeu que ele estava preso num pesadelo, e que ele não ia querer que ela testemunhasse aquilo, que o mais certo a fazer seria virar-se, fingir que dormia enquanto ele sofria que o grito dele não a tinha acordado, fingir que dormia quando ele acordasse e acendesse a luz . Mas, em vez disso, ela o abraçou.


     Ela não disse nenhuma palavra, apenas o abraçou, beijou-o com delicadeza na nuca gelada, abraçou-o até que seu coração desacelerasse, até que sua respiração se acalmasse. E Hermione sabia que abraçava não apenas Harry, mas um segredo.


Um segredo que não deve ser debatido.


Um segredo que era apenas de Harry, até que resolvesse dividi-lo.

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Comentários: 2

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Laauras em 14/09/2012

Uau! Os dois últimos capítulos foram emocionantes!
Achei a entrega da Mione para o Harry muito intensa, profunda e verdadeira. A Molly parecia muito fria com as respostas que deu para a Mione.
O que aconteceu com o Harry pra ele ser desse jeito? Foi uma guerra?
Esperando ansiosamente próxima att! 

Nota: 5

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Enviado por rosana franco em 12/09/2012

O capitulo anterior foi perfeito tudo na medida certa,os dois são lindos e muito complexos realmente espero que ele não demore muito para se abrir com ela.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

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