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4. Capítulo 2


Fic: Alma de Rainha- HHr -Com Trailer Concluída 12.12


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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                                                 Capítulo II 

— Eu NÃO vou passar um mês lá! — disse Harry a Sírius, de cara amarrada, enquanto seu camareiro o ajudava a se livrar da farda militar e a separar túnicas para o deserto, iniciando os preparativos da lua de mel.


— Só concordo com uma semana em Londres.


— Eu compreendo sire, mas nossos conselheiros estão simplesmente respondendo àquilo que ouviram das pessoas...


Ele engoliu em seco.


— A rainha estava conferindo as notícias na imprensa e pediu que...


— O quê? — perguntou Harry girando a cabeça. Ele estava se admirando no espelho, mas as palavras de Sírius exigiam uma resposta curta e grossa.


— Por que você iria incomodá-la com esses detalhes?


— Foi ela que pediu para ver.


     Sírius apertou os lábios com força, com tanta força que levou um tempo para que ele os relaxasse o suficiente para continuar a falar.


— Ela também pediu que o senhor passasse um mês no país dela... Ela pressente que o povo de Londres vai querer ter o novo rei como residente durante um tempo, de modo que eles possam compreender que o senhor também lhes dará apoio em caso de necessidade. Eles precisam dessa união, sire...


     Harry não estava nem um pouco impressionado. Uma semana no deserto... Era preciso que ele aceitasse. Uma semana: com sua noiva à noite, e passeando pelo deserto durante o dia. Depois da recepção, para acalmar o povo, ele concordara em passar uma semana em Londres, onde ele cumprimentaria formalmente seu novo povo, assinaria documentos essenciais e, depois, independentemente das necessárias formalidades e das noites ocasionais passadas com ela, em sua época fértil, eles poderiam tratar de suas próprias tarefas.


     Havia inquietação em Londres, no entanto. Harry sabia disso. A mulher submissa e calada que ele acabara de desposar dificilmente imporia respeito a seus assessores, muito menos a seu povo. Mas Harry era durão. Às vezes, havia imensa pressão de parte dos anciãos, de Sírius, mera e completa resistência a mudanças, mas Harry era um governante forte, seguro de seu papel. Ele nunca duvidara, nunca questionara que estivesse certo. Sim, ele ouvia seus conselheiros, ponderava, pedia conselho ao deserto às vezes, mas sempre tomava suas decisões. E, uma vez tomadas, ele não se deixaria influenciar. Ninguém ousaria tentar.


     No entanto, concluiu Harry com um sorriso debochado, deve ser um inferno ser rainha!


— Duas semanas... — disse Harry, numa concessão rara. Mas a testa de Sírius se franziu de preocupação, pois ele já havia falado com a rainha.


— Diga a ela que estou preparado para ficar duas semanas no país dela...


— Acho que seria mais prudente passar um mês em Londres... — disse uma voz suave que preenchia o quarto, fazendo o camareiro e Sírius ficarem perplexos. Era Hermione que entrava, sem ser convidada e sem anunciar-se, nos aposentos do rei!


— A senhora não pode ficar aqui... — disse Sírius, atravessando o quarto como um raio, pronto a fazê-la sair dali às pressas. Mas os olhos cor de violeta o detiveram. E a voz soou menos suave quando ela disse logo a seguir.


— Trate-me por "Vossa Alteza"...


     Ainda coberta, ela permaneceu bem calma enquanto Sírius se inclinou em reverência profunda. O pobre sujeito estava claramente dividido entre o protocolo real e a proteção a seu amo, mas Harry não se aborreceu. Com efeito, ele estava se divertindo muitíssimo, e um sorriso incomum moveu seus lábios enquanto Sírius lutava para acalmar ambos.


— Vossa Alteza, eu já ia ter com senhora para informar sobre a decisão do rei.


— É tão cansativo... — disse ela, que não olhava mais para Sírius. Em vez disso, seus olhos fitavam os de Harry, que abriu um sorriso. — Marido e mulher se falarem por meio de conselheiros...


Ela ainda fitava os olhos de Harry.


— O senhor pode informar ao rei que, no que tange a esse detalhe, a rainha não pode, lamentavelmente, ceder? O povo de Londres precisa ver que o novo rei se delicia com sua função, que ele quer ajudar a guiá-los, e uma visita curta não vai satisfazê-los.


— Vossa Alteza... —Sírius começou, como era sua obrigação, a transmitir as palavras dela. — A rainha...


— Silêncio! — disse Harry a seu vizir, rudemente. — Deixe-nos.


     Quando Sírius enxotou o camareiro, Harry caminhou lentamente até onde ela estava, mas ela não se mexeu, mal piscou. Apenas seus olhos podiam ser vistos, e dessa vez eles não se abaixaram quando ele se aproximou.


— Eu levei em conta sua solicitação — disse Harry com a voz ameaçadoramente calma. — E, como levo a sério meus novos deveres...


— Tão a sério — interrompeu ela —, que sequer se deu ao trabalho de aparecer em seu casamento na hora marcada!


Que ousadia a dela!


     Ela não deveria questioná-lo, não deveria sequer deixar transparecer que tinha percebido. Em vez disso, deveria ficar orgulhosa; orgulhosa de que o rei da França era agora seu marido, ainda que ele estivesse sendo recebido com reclamações e exigências.


— Eu tive minhas razões para me atrasar.


     Ele não tinha de dar satisfação a ela, e certamente não precisava dar explicações; então por que ainda havia silêncio?


     Ele nunca tivera de dar explicações. Suas decisões, suas palavras e sua presença sempre bastavam. Será que ela realmente pensava que ele fosse ficar ali discutindo razões?


Ela estava esperando uma explicação.


     Um sorriso sem alegria se desenhou no rosto dele diante do rosto descoberto da esposa. Talvez ele devesse lhe dizer, e observar sua reação quando ela descobrisse que seu novo marido às vezes pensava que iria enlouquecer; que às vezes as cicatrizes em seu pulso ardiam tão intensamente que ele pensava que sua pele se rasgaria, que às vezes, quando estava sentado e quieto, ele podia jurar ouvir o riso de uma criança. Ele só podia imaginar sua reação consternada, principalmente quando ele lhe disse que achava que a criança era ele.


— Você me deixou esperando quase uma hora — disse ela, olhos nos olhos. — E nem me deu explicação; ainda assim, espera que eu acredite que você leva seus deveres a sério. Hoje, você tinha um dever! — Os lábios de Hermione estavam apertados sob o véu. — E você o cumpriu pavorosamente.


— Silêncio!


Sua mão coçou quando ele pensou em esbofeteá-la.


     Naquele instante, Harry, que nunca batera em uma mulher, que nunca bateria em uma mulher, pensouem esbofeteá-la. Noentanto, em rápida auto-avaliação, percebeu que a raiva que crescia dentro dele se dirigia na verdade para ele mesmo.


     Ele tinha cumprido mal seus deveres naquele dia. Sempre meticuloso, sempre consciencioso, fora, naquela rara ocasião, moroso. Ele raramente fazia concessões, mas, para ser um bom governante, às vezes isso era preciso. Desse modo, em vez de esbofeteá-la, ele fez algo incomum.


— Não foi nada relacionado a você.


Ele viu duas linhas verticais de tensão aparecerem entre aqueles olhos inquiridores.


— Não se tratava de deixar você esperando, ou de me esquivar de meu dever, ou de fazer troça do casamento...


     Harry podia ouvir as palavras saírem de sua boca, no entanto, mal podia acreditar que fossem dele, que ele estivesse se explicando pela primeira vez.


Um pouco dele mesmo.


— Chegou uma carta... — Ele viu as duas linhas ficarem mais fundas. — Eu devia ter deixado para depois. Eu sabia que ela podia me distrair. — Ele engoliu em seco antes de continuar. — E me distraiu.


     Ele deu pouca explicação, mas ela sabia que aquilo era mais do que ele jamais fizera, então, depois de um breve instante de hesitação, ela lhe fez um aceno cortês com a cabeça.


— Estou certa de que você estava com a cabeça cheia — ela admitiu. — Eu também senti falta de meus pais hoje, mas sua perda é mais recente. Aceito suas desculpas.


     Na verdade, ele não havia se desculpado, queria salientar Harry. Ou havia? Será que ele tinha mesmo de dizer "sinto muito" para que valesse com desculpa?


Harry continuou.


— Se agradará ao povo ter mais tempo com seu novo rei, então garanto a você seu mês. E claro que o povo de Paris também vai querer tempo com a nova rainha. Sugiro que, depois do deserto, em vez de seguirmos direto para Londres depois da recepção oficial, passemos primeiro uma semana aqui.


     O que ele estava fazendo? A boca de Harry se movia, palavras calmas eram pronunciadas, mas sua mente estava acelerada; ele estava se comprometendo por seis semanas: uma semana no deserto, uma semana no lugar onde estava, um mês em Londres. Seis semanas com ela... Seis semanas quando deveriam ser duas... Seis semanas com aquela mulher que o tinha desafiado com tanta audácia... Seis semanas com uma mulher que não abaixara os olhos, que mesmo naquele momento ousava encará-lo enquanto respondia com voz suave.


— Eu ficaria honrada de passar algum tempo me aproximando do povo de Paris.


— Bom — cortou Harry.


     E la ainda olhava para ele, e Harry sentiu uma grande tentação de levantar o véu para ver sua noiva, para revelar a mulher que seria sua companheira de leito pelas próximas semanas. Mas é claro que ele não levantou. Em vez disso, abriu a porta, e de novo Sírius praticamente caiu para dentro do quarto.


— Espero que você tenha ouvido isso — disse Harry.


— Devemos permanecer em Paris por uma semana depois da recepção, então a rainha e eu ficaremos em Londres por um mês. Pode publicar essa informação junto com a foto do casamento.


     Hermione fez um breve meneio com a cabeça e saiu do quarto. Harry aguardou, com as costas eretas, o queixo travado, enquanto ela se dirigia a Sírius.


— Traga-me o novo comunicado para que eu o aprove. — Ela se voltou para Harry. — Gosto de checar pessoalmente todos os comunicados de imprensa... Tenho certeza de que você também.


     Harry ainda estava aborrecido quando o helicóptero levantou voo para levá-los aos confins do deserto. Como ela ousava entrar nos aposentos dele e fazer exigências com tamanha audácia? Como ousava dizer a ele o que era prudente? Como ousava falar como se fosse uma igual? Por quê? Ele era rei da França, rei de um país rico e próspero que produzia petróleo e esmeraldas, um país avançado onde as pessoas prosperavam sob uma liderança forte. O país dela é que precisava dele; era o povo da Inglaterra que precisava de uma liderança forte que o tirasse da Idade das Trevas! Era de sua voz que ela precisava para abafar a agitação crescente.


     Ele também estava aborrecido consigo mesmo, por ter dado explicações a ela, por ter ficado noivo dela. Ele não queria mesmo ter uma esposa, e certamente não queria ninguém por perto.


Sua própria companhia já era o suficiente por ora.


E ele não havia pedido desculpas!


Ele se sentia tentado a dar-lhe um tapinha no ombro e dizer isso.


     A vastidão dourada de areia que se alongava embaixo não contribuiu para aliviá-lo. Harry estava muito perturbado, e pronto a lembrá-la do lugar dela. Molly, sua principal dama de honra, os acompanhava no helicóptero, e ele podia sentir seu silêncio de desaprovação quando ele tomou a mão de sua nova esposa, agradavelmente surpreso com os dedos longos e alvos que ele segurava, admirando aquelas unhas pintadas. Pela primeira vez, ele ficava realmente ansioso por desvelá-la, por descobrir o que havia no pacote que esperava por ele.


— Há uma festa esperando por nós — disse Harry, sorrindo para si mesmo quando ela piscou suas pálpebras baixas. Então ele inclinou-se em direção a ela e notou quando seus olhos se fecharam na primeira mostra de nervosismo que ele vira até então. E isso também lhe deu prazer; então ele foi adiante.


— E depois que comermos, uma outra festa nos espera. — A equipe do deserto saiu para cumprimentá-los e estender um longo tapete, do ponto onde o helicóptero pousara até a morada em forma de tenda. Claro, a equipe era maior do que de costume, não só porque era lua de mel, como porque as criadas de Hermione também estavam lá para cumprimentar o casal real.


     Ver as sandálias dela enfeitadas com jóias junto às dele quando ele entrou no palácio do deserto, deu ao lugar um ar estranho. Normalmente, Harry ia ao deserto para ficar só. Ah, ás vezes ele mandava chamar uma amante, mas aquele lugar era para seu refúgio, e ele não tinha certeza do que sentiria ao compartilhá-lo. Mas ele tinha de compartilhar, pelo menos daquela vez.


Estava casado.

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