FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

16. NEVE


Fic: Isolamento - Fic Recuperada


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

A boca de Draco ainda estava úmida pelo beijo.


 


Ele desmaiou no sofá, fechando os olhos apertados e segurando o rosto com as palmas das mãos suadas, enquanto o frio enrolava-se em torno dele. Draco não tinha ideia se tremia de frio, ou pela dolorosa agonia que fazia seu peito quase romper, sentia-se completamente perdido. Apesar de sua contínua insistência de que Granger e este lugar tinham arruinado sua mente, agora ele percebia que a presença dela realmente acalmava os pensamentos turbulentos que crepitavam em sua cabeça. Os vinte dias de silêncio de Hermione tinham sido uma tortura, sua solidão trazendo mais dúvidas sobre sangue e sobre o que ele queria de Granger.


 


Os ecos da voz de seu pai e de seus preconceitos para com nascidos trouxas eram distorcidos e frágeis agora, escassos sussurros pelos cantos de sua mente. O fato de ela ter tal efeito sobre sua determinação o amedrontava e irritava, mas havia também uma sensação entorpecente de alívio que ele não entendia muito bem. Beijá-la e tocá-la era como alcançar o cume do sentido mais raro de paz, e enquanto ele se sentia completamente perdido, era... bom estar perdido assim. Imaginava que fosse semelhante ao êxtase sentido pela experiência de se afogar, e ele certamente estava se afogando.


 


E ela tinha acabado de largar ele aqui, a frustração estalando sob sua pele e imagens dela com Corner que faziam sua sanidade se despedaçar. Na parte de trás do seu cérebro gasto, ele sabia que Granger era boa em sua promessa de que ela e aquele Corvidiota eram nada mais do que amigos, mas o ciúme o engolia de qualquer maneira. Sentia-se capaz de um assassinato violento a cada vez que sua imaginação criava uma imagem deles, mas o que ele poderia fazer? Nada além de ferver por dentro.


 


As unhas esfaquearam suas têmporas quando outra onda de ressentimento o feriu, e ele engoliu a cólera que começava a queimar sua traqueia. Um rugido profundo e gutural fez todo o seu corpo vibrar, e Draco desejou permanecer sentado, sabendo que era provável que batesse o punho na parede até que seus dedos se tornassem estilhaços, se saísse do sofá.


 


Ele não tinha ideia de quanto tempo tinha passado desde que Hermione saira, poucos minutos provavelmente, mas parecia uma hora solitária.


 


Draco sempre fora tão... treinado e disciplinado com seu comportamento, mas um mero momento sozinho em um quarto com ela o fez ser completamente conduzido por seus impulsos, e isso o assombrava. Controle era essencial, mas seu cérebro poderia muito bem ter se espatifado contra a parede por tudo o que estava fazendo agora. Havia uma lacuna enorme na cabeça, onde seus preconceitos tinham uma vez ocupado, e agora estava apenas abastecendo-se dela em seu lugar.


 


Suas palavras.


 


Seu rosto.


 


O perfume, os sorrisos, os suspiros.


 


Granger...


 


Ele jogou a cabeça para cima quando a porta se abriu, e o ar foi completamente empurrado para fora de si quando percebeu que ela tinha voltado. A respiração de Hermione era irregular e o rosto estava lavado pelo rubor, os cachos haviam retornado ao seu estado selvagem, emoldurando o rosto dela perfeitamente. Entre as elevações do peito e os olhos dilatados, ela parecia confusa, mas malditamente comestível. O balanço suave do vestido manchado de tinta azul acenou para ele, e Draco ficou de pé em uma batida do coração, agindo apenas por instinto.


 


Eles travaram os olhos pela sala, e a confusão e a tensão praticamente crepitaram entre eles, e Draco forçou-se a permanecer impassível. Ele poderia muito bem estar se adiantando, Granger poderia ter simplesmente esquecido de algo, e isso não faria nenhum favor para aumentar suas esperanças. Mas a partir da expressão ansiosa esculpida nas belas feições de Hermione, ele poderia dizer que ela estava aqui por uma razão específica, e um nó de excitação e apreensão coagulou em seu intestino.


 


Seus pés começaram a se mover por conta própria.


 


Ele precisava chegar até ela antes que ela analisasse melhor a situação e parasse novamente, deixando-o mais uma vez enlouquecendo sob a sombra dela. Draco estava longe de tentar suprimir seu desejo por ela hoje à noite, e talvez se pudessem apenas... aceitar a faísca inevitável, Hermione estaria fora de seu sistema, e seria o fim de sua fraqueza irracional por ela.


 


"Eu... eu não tenho ideia do que estou fazendo aqui." Hermione murmurou quando Draco parou em sua frente.


 


Draco estava lutando para não agarrá-la e consolidar o inevitável, então experimentou levantar a mão em concha sobre o rosto dela e traçar a linha dos lábios fino com o polegar. Ele a sentiu engolir a saliva com dificuldade, e então se aproximou dela enquanto a garota cerrava os olhos para ele. Draco podia imaginar o debate interno acontecendo por trás das pálpebras tremulantes, e então prendeu a respiração quando ela abriu os lábios.


 


"Eu só..." ela sussurrou obviamente nervosa. "Eu só queria uma noite para...”.


 


"Uma noite," ele concordou pelo bem de sua sanidade mental, antes de rapidamente cortar os últimos centímetros entre eles.


 


Os suspiro de rendição dela fez cócegas em suas amígdalas enquanto ele se perdia na boca de Hermione, imaginando que ela tinha gosto de mirtilo e promessas esta noite, o que era inebriante. A contração sensual em seu estômago rapidamente voltou à tona quando ele se fartou dela com toda a frustração que ela havia deixado para ele. Ele agarrou seus lados possessivamente e segurou-a firmemente no lugar, convencido de que ela não iria escapar dessa vez, não que ela desse qualquer indicação de que pretendia fazer isso.


 


Enquanto os beijos e os gestos de Hermione eram um pouco tímidos, não havia hesitação, e ela correspondia à paixão de Draco com um ritmo perfeito que a fazia sentir-se tonta. Ela plantou as palmas das mãos no rosto dele e enlaçou as unhas nos cabelos de neve macia para que pudesse puxá-lo um pouco mais perto. Godric, ela estava petrificada, mas era divertido tê-lo fazendo coisas tão maravilhosas e condenatórias ao cérebro em sua boca.


 


Ela não tinha ideia de onde o impulso ousado viera, mas arrastou as mãos pelo peito de Draco e puxou a bainha do suéter preto. As pontas dos dedos roçando na pele do garoto enquanto puxava a peça até seu torso, e Draco quebrou o beijo para ajudá-la, quase o arrancado de sua cabeça e jogando-o para o lado.


 


Hermione usou o segundo roubado para deixar que seus olhos vagassem pela pele nua de Draco. Ele era uma visão hipnotizante do luar, nem muito musculoso ou magro, apenas lindos músculos de apanhador, com linhas e curvas que imploravam para ser tocadas.


 


Ela mal conseguiu lançar um suspiro admirando antes de se beijarem novamente, rápidos e frenéticos como amantes com tempo escasso. Ela passou as mãos curiosas sobre o peito dele, sentindo-o gemer contra a sua língua e aumentando o aperto em sua cintura. Suas coxas enrijeceram quando algo sensual fez cócegas por trás de seu umbigo, e seus batimentos cardíacos estavam rugindo em seus ouvidos.


 


Draco os girou rapidamente, recusando-se a perder a conexão dos lábios e dentes enquanto os guiava para o outro lado do dormitório com movimentos desajeitados pela pressa. Hermione sussurrava em sua boca quando ele bateu as costas da garota contra a porta do quarto e mordeu seu lábio inferior. Um suspiro atordoado escapou de Hermione enquanto ele transferia sua atenção para o pescoço dela, sugando suavemente sua pulsação e incentivando um arrepio sonhador a valsar pela espinha da garota.


 


"Senha, Granger." ele falou sem fôlego contra sua pele.


 


Ela piscou e tentou reunir a sua concentração. "Bichento." falou rapidamente, e Draco estabilizou-a assim que a porta cedeu.


 


Seu quarto estava escuro, exceto pelo brilho persistente da lua, e ela deixou a escuridão a engolir. Parecia seguro aqui, um lugar seguro para guardar segredos perigosos e fantasias proibidas, e ela puxou o rosto de Draco para que pudesse beijá-lo outra vez, esperando que ele engolisse o restante de seus escrúpulos teimosos.


 


Draco podia sentir a ansiedade na postura dela, mas quando deslizou as mãos pelos seus ombros, sentiu grande parte da tensão da garota se dissipar, e então baixou as alças do vestido azul marinho, que caiu a seus pés com um baque amigável, e ele franziu a testa quando a sentiu enrijecer novamente.


 


Ele afastou-se para dar a ela um olhar significativo, mas não pôde evitar deixar seu olhar vagar pelas formas de Hermione. Seu estômago apertou, e ele sentiu-se ficar mais rígido enquanto a absorvia, sim, ele tinha imaginado ela naquelas manhãs patéticas em que ficava curvado contra a parede ao lado do banheiro, mas havia subestimado a sensualidade dela. Ela estava mais feminina e sedutora do que as imagens que seu cérebro tinha conjurado, vestida com um simples conjunto de roupas íntimas da cor azul, que era tipicamente prático, mas não depreciava as curvas e linhas que faziam seu olhar dançar. Pela luz fraca, sua pele de oliva e traços morenos pareciam caramelo, e por um breve momento, ele ficou completamente intimidado.


 


Definitivamente não é feia... ou suja...


 


A inquietação de Hermione tornou-se óbvia quando seus braços moveram-se para cobrir seu corpo, e ele rapidamente conquistou seus lábios novamente antes que ela tivesse a chance de ser roubada pela dúvida. Ele se amaldiçoaria se deixasse isso acontecer quando já tinham chegado até esse ponto.


 


Draco enfiou a mão entre eles para abrir as calças e manobrá-los pelo quarto. Com a cama à vista, algo que ele ansiava desde o par de noites que havia dormido ali, ele sentiu seu coração trovejar contra suas costelas quando ela agarrou seu rosto com as mãos um pouco trêmulas. Ele a empurrou - tão delicadamente quanto sua necessidade permitira- no colchão e rastejou sobre ela, ainda regalando-se em sua boca.


 


Ele sentiu o nervosismo tomar conta dos músculos de Hermione novamente quando tentou retirar seu sutiã, e então aprofundou o beijo para distraí-la, implorando a entidades não-existentes para que ela abandonasse a lógica, assim como ele havia feito.


 


Draco roçou seus dentes pela clavícula de Hermione e saboreou o gemido que bufou em sua testa. Ela estava cedendo lentamente, ele podia perceber. Ele sabia que ela podia sentir o seu desejo pressionado contra sua coxa, e ele moveu a mão entre eles e se contorceu para retirar sua boxer, a fim de sentir carne contra carne.


 


Enfiou os dedos na bainha da calcinha de Hermione, e a deslizou lentamente para baixo de suas coxas, joelhos e canelas, digno de uma medalha pela paciência. Ele podia senti-la vibrar com expectativa e incerteza, e então olhou para cima, a encontrando banhada pelo luar cremoso e observando-o com os olhos arregalados e cautelosos. Ele inclinou a cabeça para alcançar sua boca novamente e tentou estabelecer-se entre as pernas de Hermione, mas a voz trêmula da garota o fez congelar.


 


"Draco espere," murmurou Hermione. Ele se encolheu enquanto seu rosto permanecia acima do dela, silenciosamente prometendo à alma de Salazar que, se ela lhe dissesse que não poderia fazer isso, ele entregaria sua mente na manhã seguinte. Ela lambeu os lábios e deu-lhe um olhar suplicante, antes de forçar que as palavras delicadas saíssem. "Por favor, vá devagar.".


 


A testa de Draco enrugou para as implicações do seu pedido. "Eu pensei que você não fosse virg...”.


 


"Eu não sou," ela interrompeu, um blush de fogo colorindo suas bochechas. "Mas eu... apenas uma vez.".


 


Pressão...


 


Ele percebeu o quanto ela estava lhe dando então, e lutou duramente para não ser afetado por isso. Por um momento as fortes vibrações em seu peito doeram por algo a mais, algo dolorosamente agradável que o fez decidir não ser egoísta esta noite.


 


"Coloque suas mãos sobre meus ombros," ele instruiu calmamente, esperando até que ela cumprisse antes de continuar. "Se doer, aperte tão forte quanto você precisar, e morda meu lábio.".


 


As palavras pareceram aliviar seu nervosismo, e ela deu-lhe um aceno lento de assentimento antes de esticar o pescoço para roubar um beijo calmo. Ele instantaneamente o intensificou, instruindo Hermione lentamente e sabendo que era melhor mantê-la ocupada, enquanto arrastava seus dedos além do estômago e parava entre as coxas dela para ver se estava pronta.


 


Apesar das ideias conflitantes que obviamente lutavam na cabeça Granger, seu corpo estava sublime e ardente por ele, perfeitamente úmido e sedoso sob seus dedos. Deixando de lado a sua impaciência, ele acariciou a almofada do polegar sobre o ponto mais sensível de Hermione, o que lhe rendeu um tímido gemido, e então deslizou dois dedos dentro para ajudar a prepará-la para ele. Depois de alguns minutos circulando suas digitais, e mais alguns suspiros femininos fazendo cócegas no céu de sua boca, Draco decidiu que havia esperado tempo suficiente, e fez tudo que pôde para deixa-la relaxada.


 


Draco se posicionou de forma adequada e Hermione imediatamente prendeu o lábio inferior dele entre os dentes. Ele esfregou a cintura dela em círculos suaves enquanto finalmente entrava nela, e as unhas da garota esfaquearam seus ombros, enquanto ela se engasgava com um gemido. Ele não pôde evitar o silvo aveludado enquanto introduzia-se nela, mal notando o aperto desesperado em seus ombros quando todas as sensações correram para baixo. Ela estava tensa pela inexperiência e pânico, e puta que pariu, ela estava fantástica aos olhos de Draco, mas ele queria que ela curtisse.


 


"Relaxa," ele murmurou contra sua boca. "Está tudo bem.".


 


Ele sabia que ela precisava se acomodar a ele, então lutou contra seus impulsos e permaneceu parado, descansando sua testa contra a dela e esperando que a dor desaparecesse rapidamente. Cuidadosamente aliviando para fora e então a preenchendo de novo, repetiu seus movimentos dolorosamente lentos até que os dedos dela haviam parado de cravar em sua pele e ela libertou seu lábio. Baixou a cabeça na curva do pescoço de Hermione, lembrando que ela tinha apreciado quando sua boca brincou nesse local, enquanto acelerava o ritmo.


 


Hermione perdeu a concentração, a dor diminuiu, e sua palpitação aumentou enquanto os cuidados de Draco despertavam algo dentro dela. Cada um de seus golpes parecia alimentar a cintilação dessa sensação estranha sob seu estômago, e ela, instintivamente contorcia os quadris para tentar conseguir mais. Draco levantou a cabeça a pairou sobre os lábios dela mal os tocando, enquanto suas respirações voláteis caíam na boca de Hermione e vibravam na boca da garota. Seus olhares vidrados travaram um no outro quando um gemido gutural retumbou no peito de Draco, e Hermione sentiu o delicado laço que ele havia criado inchar e formigar.


 


Draco serpenteou os braços pelas costas dela e sentou-se, puxando-a com ele enquanto descansava. Ela estava encostada no peito encharcado de suor, e ele segurou sua cabeça firmemente quando começaram a se beijar de novo, mais fervorosamente do que jamais haviam feito, enquanto ele os ajustava na nova posição. Sabendo que esta posição roçaria no clitóris receptivo de Hermione, ele balançou os quadris de maneira intencional, antes de arrancar sua boca dos lábios dela e dar beijos molhados no peito e seios da garota.


 


Os sons fracos e doces de Hermione estavam se tornando mais fervorosos, e ele podia sentir os músculos dela começando a tencionar em torno de si enquanto ela começava a tremer em seus braços. O martelar pesado do coração de Hermione contra seus lábios disse-lhe que ela estava perto, e ele quis conter o êxtase que borbulhava em seu próprio sistema.


 


Ele estaria condenado se não a sentisse libertar-se ao seu redor.


 


Hermione finalmente tossiu um grito gaguejante quando o calor pulsante disseminou de seu interior e o apertou. Seu controle foi perdido quando ela estremeceu sem graça, e permitiu que as sensações bizarras, mas bonitas, a consumissem. Draco a apertou com força contra si quando ela desfaleceu, agarrando seu rosto e penteando sua juba de bronze para testemunhar a maravilha em seus olhos.


 


Com algumas torções a mais de seus quadris e as ondulações do êxtase Hermione em torno de si, Draco sentiu as borbulhas de seu membro explodirem e libertarem-se para dentro da garota. Ele sufocou seu gemido rosnando contra a garganta de Hermione e agarrou-se a ela enquanto ela distraidamente o acalmava, acariciando seus cabelos e suspirando contra o seu pescoço. Estremeceu quando as unhas dela apanharam a ponta de sua coluna, sua respiração acalmando enquanto o zumbido começava a desaparecer, e seus membros se tornaram chumbo pesado então.


 


Ela estava frágil em seu domínio, descansando a cabeça dela contra a sua enquanto cantarolava beijos preguiçosos em seus ombros. Ele calmamente os posicionou de volta nos travesseiros, distraidamente agarrando os cobertores esquecidos e protegendo-os do frio. Desembaraçando seus corpos, Draco postou-se ao lado dela na cama, observando atentamente a bruxa enquanto os cílios dela voavam e ela mordiscava o próprio lábio. Ele podia sentir o silêncio constrangedor brincando com eles como bem-aventurança enquanto suas respirações pós-êxtase acalmavam-se, deixando-os somente com as inevitáveis perguntas e uma realidade hostil.


 


"Draco, eu...”.


 


"Descanse, Granger." disse a ela.


 


"Eu só queria dizer obrigada," Hermione sussurrou, cansada, suas pálpebras fechando. "Por ser gentil...".


 


Ele franziu a testa para o carinho em seu tom, sabendo que em poucas horas, tudo seria diferente. Nos raios espalhafatosos da manhã, ele odiaria a si mesmo por ceder, e ela iria se sentir usada e traída. A noite proporcionou a eles paz e sigilo, e somente por isso, ele levantou a mão para afastar as ondas de café indisciplinadas em torno do rosto de Hermione. Ela estava a ponto de dormir, e suspirou ao seu toque, murmurando algo incoerente enquanto ele deslizava o dedo em toda a sua sobrancelha.


 


Ele jogou sua mão para longe quando percebeu o que estava fazendo, e repreendeu-se por prolongar a intimidade inadequada. Sair do quarto teria sido lógico, mas seus ossos estavam sobrecarregados e a cama de Granger estava tão quente. Ele deitou-se e a encarou, não a tocando, mas possivelmente mais perto do que era necessário, mas o sono o roubou antes que pudesse questionar o fato.


 


Ressentiu-se pelo amanhã ser inevitável.


 


.


 




 


.


 


Hermione acordou com os membros doloridos e uma ternura entre as pernas que oscilava entre o prazer e a dor. Com lábios machucados de paixão e o gosto de um Sonserino em sua língua, ela abriu os olhos para examinar o espaço ainda quente ao lado dela. Esperava que ele saísse, por isso, quando seu olhar sonolento mudou e encontrou a silhueta de Draco aglomerado na janela, ficou mais do que surpresa.


 


Ela sentou-se com cuidado para que pudesse ver a expressão de Draco, o rosto pálido formando uma carranca pensativa enquanto olhava pela janela. Ele estava completamente vestido, esfregando o queixo e parecendo demasiado perturbado para perceber que ela já estava acordada.


 


"Pensei que você iria embora." ela quebrou a calma em uma voz áspera.


 


Draco não olhou para ela. "Parecia sem sentido já que você pode passear no meu quarto simplesmente quando quiser." ele disse a ela de forma calma.


 


Hermione respirou fundo antes de reunir um lençol em torno de si e deixar a cama, dando passos lentos em direção a ele, sem ideia do que pretendia fazer. Quando ela estava perto o suficiente, percebeu que a paisagem lá fora estava congelada de branco, e a neve estava caindo rápido. Ela não pôde evitar suspirar enquanto um pequeno sorriso arrastou-se até seu rosto, ignorante de que Draco a estudava e contemplava arrastá-la de volta para a cama para estender suas atividades proibidas. A sala estava densa com os aromas de ambos misturados, o que era quase como um afrodisíaco, mas algo no sorriso inocente de Hermione o fez perder-se.


 


"Por que você está tão feliz?" ele questionou severamente, apoiando o queixo contra os nós dos dedos em uma tentativa de parecer blasé.


 


"Está nevando.".


 


Ele arqueou uma sobrancelha. "E?".


 


"Tenho esperado pela neve." disse ela suavemente.


 


Ela estava perto o suficiente para que Draco pudesse alcança-la e tocá-la se quisesse, mas ele se absteve, mesmo que fosse ridiculamente tentador. Manhãs pós-coito adequavam-se muito bem a Granger, com seu cabelo espesso e bochechas coradas, e quando os olhos de Draco encontraram marcas de sua boca no pescoço dela, ele sentiu sua virilha apertar. Jogou seu olhar intrigado para longe dela e apertou sua mandíbula, determinado a dar seu recado e depois sair da sala.


 


"Olha, Granger...”.


 


"Você... Você se arrepende do que aconteceu na noite passada?" ela interrompeu inquieta, brincando com o lençol entre os dedos.


 


Ele se encolheu, pois não tinha ideia de como responder a essa pergunta. "Você se arrepende?" ele respondeu em seu lugar.


 


Hermione lambeu os lábios. "Não, eu não, e eu... acho que você também não.".


 


"É irrelevante," ele murmurou, desviando os olhos. "Não deveria ter acontecido, e não deveria voltar a acontecer...”.


 


"Não deveria?"


 


"Não vai," ele corrigiu rapidamente. "Isto não pode...”.


 


"Por quê?" ela empurrou com ousadia, irritada com seu desprendimento. "Porque eu sou uma trouxa?".


 


"Granger...”.


 


"Você sabe, você não me olha com nojo mais,” ela disse-lhe calmamente. "Muito pelo contrário, na verdade...”.


 


"O que você estava esperando ganhar com isso, Granger?" ele perguntou sem rodeios. "Você sabe quem eu sou...”.


 


"Sim, eu sei," ela concordou. "E eu sei que você realmente não acredita em todo esse lixo, ou a noite passada não teria acontecido...”.


 


"A noite passada foi uma clara indicação de que este lugar tem fodido com a minha cabeça demasiadamente...”.


 


"Pare com isso!" ela retrucou com raiva. "Pare de tentar culpar isso por tudo o que acontece! É simplesmente patético! Você sabia o que estava fazendo!".


 


"Assim como você!".


 


"Eu não estou negando isso!" gritou ela. "Eu não significo nada para você?".


 


Ele rangeu os dentes e a fitou com um olhar frio. Merlin sabia o porquê, mas aquele comentário o irritou como o inferno. "Você não entende, não é?" ele perguntou. "Eu sou um deles agora...”.


 


"Um dos quem?".


 


"Um traidor do sangue, porra!" gritou ele, levantando de seu assento abruptamente. "Eu envergonhei a minha família, então não se atreva a questionar o que eu sinto por você!".


 


Hermione engasgou com a explosão de Draco, e ambos congelaram em seus lugares, apenas a centímetros de distância. Choque e indignação cintilaram nos olhos de Draco quando percebeu o que havia dito, e ele teria dado qualquer coisa para sugar as palavras de volta para si. Ela estendeu a mão para tocar seu rosto, mas ele se afastou, recusando-se a sentir-se mais tolo do que já estava.


 


"Foda-se," ele resmungou, caminhando para a porta. "Não mais fazer isso...”.


 


"Draco, espera," Hermione chamou, o parando antes que ele pudesse alcançar a porta. "Eu... eu sinto muito, mas não posso viver com você depois de ontem à noite se você agir assim.".


 


Ele sentiu em seu peito uma contração dolorosa. "O que você quer dizer?".


 


"Se... se você realmente quer parar agora," ela continuou gaguejando em um tom triste. "Então eu vou ver se McGonagall pode encontrar algum o-outro lugar para você ficar. Eu... eu não posso mais fazer isso. Não depois do que aconteceu entre nós.".


 


Em outro lugar? Sem ela?


 


O pensamento por si só o fez se sentir fisicamente doente. As coisas estavam irrevogavelmente diferentes agora, ele a tinha visto nua e desinibida, e gostassem ou não, um possuía uma parte do outro agora. Mesmo quando as impressões digitais em seus ombros e as mordidas em seu lábio tivessem desaparecido, as memórias ainda estariam lá, nítidas e claras, e prontas para que ele as repetisse sempre que quisesse. E o fato era que ele queria mais memórias, mas Merlin sabia que seu orgulho já tinha tomado uma surra esta manhã.


 


"E eu suponho que você queira a minha resposta agora?".


 


Ele a ouviu fungar atrás de si. "Você tem o fim de semana," ela murmurou suavemente. "Eu quero uma resposta até segunda-feira.".


 


Hermione observou-o endireitar os ombros e abrir a porta, deixando-a para trás com as evidências da intimidade dos dois: lençóis amassados e o cheio de luxúria misturando-se no ar. Ela sentou na janela e enxugou suas lágrimas, contando os flocos de neve em um esforço inútil para diminuir o quão vulnerável se sentia naquele momento.


 


Ela sabia que ele sentia algo por ela, ele mesmo havia dito sem pensar, e sua ternura de ontem à noite havia feito Hermione sentir-se tão segura, mas ela sabia como ele poderia ser teimoso. Hermione realmente não tinha ideia se ele iria escolher ficar, ou decidir que a ligação entre os dois tinha ido longe demais, mas sabia que se ele a deixasse, isso iria devasta-la. Ela quase se arrependeu de seu ultimato, mas se recusaria a olhar para ele todos os dias e sentir-se rejeitada, usada e depois deixada de lado por causa do orgulho esmagador de Draco.


 


Se ele optasse por permanecer aqui, seria suficiente para ela.


 


.


 




 


.


 


Ao domingo à noite, Draco estava pronto para ter uma hérnia.


 


Granger tinha saído no sábado de manhã, não mais de uma hora depois de ter lhe dado a opção de sair, e ela ainda não tinha retornado. Ele não tinha ideia de onde ela poderia estar, mas a certa altura, tinha realmente ficado preocupado que algo pudesse ter acontecido a Hermione. A lógica o pegou, e ele percebeu que McGonagall teria feito uma visita caso isso tivesse acontecido, mas não obstante, a sua preocupação pelo bem-estar havia o deixado imensamente sóbrio.


 


Teria sido sensato aceitar a oferta de Granger de uma prisão alternativa e enlouquecer, mas na realidade, nunca tinha sido uma opção. Ela tinha de alguma forma deixado de ser o aspecto mais irritante deste inferno, e se transformado na razão de ele ainda estar são. Sem ela, ele sabia que iria desmoronar, como penhascos quebrados pelo mar. Ele queria tocá-la novamente, realmente a desejava, embora não tivesse ideia do porquê.


 


Simplesmente... fazia sentido.


 


Draco chegou à conclusão de que isso era simplesmente um produto de seu isolamento, e se ele precisava dela para a sua mente manter-se firme até que escapasse de Hogwarts, então que assim fosse. Uma vez que estivesse livre, as coisas voltariam ao normal, e ninguém jamais saberia sobre seu comportamento vergonhoso.


 


Tudo o que acontece nesta sala permanece entre nós.


 


Ele ouviu a porta principal abrir e fechar, e então ouviu atentamente os passos de conto-de-fadas de sua bruxa indo para o próprio quarto. Ele podia discernir os sons de seus movimentos próximos à sua porta por alguns instantes, antes de Hermione mover-se novamente, indo para o banheiro desta vez, e ligando o chuveiro. As batidas familiares de roupas caindo despertaram flashbacks de sexta à noite, e imagens do vestido azul-marinho e da pele de oliva atravessaram suas pálpebras.


 


Ele pensou duas vezes e depois mais uma vez antes de levantar-se, intenções perigosas fazendo-o enrijecer entre os quadris.


 


Ele havia passado muito tempo imaginando o banho dela.


 


Draco rastejou silenciosamente em direção ao banheiro, esperando que ela tivesse esquecido-se de trancar a porta, e a sorte estava aparentemente ao seu lado hoje. Ele deslizou para dentro e tomou um gole saudável do vapor perfumado de cereja, cuidadosamente começando a tirar suas roupas enquanto olhava a sombra de Granger dançando através da cortina do chuveiro.


 


Seus batimentos pulsavam altos em seus ouvidos enquanto retirava a boxer e ouvia o primeiro gemido de Granger no banho, e ele avidamente caminhou sutilmente pelo piso, e então entrou no cubículo.


 


Draco olhou para as costas nuas, seguindo as gotas de água que escorriam de seus longos cabelos e aterrissou na covinha encantadora logo acima das nádegas, antes de deslizar para baixo pelas as pernas bem torneadas. Ele estendeu a mão para tocá-la, mas no momento em que seus dedos roçaram a pele dela, ela virou com os olhos aterrorizados e debilmente tentou esconder suas partes preciosas.


 


Ele conseguiu abafar seu grito com um beijo apressado, desfrutando a sensação ímpar das gotas deslizando entre seus lábios. Hermione se contorceu por alguns segundos, mas rendeu-se quando os polegares de Draco roçaram de sua coluna para seu pescoço. Ele lentamente a empurrou contra a parede de azulejos e franziu a testa quando sentiu o beijo quebrar e as mãos de Hermione contra seu peito.


 


"O que você está fazendo?" ela perguntou entre as respirações pesadas.


 


É só até você sair daqui...


 


Com a segurança de sua mentalidade iludida de que isso tudo iria evaporar uma vez que ele estivesse fora desse quarto, ele rangeu sua mandíbula e deu a ela um olhar decisivo.


 


"Eu vou ficar.".

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.