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10. Evelyn x Hermione


Fic: The Black Halo - A Auréola Negra - Epilogo POSTADO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Draco, desde que Snape e ele chegaram à casa de Regan Davenport, não falou uma palavra sequer. O reencontro de professor/aluna foi tão tenso por um passado saudoso que ele não se atreveu sequer a entrar, apenas sentou-se num banco de pedra do jardim e ficou olhando para uma fonte sem água lembrando-se das tardes que passava com Hermione nos jardins de Hogwarts, beijando-a timidamente como se fosse a sua primeira vez.


Enquanto isso, Snape e Regan conversaram brevemente sobre o passado e de como o fato de eles terem cometido algo “anti-ético” tinha atrapalhando a felicidade do casal. Inevitavelmente, Regan lembrou-se da filha que foi obrigada a abandonar, dando ao ex-comensal a deixa que ele precisava para entrar no assunto:


- O que aconteceu no dia em que você deu à luz? – pergunta ele.


- Meus pais estavam esperando na recepção do Saint Mungus enquanto Dumbledore conversava com os medibruxos... eu estava nervosa, pois via a expressão de horror nos olhos deles enquanto Dumbledore falava tranquilamente. Minutos depois, o professor entrou no meu quarto falando sobre a importância de eu dar a criança para garantir meu...


- O que foi? – pergunta Snape, ao ver que Regan parara bruscamente de falar e seu rosto ficara pálido.


- Muita ousadia sua perguntar isso! – esbraveja ela, levantando-se do sofá – Você nunca quis nossa filha e agora veio me lembrar dessas velhas feridas!


- Do que você está falando?! – pergunta ele, nervoso, procurando recuar enquanto ela o atacava com socos.


- Dumbledore me disse que você mandou dar a criança porque não queria um filho bastardo! – grita ela, chorando e batendo nele.


- Eu nunca diria um absurdo desses! Eu realmente gostava muito de você!


- Por que eu acreditaria em você depois de todos esses anos sem notícia alguma?!


- Eu tive meus motivos para não fazer isso. Eu deixei que Dumbledore me convencesse de muitas coisas, mas agora eu vejo que ele apenas me usou como eu suspeitava...


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O plano de uma mudança rápida e discreta havia ido por água a baixo. Tonks estava gravemente ferida e a vida do bebê também estava ameaçada. Rapidamente, todos aparataram para a Toca, levando tudo o que puderam no momento.


Assim que chegou, Artur aparatou no Saint Mungus para procurar um velho conhecido que pudesse cuidar dos ferimentos de Tonks em casa. Na entrada do hospital, alguns comensais controlavam a entrada e saída de pacientes e visitantes, agredindo a todos física e verbalmente. De repente, um alarme soou. Os comensais correram na direção do som, que revelava a localização dele:


- Artur! – chama uma voz por trás dele.


- Finis? – responde Artur, reconhecendo o amigo – O que faz aqui escondido?


- Meus colegas de trabalho foram torturados e revelaram que eu tinha conexão com a Ordem da Fênix. – responde o velho, cansado – Venha comigo, por favor. Aqui não é seguro.


Depois de correrem alguns metros e escorregarem numa passagem secreta, Artur fala rapidamente:


- Preciso que venha comigo para a Sede da Ordem!


- Não podemos. – responde Finis, sério – Não viu o que acontece quando alguém desaparata?


- Temos uma mulher grávida ferida. O marido dela era um lobisomem e a atacou.


- Eu sinto muito, Artur, mas não vou me arriscar.


- É assim que você se mostra ser contra Voldemort?! – irrita-se Artur, levantando-se – Acovardando-se num buraco qualquer?!


- Não diga o nome dele! – fala Finis, urgente, olhando para os lados como se esperasse que algo acontecesse.


- Você está com medo de um nome?! – pergunta Artur, incrédulo.


- É mais complicado do que isso... – sorri Finis, cansado, convidando-o para sentar novamente – Vol-- O Lorde das Trevas colocou não só feitiços de detecção para aparatações, mas também para quando o nome verdadeiro dele e/ou o que ele escolheu fosse pronunciado.


Come Wind (vem o vento)


come snow (vem a neve)


Come winterland (vem a terra do inverno)


Não adiantava discutir. Regan estava certa de que o que Dumbledore dissera era verdade. Snape não tinha escolha a não ser ir embora e continuar sua busca por conta própria. Com um olhar desolado no rosto, ele deu as costas e caminhou em direção à porta:


- Vai desistir assim? – pergunta Regan, incrédula.


- É minha palavra contra a de Dumbledore. – responde Snape, cansado – Até o mais idiota perceberia que é uma luta perdida.


- Severus... – murmura Regan, baixando a cabeça.


- Eu quero encontrar nossa filha. Preciso ir...


- É realmente verdade? – pergunta ela, agoniada.


- Do fundo do meu coração saber que eu tinha alguém a quem eu deveria dar amor era o que me mantinha de pé durante esses anos. – responde ele, sincero, olhando-a nos olhos.


- Eu te amei, Severus. Por isso me entreguei sem pensar duas vezes. – confessa, emocionada.


- Você me proporcionou momentos muito felizes, Regan, e ainda me presenteou com uma filha... – confessa ele, abraçando-a.


- Mas nunca me amou. – percebe ela, chorando.


Snape abriu a boca para falar, mas hesitou. Procurando se recompor, Regan enxugou as lagrimas e, limpando a garganta, mudou o assunto:


- Eu tenho os papéis do hospital guardados no sótão. Chame o rapaz que veio com você para entrar. Lá fora é muito perigoso. – conclui ela, caminhando na direção das escadas.


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Apenas o ódio controlava os movimentos de Harry. Com a certeza de que aquela seria a ultima chance de mostrar a Voldemort que ele estava disposto a tudo para acabar com o sofrimento dos seus entes queridos, o rapaz correu com sua varinha pronta para atacar na direção do seu maior inimigo.


Na floresta, Voldemort era orientado por Bellatrix para não ser pego de surpresa quando Harry atravessasse a barreira mágica. Ao lado deles, Evelyn olhava apreensiva para os dois, desejando que alguma coisa acontecesse e impedisse que eles encarassem o Lorde das Trevas de um modo tão imprudente:


- Agora, Milorde! – diz Bellatrix, sorrindo vitoriosa.


- Crucio! – conjura Voldemort, atingindo em cheio Harry.


- Petrificus Totalus! – conjura Bellatrix, imobilizando Rony.


Harry contorcia seu corpo no chão em agonia, ele olhava para Evelyn que nada fazia. Voldemort continuava a torturar o rapaz enquanto lançava palavras depreciativas.


De repente, sem que ninguém percebesse, Aberforth aparata por trás de Bellatrix, atingindo-a com um feitiço e deixando-a desacordada. Aproveitando a distração de Voldemort, Evelyn caminha até Rony e desaparata dali com ele:


- Quem é você?! – vocifera Voldemort, tentando lançar feitiços contra o velho.


- Ninguém que te importe. – responde Aberforth, desviando dos feitiços e tentando alcançar Harry.


- Não se meta no que não te interessa!


- Não vou deixar você matar esse garoto como Bryan quer. – diz ele, desaparatando dali com Harry e deixando Voldemort irritadíssimo.


I have resigned myself to death (Eu tenho resignado a mim mesmo para a morte)


A cada minuto que passava a situação de Tonks piorava. O ferimento, embora limpo e bem cuidado, não parecia que ia melhorar. Lupin estava nervoso, andando de um lado para o outro, pois ninguém permitia que ele se aproximasse dela:


- O que será que houve com o Artur? – pergunta Molly, preocupada.


- Calma, mamãe. Acredito que esteja tudo bem. – responde George, tentando passar tranqüilidade para ela.


- Não temos muito tempo. – diz Gina, séria – Que tal chamarmos a Angelina, George?


- Verdade. Ela sempre teve muito talento para medicina. Ela sabia feitiços complexos de cura. – lembra-se George, esperançoso – Vou buscá-la.


- Rápido querido! – pede Molly.


No centro de Londres, Angelina e Lilá continuavam a se esconder entre os trouxas vivendo como simples jovens. Ambas haviam perdido seus empregos no mundo bruxo por recusarem-se a seguir as regras estabelecidas com o novo regime ministerial.


Poucos sabiam onde elas estavam e um deles era George Weasley. Quando Fred morreu Angelina ficou completamente sem chão. Durante o tempo que eles jogaram em Hogwarts eles tiveram um namoro que só acabou porque eles precisavam priorizar sua segurança. Com o falecimento dele, George revelou uma casa que Fred comprou na capital para morar quando aquilo acabasse, acreditando que dá-la para Angelina seria um desejo dele:


- George. – cumprimenta Angelina, tentando sorrir.


- Angelina, precisamos de você. Tonks está muito ferida e meu pai não voltou com o medibruxo. – diz George.


- Não sou uma medibruxa, George.


- Mas é a nossa melhor aposta! – rebate ele, urgente.


- O que houve? – pergunta Lilá, aparecendo na porta.


- Venha conosco, Lavender. Vocês podem se abrigar com a Ordem, é mais seguro.


- Por que isso agora?


- Tonks está ferida. – responde Angelina, séria.


- Vamos, Angie! – chama Lilá, agoniada – Você é ótima com feitiços de cura.


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Regan preparara um jantar simples para seus dois visitantes, mas, ainda assim, a tensão permanecia grande. Draco optou mais uma vez por não interferir. Aos poucos, a mulher começou a conversar com o rapaz, pois seu silêncio chamara a atenção dela. Os assuntos eram triviais, mas serviram para amenizar a situação:


- Abusamos demais de sua hospitalidade, senhorita Davenport. – diz Draco, sério – Queríamos ver os documentos e ir embora antes que causemos algum problema para a senhorita.


- Por que causariam algum problema? – pergunta ela, intrigada.


- Não contou a ela? – espanta-se Draco, olhando para Snape.


- Não tive tempo. – responde Snape, sério, olhando para Regan – Regan, nós somos comensais desertores. Nossas cabeças estão a prêmio.


- Um bom motivo para que vocês aceitem passar a noite aqui. Creio que eu seja um segredo bem guardado, não é? – tenta sorrir ela, ficando ainda mais linda – Vou preparar um quarto para vocês. – diz ela, levantando-se.


- Uma linda mulher, Snape. – comenta Draco, com um sorriso sapeca no rosto.


- O tempo foi bem generoso com ela. – comenta Snape, com um olhar perdido.


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- Ronald! – chama Evelyn, urgente.


- O q-- – murmura Rony, acordando – Onde estou?! – pergunta ele, urgente, olhando ao redor.


- No meu quarto na Ordem das Trevas. – responde ela, séria – Você é meu prisioneiro.


- Então você se uniu mesmo a Voldemort.


- Pois é. Sou uma comensal com marca negra e tudo. Mas, para não bagunçar a ordem, matei um dos generais para ficar no lugar dele. – responde ela, tranqüila, andando pelo quarto.


- Não acredito... – diz Rony, seguindo-a com o olhar.


- Você pensa que me conhece porque ainda não consegue desassociar a minha imagem da garota que você gosta.


- O que vai fazer comigo? – pergunta Rony, preocupado.


- Ainda não sei. Primeiro, vou sondar Voldemort para ver se ele sabe que eu fugi com você. Depois... bem, depois eu vejo. Por enquanto – Evelyn mostra para Rony que está com a varinha dele – aproveite a estadia. Minha cama é ótima. Durma. – sorri ela, fechando a porta atrás de si.


Come will to show the hidden hand (venha mostrar a terra escondida)


So I can draw my final breath (então eu posso desenhar minha respiração final)


Por mais que tentassem, nem Draco, nem Snape conseguiam dormir. Ambos tinham uma mulher como motivo de sua insônia. Draco preocupava-se com Hermione e sua preocupação em fazer somente o que era politicamente correto. Snape revisava seus sentimentos por Lilian e comparava com os que sentia por Regan, chegando a conclusão de que eram coisas completamente diferentes:


- Também não consegue dormir? – pergunta Draco, virando-se.


- Não. – responde Snape.


- Sabe o que precisa fazer, não é? – atiça Draco, sapeca.


- O q--? – envergonha-se Snape – Não é da sua conta!


- Desculpe, mas eu só estou te mostrando o óbvio. A senhorita Davenport está esperando por você, Snape.


Não havia o que discutir. O que Draco dissera era o que ambos queriam. Snape levantou-se de sua cama e caminhou na direção do quarto de Regan. Ao chegar lá, respirou fundo hesitando em bater à porta.


Mas não foi necessário:


- Boa noite. – cumprimenta Regan, abrindo a porta com magia.


- Bo-- – tentou responder Snape, mas não conseguiu completar a frase quando contemplou a pessoa em sua frente.



Regan estava apenas de lingerie, sentada em sua cama com um olhar sedutor. Ela engatinhou até os pés da cama, onde, com um feitiço, o puxou para perto de si e trancou a porta:


- Não sabe quanto tempo eu esperei para tê-lo comigo de novo, Severus... – sussurra ela ao ouvido dele, ajoelhada na cama.


Em resposta, Snape virou seu rosto procurando pelos lábios dela. A mulher puxou o ex-comensal para si, deitando com o mesmo por cima dela e beijando-o com voracidade e desejo.


Aquela era a resposta que ele procurava. Lilian Evans era a mulher que ele amou primeiro, mas Regan Davenport era de igual importância no seu coração. Percebendo isso, eles se amaram a noite inteira, esquecendo por alguns instantes de tudo de ruim que acontecia.


You could take me higher (você pode me levar mais para cima)


George chegou com Angelina e Lilá nas proximidades da Toca sendo recebidos por Lupin que estava aflito. Seus olhos carregavam a angustia de que sua esposa e filho pudessem morrer por sua causa. Rapidamente, os quatro entraram na casa e sem parar para nada, George levou Angelina até Tonks:


- Faz muito tempo que ela está lá. – comenta Lupin, nervoso.


- Calma, vai dar tudo certo. – conforta Molly, olhando fixamente para o relógio.


- Mamãe? – chama Gina, urgente – Papai chegou.


- Artur! Graças a Deus! – diz ela, abraçando o marido – O que aconteceu?!


- O Beco Diagonal está sendo fortemente vigiado. – responde Artur – Assim que eu desaparatei lá, um alarme soou e graças à Finis eu consegui escapar.


- Por que ele não veio com você?


- Ele está apavorado com o que está acontecendo. Perdeu, inclusive, o emprego no Saint Mungus por estar ao lado da Ordem.


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Aos poucos Harry recupera a consciência. Logo ele percebe que estava de volta à casa de Aberforth. O velho estava cansado, arrumando como podia suas coisas para sair dali:


- Obrigado por me salvar de novo. – agradece Harry, cansado.


- Você tem o dom de se achar mais do que é. – resmunga Aberforth, irritado – Temos que sair daqui imediatamente. É questão de tempo para que comensais invadam.


- Mas e a barreira?!


- Você é burro ou o que?! Ainda não percebeu?! Bellatrix Lestrange, o senhor Weasley e você tem sangue Black! Um dos bruxos que fez o feitiço de proteção era um Black! – responde Aberforth, lançando um vaso na parede e fazendo-o estilhaçar – Desculpe, garoto. A culpa não é inteiramente sua. – pede ele, respirando fundo e fechando sua mala.


- ONDE ESTÁ RONY?! – grita Harry, olhando ao redor.


- Aquela garota o levou. – responde ele, sério – Ela salvou a vida dele. Se não tivesse desaparatado quando eu cheguei, ele estaria morto no seu lugar.


- Não acho que ela tenha salvado a vida dele. Apenas adiado a execução! Não confio em ninguém com a Marca Negra. Eu vou para a Ordem avisar que ele foi capturado.


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Para passar o tempo, Rony andava de um lado para o outro dentro do quarto de Evelyn. O tempo parecia arrastar-se desde que ele fora levado para lá e ele temia que aquilo não passasse de uma armadilha.


Olhando através do vidro da janela ele pôde contemplar a coisa mais bela que ele já viu desde que aquela loucura começou. Nos jardins da grande mansão havia uma árvore seca coberta de neve no centro de um lago congelado. O gelo acumulado nos galhos tortos dava a impressão de que aquela árvore sempre fora daquele jeito, não importava a estação do ano:


- Espero que esteja apreciando bem a vista. – diz Evelyn, sorrindo.


- E então? – pergunta Rony, voltando-se para ela.


- Voldemort está furioso. Mandou os subordinados inferiores atrás de vocês.


- Então ele não sabe que eu estou aqui? Que ótimo. – comenta Rony, não contendo o sorriso de felicidade.


- Pois é. Está livre. – responde ela, tirando o sobretudo e colocando sobre a cadeira.


- E como eu faço para sair daqui? – pergunta Rony, intrigado.


- Você sai por essa porta, – responde ela, apontando – pega aquele corredor até chegar às escadas, onde você descerá e sairá pelo saguão principal. Vá direto pelos jardins e chegará aos limites da propriedade, onde poderá desaparatar.


- Ninguém vai me notar, não é? – comenta ele, irônico.


Evelyn apenas ri:


- Desculpa, não resisti. Eu te levo por uma passagem secreta. – chama ela, estendendo a mão para ele.


E, mais uma vez olhando naquele par de olhos castanhos, ele viu a imagem de Hermione e aceitou a ajuda dela.


So you said and I trusted you (então você disse e eu confiei em você)


- Para onde vai? – pergunta Evelyn, guiando Rony por um túnel escuro.


- Ainda não sei... – responde Rony, vagamente.


- Sei... – comenta ela, sorrindo sarcasticamente – não confia mesmo em mim, não é?


- Você se uniu a Voldemort. É uma comensal agora.


- General, para ser mais especifica. – corrige ela, séria.


- Agora que eu confio mesmo. – ironiza ele.


- Estou sendo sincera. O fato de eu estar com Voldemort e ter uma Marca Negra não quer dizer que eu concorde com ele. É mais uma estratégia de defesa.


- Unicamente isso? – insiste Rony, desconfiado.


- Tenho mais motivos, mas nenhum deles envolve preconceito ou poder.


- Pode me mostrar sua Marca Negra?


Evelyn pára bruscamente, virando-se para Rony que sustentava um olhar sério:


- Tudo bem. – responde ela, virando-se novamente – Desamarre meu espartilho.


- Como?! – pergunta Rony, nervoso.


- Não quer ver a minha Marca Negra? Ela está nas minhas costas.


Completamente desconsertado, Rony desfez o laço na parte de baixo do espartilho, afrouxando a fita de ilhós em ilhós. Do lado superior esquerdo das costas Evelyn estava a caveira com a cobra, movendo-se sinistramente e parecendo zombar dele:


- Satisfeito? – pergunta Evelyn, sorrindo.


Rony apenas responde que sim com a cabeça, engolindo em seco e refazendo a amarração:


- Pronto. – diz Rony, procurando se recompor.


- O que foi? Nunca tirou a roupa de nenhuma garota? – pergunta Evelyn, seguindo o caminho.


- O que você acha?


- Bem, a gente quase fez sexo na mansão Black se eu não me engano.


- Eram outras circunstâncias... – responde ele, desviando o olhar.


Finalmente eles pareciam ter chegado ao final do caminho. No fim do túnel uma luz branca mostrava a saída. Evelyn cancelou o feitiço que usou para iluminar e guardou sua varinha, alongando-se e caminhando ao redor de uma estatua de anjo que ali estava:


- E o que eu faço agora? – pergunta Rony, confuso – Não sei onde estou!


- Não é problema meu, é? – responde Evelyn, voltando por outro caminho – Desaparate. Aqui você pode fazer isso.


- Você poderia ir comigo? – pergunta ele, sério.


- Quer mesmo minha companhia? – pergunta ela, também séria.


- Não sobreviveria sozinho.


- Você é tão forte... – insiste, olhando bem para ele.


- Força bruta não me protegerá da maldição da morte.


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Na manhã seguinte, Snape e Draco despediram-se de Regan desaparatando imediatamente no esconderijo que os dois mantinham para situações de emergência como aquela. Lá eles examinaram os papéis e felizmente encontraram o endereço do casal que adotou a menina, bem como o nome que foi lhe dado:


- Eles a batizaram de Regan... – emociona-se Snape.


- Segundo esses papéis, eles moravam na época na Islândia. – comenta Draco – Vamos para lá agora?


- Você quer voltar para a Granger, não é?


Draco não responde, apenas abaixa a cabeça e continua a olhar o que tinha em mãos:


- Pode voltar. Ela vai ficar contente em te ver. – diz Snape, sério.


- Mas, e você? – insiste Draco.


- Não se preocupe. Eu tenho as informações que preciso. Como vou para fora do país eu estarei seguro. Agora volte para a Ordem da Fênix.


- Obrigado, Snape. Espero que encontre sua filha.


Draco desaparata imediatamente no local onde ficava a Ordem da Fênix. Falando as palavras do encanto, ele encontra a mansão abandonada e vestígios de sangue no local. Temendo pelo pior, ele usa o anel de comunicação que tinha com sua mãe e tenta contato com ela.


A resposta é imediata. Narcisa conta o que aconteceu com Tonks e pede que Hermione vá buscá-lo:


- Hermione! – diz Draco, feliz, abraçando e beijando-a.


- Oi, meu amor. Como foi com o Snape? – pergunta ela.


- Ele decidiu terminar sua tarefa sozinho.


- Vamos para a Toca. Sua mãe está agoniada querendo te ver.


E quando Hermione levava Draco pela mão, Rony e Evelyn surgiram na porta. Os olhares dos quatro se cruzaram com ódio. Hermione reconheceu imediatamente aquela garota que quase causou sua morte, olhando abismada para o rosto dela:



- Como ousa trazer ela aqui, Rony?! – grita Hermione.


- Ela salvou minha vida! – rebate Rony, no mesmo tom e altura.


- Não precisa gritar com ele, Granger. – interfere Evelyn, sacando sua varinha.


- Não ameace Hermione! – interfere Draco, entrando na frente dela.


- Não seja hipócrita, Malfoy! Você escondeu de Hermione a existência de Evelyn! – grita Rony, irritado.


- Posso ter feito isso, mas eu não sou mais um comensal! – rebate Draco, olhando com desprezo para Evelyn.


I may be a liar, but betrayal lies on you (eu posso ser um mentiroso, mas a traição mora em você)


- O q--? – diz Harry, entrando na mansão e deparando-se com uma cena que o deixa mudo.


- Eu vou embora. – diz Evelyn, séria, andando na direção da porta.


- Ainda temos muito que conversar Evelyn Scott. – diz Hermione, séria, com a varinha apontada para ela.


- Sobre o que? Sobre como eu nunca passei de um premio de consolação para quem não ficasse com a perfeita Hermione Granger?! – grita Evelyn, avançando para cima de Hermione.


- Scott, vá embora. – pede Harry, sério.


Evelyn lança um último olhar de desprezo para Hermione e sai enfim da mansão após sussurra ameaçadoramente ao ouvido de sua rival:


- Teremos nossa conversa brevemente. Aguarde meu contato.


- Você está bem? – pergunta Draco, colocando a mão sobre o ombro de Hermione.


- Estou. – responde ela, seca, rejeitando o carinho dele – Harry, Rony, que bom que voltaram. – diz ela, abraçando os dois amigos ao mesmo tempo.


- Não temos motivos para comemorar. – responde Harry, sério – Voldemort está mais furioso do que nunca com o que Rony e eu fizemos. Onde está o resto da Ordem?


- Em um lugar seguro. Vamos? – chama ela, olhando friamente para Draco e estendendo a mão para ele.


- Vamos. – responde Draco, triste, segurando a mão dela e sentindo uma força o fazer desaparatar.


I can feel where the journey ends (eu posso sentir onde a jornada termina)


Final call for a last defense (o chamado final para a última defesa)


- Draco! – chama Narcisa, beijando seu filho.


- Tudo bem com a senhora, mãe? – pergunta Draco, triste.


- Tudo sim, meu bem, mas, e com você? Parece tão triste, amor...


- Não é nada. – responde ele, desviando o olhar.


- Gente, Tonks acordou! – chama Lilá, feliz, de cima das escadas.


Mas a sua expressão facial mudou bruscamente quando, na entrada da casa, ela viu Rony:


- Você voltou, Ronald! – cumprimenta ela, abraçando-o – Está tudo bem com você?



- Sim, Lilá, obrigado. – responde ele, sorrindo e acariciando o rosto dela.


- Draco, eu vou te mostrar seu quarto. – chama Hermione, puxando-o pelo braço e passando entre Rony e Lilá.


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Evelyn voltou para a sede de Voldemort aparentando ter apenas saído para dar uma volta. Em pensamento, ela reprisava o reencontro com a agora consciente Hermione Granger e isso a preenchia de ódio. A garota maldizia-se por ter fraquejado ao dizer que se sentia como um prêmio de consolação para a sua sósia. Seu sangue fervia de ódio e, se ela pudesse, destruiria tudo a sua volta.


No espero do banheiro ela encarou a si própria. Seu rosto estava mais velho do que ela lembrava-se. Pouco tempo havia passado desde que ela pisou na Inglaterra, mas os acontecimentos a seguir foram tão marcantes que ela tornou-se uma mulher da noite para o dia.


Calmamente, ela abriu a torneira e encheu as mãos de água, jogando no seu rosto. Mais uma vez, ela encarou sua imagem e viu através da maquilagem que escorria a confusão de sentimentos que havia dentro dela.


Logo, misturando-se com a água e o resto de delineador, as lágrimas correram, deixando seus olhos avermelhados e fazendo-a soluçar. Evelyn soltou seu cabelo e, num lapso de razão, falou para si mesma:


- Eu acabei entrando no seu jogo. Deixei quem eu sempre fui para tentar não parecer você... – nota ela, sorrindo cansada enquanto alisava seu cabelo preto.


Estava na hora de mostrar quem era Evelyn Scott de verdade. Com um feitiço, ela desfez a química que aplicou, fazendo o seu cabelo voltar para a cor natural, porém mantendo o mesmo tamanho:



- Nós duas nunca seremos a mesma pessoa. Não importa o quanto nos pareçamos fisicamente, Granger. Eu sempre serei Evelyn Alexandra Scott!


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- Eu atendo! – diz Regan, correndo para a porta – Pois não?


- Oi... a senhorita é Regan Gudjonsen? – pergunta o homem, nervoso.


- Sou sim, e o senhor é? – pergunta ela, intrigada.


- Querida, quem é? – chama o senhor Gudjonsen dentro da casa.


- Sou Severus Snape, professor de Poções da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.


Darkness come tonight (a escuridão vem esta noite)


I have no fear of what you hold (eu não tenho medo do que você guarda)



- Não sou bobo, Hermione. – diz Draco, olhando sério para ela – Eu sei que você está com ciúme do cabeça-de-fogo.


- Isso é um absurdo! Não estou com ciúme do Rony. – responde Hermione, evitando olhar para Draco – Precisa de alguma coisa? – desconversa, já caminhando para mais perto da porta.


- Preciso. – responde ele, puxando-a para si e traçando a porta com magia.


- Não é hora para isso... – tenta soltar-se ela – eu vou ver como a Tonks está e...


Hermione parou de falar bruscamente. Um grito abafado saiu de sua garganta quando, com violência, Draco puxou o cabelo dela, fazendo-a encará-lo enquanto ele cuspia as palavras em sua cara:


- Eu posso ter cometido muitos erros, Hermione, mas eu não sou um brinquedinho que você pode jogar de lado quando não te interessa mais.


- Você está me machucando muito. – diz ela, num fio de voz.


- E vou machucar ainda mais. – ameaça, jogando-a na cama – Vá fazer o que você tem para fazer. – Draco fala, abrindo a porta e mostrando a saída.


- Eu te amo. – diz Hermione, ainda na cama, chorando.


- Ótimo jeito de mostrar. – diz ele, sarcástico – Vá embora, por favor, antes que eu faça algo do que eu me arrependa para sempre.


- Não... – diz ela, com a voz abafada.


- Vá Granger! – vocifera Draco, avançando para cima dela.


Urgentemente, Hermione sacou sua varinha e murmurou um feitiço. Draco fechou os olhos, mas ainda continuou a avançar. Quando finalmente seu corpo sentiu a cama e o corpo de Hermione sob si ele percebeu que o feitiço não era para ele. A porta bateu com força e o quarto fora isolado acusticamente.


Ambos estavam ofegantes devido a adrenalina da situação. As mãos de Hermione ainda tremiam e Draco ainda tinha raiva nos olhos. Numa mistura do azul-acinzentado com o castanho-claro o sentimento mudou da água para o vinho:


- Eu senti ciúme dele. – confessa Hermione, nervosa – Não como o que eu sentiria se fosse com você, mas só pelo fato de que Rony sempre me adorou e ele pareceu sentir o mesmo por Lilá.


- Você conseguiu estragar tudo o que eu pretendia fazer nesse momento. – diz Draco, saindo de cima dela.


- Espere! – pede ela, sentando-se.


- Vá embora, Hermione, me deixe respirar um pouco. Você fez uma cena na frente das pessoas que eu sempre detestei e acabou de me confessar que se irritou porque você não é mais tão importante para o Weasley... só... vai embora... – termina ele, abrindo novamente a porta.


- Não sabe o quanto eu esperei por essa oportunidade, Draco Malfoy, para eu jogar fora desse modo. – diz ela, empurrando-o para trás passo por passo e pressionando o corpo dele contra a porta, fazendo-a se fechar.


- Sem clima... – rebate ele, desviando das tentativas dela beijá-lo.


Mas ela ignorou. Continuou beijando-o no pescoço, acariciando o abdômen dele por baixo da camisa:


- Hermione... – chama ele, com a voz trêmula – não me provoque assim... – pede ele, permitindo que suas mãos movam-se na direção dos botões da camisa dela.


TOC TOC TOC...


- Está tudo bem ai? – chama Gina, batendo à porta.


--------------------------------------------


Na sala de Voldemort, subordinados entravam e saiam com missões que prometiam elevar os seus status diante do Lorde das Trevas. Evelyn, mesmo sem ser chamada, foi até lá:


- Vejo que decidiu voltar a ser igual a sangue-ruim. – debocha Voldemort.


- Eu gosto da cor original do meu cabelo. Foi uma infantilidade de minha parte mudá-lo. – responde ela, segurando-se para não parecer insubordinada – Milorde, a Sede da Ordem da Fênix foi esvaziada e eu não faço ideia de onde eles estejam agora.


- Isso pouco me importa no momento. O que eu quero mesmo é saber onde estão Potter e o Weasley.


- Já descobriu quem era aquele velho que os ajudou? – pergunta ela, interessada.


- Aberforth Dumbledore. Irmão do velho idiota. – responde, com desprezo.


- Sem querer abusar, meu senhor, mas seu humor está muito bom.


- Descobri muitas coisas hoje. – responde Voldemort, olhando para ela de um modo assustador – Sabe, muitas pessoas acham que eu sou um tolo, sabia?


- Tolos são os que subestimam o senhor.


- É exatamente o que eu penso. – diz ele, caminhando até ela – Minha cara Evelyn, meus inimigos e até mesmo meus “aliados” acham que eu sou impulsivo. Tudo começou pelo velho. – relata ele, sério – Ele achou que eu tinha medo das ameaças dele por não responder a suas investidas quando eu era adolescente. Tornei-me um bruxo muito melhor que ele e, no fim das contas, ele morreu pelas mãos de seu capacho. Esse foi outro imbecil que pensou que eu não sabia que ele sempre fora do lado da Ordem da Fênix. Dei a ele poder e informação para que ele continuasse perto de mim enquanto eu penetrava as defesas primárias de sua mente assim como eu deixei que ele soubesse que eu estava caçando-o quando ele saiu de vez daqui.


- Por que está me contando essas coisas? – pergunta Evelyn, séria e ao mesmo tempo nervosa.


Voldemort ri sinistramente, sacando sua varinha e rendendo a garota:


- Eu sei porque se uniu a mim de verdade. Queria garantir que seus amiguinhos não se machucassem. Advinha, Evelyn Scott. Eles são meus inimigos! Crucius! – grita Voldemort, fazendo-a gemer de dor e agonia.


Darkness come alive (a escuridão vem viva)


You are the stories I’ve been told (você são as estórias que você tem contado)


Aquilo era exatamente o que ele precisava para voltar a si. Draco cancelou o feitiço de som e atendeu a porta, passando por Gina e seguindo para os aposentos de sua mãe. Hermione sentou-se na cama e passou a mão pelo cabelo, suspirando cansada e fitando o infinito:


- Eu atrapalhei algo? – pergunta Gina, desconsertada.


- Eu ia fazer uma besteira... – diz Hermione, abotoando a camisa – tudo por conta de ciúme!


- Sabia que o Malfoy tinha percebido. Foi meio que na cara, Mione. Não sabia que gostava do Rony. – diz Gina, sentando-se ao lado da amiga para lhe dar conforto.


- E não gosto! – responde ela, sorrindo cansada – O que eu gosto é do jeito que ele me adorava... ele está olhando para a Lavender como ele olhava para mim...


- Isso é egoísta demais, você sabe?


- Sei.


- Ainda assim o Malfoy ia fazer amor com você. Homens são mesmo movidos pelo penis! – resmunga Gina.


- Não. Ele não queria. Eu estava forçando a barra...


- Bem, deve fazer muito tempo que vocês não tem a oportunidade de fazer, não é? Quando foi a ultima vez?


- Não teve uma última vez. – responde Hermione, olhando para Gina.


- Vocês nunca...? Oh meu Deus! Não acredito, Hermione! Então o que dizem do Malfoy é mentira sobre ele ser um garanhão...


- As pessoas falavam muitos absurdos. Estereotipam todo mundo...


- O que vai fazer agora?


- Me reconciliar com ele! – responde ela, saindo dali com pressa.


**


- Como se sente, meu amor? – pergunta Lupin, chorando.


- Bem... – responde Tonks, acariciando o rosto do marido – hei, por que está chorando? Estamos bem, não é? – pergunta ela, olhando para Angelina.


- Não posso dizer como está o bebê, senhora Lupin. Eu apenas cuidei do ferimento... – responde Angelina, triste.


- Eu quase matei minha família e estou impossibilitado de levá-la ao hospital para fazer exames... – diz Lupin, segurando firmemente as mãos de sua esposa – Voldemort está controlando tudo!


- Calma, amor... eu estou bem... estamos os dois bem. – diz ela, alisando a barriga e sentindo a cicatriz.


I posses the power (eu possuo o poder)


Of survivor in the cold (de sobreviver no frio)


Life is like a flower (a vida é como uma flor)


As it stumbles out of fall (como ela sai do outono)


Seu corpo mais uma vez sentia a dor da maldição da tortura. Voldemort não tinha piedade e zombava de Evelyn enquanto ela chorava de agonia. Por um breve momento desde que ela aceitou o convite do Lorde das Trevas para ingressar em seu exercito ela acreditou de verdade que poderia fazer o que bem entendesse sem que ele descobrisse:


- Você me subestimou, garotinha idiota! – grita Voldemort, lendo sua mente.


- Pa--r--ra por fav--vor! – implora Evelyn, rolando no chão.


- Estou apenas começando!


- Milorde, eu... – diz um comensal entrando na sala.


- Como ousa me interromper?! – vocifera Voldemort, apontando a varinha para ele – Crucius!


Evelyn aproveitou aquela folga e, ainda debilitada, alcançou sua varinha e desaparatou dali. Ao perceber a fuga, Voldemort enfureceu-se e matou o comensal. Seu grito de ódio ecoou por todo o esconderijo, chamando a atenção dos Generais que correram imediatamente para a sua sala:


- O que houve?! – pergunta Bellatrix, urgente.


- Quero Evelyn Scott agora! – grita ele – Acima dela em prioridade apenas HARRY POTTER!


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Enquanto Hermione planejava um meio de se reconciliar com Draco, o mesmo conversava com sua mãe sobre a vida e o que ela fez com eles. Por mais que eles evitassem, o nome de Lucius era mencionado vez ou outra, aumentando a dor da senhora Malfoy.


Só havia um bem que Narcisa guardava com carinho de todas as coisas que tinha: um álbum da família que ia do casamento dos seus pais até a entrada de Draco em Hogwarts. Ela revirou suas coisas, mas não o encontrou. Podia jurar que tinha guardado tudo na mala antes de sair da Mansão Black, mas lembrou-se que, na confusão da lua cheia, ela havia o deixado na mesa de cabeceira.


Draco prontificou-se a retornar àquela mansão por sua mãe. Ele poderia aproveitar aquela ocasião para respirar um pouco. Mesmo Voldemort tendo o mundo da magia praticamente em suas mãos, ele não havia quebrado o Sigilo da Magia, o que impressionou muitas pessoas. Com certeza, ele era um “hábil governante”.


Na velha mansão a sujeira e bagunça imperavam. Havia pedaços de vidro pelo chão e os quadros estavam todos quebrados. As escadas estavam cobertas de entulho, mas ainda assim era transitável. Parecia que um furacão havia passado por ali:


- Tem alguém aí? – pergunta Draco, com a varinha em punho, após ouvir um barulho.


- Vá embora... – pede uma voz vinda de dentro do quarto antigo de Evelyn/Hermione.


- Hermione? – chama ele, curioso.


Mas o que ele recebe, ao invés da resposta, é um ataque que o atinge em cheio, lançando-o pelo corredor:


- Evelyn... – nota ele, levantando-se com dificuldade e guardando a varinha.


- Vá embora, Draco Malfoy! – grita ela, gemendo baixinho.


- Você está machucada? – pergunta ele, aproximando-se com cuidado


- Não preciso de sua piedade. – responde ela, ríspida – Só me deixe... ficar aqui...


- O que Voldemort fez com você?


- Me torturou, não é obvio? – responde ela, fazendo uma careta de dor.


- Deixe-me cuidar de você...


- Para que?! Por um acaso Hermione Granger te abandonou de novo?! – resmunga ela, tirando a mão dele de perto dela com violência.


- Você está muito mal... – insiste Draco, desconversando.


- Eu quero ficar sozinha. – insiste Evelyn, olhando para o lado – Quero morrer aqui...


We all know when our time has come (nós sabemos quando nosso tempo acaba)


This is where I will linger on (aqui é onde eu ficarei)


- Exagero seu, Evelyn. Você me atacou assim que eu entrei e isso não é coisa de quem está morrendo. – diz Draco, sério.


- Foi muito fácil para mim, porque você estava de guarda baixa pensando nela. – rebate ela, com desprezo na voz, virando as costas para ele.


- Por Merlin, Evelyn! Você está sangrando muito! – espanta-se Draco – Você precisa cuidar disso!


- Não... – recusa-se ela, tentando levantar – eu vou para outro lugar. Nem aqui eu tenho sossego...


- Você vai para a sede da Ordem da Fênix comigo. – diz, com a voz firme, segurando no braço dela e desaparatando dali.


E depois daquilo Evelyn não lembrava mais de nada. Assim que sentiu o chão sob seus pés seus olhos fecharam-se de uma vez.


Quando recobrou a consciência, ela já estava deitada numa cama envolta de ataduras. Suas costas não doíam mais como antes e seu corpo estava limpo. Evelyn calçou um chinelo que estava ao lado da cama e desceu as escadas, voltando alguns passos quando ouviu uma discussão:


- Você acha que pode trazer quem você quiser para cá, Malfoy?! E se for um plano de Voldemort?! – pergunta Harry, irritado.


- Você viu como ela chegou, Potter. As costas dela estavam destruídas! – rebate Draco, sério.


- É de Voldemort que estamos falando, meu bem. – diz Hermione, tentando aproximar-se dele.


- Não acredito que ela seja uma ameaça nesse momento. – diz Draco, esquivando-se sutilmente de Hermione – Vou ver como ela está.


- Ótima. – responde Evelyn, séria, descendo as escadas – Não estou aqui para atacar. Na verdade, eu não queria estar aqui.


- Cuidado. – pede Rony, correndo para ajudá-la.


- Não precisa me ajudar, Ronald, obrigada. Eu vou embora.


- Fique até se recuperar. – pede Draco, solidário.


- Não quero ser um incômodo. – responde ela, olhando diretamente para Harry.


- Pode ficar até se recuperar sim, Scott. Você está muito ferida.


- Por mim tudo bem também. – responde Hermione, séria – Eu não acredito que você seja uma ameaça nesse estado.


Darkness come tonight (a escuridão vem esta noite)


I have no fear of what you hold (eu não tenho medo do que você guarda)


- Isso chega a ser assustador. – comenta Luna com Neville e Gina – Elas parecem gêmeas.


- Só aparência, Lu, não se engane. – diz Gina, séria.


- Volte para sua cama agora, Scott, por favor. – pede Angelina, vindo da direção da cozinha – Você não está em condições de perambular por aí.


- Quem é você? – pergunta Evelyn, receosa.


- Sou Angelina Johnson. – apresenta-se – Eu cuidei dos seus ferimentos e sei a gravidade deles.


- Eles não me incomodavam tanto assim. – insiste ela.


- Você estava muito mal. Quando o Malfoy a trouxe aqui você ficou pior.


- Eu sinto muito, Evelyn, mas era o único jeito de você vir comigo. – defende-se Draco.


- Além de me trazer contra minha vontade ainda piorou meu estado?! – comenta Evelyn, sarcástica – Eu vou embora agora mesmo! – conclui, saindo dali.


- Alguém tem que impedi-la urgente. – pede Angelina – Ela está realmente mal...


- Eu vou falar com ela. – decide Hermione, respirando fundo e subindo as escadas.


**


No quarto do casal Lupin, Remus ainda recusava-se a abandonar sua esposa. Artur e Molly estavam lá ajudando a cuidar de Tonks, mas não conseguiam deixar de se preocupar com a presença de Evelyn Scott:


- No fim das contas ainda acho que não fizemos muito em vir para cá. – comenta Molly.


- Com Evelyn de volta a Sede da Ordem as coisas estão tão perigosas quanto antes. – comenta Lupin, sério.


- Vamos mantê-la sob vigilância. Angelina disse que ela está muito debilitada. – comenta Tonks, ainda fraca devido aos medicamentos – O que pode acontecer com ela nesse estado?


Darkness come alive (a escuridão vem viva)


You are the stories I’ve been told (você é a estória que você tem contado)


Quase chegando ao quarto de onde foi tratada, Evelyn tateava as paredes e procurava ignorar a dor que sentia. Hermione a alcançou facilmente, correndo a seu auxilio quando a sua sósia caiu de joelhos no chão:


- Não preciso de sua pena. – diz Evelyn, com desprezo.


- Você está mal... – rebate Hermione, engolindo o orgulho e tentando parecer simpática.


- Posso acabar com você do jeito q estou. – desafia Evelyn, levantando-se e sacando sua varinha.


- Não me faça rir. – diz Hermione, irritando-se – Você mal consegue ficar de pé!


- Estuperfaça! – conjura Evelyn, atingindo Hermione em cheio e a lançando no final do corredor – O que dizia? – zomba ela, sentindo suas pernas vacilarem ainda mais.


- Ora, sua... – diz Hermione, levantando-se e sacando sua varinha – Impedimenta!


Com muito esforço, Evelyn desviou do feitiço de Hermione, mas, ainda assim, partiu para cima da sua rival com toda sua força. Os feitiços variavam entre simples feitiços para desarmar até feitiços pesados que poderiam até mesmo matar.


Ao ouvi o barulho que dali vinha, os demais tentaram interromper a luta, mas Evelyn lançou um campo de força ao redor de Hermione e ela. Aproveitando esse momento de distração da ex-comensal, Hermione lançou um feitiço estuporante, ignorando a gravidade dos ferimentos de Evelyn e lançando-a no chão com violência.


O que antes era uma dor que ia e vinha devido ao esforço mágico agora era algo constante e fino, que chegava a enlouquecê-la. O sangue logo manchou suas vestes e ela começou a chorar involuntariamente. Completamente tomada pela raiva, Hermione ignorou os gemidos de sua adversária, apontando sua varinha e lançando o golpe de misericórdia:


- Avada...


Darkness come tonight (a escuridão vem esta noite)


Nothing can take my faith away (nada pode levar minha fé embora)


Darkness come alive (a escuridão vem viva)


Life fades to black from silver grey (a vida esvaece-se de cinza brilhante à negro)

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Comentários: 4

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Enviado por Déia Santos em 03/09/2012

calor da batalha rsrsrs proximo capítulo dia 1 de outubro

Nota: 5

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Enviado por H. Granger Malfoy em 03/09/2012

muito ansiosa pelo proximo capitulo.. como assim hermione esta tentando matar evelyn????? bjs

Nota: 5

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Enviado por Déia Santos em 01/09/2012

Mês que vem =)

Nota: 5

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Enviado por Jade Moreira em 01/09/2012

e agora ???????

Nota: 5

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