Capítulo Dois - Ah... o amor!
Hogwarts - 1994
Baile de Inverno
Seu olhar recaiu sobre a garota ao lado de Krum. Seu queixo caiu. Era Hermione. Mas ela não parecia nadinha com a Hermione. Fizera alguma coisa com os cabelos; não estavam mais lanzudos, mas lisos e brilhantes e enrolados num elegante nó na nuca. Estava usando vestes feitas de um tecido etéreo azul-pervencia, e tinha uma postura um tanto diferente – ou talvez fosse meramente a ausência dos vinte e tantos livros que ela normalmente carregava às costas. E sorria – um sorriso um pouco nervoso, era verdade – mas a redução no tamanho dos dentes da frente era mais visível que nunca. Harry não conseguia compreender como não a vira antes.
– Oi, Harry! – disse ela.
Momentos massacrantes depois, ele estava sentando junto a um Ron de braços cruzados e extremamente azedo. Seus pares já haviam se arranjado com outros garotos, mas os olhares de Harry miravam apenas uma pessoa: Hermione, que dançava animadíssima com Viktor Krum bem no meio do salão.
Ao seu lado, Ron não parava de reclamar, dizendo que Hermione estava fazendo amizades com o inimigo e que, provavelmente, Krum só estava querendo reunir informações sobre Harry, ou saber como abriria aquele maldito ovo, por exemplo.
Harry esticava o pescoço quando as pessoas ocasionalmente cobriam sua visão de Hermione. Seu coração desejava, desesperadamente, que ela tornasse seus olhos para ele, e lhe desse alguns minutos de atenção...
–Amizade com estrangeiros, vê se pode! – Rosnava Ron. – É lógico que Hermione entendeu tudo errado...
Harry queria dizer a Rony que ele que entendera errado, mas não chegou a se pronunciar, pois Hermione acabara de parar de dançar, e dirigia-se aos garotos, o rosto corado de esforço.
–Oi! – Falou Harry, esperançoso.
–Olá!
Ela lançou um ligeiro olhar a Ron, mas este simplesmente desviou o rosto, olhando na direção oposta. Hermione, sem se abalar, sentou ao lado de Harry, apoiando-se no ombro do garoto para afrouxar um pouco as tirar de sua sandália.
–Estão gostando da festa?
–Eu estou com cara de quem estou gostando da festa? – Questionou Ron, emburrado.
Hermione parecia que tinha sido esbofeteada.
–O que há com você?
–Bem, se você não sabe, não sou eu que vou lhe dizer!
Dizendo isso, o ruivo se levantou e saiu, pisando tão fundo no chão que poderia até afundá-lo. Hermione encarou Harry, a boca levemente aberta de surpresa.
–Não ligue para ele – Harry se apressou em dizer. Não queria desperdiçar o tempo discutindo com Hermione sobre Rony. – Você está linda – acrescentou.
Hermione sorriu docemente.
–Obrigada – ela deu uma olhada em Krum, que estava ao longe servindo dois copos com ponche e Harry seguiu o seu olhar.
–Você parece estar se divertindo muito com ele – comentou, como quem não quer nada. –Com o Krum.
A garota encarou-o profundamente nos olhos.
–Está arrependido?
Harry ergueu o cenho.
–De que, exatamente?
–De não ter me convidado primeiro? – Ela disparou, sem titubear e sem desviar o olhar.
Harry corou, sentindo-se levemente desconfortável.
–Eu achei que você não iria querer ir comigo – resmungou, num murmúrio.
–Bem – disse Hermione, inchando o peito. – Você pensou errado.
As Esquisitonas mudaram completamente o ritmo da música, começando a tocar uma extremamente lenta e triste. Os casais se aproximaram, alguns com timidez, outros com esperteza. Hermione fez menção de levantar, mas Harry foi mais rápido, segurando a amiga junto à cadeira.
–Nem pense!
Hermione olhou para ele com indignação.
–Você não tem o direito! Não me convidou...
–Não lhe convidei porque você parecia bastante interessada em vir ao Baile com Ron – interrompeu Harry, com azedume. –Não pense que eu sou cego, Hermione.
As faces de Hermione ganharam rapidamente um tom vermelho púrpuro.
–E você também parecia muito excitado com a possibilidade de vir com Cho Chang, não é verdade?
Harry não respondeu, cruzando os braços no peito, emburrado. Hermione imitou seu gesto, soltando muxoxos irritados, mas não se atreveu a sair dali.
*
A Toca
Janeiro de 2013
–Mas mamãe – insistiu Rose, com sua vozinha ainda infantil. –Eles me atrapalham!
–Querida, você sabe que não pode ficar sem eles – respondeu Hermione, com calma, agachada na altura da filha.
Harry, que estava sentado no velho sofá da casa dos Weasley, observava atentamente as duas garotas, as pernas cruzadas e os braços esticados. Havia um zunido vindo da cozinha, risadas e aplausos.
–Os óculos me atrapalham na hora de voar, mãe! – Disse Rose, esganiçada. –Saem de foco, e quando chove, é uma desgraça!
A expressão no rosto de Hermione demonstrou o grande desagrado que ela nutria pelo quadribol.
–Mas meu amor...
Rose amarrou a cara, cruzando os braços de um jeito extremamente mandão, numa perfeita cópia da mãe, fazendo Harry sorrir.
–Hugo vai ganhar assim, mamãe! De novo.
Hermione suspirou, sem saber mais o que argumentar. Harry, achando que seu deliciamento já alcançara proporções satisfatórias, se ajeitou no sofá, resolvendo interver.
–Ele não vai, não – disse, com um sorriso maroto para a garotinha. – Hugo é péssimo jogador. A única coisa que sabe é defender algumas bolas.
Rose virou-se rapidamente para encarar Harry, o rosto rubro.
–É isso que eu estou tentando explicar, tio Harry – ela disse, como se tudo fosse muito óbvio. –Os óculos me atrapalham, e ele ganha!
Harry não pode deixar de rir. Rose, no auge dos seus oito anos, era de longe a menina mais esperta que ele já conhecera.
–Venha cá, princesinha – ele disse, abrindo os braços de modo acolhedor.
Rose saltitou até o homem, e Hermione ergueu-se, olhando curiosa para os dois. Harry segurou a menina pela cintura fina, elevando-a ao ar e fazendo-a sentar em seu colo. Rose agarrou o homem pelo pescoço, os dois pareciam tão alegres.
Hermione pensou que sua filha se parecia tanto com Harry. Não pôde deixar de se perguntar por que as coisas tinham corrido tão diferentemente de como ela havia planejado.
–Então, vamos resolver esse seu probleminha – disse Harry, feliz. –Sua mãe é tão genial que às vezes costuma esquecer as coisas simples que ela já fez.
–Como assim? – Perguntou Hermione, curiosa, antes que Rose pudesse falar.
–Veja, Rose – disse Harry, em tom de confidencia. –Você sabe que, quando era mais novo, eu jogava na Grifinória.
–Sei sim! Mamãe disse que o senhor era o melhor da escola, e que ainda foi o mais novo apanhador de Hogwarts!
–Bem – disse Harry, os olhos buscando os de Hermione, e sorrindo. –Sua mãe é muito gentil.
Hermione corou.
–De qualquer forma – continuou Harry, obrigando-se a parar de olhar para a mulher daquele jeito na frente de sua filha. –Como sabe, eu também uso óculos, e não consigo enxergar nada sem eles. Porém, sua mãe, essa bruxa extremamente inteligente que ela é, sempre colocava um feitiço nos óculos, e assim, eles não embaçavam, ou caíam.
Harry pegou a sua varinha e, com um simples toque na armação dos óculos, impermeabilizou-o todo para a garotinha. Rose encarava tudo boquiaberta.
–Carambolas, tio Harry! Muito obrigada!
Ele arrancou um sorriso da menina.
–Agradeça a sua mãe, ela que me ensinou tudo que eu sei.
A menina saltou do colo do homem e correu para abraçar as pernas da mãe, que, surpresa, fez um afago em seus cabelos. Muito, porém, ela não se demorou, correndo rapidamente para a cozinha, onde o barulho de risadas e gritinhos se intensificavam.
Hermione balançou os quadris até o Harry, que, no minuto em que Rose sumira pela porta, já passaram a olhá-la de outra forma. Ela pareceu não ligar, apenas sentou-se ao lado dele no sofá. Harry segurou o impulso de passar o braço pelos seus ombros.
Ao longe, ele ouviu a gargalhada extravagante de James.
–Eles estão apostando quem come mais cachorros-quentes em menos tempo – disse Hermione, com um suspiro pesado. –Ron e James.
Harry não disse nada, desejando que ninguém estivesse presente, para que ele pudesse beijar Hermione.
–Você não gosta disso – deduziu Harry, erguendo um pouco as sobrancelhas.
–Claro que não! – Bufou Hermione. – E nem você deveria!
Harry soltou uma risada.
–Eu realmente não ligo, Mione.
–Deveria ligar, afinal, ele é seu filho, e não faz bem ficar comendo desse jeito!
–E Ron é seu marido – alfinetou Harry.
Hermione fuzilou o homem com o olhar.
–Eu não posso controlá-lo, diferente de você, que tem total poder sobre o seu filho.
Harry moveu seu corpo um pouco para a esquerda, se aproximando furtivamente da mulher. Chegou perto do seu ouvido e, com um sorriso maroto, sussurrou:
–Não faça essa carinha de brava, porque assim fica linda demais para que eu possa resistir.
A mão de Hermione inconscientemente voou para a coxa de Harry, apertando-a. Ele soltou um gemido baixinho.
–Não faça isso – pediu, com a voz sofrida.
–Desculpe – murmurou Hermione, mortificada. – Eu não quis... Eu ... ham...
Ela se ergueu do sofá num pulo, ajeitando os cabelos compulsivamente, o peito subindo e descendo rapidamente devido sua respiração acelerada.
–Acho que já vou – disse Harry, frustrado.
O homem se ergueu, e passou por ela sem dizer nada, se dirigindo a porta. Não gostava de aparatar dentro de uma casa se essa não lhe pertencesse.
–Quando James terminar, peça para que ele volte para casa com Pó de Flú – disse, detendo-se na porta. – E fique de olho em quem ganhar a aposta. Eu apostei cinquenta galeões no meu filho.
Hermione ainda pôde vê-lo sorrir, antes de desaparecer.
*
–Posso falarr com focê?
–Claro que sim - disse Harry ligeiramente surpreso.
(...)
–Querro saberr – disse ele amarrando a cara – que é que há entre focê e Hermi-ô-nini.
Harry, que pela maneira sigilosa de Krum esperara algo muito mais sério que aquilo, ergueu os olhos para Krum, admirado.
–Nada – disse ele. Mas Krum amarrou a cara, e Harry, mais uma vez admirado com o tamanho dele, explicou melhor. – Somos amigos. Ela não é minha namorada nem nunca foi. Aquela tal da Skeeter está inventando coisas.
–Hermi-ô-nini fala muito de focê – disse Krum, olhando desconfiado para Harry.
–Claro, porque somos amigos.
Ele não estava conseguindo acreditar muito bem que estivesse tendo aquela conversa com Vítor Krum, o famoso jogador internacional de quadribol. Era como se o Krum, com seus dezoito anos, achasse que ele, Harry, fosse seu igual - um rival de verdade...
–Focê nunca... focê non...
–Não – disse Harry com firmeza.
Assim que Krum, ainda extremamente desconfiado, o largou, Harry imediatamente voltou ao Salão Principal à procura de Hermione. Ele zanzou entre os alunos e alunas, das três escolas. Passou por Ron, que o chamou, mas ele fingiu não ver, até encontrar Hermione conversando com Padma Patil, parecendo muito animada.
–Harry! – Ela sorriu para ele, assim que o viu. – Padma estava aqui me perguntando se você não havia visto Ron....
–Não – respondeu Harry seco, puxando Hermione pelo braço. – Venha comigo.
–O que... – ela mal teve tempo de pensar direito, e já estava sendo arrastada para as escadarias fora do Salão por Harry. – Desculpe, Padma! – Ainda gritou, antes de sair totalmente do Castelo.
Assim que Harry a soltou, notou os olhares feios dela dirigidos, alisando a pele onde ele a segurara.
–Você tem uma explicação para isso? – Ela perguntou, irritadíssima.
–Viktor Krum acabou de me perguntar se eu e você tínhamos alguma coisa – disse Harry, cerrando os olhos. – Hermione, olhe para mim, e me diga se isso tem a ver com... – Ele abaixou a voz. –Com aquele beijo.
A expressão de Hermione ia de choque a irritação.
–Se você está perguntando se eu contei para ele sobre... Bem, sobre isso, você não podia estar mais enganado!
–Eu só estou perguntando – ele disse, na defensiva. – Não precisa ficar ofendida. Não é como se eu quisesse esconder isso, nem nada...
Mas o rosto de Hermione estava muito enfezado.
–Eu não sei de onde Viktor tirou tal idéia! Eu e você... Há!
Foi a vez de Harry amarrar a cara, ao notar o leve tom de escárnio na voz da amiga.
–Realmente! Eu e você! Ronald é quem vem te seguindo pelos corredores feito um cachorrinho, não é? – Alfinetou ele, com raiva.
–Ah, pare com isso! – Bufou Hermione, cruzando os braços.
–O que foi aquele beijo, Hermione? – Ele perguntou, avançando alguns passos na direção dela e a olhando de maneira incisiva. –Por favor, me diga, para que eu possa saber.
O rosto da menina ficou de repente muito corado, ganhando variados tons de vermelho ao mesmo tempo.
–Eu...ham...beijo... – Ela gaguejou. – Eu...não...hum...
Então, Harry a puxou pela cintura com certa violência, e seus lábios se encontraram imediatamente. Mesmo surpresa, Hermione respondeu ao estímulo de Harry, abrindo espaço entre gemidos para que ele pudesse aprofundar o beijo. Seus corpos se esquentaram ao toque, tão novo, tão ainda inocente, e ainda assim, tão desejado.
Harry experimentou sensações que nunca havia sentindo antes, queria perder-se no corpo de Hermione, como se nada mais no mundo importasse. Segurou-se ao gosto dos lábios de Hermione até o ar faltar-lhe. Eles se separaram devagar, ofegantes, excitados, supresos.
–Para que você nunca mais esqueça o que um beijo meu quer dizer – ele murmurou, rouco, ainda perigosamente perto dela.
Nesse momento, Lilá Brown saiu de um arbusto ao longe, puxando Córmaco McLaggen pela mão e dando risadinhas. Eles não pararam ao passarem por eles, indo na direção do Castelo. Os olhos de Hermione estavam arregalados, e Harry desejava desesperadamente que a sobra dos muros de pedra estivessem cobrindo a visão dos grifinórios, para que eles não tivessem visto Harry e Hermione ali, aos beijos.
–Você acha que eles viram? – Perguntou Hermione, ansiosa.
–Não, eu acho que não – ele respondeu, sem muita certeza.
Harry virou-se para ela e, ao encarar seus olhos, sentiu os lábios formigaram e o coração acelerar. Precipitou-se para frente, mas, antes que pudesse beijá-la novamente, Hermione colocou os dedos entre suas bocas.
–É melhor, não, Harry – ela sussurrou.
Ele suspirou, resginado.
–Ok.
–Vamos voltar para a festa. Podem sentir nossa falta – ela olhou para ele com carinho. Então, tocou seus cabelos, a expressão mudando. Ela puxou alguns fios, fazendo Harry reclamar. – Desculpe – ela disse, mostrando um inseto negro entre seus dedos. –Estava pregado nos seus cabelos. Deve ser essa planta.
–É – respondeu Harry, distraído. – Deve ser.
E juntos, eles voltaram para a festa.
*
Hogwarts
Os 4 meses para o fim do ano
1991
“Ela disse tudo isso muito depressa
Harry olhou para Rony e sentiu um grande alivio ao ver, por sua cara espantada, que ele não aprendera todos os livros de cor tampouco.
–Sou Rony Weasley.
–Harry Potter.
–Verdade?”
Harry James Potter.
Todos no mágico mundo sabiam o nome dele, mesmo crianças. Mas, para uma nascida trouxa, Hermione Jane Granger sabia demais. Não havia crescido rodeada por aquele mundo, e tudo que aprendera sobre a vida que ela estava prestes a mergulhar aprendera nos livros. A história, o povo, os feitiços, os magos e bruxas, os artefatos, a escola.
Livros.
História da Magia Moderna, Ascensão e Queda das Artes das Trevas e Grandes Acontecimentos Mágicos do Século XX.
Foram neles que aprenderam sobre Harry Potter. Livros que o proclamavam como seu salvador, o garoto que sobreviveu, o garoto que derrotou Você-Sabe-Quem.
“O” Harry Potter.
Hermione não podia impedir de imaginar a que havia ali uma história, uma história verdadeira, não alguma fantasia sonho.
A sua vida foi um mistério, tendo sido profundamente desligado do mundo bruxo após a noite Voldemort matou seus pais, desaparecendo do mundo mágico. Certas pessoas ainda perguntavam se ele realmente tinha sobrevivido a Maldição da Morte.
Então, naturalmente, quando Hermione correu para ele sobre o Expresso Hogwarts em busca de um sapo perdido, ela tinha se surpreendido. Ele parecia tão normal, tão singelo. Ele parecia tão desfamiliarizado e espantado com este novo mundo que o rodeava que Hermione sentiu instantaneamente uma inata ligação com ele.
Então ela podia sempre vê-lo. Quando ela foi colocada na Grifinória, desejou secretamente que ele fosse para a Casa também. Por isso não tinha sido realmente uma surpresa, quando o Chapéu Seletor anunciou seu destino. Evidentemente, ele deveria ter valentia e coragem naquele coração, em grandes quantidades.
Ela via-o na Sala Comunal, no Salão Principal, em suas aulas.Ele ele tinha rejeitado veementemente a oferta de Malfoy para serem amigos. E então, sem ter falado pouco com ela há mais de cinco minutos, ficou com ela constantemente.
“Rony estava de muito mau humor na altura em que a aula terminou.
– Não admira que ninguém suporte ela – disse a Harry quando procuravam chegar ao corredor. – Francamente, ela é um pesadelo.
Alguém deu esbarrão em Harry ao passar. Era Hermione. Harry viu seu rosto de relance – e ficou assustado ao ver que ela estava chorando.
– Acho que ela ouviu o que você disse.
–E daí! – mas pareceu meio sem graça. – Ela já deve ter reparado que não tem amigos (...)
Doía um pouquinho quando eles se esbarravam e ele não parava para falar com ela, ou quando ele passava muito do seu tempo apenas com Ron. Mas, mais uma vez, ela não tinha sido surpreendida com tais fatos. Ele era um garoto antes de tudo. E ela era uma menina.
Mas ela sabia que ele nunca disse nada que pudesse machucá-la, embora ele não tivesse agido quando ela e Ron brigavam e o ruivo dizia coisas ruins ao seu respeito. Isso tinha a magoado profundamente, e a feito correr para o banheiro das meninas no Dia das Bruxas.
“Enquanto lutavam para passar por um bolinho de alunos da Lufa – Lufa, Harry de repente agarrou o braço de Rony.
–Acabei de me lembrar da Hermione.
–O que tem ela?
–Ela não sabe que tem um trasgo aqui!”
Mas ele veio para ela, preocupado com sua segurança devido ao trasgo. Ele salvou-a do trasgo, sem sequer pensar duas vezes. Ele saltou no trasgo como se tivesse feito isso dezenas de vezes antes, como se ele tivesse todo um plano arquitetado em sua mente, e enfiou a varinha dentro do nariz da odiosa criatura, até detê-lo. Esse momento tinha-se tornado o seu amigo, o seu primeiro amigo. Seu único amigo.
Harry fez isso. Ele a trouxe para a vida real em Hogwarts. Ela nunca iria esquecê-lo. Ela não sabia como seria capaz de mostrar corretamente o agradecimento por ele ter mostrado como a vida realmente funcionava, a ter lhe mostrado a coisa mais importante no mundo.
Ela deveria saber que nunca mais haveria espaço em seu coração para outro menino que não fosse aquele que nunca havia falhado com ela, que nunca havia deixado seu lado, que nunca perdeu a sua fé em suas habilidades, que desde sempre tinha confiado nela.
"A boca de Hermione estremeceu e ela correu de repente para Harry e o abraçou.
–Hermione.
–Harry você é um grande bruxo, sabe?
–Não sou tão bom quanto você - disse Harry, muito sem graça, quando ela o largou.
–Eu! Livros! E inteligência! Há coisas mais importantes, amizade e bravura e, ah, Harry tenha cuidado!"
Amizade, bravura e ah! O amor...
*
N/A:
Atenção: partes em itálico são exatamente como constam nos livros!
Autora acredita veementemente que Hermione tinha uma queda abismal por Harry nos primeiros livros.
Acho que mais gente sabe de Harry e Hermione do que eu previ! haha.
Próximo capítulo teremos mais partes do presente, e Harry invadindo o jantar romantico de Rony e Hermione! haha
Quanto ao final da fic - que tem muita gente perguntando - eu não vou contar se é feliz não, mas eu tenho um final bem especial para ela, e já até dei dicas do que ocorre nos capítulos! Vocês vão ter que ler ao final, para saber! Mas, enquanto isso, relaxem! xD
Elisa Carvalho, obrigada pelo toque das datas, você estava certa, e eu já corrigi! ;) acredita que eu fiz esses cálculos mil vezes? Incrível, não? rs
Obrigada a todos que comentaram, estou gostando muito de todos! <3