Às vezes lembrar faz bem!
Os meses passaram lentos para todos, Carlinhos havia voltado para a Romênia, mas se correspondia quase que diariamente como Solom com a ajuda do diretor, Remus continuava com sua vida dupla com os lobisomens, os Weasleys ficaram em Grimmauld para cuidar de Solom e Severus, que nunca teve uma vida fácil naquele momento estava dolorido, triste, cansado, esteve em mais uma das sessões de tortura do Lord, que dessa vez usou uma artimanha mais cruel, um feitiço fragilizador, que o afetou de maneira diferente por causa do hermafroditismo e trouxe a toma todas as lembranças que marcaram a sua vida, aparatou próximo de escola, ficou parado olhando para aquele lugar que se tornara seu lar, lembrou-se do seu passado e como chegou ate ali, lembrou-se das pessoas importantes em sua vida.
“Começo do Flash Back”
Lembrava-se quando descobriu o hermafroditismo e como sua mãe o aconselhava para manter isso em segredo, não só ministérios, mas principalmente do seu pai, a única pessoa que ficou sabendo foi sua amada amiga Lilly.
Severus estava ansioso esperando sua amiga Lilly Evans, que mesmo estando na casa rival continuava amorosa com ele, era a única pessoa que lhe tratava assim. Olhou ansioso para os lados. Onde ela estar? No fim do corredor ela apareceu, ele sorriu tímido e feliz, mas o sorriso se desmanchou assim que viu quem a acompanhava. James Potter, Sirius Black, Pedro Pettigrew e Remus Lupin, seu coração se encolheu. “Lilly não pode ter feito amizade com esses vândalos”.
-Oi Sev. – O Sorriso de Lilly era lindo, mas Severus não o retribuiu.
-Ela falou com você Ranhoso! Sua mãe não lhe deu educação? – Sirius foi quem falou.
-Lave sua boca antes de falar de minha mãe Black. – Severus rosnou de volta.
-É verdade Sirius, lave sua boca antes de falar da mãe dele ou você pode pegar sapinho. – James falou passando e esbarrando forte em Severus.
-Potter! – Lilly gritou com ele.
-Que foi querida?
-Vocês não têm jeito mesmo. – Lilly bronqueou.
-Não vai a biblioteca? – Severus lhe perguntou tentando ignorar os outros.
-Me desculpe Sev, mas o diretor pediu para que eu levasse esses dois ate ele.
-Mas você prometeu ir comigo.
-Será que o Ranhoso não sabe o caminho da biblioteca? – Sirius perguntou irônico.
-Vá pro inferno Black.
-Cuidado Ranhoso, ou agente pode te levitar de cabeça pra baixo ate lá!
-Chega! Vamos! Desculpe Sev – Lilly puxou os dois, Severus ficou olhando triste, ele estava perdendo sua melhor amiga para um grupo de arruaceiros, só em tão ele percebeu que um dos Marauders ainda estava lá. Remus Lupin lhe olhava de uma maneira um tanto estranha.
-O que quer Lupin? – Severus não gostou do olhar dele e gostou muito menos do arrepio que sentiu.
-Nada! – Remus deu um sorriso doce e o arrepio no corpo de Severus aumentou.
“Fim do Flash Back”
Severus entrou na escola, caminhou devagar pelos corredores, sabia que não haveria nenhum aluno de pé agora, já passavam das 3 da madrugada, ele estava só como sempre, nesse momento Remus deveria estar com o bando de Greyback e Solom, seu menino deveria estar dormindo como um anjinho que ele era. “Bem! Um anjinho de chifres e com um tridente enorme na mão” Não pode evitar um sorriso ao se lembra do seu filho, ele se parecia tanto com o outro pai, parecia tanto com Remus. “Céus! Quando começou a amor esse homem assim?”
“Começo do Flash Back”
Estava furioso, a brincadeira do Black o havia ferido física e emocionalmente, entrou no banheiro chorando de raiva e dor, estava naqueles dias e isso o deixava mais estressado ainda, correu ate a cabine do banheiro, tirou sua roupa rápido, tentou empurrar para dentro as lagrimas que teimavam em sair dos seus olhos, mas eram vergonha, dor, ódio e se jogou debaixo do chuveiro.
-Você estar bem? – A voz doce o fez travar de vez. Severus virou o rosto para ver quem era e para seu desespero era Lupin. – Severus? Você estar bem?
-O que veio fazer aqui Lupin? Viu ver se a brincadeira dos seus amigos deu certo? Ótimo diga pra eles que eu estou fudido exatamente como eles queriam. – Severus continuou de costa para ele.
-Estar enganado Severus. Sei que Sirius e James as vezes são imaturos, mas eles não queriam te machucar de verdade. – Remus se aproximou dele, não sabia por que, mas aquele menino que todos na escola tratavam mal lhe fazia quer cuidar dele. – E eu só quero saber se você estar bem.
-Estou ótimo! – Severus gritou, mas uma dor em seu baixo ventre o fez verga-se sobre o seu corpo.
-O que houve Severus? – Remus correu para acudi-lo.
-Afaste se de mim Lupin. – Severus tentou empurrá-lo, mas a dor o fez cair pra traz, sendo amparado por Remus, que olhou assustado para os pequenos seios dele.
-O... O que... É isso? – Remus ficou atônico.
-Me larga Lupin. – Severus tentou, mas Remus o segurou com força.
-Meu Merlin! Severus você sangrando. – Remus viu o sangue escorrer vivo entre as pernas de Severus.
-Me deixe em paz. – A voz de Severus era sofrida. – Vá embora. – Remus o ajudou a sair da cabine e o levou ate um banquinho onde o sentou, abriu devagar suas pernas para ver onde sangrava, quando Severus percebeu o que ia fazer fechou as pernas rápido, mas não o suficiente.
-Severus... você...é... – Ele ficou lhe olhando, a pele dele era lisa com poucos pelos, as pernas roliças e bem delineada cintura mais fina demais para um homem e os seios, que ele tentava cobrir com as mãos e o que ele não pode deixar de ver uma vagina pequena bem abaixo do pênis. – Você é um hermafrodita.
-Corra Lupin! Vá contar para os seus amigos. – A voz de Severus era embargada pela dor – Conte a eles a aberração que você descobriu que eu sou. – Ele se encolheu no banco tentando esconder sua nudez e sua vergonha. Remus ficou lhe olhando por um tempo, Severus era muito bonito, ele não podia negar, sorriu de lado, olhou para baixo o sangue escorria devagar.
“Ele estar menstruado!”
-Severus é melhor se limpar logo, não deve ficar muito tempo molhado quando estar assim. – Ele estendeu a mão, Severus lhe olhou assustado e desconfiado, mas segurou a mão dele, ambos foram para a cabine do banheiro, Severus entrou e se banhou em quanto Remus limpava o local, depois do banho ele viu Remus parado na porta com um toalha branca e felpuda lhe esperando. – Arrumei um local bem aconchegante pra nós aqui mesmo no banheiro. Venha! – Ele estendeu a mão para Severus que o acompanhou e se espantou ao ver que havia uma cama grande e cheia de almofadas, Severus parou e olhou bravo para Remus. – Não é o que estar pensando. – Ele deu um sorrisinho tímido. – É só para podermos conversa um pouco.
-E o que quer conversar comigo Lupin? – Severus estava desconfiado, afinal ele era um dos Marauders, embora nunca tivesse lhe feito nada de mau.
-Quero pedir desculpas pelos meus amigos, eles às vezes não sabem a hora de parar. – Os dois se sentaram para conversar e Severus viu que Lupin era realmente diferente dos outros.
“Fim do Flash Back”
“Acho que foi naquele dia que me apaixone por ele!” Severus lembrou com um sorriso de lado, mas uma dor aguda o fez chiar, parou, respirou fundo, voltou a andar. “Lilly ficou feliz quando soube que nós nos tornamos ”amigos””
“Começo do Flash Back”
-Eu sabia! Eu sabia! – Ele pulava euforia
-Shiiiiii! Cala a boca Lilly! – Severus estava vermelho como uma beterraba.
-Mas eu tinha certeza Sev, eu vejo como ele te olha, ele ta apaixonado! E essa sua carinha me diz que você também! – Ela cantarolava, e Severus tentava fazê-la calasse.
-Você ta vendo coisas onde não tem. – Severus ficava fofo envergonhado.
-Sev, será que você é bobo, cego ou ta cheirando pó de flur. – Lilly fez carinho na cabeça dele. – Ele descobriu o seu segredo em não contou para ninguém. – Severus olhou para os lados, com medo que alguém ouvisse o que ela falou.
-Sei disso, mas não quer dizer que eu goste de mim. – Estava tímido e só em tão percebeu que queria muito que Lupin gostasse dele.
-É por que você não nota o jeito que ele te olha, ele te ama sim Sev! – Ela dava pulinho e sorria alto, Severus apenas sorria tímido.
“Fim do Flash Back”
Chegou aos corredores das masmorras, como gostaria que seu lobinho estivesse ali, como foi bom a primeira vez deles.
“Começo do Flash Back”
-Vem! – Lupin puxou-o pela mão, correndo pelos corredores da escola. – Já estamos chegando.
-Aonde estamos indo Lupin?
-Remus! – Ele falou meio bravo. – Já disse pra me chamar de Remus! E estamos indo pro nosso lugar especial. – Ele sorriu para Severus, que apenas o seguiu e sorriu de volta. Chegaram a frente a uma parede, Remus largou sua mão e ficou andando de um lado para outro falando baixo.
“Preciso de um lugar pra nós! Preciso de um lugar pra nós! Preciso de um lugar pra nós!”
-Ta parecendo um bobo repetindo isso! – Severus falou pra ele, que lhe olhou feio por um segundo e voltou a caminhar, repetindo o mantra, de repente uma enorme porta de madeira se materializou na parede lisa, Severus deu um pulo pra trás pelo susto, mas Remus sorriu feliz, agarrou sua mão, abriu a porta e o puxou para dentro. Severus olhou todo o lugar, era lindo, um quarto amplo, com mobílias, uma mesa pequena no estilo vitoriano, com um belíssimo aparelho de chá sobre ela, havia todo tipo de iguarias para degustar, havia uma cama enorme com cobertos de seda negras e vários almofadas em forma de corações vermelhos e tocara uma melodia suave. Severus virou-se para Remus.
-O... o que significa isso? – Severus lhe olhou serio.
-Soube que o seu aniversário foi essa semana. Queria te faze uma surpresa. Gostou? – Remus parecia um pouco ansioso.
-E qual é o meu presente? Você? – A voz e o olhar de Severus eram indecifráveis, não dava pra saber que ele pensava, Remus ficou preocupado de tê-lo ofendido.
-Desculpe Sev... – Não teve tempo de terminar a frase, pois Severus atacou seus lábios de forma feroz, a única coisa que Remus pode fazer foi beijá-lo de volta, suas línguas quase davam nó em suas bocas, Remus puxou a varinha lançou um “Finite Incantatem” Severus se afastou um pouco assustado. Mas não fez nada para impedi-lo. Remus ficou olhando a transformação de Severus, ele tinha a pela mais macia e rosa que o habitual, os cabelos, eram sedosos e desciam pelos ombros com uma suave cascata negra, ate o nariz parecia menor e bem feito. Remus sorriu do jeito tímido dele, era o garoto mais lindo que ele já havia visto em toda sua vida. Remus pegou sua mão e o levou ate a mesa de chá, Severus estranhou, achou que Remus o levaria direto para a cama, mas ele foi assim desde o começo, sempre o surpreendeu de maneira agradável. Eles sentaram-se lado a lado, Remus lhe serviu uma xícara de chá, “Severus não sabia de que era, mas tinha um cheiro delicioso” Depois serviu-se e sentou ao seu lado.
-Antes de qualquer coisa eu quero dizer que a partir de hoje somos namorados e que não importa o que aconteça vamos ficar juntos pra sempre. – Severus achou aquilo um tanto infantil, mas era tão fofo, que simplesmente concordou, fizeram um brinde com as xícaras de chá, bebêram um gole, ficaram se olhando por um tempo, seus rostos se aproximaram lentamente, seus lábios se tocaram com timidez, Severus sorriu do jeito de Remus, os dedos se cruzaram em uma carinho suave, se olhavam com devoção, as mãos de Remus seguia pelo braço de Severus indo em direção do seu rosto, o carinho suave fez Severus se arrepiar.
-Você é lindo Severus! – Ele ficou vermelho com a declaração espontânea do outro, tentou vira o rosto, mas Remus queria vê-lo por completo. – Eu te quero. – Remus o puxou devagar para se e suas bocas se uniram de forma sublime. Severus suspirou ao sentir a língua macia de Remus invadiu sua boca, ele puxou o corpo de Severus para próximo do seu apertando levemente um dos seios escondidos na roupa, Severus deu um leve pulo para trás, mas sem desfazer o contato dos lábios, Remus foi abrindo a roupa de Severus devagar, não queria assustá-lo. Severus timidamente começou a tirar as roupas de Remus também, em poucos minutos os dois estava só de calças e Remus pode ver os pequenos, lindos e especiais seios de Severus, mas ele tentou esconde-los com os braços, Remus sorriu, “Ele era um garotinho muito gostoso!” Remus segurou sua mão com carinho e a beijou, Severus abaixou o outro braço deixando Remus olhá-lo, as mães de Remus acariciaram seus seios e Severus teve que se controlar para não dar um grito de prazer, as mãos de Remus não eram macias e sim ásperas e isso tornou seu toque mais prazeroso para Severus. Que em desespero o puxou para ele e o beijou faminto, seus seios imprensados contra o tórax forte de outro também lhe causava prazer. Nem um dos dois sabia bem como foram parar na cama, sapatos, meias, calças tudo saiu rapidamente dos seus corpos, Remus estava sobre Severus, suas ereções roçavam, dolorosamente, mas havia algo mais, Severus tentava se controlar pois uma outra parte do sue corpo clamava por Remus desesperadamente, um parte que ele muitas vezes tentava esquecer. Remus beijava cada pedaço do rosto de Severus que ele via, desceu para o pescoço, morde de leve, chegou a orelha mordeu e falou baixo.
-Hoje a noite é toda sua! Meu amor! E eu sou seu escravo! – Severus quase gritou quando ouviu isso, ele se contorcia sobre o outro tentando conseguir o máximo de contato possível. Remus foi descendo devagar ate alcançar os seios onde parou e ficou olhando apaixonado, mas ante s que Severus tivesse qualquer atitude ele abocanhou o mamilo, Severus agarrou as cobertas com força, Remus sugava, mordia, lambia o deixando totalmente louco de prazer, ele foi descendo beijando a barriga lisa de Severus, quando chegou próximo a virilha, ele travou, Remus percebeu e falou calmo.
-Não tenha medo amor. Só vai acontecer o que você quiser. Se não estiver a vontade com algo é só alar e eu paro! – Severus respirou fundo e deixou o outro continuar, Remus chegou a cueca, o volume era assustador dentro dela, Remus sorriu e beijou o local por cima da cueca, Severus suspirou, as mãos de Remus foram pra os lados da cueca e começaram a abaixá-la devagar, ele ficou admirando-o, Severus estava envergonhado, mas ficou parado, Remus abaixou a cabeça e passou a língua no pênis ereto dele, Severus agora estava agonizando, mas Remus sabia que poderia tirar mais dele em tão sem aviso nenhum abocanhou-o de uma vez, Severus gritou alto, Remus começou a chupar mais rápido queria vê-lo totalmente sem controle.
-Re... Remus...Eu não vou... agüentar mais. – Severus se segurava como podia, mas Remus era mau e acelerou os movimentos da boca e língua, sem poder se controlar mais Severus gozou abundantemente, Remus bebeu com prazer o gozo de seu amado, mas queria mais, desceu a boca mais abaixo, Severus tentou impedi-los, mas ele foi mais rápido, sua língua provocou o ponto mais sensível daquela anatomia única, Severus sibilou de prazer e Remus aproveitou para explorar o terreno virgem, a língua do lobo fez com que ele fosse à loucura, no mesmo instante em que seus dedos resolveram também conhecer o local, Severus nunca imaginou que fosse capaz de sentir tanto prazer, tudo em sua frente tornou-se luz, ele sentiu o seu corpo se contorcer e novamente gozou forte, Remus não esperou que ele se recuperasse totalmente, deitou-se sobre ele e lhe olhando nos olhos falou.
-Te quero mais do que tudo nesse mundo! Você é a pessoa mais perfeita, linda e completa que existe em todo mundo. – Severus sentiu seus olhos encherem de água, nunca ninguém o fez se sentir tão especial assim, ele puxou Remus para um beijo carregado de emoção, abriu as pernas devagar e o acomodou entre elas. Remus entendeu o que ele queria e se posicionou, com muito cuidado o penetrou devagar, Severus mordeu o lábio inferior para tentar controlar a dor, Remus falava coisas doces com “Já vai passar amor, você é perfeito, te amo tanto” em seu ouvido, aos poucos Remus se instalou totalmente dentro dele, ficou para por um tempo esperando ele se acostumar com a invasão, Severus se moveu debaixo dele e Remus entendeu o que ele queria, começou a se mover lentamente, beijando cada pedaço de pele que via, sussurrando palavras de amor e ouvindo em troca, suspiros e gemidos de prazer. Eles estavam tão perto, só mais um pouco e de repente o mundo explodiu em milhares de estrela de prazer. Severus lembrava piamente das palavras de Remus no momento do prazer mór.
“Você me fez o homem mais feliz do mundo! Eu te amo!”
“Fim do Flash Back”