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9. Reação.


Fic: A era da serpente.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Reação.


                O ferimento no ombro de Draco era tão sério que Hermione pensou que o loiro iria morrer, uma fenda tão profunda em seu ombro que apenas magia não o curaria. Limpava os ferimentos todos os dias, trocando as ataduras cheias de sangue e pus, o cheiro estranho que exalava o ombro ferido havia passado, mas vez ou outra o corte abria. Havia dado leite de papoula a Draco, porém em uma quantidade maior do que era necessário, o comensal estava inconsciente há duas noites e dois dias. Às vezes acordava e dizia coisas que atormentavam Hermione, lhe fazia perder o sono, ora sussurrava seu nome, assim como Ron um dia fizera, chamava a morena entre espasmos de dor, mas sua voz tinha um certa culpa que não compreendia. Sussurrava também coisas sem nexo, "Não pode saber, não pode me deixar, é minha, minha" .


                Pensou em fugir várias vezes.  Poderia deixá-lo para morrer, poderia ir embora, voltar a viver. Mas então Hermione se lembrava de que não havia para onde ir, nenhum lugar, nem ninguém. Não tinha mais lar e o que restara dele estava debaixo de seus pés, tão diferente de quando viera a Toca pela última vez. Tenho apenas Draco Malfoy. Mordeu os lábios com força, evitando que pudesse cair em lágrimas novamente. Deveria eu mesma matá-lo, tem tanta culpa nisso quanto qualquer outro comensal.


                Havia passado tantas coisas em sua mente, mas não teve coragem para fugir ou matá-lo quando percebeu que ele estava ardendo em febre. Voltou a cuidar dele, dia após dia.


                Andou pelos cômodos que restara da casa, havia manchas na parede de incêndio, portas quebradas, ratos em alguns lugares, Cheira a morte, cheira a destruição, assim como minha cela. Em meio a pergaminhos destruídos, viu pequenas sombras avermelhadas em movimentação emolduradas por um belo retrato, sua garganta ficou seca por alguns segundos. Pensou em apontar a varinha em direção ao retrato e incendiá-lo, seus dedos escorregavam cada vez tentava pronunciar o feitiço. Não devo olhar, só irá piorar, só irá aumentar meu ódio e minha dor. Mas os cabelos ruivos não deixavam Hermione desviar o olhar, caiu de joelhos sobre os entulhos e puxou avidamente o retrato debaixo de concreto seco e papéis. Seu coração batia violentamente, parecia que havia lhe subido para cabeça, fazendo-a pulsar também.


                A foto se movia rapidamente para os olhos embaçados de Hermione, as lágrimas caíam quentes sobre sua bochecha como beijos. Rostos conhecidos e sorridentes, dois ruivos idênticos fazendo caretas e despertando risadas da pequena garota  salpicada por sardas ao lado deles, uma mulher com olhos carinhosos e sorriso encantador era envolvida por um dos braços de um homem que lhe sorria com os olhos ao fitá-la. Ao lado dele estavam outros dois garotos,  um era moreno, de óculos arredondados, sorria timidamente, mas parecia tão jovem e sem preocupações, logo acima de seus olhos esverdeados, uma pequena marca, quase imperceptível na foto. Uma maldita cicatriz que tirou você de mim, Harry.  Havia outro que se movia na imagem,  tão ruivo quanto os outros cinco, tão sorridente quanto os outros, mas havia algo nele que nenhum outro Weasley possuía. As lembranças vieram em rajadas sobre si, as brigas, as risadas, fogos de artifício ao ver relances dos olhares carrancudos de Ron sobre Victor Krum, o sabor amargo cada vez que via Lilá Brown e seus infinitos "Ron Ron", riu entre os soluços a esta lembrança.  Lembrou-se também do beijo, a doçura, a sensação de ter seus dedos emaranhados nos cabelos ruivos. E o segundo beijo também...mas não era tão boa a sensação de lembrar disso.


                Hermione limpou o rosto e dobrou a foto em duas partes enfiando-a no bolso da calça.  Levantou-se ao ouvir a voz de Draco, quase caiu ao tropeçar em um relógio, piscou os olhos em confusão ao fitá-lo com mais atenção. Não pode ser. Ergueu o relógio  com os dedos apertados de fúria em volta do objeto. Não, ele só está quebrado, só isso. Draco voltou a chamá-la.


                "Este relógio nunca falha, querida, não é fácil de ser destruído também. Sempre me socorre em momentos de aflição." lembrou-se da Senhora Weasley lhe dizer quando Hermione lhe perguntara intrigada sobre aqueles estranhos ponteiros.


                Mas agora está quebrado, ou....


                Caminhou em passos rápidos e cheios de ira em direção a cama com o comensal que a fitava em meio a preocupação e confusão.


                -O que aconteceu? -perguntou, tentando  se levantar da cama, mas desistiu após um gemido dor.


                -Como pôde me esconder isso?!!-gritou em acusação. -Não podia!Não tinha o direito de mentir isso, disse que estavam todos mortos...MENTIU!


                -De que merda está falando, Granger?- Hermione atirou o relógio  com uma força exagerada no colo de Draco. Deveria ter acertado no ombro dele. O loiro fitou o relógio por um longo momento.


                -Não tente inventar nenhuma desculpa. -avisou irritada. O relógio era uma resposta clara  de que ainda havia esperança. Enquanto Molly e os outros Weasleys tinham o ponteiro marcado em "Morte", havia um pequeno ponteiro, com o rosto da garota sardenta da foto parado em cima de "Perigo Mortal". Gina, está viva! Gina, Gina, Gina. Apesar da raiva que sentia por ter sido enganada, algo em seu peito florescia, eram tantas emoções, Gina era Fred e George, era o Sr. e a Sra. Weasley, Gui, até mesmo Percy...Gina era Harry Potter. E acima de tudo, era Ron, os cabelos, o sorriso, o caráter e as orelhas flamejantes, quando com vergonha.


                -O que quer que eu diga? Eu sabia, desde o princípio, eu mesmo tentei capturá-los. E se o tivesse, pode ter certeza, Granger, eu os mataria, um por um. -Hermione levantou os olhos indagadores para ele, mas antes de poder responder, Draco prosseguiu. -E antes que me encha de perguntas com esse tom irritante a resposta é sim, existem outros, o  Longbottom, e a lunática também. Invadiram Askaban a sua procura, mas você já estava comigo.


                Aquilo caiu como cem facas em seu estômago. Poderia estar com eles, poderia. Mas Draco destruiu essa possibilidade, odeio você, odeio você. Sentou-se cansada com tanta informação para processar.


                -Deveria ter deixado você para morrer, Malfoy . -fitou o loiro com uma raiva proeminente em cada palavra. -Deveria deixar que seu ombro infeccionasse, deveria ter aparatado para bem longe de você e mesmo assim não seria o suficiente. -Draco tinha os lábios comprimidos em aborrecimento.


                -O que está esperando? Estou fraco e desarmado, ande logo com  isso, Granger, não temos tempo, o mundo inteiro deve estar a nossa procura, mate-me e vá embora, mas não continue a me aborrecer com suas lamúrias  de como destruí sua vida e a dos seus amiguinhos. -Sua voz era tão dura quanto seus olhos. Ele é tão frio, pensou. Então por que não consigo fazer o que me pede? Por que não consigo me afastar? Nunca mais precisarei conviver com um comensal, nunca mais serei torturada. Nunca mais serei beijadapor Draco.  Mas sabia que no fundo tinha pena daquele homem de olhos vazios e palavras secas. Não podia deixá-lo agora, queriam matá-lo por sua causa. Não pedi para que me tirasse de lá, não devo me importar com o que farão com ele. Mas se importava, não era tão cruel como antes, enquanto estava no chalé, às vezes era gentil, às vezes não a olhava com ódio ou luxúria, apenas com curiosidade, descobriu que não era difícil olhá-lo enquanto dormia, não havia a pequena ruga contínua entre suas sobrancelhas, nem o sorriso malicioso ou aqueles olhos acinzentados que a assustavam tanto. -Vamos, Hermione! Vá embora, sangue-ruim!


                -Eu vou ficar. -poderia xingá-lo em resposta, mas não adiantaria, estava cansada demais para isso. Draco desviou os olhos, mas vira de relance surpresa e algo mais.


                -Onde estamos?-perguntou franzindo o cenho ao notar a destruição em volta do quarto pequeno.


                -Estamos na Toca, ou o que sobrou dela...-sussurrou tristemente, ergueu a mão em direção ao relógio no colo de Draco, que lhe deu o objeto de má vontade.


                Apertou o relógio contra seu peito e deixou a cabeça cair na parte de trás da cadeira, não dormia direito há tantos dias.


                *********************************************


                Sentou na poltrona aflita, o sol dava seus primeiros indícios no horizonte, estremeceu com o vento gelado da manhã  que entrava pela janela, apertou o lençol em seu corpo com mais firmeza.  Neville lhe estendeu uma xícara de café quente e ela aceitou agradecendo, queimou a boca, não era uma sensação ruim, comparada com o  que sentia por dentro.


                -No que está pensando?-perguntou o moreno sentando-se ao lado dela.


                -Luna.-disse rapidamente, sentia-se suja, ao pensar no que havia feito. Não tinha o direito de fazer isso com Luna, pensou tristemente. Neville a fitou desconfortável com o assunto abordado, mas ela sabia que ele sentia-se tão culpado quanto ela.  -Isto foi um erro. -em parte era.


                -É isso que acha? -Neville obrigou-a a virar-se para encará-lo. -Seja qual for sua decisão sobre isso, vou respeitar. Mas por favor, Gina, não deixe se influenciar pelo que é melhor para mim ou para Luna. Estamos em uma guerra e não sabemos até quando vamos estar vivos, perdi você uma vez, por minha amizade com Harry, eu morreria pela Luna, mas não vou sacrificar meu amor por mais ninguém. -A palma da mão de Neville irradiava calor, calor que a muito tempo Gina não sentia, aproximou-se do homem e beijou sua boca carinhosamente mas exigente, os carinhos evoluíam a cada momento. Neville a puxou para seu colo e Gina mordeu os lábios para ocultar um gemido de satisfação ao sentir o corpo dele  responder aos seus toques, pressionou o quadril contra ele e sorriu ao sentir sua mãos enterrarem-se em sua cintura a puxando para baixo.


                -Neville. -sussurrou seu nome ao sentir os dedos do moreno descendo sobre seu ventre.


                -Neville. -sussurrou outra voz, em um tom assustado. Gina virou-se horrorizada, sentiu seu estômago revirar ao vê-la parada na porta com lágrimas nos olhos.


   * * * * *


                -A comida está ficando escassa. -disse mais para si mesma do que para ele.


                -É claro que está, pensei que você não poderia arrumar lugar pior do que aquele que estávamos, mas vejo que se supera a cada maloca que arranja, estamos no fim do mundo, nem luz há. -disse mal-humorado, aquilo fez Hermione rir,  ambos se surpreenderam, ela não ria há anos. O silêncio caiu pesado sobre os dois.


                -Você é tão mimado! -disse qualquer coisa para quebrar o silêncio, funcionou, Draco a fitou aborrecido.


                -Quando devolverá minha varinha, Granger? -perguntou com o mesmo tom seco de sempre.


                -Ainda está se recuperando e, além disso, não é confiável. -disse ignorando a fúria florescendo em seus olhos.


                -Não sou confiável?! Eu estou em guerra com a minha gente por você. -estava tão perto que Hermione podia ver cada traço de seu rosto, se afastou incomodada com a aproximação, viu a expressão no rosto do loiro tornar-se ressentida. -Preciso que me ajude no banho. -continuou, mas sem olhá-la nos olhos.


                -Não precisa de mim para isso! Não está tão ferido assim, pode fazer sozinho...


                -Não seja ridícula! Preciso de ajuda com as ataduras, e não consigo tirar a camisa sozinho, acredite isto é tão humilhante pra mim quanto é sacrificante pra você! -Hermione assentiu, ignorando sua mudança de humor.


                Ajudou-o com a camisa, e sentiu-se tentada a deixá-lo se virar sozinho ao ver a pele do braço dele se arrepiar com seu toque sem segundas intenções, aquilo fez com que seu estômago se agitasse. Sentia os olhos frios  em seu rosto, Se ele é tão frio assim, por que então sinto sua pele queimar sobre a palma da minha mão?  Estava  quase terminando com a atadura quando sentiu a mão de Draco  escorregar por seu braço, sentiu seus ossos tornarem-se aço, ficou paralisada em meio ao choque.


                -Está arrepiada! -sussurrou se aproximando cada vez mais dela.- É tão macia, Hermione. -outra onda de arrepio percorreu seu corpo sem seu consentimento. Tentou se afastar, mas ele a parou com a outra mão.  - Me deixe tocá-la, por favor. -sua voz era tão suave, que Hermione se perguntou se ainda estava consciente. É Draco. Um Malfoy, um comensal.  Lembrou a Draco que ele havia prometido que não a beijaria mais sem sua permissão, ele sorriu em resposta. -Sim, tem razão, não posso te beijar. -respirou aliviada, porém por pouco tempo. -Mas posso tocá-la. - Sentiu uma das mãos passearem pela lateral de seu corpo, indo e vindo, passando pelo braço, descendo por sua cintura fina até uma parte de seu quadril. A outra mão estava enfiada em seus cabelos, enquanto sentia-o cheirar seus cabelos, descendo por seu pescoço. Um Malfoy, um comensal...mas é Draco, arriscou-se por mim, deixou tudo por minha causa.


                Fechou os olhos deixando as sensações tomarem conta da sua parte racional, puxou Draco pelos cabelos da nuca e capturou seus lábios exigente, ouviu um gemido abafado escapar da garganta do loiro, puxou-o para mais perto, os lábios tinham um sabor diferente de tudo que provara, era quente e frio ao mesmo tempo, doce e amargo,  e acima de tudo eram macios, acariciavam os seus, ao invés de machucar como da primeira vez. Draco  espalhava beijos por sua face, as lágrimas caíam mornas, caíam e eram beijadas também, uma por uma .


 

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Comentários: 2

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Enviado por Katie Black em 03/02/2012

Oh My God! Como é que acaba assim?? O próximo cap está sendo urgentemente requisitado!
Coitada da Luna.... Ela não merecia. E o clima entre Draco e Hermione esquentou mais ainda! kkk

Nota: 5

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Enviado por vanzhan em 30/01/2012

AAAAAAAAAAAAH'
QE LIIIIIINDO (L
Tadiinha da Lunaaaaaaa           OMG 

Nota: 1

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:: Página [1] ::

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