- Mione? Posso falar com você? – Harry bateu na porta entreabrindo-a.
- Sim Harry o que foi? – perguntou desviando os olhos da pasta que olhava.
- Os arquivos sobre o caso Olivaras, disseram que estava com você – respondeu lançando um rápido e frio olhar ao loiro sentado à frente de sua amiga.
- Ah – morena se pos a procurar entre as pastas que olhava – me entregaram esta manhã, deixe-me ver...
- São estes aqui? – perguntou Draco estendendo uma pasta a Harry.
O moreno mirou o loiro com desprezo, seu olhar pousando rapidamente na marca negra em seu braço, agora pouco visível.
- Acredito que sim – respondeu Harry tirando as pastas das mãos dele – bom Mione eu vou indo, vai jantar na sede hoje?
- Vou sim – respondeu ela olhando para ele com uma expressão de cansaço – já esta me devendo duas Harry Potter.
- Cobre quando eu puder pagar – disse ele sorrindo amistoso para a amiga enquanto saia da sala.
- Então... –Draco encarou a morena com um sorriso provocativo – você e o Potter...
- Não fale asneiras Malfoy! – ela disse irritada – ele é namorado da minha melhor amiga.
- Sei, a ruiva Weasley – Draco cuspiu as palavras com desprezo na voz.
- Exatamente, a ruiva Weasley, que salvou sua pele – disse Hermione com seu melhor olhar de desaprovação.
A morena desviou o olhar dele para as pastas, ponto uma grande pilha no chão.
- Posso saber onde vou morar? – perguntou Draco ficando irritado com o comentário.
- O que disse? – perguntou olhando para ele confusa.
- Disseram que você era a responsável por mim – respondeu Draco separando duas pastas – o ministério garantiu que eu seria acomodado e protegido se denunciasse os seguidores de lorde das trevas.
Hermione continuou a mirar o garoto. Enquanto suas mãos apertavam mais a pasta que segurava, seu rosto ficava vermelho de raiva.
///***///
- Ministro! – Hermione adentrava a sala do ministro ignorando os protestos do secretario do homem.
- Srta. Granger, embora eu sempre aprecie suas visitas, não admito que entre desde modo na minha sala – Rufos vociferou ao ver uma morena possessa encara-lo.
Hermione mirou o homem com aquelas suas feições de felino, e teve que se controlar para não voar no pescoço dele.
Após o decorrer da guerra, quando percebeu o tipo de covarde manipulador que Scrimgeour era, perdera totalmente o respeito por ele, não que tivesse muito, mas o pouco que tinha por ele ser um pouco mais condolente com as precauções necessárias pela volta de Voldemort, foi completamente perdido.
O fato de ter-lhe salvo a vida miserável, por ser uma bruxa jovem e extremamente poderosa e claro por sua amizade com Harry (ou controle como o ministro gostava de chamar) Rufos desenvolveu um certo temor por Hermione, e só em raríssimas vezes ele ousava desafia-la.
Sabia que não iria querer inimigos como Harry Potter e Hermione Granger, embora jovens já tinham um poder que poucos dispunham, sem contar o fato de terem todo o conjunto de professores de Hogwarts ao seu lado, alem de uma grande porção de bruxos poderosos e da popularidade de ambos, mas a insubordinação deles começava a irrita-lo.
- Sei que o senhor pessoalmente me pediu para me encarregar de Draco Malfoy, mas espera realmente que eu cuide dele fora do ministério? – perguntou ela furiosa.
- É nossa melhor bruxa atualmente – respondeu ele sereno – e Malfoy descende de duas grandes e tradicionais famílias bruxas, merece a melhor proteção que possamos lhe proporcionar.
Hermione torceu o nariz e levantou a sobrancelha.
- Eu sou nascida trouxa ministro, logo isso não quer dizer nada para mim – disse da mesma forma serena.
- Bom, veja assim, ele é um dos poucos comersais que passaram para o nosso lado, denunciou diversos seguidores de você-sabe-quem, e os que ainda não foram pegos querem a cabeça dele, precisa proteger a testemunha – o ministro esboçou um sorriso vitorioso.
- Severo Snape também é uma testemunha ex-comersal, e não vejo seu empenho em protege-lo – lembrou Hermione irritando-se com o sorriso do ministro.
- Bom, neste caso, eu lhe encarrego dos dois – ele sentou-se calmamente em sua cadeira.
- O que?! – Hermione o encarou perplexa.
- Vai imediatamente mudar-se para a antiga sede da ordem da fênix que acredito eu seja de propriedade de Harry Potter agora – ele disse ignorando a expressão dela – levara Draco Malfoy com você, e o ajudara a se ajustar a sociedade novamente, e cuidara da proteção de Severo Snape ate que a readmissão dele em Hogwarts saia.
- Ministro isso é total e completamente...
- Não é competente o bastante para uma tarefa tão simples Srta. Granger? – ele sorriu desdenhoso – se não for, diga-me e passarei para outro bruxo, e a senhorita poderá voltar para papelada – ele fez questão de enfatizar a ultima palavra.
Hermione bateu com força na mesa do ministro antes de sair mais furiosa do que entrou.
- E a ordem da fênix ainda existe! – gritou ao sair – não fale como se ela tivesse acabado!
Rufos sorriu vitorioso, a pegara pelo ponto fraco de qualquer bom grifinorio... O orgulho.
///***///
- Vá para sua casa e junte suas coisas – mandou Hermione guardando as pastas as pressas – mandarei um auror com você.
- Tem medo que eu fuja? – perguntou Draco desdenhoso.
- Sim – ela sorriu cinicamente – mas para as aparências, ele é para sua proteção.
- A que casa se refere Granger? – perguntou ele mirando-a inexpressivo.
- A mansão Malfoy! Sua antiga casa, a lata do lixo de que você saiu! – respondeu descontrolada – qualquer lugar, mas vá rápido, junte suas coisas e me encontre no caldeirão furado em uma hora!
Draco bufou irritado saindo da sala.
Recebendo ordens de uma maldita sangue-ruim sabe tudo, havia decaído muito.
- Lilá! – gritou Hermione abrindo a porta ao lado de sua mesa.
- Sim? – perguntou a garota um pouco assustada pelo tom da voz de Hermione.
- Vá acompanhar o Malfoy ate a casa dele, não perca ele de vista, e não deixe nada acontecer com ele – mandou ele furiosa.
- Você não é minha chefe sabia? – disse ela num tom de desafio.
- O ministro me mandou escolher um auror para acompanhar Draco Malfoy, se você não quer ir, vá se entender com ele! – trovejou saindo da sala.
///***///
Luna, Gina e Colin saíram do trem junto com o resto dos alunos.
- Quem vocês acham que vai ensinar defesa contra as artes das trevas pra gente esse ano? – perguntou Colin.
- O Snape ta afastado, eles não são loucos de colocar a Umbridge de novo – disse Gina brincando com o pingente em seu pescoço.
- Tomara que seja o Lupin – disse Luna animada.
- Lupin esta machucado, não pode ser ele – disse Gina – o Harry comentou que ele vai ficar na sede da ordem ate se recuperar.
- Ah droga! – bufou Luna – não sendo a Umbridge nem o Snape, o que vier é lucro.
- Vocês terão uma surpresa – sussurrou Hagrid que havia prestado atenção em toda a conversa.
///***///
Hermione andava ainda enfurecida pelos corredores.
- Harry! – ela bateu na porta – Harry preciso falar com você!
O moreno abriu a porta.
- Não podia esperar eu sair do banheiro?
- Não! – respondeu irritada.
Harry franziu a testa.
- O que aconteceu? – perguntou preocupado.
A morena estendeu um pedaço de pergaminho a ele.
- Ordens de Scrimgeour para eu ir para a sede da ordem e servir de ‘baba’ de Malfoy e Snape – respondeu com raiva.
- Ele mandou uma ordem escrita? – perguntou assumindo a mesma postura irritada da ruiva.
- Disse que era para o caso de Snape não aceitar proteção – respondeu encarando o papel com desprezo.
- Posso me recusar a recebe-lo – disse o moreno devolvendo o papel a ela.
- Não Harry por favor – pediu num tom choroso – se fizer isso ele vai me mandar para outro lugar, e vou ter que aturar os dois sozinha.
- Fazemos assim então – começou Harry – falo com Scrimgeour, e eu fico protegendo o Snape, e ele te manda pra outro lugar com o Malfoy.
Hermione o encarou desanimada.
- Me perdoe Mione, mas não vou ficar sob o mesmo teto que Draco Malfoy – respondeu o moreno com ódio no olhar.
Hermione sabia o quanto Harry odiava aquele loiro, o odiava com muito mais intensidade que ela.
- Esta bem – concordou desanimada – vá falar com ele então, se eu vir aquele... – Hermione parou por um momento tentando achar a definição certa – ogro novamente, vou acabar indo pra Azkaban.
-Esta bem – respondeu o moreno depositando um beijo terno na testa da amiga – obrigado por entender.
- Esta me devendo três agora Potter – disse batendo de leve no ombro do amigo.
- Prometo pagar assim que puder – respondeu tomando o caminho do escritório do ministro.
Hermione suspirou pesadamente, e aparatou.
///***///
- Fire Whisky – disse Snape sentando-se em um dos bancos em frente ao balcão.
Tom olhou Snape com compaixão.
- Aqui esta professor – disse servindo um copo para ele.
- Não sou mais professor – disse rudemente.
O dono do caldeirão furado achou melhor permanecer calado, ao que parecia, o ex-comersal estava em mais um dos seus dias de lamentações.
- Tom – chamou uma voz visivelmente alterada sentando-se ao lado de Snape.
A morena bateu com a testa levemente no balcão.
- Dia difícil? – perguntou Tom observando a expressão cansada e furiosa da garota.
- Você não faz idéia – respondeu sem levantar a cabeça.
Tom pos um copo pequeno na frente de Hermione, e nele lhe serviu uma bebida fumaçante de coloração verde.
- Obrigado Tom – disse ela bebendo tudo de uma vez, fazendo uma careta em seguida.
- Melhor ir devagar Granger – disse Snape sem tirar os olhos do copo.
- Virou meu pai agora? – ela debochou sem olhar o homem.
- Continua impertinente – ele comentou olhando-a com desprezo.
- Bom, você não pode mais me tirar pontos – ela riu desanimada fazendo sinal para o homem atrás do balcão lhe servir mais.
Snape permaneceu calado mirando a ex-aluna curioso.
- O que a trouxe aqui? – perguntou esvaziando seu copo.
- Sou responsável pelo filho do homem que matou meus pais – respondeu ela com um sorriso sarcástico que não lhe caia muito bem – tenho que protege-lo, e reajusta-lo a sociedade.
Snape serviu-se de mais whisky, entediado.
- Se Malfoy é o maior dos seus problemas, então não esta assim tão ruim – disse tomando um gole generoso.
Hermione estava pronta para dar uma resposta mal-educada ao professor, mas foi interrompida por uma mão que cutucou-lhe o ombro.
- Harry?! – ela se assustou – o que faz aqui?
- Scrimgeour disse que Malfoy deve ir para a sede da ordem, de um jeito ou de outro – respondeu com uma expressão tão furiosa quanto a que Hermione estava – e que se eu insistia tanto em ajudar você, deveria cuidar dele sozinho, enquanto você cuidaria dele – o moreno indicou o ex-professor.
Snape riu debochadamente.
- Me proteger? Estou melhor sozinho – disse o homem encarando os dois.
- O senhor não tem escolha, nenhum de nós tem – respondeu Harry cheio de ira.
- Como assim? – perguntou Hermione tentando digerir as recentes novidades.
- Snape e Malfoy serão presos se não aceitarem as condições do ministério – respondeu entregando um pergaminho a Hermione – e se nos recusarmos a cumprir as ordens, perdemos o testemunho deles, o que quer dizer que Lucio Malfoy, Rodolphos e Bellatrix Lestrange podem não ir para Azkaban.
Hermione apertou o copo em sua mão, transformando-o em migalhas de vidro.
- ELE NÃO PODE FAZER ISSO! – trovejou – EU VOU MATAR AQUELE COVARDE COM CARA DE ONÇA!
Harry segurou na mão de Hermione.
- Não faça nada – mandou o moreno – Scrimgeour quer apenas um motivo para nos delatar pro profeta diário, se eu ou você fizermos qualquer coisa errada ele vai contar uma linda historia de heróis que tiveram a fama subindo a cabeça.
- Mas nós não...
- Você querendo ou não, a comunidade bruxa cobra muito de nós, eu sei que você não liga para o que os outros pensam Hermione, mas pense no seu emprego, ele pode achar um motivo para nos demitir – disse Harry – é um covarde, quer o nosso apoio ou nossa ruína.
Hermione respirou fundo tentando se acalmar.
- Esta bem – concordou fechando os olhos e massageando a testa – vou levar o professor Snape pro meu apartamento, ele vai ficar seguro lá, você leva Malfoy para a ordem, e depois decidimos o resto.
- Não acha realmente que eu vou ser protegido por você não é Granger? Não consegue nem ao menos se controlar – debochou o homem pousando o copo vazio no balcão.
- Como eu já falei professor – disse Harry entregando o pergaminho a ele onde havia ordens claras de obedecer aos dois – nenhum de nós tem escolha.
///***///
Gina e Colin despediram-se de Luna e sentaram-se na mesa da Grifinoria.
- Como se sente agora que somos veteranos? – perguntou Colin endireitando a gravata.
- Morrendo de saudades de quando éramos crianças – respondeu ela olhando toda a mesa – é o primeiro ano que não tenho nenhum irmão mais velho me vigiando.
A ruiva riu tristemente.
- Ah, mas isso é bom não é? – perguntou o garoto sorrindo gentilmente.
- Bom por um lado é – respondeu Gina passando os olhos rapidamente pela mesa dos professores – mas...
A ruiva parou de repente, detendo-se no homem sentado ao lado da diretora.
Não podia ser... Era simplesmente impossível. Aqueles olhos castanhos, estava diferente, mas ela tinha certeza de que era ele, usava um cavanhaque que lhe caia muito bem, os cabelos curtos, lembrava-se de ter visto uma foto certa vez, tinha uma aparência mais jovem, mas como?
A ruiva continuou a mirar o homem em total choque.
Merlin! Como contaria isso ao Harry?!
///***///
- Pode ficar neste quarto – disse um Harry anormalmente sereno abrindo uma porta para um Draco estranhamente calado – monstro disse que era o antigo quarto de sua mãe, então achei que...
- Obrigado Potter – o loiro encarou o moreno entrando no quarto – eu me viro daqui.
- Se precisar de alguma coisa peça ao Dobby – disse Harry passando a mão carinhosamente na cabeça do elfo – ele cuidara de você por enquanto – Draco mirou o elfo com desprezo – e nem pense em fazer qualquer coisa contra ele Malfoy.
- Pode deixar – disse fechando a porta na cara dos dois.
- Não se preocupe Dobby – disse Harry vendo o rosto amedrontado do elfo – ele não vai fazer nada com você.
- Obrigado Harry Potter meu senhor, Dobby esta muito feliz em trabalhar para Harry Potter – elfo olhava Harry com costumeiro olhar de adoração – Dobby não poderia estar mais feliz.
- Eu preciso ir agora – disse Harry – tenho que encontrar com Hermione logo mais. Vou tomar um banho comer algo antes de sair.
- Dobby pode ir junto? – perguntou ele sorrindo – Dobby simpatiza com a senhorita.
- Não Dobby, você tem que ficar, preciso de você vigiando Malfoy, não confio em Monstro para isso.
- Sim meu senhor – Dobby fez uma reverencia exagerada e se retirou.
///***///
Hermione entrou em seu apartamento e corou ao constatar a bagunça em que sua sala se encontrava.
- Onde vou ficar? – perguntou Snape olhando o lugar atentamente.
Havia uma capa preta jogada no sofá, e alguns livros pelo chão.
Hermione levou o homem para o único quarto vago da casa.
- Eu não esperava receber visitas – explicou quando abriu a porta do quarto revelando um lugar completamente alojado de prateleiras e montanhas de livros – amanhã eu o ajudarei a tirar isso daqui e... Bom... Arruma-lo ao seu modo.
Hermione tirou alguns livros do meio do quarto, e conjurou uma cama.
- Não há outro quarto aqui? – perguntou ele torcendo o nariz.
- Não – respondeu ela saindo e deixando-o sozinho.
Nunca achara sua casa pequena, para ela, era ate grande, mas agora com Snape ali, teria de fazer algumas modificações.
A morena suspirou cansada, ainda não acreditava que aquilo estava realmente acontecendo.
///***///
- Harry? – uma voz conhecida o chamou.
- Prof. Lupin? – Harry entrou no quarto e sorriu ao ver o homem com sua habitual aparência surrada – então já esta melhor?
- Quase – respondeu Lupin fazendo gestos com a mão para que o garoto se aproximasse – o que esta havendo aqui? O quadro de Nigellus passou agora pouco por aqui cantando de felicidade dizendo que um bom herdeiro dele se encontrava na casa.
- Sim – Harry respondeu desanimado – o ministro me designou para cuidar do Malfoy e como o senhor sabe a mãe dele era prima do Sirius.
- Ah sim claro, Narcisa – respondeu Lupin respirando fundo.
- Tudo bem professor? – perguntou Harry encarado-o preocupado.
- Sim – respondeu sorrindo – só pensei que...
- Pensou que o que? – perguntou o moreno desconfiado.
- Que talvez aquele velho quadro finalmente tivesse aceitado-o como o herdeiro de Sirius – Lupin pareceu incomodado – onde esta Tonks? – perguntou mudando de assunto.
- Não sei – respondeu Harry olhando o relógio – não estava aqui quando eu voltei.
- E Snape? Já voltou?
- Não, ele vai ficar com Hermione, o ministro mandou que ela protegesse Snape ate o julgamento – respondeu Harry suspirando cansado.
- Agora entendo – Lupin sentou-se – Scrimgeour quer demonstrar a autoridade dele, mas, não entendo porque você permitiu.
- Porque... – Harry parou por um momento – porque eu cansei das pessoas me tratarem por ‘o menino que sobreviveu’ quero ser tratado como um auror qualquer, e um auror comum não discute quanto as ordens de seu superior – respondeu desviando o olhar – eu preciso ir professor, tenho que encontrar com Hermione.
- Esta bem – Lupin acomodou-se mais para ficar mais confortável – ate mais tarde.
- Vou mandar um elfo para cuidar do senhor – disse Harry saindo do quarto.
Lupin ficou a observar a porta depois de ser fechada por Harry.
O lobisomem suspirou aliviado e preocupado.
Ele ainda não sabia...
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Ahh obrigado pelos comentarios...
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