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2. O começo de uma nova vida.


Fic: Um mal entendido muda toda uma vida.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Outra vez eu me pego aqui, nesse mesmo lugar, sentada em minha varanda revivendo o que passou. Sabem quantas vezes eu jurei que nunca mais faria isso? Milhares. Sabem quantas cumpri? Nenhuma.

Sempre quando a saudade vem, ou quando a agitação do dia-a-dia da uma brecha, eu pego minha caixinha azul, sento na varanda e olho minhas coisas. Cartas da época de escola, papeis de doces ganhados, recadinhos durante as aulas (isso é segredo ok, se perguntarem, eu NUNCA MANDEI RECADINHO DURANTE AS AULAS [risos], tenho que preservar minha reputação), e as coisas mais recentes, na verdade as cartas mais recentes, cartas nunca abertas. Enviadas várias vezes depois da última vez, várias vezes, (quando eu digo recentes quer dizer ha mais ou menos uns dez anos).

Elas começaram a vir duas vezes por semana, no principio, depois uma vez por mês até se tornarem mais raras e um dia pararem de vez de chegar. Eu nunca abri nenhuma, eu nunca respondi nenhuma, mas mesmo assim quando eu realmente percebi que elas não entrariam mais pela minha janela eu senti um vazio profundo. Era terminantemente o fim. E o reconhecimento deste fato foi avassalador. Desceu pelo meu corpo como as águas de uma correnteza em fúria levando qualquer esperança ou qualquer coisa em que eu pudesse me agarrar para ter certeza que de alguma forma ele ainda pensava em mim.

Se eu me arrependo de nunca ter respondido? Ás vezes sim, às vezes não. Não sei se me controlaria e daria uma resposta equilibrada, indiferente ou se pediria desesperadamente que ele voltasse para mim. Sou bruxa, mas sou humana. Tenho sentimentos. Mas também tenho orgulho e bom senso e eles não me permitiram responder, nem mesmo a ler.

Há onze anos eu fui devastada pelo abandono daquele quem eu considerava o amor da minha vida, mas eu levantei e segui em frente e até hoje meus sentimentos por ele continuam os mais puros e sinceros porém magoados.

Não vou mentir ou ser hipócrita, senti raiva, desprezo, um ódio enlouquecedor, a dor de se sentir traída (pelo seu amor e sua amiga), abandonada, rejeitada é uma coisa que eu não desejo nem a pior das criaturas da face da terra porque eu senti e sei o quão ruim que é.

Mas então eu acordei, acordei para o meu futuro, para o que eu teria que enfrentar dali em diante, dali para frente seria eu, somente eu, sem ele e isso era um fato irrevogável. Não haveriam cartas que pudessem mudar isso, não havia mais nada, só eu, e eu deveria seguir em frente.

E segui!

Como eu disse hoje eu estou recuperada, passado todo aquele torpor eu consegui me erguer e consegui até entender suas razões, é isso mesmo eu entendi, não sei se perdoei, mas entendi. Vocês ainda querem saber por que eu nunca respondi as cartas, não é? Primeiramente vou dizer a vocês quem eu sou, e depois conto os motivos de toda essa confusão que é minha vida.

Sou Hermione Granger, tenho 29 anos, não sou casada e tenho dois filhos gêmeos, na verdade um casal, que estão prestes a completar seus 11° aniversários. Meus pais são trouxas e eu sou bruxa, cursei a escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts junto com Rony Wesley e Harry Potter (isso mesmo o famoso harry Potter, o da cicatriz), nós éramos os melhores amigos, o trio maravilha. Sempre fui muito estudiosa e atenta as regras, um pouco chata talvez, mas era meu jeito de ser.

Todos sabem que Harry enfrentou Voldemort várias vezes, e então no nosso sétimo ano ele o derrotou. Nós estávamos lá (eu e Rony), mas o mérito é dele. Quem pensa que isso subiu a cabeça dele, está muito enganado, Harry nunca gostou de fama, só que a fama parecia gostar muito dele (risos). Bem, a história é minha e eu aqui falando do Harry. (risos) Esse é um mal que nunca muda.

Guerra acabada, escola terminada, vocês logo pensam só flores agora!

Enganados mais uma vez, é aí que meu pesadelo começa, vou pular essa parte da história, depois eu conto ela para vocês.

Bom depois de me formar e do pequeno incidente eu fui estudar e me tornei redatora do Profeta Diário, mas então vi que viver em Londres não era um bom negocio, me mudei para a França e lá abri uma livraria (particularmente, de muito sucesso, as melhores obras dos melhores escritores), com a vida bem estável eu comecei a estudar novamente me aprimorando em feitiços, recebi muitas propostas de emprego (claro que ter derrotado Voldemort junto com Harry Potter contava muito nessas horas), mas recusei todas elas, até para área de pesquisas do Saint. Mungos eu fui chamada para trabalhar, era um sonho, mas eu não podia trabalhar lá, não enquanto [b]ela[/b] estivesse lá.

Não que eu tivesse medo ou que eu não agüentasse aquele olhar de convencida que ela me daria todos os dias, o problema maior seria eu me controlar e não voar naquele pescoço e torcê-lo até matá-la. (Risos) Não eu não sou maníaca.

Foi então que recebi a proposta de Minerva Macgonagall, a atual diretora de Hogwarts, de lecionar em minha antiga escola, e durante um tempo eu pensei, não sabia se deveria aceitar, mas então refleti bem, Lilian e Tiago já tinham cinco anos, poderiam ficar com meus pais enquanto eu estava dando aula e a Magic Sagesse (minha livraria) eu deixaria que minhas competentes funcionárias cuidassem de lá. Mudei de novo para Londres e desde então dou aulas de Feitiços na escola e cuido de longe da minha livraria.

Isso é um pouco da minha história e... só um momento, escuto uma correria dentro de casa. Minhas adoráveis crianças me acharam.

_Mãe a nossa carta de Hogwarts ainda não chegou. – Tiago me falou isso pela milésima vez hoje. Ele estava me enlouquecendo.
_Tiago – eu falei carinhosamente – isso serve para os dois – tive que completar ao olhar para minha filha – não se preocupem ela vai chegar.


Os dois se olharam pouco convencidos.

_Mãe você vai nos dar aula? – Essa é a milésima primeira vez que Lilian me pergunta isso.
_Sim! Eu darei aula para os dois. – Eu respondi e ela murchou os ombros assim como Tiago. Nãos gostei nem um pouco da reação deles – Algum problema em eu ser professora de vocês? – Eu perguntei.
_Todos mãe... - Lilian falou e eu levantei a sobrancelha intrigada e chateada ao mesmo tempo.
_É que você vai pegar tanto no nosso pé. – Tiago me disse e eu sorri.
_Não tenham duvidas disso. – Eu disse divertida e eles suspiraram
_Eu quero ficar na Grifinória. – Lilian disse se sentando na cadeira de balanço. Como eles mudam rápido de assunto.
_Eu também, mas aceito Lufa Lufa também. – Falou Tiago para ela como se eu nem estivesse aqui.
_Ei eu sou diretora da Corvinal. – Eu disse fingindo estar sentida.
_Por isso mesmo que não queremos ficar lá. – Vocês acreditam que eles me disseram isso na cara mais lavada do mundo?
_Ter você como professora já vai ser um castigo, como diretora de casa então. – Lilian falou rindo. E eu fiz uma cara de falsa irritação. Eles gargalharam.
_Mas vocês falaram de Grifinória, Lufa Lufa, Corvinal... e Sonserina? – Lilian torceu o nariz quando eu disse o nome em sinal de nojo e Tiago levantou as sobrancelhas levemente intrigado.
_Merlin me livre de Sonserina.- Lilian falou convicta. Tiago murmurou alguma coisa inaudível, não sei se era concordando com a irmã ou não.
_Meninos não existe mais essa rivalidade entra as casas há anos... e outra o Draco é diretor de lá.
_Hunpf. – Lilian bufou e revirou os olhos - Já até chama ele de Draco. – Ela completou – Por isso mesmo que não quero ir para lá. Não gosto do Malfoy.- Ela disse e seus olhos verdes ficaram escuros num tom o qual eu nunca tinha visto. Admito que fiquei chocada.
_E você Tiago? Também não gosta de Draco? – Eu disse o nome dele mais uma vez e Lil se contorceu de novo. Céus que implicância, aposto que isso veio no sangue, só pode.
_Não é que eu não goste...- Ele ia dizendo mas eu sabia que ele tentava não dizer algo.
_Ele é meu amigo...
_Amigo??? – Os dois me encararam céticos.
_Mãe ele quase te come com os olhos. – Tiago disse, não foi essa a educação que eu dei a ele.
_E outra, ele já tentou te matar. – Lilian falou. Eu sabia que não deveria ter contado isso para os dois.
_Draco mudou muito – eu disse a eles e isso é a mais pura verdade, descobri que antes mesmo da guerra acabar ele se entregou. Foi muito difícil para ele, eu sei disso, e bom nos últimos dois anos nós passamos a ser colegas de trabalho. Se McGonagall confia nele, porque eu desconfiaria? – E eu quero mais respeito da sua parte mocinho. – Falei olhando severamente para Tiago.
_Só falei a verdade mãe. – Ele me respondeu.
_A gente só não gosta dele. – Lilian falou e então os dois saíram.


Eu suspirei profundamente, meus filhos são meu bem mais precioso, e não gosto de ser dura com eles, mas eles tem que entender as coisas. Ao vê-los, tocá-los eu quase posso sentir a presença dele junto a mim.

Tiago não é alto nem magricela, tem os cabelos castanhos cheios e olhos cor de mel iguais ao de minha mãe, dou graças a Merlin todo dia por isso, já Lilian é a versão feminina do pai, seus cabelos são longos, não totalmente lisos, e de um preto intenso e seus olhos... a seus olhos... quantas lembranças seus olhos verdes me trazem.

Só tem uma coisa que é comum nos três (pai e filhos): A cabeça dura.

Eu sorri. Acho que eu nunca consegui ficar com raiva dele de verdade. No começo sim, mas a raiva ia pro lado da decepção, mas então eu entendi as razões dele e mesmo ele indo embora deu um jeito de deixar sua marca em mim, se eu não podia ficar com ele, ele me deixaria algo que nos ligasse para sempre; nossos filhos.

Vocês se perguntam agora quem é o pai dos meus filhos não é mesmo?

Ta eu sei, vocês não se perguntam isso, esta mais do que na cara de quem Lilian e Tiago são filhos.

Por Merlin não julguem ele desse jeito. Ele não me deixou sozinha para cuidar de duas crianças, sim, ele me deixou, mas só a mim. Harry Potter não sabe que tem filhos.

Ok. Agora por favor não me julguem, foi para o bem dele que eu não contei. Imaginem só? Não tive coragem de fazer ele ficar em duvida se queria ficar com a família que ele sempre sonhou ou se ele ficaria comigo.

Ele merecia a família. E por favor não venham me dizer que ele teria sua própria família comigo, ele precisava de pais e não de filhos.

Ainda mais que na época eu pensei que seria como um golpe da barriga. Imaginei todas as manchetes.

“Hermione Granger engravida de seu melhor amigo para mantê-lo com ela”.

“Granger rouba Potter da jovem Wesley”

“Será golpe da barriga?”

“Granger seduz Potter”

“O que uma mulher não faz por Harry Potter”

“Quão possessiva é Hermione Granger”

E ainda no roda pé viria escrito; Por Rita Skiter.

Até hoje estremeço só de pensar.


Ele já havia tomado a decisão dele e então eu tomei a minha, nunca mais veria Harry Potter em minha vida.

Céus vocês não tem idéia do quanto eu sofri com isso. Vou contar para vocês o que aconteceu na ultima que nos vimos.



A senhora Wesley daria uma festa de comemoração em sua casa, mas eu estava acertando algumas coisas com meus pais, procurando uma casa ou apartamento para morar e então não poderia ir. Harry me enviou uma carta perguntando se eu iria e eu falei que não e pedi para que ele se desculpasse por mim.

No dia da festa alguma coisa me disse que eu deveria ir, me arrumei e tudo mas na hora de sair minha mãe passou mal e eu não fui.

Não fiquei sabendo de Harry por dois dias. Mandei uma carta para ele dizendo que comprara um apartamento novo e o convidei para conhece-lo. Mas nada de resposta.

Foi só três dias depois, numa bela noite , eu estava sentada em meu quarto estudando que a campainha tocou.

Dei um pulo da cama e nem reparei como estava vestida, abri a porta.

Ele estava lá. Seus olhos verdes olhando profundamente para mim, porem não em meus olhos. Minha alegria em vê-lo era tamanha que não reparei na tristeza que aquelas jóias verdes expressavam.

_Harry! – Eu disse pulando em seu pescoço. Ele me abraçou.
_Mione. – Ele respondeu.
_Entre Harry, venha conhecer meu apartamento. – Eu falei puxando ele para a sala. Ele entrou e então eu o levei para conhecer os aposentos.

Ele fez comentários do tipo; “é lindo Mione”, “é a sua cara Mi”, “Hermione que bom gosto”. Mas em nenhum momento ele disse “meu amor’, “minha princesa”, “minha flor” como ele sempre me chamava, foi aí que eu notei que ele estava muito estranho.

Conduzi ele até a sala de novo. Sempre em silencio.

_Harry, aconteceu alguma coisa? –Eu perguntei preocupada. Ele olhava para um ponto fixo alem da janela.

Segurei seu rosto em minhas mãos e o forcei a olhar em meus olhos. Reformulei a pergunta.

_Harry, o que aconteceu? – E então a situação que veio a seguir me fez ficar totalmente sem chão. Uma lágrima escorreu de seus olhos, e eu pude perceber o quão grave era o que quer que fosse que tinha acontecido.

Me aproximei de seu rosto para lhe dar um beijo e ele se afastou e levantou. Eu fiquei parada com meus pensamentos ainda bagunçados pelos fatos que acabaram de ocorrer.

_Hermione ... – ele disse com uma voz sufocada – eu preciso te contar uma coisa.

Ele não olhava para mim. Eu tinha a certeza que coisa boa não era, aquele não era o Harry Potter que eu conhecia, não era o meu Harry... o que tinha acontecido tinha roubado o meu Harry e ele estava prestes a me contar.

Descobri segundos depois que não estava respirando mais.

_Hermione ... – ele disse com uma voz sufocada – eu preciso te contar uma coisa.

Ele não olhava para mim. Eu tinha a certeza que coisa boa não era, aquele não era o Harry Potter que eu conhecia, não era o meu Harry... o que tinha acontecido tinha roubado o meu Harry e ele estava prestes a me contar.

Descobri segundos depois que não estava respirando mais.

Eu não disse nada. Não conseguiria colocar para fora qualquer palavra que fosse, elas pareciam entaladas na garganta. Ele continuou.

_Mione, - juro que se ele falasse meu nome mais uma vez eu voaria no pescoço dele de agonia – eu... você... você sabe que eu te amo, não sabe? – As palavras saíram com dificuldade da boca dele eu pude perceber, gostaria que ele fosse direto ao assunto. Depois que ele perguntou ele se virou.

Eu só acenei com a cabeça. Minha capacidade de produzir algum som já tinha sido esquecida em algum lugar da minha existência passada.

Não estava gostando do rumo da conversa.

Ele se agachou na minha frente ate ficarmos com os rostos frente a frente, as lágrimas já corriam livre pelo seu rosto, e incrivelmente pelo meu também. Ele pegou minha mão.

_Juro que não sei como fazer isso, juro que NÃO queria fazer isso...
_Harry vá direto ao assunto...- Sim, minha voz saiu... e até eu fiquei chocada.
_Lembra-se da festa da senhora Wesley...? – Ele me perguntou e eu tentei imaginar numa seqüência lógica como isso poderia afeta-lo tanto.
_Sim - Respondi sem mais o que falar...
_Mione, nós não podemos ficar mais juntos.- Nesse momento eu agradeci a Merlin por estar sentada, se estivesse de pé tinha caído no chão. Senti meu coração dar uma palpitada mais forte e sabia que ele por um segundo tinha parado de bater – Mi eu não queria fazer isso, mas tudo fugiu ao meu controle... – eu não falava nada, na verdade, mal ouvia, minha cabeça girava e meu ouvido zumbia – Mione você esta bem? – Ele me perguntou.
_Harry - minha voz saiu fraca – por...por que isso agora?? – Eu fazia um tremendo esforço para falar.
_Eu estou namorando a Gina. – Ele me respondeu, mas antes que eu pudesse falar algo ele continuou- na festa dos Wesleys nós bebemos muito e entre uma conversa e outra eu falei o quanto gostaria de pertencer a família deles, claro como filho da Molly, você sabe disso, disse que pretendia me casar, ter filhos, tudo depois que estudasse e me formasse Auror, então a conversa foi distorcida e todos pensaram que eu estava falando da Gina, todos pensaram que eu pedia a Gina em namoro, nem eu entendo bem, não me lembro de muita coisa, só me lembro de que quando acordei estava abraçado a Gina e todos já me chamavam de cunhado, genro e a própria me chamava de amor... – Ele soltou tudo e eu parei um pouco para pensar.

_Harry, é só você dizer a verdade...é só você dizer que não quer se casar com a Gina... – eu comecei a falar desesperadamente- a não ser é claro que você queira... – insinuei, e essas palavras me cortaram por dentro.
_É claro que não Mione, eu te amo...
_Mas então eu não entendo Harry... – Eu estava desesperada, esperei tanto tempo por Harry, atravessamos a barreira da amizade, tive que suportar uma guerra para tudo agora ir para o espaço... Não mesmo.
_Mione, você tinha que ver a cara da senhora Wesley, a alegria dela, de todos... eu não tive coragem de decepciona-los...Eles eram a família que eu nunca tive... imagine perder isso... – mas eu não queria imaginar nada, eu queria só ele.
_Mas e eu Harry? Como eu fico nessa história? – Não sei como ainda conseguia falar de tanto que chorava.
_Desculpe Mi...
_Não peça desculpas, conte a verdade... – Eu já gritava.
_Eu não posso Mione, a senhora Wesley praticamente publicou isso, todos já sabem...
_Então é assim, você vai jogar tudo fora, como se significasse nada para você? – Eu estava revoltada, não podia acreditar no que meus ouvidos estavam ouvindo.
_Mione não é bem assim...
_É como então?
_Estamos falando da senhora Wesley Mione, ela podia ter perdido todos os filhos na guerra, perdeu a nora que ela tanto amava...
_Mas Harry ela não perdeu nenhum filho, e o que aconteceu com a namorada de Carlinhos foi uma fatalidade, podia ter acontecido com qualquer um, podia ter acontecido comigo, podia ter acontecido com você...- estremeci com minhas palavras.
_Entenda Mione...- Ele dizia..
_Eu não quero entender Harry... Eu quero você...
_Por favor. – Sua voz era suplicante.
_Não Harry, eu não posso entender. – Tinha outra coisa que eu não entendia também, como a Gina podia ser tão falsa! Ela sabia de tudo. Ela me traiu da pior forma, esperou a oportunidade certa para tirar o Harry de mim, sempre me perguntava dele, me cercava, e na verdade ela sempre gostou dele, isso só me deixou com mais raiva – Não me peça isso, tudo o que eu quero é você.
_Eu também te quero Mione...
_Não quer Harry...
_Eu te amo. – Ele disse.
_Então prova. – Eu queria que ele me dissesse que terminaria tudo com a ruiva e que voltaria para mim,mas o que ele fez foi totalmente surpreendente e bem, não posso negar foi muito bom.

Harry me beijou.

Não foi um beijo como os outros, longe disso, foi um beijo mais que apaixonado, sedento, raivoso, de despedida.

Os lábios deles estavam ferozes sobre o meus, seus dedos se perderam em meu cabelo, assim como os meus no dele.

Ele ainda estava ajoelhado em minha frente e eu sentada no sofá.

Então ele parou o beijo, seus dedos deslizaram para os lados do meu rosto e nós nos olhamos nos olhos.

Senti suas mãos queimarem minha face, e eu só pude pedir a Merlin que elas não deixassem marcas. Seus olhos ardiam de paixão e desejo. E eu sabia que os meus deveriam estar do mesmo jeito. Mas não desviei o olhar.

Eu sabia o que poderia acontecer se continuasse dali, mas eu não queria parar. Eu não podia parar.

Doía pensar desta forma, mas essa era a nossa despedia.

Me entreguei ao momento. Sem reservas ou medo. Sem dogmas ou paradigmas, simplesmente o momento, Harry e eu.

Harry entendeu meu olhar, e então, antes mesmo que eu pudesse raciocinar seus lábios cobriram os meus novamente com a mesma intensidade. E eu correspondi da mesma forma.
Não posso dizer corretamente quanto tempo ficamos daquele jeito. Só sei que quando percebi estava no chão com Harry. Sentada em seu colo enquanto ele ainda me beijava.

Num salto ele se levantou do piso frio da sala e me segurou firmemente em seus braços. E eu nem sabia quando que o Harry tinha ficado forte daquele jeito. Santo quadribol.

Meus braços, involuntariamente, passaram pelo seu pescoço , meu rosto procurou seu ombro enquanto Harry andava

Podia ouvir as gotas de chuva baterem no vidro das janelas. Nossas únicas testemunhas.

Harry me conduziu para o quarto. Abriu a porta com o próprio pé. E eu que pensava que ele nem tinha reparado em minha casa. Mas pelo visto eu estava enganada. Pelo menos o caminho do quarto ele sabia.

Ele me colocou no chão. Estremeci e percebi que estava descalça.

Ele me olhava ofegante. Podia ver seu coração saltando em seus peito e me perguntei se ele estaria vendo o meu.

Ficamos uns segundos assim, ele ainda me olhava profundamente quando eu avancei para ele, ele tinha começado e nós iríamos até o fim. Conseqüências veríamos depois.

Agarrei em seu pescoço e o beijei ardentemente. Harry fechou a porta me empurrando contra ela.

Me apertava fortemente contra ele, como se isso fosse nos unir de alguma forma.

Suas mão passavam pelos lados do meu corpo. E eu estremecia a cada toque.

Ficamos muito tempo nisso. Percebi que Harry se limitava em algumas coisas, parecia que tinha medo de ir além.

Então coloquei minhas mãos por debaixo da blusa dele, senti seu corpo ficar rígido, mas fingi não notar, continuei passando a mão em sua pele macia e quente, levantei um pouco as barras e automaticamente ele a tirou.

Não que eu nunca tenha visto o peito de Harry, mas aquele dia era especial, posso dizer que foi uma das coisas mais lindas que já vi.

Comecei a beijar seu pescoço enquanto minhas mãos aranhavam suas costas, devo ter deixado muitas marcas, com certeza. Ele me colou mais na porta e nele, mas ainda faltava alguma coisa.

Eu peguei suas mãos e coloquei debaixo de minha camisa de malha larga. A gente pensa tanto o que vai usar neste dia e eu acabei por estar vestindo uma camisa branca de malha. Como se roupa mudasse alguma coisa, na verdade ela atrapalhava e muito a “coisa” . Só pedi a Merlin que a calcinha não estivesse furada.

Harry entendeu o recado e pude sentir suas mãos deslizarem pelo meu corpo e em segundos eu já não vestia mais uma camisa.

Posso jurar que corei quando percebi os olhos de Harry em mim.
Seus olhos se perderam por alguns segundos e então ele me abraçou, nossos corpos colaram, pele com pele, as duas ardiam como brasa.

Seus lábios encontraram os meus, desceram pelo meu pescoço e encontraram meu colo, eu estava entorpecida, se não fosse Harry me segurando e a porta atrás de mim, eu provavelmente estaria mole no chão.

Com a boca ainda ele deslizou as alças do meu sutiã e com as mãos abriu o fecho atrás. Aquele misero pedaço de pano caiu aos nossos pés.

As mãos de Harry subiram pela minha barriga e os encontraram, ele acariciava e os beijava. Nunca senti tanto prazer em minha vida. Só queria que ele não parasse.

Ele agarrou em minha cintura e me levantou. Eu enlacei minhas pernas em sua cintura e s mãos em seu pescoço. Ele nos levou em direção a cama.

Ele sentou e nós ficamos nos beijando. Então ele me deitou.
Podia estar morrendo de vergonha nesse momento, ms não estava. Harry foi retirando minha calça (Detalhe, ela era cinza de moletom, céus eu estava um lixo), Suas mãos percorriam todo o caminho de minhas pernas.

Não estávamos com pressa, tudo foi feito com amor e carinho, Harry e eu nos amamos naquela noite como jamais imaginei que seria possível.

A primeira vez dos dois.

E a sensação que eu tive foi de ter uma experiência químico-nuclear sendo testada dentro de mim. Descobri o prazer em partes de meu corpo que nem sabia que existia. Uma alegria indescritível.

Adormeci entorpecida no peito de Harry ouvindo seus sussurros desconexos que eu decifrei como “eu te amo”.

Foi a melhor noite da minha vida. Sem sombras de duvida. Realmente é como dizem; tudo que é bom dura tempo suficiente para ser inesquecível. E isso com certeza foi inesquecível.

E como dizem também; nada dura para sempre. E não foi diferente comigo, meu conto de fadas durou apenas uma noite.

Acordei com alguns raios de sol que conseguiam passar pela barreira da cortina, minha posição era a mesma, ainda estava abraçada a algo, mas logo percebi que era um travesseiro.

Harry não estava lá. Esperei crente que ele iria voltar, passar pela porta e dizer que aquilo não havia sido um sonho. Mas ele não voltou, nunca mais.

O desespero da realidade tomou conta de mim, foi definitivamente uma despedida, me encolhi na cama em uma bola desejando ficar assim para sempre.

Notei um papel em cima de meu criado mudo, peguei-o e li. A letra tremida de Harry estava nítida ali.

AONDE QUER QUE EU VÁ LEVO VOCÊ NO OLHAR

Me abracei mais ainda ao papel e chorei, devo ter dormido novamente eu não me lembro. A única coisa que eu me lembro é do rosto chocado de minha mãe quando acordei. Três dias depois na cama de um hospital.

Juro gente esses foram os piores dias da minha vida. Quando percebi que estava em um hospital eu não sei nem o que eu senti, medo, apreensão, vergonha talvez.

E como explicar para minha mãe o que aconteceu, como que eu ia fazer aquilo?

Simples, ela não perguntou, eu não contei. Só tinha uma coisa que eu queria saber, quem me encontrou no meu quarto e porque foram lá me procurar.

Ela só me contou que tentava ligar para minha casa (eu tinha telefone no apartamento por causa de meus pais) e eu não atendia, durante todo [u]aquele[/u]dia, e então ela esperou até o dia seguinte para ir ver o que aconteceu. Segundo minha mãe, foi ela quem me encontrou no quarto, mas eu não tenho tanta certeza assim. Claro eu não insisti no assunto. Só de pensar que pode ter sido meu pai eu sinto um frio na espinha.

A única coisa que sei é que fiquei sem olhar para o meu pai por um bom tempo.

(Risos)

Triste não é mesmo?

São as minhas melhores memórias.

Depois daquela noite as cartas de Harry começaram a chegar, mas como eu já disse não abri nenhuma, e com o tempo elas eram mais raras, até definitivamente não mais chegarem.

Eu não fiquei sem noticias de Harry por todos esses anos, o Profeta Diário se encarregou de me contar tudo sobre sua vida. Cada passo, cada feito. É por isso que saí de lá, Merlin sabe quantas vezes me pediram para fazer uma exclusiva com ele. Sei até que semana que vem ele faz 9 anos de casado.

Chega de lamúrias por hoje, é hora de guardar as lembranças e viver a vida real.

HAAAAAAAAAAAAA (Sessão de xingamentos baixos)

Vocês acreditam que eu levantei da minha varanda, entrei no meu quarto e quando fui colocar minha caixa no armário tropecei em um tênis de Tiago (no meu quarto, esse menino me paga) e fui com TUDO no chão.

Ai minha bunda. Mas o pior não é isso, é que tem papel pra tudo quanto é lado. Lá vou eu recolhendo todos os papéis.

(Um minuto passou)

Prontinho tudo na caix... Opa... Tem um fujão aqui. Me abaixei para pegar um pequeno papel que estava perto de minha cama.

Já contaram para vocês que a curiosidade matou o gato? Pois é, curiosa como sou fui ler o papel. Adivinhem o que estava escrito?

[B]AONDE QUER QUE EU VÁ LEVO VOCÊ NO OLHAR[/B]

Parabéns Hermione, chorar era tudo que você queria agora.

Sequei uma lágrima que desceu e joguei a caixa dentro do guarda-roupa, vou me arrepender disso depois quando for abri-lo novamente.

Saí apressada do meu quarto e encontrei meus filhos gritando na sala. As cartas de Hogwarts chegaram, e junto com a deles a minha.

_Eu não falei que chegava! – Disse me sentando no sofá e pegando a carta de MacGonagall.
_Demorou... – Falou Tiago e eu ri.
_Mãe quando vamos ao Beco Diagonal? – perguntou-me Lilian olhando sua lista de materiais.
_Faltam duas semanas para as aulas, mas se vocês quiserem podemos ir amanhã já que tenho que passar na livraria ainda antes de ir para Hogwarts... – Eu disse, e eu nem preciso falar que quase fiquei surda de tanto que eles gritaram. Me concentrei na carta de MacGonaggal.

[i]Sra. Hermione Granger,

Penso que não preciso de formalidades com você minha amiga, então, Hermione, eu lhe escrevendo para informar, como de costume, que as aulas começam no dia 1° de Setembro e que você deveria estar no castelo um dia antes, mas como esse é o primeiro ano de Tiago e Lilian, se você quiser pode vir no trem com eles. Queria comunicar também que fiz meu pedido para o novo Professor de DCAT (N/A:Defesa Contra Arte das Trevas)e ele está para me dar resposta. Só mais um tempo e se Merlin assim quiser ele será preenchido. Se não te coloco lá para ensinar e você vai ter que se virar (risos). Não vou lhe dar detalhes agora, talvez quando tiver certeza... Só posso dizer que será uma surpresa...

Atenciosamente Minerva MacGonagall
Diretora de Hogwarts[/i]

_Mãe aconteceu alguma coisa? – Perguntou-me Lilian tirando de meus devaneios.
_Hã?
_Aconteceu algo? Sua cara esta confusa- Ela disse.
_Não nada, só Minerva me comunicando que eu posso ir no trem com vocês ...- Eu disse tentando colocar um sorriso maroto em meus lábios. Consegui.
_Haaa não!!!!- Eles disseram em uníssono.
_Haaaaaaa sim! – Eu disse rindo e pegando os dois pela cintura e os trazendo para o sofá comigo. Comecei fazer cócegas neles, e eles desataram a rir. Então o feitiço virou contra o feiticeiro e eles passaram a fazer cócegas em mim.

Estava ficando sem fôlego, mas pelo menos assim não ficava pensando na tal surpresa de MacGonagall, quem será que ela tinha convidado para professor? Sei que uma vez ela convidou Harry, mas ele não aceitou, quanto a isso posso ficar tranqüila, para lá eu tenho certeza que ele não vai.

Eu espero que não.


By: Hermione Jane Granger.

AGORA SIM FIM DO CAPITULO ^^
COMENTEM

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