Sarah estava tentando se segurar, Miranda fazia de tudo para impor diante de Severus, que por sua vez evitava o máximo possível se aproximar dela o que de certa forma era impossível, já que os dois eram funcionários da mesma escola, mas o clima entre Sarah e Severus estava cada dia pior.
–Albus, estou vendo as duais se engalfinharem a qualquer momento. – Severus parecia apreensivo.
–Você deve conversar com Sarah, explicar que não há nada de mais acontecendo. – Dumbledore falou calmo.
–Você sabe muito bem que não é bem assim Albus. Miranda estar tentando de tudo para perturbar meu casamento e a culpa é toda sua, por tê-la trazido para cá.
–Severus. Você sabe muito bem que a Srta. Windsor tem muitos conhecidos e certa influencia nas altas rodas.
–Sei disso, só nunca imaginei que você fosse uma dessas pessoas influenciável. – Severus às vezes odiava aquele velho.
–Tenha um pouco mais de paciência Severus, tenho certeza que logo tudo vai se arrumar.
Em quanto isso Sarah vinha da biblioteca onde foi pesquisar para a aula de transfiguração, quando viu Miranda vindo em sentido contrario, ela suspirou e resolveu ignorá-la, mas Miranda nunca iria perder a oportunidade de provocá-la.
–Ola Srta. Trevon. Como estar?
–Estava muito bem ate agora a pouco. – Era difícil ate falar com aquela mulherzinha.
–Fico feliz em saber disso. – Miranda joga os cabelos louros para os lados.
–Ta com torcicolo? É melhor procurar a Madame Pomfrey antes que fique com o pescoço torto de vez.
–Não é torcicolo, mas obrigada pela preocupação querida, os meus cabelos estão muito compridos! Acho que vou ter cortá-los. – Ela acariciava os cabelos, que Sarah e meia Escócia sabiam estarem lindos.
–Deveria cortar com navalha, é um corte mais reto, mas cuidado ela pode escorregar e pegar em sua jugular! Não queremos que isso aconteça com uma Professora tão dedicada e doce como a Srª. – Sarah agradecia o fato de morar com o homem mais irônico do universo.
–Sabe criança, eu adoro esses momentos! Eles são tão rejuvenescedores!
–E você estar precisando mesmo disso não Mira??
–Agora entendo por que Severus se casou com você! Você é muito... Divertida! – Mirada sorria maldosa para Sarah.
–Pede ter certeza. Nós nos divertimos muito juntos. – Agora era Sarah que Sorria maliciosa.
–É bom ter ilusões! Elas fazem a vida mais fácil de viver, mas o maior problema das ilusões é que quando elas acabam dói tanto!
–O que você quer Miranda? – Sarah já estava cheia dessa conversa fiada.
–De você? Nada! O que eu quero eu já tenho. Só me falta tomar posse do que é meu por direito.
–Que é?
–Severus.
–Agora é você que estar se iludindo que vai ficar com ele não é?
–A única iludida é você Trevon.
–Snape! Para você é Sra. Snape.
–Fala como se isso fosse importante.
–Sou a mulher dele Miranda! Isso é importante!
–Sabe Sarah, eu fui a primeira mulher dele. Foi comigo que ele perdeu a virgindade! Foi delicioso! – Sarah sentiu o estomago embrulhar. – Foi na sala precisa e foi ele que montou o cenário! Bem erótico e quente. – Sarah começou se afastar dela. – Essa brincadeira de casinha já estar com os dias contados. Logo, logo Severus vai olhar para você e para mim e irar ver que é a mulher ideal para ele, você uma Lolita insossa ou eu uma mulher de verdade! Aproveite o quanto pode querida! Sua fabula de “Felizes para Sempre” estar acabando! – Sarah se foi se segurando para não lançar um Avada na aquelazinha.
Mais tarde nas masmorras.
–Sarah! – Severus entrou no seu aposento confuso com o silencio do local. – Onde você estar? – Não houve resposta, ele usou a varinha para localizá-la com um feitiço que ele lhe colocou para sabe sempre que ela se aproximar de Mirada “se Sarah soubesse disso provavelmente o mataria, mas ele não podia correr o risco”, segundo o feitiço, elas se encontraram e agora ele queria saber o que aconteceu, ela estava no quarto, ele entrou e a viu deitada na cama de bruços, com o roto virado para o outro lado, ela anda triste e aborrecida. Ele se aproximou, sentou na cama ao seu lado, ela não se moveu. – Tudo bem Sara?
–Ta. – A resposta dizia uma coisa, mas a voz dizia outra.
–Sarah! – Severus acariciou seus cabelos. – Deixe de bobagens, não se deixe abater com isso. – Em fim ela se móvel, se virou para ele e Severus viu a tristeza naqueles olhos lilás que tanto amava.
–O que você quer que eu faça? – Sarah se sentou sobre as pernas. – Que eu fique satisfeita vendo aquelazinha se insinuando pra você descaradamente?
–Eu já lhe disse que não importa o que ela faça, eu já estou satisfeito como estamos.
–Você sabe o que ela me disse hoje?
–O que?
–Ela me contou que foi sua primeira mulher e só não entrou em detalhes por que eu me afastei dela. – Sarah sentiu um nó na garganta, não conseguiu evita e começou a chorar. Severus a puxou para o seu colo e a acalentou.
–Isso foi muito antes de você nascer Sarah, não deixe que isso a aborreça, você é minha esposa, minha amante a mulher que eu quero em minha vida.
–Mas e se você enjoar de mim?
–Isso seria bem difícil! A vida ao seu lado é tudo menos monótona. – Ele brincou e a fez olhar nos seus olhos. – Amanhã é sábado que tal um passeio só nos dois.
–Tenho aula de poções. – Ela estava desanimada.
–Depois da aula, podemos ir a Hogsmeade, ou onde você quiser, que tal?
–Ta certo, mas com uma condição.
–Qual?
–Quero fazer amor com você na Casa dos Gritos. – Sarah cochichou no ouvido dele que quase engasgou. Ela lhe olhou com um sorriso sapeca.
–Como eu disse antes. Tudo menos monótona. – Ele sorriu beijando-a.
O final de semana deles foi maravilhoso, assim como Sarah pediu eles fizeram amor na Casa dos Gritos*, foi tudo perfeito, mas alguém não estava gostando nada do clima amoroso que havia entre os dois.
–Eu tenho que acabar com esse maldito casamento! – Miranda andava de um lado para outro do seu quarto, lembrou-se de algo que ouviu à alguns dias, quando uma idéia mirabolante veio em sua mente. Ela pegou seu casaco e saiu tinha muito a fazer.
Os dias se passaram e em um fim de manhã de quinta-feira Severus estava terminando a aula para a turma de 3°anos Corvinal/Lufa-lufa, estranhou não ter visto Miranda na escola, soube pelo diretor que ela pediu afastamento por uns dias para tratar de assuntos particulares, isso pra ele era ótimo quanto menos Miranda estivesse em Hogwarts, menos teria que fugir dela. Mas ele nunca imaginava o que iria acontecer. Ele se encaminhou para o salão principal para o almoço, olhou para a mesa da Corvinal e viu Sarah conversando com Luna amimada, ela lhe olhou e sorriu lindamente, tinha sido uma semana boa pra ela, com o afastamento de Miranda. Todos estavam sentados conversando e comendo, quando uma coruja entrou e foi diretamente para Severus, ele levantou uma sobrancelha e todos no salão o olharam inclusive Sarah. Severus pegou o envelope que o pássaro tinha preso na pata e o leu.
Faculdade de Poções de Lion – França
Desde 1695
Prezado Sr. Severus Prince Snape.
Pela vossa rica e vasta experiência no campo de poções, A Faculdade de Poções de Lion – França. Vem por meio desta, mui respeitosamente, convidar à V. Sa., para integrar o corpo docente de nossa graduada escola, no cargo de Coordenador Disciplinar.
Igualmente, pedimos que nos seja dado a resposta em tempo hábil, pois nossas aulas já tiveram inicio desde o dia 10 de setembro. Informamos que a vossa anuência seria motivo de jubilo em nossa instituição.
Maurice Villagenoir
Prof. Maurice Villagenoir
Reitor daFaculdade de Poções de Lion
Severus leu e releu a carta varias vezes, totalmente alheio a todos. Aquilo deveria ser um engano! Severus nunca se escreveu para nenhum cargo em outra escola! Mas não podia negar que era um convite tentador. Coordenador Disciplinar!Ele olhou para Sarah, que lhe olhava interrogativo, dobrou a carta e a colocou no bolso da casaca deixando claro que depois conversaríamos.
–O que será que tinha naquela carta? – Luna perguntou pensativa, Sarah lhe olhou por alguns segundo e depois sorriu.
–Não sei, mas depois ele me dirá. – Sarah às vezes achava a maneira espontânea de Luna engraçada. Ela olhou novamente pra ele e sorriu.
À noite em seu quarto.
–Será que isso não é um truque da aquelazinha? – Sarah perguntou segurando a carta.
–Você a esta superestimando Sarah! Miranda não todo esse poder. – Severus falou sentado na poltrona tomando um chá.
–Você vai aceitar? – Ele suspirou.
–Irei falar primeiro com o diretor, não posso simplesmente abandoná-lo assim.
–Estar preocupado em não abandonar o diretor? Que bom que se importa com ele! – Sarah não resistiu em provocá-lo.
–Deixe de ser debochada Sarah. – Severus falou serio. – Sabe muito bem que qualquer decisão minha você será a primeira, a saber.
–Obrigada pela consideração! – Ela se levantou e foi para o banheiro, quando fechou a porta encostou-se a ela, respirou fundo, tinha certeza que Miranda tinha algo haver com aquele convite e pior, Severus estava balançado a aceitá-lo, seu casamento estava correndo perigo, ela se trocou e voltou para o quarto, Severus continuava sentado na poltrona, ela foi ate ele e lhe deu um beijo rápido nos lábios. – Boa noite Severus! – Já se dirigia para a cama, quando se sentiu segura por mãos fortes.
–Por que faz isso Sarah? – Ele perguntou serio. – Por quer deixa que coisas banais estraguem nossas vidas.
–Primeiro Severus, não são coisas banais. É uma mulher sem escrúpulos tentando lhe roubar de mim e segundo é ela quem vai estragar nossas vidas.
–Só se você deixar.
–E o que eu posso fazer contra isso? Ela joga baixo.
–Sarah, você confia tão pouco em mim, para achar que me jogaria nos braços dela só por que ela quer? – Ele parecia magoado.
–Me desculpe Sev. – Ele fez cara feia quando ela o chamou assim, ela sorriu, amava tanto aquele homem, se abraçou com ele, amava seu cheiro de ervas, amava o jeito que ele fazia amor, amava tudo nele e ela tomou uma decisão. Não iria deixar Miranda se dar bem, iria lutar por ele.
No dia seguinte Severus foi conversar com o diretor sobre o convite que recebeu.
–O que pretende fazer Severus? – Dumbledore perguntou.
–Deve lhe confessar Alvos que o convite me interessou, mas Sarah estar achando que Miranda tem algo a ver com isso.
–Conheço Villagenoir a muito tempo e sei que ele não é homem de influenciar por amizades ou coisas parecidas, ele me enviou uma carta falando do seu interesse em tê-lo em corpo docente e ele deixei claro que a decisão é sua e não importando qual seja ela, você é, foi e sempre será um meu grande amigo. – Dumbledore foi sincero.
–Sei disso Alvos, mas... – Severus suspirou. – Hogwarts foi mais que meu lar... – Suspirou novamente.
–Não Severus! Hogwarts não foi, ela é seu lar, você pode voltar se quiser, pode ficar se quiser. Quaisquer que seja sua escolha Hogwarts sempre estará aqui para quem precisar dela.
Mais tarde Severus chamou Sarah para conversa, nas masmorras.
–Aconteceu algo? – Ela perguntou assim que entraram no quarto.
–Convencei com o diretor. – Ele se aproximou dela. – Irei para a França. – Sarah abaixou a cabeça, tentando não demonstrar sua tristeza.
–Ótimo! Quando?
–Irei ate lá na quinta para acertar tudo, pretendo partir no começo do mês. – Ele falou serio.
–Certo! – Sarah suspirou alto. – Espero que tenha muita sorte lá. – Ela já ia se virando para sair quando ele a segurou.
–Que parar de ser tola. Você vai comigo! – Sarah lhe olhou triste.
–Quer que eu vá?
–Não sua menina tola!Vou arrumara outra esposa assim que chegar lá. – Ele a abraçou e beijou sua cabeça. – É claro que quero que vá, a não que tenha cansado desse velho e ranzinza professor de poções! – Ele ironizou e ela o abraçou forte.
–E meu colégio?
–Falei com o diretor, ele conversou com a Madame Maxine e ela já aceitou sua transferência pra lá.
–Eu? Em Beauxbatons? Mas Severus vai ser tão esquisito morar em outro lugar!
–Não se preocupe, será somente ate o fim do ano letivo, depois, compraremos uma casa na França e você pode fazer o que quiser.
–Mas eu gosto de nossa casa! – Ela fez um biquinho.
–Podemos ter outra igualzinha.
–Quer dizer que eu vou ficar em Beauxbatons e você na Faculdade. – Severus confirmou com a cabeça. – E quando agente quiser... Você sabe! – Ficou igual a um pimentão.
–Eu roubo você da escola e te levo pra um lugar bem especial. – Ele a apertou contra se lhe fazendo gemer baixo.
–Às vezes eu te odeio por ser tão sex assim! – Ela o beijou.
–Mas nas maiorias das vezes, você me adora não é? – ele esfregou a pelve nela, que gemeu.
No final da tarde muito chuvosa, corredor próximo das estufas Sarah, Gina e Luna vinham andando, conversando sobre a partida de Sarah para a França.
–Vou sentir muito a sua falta. – Luna falou triste.
–Vamos nos falar todos os dias prometo. – Sarah abraçou a amiga.
–E pra mim? Você não vai escrever? – Gina fingiu ofendida, Sarah sorriu e a abraçou também.
–É claro que vou sua ruivinha tarada.
–Eu? Tarada?
–Não! O pobre o Harry já emagrece uns quatro quilos nessas férias! Você deve ta acabando com ele! – Gina parecia horrorizada.
–Gina! Que o horror! – Luna falou muito engraçada.
–E você fala como se só tivesse ficado no beijo com o Malfoy. – Gina se virou para Luna.
–E o que não nós faríamos? – Luna perguntou vermelha.
–Você só se beijaram ate hoje? – Sarah perguntou perplexa.
–Só. – Foi a resposta de Luna. – E o beijo dele é... – Ela calou de repente.
–E como é o beijo de Draco? – Gina perguntou deixando Luna rubra.
–Ora... é um beijo... – Luna não sabia o que dizer.
–Um beijo...? – Sarah adorava vê-la assim.
–Deixe de bobagens Luna, nós já beijamos e Sarah já fez mais que beijar e nem por isso morremos. – Agora foi Sarah que ficou rubra.
–Gina! – Elas se olharam, depois sorriram.
–Mas Sarah, você nunca nos contou como foi! – Gina resolveu perturbá-la.
–E o que tem para contar? – Sarah tentava fugir da conversa.
–Como é?
–Como é o que?
–Fazer sexo? – Luna quis saber.
–Ora! Luna! É normal, Gina também já fez com o Harry, por que não pergunta pra ela?
–Eeeeuuuu? – Gina quase gritou.
–Vai me dizer que nunca fez! – Sarah colocou as mãos na cintura. Gina ficou olhando pras duais por um tempo depois desistiu e falou
–Fiz, mas é diferente.
–Por que?
–Harry e eu perdemos juntos, mas o Prof. Snape já é um homem experiente e deve ser bem maior. – Gina e Luna sorriram da cara de Sarah.
–Gina! – Ele parecia um pimentão, mas logo ficou seria ao ver Miranda se aproximando.
–Boa tarde! Srtas. – Miranda olhava diretamente para Sarah.
–Boa... Boa tarde Professora!– Gina e Luna responderam juntas, mas Sarah nem se deu o trabalho de responder.
–Sarah querida! Sentir saudades!
–Eu nem um pingo.
–Sentirei tanta falta de nossas conversas!
–A Sra. estar indo para algum lugar? – Foi Luna que perguntou, mas Sarah ficou atenta a resposta.
–Uma grande amiga me convidou para gerenciar uma galeria de artes e eu aceitei. – O sorriso dela deva arrepios em Sarah. “Tinha algo muito errado”
–E onde é essa galeria? – Sarah temia a resposta.
–Na França. – Miranda sorria para Sarah, que sentiu o chão abrir embaixo dos pés.
A tempestade castiga todo o terreno da escola, Hogsmeade e adjacências, raios cortavam os céus e os estrondos dos trovões eram ensurdecedores, não era um começo de noite para ninguém ficar do lado de fora, Sarah corria ate o salão principal, Gina e Luna a seguiam ela tinha que falar com Severus o que acabará de saber pela boca inunda da própria Miranda. Todos estavam sentados para o jantar, Severus não viu Sarah e suas amigas em sua mesa, achou que deveriam estar se despedindo. O diretor pediu silencio.
–Meus queridos! Venho tristemente dar a noticia da partida de um querido membro de nossa amada escola. – Todos olhavam atenção para ele. – O nosso querido Professor Snape recebeu um convite para assumir um cargo na Faculdade de Poções em Lion e irá nos deixar. – Alguns alunos praticamente gritaram de alegria, Severus fechou mais a cara com isso, mas ficou feliz em ver que os sonserinos ficaram tristes, ele sabia que de sua maneira os seus os alunos de sua casa gostavam dele, assim que o diretor ia terminar de falar a porta da frente se abriu com violência e uma Sarah muito nervosa entrou.
–Ele não vai. – Ela gritou alto chamando a atenção de todos pra ela.
–Sarah!? – Severus se levantou atônico com o comportamento da esposa.
–Você não vai pra lugar nenhum. – A raiva estava presente nos olhos dela. – Isso tudo é um plano daquela vagabunda pra te tirá-lo daqui. – Sarah estava possessa.
–Sarah esse não é o local e a hora para falarmos nisso. – Severus se levantou aborrecido, toda a escola assistia. Miranda entrou pela porta atrás da mesa e olhou para a cena.
–Céus! Que algazarra é essa? – Miranda fingia inocência.
–Ela mesma falou Severus. – Sarah se quer a olhava. – Ela disse que vai para a França também, ela planejou isso tudo para nos separar. – Severus olhou para Miranda.
–Estou indo para Paris. Qual o problema disso? – Ela parecia confusa.
–É melhor conversarmos isso depois. – Severus odiava cenas e nesse momento ele estava diante da pior delas.
–Severus querido! Deveria treinar melhor sua mulher. – Miranda provocou.
–Eu vou te mostra quem que deve ser trinada sua cadela. – Sarah perdeu as estribeiras e partiu para cima se Miranda, que se escondeu atrás de Severus, que sua vez não permitiu que Sarah avançasse.
–Pare com isso imediatamente Sarah. – Severus a segurou pelo pulso.
–Você vai defendê-la novamente? – Sarah não podia acreditar.
–E você vai me envergonhar novamente? – Ele perguntou baixo e ameaçador. Os dois se encararam por um tempo, a chuva pesada continuava a cair lá fora raios iluminavam mais o ambiente, o clima no salão é muito tenso.
–Não. – Sarah respondeu baixo em quanto sentia a pressão que ele exercia em seu pulso. – Não se preocupe! Eu nunca mais vou envergonhá-lo. – Em um movimente rápido da mão ela se soltou e foi se afastando dele devagar. – Você tinha razão Miranda, ele prefere a mulher a Lolita! Você venceu. Pode ficar com ele, vocês se merecem! – Severus a olhou se afastando devagar sem entender o que ela queria dizer com aquilo. Sarah saiu correndo do salão principal sobre o olhar de todos, Gina e Luna correram atrás dela, Severus ficou parado lhe vendo sair correndo, estava envergonhado com o que acabará de acontecer.
Sarah correu pelo corredor da escola, ela estava chorando muito, novamente Severus deu preferência a Miranda, novamente sentiu vergonha dela, Vanylla, Gina, Luna todos estavam errados, Severus e ela não nasceram para ficar juntos, ela empurrou a porta da frente e saiu correndo pela chuva.
–Sarah! – Gina gritava por ela, que não respondeu. – Merlin! Volte aqui Sarah. Luna volte para o salão e avise o Professor que ela foi pra Floresta Proibida. – Luna concordou com a cabeça e entrou correndo.
No salão.
–Severus isso é vergonhoso! – Miranda falou ofendida. – Sua esposa é tem que aprender a controlar esse gênio dela. – Severus já estava saindo, envergonha em quanto o diretor despenava os estudantes, ele mal ouvia o que se passava a seu redor, pois só conseguia lembrar-se das palavras de Sarah “Você venceu. Pode ficar com ele, vocês se merecem!” algo nos olhos dela deixou claro que ela não estava brincando. Luna entrou correndo e gritou.
–Professor Snape. Sarah entrou correndo na Floresta Proibida. – Ela ofegava, Severus olhou para o teto de mostrava como o clima estava do lado de fora.
–Severus, a floresta já é perigosa de dia, com essa tempestade estar bem pior. – Minerva falou preocupada.
–Inferno! – Ele foi para a saída da escola acompanhado por Dumbledore, chegando lá viram Gina toda molhada no meio do terreno gritando por Sarah.
–Sarah! Sarah! – Gina estava tremendo.
–Srta. Weasley! Vá para dentro antes que pague um resfriado. – Severus passou por ela.
–Professor! Ela entrou correndo na floresta. – Gina esta chorando.
–Vá para dentro agora. – Ele correu para a floresta gritando porá Sarah, logo outros professores e funcionário se juntaram a ele. No Castelo Gina estava na enfermaria na companhia de Luna, Minerva e Madame Pomfrey, todas estavam preocupadas com Sarah.
–Será que ela estar bem? – Luna perguntou para Gina.
–Claro que esta. O professor vai achá-la logo. – Gina respondeu, mas em seu intimo também estava muito preocupada com a amiga.
Na floresta uma hora depois a chuva já estava passando e ninguém havia encontrado Sarah.
–Onde ela esta Albus? – Severus olhava para todos os lados já estava começando a ficar desesperado.
–Se acalme Severus, ela estar bem.
–Como estar bem! Estamos procurando a mais de uma hora e não a rastro dela em lugar nenhum!
–Severus temos que voltar para a escola.
–Eu não vou a lugar nenhum sem ela. – Severus andava olhando para os lados.
–Severus, estamos todos encharcados, cansados e vamos acabar pegando um resfriado. – Severus olhou para o velho ao seu lado, não podia pedir para ele que ficasse ali, mesmo Albus sendo um grande bruxo, já era velho e tinha suas fragilidades.
–Vá para dentro Albus, eu vou continuar procurando por ela.
–Não meu jovem, todos vamos voltar e trocar de roupas e nos esquentarmos um pouco, pelo menos ate a chuva passar definitivamente. – Mesmo relutante Severus foi com Dumbledore, todos os funcionários foram se trocar, Severus foi para a enfermaria, Luna foi ate ele.
–Não a acharam Professor? – Ela perguntou tímida, ele negou com a cabeça. – Onde o Sr. Acha que ela foi?
–Não sei Srta. Lovegood, eu realmente não sei. – Severus estava derrotado.
–Sabe Prof. Sarah não faz isso por mal, ela só tem medo de perde-lo. Ela acha que não estar a sua altura, afinal vocês são tão diferentes. – Severus olhou para Luna.
–O que quer dizer com isso?
–Uma vez ela me disse que o Sr. era inaccessível, que estava sempre a frente de todos e ela se sentiu ameaçada pela falta de experiência dela e pelo medo do Sr. achar alguém mais interessante que ela. – Severus ouviu tudo calado, não sabia que Sarah se sentia assim, a única coisa que ela não sabia é que ele se sentia o mesmo com ele. O dia amanheceu e todos na escola sabiam que a Sra. Snape havia desaparecido. Severus já estava na floresta procurando por ela, estava desejando que ela tivesse desaparatado dali e ido para outro lugar. Já se passava das oito da manha ele já não sabia mais onde procurá-la quando ouviu um grito longe de Hagrid.
–Achei. – Severus olhou para os lados tentando localiza de onde vinha o grito, correu para a orla da floresta esperando o meio gigante a parecer, Dumbledore, Minerva, Pomfrey e os outros funcionário se juntaram a ele, logo Hagrid saiu da floreta com algo em seus braços, Severus quase teve um troço ao vê-la molhada e encolhida nos braços de Hagrid.
–Os centauros a viram correndo para o outro lado da mata, ela esta muito gelada e treme muito.
–Leve-a para enfermaria. – A Madame Pomfrey nem deixou que ele parasse, correram com ela para a enfermaria, onde ela proibiu que qualquer um entrasse. Severus ficou do lado de fora junto com Dumbledore e Minerva, ele se sentou no corredor e ficou totalmente calado.
–Acalme-se filho, ela estar em boas mãos. – Dumbledore pousou a mão em seu ombro.
–Pessoas como eu não tem o direito de serem felizes, esta é a prova. Primeiro a Lilly e agora a Sarah.
–Deixe de bobagens homem. Sarah logo estará bem e vocês ficaram juntos.
–Ela se achava inferior a mim Albus! Ela disse a Lovegood que ele era inaccessível e que estava sempre acima dela e dos outros.
–É a visão de uma jovem apaixonada
–É bem mais que isso Albus. - Ela não faz ideia do quanto ela é importante para mim, eu não consigo me ver hoje, nesse mundo sem ela. - Severus falou triste e constatou que isso era verdade, minutos depois a Madame Pomfrey veio informá-los que o estado de Sarah inspirava mais cuidados e que seria melhor que ela fosse transferida para St. Mungu's Severus foi ver a esposa em quanto sua transferência era providenciada. Quando entrou na enfermaria ele sentiu o chão sumir debaixo dos seus pés, sobre um leito, coberto com lençóis brancos, Sarah jazia tão pálida e frágil. Severus se aproximou devagar, com se temesse essa a proximidade, ela dormia um sono profundo, ele tocou em sua mão, ela estava gelada e tremia, ele sentiu lagrimas nos olhos, não podia, não queria perdê-la. Meia hora depois uma equipe de St. Mungu's chegou para fazer a transferência dela, Severus não saiu do lado dela um só momento.
–Prof. - Ele se virou quando ouviu alguém lhe chamar, era Gina e Luna. - Nos avise quando ela estiver melhor. - Ele simplesmente concordou com a cabeça e seguiu com os medibruxos Miranda que assistia de longe sorria feliz, agora era só ma questão de tempo para ter Severus aos seus pés novamente.