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16. Flora Riddle


Fic: Flora Riddle 2


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A manhã seguinte lhe traz um presente da natureza: neve. Pequenos flocos estavam caindo, formando uma camada branca ainda tímida no chão. A última vez que Flora havia visto neve fora na infância, com cerca de quatro anos, em uma visita à casa de sua avó trouxa, no sul do Brasil. Corre para fora de casa de roupão, olhando para o céu cheio de floquinhos caindo e... Cai. Escorrega na calçada e cai sentada no chão. Ri de si mesma. Felipe corre ao seu encontro e cai também. Riem muito, se beijam. Flora abre a boca para o céu:


- Que pena! Na minha lembrança distorcida a neve tinha um sabor doce. Não devia ter experimentado agora, aí ela seria doce para sempre.


- Você tem cada uma, querida.


- Felipe, me ajuda a levantar. Hoje vou levar Yan para a escola e aproveitar para dar uma passadinha no salão de beleza. Decidi que se antes eu podia me dar um dia de noiva, hoje posso instituir um dia de trouxa e passar totalmente alheia a tudo. Deixando a tintura do cabelo entrar pelos poros e envenenar minha cabeça com futilidades. Tô precisando.


Felipe balança a cabeça, rindo.


- Pode fazer o que quiser com os cabelos. Só não me volte careca, acho que eu não iria acostumar.


Diz isso puxando com carinho seu cabelo para lhe dar um beijo. Depois tenta levantar-se e descobre que está grudado ao chão, por causa da fina camada de gelo. Flora também está. Ele comenta:


- Que situação!


Ela o repreende:


- Você nem parece bruxo!


Pega a varinha que estava dentro do roupão e rapidamente descola os dois. Enquanto faz isso, lembra-se de Merope Gaunt e se entristece: não deveria ter dito isso para Felipe:


- Desculpa, amor. Foi mal, não queria dizer isso.


Felipe refaz o sorriso lindo que ela adora e diz que ela precisa caprichar na tintura de cabelo, deixar ir além dos poros, para descontaminar seu sangue – talvez ele estivesse puro demais. Depois de tomar café, despedem-se. Antes de pegar o carro na garagem (com a bateria arriada, o que não é problema para ela, um toque de varinha e “já era”, como  observou Yan), Flora passa na casa de Hannah para ver como ela está, não queria deixá-la sozinha neste momento delicado. Sai com cuidado para não derrapar, passa na casa dos meninos que compartilham carona com Yan e segue estrada. Consegue chegar com um atraso de 40 min, devido ao mal tempo. Deixa as crianças na escola e vai para o seu dia de trouxa.


 Após perguntar para algumas pessoas que conversavam em uma mercearia, Flora encontra o pequeno salão de beleza com a placa indicando “aberto” e “entre” pendurada na porta. Flora entra. Era um local improvisado na frente da casa da própria cabeleireira, tinha um lavatório e duas cadeiras vermelhas próprias, com ajuste de altura. Uma delas estava com um pé quebrado e era apoiada sobre um toco de madeira rústica. Flora lamenta não poder fazer um feitiço para reparar o pé da cadeira, afinal aquele era o seu dia de trouxa, nada iria mudar sua idéia. As paredes eram coberta por um papel de parede gasto, mas bonito, decorado com minúsculas flores.  A dona do salão chega um pouco depois e sua aparência simpática combinava com a decoração, inclusive o vestido de flores miúdas parecia-se muito com o papel de parede. Flora sorri. Conversam rapidamente, pede um “trato” no cabelo, unhas e se possível, uma massagem relaxante. A dona parece estranhar o pedido, diz que normalmente não faz massagens, a não ser capilar, quando faz hidratação no cabelo.


- Que seja. Pode fazer, então. Não se preocupe com o corte, vejo que é uma mulher de bom gosto e fará o que ficar melhor em mim. Brinque com meu cabelo, faça sua arte.


Com esta “carta branca” para fazer o que quiser, a pobre cabeleireira a olha por alguns instantes, depois folheia algumas revistas velhas e decide o que fazer. Começa a contar o plano e Flora pede para que seja uma surpresa, sua única exigência era os cabelos mais claros – queria ficar mais parecida com as tias do que com a mãe. Não se preocupa com o resultado. Estava determinada a não usar magia para mudar sua aparência, se não ficasse bom o tempo consertaria. Fecha os olhos e quase adormece, tentando pensar em campos floridos, seus cachorros correndo. Lembra da cartinha que Narcissa havia enviado há três dias, contando que finalmente haviam liberado os cães para entrar no país, que logo chegaria com eles em sua casa. Flora tenta alienar-se tanto quanto era possível, mas ao olhar-se no espelho, seus olhos lembravam os de Tom Riddle criança. Ela fecha os olhos e adormece.


- Está pronto.


Flora abre os olhos e vê no espelho uma mulher loira, cabelos alisados, um pouco abaixo dos ombros. Combina com seus olhos. Mas a aparência pouco importava. Já tinha o que havia buscado: um pouco de paz. Paga pelo trabalho, deixando uma boa gorjeta. As horas que passara ali não tinham preço.


Ao abrir a porta, avista do outro lado da rua, um dos homens com quem havia conversado na mercearia. Ele disfarça e começa a segui-la. Ela deixara o carro próximo da escola do filho, alguns quarteirões de distância. Ao perceber que continua sendo seguida, entra em uma rua deserta (o contrário do que fazem mulheres trouxas, mas Flora queria ter a chance de se defender). Procura a varinha no fundo da bolsa e não encontra. Começa a correr. O homem atrás corre também. Flora não consegue pensar em nada, ele está muito perto. Ela tropeça e ele a segura com força, rasgando seu vestido. Ela, num acesso de fúria, consegue canalizar a magia em seu corpo sem a varinha e atira o homem para longe e corre. Entra no carro, encontra a varinha no console. Saíra tão distraída que havia se esquecido de levá-la. Começa a chorar num desabafo, enquanto repara a roupa com um feitiço. Sabia que havia infringido a lei. Dois bruxos aparecem na entrada do beco no qual o agressor ainda estava desacordado. Algum tempo depois retornam para encontrá-la. Ela desce do carro e vai ao encontro dos dois homens. Um dos homens, o mais alto, de olhos muito negros e aspecto rude, fala:


- Então a filha de Voldemort começou a atacar trouxas inocentes? Sabíamos que não tardaria a ocorrer. Faz isso por prazer ou estava entediada?


Flora não consegue responder, ainda estava em choque. Não acreditava que após sofrer uma agressão a vítima era o agressor e não ela. Olha para os bruxos do ministério com raiva e indignação. O mais baixo e loiro lhe estende um envelope:


- Vai ter que se explicar. Tivemos muito trabalho para reparar o estrago que você fez. Aqui está uma intimação para que compareça ao ministério para prestar depoimento.


Flora pega o envelope e volta para o carro sem dizer uma palavra. Encolhe-se e volta a chorar. Resolve voltar para casa e pedir que Felipe busque os meninos na escola no fim do período. Precisava descansar.


Quando chega a Hogsmeade leva um susto: alguém pichara o muro de sua casa com a mesma marca negra que havia no braço de seu tio. Ela sabia, os homens do ministério se deram o trabalho de espalhar a notícia. Flora entra na casa e fecha todas as janelas. Encontra um bilhete de Neville sobre a mesa da cozinha informando que ele e Hannah estariam em outra cidade bruxa, um pouco distante dali. Já havia comentado que quando chegasse a hora, iriam para lá para que Hannah tivesse o bebê com uma famosa parteira. Flora lamenta não poder estar com a amiga naquele momento. Sente uma dor imensa por todo seu corpo. Sabe que vai além da dor física. Seu mundo caíra. Chora encolhida em um canto da cozinha. Lembra de Felipe, não havia pedido que buscasse as crianças, Yan e os amigos logo sairiam da escola. Com muito esforço, se põe de pé, troca de roupa, lava o rosto, pega a varinha e começa a andar em direção da loja do marido. Sente olhares curiosos sobre ela, mas não os encara. Respira fundo e apressa o passo. Felipe que acabara de saber o que os dois homens do ministério haviam espalhado, vai ao encontro da mulher na entrada da loja e a olha com uma interrogação no rosto:


- O que é isso que estão dizendo, Flora?


Ela estranha, ele não costuma chamá-la pelo nome. Mas tenta explicar o ocorrido em poucas palavras, tomando fôlego a todo instante para não voltar a chorar. Ele compreende, acredita nela e a abraça. Ela dá o envelope para o marido. Felipe lê rapidamente e diz que infelizmente estão proibidos de sair da cidade até a data da audiência.


- Vou fechar a loja e vamos buscar Yan, ele já deve ter saído da aula.


Felipe nota uma pequena aglomeração de pessoas em frente da loja, sinaliza para Flora ficar dentro. Ele sai e pergunta o que querem. As pessoas em sua volta ordenam que Flora saia da casa, supostamente não deixariam que ela acabasse com a paz local. Felipe tenta, em vão, explicar que ela não havia feito nada senão se defender. Mas a multidão não queria explicações. Como ele não sai da porta, treze varinhas o estuporam ao mesmo tempo. Felipe cai no chão desacordado, um filete de sangue escorrendo em seu nariz. Flora vai para a porta assim que ouve o som do marido caindo ao chão. Olha para ele, vê o sangue, se desespera. Não tem tempo de abaixar-se para tomá-lo nos braços, pois pressente que será também atingida e lança feitiços estuporantes para todos os lados. É intensamente atacada pelos habitantes de Hogsmeade. Ela é ágil, mas teme que algum dos feitiços atinja novamente o marido, então voa para cima da loja. Alguns a perseguem com vassouras. Ela tenta ser rápida, mas um feitiço lhe atinge o braço, sente uma dor lancinante e vê que está sangrando. Tenta voar mais alto, fugir. Não quer machucar ninguém. Eles insistem na perseguição.


Ela pula de telhado em telhado, jogando feitiços para desarmar para todos os lados. A idéia de jogar maldições passa por sua cabeça, ela sacode os cabelos como quem espanta um inseto, na tentativa de mandá-la para longe. Sabe que está só. Por todo lado, só vê vultos aparecendo do nada e lhe lançando jorros e mais jorros de luz vermelha. Não sabe aparatar, não tem como fugir. Em sequência, defende-se de vários feitiços e é atingida por uma maldição cruciatus, enquanto se contorce de dor, consegue ver que vem direto do funcionário do ministério. Olha para o chão e percebe que está novamente sobre a loja do marido, mas não o vê mais deitado no chão. Desespera-se, depois vê o velho Abeforth carregando seu corpo ainda desacordado para dentro do Cabeça de Javali. Essa distração quase a desarma, ela rapidamente devolve o feitiço que vem de diversos lados. Esquiva-se do jorro de luz verde que sai da varinha do mesmo homem que a tivera sob a maldição cruciatus, voa para outro telhado, mas escorrega na aterrissagem. Enquanto cai é atingida por um expelliarmus e perde a varinha. Sente que seria seu fim, os homens tomados de fúria não a poupariam. Mas nada lhe acontece. Ao seu lado surge do nada um Harry Potter que a pega pelo braço enquanto ela escorrega pelo telhado, esfolando-se. Ele estupora os oponentes e aparata com ela no mesmo instante que ela desmaia.

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