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8. Cap VII


Fic: Duas semanas que fizeram a diferença. - JL


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Lílian.


James segurava forte na minha mão, juntos caminhamos rapidamente para fora da mansão e enquanto saía eu ouvia o barulho de objetos se quebrando, de feitiços sendo desferidos e de muita luta.


- Não seria melhor voltarmos para ajudá-los? – Eu disse, mesmo sem saber quem estava lutando.


- Não, Dumbledore me deu ordens expressas de levar os alunos de volta para Hogwarts em segurança, e mesmo se ele não tivesse dito nada, tudo o que eu quero é te tirar daqui! – Ele disse sem me olhar diretamente, andando ainda mais rápido até passarmos pelo portão da mansão.


Andamos mais alguns metros até chegarmos a uma floresta que era tão fechada quanto à floresta proibida, eu estava apenas de short e assim que entrei na mata senti um galho cortar a minha panturrilha.


- Droga! – Disse assim que senti o galho cortar a minha pele.


James parou de andar no mesmo momento e seguiu o meu olhar até a minha perna, o corte foi profundo e o sangue escorria. Ele rasgou a sua camiseta que só naquele momento eu percebi que estava enroscada no cós da sua calça, depois se abaixou e amarrou o pedaço de pano no corte.


- Está doendo? – Ele perguntou aflito.


- Não muito. – Menti.


Ele se levantou e seus olhos pararam no meu braço, eu segui o seu olhar e me assustei com o tom de roxo que ele estava tomando, sem contar que também havia pontos de sangue em torno do hematoma que tomava uma proporção gigantesca. Ele levou sua mão na direção do meu braço, mas desistiu na metade do caminho.


- Eu devia voltar lá e matar aquele desgraçado. – Ele disse inflamando de raiva.


Eu nunca havia visto ele daquela forma.


- E você me largaria aqui sozinha? – Disse com a voz manhosa.


Ele sorriu com o canto dos lábios.


- Eu não me vejo fazendo isso... – Respondeu dando dois passos na minha direção, ele pousou sua mão na minha cintura e eu fechei meus olhos com a temperatura agradável do seu toque, meu pijama estava todo molhado até a altura da minha cintura e o toque do James fez um contraste absurdo entre o quente e o frio.


- Pronta para desaparatar? – Ele disse tirando alguns fios de cabelo que estavam colados na minha face.


- Sim! – O respondi abrindo meus olhos.


Ele sustentou o meu olhar e colocou a sua outra mão na minha cintura, segurando-me firme, inclinou o seu corpo para frente e beijou a minha testa dando um longo suspiro, logo após eu senti uma fisgada no umbigo e quando eu percebi estava na sala do Prof. Dumbledore.


- Graças a Mérlin! – Escutei a voz do Sirius assim que senti meus pés tocarem o chão.


- Está tudo bem irmão! – James disse para ele com um leve sorrisinho nos lábios.


- O que houve com a sua mão? – Sirius o questionou.


Só naquele momento que o James olhou para a sua mão direita e constatou que ela estava completamente inchada e cheia de sangue.


- Se a minha mão ficou assim, imagina a cara daquele desgraçado... – Ele disse pensativo.


- Você bateu em alguém? Droga Potter, você deixou o melhor por último? – Sirius disse realmente irritado.


Se eu não estivesse com tanta dor eu teria rido daquela cena, aqueles dois pareciam um casal discutindo.


- Não fala besteira! – James o respondeu e depois pegou na minha mão com delicadeza.


- Vamos, vou te levar até a enfermaria. – Ele me disse.


- Como está se sentindo Lily? – Sirius me perguntou se emparelhando comigo enquanto caminhávamos para a enfermaria.


- Estou bem, obrigado! Eu gostaria de saber da Jéssica e dos outros alunos.


- A menininha só fez perguntar por você, mas está bem, os outros também estão bem e já foram dormir! – Ele me respondeu em meio a um bocejo.


Assim que chegamos à enfermaria a Srta. Pomfrey veio me receber e olhou assustada para o ferimento do meu braço.


- Há também um corte na perna. – James a informou.


Ela pediu para eu a seguir, mas eu não queria soltar das mãos dele.


- Eu vou te esperar. – Ele disse para me convencer a deixa-lo.


A Srta. Pomfrey espalhou essência de Ditamno nos meus machucados e eles instantaneamente melhoraram. No momento que eu sentei na maca o cansaço tomou conta do meu corpo, eu estava destruída, os músculos do meu corpo que estavam tensos por todo esse tempo agora começavam a relaxar e doíam em protesto.


- Agora você toma um banho bem quente e vai dormir, amanhã estará se sentindo melhor!


Quando eu deixei a enfermaria eu vi o James sentado sozinho na sala de espera, ele ainda estava do mesmo jeito, sem camisa, com a calça suja e os cabelos extremamente bagunçados, ele estava de cabeça baixa e não me viu chegando.


- Você não vai cuidar dessa mão? – Eu lhe perguntei.


- Não precisa. – Ele disse olhando para ela.


James se levantou e olhou o meu ferimento na perna e depois o meu braço.


- Está melhorando rápido! – Constatou com um sorriso nos lábios.


- Essa é a função da essência de Ditamno.


- É mesmo? – Ele disse sarcástico. – preciso urgente de aulas particulares sobre poções, mas não conheço ninguém que possa me ajudar.


Eu sorri minimamente e minha cabeça doeu demais com aquele simples gesto.


- Verei se conheço alguém que possa te ajudar! – O respondi no mesmo tom sarcástico.


Ele me olhou de cima a baixo e franziu o cenho.


- Você precisa tirar essa roupa molhada ou ficará doente!


- Olha quem fala. – Disse revirando os olhos. – Você está praticamente sem roupa!


- Por isso mesmo, minha mãe sempre disse que é muito pior ficar com a roupa molhada ao corpo, do que ficar sem roupas...


- Essa teoria é muito fácil de ser seguida quando se é um menino!


Ele sorriu alto e concordou com a cabeça. Depois pegou delicadamente na minha mão entrelaçando nossos dedos dessa vez e juntos fomos para o salão comunal. Assim que chegamos próximos à escada que levava até o dormitório feminino eu senti meu coração se apertar, eu não queria me separar dele, não queria ficar sozinha, nem por um segundo. Eu parei de andar e baixei minha cabeça para ver se meu coração voltava ao normal.


- Que foi Lily? – Ele me perguntou aflito.


Eu estava morrendo de vergonha de dizer, então eu soltei nossas mãos e caminhei sem olhar em seus olhos até a sua frente e depois o abracei fortemente, eu deitei minha cabeça no seu peito nu e espalmei minhas mãos nas suas costas largas, meu coração acelerou quando o aroma único da pele dele me atingiu e uma única frase que passou na minha cabeça foi: - Eu o amo!


Ele passou seus braços ao redor da minha cintura e me apertou contra o seu corpo.


- Acabou Lily, estamos todos bem e você pode ter certeza que o que aconteceu hoje nunca mais se repetirá! – Ele disse num tom forte de promessa.


- Obrigado – Eu sussurrei – Muito obrigado mesmo, se não fosse você...


- Não vamos pensar no “Se”, porque “se” eu não tivesse chegado a tempo eu não estaria aqui, eu estaria ou em Askaban ou morto!


Eu tremi com as palavras dele.


- Acho que nem um namorado faria melhor! – Eu disse sem pensar.


Ele sorriu próximo a minha orelha e eu senti o meu corpo tremer com timbre da risada dele tão próxima.


- Eu mereci essa! – Ele disse. – Agora suba para tomar um banho bem quente, porque você está gelada. – Disse passando suas mãos por toda a extensão do meu braço.


Apesar de não querer me separar dele eu estava realmente precisando de um banho, eu suspirei fundo quando me separei dos seus braços e com um mínimo sorriso segui até o meu quarto enquanto ele me olhava sumir das suas vistas.


**********


James.


Enquanto observava a Lílian subir as escadas me deu medo que ela caísse, tamanha a fraqueza que ela demonstrava sentir, eu fiquei extremamente aliviado quando ela entrou no seu dormitório, meu coração se aqueceu com a certeza de que ela estava bem. Eu segui até o dormitório masculino e depois de tomar um banho bem quente e demorado – quase gritando de dor quando o sabão tocava nos ferimentos da minha mão – deitei na minha cama e praticamente desmaiei.


Acordei na manhã seguinte com o sol alto em meus olhos, eu me virei na cama e abri os olhos minimamente apenas para ver o Sirius deitado de bruços na sua cama num sono pesado! Me virei na cama e senti uma dor tremenda percorrer todo o meu corpo, eu tinha ficado muito estressado e aflito na noite anterior e agora todos os nervos do meu corpo estavam doendo. Levantei-me e me esforcei para me trocar, depois desci ainda sonolento para o salão comunal. Eu percebi que era horário de aulas, pois não havia nenhum aluno no salão comunal, estava prestes a voltar para o meu dormitório quando meu estômago roncou e eu decidi ir até o refeitório verificar se o desjejum ainda estava nas mesas. Assim que eu cheguei ao refeitório eu me assustei com a quantidade de alunos que apinhavam o local, Dumbledore estava fazendo outras das suas reuniões e eu não estava nem sabendo.


Não tô valendo mais nada mesmo. – Pensei.


Encostei-me a parede como de praxe apenas para não faltar o respeito com um bruxo que eu considerava tanto, mas eu sinceramente estava sem paciência para ouvir os sermões do Dumbledore! Assim que eu encostei à parede meus olhos percorreram famintos cada milímetro do refeitório em busca da Lílian, mas ela não estava ali e eu deduzi que ela ainda estivesse dormindo.  


- E então depois de expor os meus motivos quero lhes informar que mandarei os alunos mestiços de volta para os seus lares até que consigamos mandar todos os comensais, ou a maioria deles para Askaban. – Ouvi o Dumbledore dizer.


No mesmo instante que meu cérebro assimilou aquela informação eu senti meu coração perder uma batida, eu não pensava da mesma forma que o Dumbledore, pelo contrário, eu acreditava que o local mais seguro do mundo era Hogwarts. Só de imaginar a Lílian desprotegida em sua casa eu já sentia meu estômago embrulhar. Como um presságio eu a vi entrando no refeitório naquele momento com o mesmo semblante confuso que eu fiz quando vi aquela multidão, ela estava sozinha, trajava um vestido preto tomara que caia colado ao seu corpo, ele não era muito curto, mas fez meu sangue esquentar nas veias de ciúmes, ela estava com os cabelos molhados e soltos sobre os ombros e a sua beleza estava radiante. Ela olhou para a mesa da Grifinória, depois passou a olhar todos os cantos do refeitório, até que os olhos dela encontraram os meus, eu sorri para ela que sorriu de volta e caminhou na minha direção, eu estendi minha mão para ela que a segurou fortemente, eu então a conduzi até os meus braços.


- Bom dia. – Eu sussurrei no seu ouvido, abraçando-a delicadamente.


- Bom dia! Qual o motivo da reunião? – Ela perguntou curiosa.


Eu não queria dizer para ela, não daquela forma.


- Já te conto! – A respondi, voltando a prestar atenção no que o Prof. Dumbledore estava falando.


- ...Essa medida será provisória e não levará mais do que uma semana, mas é imprescindível para que tenhamos sucesso em nossa missão... – Dito isso o Prof. Dumbledore deixou o palanque.


- Não entendi nada. – Ela disse baixinho.


- Vem comigo – Eu pedi enquanto a puxava pelas mãos e caminhava para fora do refeitório.


Eu não saberia explicar o motivo, mas depois de tudo o que eu passei ontem, do medo real que eu senti de perdê-la ou de não conseguir chegar a tempo de salvá-la o simples toque das nossas mãos já era motivo suficiente para fazer o meu coração se manifestar, caminhar de mãos dadas com ela pelos corredores vazios de Hogwarts me trazia uma satisfação imensa. Eu estava com fome e sabia que ela também deveria estar, pois acordou ainda mais tarde do que eu, e fora do refeitório havia apenas um lugar no castelo onde era possível achar comida. A sala precisa.


- Para onde vamos? – Ela perguntou me dando um pequeno sorriso.


- Tomar café! – Respondi enquanto subíamos a escadaria do castelo.


Após subir alguns lances de escada ela parou e se apoiou na parede, eu imediatamente entrei em desespero.


- Está se sentindo bem? – Eu a questionei fitando seus olhos.


- Sim, só estou descansando um pouco. – Ela sorriu alto, talvez do meu semblante preocupado. – Estou cansada, só isso!


Vê-la sorrindo daquela maneira fez meu coração virar uma brasa, o simples som da risada dela me aqueceu por dentro. Eu dei uns passos em direção a ela que estava com seus olhos cravados nos meus, e então eu colei meus lábios nos seus. Seus lábios macios moldaram-se nos meus com perfeição, ela os abriu minimamente num pedido mudo para que eu a invadisse com a minha língua, eu coloquei minha mão direita na parte de baixo das suas costas e a puxei para que nossos corpos se colassem no mesmo momento em que eu atendia a sua solicitação e invadia a sua boca delicadamente, quando nossas línguas se encontraram eu senti algo como borboletas no meu estômago, o perfume dela estava me inebriando, as mãos dela que agora estavam uma no meu cabelo e a outra no meu pescoço me deixavam a beira da insanidade, nunca na vida eu desejei tanto uma mulher, minha ereção chegava a doer de tanto desejo, mas eu tentava ao máximo não pensar nisso, se eu me deixasse levar por esse sentimento eu certamente faltaria com o respeito e ela ficaria brava comigo. Eu separei nossos lábios e dei dois passos para trás, os olhos ainda fechados buscando a razão que eu sabia estar em algum lugar dentro da minha mente, mas que naquele momento estava infestada de Lílian!


- O que houve? – Ela me perguntou com aquela voz suave, sua respiração estava muito acelerada.


- Nada Lily – Disse abrindo meus olhos - Acha que consegue subir mais alguns lances de escada - Despistei?


Ele me encarou franzindo o cenho, seus olhos ganharam um brilho diferente, e eu sabia que ela estava formando alguma opinião dentro daquela mente.


- Sim eu consigo! – Ela respondeu de forma curta e começou a subir os degraus deixando-me para trás.


Foi necessário que eu corresse atrás dela até alcançá-la, ela estava brava, dava para perceber no seu semblante e eu não fazia ideia do motivo. Assim que cheguei à parede exata que nos levaria a sala precisa eu passei três vezes em frente aos trasgos bailarinos fazendo com que uma porta surgisse à nossa frente, Mérlin é o único que sabe como eu tive que me concentrar para que a sala precisa não se transformasse num puta quarto com uma cama king size de molas.


Eu abri a porta e depois segurei a mão da Lílian que estava me olhando desconfiada, eu achei que teria que convencê-la a entrar, porque ela certamente acharia que eu transformaria a sala precisa num motel, mas eu não precisei dizer uma só palavra, ela entrou na minha frente sem maiores problemas.


- Você podia ter transformado esse cômodo no que você quisesse e transformou nisso? – Ela disse apontando para a réplica perfeita da nossa parte do refeitório, o céu era mágico e estava nublado, em cima da mesa havia pães, bolos, frutas, sucos, iogurte, etc.


- Achei que você quisesse comer. – Disse sem entender o seu desapontamento.


- E eu queria mesmo! – Ela me respondeu e se não fosse ela quem tivesse falado eu podia jurar que havia um duplo sentido na sua frase..


Ela se sentou e eu sentei na cadeira a sua frente, enchi um copo com suco de laranja e lhe entreguei, depois enchi um copo para mim.


- Sabe Lily, o Prof. Dumbledore acha melhor que os alunos mestiços fiquem em suas casas trouxas por alguns dias, enquanto capturamos todos os comensais. – Eu disse enquanto dava uma pequena mordida em um pão.


- Mas e você? – Ela perguntou engolindo o suco de uma só vez.


- Vou ajudar a captura-los o mais rápido possível.


Ela baixou seu olhar, fazendo seu cabelo cair para frente.


- Eu não queria ir. – Ela disse com uma voz infantil que fez meu coração se partir em milhões de pedaços.


- Olha para mim Lily. – Eu pedi, ela então levantou seu rosto, penteou os cabelos para trás com os dedos das mãos e bebeu mais do seu suco, depois me olhou diretamente nos olhos fazendo meu coração acelerar absurdamente.


- É para o seu bem, eles não fazem ideia da onde é sua casa, mas Hogwarts é sempre o primeiro alvo entende?!


- Para você é só a guerra não é mesmo, você nem se importa se vamos ficar longe um do outro, você nem parou para pensar que eu não vou mais te ver. – Ela disse visivelmente irritada enquanto levantava-se da mesa.


Eu também me levantei e vi toda a comida sumir de cima da mesa, caminhei até o canto da sala onde ela estava emburrada olhando para a parede, eu a virei pelo ombro para que ela ficasse de frente para mim. - Céus, aquela menina brava conseguia ser ainda mais perfeita.


- Primeiro, eu só entrei de cabeça nessa guerra porque era a forma mais efetiva de eu te proteger - Eu disse acariciando o seu rosto com o meu polegar – Segundo, eu me importo sim, e muito se vamos ficar longe... Você não tem noção do desespero que eu senti quando entrei ontem naquele maldito calabouço e não te encontrei, eu senti medo, e não foi um medo normal que eu costumo sentir quando estou voando muito alto, ou quando estou fazendo algo errado e tenho medo que alguém descubra, foi um medo capaz de congelar a minha alma, de me fazer perceber que eu não viveria em um mundo onde você não existisse, um medo que me fez perceber que eu prefiro a morte a ficar longe de você! E terceiro, pensar que eu não vou mais te ver é tudo o que eu tenho feito desde que o prof. Dumbledore deu essa notícia. – Eu fiquei com o meu rosto a centímetros do dela e deixei que o verde dos olhos dela penetrasse no castanho dos meus. – Sabe por quê Lily? Porque, eu te amo!


Eu mal terminei de falar e os lábios dela já estavam colados nos meus, ela levou sua mão direita até a minha nuca e entrelaçou sua mão nos meus cabelos no mesmo momento em que abria sua boca na minha, eu coloquei minhas duas mãos na sua cintura e a apertei mais contra o meu corpo quando sua língua encontrou a minha, ela colocou a sua mão esquerda por dentro da minha camiseta e depois desceu a direita deixando uma nas minhas costas e outra no meu abdômen, ela brincava com os músculos da minha barriga e pressionava levemente as suas unhas nos meus ombros, ela estava me enlouquecendo, mas quando ela se esfregou na minha ereção eu sai de mim, eu desci minhas mãos da sua cintura e levei até a sua bunda apertando-a com vontade pressionando ainda mais nossos sexos, eu ouvi ela gemer baixinho em meus lábios e eu sai de mim, eu a levantei pelo quadril e senti quando ela entrelaçou sua perna na minha cintura, rapidamente eu caminhei até a mesa e a deitei de forma delicada, deitando por cima dela ainda com as pernas dela engata nas minhas costas, ela puxou minha camiseta para cima arrancando-a e começou a passar a sua mão por cada pedacinho do meu corpo, eu separei nossos lábios apenas pela necessidade de ar e passei a sorver o seu pescoço fazendo a gemer alto dessa vez, quando ela fez isso eu instintivamente levei minhas duas mãos nos seus seios fartos e os apertei com carinho no mesmo tempo que fazia movimentos simulando a penetração, foi então que a minha ficha caiu e eu praticamente dei um pulo saindo de cima dela.


- Desculpa Líly, mil desculpas, eu não queria faltar com o respeito, mas é que... – Eu parei de falar, se eu tentasse explicar tudo o que ela me faz sentir eu pioraria as coisas.


Ela levou as duas mãos ao rosto e ficou assim por alguns segundos, seu vestido estava levemente abaixado no decote e eu podia ver metade dos seus seios à mostra, sem contar no vestido que estava completamente levantado, ela se sentou na beira da mesa e me chamou para perto dela movimentando o dedo indicador, eu fui até ela que abriu as pernas, entrelaçando-as novamente nas minhas costas, ela descansou seus braços no meu ombro e me olhou sorrindo.


- Você acaba de dizer que me ama e depois diz que me faltou com o respeito? Não entendi!


 - Eu sei que você não permite e não gosta que tomem certas liberdades... – Eu disse visivelmente sem graça, minha garganta estava seca só de saber que na situação que ela estava era somente eu levantar aquele vestido e colocar a sua calcinha de lado para fazer dela a minha mulher.


Ela sorriu alto, fazendo meus ossos se amolecerem.


- Você deve ter ouvido isso de algum menino que eu tenha ficado, e isso não deixa de ser verdade, eu não deixo mesmo nenhum bruxo tomar “liberdades” – ela disse fazendo aspas no ar com os dedos – Mas, você... – Ela disse fitando meus olhos – Você é uma exceção na minha vida, você sabe o que é uma exceção?


Eu sorri alto, ela estava devolvendo o sarcasmo que eu usei com ela outro dia.


- Sabe por que eu nunca permiti? Porque eu nunca fiquei com ninguém que eu amasse de verdade, mas você minha exceção, você eu amo como nunca amei na vida, eu amo o seu jeito, amo o seu sorriso, amo a sua cara de bravo, amo o aroma da sua pele, amo e desejo o seu corpo como nunca achei que fosse possível! Eu te beijo, mas isso não sacia a vontade que eu tenho de você entende? Você nunca deve se comparar com nenhum outro cara que eu já fiquei, porque simplesmente não tem comparação, você é o homem da minha vida. – Ela disse de forma simples, mas eu sabia dentro de mim que eu jamais esqueceria aquelas palavras.


Eu colei meus lábios nos dela e sussurrei: - Aceita ser minha namorada?


Ela sorriu em meus lábios e disse: - Lógico, na verdade eu já sou, só que você não sabia!


Dessa vez o beijo foi de forma urgente como se o mundo dependesse dele, eu passei minhas mãos por toda a extensão da sua perna, percorrendo a sua cintura indo parar diretamente nos seus seios, a parte do corpo dela que eu mais desejava.


- Então quer dizer que você deseja o meu corpo? – Eu brinquei com ela, deitando-a novamente na mesa.


- E como! – Ela respondeu olhando com luxuria para o meu peito e abdômen.


- Você não devia ter me dito isso. – Eu respondi depois comecei a beija-la de forma mais lenta, porém mais intensa e profunda, desci meus beijos por toda a extensão do seu pescoço sentindo-a se contorcer em baixo do meu corpo, eu pressionei meu sexo no dela e vi quando o seu rosto assumiu um tom muito vermelho, eu apoiei o meu peso nos braços e a encarei apenas para perceber as suas bochechas ficarem ainda mais vermelhas.


- O que foi? – Eu a questionei curioso.


- Tem como apagar a luz? – Ela disse desviando o seu olhar.


Eu sorri do jeitinho dela.


- Amor, não dá pra rolar nada agora por motivos óbvios. – Eu disse ainda sorrindo. – Mas na nossa primeira vez eu não vou apagar a luz não, eu faço questão de ver cada detalhezinho desse seu corpo maravilhoso.


O rosto dela se fechou e ela me empurrou fracamente para cima, eu sentei na beirada da mesa e ela sentou do meu lado.


- Motivos óbvios? – Ela repetiu confusa.


- O primeiro de todos é que deve haver uma multidão atrás de nós já!


Ela concordou coma cabeça.


-O segundo é que, bem, se você nunca permitiu que outros rapazes chegassem até onde eu cheguei, eu suponho que você nunca tenha...você sabe...


- Sim, eu sou virgem! – Ela disse corando ainda mais.


- Então meu amor, você merece muito mais do que essa mesa dura! E eu faço questão de fazer com que seja perfeito para você, porque para mim eu já sei que será.


- Você tem razão. – Ela disse baixinho. – Mas é que quando você está perto, eu meio que perco o discernimento.


- Eu também meu amor, Mérlin é testemunha do meu esforço.


Ela sorriu alto e depois pulou da mesa ajeitando o seu vestido e o seu cabelo.


- Vamos? Preciso arrumar minhas malas! – Ela disse, fazendo meu coração se entristecer.


***


Lílian.


Enquanto eu arrumava as malas eu ficava lembrando os momentos que eu acabei de ter com o James, era incrível como em um dia as coisas haviam mudado tanto, ontem ele disse que não queria nada sério e hoje havia me pedido em namoro. Outra coisa que eu não conseguia parar de pensar era no fato dele querer tanto me respeitar, era tão fofo *.*, mesmo que eu não quisesse ser respeitada, não por ele!


- Atrapalho? – Escutei a voz da Marlene vindo detrás de mim, eu deixei a minha mala em cima da cama e me virei para encará-la, ela estava com os cabelos presos – coisa que ela raramente fazia – e estava com grandes olheiras.


- Nunca você irá me atrapalhar Lene, mas o que houve com você?


Ela caminhou até mim e me abraçou fortemente.


- A minha melhor amiga tinha sido sequestrada sabe e eu meio que entrei em desespero.


- Own Lene, eu estou bem agora. – Respondi com os olhos marejados.


Ela me soltou e depois sentou-se na sua cama.


- Você está indo passar uns dias na sua casa não é mesmo?


- Sim estou, mas o Jay me garantiu que será por poucos dias.


- O Jay. – Ela disse sorrindo. – aquele menino quase morreu Lily, eu o vi definhar na minha frente, foi desesperador, hoje eu tenho certeza absoluta que ele te ama.


- Ele me disse isso! – A respondi eufórica.


- Oh meu Mérlin! – Ela deu um gritinho histérico. – Então quer dizer...


- Que estamos namorando. – Eu a interrompi.


- Estou tão feliz por você amiga, sério, eu também te amo e você sabe disso, então a sua felicidade me deixa extremamente feliz.


Eu sorri para ela sem conter a minha felicidade plena, eu nem estava me importando de ir passar uns dias em casa, pelo contrário, depois de tudo o que eu passei ficar em casa seria legal.


- Eu também te amo Lene! – Disse pegando a minha mala. – Juízo enquanto eu estiver fora hein...


- Pode deixar! – Ela me respondeu sorrindo.


Desci as escadas e avistei o James me esperando no meio do salão comunal, conversando com o Sirius, eu caminhava em direção a ele quando senti alguém me puxando pelo braço, olhei para o lado e vi a pequena Jéssica sorrindo para mim.


- Hey, como você está? – Perguntei colocando a mala no chão para lhe dar um forte abraço.


- Bem, melhor agora! – Ela me respondeu sorrindo. – Estou indo para a minha casa, queria te agradecer por ter me dado apoio ontem, eu jamais vou me esquecer!


- Imagina Jéssica, você se mostrou uma verdadeira Grifinória!


- Eu? Não, eu tive medo, você se teve não demonstrou. Você é a menina mais corajosa que eu já conheci.


Eu apenas balancei a cabeça e lhe dei um beijo no rosto, eu havia me apegado muito aquela garotinha.


- Tenho que ir agora, vejo você na volta! – Ela disse correndo em direção ao quadro da mulher gorda.


Peguei minha mala e caminhei até onde o James estava.


- Pronta? – ele me perguntou sem ânimo.


Eu apenas afirmei com a cabeça. Ele então pegou a minha mala, segurou a minha mão e juntos fomos até a sala do Prof. Dumbledore.


- O Prof. Dumbledore me deixou ir te levar. – Ele disse fazendo eu me alegrar profundamente.


Eu segurei no seu braço e pensei na minha casa, logo depois senti uma fisgada no umbigo e logo meus pés tocaram o gramado. Abri meus olhos e sorri ao constatar que eu estava no quintal da minha casa, o grande gramado estava como da última vez que eu o vi, o sobrado salmão me trazia uma paz absurda.


- Não há feitiços de proteção na sua casa? – James perguntou incrédulo.


- Nunca houve motivo para isso. – O respondi enquanto caminhava até a porta que estava trancada, puxei a minha bolsa das mãos dele e peguei a minha chave, assim que eu entrei já percebi que a casa estava vazia.


- Não há ninguém aqui. – James constatou.


Eu fui até a cozinha e abri a geladeira, estava vazia, aquilo só podia dizer uma coisa: Meus pais haviam viajado, de novo!


- Meus pais estão viajando! – Eu disse distraída, voltei até a porta e olhei para a garagem, o carro deles estava lá. – E foram para algum lugar mais longe, pois foram de avião! – Eu voltei na cozinha e olhei na parede, no porta chaves e vi a chave do carro ali. – pelo menos eles deixaram a chave do carro aqui, vou precisar comprar algumas coisas comestíveis – Eu peguei uma cadeira e subi em cima dela apenas para pegar um pote que estava em cima da geladeira, eu o abri e vi que estava cheio de dinheiro, como sempre!


- Você dirige aquilo? – ele disse apontando para o carro.


- Sim, meus pais me emanciparam e eu já tenho habilitação.


Ele cruzou os braços no peito e seu semblante se fechou.


- Vamos voltar para Hogwarts. – Ele disse decidido.


- Mas por quê?


-Porque seus pais não estão em casa, você não pode ficar sozinha!


- Ah! Sim, porque meus pais trouxas me protegeriam muito contra comensais da morte!


Ele suspirou exasperado.


- O que você vai ficar fazendo sozinha nessa casa? – Ele disse com a voz mais alta do que o habitual.


- Várias coisas. Vou ler, estudar, assistir televisão, ouvir música, ir ao supermercado...


- Eu não terei paz sabendo que você ficará aqui sozinha.


-Eu vou fazer todos os feitiços de proteção que eu conheço, não se preocupe, estarei segura.


Ele me puxou pela mão colando nossos corpos, ele acariciou o meu rosto e afastou meus cabelos para detrás do meu ombro, depois colou seus lábios nos meus beijando-me de uma maneira calma e serena, ele me deu um beijo molhado na medida certa, mas que tinha tanta intensidade que quase me fez chorar.


- Se cuida, por favor, eu volto assim que possível.


- Vem dormir aqui comigo. – Eu pedi sem pensar.


- Não faz isso comigo Lily. – ele sussurrou enquanto me abraçava. – Eu preciso encontrar aqueles comensais...


- Tudo bem. – Disse com um sorrisinho – Não custava nada tentar!


- Sim, você está me tentando e muito! Verei o que posso fazer. – ele respondeu selando meus lábios, depois deu dois passos para trás e suspirou profundamente desaparatando em seguida.


*******************


HEY MENINAS LINDAS DO MEU CORAÇÃO...


Sta.Prongs: Não morra nos intervalos dos capítulos, senão vc não vai ver o final da história kkk, eu fico feliz em saber que vc está gostando da fic, eu escrevo ela com muito amor, eu amo muito fazer isso! Mas entendo a sua impaciência por novos capítulos, deve ser coisa de Gabriela!


Sah Espósito: É outra tbem que vai morrer antes de terminar a fic kkkkkkkkkk, So, so sorry por não te agradecer no cap anterior, mas venho nesse capitulo te agradecer imensamente pelos seus comentários e dizer que eu os amo! Kkkkkkk vc me perdoa?


Jéssica Barreto: Ri muito com o seu comentário insinuando que todas as Jéssicas são fofas *.* kkkk, mas sim, essa Jéssica é muito fofinha mesmo! E quanto ao James ser lindo, bem, isso eu nem comento kkk


Helena e Charlotte: Deve haver um James, ou uns James em algum lugar do planeta terra, não é possível! Eu acredito nisso! Kkk Fofíssimo!


Vitória Snape: Muito obrigado por mostrar tanta consideração assim pela minha fic, e sim o James é demais, e olha que ele nem começou a mostrar o que sabe ainda hein kkk. Fofo sim, todas dizem, pois é a verdade!


Chrys: Que bom que gostou do capitulo, eu não sou muito boa escrevendo “aventura” e essas coisas, prefiro o romance em si, mas eu me esforço ;) espero não ter demorado! Bjus.


Vic prongs: Eu demorei? Não né kk Jay fosíssimo e ficará ainda mais, me aguarde... Obrigado pelo elogio!


Maria: James e Lílian nasceram para ficar juntos, é uma coisa sobrenatural, eu amo escrever esse casal! Fico feliz que tenha gostado viu e obrigado pelo comentário.


Bruna Bezerra: Não entendi o “ agora não para mais”, eu não parei kkkkkkkkkk Que bom que vc está gostando da minha fic, fico muito feliz com isso, de verdade!


ESPERO QUE TENHAM GOSTADO DESTE CAP! BJUS E ATÉ A PRÓXIMA... SERÁ QUE O JAY VAI DORMIR NA CASA DA LILY?


 

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Comentários: 9

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Enviado por Chrys em 29/04/2012

Eu quero um Jamees Potter!!! Eu quero eu quero eu quero!!!!!!

Meu Deus que homem é esse???????

Super curiosa e ansiosa pelo próximooo!!!

O que acha de postar amanhã já? kkkkkkkkk

Amando sua históriaa! Super beijo!!

Nota: 5

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Enviado por bruna bezerra em 29/04/2012

kkkkkk eu quis dizer que parece uma eternidade até vc postar o proximo capitulo . vc me deixa cada dia mais ansiosa, to amando sua fic ,não demora pra postar . beiijoos

Nota: 1

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Enviado por Sah Espósito em 28/04/2012

tipo assim eu nem estou CURIOSAAA para ler a continuação... nenhum pouco (roendo as unhas)

Quero um James pra mim.. Fiquei tao feliz que vi a atualização
Continua
ta lindo demais 

Nota: 5

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Enviado por Vic Prongs em 28/04/2012

Vc quer que eu morra com esses capitulos fofissimos ne? kkkkkk'
meu deuuus, preciso de um james desse pra mim kkkk'
cap perfeito *--* posta o proximos assim q der se nn eu morro de curiosidade ahusahushau'
beijos ;* 

Nota: 5

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Enviado por Dani Evans Potter em 28/04/2012

fico meio quente aqui neh ?!!   kkkkkk'
Capitulo perfeito!!!!! 
seu fic ta perfeita *---*  
posta mais se nao eu tenho um enfarte aqui KSAPOKSPOK'
paraabens!!!!!!
Eu preciso achar um james potter assim , pqp!
ele e muito perfeito *ooo* 
POOOOOOOOOOOOOOOSTA MAAAAAAAAAAAIS !! 

Nota: 1

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Enviado por Mrs J Barreto em 28/04/2012

hahaha; ameei o capitulo... (como sempre ne :D) Posta mais qe essa casal é muito fofo

Nota: 5

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Enviado por Srta.Prongs em 27/04/2012

ameeei , novas novas IASJIASJA
 aiin tadinho do Jaaay , ele fico seem a Lily ohh dó
ashauhsuas siim coisas de Gabriela sahuauhsahus 
atualiza assim que der, e nao demora naao em uahsua senao eu morro msm  

Nota: 5

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Enviado por Juliana Aparecida Chudo Marques em 27/04/2012

Sua fic é muitooo linda.... to acompanhando mas nunca comentei... achoo que por falta de tempo.. mas depois desse capitulo não tinha como não deixar um comentarioo.... eu quero um desses pra mim.. kkkkkkkk..... esperoo que vc não demore pra postar o proximo capitulo.. e vou tentar comentar nos proximos viu.. bjãoo *-*

Nota: 5

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Enviado por Helena e Charlotte em 27/04/2012

Deus o livre! capitulo perfeito, amei *---*  Deus te ouça, tem que ter um James por ai, haha (:
posta maaaaais, beijos ;** 

Nota: 5

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