n.a.: Siiiiiiim!!
Muito bem, muito bem!
Postei hojeee! hahahah Não me aguentei, gente.
Assim que terminei o capítulo, tive que postar...
Vocês estavam esperando a muito tempo... Decidi fazer esse carinho! :)
Enfim... Feliz Páscoa! hahahaha
Aproveitem!!
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Capítulo Cinco
Londres – Ministério da Magia – 8:00h da manhã
O estagiário entrou correndo na sala do Ministro. Sem bater na porta, assustou Quim Shacklebolt, novo Ministro da Magia. O homem olhou para o rapazote.
-Hayes?
-Senhor... – e respirou fundo, tentando acalmar-se. - Senhor, o diretor de Azkaban está aí, acompanhado de Narcisa Malfoy. Ela exige vê-lo, senhor.
Shacklebolt sabia que estava demorando para os Malfoy se manifestarem. Provavelmente pensam que é tudo parte de um plano para puni-los. Mas a verdade é que estava perdido. Nem mesmo os Inomináveis conseguiram pistas de onde Fawkes pode ter voltado no tempo. Não há rastro de magia a ser seguido.
-Tudo bem... Mande-os entrar.
Hayes se afastou, olhando para seu chefe. A expressão no rosto sofrido da guerra, e preocupada pelo que estava acontecendo o deixou mais nervoso. Fechou a porta atrás de si, e olhou para Malfoy e o Diretor de Askaban, Theodore McIntyre.
-Podem entrar. Ele os aguarda.
Narcisa ergueu o queixo, altiva, e passou pelo garoto. McIntyre insistira em acompanhá-la na sua visita ao Ministro, já que não poderia voltar para Askaban para relatar ao marido tudo o que foi decidido.
Abriu a porta e se deparou com o homem alto e negro que vira em seu julgamento. Quim Shacklebolt lhe inspirava respeito e segurança, algo que nunca pensou em sentir com ninguém. Nem com Draco, que era seu único amor. Lucius a desapontara, e mesmo o amando, não se sentia mais tão segura perto dele. Chegara a pensar que ele perdera a cabeça, durante a guerra.
-Bom dia, Sra.Malfoy. Por favor, sente-se.- Quim olhou para o homem alto e de aparência indomável atrás da loura.-Olá, Theodore.
-Quim. –o outro respondeu com um aceno de cabeça, sentando-se numa poltrona de veludo ao lado da mulher.
-Sr.Shacklebolt, imagino que o senhor saiba o motivo de eu ter vindo aqui. Essas notícias publicadas pelo Profeta Diário estão me incomodando. Sei que Draco jamais ficaria cativo de ninguém. Ele é um Malfoy. Não se deixaria abater. E ser chicoteado? Acha mesmo que meu filho se submeteria a isso? É um escândalo, um ultraje, o senhor permitir que tais calúnias sejam escritas. Draco não precisa de mais humilhação, e Lucius já está pagando por tudo o que fez, em Askaban. O senhor não pode mesmo achar que algo assim será bem visto pela sociedade.
-Madame, sinto ter que dar tal notícia à senhora, mas tudo o que está publicado é real. Eu mesmo vi o livro de Skeeter, e posso assegurá-la de que há magia antiga lá. O departamento de Mistérios tentou retirar os feitiços para que fosse possível a todos nós lermos, mas, infelizmente, o exemplar entrou em chamas e virou pó. Quando fomos contar à Skeeter, ela disse que o livro surgiu do nada em sua frente, como saindo das cinzas. –Quim olhou dentro dos olhos azuis de Narcisa.- Não há nada que possamos fazer.
-Ora, então tentem tirar meu filho de lá, senhor Shacklebolt. É ridículo que um Malfoy esteja sujeito a tal situação, de escravo! Onde já se viu isso? Um Malfoy...- ela suspirou.- O senhor não conseguiu ler o livro? Como sabe que ela não está inventando? Como sabe que meu filho não está preso em algum lugar, escondido, e a Granger está sob Poção Polissuco, ainda na Escola? Como?
-Senhora, tenha certeza que estamos fazendo o nosso possível para retirar a Srta.Granger e o Sr.Malfoy, sãos e salvos, daquele Tempo. Nós já reviramos os terrenos de Hogwarts de cima a baixo, e também investigamos todos os alunos. Estamos fazendo nosso melhor.
Narcisa levantou-se de supetão, segurando sua bolsa com as duas mãos. Theodore viu os nós dos dedos da mulher ficarem mais brancos que o normal. Ela estava furiosa.
-Tente mais, Ministro. Mais! Quero meu filho de volta! – Ela deu meia volta, e quando estava perto da porta, se virou.- Passar bem, Ministro. Sr.McIntyre.
E saiu, batendo a porta.
Os dois homens trocaram um olhar preocupado.
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Manhã – 12º dia – 2300 anos atrás.
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Draco Malfoy abriu os olhos lentamente.
A mente enevoada, confusa. Não sabia ao certo onde estava...
Os cheiros e texturas eram muito diferentes do que estava acostumado...
Sua cabeça latejava. Passou a mão esquerda na testa. Estava quente, e tinha um pano úmido sobre ela. Jogou-o de lado, suspirando.
Foi quando um peso no lado direito de seu corpo chamou sua atenção. Virou o rosto, e uma massa marrom lhe impedia a visão.
Um suspiro do emaranhado lhe prendeu, e ele ficou tenso.
Movimento.
Seus olhos encontraram dois orbes castanhos, adornados por longos cílios. A pele pálida por baixo de uma camada corada de Sol... E um pensamento: Proibido.
Hermione fitou Draco. Ela se levantou do peito do loiro, que a olhava assustado.
-Draco...- suspirou, tocou a testa dele, averiguando a temperatura, e levantou-se, pegando algumas tigelas de barro.-Volto já. Vou pegar mais água e unguentos para suas feridas.
Ela saiu de sua cabana, para o dia ensolarado que fazia. A temperatura amena, e o vento lhe balançando os cabelos... Respirou fundo, caminhando na direção do rio que passava ao lado da aldeia.
Depois de meio quilômetro andando, percebeu que era seguida. Virou-se, e viu Owen. Ela sorriu, simpática, e continuou a caminhar.
-Hermione, espere! –ele gritou, apressando o passo. -Hermione! –e tocou o ombro dela.
-Diga- a bruxa continuou a caminhar.
-Pelos deuses, você não pode sair assim.
-Como não? –estava despreocupada, Draco finalmente acordara, depois de um dia todo desacordado, e a febre estava baixando.
-Hermione – Owen a virou de frente pra si. Em seu rosto, uma genuína preocupação. Ele a visitara enquanto cuidava de Draco, e lhe levando as refeições e unguentos que ela pedira. Estaria ele ainda tentando me impressionar? Ele a olhava profundamente.- Não quis te acordar, mas ontem à noite chegou uma caravana do Sul. Eles disseram que os Romanos estão invadindo e conquistando terras, sem respeito. Eles podem chegar a qualquer momento. Todos estão preocupados.
-Oh!- os olhos dela ficaram arregalados. - Isso é horrível... Bem, eu não preciso de proteção, sei como me defender, mas não nego que me assusta a ideia de ir ao rio sozinha.
Owen sorriu.
-Posso ajudá-la?- ele apontou para as tigelas e ela lhe deu algumas.
Continuaram a caminhar, quietos. Perto do rio, quando o som da água já podia ser ouvido, assim como as crianças e algumas mulheres que trabalhava por ali, o guerreiro parou novamente.
-Hermione?
-Sim?- ela parou curiosa com o tom incerto dele. O homem a olhou firmemente, respirando fundo.
-Você já pensou sobre a minha proposta?
Ela sorriu, encabulada, olhando para baixo.
-Eu... Eu ainda não... –suspirou. - Me desculpe, Owen. Você é um guerreiro maravilhoso. E sei que será um marido exemplar, além de um grande chefe, mas terei que declinar seu pedido. Não posso... Eu não pertenço àqui.
Ele olhou para o rio, trincando os dentes. Seu pai o prevenira que Hermione não era qualquer uma, que não se impressionava com qualquer coisa, e que ele não deveria tomá-la por leviana... Mas não achou que ela declinaria seu pedido de casamento.
-Owen? Por favor, não é por mal, eu só não quero fazê-lo sofrer, caso volte para meu país...
Ele respirou fundo mais uma vez, voltando a andar, passando ao lado da morena de forma rígida, sem respondê-la. Depositou a cerâmica no chão, lavando-a e depois a enchendo com água limpa. A água do rio era límpida, clara, brilhante... ótima.
Hermione decidiu ficar calada, sabia que estava certa, e que ele logo a perdoaria. Ser dispensado era sempre doloroso. Havia dito que viera de outro país, um lugar longínquo, pois isso as roupas e os idiomas estranhos... Explicar que Draco e ela eram de outra época seria bem mais complicado.
Terminaram de abastecer as tigelas, e pegar as ervas que Hermione precisava.
Voltaram para a cabana da morena, encontrando Draco de pé, mexendo em vários potes, à procura de algo.
-Malfoy? Tudo bem?
Draco se afastou de tudo, um pouco surpreso por ter sido pego, mas recuperou-se rapidamente, colocando em seu rosto uma expressão de indiferença.
-Sim, Granger. Como pode ver, já estou de pé.
Ela se aproximou e tocou a testa dele.
-A febre baixou mesmo... Mas ainda assim, vais precisar tomar mais uma dose da poção que eu fiz.
E pegou o que iria precisar, organizou num espaço livre que tinha no chão, sentou-se e começou a moer os ingredientes, misturando com água e preparando o que tinha que dar a Draco.
Malfoy observou Hermione por alguns segundo, antes de perceber a presença de Owen. Ele o reconheceu como sendo seu “quase” assassino.
-Granger, o que esse cara está fazendo aqui?- perguntou em inglês.
-Ele está me ajudando, Malfoy. E o nome dele é Owen.
-Owen... hun... que nome mais idiota...- murmurou Draco. A verdade é que o olhar ameaçador do guerreiro o estava intimidando um pouco. Mas não parecia ser algo assassino... Parecia que... Ele tinha perdido algo... –Granger?
-O que é? –já estava ficando irritada. Bateu o pilão com mais força.
-Ahn.. Acho que alguém tem uma quedinha por você... – a risada irônica de Draco Malfoy ecoou pela cabana de Hermione Granger.
Ela largou o pilão, levantou-se rápido, e apontou o dedo na cara de Draco.
-Você está doente, e vai fazer tudo o que eu mandar, ouviu? Se tiver alguém com quedinha aqui, esqueça isso por enquanto, não é assunto seu!
Então, ele viu o guerreiro afastá-la suavemente de perto de si. Eles trocaram algumas palavras. Hermione, irritada, respirando fundo, tentando se acalmar, e Owen, preocupado, mas irritado. Ele olhou para Malfoy.
Quando deu por si, estava no chão, ouvindo Hermione gritar com o guerreiro. Havia levando uma rasteira dele, o que enfureceu a garota. Seus glúteos, costas e nuca estavam doloridos pela queda. Tentou se levantar, mas Hermione o segurou pelo ombro.
-Fique onde está. Você deveria ter permanecido deitado até eu voltar.
Ela pegou uma tigela com uma gosma verde e começou a passar nos arranhões do corpo de Draco, que estavam cicatrizando muito bem. Depois o fez tomar um chá frio, com gosto amargo.
-Vai te ajudar a relaxar.
Então, ele dormiu.
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Londres – Anoitecer – Profeta Diário – Cubículo de Rita Skeeter
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A jornalista terminou de ler o que estava escrito. O dia inteiro havia sido assim, sempre chegando mais e mais notícias do que acontecia em Gatorix. Ela estava muito preocupada com o desfecho dessa história no jornal, porque tumultos e boatos estavam se formando em cada esquina do Beco Diagonal. E ela sabia que fora dali, eram bem piores.
Arrumou suas coisas, pegou o livro, enfiando-o na bolsa, e saiu do prédio a passos rápidos. Esperaria até o dia seguinte antes de publicar o que havia visto. Se as coisas estavam tão ruins, do jeito que ouvira, no Ministério, publicar o que acabara de aparecer iria duplicar os problemas.
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n.a.:
Oii, gente!
Espero que tenham gostado desse capítulo. Deixei algumas coisas em aberto, é verdade, mas é porque serão respondidas no Capítulo Seis, okay?
Primeiro a questão do ‘proibido’ no começo do capítulo, pelo lado do Draco. O que vocês acham que será?
Depois, no Capítulo Quatro, a proposta de Arcturius à Hermione. O que ela respondeu? Vocês acham que ela disse alguma coisa?
O que vai acontecer daqui pra frente? O que Skeeter viu, que vai duplicar os problemas no Ministério?
Ahahha Tudo isso e mais, o Capítulo Seis de Império Romano!
Obrigada, muitíssimo obrigada, pelos comentários! Eu sei que deixei vocês na mão, mas é porque não deu mesmo! Prometo que vou recompensá-los.
O próximo capítulo está quase pronto, porque escrevi tudo numa bateria só, então, acho que posto ainda esse final de semana, okay??
E eu não vou abandonar essa fic tão cedo! Ahahah, acho que vou conseguir terminá-la.
Ah!! Esse fim de semana terá atualização de:
O Aprendiz – Entre Meninos E Lobos – capítulo 19
Coconut Tree – OneShot Dramione
Never Enough – Short em dois capítulos Dramione
Não percam!!
Até a próxima!!
Beijo!!
Mira H. O’Connell
12 de Abril de 2012