- Já disse que você precisa comer! Você está muito magra.
- Rosa, eu já comi todas as cinco panquecas que você colocou no meu prato, tomei dois copos de suco e comi metade daquela maçã... não está bom?
- Você come quase todos os dias essa quantidade de comida e sempre está emagrecendo. Pode comer mais! – e a amiga virou a cara.
Manda revirou os olhos e resolveu se servir mais uma vez de suco de abóbora.
Rosa havia comentado com Manda como ela estava magra, e havia planejado uma super dieta para a amiga.
As duas já estavam na mesa do café há quase trinta minutos, e Manda lutava contra mais um copo de suco.
- Acho que esta bem por hoje Manda. Vamos, a primeira aula é História da Magia.
Manda apanhou seus livros que estavam em cima da mesa e seguiu Rosa. Minerva havia lhe informado que ela cursaria o quinto ano, mesmo ano que Rosa se encontrava. Agora ela teria que realmente, dar o melhor de si.
Na aula de História da Magia, Manda descobriu que eles estudavam sobre Grandes Bruxos naquele instante. Hoje ela aprendera sobre Godric Grifinória, Helga Lufa-Lufa, Ravena Corvinal e por fim... Salazar Sonserina.
- Salazar Sonserina foi um grande mistério... – dizia o professor Ben – até hoje temos vários fatos mal explicados sobre esse Grande e genioso bruxo.
- Como a Câmera Secreta? – perguntou Rosa.
- Sim Rosa. Como a Câmera Secreta. Dizem que ela foi criada por Salazar há muitos anos, e só o herdeiro de Sonserina poderia abri-la.
Manda se mexeu na carteira. Após lutar contra a idéia de uma daquelas portas que ela desenhou era parte da câmera, resolveu perguntar:
- E existe algo mais do que as masmorras professor?
Rosa olhou de canto para a amiga, era uma loucura perguntar aquilo.
- Ninguém sabe Manda. Ninguém sabia se a Câmera existia. Ninguém sabe se os túneis e as doze portas de Sonserina existem.
- Doze portas de Sonserina? – perguntou Manda, com uma voz curiosa.
O professor ficou nervoso, caminhou até o quadro e respirou fundo.
- Leiam a página 890. Dispensados.
Manda recolheu seus materiais enquanto Rosa ia até a mesa do professor.
- Professor, e aquela permissão para a sessão reservada...
- Mas Rosa, o trabalho é só para o final do mês...
- Você sabe como eu gosto de adiantar meus trabalhos professor Ben.
O professor riu e tirou um pequeno formulário da bolsa.
- Aqui.
Ela apanhou o pergaminho e encontrou Manda na porta da sala.
- Que trabalho é esse...? Rosa! – e Manda parou de caminhar ao falar o nome da amiga.
Rosa continuou a caminhar e rir.
- Sua experta! Terminamos esse trabalho ontem na Sala Comunal, sobre os feitiços criados por Grandes Bruxos da antiguidade... Você quer...
- Acho que precisamos fazer uma lista do que vamos procurar na Sessão Reservada!
Manda abraçou a amiga pelos ombros e agora acompanhava o riso dela.
Depois de uma manhã cheia de matérias novas, e muito interessantes, as duas amigas foram almoçar. No meio do caminho até a ida ao Salão, Alvo e Escórpio encontraram as duas.
- Olá – gritou Alvo. – Sentiram minha falta?
- Sempre – disse Rosa, sorrindo quando o namorado a abraçou pela cintura e a beijou no rosto.
- Alvo, estou com algumas dúvidas, você poderia me ajudar? – perguntou Manda, em tom risonho.
- Claro. Vamos dar o fora daqui!
Alvo e Manda foram continuaram a ida até o Salão, enquanto Rosa e Escórpio ficaram para trás.
- Eles são meio melosos – disse Alvo.
- Estão amando Alvo!
Alvo riu.
- Alvo, você sabe alguma coisa sobre as Doze portas de Sonserina?
- Porque eu saberia?
- Ah.. Você é da casa da Sonserina, deve saber algumas lendas sobre o dono da casa... Tiago me disse alguma coisa, mas foi muito restrito e parecia algo de amador. Você deve saber mais.
Alvo entortou os lábios.
- É...
Por alguns instantes, apenas o som dos passos deles puderam ser escutados.
- Porque quer saber?
- O professor comentou e me interessei.
- Mas é só uma lenda boba sobre doze portas abaixo das masmorras! Seria um tipo de círculo com doze portas. Mas não pense que seria como a Câmara Secreta que guardava uma besta... Dizem que se você falar a língua das cobras a porta que julgar você bom para ela se abre.
- A porta que resolve se abrir?
- Cômico não é?
- Sim, mas isso não se encaixaria em magia antiga? Fiz um trabalho sobre isso ontem , magias criadas por Grandes Bruxos... Salazar Sonserina foi um Grande Bruxo!
- Capaz de criar portas que se abrem sozinhas apenas pelo perfil da pessoa? Para mim é bobagem. E além de mais a passagem ficaria dentro do Salão Comunal, e como os alunos ainda não descobriram? – disse ele, tirando um pacote de sapo de chocolate do bolso. – Quer um pedaço?
- Doce antes do almoço? Sua prima nos mataria...
- Olha que eu como tudinho – ameaçou ele em tom brincalhão, abrindo a boca e levando o doce até ela.
Manda sorriu e levantou a mão, a espera de um pedaço de chocolate.
- Está bom assim? – perguntou Manda, antes de dar a primeira garfada no prato.
- Ótimo – concluiu Rosa.
- Ôh Manda em. Ta comendo mais que o pessoal do quadribol. – comentou Julia.
Manda e as outras meninas riram.
- Aposto que tenho mas estomago que todos aqueles marmanjos.
- Tem mesmo? – perguntou alguém.
Manda entortou a sobrancelha, esperou um pouco e se virou para trás.
- Oi Roger.
- Olá. Como você está?
- Sentada... – as garotas riram. – Estou brincando, está tudo bem. E com você?
- Estou bem.
- Ótimo jogo.
- Obrigada. Bem, você tem alguma coisa para fazer agora a tarde?
- Na verdade tenho sim. Mas... O que era?
- Queria te convidar para sair. – disse o garoto em tom bom e alto.
Manda foi falar algo, mas não saiu nada. A pequena mudança de visual feita por Rosa, estava funcionando realmente.
- Podemos deixar para outro dia. Creio que a volta as aulas também está tomando seu tempo.
- Claro... – disse a morena.
- Ok então. Outro dia! – e ele se foi.
Manda virou para frente ainda em estado de choque.
- Não contem para ninguém. – disse ele, para as amigas.
- Todos da mesa escutaram. – informou Marlene.
Manda bateu na própria testa.
- O que será que Tiago vai fazer quando souber? – perguntou Julia a Rosa.
- Tiago? Porque ele faria algo? – interrompeu Manda.
- Ué, todo mundo viu o beijo do jogo.
- Ah sim, o beijo... – Manda passou a mão no próprio cabelo.
Ela percorreu os olhos pela mesa dourada e vermelha. Tiago não estava ali.
- Vão no duelo hoje a noite? – perguntou Beatriz.
- Duelo?
- Que os professores estão organizando. Já é o segundo encontro do grupo de duelos...
- Ah, o grupo de duelos... – disse Rosa. – Não vejo porque não irmos.
- Alguém sabe aonde o Tiago está? – perguntou Manda, olhando ainda para a mesa.
- Eu vi ele treinando hoje de manhã. Acho que está com medo de ser arremessado contra a arquibancada de novo! – disse Julia.
A noite Rosa, Escórpio, Alvo, Tiago e Manda se encontraram no Saguão. Que por sinal estava lotado com os alunos que queriam entrar para o Salão Principal, a fim de duelar um pouco. Hoje era o ultimo dia de treinos, e o verdadeiro Duelo começaria na próxima semana.
Os professores organizaram duelos para descobrir quem era o melhor duelista daquele ano.
- Trouxe a varinha? – perguntou Alvo a Rosa.
- Claro que não. Não sou a favor disso, mas é divertido.
Alvo revirou os olhos.
- E você Manda?
- Trouxe sim Alvo... Todos podem duelar?
- Apenas do quarto ano para cima – disse Tiago. – Medidas de segurança.
- Quero duelar com você – disse Alvo para Manda.
Escóprio riu.
- O que foi Escórpio? – perguntou Alvo, se virando para ele.
- Ela te desmonta em três segundos.
- Eu te desmonto em dois!
- Veremos então! – disse Escórpio, já rindo.
- É, veremos – disse Alvo, dando um soco no braço do amigo.
Os portões se abriram e os alunos começaram a entrar. O clima estava alegre dentro do Salão, e todos estavam demasiados nervosos para prestar atenção nas regras que o professor Ralphs tentava dizer. Fora determinado que os duelos começariam pelo quarto ano e seguiriam até o sétimo.
Escórpio e Alvo foram para cima do pequeno palco montado, com mesas juntas. Ao gritarem o mesmo feitiço, ambos foram jogados para trás e caindo de costas, machucando um pouco os braços esquerdos. Os dois foram tirado as pressas de cima do palco.
Madame Pomfrey estava ali, e deu um tônico para eles.
Manda ria enquanto Alvo e Escórpio estavam sentados reclamando de dor.
- Você não vai? É a vez do quinto ano!
- Ah não Tiago! – disse Manda. – Jamai...
- Eu desafio Manda, da casa da Grifinória.
Manda se virou para o palco. A oriental da casa da Corvinal que ela e Rosa haviam encontrado a frente da porta do professor Horácio estava lá.
- Manda, por favor, HyoHyeon está lhe desafiando. – disse o professor Ralphs. – Você quer duelar?
Manda olhou para os lados. Todos a olhavam.
- Ta bom. – disse ela, indo para o palco.
Quando chegou lá, viu que Escórpio e Alvo estavam em pé junto a Tiago e Rosa para poder verem ela. Tiago fez um sinal de positivo com a mão.
- Isso será interessante – Manda escutou o professor Ralphs exclamar. - Reverencia
Manda e HyoHyeon fizeram a reverencia.
- Três passos – disse o professor. – Agora!
- Estupefaça! – gritou a oriental, logo que o professor ficou quieto.
- Protego Totallus! – o feitiço voltou para a garota.
A garota caiu. Passou a mão nos cabelos e se levantou. Manda ficou parada, sem reação. Não sabia que feitiço usar.
- Me ataque! – gritou HyoHyeon. – Incêndio! – gritou a oriental
O professor Ralphs se levantou da cadeira, aquele feitiço não poderia ser usado.
- Aqua Eructo! – exigiu Manda da varinha. Quando o jato de água parou, ela viu a garota jogada no chão e toda molhada – Levicorpus!
Manda girou HyoHyeon três vezes no ar, provocando boas gargalhadas dos presentes. Menos da HyoHyeon... Manda colocou a garota sentada no chão, e virou as costas para sair do palco. Havia ganhado.
- Expelliarmus! – gritou a oriental ás costas de Manda, deixando sua varinha cair em meio a multidão.
Manda ficou parada, não fez nenhum movimento por alguns instantes. Se virou lentamente para a morena que tinha os cabelos bagunçados. O silencio havia se formado no Salão.
- Nunca ataque alguém pelas costas. A não ser, que seja para matar. – disse Manda arregalando um pouco os olhos e apontando a mão para HyoHyeon.
Ela jogou o braço para o sentido da platéia e a varinha da garota voou naquela direção.
- Flipendo! – ordenou ela, e HyoHyeon foi jogada para trás.
Manda olhou para os lados e desceu do palco.
- Vamos embora – pediu ela, a Rosa.
Todos os amigos saíram do Salão, indo para suas Salas Comunais.