Pedido de desculpas: Olá leitores estou aqui para justificar o atraso da postagem, sei que ficaram ansiosos com o presente pois eu tbm fiquei, mas acontece que no domingo uma gripe deu sinais de vida e se alojou completamente na segunda, fui ao médico onde passei a segunda inteira e a terça até o meio-dia, quando voltei para casa. Como ainda tava meio groge, não fui nem a faculdade (onde tenho postado atualmente já que minha net em casa se foi).
Infelizmente a vida me deu esse “presente”. Aff!
Mas como hj já estou melhor revisei estes dois capítulo que estou postando e pretendo postar o resto até o fim da semana, mas nem vou dar garantias, pra naum correr o risco de furar de novo. Fiquei traumatizada depois dessa e com medo de acontecer algo pior! Kkk
Agradeço a compreensão,
Bjo!!!
Paz
Regra 11: Uma Weasley não aceita desculpa de um Malfoy.
A noite passava tranquila e lenta no bar, os poucos fregueses eram atendidos sem dificuldade e Rose continuava a não falar com Scorpio. Quando enfim o bar esvaziou e foi fechado tudo o que os três únicos atendentes conseguiam sentir era alívio.
Scorpio por poder voltar a sua cama e dormir tentando ao máximo não sonhar com os fios ruivos.
Rose por não precisar mais fingir que os olhares de Scorpio não a afetavam e que ela não sentia vontade de se aproximar apesar das besteiras que ele tendia a fazer.
Ana por ser ver livre do clima entre ambos.
Mas antes de darem o dia por encerrado, faltava algo: a faxina; que agora era feita totalmente a maneira trouxa devido a presença de Ana.
Enquanto Scorpio persistia em esfregar uma mancha do balcão que provavelmente nunca sairia dali Ana arrastou Rose para perto da junque box falando baixo.
- Vamos amanhã. E tu pedes pra ele.
- Oque? Por que eu?
- Porque eu acho que deve – respondeu Ana com um olhar significativo.
Rose olhou Scorpio ainda concentrado na mancha e sentiu que Ana estava certa, era oque ela queria fazer.
- Ok – disse ela meio ansiosa por falar com Scorpio depois de uma semana de gelo – Deseje-me sorte.
Rose deu um pequeno riso tremulo e Ana percebeu que ela pedia sorte não devido ao assunto que ia tratar, mas simplesmente pela reaproximação.
- Boa sorte – falou, mas Rose nem chegou a ouvir, pois já se dirigia a Scorpio e a mancha invencível.
- Scorpio?
Ele se virou rápido, surpreso por ouvir a voz dela falando seu nome novamente.
- Será que podemos conversar?
Ele a fitava intensamente com os cantos do lábio curvados numa mostra de alegria, o que a deixou meio sem jeito, mas ela continuou.
- É sobre o bar.
Os cantos dos lábios dele despencaram. Ele esperava que ela fosse falar sobre eles, mas então ele se tocou de que não havia “eles”.
- Pode falar – sua voz ficou arrastada e Rose acreditou se tratar de preocupação com o bar.
- Vou precisar sair com Ana amanhã a noite.
- Pra quê? – Scorpio ergueu uma das sobrancelhas.
- Pesquisa de campo. Queremos ir a alguns lugares pesquisar algumas ideias.
Rose ficou apreensiva enquanto Scorpio pensava, no dia seguinte não haveria jogo, oque significava pouco movimento e ele considerou que talvez fosse bom ficar um pouco longe dela para tentar raciocinar sobre oque pretendia fazer com relação a ela e o bar. Ele não acreditava que qualquer plano das garotas pudesse salvar o bar, mas aproveitaria para ter um tempo para si mesmo.
- Tudo bem, mas assim que tiverem definido oque pretendem fazer eu quero ficar sabendo.
Rose já ia iniciar a ladainha de convencimento quando se tocou que ele já havia aceitado, ela sabia que ele não estava levando as ideias dela e de Ana muito a serio e pensava que teria que fazer um longo discurso, tentando vencer pelo cansaço. Ficou feliz pelo sim tão rápido.
- Ok! – então levou a mão à testa numa tentativa de continência.
Scorpio revirou os olhos e pela primeira vez desde a briga com Bob, Rose não resistiu e sorriu para ele, ele correspondeu rápido. Ficaram se olhando e rindo sem jeito até Rose decidir que já era o suficiente e se virar para voltar aos esfregões. Scorpio finalmente falou as palavras que coçavam em sua língua há dias.
- Me desculpa – ela se voltou para ele que continuou – Me desculpa por ter agido como um idiota naquela noite. Sei que não tenho o direito de me meter na sua vida.
Rose suspirou.
- Tudo bem Scorp – deu um leve sorriso – Se você não agisse como idiota às vezes, não seria você.
- Ei! – respondeu ele se fazendo de ofendido, mas feliz por ouvi-la chama-lo de Scorp e não de Malfoy.
Ana olhava de longe. Feliz por ter se metido, sabia que eles só precisavam de um empurrãozinho para eles voltarem a se entender.
Na manha seguinte Scorpio estava bem mais animado. Assobiava enquanto preparava o café.
- Estranho amor? – Rose perguntou as suas costas.
Ele se virou e a viu se sentando a mesa.
- Não sabia que você curtia As Estranhas – continuou.
Scorpio deu de ombros e sorriu.
- Está tudo bem? – Rose se levantou e pôs a mão na testa de Scorpio como se medisse sua temperatura, oque fez ele aumentar o sorriso – Já sei! Comeu algo estragado!
- É claro que não! – falou ele por fim.
- Então porque você está assim? – perguntou ela cruzando os braços em frente ao prato de ovos que ele servia.
- Não é nada, Rose – ele achou melhor não dizer que era ela que o deixava assim.
E dessa vez quem deu de ombros foi Rose.
- Ok – e levou uma garfada de ovos a boca – Hum! Muito bom!
Scorpio riu convencido e Rose aproveitou.
- Mas o meu é melhor! – disse tirando sarro e desatando a rir.
Scorpio fechou o sorriso e fixou um olhar reprovador a ela, que riu ainda mais.
- Sem graça! – disse ele e ela lhe deu língua como faria uma criança.
Minutos depois desceram para o bar e começaram o trabalho. O dia passou tranquilo até umas dez horas quando Rose e Ana saíram deixando Scorpio sozinho no bar.
Rose e Ana andavam pela rua rindo muito devido ao alto nível de álcool no sangue. Uma fachada grande e colorida atraiu o olhar de Rose.
- Vamos lá!
- Onde? – perguntou Ana entre risos.
Rose apontou a fachada que dizia Bar das Mil e Uma Noites e Ana leu a placa ao lado.
- Noite das mulheres – ela olhou para Rose.
- Você sabe oque acontece nessas noites, não sabe?
Rose balançou a cabeça afirmativamente.
- Se Scorpio souber que eu te trouxe pra um lugar desses eu tô morta.
- Scorpio não tem porque se meter na minha vida – soltou Rose com a voz meio áspera – e ele não vai saber de nada.
Ana sorriu e as duas caminharam em direção ao bar e entraram. O lugar era grande com enfeites que deviam lembrar a história de Omar Khayyam, muitos tecidos que davam privacidade as frequentadorAS e o som tinha uma batida rápida.
Varias mulheres estavam sentadas em frente a um palco vazio. Quando Rose e Ana se aproximaram a musica foi trocada e alguém entrou no palco.
Era um homem do tipo forte vestindo um uniforme de marinheiro muito apertado, as mulheres começaram a gritar, Rose e Ana se olharam e riram.
Ana pediu bebidas para as duas e elas foram se sentar em frente do palco como as outras mulheres.
Elas assistiram mais duas apresentações: uma com três cowboys e outra com uma dupla de policiais. No final de todas elas os homens terminavam em cuecas minúsculas e as mulheres pareciam a ponto de subir ao palco.
Rose jamais negaria a beleza deles, mas ela sempre encontrava defeitos.
O primeiro era musculoso demais, ela preferia algo menos ‘avantajado’.
Os cowboys possuíam cabelos meio compridos, a altura do queixo, mas escuros, ela preferia o tom loiro, principalmente quando tendia ao branco.
E na ultima apresentação um dos policias ficou lançando olhares de interesse para ela que havia sentado bem na frente a pedido de Ana, mas só a fez pensar em olhos cinza azulados.
Foi quando ela desistiu de ficar ali e esperou apenas Ana dar o numero de seu telefone a um dos garçons descamisados que havia a paquerado a noite toda.
Elas saíram do bar e Rose sentiu o alivio do silencio.
- Isso é demais! – Ana estava empolgada.
- É – disse Rose e Ana percebeu a falta de convicção.
- Oque foi? – perguntou, mas ao olhar para Rose não esperou ela responder.
- Vamos até aquela lanchonete.
Rose não compreendeu porque Ana a arrastava até a lanchonete na esquina da rua do bar até ver seu reflexo na vitrine de uma das lojas pelas quais elas passavam.
Seu rosto estava muito corado, provavelmente devido a bebida, havia quebrado a promessa de ficar sóbria e pouco se importava, seus cabelos estavam desgrenhados e sua roupa torta no seu corpo.
Quando chegaram a lanchonete Ana pediu dois cafés sem nem perguntar oque ela queria.
A atendente trouxe os cafés e os pôs na frente delas. Rose olhou para o relógio de parede atrás do balcão e se pôs a pensar: “Não sabia que aqui haviam lanchonetes que ficavam abertas até as quatro horas da mad....”
- Ah droga!
- Que foi? – perguntou Ana.
Rose apontou o relógio e Ana fez uma careta ao ver a hora.
- O Scorpio vai nos matar!
- Não. Ele vai ME matar – Rose começou a imaginar a cena que Scorpio faria na manhã seguinte.
- Vamos só nos recompor e então iremos para casa – concluiu Ana.
N/A: Tá ai gente, sinto mesmo pelo atraso e vou logo dizendo que depois da paz virá a tempestade, então podem seguir ao próximo capitulo que tá uma loucura, loucura! kkk
P.S.: Sei que vocês já devem estar pensando que o nosso casalzinho deve estar numa dieta onde só se alimentam na hora do café da manhã, já que é a única refeição que eu cito, mas me justifico dizendo que sempre cito o café da manhã porque acho a refeição mais intima dentre todas, oque destaca – pelo menos pra mim – a proximidade a qual eles se colocam e ainda tem o fato de que quando acontece algo num dia, o café da manha é o primeiro contato no dia seguinte, então é onde as coisas acontecem.
COMENTEM e bjosss!!!