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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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1. Único


Fic: By Chance - Amigo Secreto 2011


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Três coisas que não se pode voltar atrás: Um feitiço lançado, uma oportunidade que passou, e uma PAIXÃO vivida. As três aconteceram na vida de Draco Malfoy. O feitiço que Draco lançou em Hermione Granger no quarto ano fez os dentes, já grandes da garota ficarem enormes e também fez com que ele parasse para prestar atenção nos cabelos muito cacheados  dela. Draco perdeu uma oportunidade de salvar Hermione Granger. Ele ainda tinha a própria varinha nas mãos, a tia estava muito ocupada torturando a garota, os pais certamente não fariam mal ao próprio filho. Ele nunca soube responder por que nunca atacou Bellatrix Lestrange, pondo um fim na sessão de tortura. Draco Malfoy também viveu uma paixão por Hermione Granger. Eita! Pera aí, essa história tem que voltar um pouco no tempo pra poder ser entendida.


 


            Cinco anos se passaram desde a batalha final em Hogwarts. O luto já havia passado, e a maioria das pessoas já tinha reconstruído as vidas depois de tantas perdas. Draco Malfoy fora aceito na escola de aurores, e tinha terminando o curso com honrarias (é claro, aguentar a dupla Potter/Weasley por sete anos em Hogwarts e mais quatro na escola de aurores, é uma façanha digna de honrarias MESMO!) e no último ano participara de muitas missões, na maioria delas usando o conhecimento que adquiriu por ser filho de um comensal. Conhecia pessoas e lugares e embora não gostasse disso, isso garantia missões a mais. 


 


Estava fazendo um trabalho burocrático havia quase dois meses, sem missões de campo, aquilo fazia sentir-se enclausurado. Nunca fora muito chegado a atos de coragem, mas dois meses fechado em um escritório estava lhe deixando entediado, começava a sentir falta de sair na noite, sob um clima de tensão e, principalmente da adrenalina correndo nas veias que as missões lhe proporcionavam.


 


Resolveu sair um pouco, fumar um cigarro, tomar um café na esquina. Respirar um ar fresco, se é que dá pra chamar o ar londrino de fresco. Depois de caminhar por alguns minutos pelo ministério, com todos aqueles memorandos pairando por sobre a cabeça. Chegando ao café viu uma mulher inclinada sobre o balcão, esperando pelo pedido. Na verdade nem viu a mulher, viu belos quadris. Usava uma saia-lápis, uma camisa de seda branca e sapatos altíssimos. Ficou observando aquela cena por alguns momentos, a mulher tinha longos cabelos, que desciam em cachos perfeitos pelos ombros, ela ficava o tempo todo mudando o apoio de uma perna para outra de uma forma extremamente sexy. O pedido ficou pronto, ela finalmente se virou e de repente, ambos se assustaram. Era Hermione Granger. Apesar de ter que constantemente cumprir alguma missão com o Potter e o Weasley, Draco praticamente não viu Hermione desde o fim da guerra. Ela já tinha se revelado mais do que uma sabe-tudo chata, mas aquilo era decididamente algo diferente.


- Perdeu alguma coisa Malfoy?


- Bom dia pra você também, Granger. O que você está fazendo aqui, perto do ministério. Veio visitar seu namoradinho? Seu amiguinho testa rachada?


- Não é da sua conta. Apenas tenho negócios a resolver aqui. Até mais.


E saiu, sem mais nada dizer. Muita coisa mudou, mas uma definitivamente não mudara: Hermione Granger continuava insuportável.


 


Draco comprou seu café, fumou um cigarro e voltou para sua sala. Precisava pegar uns papéis antes de ir para uma reunião, aparentemente o jejum de missões estava para acabar. Chegando à sala de reuniões cumprimentou os presentes, o chefe do departamento de aurores, Martin Gray; Potter e Weasley, obviamente e outros colegas aurores, John Powell, Clair Foster, David Murray. Quando terminou de cumprimentar a todos, escutou um barulho característico de salto alto se aproximando e olhou para a porta. Uma presença completamente inusitada, Hermione Granger. Ela chegou, cumprimentou a todos e sentou-se entre o santo Potter e o pobretão.


 


Pelo que Draco sabia, Hermione resolveu estudar direito (trouxa e bruxo) e se especializou em casos de bruxos que foram torturados durante a guerra. O que diabos ela estava fazendo ali? Seus questionamentos foram interrompidos pela voz do chefe de departamento.


            - Bom dia a todos. Estamos aqui, pois em breve iniciaremos mais uma missão de campo. Essa missão será muito longa e muito importante, esperamos prender muitos comensais da morte, e se possível, líderes do grupo de resistência que têm nos dado tanto trabalho nos últimos cinco anos. Espero contar com o apoio de todos vocês.


 


Depois de um breve aceno de todos, Martin Gray continuou:


            - Em diversos momentos a ajuda de profissionais de outras áreas fez-se extremamente necessária e essa missão não será diferente. Dessa vez contaremos com a ajuda de Hermione Granger, de quem tenho certeza de que já ouviram falar. Se abrirem as pastas diante de vocês, verão que, de acordo com as investigações mais recentes, há grupos de comensais da morte usando de todos os tipos de atividades ilícitas em diversas regiões do Reino Unido. Há tráfico de drogas, seqüestros, estelionato, a polícia trouxa está envolvida, por essa razão precisamos de um especialista tanto em direito bruxo quanto e direito trouxa.


 


Draco finalmente teve a resposta que esperava, então era isso que ela estava fazendo ali. Draco tentava olhar de forma discreta para Hermione, mas essa tinha se tornado uma tarefa complicada. Os cabelos desciam pelos ombros elegantemente, em cachos perfeitamente domados. Tão diferentes do que eram durante os anos da escola. Ela tinha começado a usar óculos, eram de acetato, a armação grossa com formato de “gatinho”. Ele se perguntou quando ela adquiriu aquele visual meio fetichista. A blusa de seda, parecia tocar muito levemente os seios dela, que tinham se tornado fartos. Quando foi que eles cresceram tanto? Draco se questionava... Quando foi que a cintura se tornou tão delineada, e os quadris tão largos? Puta merda, quando foi que Hermione Granger ficou gostosa? Draco foi acordado de seus devaneios pela voz do chefe, que mencionara seu nome.


            - Então Malfoy investigará a atuação de um pequeno grupo de comensais na região de Northampton. O grupo está envolvido em golpes de estelionato, basicamente. Aqui está a pasta com os detalhes do seu disfarce.


            Draco abriu a pasta e passou o olho sobre o resumo do perfil que ele deveria assumir e teve um choque:


            - Espera aí! Eu vou ter que me casar com ela?! – Disse apontando para Hermione, que não demonstrou surpresa. Foi Gray quem respondeu.


            - Vamos arranjar papéis para que vocês se tornem Sr. e Sra. Bingley, e sim, vocês terão que viver em Northampton durante todo o tempo da missão, mas assim que a mesma acabar, suas vidas voltarão ao normal.


            - Por que ela não vai com um dos amiguinhos dela?!


            - Cada um tem um papel nessa missão Sr. Malfoy, e o seu é esse. – O chefe do departamento de aurores respondeu, passando a ignorar a cara feia de Malfoy e continuou – Potter fica em Londres, Weasley e Foster vão para a região de Essex e Murray vai para Catenburry. A maioria dessas cidades são pequenas, e é por isso que a ação dos comensais avança com certa facilidade. Todos já receberam as pastas com os detalhes e o que devem fazer. A reunião está encerrada.


 


            Draco foi o primeiro a se levantar, queria praticamente correr para sua sala. Ele próprio não era capaz de entender tamanha reação. Antes que pudesse entrar escutou a voz de Hermione chamando-o pelo sobrenome, como de costume. Mas de alguma forma aquilo pareceu soar diferente, sentiu um arrepio subir-lhe a espinha. Colocou o melhor sorriso sarcástico no rosto e se virou.


            - Como posso lhe ajudar, meu bem? Ou será que florzinha fica melhor?


            - Menos, Malfoy. Só um instante, preciso falar com você.


 


            Ficou observando-a enquanto se despedia dos amigos, beijando cada um no rosto. Weasley tinha a mão nas costas dela. Potter cochichou algo como “tenha cuidado” no ouvido de Hermione, que apenas acenou com a cabeça, deixando os amigos para trás e caminhando em direção à Draco. Ele esperava na porta da sala. Ele abriu a porta e esperou que ela entrasse; assim que fechou a porta atrás de si, Draco ofereceu-lhe uma cadeira, sentou-se logo depois.


            - Certo Malfoy, a gente pode fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil. Não temos opção, vamos ter que nos agüentar por sabe-se lá quanto tempo.


            O loiro respondeu com uma sacudida de ombros. A morena continuou...


            - Eu não gosto de você, você não gosta de mim. Então precisamos estabelecer alguns limites: Uma casa, quartos separados; todo e qualquer contato físico é da porta de casa para fora. Não tente nenhuma gracinha. Eu não sou sua amiga.


            - Qual o problema Granger, tá com medo de não resistir ao meu charme? - Draco falou com o seu tradicional sorriso de canto de boca.


            - Me poupe desses seus comentários infantis, Malfoy. Esse SORRISO idiota não me cativa.


 


~*~*~*~*~*~         



            Draco e Hermione chegaram em Northampton no início da manhã, a cidade não é muito grande, mas não é pequena o suficiente para que um soubesse da vida do outro. Northampton é uma cidade antiga e bastante industrial, sua manufatura mais tradicional é a de sapatos e outros artigos de couro. De acordo com o relatório entregue a eles no ministério, é nessa área que os comensais estão trabalhando. Alguns trouxas foram mortos após comprarem sapatos fabricados em Northampton, as autoridades trouxas pediram ajuda pois esse tipo de “acidente” acaba prejudicando muito a economia da região.


 


            O “casal” seria Gwen e James Bingley. Ela, vendedora em uma loja de sapatos, e ele operário de uma das indústrias suspeitas. Eles teriam que mudar alguns aspectos de suas aparências, especialmente Draco, pois seus cabelos platinados são uma forte característica Malfoy. Hermione clareou e alisou os cabelos. Draco usaria um tom castanho avermelhado. Chegaram à casa que lhes fora alugada. Um belo sobradinho de três quartos, já alugaram mobiliado, mas muito tinham que trabalhar naquele dia, organizar as próprias coisas, traçar diretrizes e planos e também “dar vida” a Kate e James. Estavam sentados na sala repassando o “itinerário” da missão quando Draco começou.


            - Você nunca me disse o que prefere. Florzinha? Amorzinho? Queridinha?


            - Vê se cresce Malfoy!


            - Na na na... é James. Jamie tá bom tb. E sou seu maridinho. – Ela o fulminava com o olhar.


            - Caralho! Você é insuportável.


            - Ooooh! A sabe-tudo sabe xingar.


            - Porra Malfoy! Já é uma merda isso tudo! Você tem que piorar? Que grande merda! Foda-se isso tudo.


            A morena levantou-se bruscamente e foi em direção às escadas. Queria um momento consigo mesma. Quando estava no terceiro degrau da escada, escorregou e caiu de bunda no chão. Draco assustou-se e foi correndo em direção à mulher. Pegou-a no colo e sentou-se com ela em um sofá.


            - O que diabos aconteceu?


            - Não sei, eu simplesmente escorreguei.


            - Tá tudo bem? Tá doendo?


            - Tá tudo bem, foi só um susto.


            Ambos nem perceberam que estavam se abraçando, e assim que viram a cena em que se encontravam afastaram-se bruscamente, ambos envergonhados. Draco levantou-se de uma vez.


            - Tem tudo nessa casa menos comida, acho melhor a gente sair pra abastecer a geladeira. – O loiro disse, passando a mão na parte de trás da cabeça, ainda sem conseguir olhar diretamente pra morena.


            - Me ajuda a levantar, por favor. – A morena respondeu.


 


            Draco deu a mão para Hermione. Assim que ela se levantou eles fizeram os feitiços para mudar de aparência e saíram. O pé de Hermione doía um pouco, mas nada que a impedisse de fazer uma pequena caminhada. Quando saíram o sol estava começando a baixar no horizonte ocidental, encontraram um pequeno supermercado, compraram o necessário para a semana.


            - O que você vai preparar para o jantar de hoje, amorzinho?


            - Não começa de novo Malfoy.


            - Docinho?


            - Eu não sei cozinhar – Hermione respondeu, ficando vermelha.


            - Você! Você não sabe alguma coisa! Vai ficar um ano sem chover na Inglaterra!


            - Por que diabos todo mundo pensa que eu tenho que saber cozinhar?!


            - Por que você é uma sabe-tudo e por que você é...


            - Uma garota? Que criativo você Mal... ummm... Jamie.



            Draco apenas riu enquanto caminhavam de volta para a casa de tijolos vermelhos. Viram então uma pequena aglomeração de pessoas e algumas barraquinhas. Aparentemente era uma das tradicionais feirinhas de Northampton. Decidiram dar uma olhada na feira. Muitas barraquinhas com roupas e bugigangas, comida e coisa gostosa. Caminhavam calmamente, rindo de uma ou outra coisa engraçada que viam. O sol já tinha se posto completamente quando chegaram em casa, guardaram as compras e Hermione escapou da cozinha pois resolveram comer alguma coisa na feira.


            - Eu estou cansada, e teremos um dia cheio amanhã. Vou dormir. Boa noite.


            - Vou ficar por aqui mais um pouco. Boa noite... docinho.


            Hermione resolveu ignorar a provocação, mas sorriu sem perceber enquanto subia as escadas.


 


~*~*~*~*~*~


 


            A primeira semana de trabalho dos dois bruxos foi intensa. Ambos faziam um esforço imenso para se aturarem, as provocações eram constantes. Brigavam constantemente, em alguns dias coisas eram atiradas e ambos gritavam muito. Portas eram fechadas com batidas ensurdecedoras.   No trabalho, Hermione aproveitava o tempo que passava na loja tentando verificar feitiços nos sapatos a fim de rastrear uma fábrica específica e Draco trabalhava na indústria, observando e tentando perceber qualquer atividade fora do padrão. Todos os dias durante o jantar os dois se reuniam na sala para trocar percepções e tirar conclusões. Na maioria das vezes era Draco quem cozinhava, Hermione era realmente um desastre na cozinha.


            - Para alguém que foi criado como um moleque mimado, você até que cozinha bem.


            - Para alguém que sabe tudo, você sabe fazer uma gororoba muito ruim mesmo.


            - Como você aprendeu a “se virar” assim?


            - Depois que a guerra terminou, eu já não conseguia viver naquela casa, por mais que minha mãe pedisse para eu morar com ela. Daí quando comecei o treinamento de auror, me mudei para Londres e tive que aprender a “me virar”, se não quisesse viver a base de comida pronta.


            - Bem... ou eu filava uma bóia na’Toca ou eu vivia à base de comida pronta.


            - Eu realmente sou melhor que você em alguma coisa... isso é interessante.


            - Aproveita Malfoy, que é só nisso.


            Algumas noites eram assim, uma leve troca de provocações, mas sem brigas. Apenas o jantar, o trabalho, as preocupações, uma taça de vinho e algumas risadas.


 


~*~*~*~*~*~


 


            As semanas dos bruxos se passaram sem muita evolução nas investigações, eles sabiam que havia algo de errado naquela cidade, mas não conseguiam realmente localizar a fonte dos problemas. Vez ou outra ouviam notícias de pessoas que iam parar no hospital, com diversos sintomas sem causa aparente. Hermione já estava pensando em trocar de emprego, quem sabe conseguisse pistas em outra loja, em alguma outra área da cidade. Porém Hermione conseguiu detectar um feitiço em um dos pares de sapatos da loja. Disse para a gerente que compraria aquele par e levou com ela, decidiu que precisava falar com Draco logo e por isso foi encontrá-lo a fábrica.


 


            Quando chegou lá, Hermione viu Draco saindo pelo portão principal. Sorriu ao ver o rapaz, com a aparência modificada para parecer James Bingley, estava empolgada pela primeira vez em semanas, pois teriam algum assunto diferente no jantar daquela noite, além das frustrações. Ela se pegou pensando no quer será que ele prepararia para o jantar. Porém, logo atrás de Draco vinham uma mulher, com a mão sobre seu ombro. Tinha cabelos vermelhos, era tudo o que conseguia ver daquela distância. Hermione sentiu algo estranho ao vê-lo sorrindo junto com aquela mulher. Algo que ela não sabia o que era. Ela simplesmente avançou em direção aos dois que conversavam totalmente despercebidos da presença dela. Quando Hermione os alcançou, apenas tocou o ombro de Draco para que ele percebesse sua presença. O bruxo olhou surpreso. Hermione o beijou, do nada. Como se não houvesse nada nem ninguém ao redor deles. O beijou com paixão, ou com ciúme, o sabe-se lá o que. Hermione lembrou-se de repente do papel que representavam ali e se afastou. Draco a olhava sem saber o que fazer.


            - Oi amor. Teve um bom dia? – A morena disse.


            - Ummm... errrr.... sim. Essa é Mary. – disse o bruxo, sem graça.


            - Prazer... – Hermione estendeu a mão para a ruiva, com um daqueles olhares que somente mulheres são capazes de entender. Aquele olhar de “tira a mão do que é meu.” - Vamos para casa Jamie? – Ela se aproximou até poder falar no ouvido dele – Temos muitas, muitas coisas pra conversar em casa.


            A ruiva elaborou uma despedida embaraçada qualquer e se foi. Hermione estendeu a mão para o “marido” e foram andando. Quando chegaram em casa Draco simplesmente explodiu:


 


            - O que é que deu nessa sua cabeça?! Tá ficando doida?


            - Nada. Eu fui lá por que finalmente tinha conseguido alguma coisa diferente e queria te contar logo. Daí chego lá e vejo você se engraçando pra cima de umazinha qualquer.


            - E o que você tem a ver com isso? Não sou nada seu. Eu me engraço pra cima de quem me der na telha.


            - Acontece, “querido” que estamos interpretando um papel. E você só é Draco Malfoy desta porta para dentro. Lá fora você se comporta como um homem casado. E lá fora você me respeita, por que na minha ficha não dizia que eu tinha que fazer o papel de corna!


 


            Draco simplesmente observava a morena enquanto ela gritava com ele. O feitiço que mudava a aparência dela já tinha passado e os seus cabelos cacheados caiam desalinhados sobre seus ombros e tinha as bochechas vermelhas. Ela estava diferente aos olhos de Draco, estava bonita. Ele já tinha percebido antes que ela não era mais aquela garota dentuça de cabelos indomáveis. Ele tinha percebido antes mesmo de saber do papel que ambos interpretariam naquela missão que ela era uma mulher bonita. Mas agora era um lado diferente dela, um lado que ele nunca vira. Ela é sempre tão segura de si, tão cheia de razões e certezas. Sempre a primeira que levanta a mão pra dizer a resposta 100% correta. A Hermione que ela fazia questão de mostrar é a durona, a que deu um soco na cara dele no terceiro ano. Não aquela ali, insegura e vulnerável. Essa Hermione é bonita. Draco simplesmente puxou essa Hermione para si e a beijou. Um beijo calmo, sem pressa. O corpo de Draco respondeu automaticamente a esse beijo. Ele sentiu Hermione amolecer em seus braços. Uma pena que não durou muito, assim que Hermione recobrou os sentidos empurrou Draco e deu-lhe um tapa.


            - Nunca. Nunca mais encoste em mim. Nunca!


            - E aqui está ela de novo!


 


            Hermione subiu as escadas bufando de raiva. Draco se jogou no sofá, passando as mãos pelos cabelos. Na cabeça dos dois tudo parecia muito confuso e ambos não conseguiram dormir naquela noite, pensando naquele beijo.


 


~*~*~*~*~*~


 


            Hermione evitava momentos a sós com Draco a todo custo, desde o “incidente” Hermione chegava em casa, comia e discutia com ele apenas o essencial, a conversa não passava do profissional. Terminado o relatório diário, que era enviado a Londres, Hermione se trancava no quarto. Ela simplesmente não dava espaço. Um dia como de costume, eles comeram e começaram a debater os assuntos rotineiros...


            - Essa investigação está caminhando a passos lentíssimos – Disse Hermione.


            - Há algo de errado acontecendo nessa cidade, é bem claro. Mas de onde vem esse ataques e quem os provoca...


            - E no final das contas não conseguimos rastrear o feitiço que encontrei naquele par. Estou me cansando disso tudo.


            Hermione foi se levantando da mesa quando Draco a interrompeu:


            - Granger... ermm... eu tenho que te falar uma coisa


            - Eu não tenho nada pra falar com você Malfoy.


            - É que vão fazer uma festa, dentro de alguns dias. Os operários da fábrica deverão levar suas esposas e filhos... Achei que seria interessante, poderemos observar pessoas de outros departamentos, com os quais eu não tenho muito contato.


            - Pode ser. – Respondeu a morena de forma evasiva. – Amanhã eu estou de folga. Vou ficar em casa e organizar uns papéis. Pensar um pouco, a gente já está aqui há bastante tempo e sem resultados concretos.


            Draco apenas acenou com a cabeça e Hermione foi para o quarto. A grifinória aproveitou o tempo livre e dormiu um pouco mais, quando levantou Draco já havia saído e como ele ainda demoraria para voltar, Hermione ficou á vontade. Passou a maior parte da manhã no quarto, revendo relatórios e tentando fazer conexões entre os dados recolhidos. Era quase meio dia quando sentiu fome e decidiu preparar algo para comer. Como estava sozinha em casa, não se preocupou em trocar de roupa, camiseta grande e folgada e calcinha estava de bom tamanho. Ligou o rádio, uma música antiga, lenta e dançante tocava. Hermione dançava enquanto colocava a água para ferver, estalando os dedos ao som da música quanto tinha as mãos livres.  Cantarolava, acompanhando a canção, enquanto cortava fatias de queijo. Dançava calmamente, rebolando de leve, ninguém estava vendo.


 


            Quando Draco abriu a porta da casa escutou uma música quase brega de tão antiga tocando. Mas era uma boa canção para se dançar abraçado com alguém, pensou. Assim que fechou a porta com cuidado viu que Hermione estava preparando alguma coisa na cozinha. Ela estava de costas para ele e não o viu chegar. Draco simplesmente ficou parado observando-a do outro lado do balcão de dividia a sala e a cozinha. Ela dançava ao som da música, o cabelo estava preso em um coque solto, estava usando uma camiseta muito folgada, que deixava um ombro à mostra e nada além da calcinha por baixo da camiseta. Viu as pernas, um belo par de pernas, que levavam os quadris à direita e à esquerda, seguindo batida lenta da música que tocava.


 


            A música acabou e Hermione estava escorrendo a água do macarrão quando se virou, a morena viu Draco parado olhando para ela, que ficou vermelha imediatamente, não sabia se de vergonha ou de raiva. Ele a pegara totalmente desprevenida, ela não o esperava antes do final da tarde.


            - O que diabos você está fazendo aqui, a essa hora?


            - Tirei o resto do dia de folga. Não se incomode comigo, pode continuar a fazer o que você estava fazendo. – Draco dizia com um sorriso de canto de boca, se aproximando da morena. – Você dança até bem, para uma nerd.


            Hermione então se deu conta dos trajes em que se encontrava, tentou sair correndo para vestir algo mas Draco estava impedindo a sua passagem, ficaram ali naquele jogo de passa não passa uns 30 segundos, Hermione estava ainda mais corada. Quando finalmente conseguiu se desvencilhar do sonserino, foi correndo para o quarto. Bateu a porta com força, sentou na cama, e gritou com o rosto enfiado em um travesseiro, não queria sair daquele quarto nunca mais. Ficou algum tempo sentada na cama, fazendo considerações, mas era uma grifinória, e acima de tudo enfrentava todas as situações. Vestiu uma calça jeans e desceu as escadas. Quando chegou à cozinha, Draco já havia aumentado a porção de massa para duas pessoas e ingredientes um pouco mais sofisticados do que ela imaginara usar já estavam na panela. Draco se virou em direção à Hermione e a olhou de baixo para cima, já ia tecer algum comentário quando a morena o interrompeu:


            - Nenhuma palavra Malfoy, ou eu te azaro.


            E o jantar transcorreu em um silêncio altamente constrangedor. E Draco não conseguia tirar uma certa imagem da cabeça...


 


~*~*~*~*~*~


 


            Draco estava almoçando, como de costume, em um restaurante próximo à fabrica. Conversava com um ou outro colega de trabalho, observando as pessoas ao seu redor. Estava voltando e quando se dirigia para a entrada dos fundos viu um homem com uma atitude suspeita se dirigindo a um beco. Draco resolveu segui-lo, foi andando, mantendo uma distância cuidadosa do homem. Ele carregava uma pasta e um pacote enrolado em papel pardo.  O homem parou próximo a uma porta que estava conectada a fabrica, disso Draco tinha certeza, dessa porta saiu um segundo homem, que sem trocar muitas palavras pegou o pacote e se foi. Draco memorizou aquela face, tinha um rosto fino e magro com ossos protuberantes e cabelos pretos. O primeiro deu meia volta e estava sacando a varinha, mas antes que pudesse aparatar, Draco o azarou, deixando-o inconsciente, o feitiço foi lançando com tamanha rapidez e precisão que o homem não teve tempo nem de perceber de onde vinha. Depois de apagar a memória do homem, Draco pegou a pasta que carregava e não voltou para o trabalho naquele dia. Mandou uma mensagem para Hermione dizendo que estava indo para casa e foi.


 


            Chegando em casa, Draco desfez seu disfarce e tomou um banho quente, vestindo uma roupa confortável. Uma jeans velha e folgada, decidiu não vestir uma camiseta. Levou a pasta para a mesa da sala e começou a lançar feitiços detectores de maldições para abri-la em segurança. Estava prestes a abrir a pasta quando Hermione abriu a porta sobressaltada, os olhos da morena caíram sobre a mesa imediatamente. Ansiosa e animada pela perspectiva de um avanço nas investigações, a morena correu e abraçou o sonserino. Sem perceber Draco correspondeu ao abraço, o cheiro dos cabelos dela o inebriaram instantaneamente. Hermione sentiu a pele de Draco ainda fria, após o banho e o cheiro característico de sabonete, só então se deu conta de que estava sem camisa. Quando se deram conta de que ainda estavam abraçados, afastaram-se constrangidos. Hermione estava claramente corada. Draco estava começando a achar aquela situação ligeiramente interessante. Quando se afastaram Hermione não pode deixar de checar o corpo de Draco. Não era exatamente malhado, era apenas magro, levemente definido. Ele sempre tivera esse tipo ágil de apanhador. Mas quando eles ainda estavam na escola, Hermione não conseguia entender o que tantas meninas viam naquele ser aguado. Hoje a história é completamente diferente. 


            - Qual o problema Granger? Gosta do que vê? – O loiro dizia com o tradicional sorriso de canto de boca.


            - Eu já te disse Malfoy, mas pelo jeito preciso repetir: Esse sorriso idiota não me cativa.


            - O sorriso talvez não, mas esse corpinho.


            Hermione simplesmente rolou os olhos e preferiu ignorar aquela conversa, voltando para assuntos mais importantes.


            - Você já abriu?        


            - Ainda não.


            - E está esperando o que?


            - Você parar de babar em cima de mim.


            - Quantos anos você tem Malfoy? Vá se vestir que eu abro essa coisa.


 


            Draco subiu as escadas rindo da irritação da morena, estava gostando daquilo... Hermione fez mais alguns feitiços de verificação e abriu a pasta. Encontrou muitos, muitos papéis, fotos e CDs. Teriam trabalho para dias inteiros, separando e analisando aquele material. A grifinória ouviu passos na escada e viu o loiro descendo as escadas, usando uma camisa verde escura, amassada, para fora da calça, com dois primeiros botões abertos. Hermione pensou que aquilo era de alguma forma, aquilo era ainda mais sexy do que o peito nu. Draco olhou para a pilha de papéis sobre a mesa e disse:


            - Acho melhor a gente fazer um café, por que pelo visto vamos passar a noite acordados. Isso aqui vai dar trabalho...


 


            Hermione e Draco reviraram todo aquele material e descobriram que Rowle e Travers estavam liderando as ações em Northampton. A grande questão agora era encontrar e prender esses comensais. De acordo com os papéis encontrados o objetivo dos ataques era simplesmente matar a maior quantidade de trouxas possível e realmente dar trabalho para os aurores, todos tinham certeza de que não havia a menor chance de retorno para Voldemort, os comensais perceberam isso no instante em que o Lord das Trevas caiu, e suas marcas negras desapareceram deixando uma cicatriz hedionda no lugar.  A maioria dos comensais sabia que o ministério não cairia na falácia de “estava sob maldição imperius” novamente e que eles não teriam chances de ser reintegrados á sociedade bruxa como antes, os próprios Malfoy estavam pagando por seus crimes, por tanto, queriam apenas continuar com ações terroristas.


 


            Hermione fez um bom trabalho naquela noite, como sempre, mas era perceptível a sua falta de foco. De repente, a presença de Draco do outro lado da mesa a incomodava muito, o cheiro, os cabelos úmidos, aquela camisa amassada meio aberta, tudo aquilo estava tirando a sua concentração com muita, muita facilidade.


 


            Do outro lado da mesa Draco percebia o desconforto da morena e pensava em uma maneira de usar aquilo para provocá-la, mas, parecia estar achando o ombro nu de Hermione muito interessante. O cabelo preso de qualquer jeito que deixava algumas mechas caindo ao redor do rosto dela.


 


            Já era tarde quando os dois decidiram encerrar os trabalhos daquela noite, enviaram um relatório preliminar e começaram a guardar todos os papéis. Ambos subiram as escadas para guardar os documentos em um cofre no quarto de Draco. Enquanto o loiro guardava os documentos, Hermione sentou na beirada da cama, aguardando para fazer alguns feitiços de proteção a mais. Assim que os bruxos terminaram trocaram um olhar cansado.


            - Finalmente algum resultado, algum avanço. – Disse a morena


            - Finalmente – respondeu o loiro.


            Um olhar foi trocado por alguns momentos. Hermione viu marcas escuras ao redor dos olhos cinzentos de Draco, os cabelos muito loiros estavam completamente desalinhados. Hermione estava cansada. Hermione estava confusa. Ela se aproximou do loiro, parou a centímetros de distância e ficou ali parada olhando para aqueles olhos tempestuosos. Cinza no castanho. Draco puxou a morena para si e a beijou, Hermione passou a mão ao redor do pescoço de Draco e se deixou levar. Esse beijo era diferente do outro, não era calmo, nem cálido. Era quente, era desejoso. Finalmente Draco se afastou de Hermione, já esperando a reação raivosa da garota. Ela simplesmente olhou nos olhos dele e disse:


            - Finalmente.


            A morena virou-se e foi para o seu quarto. Draco ficou parado olhando para a porta por alguns momentos. E ambos foram dormir pensando naquele beijo.


 


~*~*~*~*~*~


 


            No dia seguinte os dois acordaram atrasados para o trabalho, saíram de casa correndo e não se falaram naquele dia. E assim que chegaram em casa receberam uma mensagem de Gray parabenizando pelo avanço nas investigações. Ainda tinham muitas coisas no que trabalhar naquela noite. Hermione estava preparando uns sanduíches e Draco observava a morena; os documentos esquecidos por alguns momentos sobre a mesa.


            - Pelo menos sanduíche você consegue fazer.


            - Há. Há. – Hermione jogou o pano de prato na cada dele.


            - Você me paga.


            Hermione tentou fugir, mas Draco a não a deixou passar, empurrou-a prendendo-a contra a prendendo-a contra a parede e beijando-a apaixonadamente. A morena se afastou um pouco o loiro, e ainda sem ar tentou articular algumas palavras.


            - É melhor voltarmos para o trabalho.


            - Se você diz... – Draco suspirou – A festa é amanhã


            - Acho que é uma boa irmos.


            - Falei com Grey, e ele concorda. Ele disse que mandará reforços, é uma fábrica grande, muita gente em um lugar só. É uma oportunidade para um desses ataques.


            - Certo. Concordo plenamente.


            - Amanhã é dia de prender comensal... James Bond style.


 


 


~*~*~*~*~*~


 


 


            Chegou a hora de ir para a festa. Hermione foi descendo as escadas para encontrar um homem de cabelos e olhos castanhos vestido em um terno preto e uma  taça de Martini na mão. Hermione estava usando um vestido longo e justo ao estilo sereia, tinha os cabelos claros, quase loiros de Gwen Bingley e não pode fazer nada a não ser rir daquela cena.


            - Olha lá, pensando que tem uma pinta de Roger Moore.


            - Bond. James Bond.


            - Bem... então eu sou Honey Rider. – Os dois riram da brincadeira e trocaram um beijo.


            - Falando de coisa séria... Gray mandou uma mensagem, teremos mais três aurores na festa, disfarçados entre os funcionários do buffet. Pode ser que nada estava planejado para hoje, mas acho difícil, todo cuidado é pouco.


 


            Chegaram ao local onde a festa aconteceria, um bonito salão, com algumas mesas espalhadas, uma pista de dança e muita gente. O plano era basicamente circular bastante, a procura de qualquer atividade suspeita. Hermione viu a ruiva que estava com Draco no outro dia, mas assim que os viu a mulher virou as costas e foi para outro lado. Conforme iam circulando e cumprimentando pessoas, e se apresentando a outras, três garçons se identificaram como colegas do ministério. Pessoas comiam e bebiam, outras dançavam, todos pareciam se divertir. Hermione separou-se de Draco para ir à toalete retocar a maquiagem e na saída viu um homem de rosto muito fino, e cabelo preto passando, tinha uma aparência irritada e carregava uma caixa de vinho. Deixou-a em um lugar junto com tantas outras idênticas e saiu. A bruxa viu um dos aurores enviados chegando por ali, aparentemente ele tinha visto a mesma cena a distância.


            - Não perca tempo e tire aquela caixa de vinho dali. Verifique o conteúdo dela. Eu vou atrás dele.


            Hermione voltou para o salão e demorou alguns minutos para localizar o homem entre todas as pessoas da festa, assim que o fez começou a segui-lo. Do outro lado do salão Draco observava Hermione caminhando furtivamente, achou aquilo estranho e começou a caminhar em direção a ela. Hermione percebeu o olhar de Draco e fez um aceno com a cabeça apontando para o homem adiante, Draco o reconheceu imediatamente, começou a segui-lo a fim de alcança-lo por um outro lado.


            O sonserino alcançou o homem e discretamente apontou a varinha em seu peito de disse:


            - Sem escândalo, você vai me acompanhar para fora daqui agora mesmo.


            O homem riu em resposta.


            - Você acha mesmo que eu estou sozinho aqui?


            Então Draco viu Hermione ser levada por um outro homem. Draco apertou mais a varinha contra o peito do comensal.


            - Você vai comigo agora para aonde quer que estejam a levando. Se você tem amor a essa sua vida maldita.


            - Siga-me.


 


            Draco foi seguindo o homem para fora do salão de festas e depois para uma rua deserta. Lá viu o outro comensal apontando uma varinha para Hermione que estava imobilizada.


            - Guarde essa sua varinha ou sua amiguinha vai sofrer as consequências. – o bruxo de rosto fino dizia com uma voz ameaçadora enquanto Draco olhava para Hermione.


            - Certo. Então eu abaixo a minha varinha e vocês entregam o plano maligno de vocês. Cadê o Travers e o Rowle?


            - Ah! Então você é o responsável pelo sumiço dos documentos?


            - E se eu fosse? Vocês são sutis como elefantes, dava pra ver as atitudes suspeitas de vocês a distância. – O comensal não respondeu à provocação. – E aí? Vocês vão contar qual é o plano ou eu vou ter que arrancar a informação de vocês.


            - Primeiro vocês vão me contar qual é o plano do ministério. E quem são vocês.


            - Umm... Draco Malfoy, prazer. Aquela lá é Hermione Granger, tenho certeza de que você já ouviu falar, amiga do Potter, roubou Grincotes e saiu de lá em um dragão. O plano do ministério é simples: acabar com escória como você, e qualquer coisa que aconteça a qualquer um de nós dois, você está fodido. – O homem pareceu um tanto confuso e assustado, foi a deixa que Draco encontrou para atacar. Estuporou o homem e desarmou o outro. Hermione conseguiu se soltar, imobilizando o comensal que estava prendendo-a imediatamente. Alguns instantes depois os outros aurores que estavam na festa chegaram.


            - Algumas das caixas de bebidas que foram trazidas para a festa estavam envenenadas. Felizmente o carregamento estava atrasado e pudemos identificar as caixas envenenadas. Ninguém se feriu.


            - Tinha mais um comensal trabalhando infiltrado na equipe da festa. Nós já o interrogamos e mandamos para Londres. Aparentemente esse pessoal está agindo sem rumo, simplesmente por que preferem continuar o “trabalho do Lorde das Trevas” do que ficar na surdina. Travers e Rowle não estão mais na cidade, aparentemente as atividades em Northampton ficaram por aqui.


            - Certo, obrigada pela ajuda. Vocês se encarregam desses dois, acredito. – Disse Draco.


            - Pode deixar.


            - Temos que mandar um relatório para Londres, pedindo a nossa volta e temos que organizar nossas coisas para a partida também. – Hermione disse enquanto observava os aurores colocando os comensais de pé.


 


            Os bruxos se despediram e Draco e Hermione aparataram.


 


~*~*~*~*~*~


            Quando desaparataram em casa é que Draco se deu conta do medo que sentiu. Quantas vezes ouviu pessoas dizendo que tinham medo de perder um parente, um amigo, um amor? Quantas vezes chamou essas pessoas de idiotas? Draco não sabia dizer, hoje ele conheceu esse sentimento. O MEDO de outra pessoa pode parecer idiota, mas porque não é você quem sente. Draco sentiu medo de vê-la morrer ali, antes que pudesse fazer alguma coisa. Principalmente sentiu medo de perdê-la sem sentir os lábios contra os dela novamente.


 


            Hermione estava seguindo um comensal e não viu quando outro encostou uma varinha em suas costas disfarçadamente no meio do salão. Só soube que naquele momento, antes mesmo de pensar no que fazer e que atitudes tomar, ela queria buscar um par de olhos cinzentos. E sentiu medo, tanto medo quando Draco reagiu e começou a lançar feitiços para todos os lados naquela rua deserta. E se os comensais o acertassem? E se algo acontecesse a ele? E se ela o perdesse? Hermione também sentiu medo e também não sabia dizer o porquê.


 


Sem pensar em mais nada Draco beijou Hermione com paixão, que não desejou outra coisa a não ser responder à aquele beijo com a mesma paixão. Abraçavam-se como se não fossem nunca deixar o outro sair daquele lugar.


 


            Eles não sabiam dizer o que acontecia ali, eles nem conseguiam raciocinar. Os caminhos tortuosos que tomaram e as voltas que deram os deixaram ali, um nos braços do outro. Hermione fez Draco sentar-se no sofá, sentando sobre ele. Beijava seu rosto, pescoço, colo. Draco estava entorpecido pelo cheiro de Hermione, buscou a boca da morena e beijou-a mais uma vez, abrindo o zíper nas costas do vestido que ela usava e fazendo com que ele descesse pelos ombros da mulher. Parou para olhá-la. Já não era mais a imagem de Gwen Bingley que ele via e sim Hermione Granger, não a sabe tudo insuportável, que se protegia atrás de sua inteligência. Mas aquela Hermione vulnerável que ele pôde apreciar tão poucas vezes.


 


            Draco inverteu posições, deitando-se sobre Hermione no sofá. Beijou-lhe a orelha, o pescoço, o colo, alternando com mordidas, deixando a respiração de Hermione falha e entrecortada. Isso aumentava ainda mais sua excitação. Quando finalmente abriu o sutiã dela, foi a vez da respiração de Draco falhar. Enquanto Draco beijava-lhe os seios, Hermione rapidamente abriu as calças dele e empurrou-a, junto com a cueca, usando os próprios pés.


            - Vem Draco, eu quero você dentro de mim.


 


            Draco não resistiu e penetrou-a com tudo. Investindo com força, a princípio, com desejo, com luxúria. Hermione o incentivava, movimentando os quadris no mesmo ritmo que ele. Começaram a alternar o ritmo daquela dança louca. Hora mais lentos, hora mais rápidos. Chegara juntos ao clímax.


 


            Ficaram ali, nus. Ele sentado no chão, encostado no sofá. E ela deitada, acariciando os cabelos platinados. Não souberam por quanto tempo ficaram ali, naquela sala, onde se implicaram e provocaram por meses. Não tinham a menor idéia do que aconteceria dali para frente, mas sabiam que queriam ficar juntos.


 

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Comentários: 2

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Enviado por Lah_ em 29/12/2011

Muito legal a sua fic, adorei!
beijoss

Nota: 5

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Enviado por Artemis Granger em 19/12/2011

sabiam que queriam ficar juntos..................... ameiiiiiiii

Nota: 1

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