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13. A guerra começa; parte II


Fic: Dividida entre o amor e o ódio. - ÚLTIMO CAPÍTULO POSTADO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 13 - A guerra começa; parte II


 


''Quando eu penso em desistir, eu lembro o quanto foi difícil chegar até aqui. ''


 


(N/A: Alguns trechos foram tirados do livro Harry Potter e as Relíquias da Morte e estarão apenas adaptados da forma necessária.)


 


 


Ponto de Vista: Draco


Algumas lembranças ainda me açoitam como chicotes de fogo. Estou na Mansão Malfoy, mais especificamente no meu quarto. Alguns dias atrás, eu falhei na minha missão. Não consegui matar Dumbledore. Não depois de tudo que ele fez por mim. Então, Snape apareceu e fez o que eu devia ter feito.


 


    Também não tenho notícias do que aconteceu depois. Soube que o Potter e o Weasley saíram em viagem junto com Hermione, como ela havia me dito. Não faço ideia do motivo, mas deve ser muito importante para eles se arriscarem tanto assim. As coisas mudaram de vez. A guerra começou. E ninguém está seguro. Nem mesmo nós, do lado negro da coisa. O Lord das Trevas esteve aqui outro dia, junto dos seus amigos Comensais da Morte. Não foi agradável. Mas, bem, pelo menos


 


-Draco? – uma voz feminina me chamou da porta, sobressaltando-me. Enfiei o pedaço de pergaminho no bolso – Vim lhe trazer algo para comer.


 


-Não estou com fome, mãe – falei, deitando-me na cama e encarando o teto – Lúcio ainda está aí?


 


-Está – respondeu e seus ombros murcharam –, mas pode descer, querido...


 


-Não, obrigada – murmurei, voltando a me sentar e encarando minha mãe – Quando acha que isso vai ter um fim?


 


    Ela suspirou e se ajeitou em cima do colchão. Pegou as minhas mãos e disse:


 


-Sei que está cansado disso. Essa não era a vida que eu queria para mim, muito menos para você. Mas quando tudo isso acabar, quem sabe possamos voltar a ser uma família de verdade.


 


-Nunca fomos uma família de verdade. A única pessoa que tentava nos manter juntos era Susy e ela foi morta por não ter sangue-puro. Papai ia fazer o mesmo com Hermione.


 


-O que você está dizendo?


 


-Lúcio ia mata-la caso eu continuasse com ela.


 


    Mamãe ficou alguns segundos calada, fitando o vazio. Então olhou para mim e perguntou:


 


-Você a ama, Draco?


 


    Mas quando eu abri a boca para responder, Lúcio apareceu na porta, as olheiras fundas presentes abaixo dos olhos e mais pálido do que nunca. Ele deu um longo suspiro e fez um sinal para que minha mãe a acompanhasse. Ela deu um beijo carinhoso na minha bochecha e saiu, fechando a porta atrás de si.


 


    Coloquei as mãos no rosto, cansado, e murmurei para o nada:


 


-Amo. Mais que tudo nessa vida.


 


-*-


 


Ponto de Vista: Harry


 


Arrisquei dar uma olhada em Hermione. Os olhos dela estavam inchados e vermelhos; as olheiras mais fundas e roxas e mais pálida. Olhei para Rony e percebi que ele também a olhava.


 


    Tanto eu quanto ele sabíamos os motivos, que limitavam-se em: a guerra que estava se formando, o peso nas costas por ter de encontrar Horcruxes, e o principal deles – Draco Malfoy. Ela estava sendo forte por mim e por Ron esse tempo todo. Sorria, dizia que ia ficar tudo bem, preparava o jantar, a barraca... Mas eu ouvia seus soluços à noite. E não conseguia fazer nada, a não ser fechar os olhos e rezar para que tudo melhorasse.


 


    Tínhamos descoberto uma Horcrux e conseguido destruí-la com a espada de Gryffindor; as outras continuavam tão inatingíveis como sempre tinham estado. A desesperança ameaçava me engolfar. Espantava-me, agora, ao pensar em minha presunção quando aceitei o oferecimento dos meus amigos para acompanhar-me nessa viagem tortuosa e inútil. Nada sabia, nada me ocorreria, e estava constante e dolorosamente alerta ao menor sinal de que Hermione estivesse prestes a me dizer que estava farta e que ia embora, e Rony também, ambos alegando que iriam viver suas vidas, aproveitá-la. Isso me fazia querer rever Gina com tanta intensidade que chegava a doer o estômago!


 


    Ter lido a matéria de Rita Skeeter sobre a vida Dumbledore não havia ajudado muita coisa. Rony reclamando a cada dois minutos também não.


 


-Quer parar de reclamar? – Hermione gritou, antes que eu pudesse fazer isso – Você só fica aí, reclamando e reclamando! Se não está satisfeito, faça você mesmo, Ronald! Você acha que está sendo fácil para nós? Por que para mim não está! Eu estou exausta, muito mesmo, mas eu não fico reclamando, por que eu tento acreditar que as coisas vão melhorar! E se não melhorar, dane-se! Nós ao menos tentamos! – ela caiu de joelho na escada, cobrindo o rosto com a mão e chorando compulsivamente.


 


-Hermione, me desculpe – Rony se ajoelhou ao lado dela, sem jeito – Eu não queria magoar você.


 


-Nós voltamos do Sr. Lovegood e não descobrimos nada de útil e os dias estão passando! – berrou, se levantando – Só sobre as Relíquias da Morte e isso não terá nenhuma utilidade, terá, Harry? – ela me encarou, furiosa, por que eu só havia falado nas Relíquias depois que voltamos de Xenofílio Lovegood – A varinha, nem a Capa, muito menos a Pedra!


 


-Mas você ouviu o que o Fred disse no Observatório Potter, Hermione! – repliquei, indignado – Ele está no exterior, ele está...


 


-Harry...


 


-Qual é, Hermione, por que você está tão determinada a não admitir isso? Vol...


 


-HARRY, NÃO!


 


-... demort está procurando a Varinha das Varinhas!


 


-Esse nome é Tabu! – berrou Rony, levantando-se ao som de um forte estalo no exterior na barraca – Eu o avisei, Harry, eu o avisei, não podemos mais dizer esse nome, senão estaremos fritos... Temos que refazer a proteção ao nosso redor... Depressa... Esse nome é Tabu! Foi assim que nos encontraram da última vez...


 


    Mas Rony parou de falar e eu entendi o por quê. O bisbilhoscópio sobre a mesa acendeu e começou a rodopiar; ouvimos vozes cada vez mais próximas, ásperas e excitadas. Rony puxou o desiluminador do bolso e clicou-o: as luzes se apagaram.


 


-Saiam daí com as mãos para o alto! – disse uma voz rascante na escuridão – Sabemos que vocês estão aí dentro! Temos meia dúzia de varinhas apontadas para vocês e não estamos ligando para quem vamos amaldiçoar!


 


-*-


 


Ponto de Vista: Hermione


 


-Isso aqui pode ser a cicatriz dele – Lúcio falou, escudrinhando a testa de Harry – Draco, olhe direito! O que acha?


 


Nós estávamos na Mansão dos Malfoy. Lúcio e Draco estavam lado a lado – observando o rosto de Harry, que estava magicamente mudado, para que não o reconhecessem – e pude perceber o quanto eram extraordinariamente parecidos, exceto que, Lúcio não cabia em si de felicidade por ter “capturado” Harry e seus amigos. Já a expressão de Draco espelhava medo. E eu compartilhava desse medo com ele.


 


-Não sei – ele respondeu, e voltou para junto da mãe da lareira.


 


-E a sangue-ruim aqui? – rosnou Greyback. Harry quase foi arrancado do chão quando os sequestradores tornaram a forçar os prisioneiros a se virar, para que a luz recaísse em mim.


 


-Espere – Lúcio disse, incisivamente – A vimos outro dia, em Hogsmeade! Olhe, Draco, não é a garota Granger?


 


    Eu sabia que Lúcio estava fazendo aquilo de propósito, pois ele tinha certeza de quem eu era. Draco e a Sra. Malfoy trocaram olhares apreensivos.


 


-Eu... Talvez não seja... Acho que não é ela, não.


 


    A porta da sala de visitas se abriu às costas de Harry. Uma mulher falou, o som de sua voz fez meu medo atingir um nível ainda mais agudo.


 


-Que é isso? Que está acontecendo aqui?


 


    Belatriz Lestrange se encaminhou lentamente para os prisioneiros e passou à direita de Harry, me estudando através das pálpebras caídas.


 


-Mas, com certeza – disse calmamente –, essa é garota sangue-ruim, não é? É a Granger?


 


-É sim, é a Granger! – exclamou Lúcio, encarando-me vitorioso – E, ao lado dela, pensamos que seja o Potter! Potter e seus amigos, enfim, capturados!


 


-*-


 


Ponto de Vista: Draco


 


Belatriz estava ordenando que levassem os prisioneiros até o porão. Minha mãe não estava gostando nada daquilo, mas mesmo assim falou à Greyback:


 


-Leve-os para o porão.


 


-Espere – disse minha tia rispidamente – Todos, menos a sangue-ruim.


 


    Eu gelei. Greyback soltou um rosnado de prazer.


 


-Não! – gritou o Weasley – Pode ficar comigo no lugar dela!


 


    Belatriz deu-lhe uma bofetada no rosto; a pancada ecoou pela sala.


 


-Se ela morrer durante o interrogatório, você será o próximo. No meu caderninho, traidor de sangue vem logo abaixo de sangue-ruim. Leve-os para baixo, Greyback, e verifique se estão bem presos, mas não faça nada com eles... Por enquanto.


 


    Greyback saiu arrastando os prisioneiros e Belatriz tirou uma pequena faca de prata de dentro das vestes e arrastou Hermione pelos cabelos até o meio da sala. Quando avencei, minha mãe me segurou pelo braço, nervosa.



-Não, ainda não.


 


-Quer que eu a deixe morrer?


 


-Você não pode fazer nada por enquanto – sussurrou, arrastando-me para trás.


 


-Acho que ela me dará uma sobrinha da garota quando terminar, não? – pude ouvir Greyback cantarolar para o Weasley – Eu diria que será suficiente para umas dentadas, não acha, Ruço?


 


    Eu podia sentir cada músculo do meu corpo travar. Belatriz jogou Hermione no chão bruscamente.


 


-Se me contar a verdade logo, talvez eu evite tanto sofrimento, sangue-ruim.


 


    Hermione continuou calada, chorando silenciosamente. Belatriz circulou-a como um leão.


 


-O que mais vocês roubaram do meu cofre?


 


     Silêncio.


 


-CRUCIO! – berrou e Hermione gritou de dor – Vamos, querida, não tenho tempo para brincadeiras hoje. É só me falar o que mais vocês pegaram.


 


-Nós não pegamos nada, eu juro – murmurou, entre os soluços. Belatriz não se convenceu. Mandou outro Crucio. Hermione gritou mais uma vez.


 


-HERMIONE! – pude escutar o Weasley gritando do porão – HERMIONE, HERMIONE!


 


-Mamãe, eu não posso deixar – falei, sentindo os olhos arderem quando minha tia mandou mais uma Maldição e Hermione se contorceu violentamente.


 


-Você está mentindo, sua sangue-ruim imunda, sei que está! Você esteve no meu cofre em Gringotes! Diga a verdade, diga a verdade!


 


    Outro grito lancinante...


 


-Mãe, por favor – pedi, mas ela continuou segurando o meu braço com força – Por favor...


 


-HERMIONE!


 


-O que mais você tirou? O que mais tem com você? Me diga a verdade ou, juro que furo você com esta faca!


 


    Hermione gritou com mais força quando Belatriz apertou a faca contra seu pescoço. Decidido, tentei avançar, mas senti minhas pernas rígidas e incrivelmente encostadas uma na outra...


 


-Mãe, o que você fez...?


 


-Sinto muito, querido, mas não posso deixar que estrague tudo.


 


    O desespero me invadiu... Minha mãe não podia estar fazendo isso comigo...


 


-Como foi que você entrou no meu cofre? – berrou Belatriz, enquanto eu tentava inutilmente alcançar minha varinha na poltrona – Aquele duende nojento, no porão, a ajudou?


 


-Só o conhecemos esta noite! – soluçou Hermione, o corpo pálido – Nunca estivemos em seu cofre... Essa espada que estava na minha bolsa é falsa! É só uma cópia!


 


-Uma cópia? – guinchou Belatriz – Ah, com certeza!


 


     Estava quase alcançando minha varinha... Só mais um pouquinho... Um grito terrível me fez virar: Hermione estava sendo torturada mais uma vez.


 


-Acho – ouvi a voz de Belatriz – que podemos dar um fim na sangue-ruim, Greyback.


 


-NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! – o Weasley irrompera na sala no momento que alcancei minha varinha e desfiz o feitiço. E então, a luta começou.  Feitiços eram lançados para todos os lados e vi quando Potter estuporou meu pai e minha mãe correu para ajuda-lo...


 


-PAREM OU ELA MORRE! – todos nos viramos. Belatriz sustentava Hermione, que parecia inconsciente, e segurava a faca de prata contra seu pescoço – Larguem suas varinhas – sussurrou – ou verão como o sangue dela é imundo!


 


    Ninguém se moveu.


 


-Eu disse, larguem as varinhas! – guinchou ela, enfiando a faca contra a garganta de Hermione; vi gotas de sangue brotarem.


 


-Está bem! – Potter gritou, e deixou a varinha que ele havia conseguido (de Belatriz, provavelmente) cair aos seus pés. O Weasley fez o mesmo com a dele. Os dois erguerem as mãos à altura dos ombros.


 


    Minha mãe recolheu as varinhas. Belatriz havia chamado o Lord das Trevas... Ele mataria Hermione...


 


-Agora – disse minha tia com suavidade –, Ciça, acho que devemos amarrar esse heroizinhos outra vez, enquanto Greyback cuida da senhorita sangue-ruim. Tenho certeza que o Lord das Trevas não vai lhe negar a garota, Greyback, depois do que você fez essa noite.  


   


    Quando ela disse a última palavra, ouviram um rangido peculiar vindo do alto. Todos ergueram os olhos em tempo de ver o lustre de cristal estremecer; e, com um forte estalo e um tinido agourento, começar a despencar. Belatriz estava diretamente embaixo do lustre; largando Hermione, atirou-se para um lado, berrando. O lustre se espatifou no chão, produzindo uma explosão de cristais e correntes, desabando sobre Hermione e o duende., que segurava a espada de Gryffindor. Estilhaços de cristal voaram em todas as direções; Eu me dobrei, as mãos cobrindo o rosto ensanguentado.


 


    Corri para retirar Hermione dos destroços, mas o Weasley foi mais rápido, apoiando-a no seu ombro. Potter aproveitou a oportunidade: saltou por cima da  poltrona, arrancou as três varinhas das mãos de Lúcio, apontou todas para Greyback e berrou:


 


-Estupefaça!


 


    O lobisomem foi levantado pelo feitiço triplo, voou contra o teto e se arrebentou no chão. Procurei minha varinha por todos os lados... Onde, diabos, ela estava...?


 


-Dobby! – berrou minha mãe, e até Belatriz parou – Você! Você fez o lustre cair...


 


    O pequeno elfo entrou na sala, o dedo trêmulo apontando para sua antiga senhora.


 


-Não deve ferir, Harry Potter – guinchou. Minha mãe piscou, atônita.


 


-Mate-o, Ciça! – guinchou Belatriz, mas houve outro forte estalo, e a varinha da minha mãe também voou pelo ar e caiu do lado oposto da sala.


 


-Seu macaquinho imundo! – vociferou Belatriz – Como ousa tirar a varinha de uma bruxa, como ousa desafiar os seus senhores?]


 


-Dobby não tem senhores! – guinchou mais uma vez – Dobby é um elfo livre, e Dobby veio salvar Harry Potter e seus amigos!


 


-Rony, peque... E VÁ! – Potter berrou, atirando uma das varinhas para o Weasley; abaixou-se para pegar o duende, que ainda gemia, agarrado à espada, Potter segurou a mão do elfo e rodopiou para desaparatar no momento em que Belatriz atirou contra eles a faca de prata, que desapareceu junto deles...


 


-Draco – minha mãe murmurou –, vá já para seu quarto.


 


-Vou ficar aqui com você – disse, firme, segurando sua mão – Vamos enfrentar o Lord das Trevas juntos... Como uma família.


(N/A: Eu estou postando logo, pois vou viajar, então... Olha, eu to ficando tão desanimada com essa fic *suspiro triste*  Eu sei que não é obrigação de vocês comentarem, mas eu sei que não custa nada. Conselhos, críticas, sugestões... Vale tudo para melhorar! Vamos lá gente, façam a autora feliz! *chantagem emocional*  Até fevereiro.)

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Comentários: 1

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Enviado por Morgana Flamel em 13/12/2011

Não desista da sua fic, ela está muito boa!

Estarei arguardando anciosa o próximo capítulo.

bjs

Nota: 5

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