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16. Prioridades


Fic: BEFORE THE DAWN- NC18 - Continuação de Save Me - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 Ben's Brother - Let me out



Ben’s Brother – Let me out


You sit and you stare and you wait and you wonder
You think "Maybe it's me and I'm being a fool."
You start to believe it's a curse that you're under
And you're just a doll for a girl who is cruel
With a pin

So let me out
Or let me in
And tell me how, we can win
Cause I really wanna know now
Before I begin
To let you go
(To let you go)
So let me know

I'd rather be wandering hungry and homeless
Than here in the warmth of a silent defeat
You've gotta be honest with me and be ruthless
‘stead of shifting uncomfortably there in your seat
And your skin

Chorus 2:

And who'd've thought I'd have the strength to say
"Let me out or let me in"
But as the words are pouring from my mouth
I wanna say them again, and again and again

So let me out
Or let me in
And tell me how, we can win
Cause I really wanna know now
Before I begin
To let you go
(To let you go)
Oh
Let me out, or let me in,
Oh no no
And tell me how
We can win
Oh no I really wanna know now
Before I begin
Oh to let you go, to let you go
Let me know.


Ben’s Brother – Let me out (tradução)


Você senta, olha, espera e imagina
Você pensa "Talvez seja eu e estou sendo um tolo"
Você começa acreditar que está amaldiçoado
E você é apenas um boneco para uma garota que é cruel
Com um alfinete

Refrão:
Então deixe-me sair
Ou deixe-me entrar
E diga-me como nós podemos vencer
Porque eu realmente quero saber agora
Antes que eu comece a
Te esquecer
(te esquecer)
Então avise-me

Eu preferiria estar vagando faminto e sem teto
A estar aqui no calor de uma derrota silenciosa
Você precisa ser honesta comigo e ser impiedosa
Ao invés de ficar se mexendo desconfortavelmente aí no
Seu assento
E na sua pele

Refrão

Quem teria imaginado que eu teria força para dizer
"Deixe-me sair ou deixe-me entrar"
Mas assim que as palavras saem da minha boca,
Eu quero dizê-las de novo, diversas vezes

Então deixe-me sair
Ou deixe-me entrar
E diga-me como nós podemos vencer
Porque eu realmente quero saber agora
Antes que eu comece
A te esquecer
(esquecer)
Oh
Deixe-me sair ou deixe-me entrar
Oh não, não
E diga-me como
Nós podemos vencer
Oh não, eu realmente quero saber agora
Antes que eu comece
A te esquecer, a te esquecer
Então avise-me


Bônus - Dream little dream

Um alto estampido preencheu a Toca quando Hermione irrompeu pela porta dos fundos. Ela sacou a varinha e subiu correndo as escadas para o antigo quarto de Rony. Ela podia ouvir Rony praguejar e soou como se um esforço perigoso estivesse ocorrendo. Alcançou a porta e a escancarou. Ficou sem fôlego e seus olhos se arregalaram quando percebeu a bagunça diante dela. O quarto estava destruído – parecia que um furacão tinha consumido o quarto e depositado Rony em sua cama amarfanhada.

- Rony?

Ele estava abraçando a caixa que continha as cartas dela e o anel de noivado e ela baixou a varinha com a mão trêmula. Ele parecia desorientado e perdido, e ela não sabia como ajudá-lo.

- Pensei que tivesse perdido... Não conseguia achar suas cartas.

Ela não podia fazer isso – ela tinha que se afastar agora – ele a destruiria se ela não o abandonasse. Ela estava seguindo em frente. Tinha que seguir em frente.

- Não vai me dizer “eu não te disse”? – Ele perguntou e ergueu seus olhos para os dela. O coração de Hermione se partiu com a angústia neles.

Ela meneou a cabeça e virou-se para sair do quarto. Ela tinha que sair. Ele não ia magoá-la novamente; não ia chorar por ele novamente. Sua mão acabara de se fechar ao redor da maçaneta quando a mão dele caiu em seu ombro.

- Não vai dizer nada? Não acha que me deve isso? – Ele gritou enquanto seu corpo pressionava o dela contra a parede.

- O que devo dizer? Sinto muito por te magoar, mas não posso me desculpar pelo resto da vida. – Ela disse suavemente. – Por favor, me deixe ir... Se for preciso te imploro...

Os olhos dele se suavizaram enquanto se afastava dela. Ele correu a mão trêmula pelo cabelo e ela viu o tremor, que ele não podia esconder, em suas mãos.

- Por que guardou as cartas?

Não esperava que ele respondesse e ficou chocada quando ele o fez.

- Porque eu te amo... Sempre te amei.

Ela lutou contra as lágrimas e abriu a boca para falar, mas os lábios dele já tinham coberto os dela. Sua língua deslizou para dentro da boca dela e esfregou-se contra a língua dela e suas mãos agarraram-lhe os quadris. Ela tremia enquanto sentia a luxúria fluir. Suas mãos deslizaram pelos cabelos dele e a paixão explodiu entre eles. Ela não conseguia ficar perto o bastante e agarrou a camisa dele a fim de removê-la. Ele quebrou o contato tempo suficiente para permitir que ela puxasse a camisa por sua cabeça. As mãos dele manipularam os botões de sua blusa, e, uma vez aberta, ele cobriu seus seios com as palmas das mãos.

- Tão linda... – Ele murmurou enquanto seus polegares esfregavam os mamilos dela. – Senti tanto a sua falta... Falta disso...

Sua mão deslizou pelo peito nu dele, adorando o modo como os músculos de seu estômago se contraíam enquanto ela deslizava os nós dos dedos para baixo, e ele gemeu quando ela cobriu sua ereção encoberta pela calça. Os lábios dele trilharam um caminho de fogo por seu pescoço e ele parou para sugar a pele macia da base de sua garganta. Ela estava louca... Ele acendeu um fogo que só ele podia apagar e que ameaçava consumi-la. Ela estava afundando em seu toque e um zumbido encheu seus ouvidos, bloqueando o resto do mundo lá fora.

- Eu quero você... – Ela disse suavemente. – Faça amor comigo.

Ele resmungou e reivindicou os lábios dela novamente enquanto caminhavam para a cama. Seus lábios estavam devorando os dela e eles tentaram alcançar a beira do colchão enquanto ele se virava e a deitava de costas contra a colcha aquecida. Ele permaneceu de pé enquanto desabotoava as calças e tirava a cueca antes de se juntar a ela na cama. Suas mãos abriram a frente do sutiã dela e então ele inclinou a cabeça, capturando um mamilo na boca. A sensação foi muito forte e ela gemeu alto e arqueou as costas contra ele. Suas mãos caíram para seu membro, massageando firmemente enquanto ela voltava a se familiarizar com o corpo dele.

As mãos dele estavam debaixo de sua saia agora, deslizando sua calcinha por suas pernas enquanto a boca voltava para os seus seios. A boca dele estava quente contra sua pele, e então seus dedos estavam entre suas dobrinhas e ela gemeu alto quando o prazer estendeu-se por seu corpo.

- Tão molhada... Eu queria provar o seu gosto... Mas não posso esperar...

Ele rolou para cima dela e subiu sua saia ao redor de sua cintura. Ela abriu as pernas para permitir que ele acomodasse seu peso sobre ela e o guiou à sua entrada. Ele deslizou para dentro dela lentamente e ela gemeu, abraçando a cintura dele com as pernas. Fazia tanto tempo... E ele se sentia tão bem dentro dela. Então ele se moveu... E o prazer a invadiu. Seus olhos se abriram para encontrar os dele enquanto seus dedos se entrelaçavam.

- Rony...

Ele arremeteu seus quadris contra os dela; e isso a enlouqueceu. Ela queria mais... Mais dele... E ela encontrou seus olhos novamente. Ele pareceu ler sua mente e soltou seus dedos para trazer suas mãos às suas pernas. Ela choramingou quando ele ergueu suas pernas para os ombros, permitindo que se aprofundasse nela. Ele gemeu e começou a arremeter com tanta força que a empurrava contra o colchão. Os sons de suas peles colidindo e os lábios dele sobre os seus eram mais do que ela podia agüentar. Ela deslizou a mão para onde estavam ligados e correu os dedos sobre seu clitóris. Seu corpo sacudia enquanto ela fazia movimentos circulares com os dedos.

- Isso é tão... Merlin... Tão quente. – Rony disse com a voz fraca, enquanto cerrava a mandíbula e a observava se tocar. – Porra, tão sexy...

Inesperadamente, ele agarrou sua mão e a trouxe aos lábios. Hermione sentiu os lábios dele se fecharem ao redor de seus dedos, a língua chupando o gosto dela, e então ele baixou sua mão de volta ao seu âmago, guiando os movimentos.

- Você tem um gosto tão bom... Como sexo...

Ele investiu com os quadris com mais força e ela mal conseguiu pensar. Ela estava consciente de implorar para que ele fosse com mais força... Mais rápido... Não era suficiente... Nunca seria. Ela sentiu a palpitação de seu alívio invadi-la e forçá-la a abrir mais os olhos para olhá-lo enquanto gemia e choramingava. Ela o sentiu inchar dentro dela enquanto ela gozava e observou a cabeça dele cair para trás enquanto seu próprio alívio o invadia.

- Eu te amo, Hermione.


Hermione acordou bruscamente... Seu corpo ainda excitado apesar de seu alívio. Ela se virou para Rony apenas para perceber que o homem que dormia ao seu lado era Ethan. Levantou-se da cama, caminhando com as pernas trêmulas para o banheiro. Fechou a porta sem fazer barulho, querendo não acordar Ethan, e se olhou no espelho. Ela não se reconhecia mais. Quem era ela? Ela analisou seu reflexo. Seu trabalho era tudo que lhe restava e, mesmo que Ethan satisfizesse suas necessidades físicas e, se ela deixasse, as emocionais também, ela ainda estaria apaixonada por Rony. Ela precisava seguir em frente. Ela se analisou mais de perto e recuou quando viu um fio grisalho em seu cabelo. E então ela abriu a torneira e molhou o rosto, lavando as lágrimas.

De repente, ela não conseguia respirar. Era como se sua cabeça estivesse cercada e ela cambaleou perigosamente. Suas mãos tremiam enquanto ela tentava fechar a torneira e recuperar o fôlego. A sensação cedeu assim que ela desligou a torneira e Hermione se sobressaltou com a leve batida na porta.

- Hermione, você está bem?

Ela respirou trêmula e profundamente e forçou um sorriso no rosto. A porta se escancarou e ela permitiu que Ethan a reconduzisse para cama. Ele a colocou nos braços e ela se permitiu aconchegar em seu calor e caiu no sono, sentindo que perdera algo importante.

****

As pessoas encaravam Rony Weasley enquanto caminhava pelo corredor que levava à enfermaria do St. Mungos. Elas não o interpelavam, mas achavam estranho um ruivo aparecer na enfermaria usando apenas um pijama de botões. Rony não ligou para elas. Ele fitou os bebês e sentiu todos os seus fracassos lhe atingirem a alma.

Ele queria filhos, Merlin sabia que ele queria – ele seria um bom pai. Imelda queria filhos e estava ansiosa para formar uma família depois que se casassem. Na verdade, ela tocara no assunto mais cedo àquela manhã. Ele não tinha respondido realmente porque achava errado. Ele não podia ver Imelda como a mãe de seus filhos... Ele podia apenas ver Hermione. Sempre que visionava uma mãe para seus filhos, era Hermione.

Ele deixou sua mão cair para o vidro e não reconheceu o homem ali refletido. Ele tinha vindo aqui depois de sonhar com Hermione... Sonhar que perdera suas cartas... E então ele fez amor com ela e parecia tão certo e real. Então Imelda jogara o braço sobre ele em seu sono e seus pensamentos ficaram confusos. Ele levantara da cama e aparatara aqui... Impulsionado pela lembrança de Hermione segurando o bebê e seu olhar quando lhe estendera um dos gêmeos. Nada em sua vida faria sentido... E novamente ele imaginou se não estava cometendo um terrível engano que ferraria com suas vidas.


Capítulo 15

Prioridades


Através da chuva e ao primeiro sinal de neve, Hermione realizou os contra feitiços para abrir o estreito caminho para a casa de Harry e Gina. Estava um dia cinzento, ideal para se enroscar na cama e ler um bom livro, ou para uma transa matutina, como Ethan chamara àquela manhã. O ar gélido a açoitou, fazendo-a bater os dentes enquanto apertava sua capa ao redor do corpo.

Parando em frente ao pórtico e espiando pela janela, Hermione pôde ver muitas velas acesas, um fogo rugindo na lareira e, através do vão da porta, viu Gina parada à pia da cozinha, lavando louça à maneira trouxa. Ao dar uma batidinha na vidraça, Hermione observou Gina se sobressaltar e olhar por sobre o ombro, um sorriso se espalhando por seu rosto enquanto fechava a torneira e se apressava para a porta.

- Ei! Achei que tinha que trabalhar hoje! – Gina exclamou quando escancarou a porta para Hermione entrar. Hermione ergueu as mãos para o fecho das vestes e as tirou. Ela tremeu quando Gina fechou a porta e a ajudou com a capa pesada.

- Eu tinha, mas vou trabalhar um pouco mais tarde. Pensei em fazer uma visita e ver como você está.

- Ah. Então você falou com o Harry. – Gina passou por Hermione e rumou para a cozinha.

- Bem, falei, sim. Mas não tive nenhuma pista do que está havendo. Ele apareceu no meu apartamento noite passada, precisando de um lugar para ficar. – Hermione explicou, seguindo Gina para a cozinha, onde ela começara a servir duas xícaras de chá.

- Ele disse que você o expulsou... – Hermione continuou baixinho, colocando as mãos nas costas da cadeira.

Gina jogou a colher de chá na pia com um ruído alto antes de se virar para fitar Hermione, suas bochechas rosadas, mas sua expressão estranhamente calma:

- Expulsei. E desculpe se ele te coagiu a...

- Ele não me coagiu. Eu também estava com Ethan, então ele acabou se hospedando no Caldeirão Furado.

Os olhos de Gina cintilaram enquanto um sorriso se curvava em seus lábios:

- Você também estava com o Ethan?

- Não tente mudar de assunto. – Hermione repreendeu levemente.

Gina deu de ombros e se voltou para as xícaras de chá. Ela derramou água nelas e deu uma batidinha com a varinha para aquecer a água:

- Harry se recusa e aceitar que posso me cuidar. Ele praticamente surtou quando fui almoçar com você e Ethan, onde “eu não estava protegida”.

Hermione puxou uma cadeira e as duas mulheres se sentaram enquanto Gina mexia o chá rapidamente.

- Ele queria que me transferissem para a França.

Os olhos de Hermione se arregalaram enquanto bebericava o chá:

- França?

- Sim. – Suspirando, Gina empurrou sua xícara e descansou a testa nas mãos. – Ele insistiu para eu ir. Para fugir do que está acontecendo aqui. Ele é muito burro se pensa que eu o abandonaria, assim, de repente.

- Estou certa de que as intenções dele eram boas.

- Sei que eram. – Gina disse, erguendo seu olhar âmbar para Hermione. – Sei que ele me ama, mas ele não pode tomar essas decisões sem me perguntar antes. Digo, pelo amor de Merlin, quando Voldemort ainda estava no poder, nós íamos a Hogsmead todo fim de semana, ou ao Beco Diagonal comprar o material escolar. Não posso me tornar prisioneira em minha casa, Hermione.

- Eu compreendo completamente. – Hermione disse, colocando as mãos entorpecidas na xícara. – Então quanto tempo isso vai durar?

Gina deu de ombros e reclinou-se na cadeira.

- Harry odeia pedir desculpas. Se sente desconfortável com isso. Mas até ele admitir que errou, não posso ficar com ele, como ficamos pelos últimos anos. Como ele pode estar preparado para um casamento se pensa que pode me mandar para longe?

- Quer que eu fale com ele? – Hermione perguntou.

- Não. Por favor, não fale. Prefiro lidar com isso à minha maneira. – Gina estremeceu levemente e esfregou o estômago antes de menear a cabeça. - Não tem problema. Quero ouvir sobre a sua noite com Ethan.

Hermione não pôde evitar sorrir. Por dois anos ela não tivera uma verdadeira companhia feminina, e, se sentindo nostálgica pelo jeito que ela e Gina costumavam ser, ela lhe contou tudo que aconteceu entre ela e Ethan, deixando de lado, é claro, o sonho extremamente erótico que teve com Rony, uma vez que ambos caíram no sono.

- Bem, acho que é maravilhoso. – Gina disse com um largo sorriso quando Hermione terminou. – Ele é lindo. Parece que vocês têm muito em comum.

- Temos. Ele... Me faz sentir... – Ela semicerrou os olhos em concentração, em busca pelas palavras certas, mas suspirou e descansou o queixo nas palmas das mãos enquanto sorria para Gina. – Vamos só dizer que ele me fez sentir coisas que eu não sentia desde que parti para Roma.

- Sabe, tenho que dizer, estou feliz por você ter encontrado alguém. – Gina bebericou o chá devagar enquanto levantava o olhar para Hermione. – Sei que não foi fácil ver o Rony com a Mel. Talvez agora as coisas voltem a algum tipo de normalidade entre você e Rony.

Hermione fitou seu chá e observou a bolsinha de chá verde flutuar preguiçosamente:

- Para ser franca, não sei mais que normalidade realmente existe entre Rony e eu. Em alguns dias parece que podemos ser amigos, em outros, parece que tudo que ele quer fazer é ficar carrancudo comigo.

- E você esperaria menos do Rony?

Hermione não pôde evitar rir:

- Tem razão. Eu já deveria saber que os Weasley são propensos às oscilações de humor.

Gina estirou a língua para Hermione antes de sorrir:

- Meus irmãos são bem piores que eu. Todos têm o temperamento da mamãe...

- E você não? – Hermione questionou, tentando manter sua voz divertida.

- Gosto de pensar que puxei mais ao meu pai. – Gina torceu o nariz.

Hermione ergueu uma sobrancelha e abriu um largo sorriso:

- Seu pai, que encheu o Lúcio de porrada dentro da Floreios e Borrões?

- Papai apenas perdeu a paciência e ele provocou. O temperamento do papai não é tão rápido como o da mamãe... Ou o do Rony. – Gina entortou a cabeça para analisar Hermione. – Acho que Rony apenas tem uma mágoa oculta desde que você partiu.

Hermione franziu o cenho e repeliu a necessidade infindável de sempre se defender:

- Ele parece feliz com a Imelda.

- Suponho que sim.

Mordendo o lábio inferior, imersa em pensamentos, Hermione tamborilou os dedos contra a mesa de madeira:

- Como ela é? A Imelda? – Hermione encolheu os ombros quando Gina ergueu as sobrancelhas em curiosidade. – Quero dizer, só falei com ela em poucas ocasiões. Não tive tempo de conhecê-la como você e Harry tiveram. E ela estava no mesmo ano que você em Hogwarts, então certamente você a conhece...

- Não, não de verdade. – Gina disse, pensativa. – Ela estava na Sonserina e claro que tínhamos animosidade na época, já que eu estava na casa da Grifinória. Tivemos algumas aulas juntas, mas ela não era como a Pansy ou o Malfoy. Ela era bem quieta. Sempre teve as notas mais altas da classe.

- Onde os pais dela moram?

- Rony me contou que, quando ela tinha quatro anos, eles foram assassinados por Comensais da Morte por se recusarem a se unir a Voldemort durante a primeira guerra. A tia dela então a criou na Escócia.

- Isso é horrível. – Hermione murmurou, de repente se sentindo culpada por todo o ressentimento que tinha por Imelda. Ela observou Gina de perto e suspirou. – Suponho que eu quisesse que ela fosse cruel, assim ela poderia ser alguém que eu desgostasse facilmente, sem me sentir mal por isso.

Gina sorriu suavemente:

- Você sabe que Rony nunca ficaria com uma mulher assim. – Suas sobrancelhas franziram com seriedade enquanto ela cruzava os braços na mesa e se inclinava para frente. – No fundo, sinto que Rony ainda te ama. Mas Imelda foi a única capaz de tirá-lo da lama quando você partiu.

- Não pode ter sido tão ruim. Rony é forte. – Hermione disse baixinho.

- Era porque você o tornava forte. – Gina mencionou. – Tenho certeza de que Harry te contou tudo isso, mas Sirius quase suspendeu Rony dos treinos porque ele sempre estava atrasado, ou bêbado. Ele foi um tremendo filho da puta para muita gente, por muito tempo.

- E-eu não sabia... – Hermione sussurrou, sentindo seu rosto corar.

- Nenhum de nós sentiu que era certo descarregar tudo em você enquanto estava em Roma. – Gina explicou. – Tenho a sensação de que Harry teria te implorado para voltar se eu tivesse deixado ele te contar tudo que estava acontecendo.

Hermione respirou profundamente, agradecida por ser capaz de passar por seus estudos em Roma sem o peso do comportamento de Rony nos ombros, mas também extremamente brava e magoada por eles não terem lhe informado sobre a dor dele. Talvez ela tivesse ficado mal e voltado para casa. E Rony ainda estaria com ela.

- Então Imelda apareceu e bancou a Florence Nightingale? *

Gina suspirou e meneou a cabeça, seus olhos nadando em arrependimento:

- Não estou contando isso para te magoar, Hermione, então, por favor, não pense assim. Mas, por muito tempo, Rony ficava com uma bruxa diferente toda semana. Nenhuma delas durava muito, mesmo porque Rony se cansava delas rapidamente, ou porque elas se cansavam das atitudes do Rony. Houve muitas vezes em que Harry e eu flagramos Rony no Caldeirão Furado subindo com alguma garota para os quartos. A maioria delas era morena.

Hermione engoliu o enorme bolo em sua garganta. Milhares de perguntas corriam por sua mente, mas ela não conseguiu fazer nenhuma delas sair por seus lábios enquanto digeria a informação.

- Mas com Imelda foi diferente. – Gina continuou. – Ele ficava mais feliz perto dela. Ele parou de beber tanto. Começou a treinar três vezes mais. Até parou de fumar...

- Rony estava fumando? – Hermione exclamou, seus olhos arregalados em descrença.

- Acho que ele só fez isso porque sabia que te irritaria. – Gina disse com um sorriso triste. – Acho que é por isso que ele fez todas aquelas coisas. Mas ela o ajudou a passar por tudo aquilo.

- Então sou grata a ela. – Hermione disse baixinho antes de se levantar, pegar sua xícara e colocá-la na pia. – Eu deveria ir para o trabalho.

- Onde está o Ethan hoje? – Gina perguntou, se levantando da mesa e seguindo Hermione até a sala.

- Ele tem alguns amigos em Surrey que ele foi ver. – As bochechas de Hermione adquiriram muitos tons de rosa enquanto ela colocava a capa. – Ele vai fazer o jantar hoje à noite.

Gina sorriu largamente e cruzou os braços sobre o peito.

- Que romântico.

Hermione fez um pequeno barulho com o fundo da garganta enquanto tentava lutar contra o constrangimento. Ansiosa por mudar de assunto, ela fechou a capa.

– Tem certeza de que não quer que eu fale com o Harry?

Gina olhou para o fogo antes de menear a cabeça:

- ‘Tá tudo bem. Agora ele precisa perceber algumas coisas sozinho.

- Me mande uma coruja se precisar de qualquer coisa. – Hermione disse enquanto abria a porta. Enquanto ela acenava para Gina, que estava parada no vão da porta, Hermione sentiu uma agitação perturbadora fluir sobre ela enquanto se afastava da casa de Harry e Gina. Assim que passou pelos feitiços de proteção, Hermione olhou por sobre o ombro para ver que Gina já fechara a porta.

A confusão se estabeleceu quando ela tentou situar a fonte de sua preocupação. Talvez fosse a informação que Gina compartilhou com ela... Ou o chá não lhe caíra bem no estômago. Hermione meneou a cabeça e respirou o ar gélido profundamente antes de florear a varinha e ir embora.

***

Nevava sem parar. Era tedioso, principalmente quando sua maior fonte de calor não estava ali. Por intermédio de Hermione e mais algumas informações que Rony liberava mesmo sem saber, Gina sabia que Harry não estava bem. Para ele, tudo se resolvia, ou ao menos se esquecia, entornando uma garrafa inteira de Uísque de Fogo. Isso a afligia. Sentia-se tão culpada por tê-lo expulsado daquela forma tão abrupta e impensada. Mas ele tinha que aprender a confiar nela. Tinha que enfiar naquela cabeça-dura que ela o amava acima de tudo e jamais o abandonaria. Agora ele estava só, sem casa, sem se alimentar direito... Lógico que ele podia voltar para Toca. Aliás, Dona Molly adoraria tê-lo sob sua vigilância e cuidar pessoalmente de sua alimentação e manter suas roupas limpas e bem passadas, assim como lhe oferecer todo seu amor maternal. Porém, Harry ainda era teimoso e talvez se sentisse envergonhado em pedir ou aceitar ajuda. Hermione lhe contara que a ajuda de Sirius fora veementemente negada, uma vez que Harry não suportava a presença constante de Emelina naquela casa.

E agora Gina passava os dias imaginando que seu noivo estava passando por maus bocados sem ela. Por incontáveis vezes, ela quase sucumbira à vontade de procurá-lo e trazê-lo de volta. Sentia falta de hábitos ínfimos que adquirira durante a relação, como observá-lo dormir ou se barbear. Sentia falta daquelas mãos grandes e ásperas explorando seu corpo... Precisava dele, mais do que nunca. Tudo estava mudando com a velocidade de um raio. Como será que ele reagiria ao saber o que realmente se passava com ela?

Seus pensamentos foram interrompidos quando ouviu batidas na porta. Acabara de se lembrar que não havia posto todos os feitiços de segurança na casa, o que significava que a propriedade se tornava mais ou menos visível. As batidas insistiram. Hermione devia ter esquecido algo e voltado para buscar. Típico. A cabeça da amiga andava nas nuvens. Até Luna estaria mais atenta. Mas era compreensível, já que Hermione estava dividida entre o amor por Rony e a atração por Ethan.

Gina se levantou da mesa da cozinha, de onde estivera observando os flocos de neve caírem lentamente, e caminhou para a porta. Se fosse algum louco homicida, ela saberia se defender. Estava sempre com a varinha ao alcance de seus dedos, guardada no cós do jeans. Com cautela, ela abriu uma fresta da porta para poder espiar e imediatamente o chão pareceu ondular sob seus pés. Certo, era uma alucinação. Aqueles dias trancada em casa, sem nada para fazer e morrendo de preocupação com Harry, a família e a amiga só podiam tê-la enlouquecido.

Ali, parado com um sorriso de orelha à orelha, estava Olívio Wood. Depois de dois anos, sua aparência permanecia igual: cabelos castanhos cortados rente ao couro cabeludo, pele muito branca e olhos escuros e coruscantes. Ela tinha de admitir que ele ainda era sedutor, mas ela já se imunizara há muito tempo.

- Posso entrar? – Olívio perguntou com o sorriso congelado no rosto. Suas mãos tremiam levemente e ele as enfiou nos bolsos das calças. Gina pensou que ele parecia um daqueles galãs de filmes trouxas, daqueles do tipo água-com-açúcar. Por Merlin, por que seu ex-namorado estava ali, parado à sua porta? Ela saiu de seu torpor e lhe deu passagem.

- Olívio... O que está fazendo aqui e como descobriu onde eu moro? – Disparou. Era melhor não dar tempo para que ele começasse a despejar suas mágoas em cima dela, ou talvez, lhe confessasse seu amor eterno. Particularmente, ela preferia a primeira opção, muito mais fácil de lidar.

- Nossa! Eu volto depois de dois anos na Escócia e é assim que me recebe? Com uma enxurrada de perguntas?

Ok. Isso era demais para ela. Não era ela a pessoa ensandecida ali. Gina respirou profundamente e jogou os cabelos para trás dos ombros, acenando para que Olívio se sentasse no sofá.

- Desculpe, Olívio. É... Uma surpresa te reencontrar... Eu... – Ótimo. Agora ela se confundia com as palavras. – Mas, sente-se. Não posso te oferecer nada porque...Ah... Eu estava de saída, sabe. Harry e eu vamos jantar na Toca.

- São duas da tarde, Gina. – Olívio não se fez de rogado e se sentou no sofá, as mãos estendidas sobre as pernas compridas.

- Eu sei, mas mamãe quer que eu a ajude na cozinha. – Respondeu rapidamente.

- Pensei que Harry não morasse mais aqui. – Olívio parecia mais que satisfeito com a expressão estupidificada de Gina.

- Como sabe disso? – Ela estava pronta para colocá-lo para fora aos pontapés.

- Bom, é uma longa história. Pergunte à sua mãe. Assim que cheguei da Escócia, eu fui te procurar e sua mãe, bem... Digamos que eu fiz um certo drama para descobrir onde você estava... E sua mãe se compadeceu de mim e me contou que você estava morando aqui com o Harry, ou melhor, que ele tinha ido embora. Ela me aconselhou a te esquecer.

- Não acredito que mamãe fez isso.

- Não brigue com ela. Ela disse isso pensando que me persuadiria a te esquecer. Falou que você e Harry são um lindo casal e que voltariam a ficar juntos num piscar de olhos. – Ele umedeceu os lábios, seus olhos vagando pela figura exuberante de Gina, com seus cabelos soltos e ondulados e suas roupas velhas e confortáveis. – Eu tinha que vir aqui e tentar uma última vez.

- Tentar? – Gina permanecia de pé, encarando Olívio com completa descrença.

- Sim. Nunca pensei que você e Harry ficariam por muito tempo juntos. Na verdade, achei que te conquistar fosse um simples capricho para ele. Acho que me enganei. O fato é que eu ainda te amo e não tenho vergonha de admitir isso. Sempre penso em você e, agora que você e Harry se separaram...

- Olívio, o que vivemos foi maravilhoso. Você é gentil e adorável, mas não posso voltar para você. Eu não o amo, e sabe disso. – Gina disse firmemente, extirpando a confiança e as esperanças de Olívio. Doía-lhe ter que dizer tudo aquilo. Seus olhos lacrimejaram levemente, mas Olívio precisava de uma dose cavalar de realidade.

-É, eu deveria ter imaginado. Tive tantas mulheres, todas perdidamente apaixonadas e prontas para pular para minha cama, mas você foi a única que me interessou e que não deu a mínima para a minha fama ou meu dinheiro, que viu que o jogador Olívio Wood era apenas uma pequena parte de mim.

- Olívio...

- Gina, deixe-me só terminar e prometo que nunca mais voltarei a te procurar. Só queria esclarecer que não guardo qualquer mágoa ou ódio por você. Talvez eu mesmo me tenha me enganado nessa história toda. Desculpe. – Seus olhos estavam suplicantes.

- Acho que todos nós nos enganamos muito, o que não tira a minha culpa, já que eu deveria saber que não haveria nenhum outro homem para mim, além de Harry. Me desculpe novamente, Olívio. As coisas mudaram muito...

Olívio se levantou, desamassou as calças e dirigiu-se até a porta. Seu sorriso era afável e seus gestos deliberadamente calculados; Gina ainda exercia aquele poder imensurável sobre ele. Realmente tudo estava mudado. Ela estava mais bela do que se lembrava: seu rosto estava mais corado e ela parecia mais deliciosa do que nunca, com os seios um pouco mais volumosos. Sem dúvida a convivência com Harry só lhe fizera bem e lhe trouxera um brilho de felicidade ao olhar, mesmo os dois estando separados agora, mas Olívio previa que não seria por muito tempo, logo eles se reconciliariam e tudo voltaria aos eixos. E o que mais lhe surpreendia era que, mesmo achando Harry um tremendo idiota, ele estava feliz por Gina. Talvez essa fosse a maior virtude do amor: o sacrifício, o desprendimento. Talvez a idéia de procurá-la e lhe implorar uma última oportunidade não fosse tão ruim assim; agora ele estava mais do que convicto de que deveria apenas conviver com aquelas feridas e torcer para que um dia elas cicatrizassem.

Ele se despediu definitivamente de Gina, sorvendo o aroma adocicado de seus cabelos flamejantes e olhou seus olhos castanhos com devoção, os mesmos olhos que lhe seguiriam por toda a vida, não mais como seus algozes, mas seus salvadores. Daquele exato momento em diante, eles seriam apenas uma lembrança doce e pura. Gina lhe devolveu o sorriso com a mesma tranqüilidade e fechou a porta com cuidado.

****

Hermione tropeçou em seu apartamento enquanto o sol ofuscante se punha e a neve começava a cair em um suave manto sobre Hogsmead. Ela não chegara a lugar algum com Adriano àquela tarde. As mesmas imagens confusas encheram sua mente e a mesma emoção vazia fluiu por ela quando o tocara novamente. Ela sabia que Sirius estava frustrado com a falta de informações.

Hermione também sabia que Sirius estava começando a perceber, ou ao menos suspeitar, que Rony era uma distração para ela no trabalho. Ela tinha chegado para descobrir Harry e Rony escalados para patrulhar Londres pela maior parte da tarde. Ela não vira nenhum deles aquele dia.

Ao tirar a capa e sacudir a neve da lã, e pendurar a capa no mancebo, seus pensamentos foram interrompidos pelo cheiro de pimenta vindo da cozinha. A curiosidade e o estômago roncando a fizeram se aproximar da cozinha, um pequeno sorriso brincando em seus lábios quando viu Ethan, de costas para ela, em frente ao fogão enquanto a água borbulhava. Havia dois copos de vinho na mesa e duas velas bruxuleando sedutoramente contra o anoitecer que começava a escurecer o recinto.

Ela cruzou os braços e se encostou contra o batente da porta, observando-o cozinhar em silêncio enquanto ele usava o punho para afastar os cachos negros da testa. Havia algo tão íntimo em observá-lo cozinhar em sua cozinha, que, por um momento, ela se sentiu incrivelmente desconfortável. Afastando isso, ela pigarreou e observou os ombros de Ethan tremerem levemente.

Ela sorriu quando o ouviu pronunciar o que poderia ser Gaélico antes de se virar e secar as mãos nas calças. Ele sorriu rapidamente, constrangido.

- Você me assustou.

- Desculpe – Ela disse, entrando na cozinha. – Não achei que estaria de volta tão cedo.

- Vi alguns amigos. Tenho alguns arranjos para fazer.

- Oh? – Ela forçou um sorriso e pegou o copo de vinho que ele lhe oferecia. Ethan se voltou para o fogão e despejou um punhado de massa na água fervente.

- É. – Ethan abriu a torneira para lavar as mãos. – Vou voltar para Roma. Permanentemente.

Hermione fitou o líquido vermelho-sangue que ondulava no cristal antes de erguer os olhos para encontrar Ethan a observando. Ela não estava certa do que dizer no momento, o que tinha de fazer. Lambendo os lábios, Hermione colocou o copo na mesa.

- Quando?

- Em dois dias.

Hermione assentiu e tomou um gole do vinho antes de colocar o copo de volta na mesa.

- Você sente falta.

- Sinto. Gosto de lá. É tranqüilo. Quero conseguir um trabalho lá, trouxa ou não. – Ethan sorriu enquanto voltava a preparar o jantar. Hermione ficou em silêncio. Debatendo consigo mesma, Hermione se aproximou dele, seus dedos em seu braço antes que ele parasse e se virasse para fita-la. Ela sorriu fracamente antes de levar a mão à nuca dele e o puxar para ela.

Seus lábios se encontraram, tranqüilos a princípio antes de ela fechar bem os olhos e deslizar a língua pelos lábios dele. Ethan gemeu e deixou suas mãos caírem para os quadris dela, apertando. Num movimento rápido, ela estava em seus braços, as pernas ao redor de sua cintura enquanto ele a segurava contra si. Foi então que eles deixaram a cozinha e rumaram para o quarto. Enquanto suas costas batiam no colchão e Ethan deitava sobre ela, ela estava vagamente alerta sobre o molho ainda no fogo e torceu para que não queimasse.

****

Pela terceira vez desde que chegara aos degraus do apartamento de Hermione, Rony enfiou as mãos nos cabelos e andou até a entrada do apartamento. A neve caía mais pesadamente agora que dezembro se aproximava e Rony podia sentir os minúsculos flocos caindo em seus cílios enquanto esfregava o rosto úmido com as mãos calejadas. Luzes vinham dos postes e iluminavam a porta de Hermione, mas Rony ainda não tinha coragem de bater.

Ele estivera patrulhando Londres o dia todo e não conseguira ver Hermione ou saber sobre qualquer progresso com Adriano Pucey – ok, Sirius contara a ele e Harry que não havia nenhuma informação nova – mas, talvez, Hermione pudesse se abrir com ele... Só para checar, é claro.

Suspirando, Rony se voltou para a porta azul escura e encarou a fechadura dourada antes de pigarrear e bater levemente. Ele ficou quieto por muito tempo, seus ouvidos alertas a qualquer som de movimento lá dentro. Ele tentou espiar pela janela, mas ficou irritado ao encontrar as cortinas cerradas.

Batendo com mais força, Rony inspirou rapidamente quando viu a maçaneta girar. Ele começou a agradecer, mas mordeu a língua rapidamente, seu sorriso desaparecendo quando ficou cara a cara com Ethan. Inconscientemente, os olhos de Rony notaram que Ethan estava sem camisa... E suas malditas calças estavam desabotoadas.

Fixando o olhar em Ethan, Rony forçou um sorriso:

- Estou procurando pela Hermione.

Ethan meramente sorriu:

- Ela, ah, está no banho. Quer entrar?

Rony ia dizer “não” e ir embora. Ele sabia que Ethan esperava que ele recusasse, e Rony sabia que devia ter recusado, mas houve um momento rápido de resistência, e uma necessidade inflexível de entrar no apartamento de Hermione e descobrir exatamente o que ela estava fazendo com aquele cara.

Rony permaneceu em silêncio, mas entrou com um aceno ríspido e passou por Ethan. Seus olhos imediatamente caíram para os restos de velas e a comida intocada na cozinha. Tirando as luvas, Rony voltou-se para Ethan:

- Quanta comida desperdiçada.

Ethan, que fechava a porta lentamente, colocou uma mão no quadril e esfregou a nuca com um pequeno sorriso:

- Pode ser esquentada.

Rony cruzou os braços firmemente, um pequeno barulho se formando no fundo de sua garganta:

- Ela não gosta de queijo no espaguete, só para você saber.

Ethan lançou um rápido olhar para Rony antes de imitar os movimentos de Rony e cruzar os braços enquanto mediam um ao outro:

- Valeu, cara.

- E não coloque alho no molho. – Rony disse brevemente. – Ela é alérgica.

Ethan assentiu lentamente, sua expressão passiva enquanto Rony relanceava o olhar para o corredor, de onde ele podia ouvir o chuveiro ligado. Sabendo que Hermione não o ouviria, Rony encarou Ethan:

- Então, você e Hermione são... Um casal agora? – Rony deu o seu melhor para não fazer uma careta.

- Isso você tem que perguntar a ela. – Ethan disse simplesmente, seu olhar nunca vacilando do olhar de Rony.

- Suponho que se fosse uma relação importante, ela já teria me dito.

Ethan levantou uma sobrancelha em curiosidade:

- Eu imaginaria que ela já te contou um monte de coisas, Rony. Se é que você leu as cartas dela...

- Não é da sua conta.

- Acho que é. – Ethan replicou. – Eu a conheço há dois anos...

- E eu a conheço há dez. – Rony disse, mal educado, seu rosto queimando com a raiva.

Tentado manter o fogo inflamado em seus olhos, Rony endireitou as costas quando Ethan se aproximou.

- Por que está aqui, Rony? – Ethan perguntou calmamente. Engolindo em seco, Rony ouviu o chuveiro desligar.

- Vim falar com a Hermione...

- Você veio ver se já dormimos juntos. – Ethan corrigiu calmamente. O canto suave de Hermione soou do banheiro.

- Não é da sua conta. - Rony disse duramente.

- Tem razão. – Ethan respondeu, sorrindo de repente quando Hermione abriu a porta do banheiro e apareceu na sala, Ela ainda estava cantando, mas parou abruptamente enquanto seus olhos se arregalavam. Ela apertou o roupão enquanto seus olhos se moviam de Rony para Ethan, então de volta para Rony.

- Rony. O que está fazendo aqui?

- Vim falar com você. – O olhar de Rony estava escuro quando olhou para Ethan. – Sobre Harry e Gina.

- Oh. – Hermione amarrou o roupão firmemente, suas bochechas corando e seu lábio inferior entre os dentes. Ela olhou para Ethan, seus olhos cheios de pedidos de desculpas.

- Estarei no quarto. – Ethan disse, mal olhando para Rony enquanto caminhava para o quarto, sua mão apertando o braço de Hermione antes de desaparecer pelo corredor.

Hermione esperou até ouvir o suave clique da porta antes de Rony a observar. Rony sentiu uma pontada de satisfação por ela parecer tão embaraçada e um pouco culpada – se ele estava lendo seus olhos corretamente. Mas se sentiu irritado porque isso significava que ela tinha feito algo para se sentir culpada... Ela provavelmente transara com aquele imbecil.

- Rony?

- O que?

Ela parou, parecendo incerta:

- Você queria falar comigo sobre o Harry e a Gina?

- Oh. – Ele se sentiu um pouco perdido por um momento enquanto levava uma mão ao cabelo. Ele estava diante da lareira, tentando organizar os pensamentos. Ele não deixaria Ethan atrapalhá-lo... Com suas estúpidas calças desabotoadas e sua comida intragável... Ou o canto feliz de Hermione... Ou suas bochechas coradas.

Realmente... Não era de sua conta... O que Hermione fazia... Ou com quem...

- Como pôde transar com aquele idiota?

Hermione pareceu pega de surpresa, seus olhos arregalados com o choque antes que eles se estreitassem perigosamente:

- O que?

Rony sentiu suas bochechas queimarem, mas descobriu que não podia parar.

- Você parece tão perfeitamente confortável saltando de homem em homem. Quero dizer, droga, Hermione...

- Saltando? – Hermione cuspiu. – Saltando! Você é inacreditável!

- Bem, como você explica me beijar daquele jeito? – Rony sibilou, sua voz baixa enquanto dava um passo até ela. – E depois voltar aqui e dormir com ele?

Hermione boquiabriu-se em descrença:

- Ronald Abílio Weasley! Como se atreve a vir até a minha casa e começar a me acusar...

- Não é acusação se é verdade. – Rony cuspiu.

- Posso te lembrar que tem uma noiva? – Hermione o cutucou forte no peito. – Posso também te lembrar que estou certa de que sua cama nunca esteve fria desde que viajei?

- É diferente...

- Não é diferente. E não posso acreditar que você ainda tem a profundidade emocional de uma colher de chá depois de todos esses anos! Agora dê o fora do meu apartamento!

Ele olhou para ela, imóvel:

- Se você acha que se comportar como uma prostituta vai me fazer ciúmes...

- FORA! – Hermione o empurrou rapidamente em direção à porta. Rony ficou surpreso com sua força, mas não resistiu quando ela escancarou a porta e espalmou as mãos em seu peito para neve que cegava. O peito dela estava pesado enquanto olhava para ele, os nós dos dedos brancos na madeira da porta. – Não quero que venha aqui novamente se vai ser um insensível e me xingar. Francamente, Rony, você precisa definir suas prioridades. Não volte até fazer isso.

Sua resposta malcriada foi reprimida pela porta batendo em sua cara. A neve flutuou ao redor de seu corpo, fazendo-o tremer apesar da raiva que fervia nele. Ele estava furioso... Não, ele estava positivamente furioso! Sabendo que ela estava lá, nua debaixo daquele roupão, e sozinha com aquele imbecil...

Mas por que ele deveria se importar? Ele não a amava. Ela podia ficar com quem bem entendesse. Ele deveria estar feliz por ela. Finalmente, ela estava seguindo com sua vida... Ela não o queria mais, do mesmo jeito que ele não a queria. O relacionamento – ou o que sobrou dele – estava finalmente terminado e ele estava livre do drama.

Então por que ele se sentia como se um pedaço de sua alma lhe tivesse sido arrancado?

Lutando com a vontade de chutar a porta, Rony se virou, caindo nos degraus de pedra quando seus pés escorregaram na neve. Ele xingou enquanto sua bunda batia na pedra e a neve esmagava embaixo dele. Rony suspirou quando a neve começou a ensopar suas vestes. Aquela mulher o deixava louco.

Procurando em suas vestes, Rony finalmente encontrou sua varinha e a apertou firmemente em suas mãos entorpecidas e roxas e desaparatou.

Ele não ficou surpreso em ver Harry no bar do Caldeirão Furado. Acenando para Simas, se aproximou de Harry e descansou a bochecha contra a palma da mão enquanto esperava que Simas lhe trouxesse sua bebida.

- O que está fazendo aqui?

- Provavelmente o mesmo que você, cara. – Rony rosnou, agradecendo a Simas quando o amigo colocou um copo de Uísque de Fogo em sua frente. – Enchendo a cara.

- De novo? – Harry perguntou, se endireitando na cadeira enquanto afastava seu copo vazio. - Você tem feito muito isso ultimamente.

- As mulheres têm me enlouquecido muito ultimamente. – Rony contou, engasgando com o primeiro gole de álcool que queimou em sua garganta. – Com seus “ata nem desata” e “isso e aquilo”... Caralho, por que elas não podem ser mais simples? Por que não podem dizer o que querem e facilitar as coisas para mim?

Harry deu de ombros e enfiou os dedos nos cabelos:

- Não sei, Rony. Me diz por que a Gina me pôs para fora de casa. Depois do Neville e... – Sua voz morreu, ele se inclinou e descansou a testa nos braços cruzados. - O que ela estava pensando?

- Provavelmente é algum complô para levar você à insanidade. – Rony riu, apesar da menção ao nome de Neville ter feito seu estômago se contrair dolorosamente, enquanto ele se inclinava ao lado de Harry.

Harry suspirou alto, suas palavras indistintas:

- Não achei que fosse o Neville... O que diabos ele fez a alguém? O que Susana fez? – Alavancando-se nos cotovelos, Harry deslizou os dedos por debaixo dos óculos e esfregou os olhos. - Só queria que eles viessem atrás de mim e acabassem logo com isso.

Rony encarou o líquido âmbar.

- Queria colocar as mãos nesses bastardos. Eles não são nada além de covardes, Harry.

- Se eles chegarem a pensar em tocar em um único fio de cabelo da Gina... – Harry parou abruptamente, seus olhos se enchendo de fogo. Rony bebeu o resto de seu uísque e viu Harry oscilar enquanto se levantava do banco. – Tenho que patrulhar amanhã de manhã, eu deveria ir para cama. Sirius vai chutar o meu rabo se eu for trabalhar de ressaca.

- Precisa de ajuda para subir as escadas? – Rony perguntou, notando Simas se movendo até Harry.

- Não, estou bem. – Harry disse firmemente, erguendo uma mão para impedir Simas. – Estou bem.

Enquanto Harry subia as escadas para o segundo andar, Rony empurrou seu copo vazio em direção a Simas que começou a despejar uma garrafa curta e quadrada de uísque.

- Ele não está agüentando isso muito bem, né? – Simas perguntou, seus olhos seguindo as costas de Harry enquanto ele subia as escadas.

- Você estaria? – Rony perguntou, tomando outro gole, apesar de seu estômago discordar.

- Não posso dizer que agüentaria. – Simas respondeu, seus olhos tristes. – Neville também era meu amigo.

Rony franziu o cenho e correu uma mão pelo cabelo:

- Eu sei. E você conhece o Harry... Ele tem sempre que carregar o peso do Mundo Bruxo nos ombros. É uma carga muito pesada.

- Bem, se há alguém que pode pegar esses imbecis, é ele. – Simas deslizou a garrafa de uísque para baixo do balcão rapidamente, pigarreando.

Rony ergueu uma sobrancelha para Simas e de repente sentiu uma mãozinha em seu ombro. Se virando, Rony viu Gina lhe sorrir fracamente, seu cabelo afastado do rosto e seus olhos cansados.

- Gin, o que diabos está fazendo aqui?

Ela levantou uma sobrancelha antes de olhar ao redor da taverna lotada:

- Hermione me contou que Harry estava ficando aqui.

- Está. – Rony respondeu, levando o copo aos lábios. – Foi uma coisa muito sórdida o que você fez com ele... Expulsa-lo assim de casa.

Ele podia ver que ela estava tensa, e os olhos dela, da cor do uísque, escureceram e se estreitaram.

- O Harry ‘tá por aí, Simas?

- Ele acabou de ir para a cama. – Simas explicou, acenando para as escadas. – Quarto 23...

- Obrigada. – Gina se afastou do bar e começou a caminhar em direção às escadas quando Rony a alcançou e agarrou seu pulso.

- Por que você quer o Harry?

- E isso te interessa? – Gina torceu o nariz, erguendo o queixo. Ela suspirou quando Rony a olhou. – Tem uma coisa que preciso contar a ele. É importante, Rony.

- E não pode esperar até amanhã? Ele estava péssimo. – Rony lhe contou baixinho. - Não acho que ele esteja em condições de discutir qualquer coisa importante.

Ela fitou Rony antes de soltar um longo suspiro e desviar o olhar:

- Suponho que eu possa esperar até amanhã. Ele está ok?

- Ele ficará bem. Só precisa dormir um pouco.

Gina anuiu com um sorriso fraco antes de tocar a mão de Rony:

- Boa noite, Rony.

- Noite. – Ele observou a irmã começar a se dirigir até a porta. – Ei, Gin? Cheque duas vezes aqueles feitiços de proteção.

Ela revirou os olhos, mas assentiu e acenou antes de desaparecer na neve que soprava com força. Rony ficou por mais uma hora, esperando que a bebida afastasse a imagem de Hermione e Ethan, mas muito exausto para sequer terminar sua quarta bebida.

Ele chegou em casa depois da meia noite, esperando o olhar zangado de Imelda o aguardando. Mas a casa estava vazia, e fria, e, floreando sua varinha vagarosamente, Rony fixou feitiços aquecedores enquanto tirava as vestes, deixando as roupas caírem no caminho para a cama. Ele teria ficado chateado com a ausência de Imelda, mas imaginou que ela estava fazendo isso para se vingar de quando ele dormira fora de casa sem avisar, na noite da morte de Neville. A coisa triste era que ele achava que não ligava. Seu coração estava pesado com a perda, seu corpo cansado da constante patrulha.

Caralho, a que ponto ele chegara?

Puxando os cobertores para cima de seu corpo, Rony deitou de lado e fitou pela janela a neve caindo pelo que pareceram horas. Logo, ele ouviu Imelda entrar no quarto, o ruído baixo de suas roupas que se juntaram às dele no chão. Quando ele sentiu o colchão declinar levemente sob o peso dela, ele fechou os olhos e começou a ressonar como se estivesse dormindo há horas.

Ele sentiu a mão dela, fria em sua pele, enquanto ela a deslizava pela curva de seu ombro. Os lábios dela lhe pressionaram o pescoço, mas ele não se mexeu, silenciosamente desejando que ela dormisse. Finalmente, ela se afastou e se arrumou debaixo das cobertas. Rony esperou até a respiração de Imelda tornar-se regular antes de abrir os olhos e continuar a observar os flocos de neve caírem.

****

O Caldeirão Furado estava apinhado e descontraído, com alguns jovens bruxos conversando animadamente sentados ao balcão ou jogando cartas nas mesinhas redondas; os bruxos mais velhos preferiam travar uma conversa discreta depois de um longo dia de trabalho, suas gravatas desamarradas, seus colarinhos desapertados, suas capas penduradas nas costas das cadeiras e a indispensável companhia de uma caneca generosa de cerveja amanteigada. As belas garçonetes andavam de um lado para outro, equilibrando muitas canecas em largas bandejas prateadas acima da cabeça e se desvencilhando com um sorriso educado de clientes inoportunos.

Em meio à confusão de vozes e risadas altas, mais uma música animada ao fundo, um rapaz alto e ruivo estava sentado sozinho à uma mesa ao fundo do bar, tendo uma visão privilegiada daqueles que chegavam e se acomodavam ao balcão, próximos à porta. Sua atenção agora se voltava apenas para um outro rapaz, quase de sua idade, sentado em um banquinho muito alto, as costas encurvadas e os cotovelos apoiados no balcão, se embriagando com Uísque de Fogo. Sua aparência era lamentável: as vestes amarrotadas e manchadas de bebida âmbar e os cabelos extremamente maltratados e mais revoltos do que nunca.

Jorge pensou na reação de sua irmã se encontrasse o noivo naquele estado. Não que ela fosse irromper pela porta a fim de reatar o relacionamento. Não, aquela ruivinha era orgulhosa e decidida demais. Mas ver o noivo todo mal cuidado e se embebedando em uma sexta-feira à noite, logo após ter voltado de uma ronda particularmente tediosa em Londres, com certeza desencadearia a indesejável fúria Weasley. Simas lhe contou que Harry tinha ficado um tempinho no bar, para então subir para seu quarto e que agora estava de volta, irritadiço. Pela expressão do proprietário do bar, Jorge imaginava que mais alguma coisa havia acontecido, mas não não teve vontade de perguntar. Harry era como um membro da família, mas não para Jorge.**

O gêmeo desviou os olhos e sorveu um pouco de Cerveja Amanteigada quando lhe pareceu que o tumulto no pub aumentava consideravelmente e gritinhos femininos feriam seus ouvidos. De soslaio, ele percebeu Harry olhar para a entrada e seus olhos verdes brilharem perigosamente. Como que possuído, ele tremia levemente, as costas muito rijas e os punhos cerrados. Não era para menos. Segundo as revistas esportivas com maior circulação em todo o Reino Unido, aquele era o “melhor jogador do mundo”, eleito por dois anos consecutivos. Oh, Olívio Wood, não!

Olívio foi recebido com toda a pompa; adolescentes histéricas se adiantaram com gritinhos incontidos e choros convulsos, enquanto que maníacos por Quadribol vinham comentar os títulos conquistados nos últimos anos, desde que Olívio fora contratado como o Capitão do Puddlemere United. A verdade era que nenhum time era páreo; até Rony fora obrigado a concordar que os Chudley Cannons precisavam treinar muito antes de encarar um jogo com o time mais forte da liga inglesa.

Foi com o mesmo fascínio de um transeunte que nada pode fazer durante um acidente de carro a não ser observar e temer pelos acontecomentos seguintes que Jorge observou Harry se levantar num rompante e caminhar entre a multidão que se dispersava, uma vez que Olívio já distribuíra todos os autógrafos possíveis e já tirara fotos suficientes por toda uma vida. Olivio estava a ponto de se sentar à uma mesinha num canto afastado e escuro do bar, quando Harry o alcançou. O sorriso tímido de Olívio morreu e foi substituído por um sorriso zombeteiro ao mesmo tempo em que ele enfiava os dedos pelos cabelos curtos e castanhos, se preparando para o embate. Eles pareceram se medir, os olhares furiosos, as peles avermelhando pelo confronto iminente.

Jorge também se levantou, mas prefiriu guardar uma certa distância, o suficiente para ouvir alguns trechos do curto diálogo:

- Como vai a Gina, Harry? Ou será que você não sabe, já que está aqui enchendo a cara?

- Caralho, não é da sua conta, Wood. – Foi a resposta de Harry. Não uma que Jorge teria dado nota máxima, mas definitivamente ganharia alguns pontos extras só por usar um palavrão desses.

Jorge sabia que, no dia seguinte, aquela cena estamparia a primeira página do Profeta Diário. Para sua total consternação e para o deleite dos presentes, Harry avançou sobre Olívio, seus punhos cerrados, e lhe acertou em cheio no olho esquerdo. Era óbvio que Olívio sabia da situação entre ele e Gina. E isso só servia para botar mais lenha na fogueira. O jogador caiu da cadeira com estrondo, sendo observado com assombro por todos, sua mão esfregando o olho. Ele se levantou e dessa vez foi a vez de Harry conhecer a força de um soco bem dado. O punho de Olívio o acertou com um forte estalo bem na mandíbula, mas não foi forte o suficiente para derrubar o Menino- Que- Sobreviveu, apenas para atordoá-lo e fazê-lo recuar, tropeçando nos próprios pés. Todos haviam se afastado, alguns correndo para fora do bar. Simas, detrás do bar, olhava a cena com desespero, um pano de prato pendendo de um de seus ombros, a boca escancarada: a cadeira que antes Olívio ocupava estava com um pé quebrado, e algumas mesinhas e cadeiras próximas haviam sido derrubadas pelos clientes que se retiraram às pressas.

A briga pareceu durar horas, as mesas sendo arremessadas, enquanto os dois homens se movimentavam pelo bar, aos sopapos. Ao fim, Olívio foi pego de surpresa por um soco no estômago e jogado ao chão, para dessa vez não levantar, uma vez que seu sobrolho direito sangrava em abundância e ele apertava o estômago, gemendo baixinho. Harry, a camisa escarlate pelo sangue que escorria do nariz, o olhou com superioridade:

- Nunca me subestime, Wood. Lembre-se que sou o único que ganhou da última vez. Gina é minha. Fique longe dela. Volte para a Escócia e pare de falar merda!

Harry lhe deu as costas, e subiu as escadas para o quarto, ignorando os cochichos dos clientes e as lamúrias e reclamações de Simas. Olívio permaneceu estatelado no chão, sem permitir que nenhum fã o ajudasse. Por fim, Jorge se adiantou até ele e lhe estendeu a mão. Olívio o reconheceu imediatamente e, mesmo que um pouco hesitante e com o orgulho ferido, aceitou o auxílio.

Mancando, Olívio apoiou um braço no ombro de Jorge e eles caminharam até uma mesa próxima, que, milagrosamente, sobrevivera à briga. A maioria das pessoas resolveu ir embora, comentando ou repudiando a cena, outras, mais corajosas, resolveram arriscar e se sentaram às mesas que restavam intactas. Agora Simas contava com a ajuda das garçonetes, que consertavam as mesas com um aceno de varinha.

Jorge ofereceu um guardanapo para Olívio, que o agarrou com demasiada brutalidade e o levou à sobrancelha, estancando o sangue. Seu olho começava a inchar, e um hematoma começava a despontar em sua pele muito pálida. Jorge chamou uma garçonete ociosa e pediu que trouxesse dois copos e uma garrafa de uísque de fogo. A moça, ainda tremendo e parecendo que romperia num choro compulsivo a qualquer momento, assentiu e correu para o bar.

- Acontecimento infeliz, aquele. – Disse Jorge, oferecendo um ombro amigo para Olívio se ele quisesse.

Olívio suspirou e assentiu:

- Não deveria ter ido ver a Gina, sei disso. Mas às vezes as coisas inflamam e você tem que curá-las. Acho que era isso que eu estava fazendo... Ou algo assim.

- Ela te magoou, não foi? – Jorge ignorou a mocinha trêmula e nervosa que posicionava os copos e a garrafa de bebida diante deles.

- De um jeito que você não acreditaria. – Olívio pareceu triste ao dizer isso, e Jorge sentiu que havia muita coisa que ele nem fazia idéia. A vulnerabilidade no rosto de Olívio o fez parecer novinho e recordou a Jorge seus dias em Hogwarts, uma época que parecia tão longe. Sorvendo a última gota de sua bebida, Olívio ergueu o olhar para ele e falou:

- Foi há muito tempo, mas ainda parece que foi hoje. Acho que ver o Harry bêbado não ajudou depois de ser rejeitado completamente por ela pela segunda vez.

- Acho que não. – Jorge disse, reservado. – Deixe-me pegar mais uma bebida para nós.

- Não, eu já vou indo. Preciso cuidar desses ferimentos. Mas obrigado pela ajuda.

- E onde vai ficar? – Jorge perguntou, suas sobrancelhas vermelhas franzidas em preocupação.

- Agora já não sei mais. Eu pretendia ficar aqui, mas acho que não dá. – Sua voz saiu rouca e ele tossiu para limpar a garganta.

- Você pode ir lá para casa. Fred já não mora mais lá e eu tenho um sofá de couro de dragão, bem confortável... Quando vai voltar para a Escócia?

- Estou de folga agora. Logo teremos alguns jogos amistosos por todo o Reino Unido. Só para aquecer para a Copa Mundial. Acho que vou ficar por umas duas semanas, três no máximo. Mas não quero incomodar. Vou arranjar um quarto em algum hotel por aí...

- Bom, você não está em condições de sair por aí à procura de um quarto de hotel... E, além disso, já é madrugada. Você pode passar o resto da noite lá em casa e aproveita para cuidar desses ferimentos. Você parece muito mal, cara.

Olívio olhou para seu copo vazio, pensativo e, milésimos de segundos depois, voltou os olhos para Jorge, que tinha um largo sorriso em seu rosto sardento. Olívio retribuiu o sorriso e anuiu, soltando um gemido de dor; qualquer mínimo movimento fazia seu corpo reclamar. Tudo que ele mais desejava agora era um bom ungüento cicatrizante e qualquer superfície macia onde pudesse dormir e esquecer o belo rosto de uma ruiva... Não havia mais qualquer chance para eles, se é que um dia existira uma chance.

******


* Florence Nightingale ficou conhecida como a enfermeira que contribuiu para a melhoria das condições sanitárias dos hospitais militares durante a guerra da Criméia (1853 – 1856), conflito que se estendeu na península da Criméia, ao sul da atual Ucrânia, no sul da Rússia e nos Bálcãs. Envolveu a Rússia e uma aliança composta pelo Reino Unido, França, Sardenha (Itália) e Império Turco-Otomano (atual Turquia).

**Essa parte foi tirada da MM.


N/A: Sei que a explicação acima cortou um pouco o clima do capítulo, mas era necessária.

Enfim, vitória esmagadora de Let me out. Bem no fundo, eu queria que eles ganhassem, simplesmente sou viciada nessa música. Tentei escrever algo decente e sei que tenho que melhorar muito, mas a minha semana não foi boa e não estava com muita cabeça para escrever, fora que nunca escrevi uma fic. Conto com a compreensão de vocês e acho que, com o tempo, eu vou pegando o jeito. As cenas que escrevi foram a da briga no Caldeirão Furado, baseada numa MM que não pude postar aqui porque era muito forte e tenho certeza que muita gente ficaria chocada; e escrevi também o reencontro entre a Gina e o Olívio. Ficou tosca, na minha opinião, mas queria trazê-lo de volta à fic e não fazer como a Sara, que o trouxe só por um único capítulo. Dêem uma olhada no trailer lindo que o Jay preparou para a fic.

Aguardo comentários.

Beijos!

N/B Tina Weasley Potter!: VOCÊ ESTÁ PENSANDO QUE É QUEM, DONA CAROL? AFF, ISSO NÃO SE FAZ, QUASE ME MATOU DO CORAÇÃO, E AOS NOSSOS LEITORES VAI MATAR COM TODA A CERTEZA! Como você pode começar o cap desse jeito? Meu Merlin, para tudo e chama a SAMU que eu estou tendo um AVC, meu lado esquerdo paralisou, ahhhhhh meu Merlin, puta que pariu na décima potencia!

Desculpe esse momento, mas assim, como você diz que não ficou decente o que você escreveu? Fala sério, você deixou perfeito, e sendo a primeira vez, nossa ficou envolvente e bem escrito, você está de parabéns amiga!!! * Tina dá pulinhos de felicidade, incentivando a Carol! AHA UHU AHA UHU
Olha, vou dizer a vocês queridos leitores, que essa Loira Carol é muito ruim, vocês sabem por quê? Por que eu tenho cá minhas suspeitas sobre alguns acontecimentos e ela nem para me dizer se estou certa ou não, AFF o guria maldosa e chantagista!!!!

Falando no trailer, PUTZ ficou o máximo, como tudo que é referente a Before!!! Mas sabem de uma coisa, não vou falar mais muitas coisas não, por que assim quando eu comentar será um comentário enorme, daqueles que é impossível a nossa querida Carol responder com respostas sucintas e sem delongas, para que ela possa me responder com pelo menos duas paginas de word. KKKKK

Beijos amiga Loira, e Flavita estamos aqui para o que der e vier!!! Essa frase é clichê, mas é bonitinha!!!

Vocês não perdem por comentar! Beijos a todos... Fui!


Respostas aos comentários entre os dias 12/07 a 27/07:

Oraculo: Agora você não pode reclamar. Esse capítulo foi cheio de cenas com a sua personagem favorita, a Gina. E a ceninha do Rony com os bebês foi muito lindinha mesmo. Só serviu para ele perceber que não ama a Imelda de verdade e que não a quer como mãe dos seus filhos. Vamos ver quando esse ruivo teimoso vai tomar jeito! Obrigada por comentar, mesmo porque você estava no MSN e eu fui te encher o saco! Beijos!

Claudiomir José Canan: Dessa vez não fui eu que escrevi a NC, só a traduzi e essa eu não achei meia boca. Mas, quanto às cenas extras, queria que tivessem sido melhores, mas tenho muito que aprender ainda até escrever umas cenas dignas de Renascido do Inferno, né?

Liz Negrão: Fala sério, Dona Liz! Cadê o capítulo, hein? *Empunha a varinha e aponta para a testa da autora* Estou aqui tendo um colapso de tanta curiosidade! Pelo amor de Merlin, atualiza! Beijos!

lorena longbottom: Oi, minha leitora maluquinha! É lógico que vai ter NC R/Hr! E vão preparando os cubos de gelo, comprando seus abanadores, leques e ventiladores porque eu pretendo caprichar na cena, afinal faz dois anos que eles não... Você sabe.

Rachel: Leitora nova! Que maravilha! Espero que também tenha ficado feliz com esse capítulo. Beijos!

Mica Caulfield: Minha autora idolatrada que sempre deixa um monte de comentários! HAHHAHAHA O que foi aquele capítulo da Além do que se vê? A sapona morreu! Foi coaxar no brejo do Inferno! Agora, falando da Before, também acho que a Mione, pela primeira vez na vida, se permitiu fazer algo sem pensar duas vezes, nem nas conseqüências. A NC ficou uma droga, mas nem liguei muito porque NC quente mesmo eu quero que seja com os casais principais, no caso, R/Hr e H/G. E é maravilhoso saber que você, de vez em quando, relê Save Me! É uma honra! Beijos, amiga, e estou esperando mais um capítulo espetacular da sua fic!

Kelly **: Que isso, eu adoro quando os leitores fazem suposições ou formulam teorias! Mostra que estão envolvidos com a estória. Olha, as pistas estão cada vez mais evidentes, mas muitas vezes vocês acabam me fazendo descobrir mais e mais pistas. Ah, espero que você vá se preparando para as próximas NCs, hein? Sei que haverá uma R/Hr e outra H/G, com certeza, mas também pode haver NCs com outros casais. É algo a se pensar. Obrigada pelos comentários que estão cada vez maiores e beijos!

Yumi Morticia voldemort: E aí, gostou das cenas com o Harry e a Gina? Esses dois são muito teimosos mesmo. Beijos!

Raveni: Oi, minha amiga! Se prepare mesmo porque as próximas NCs vão ser muito quentes! Mil vezes obrigada por todo o apoio que você sempre me dá. Nem tenho palavras para expressar como é bom ter uma amiga como você... Beijoooooos!

Aninha Weasley: Que bom que gostou da NC, vamos ver o que vai achar das próximas e depois você me conta de quem suspeita. Beijos!

Deby: Obrigada, querida! E como prometido, aqui vai o link da fic: http://checkmated.com/story.php?story=1244, mas você precisa se cadastrar primeiro no site e depois pedir uma permissão para ler a fic por causa das cenas fortes. Beijos e vê se não vai abandonar a tradução depois que começar a ler, hein?

Emilly Knight: Vou dar uma olhada na sua fic, sim. Ainda essa semana se der. Não se preocupe. Demorou, mas finalmente o capítulo chegou! Depois me conta o que achou, ok? Beijos!

Ana Hansen: A Mione estava muito abandonada mesmo. Ela precisava pelo menos se sentir desejada de novo. Os mistérios se multiplicam nessa fic. Só espero resolver todos eles e agradar! Beijos!

Camylla Martiniano: Foi para Minas Gerais, se empanturrou de pão de queijo e se esbaldou na Vaca Atolada, né? Brincadeirinha... Ri muito com o seu comentário, acho que foi um dos mais criativos! Coitada da Imelda: como assim morrer implorando sexo selvagem com um mendigo fedorento? Isso já é muita maldade! HAHAHAHAHA Tecnicamente, ela não viu os pintinhos das crianças, por isso perguntou! HAHHAHAHA Isso porque é ruiva... Imagine se fosse loira! E a Mione não tinha sexo quase todo dia com o Rony. Eu imagino que era todo dia mesmo! Esse ruivo deve ser insaciável. “Bleeding love” se tornou uma das músicas-tema do casal mesmo. Eu acho que tem tudo a ver com eles. Obrigada, My. A gente se fala no MSN!

Reji Granger Weasley: PUTA QUE PARIU! MEU GATO PÔS UM OVO! MAS GATO NÃO PÕE OVO. PUTA QUE PARIU DE NOVO! De onde vocês arranjam isso, hein? HAHAHAHAHAHA O Harry está a ponto de surtar, se é que já não surtou, mas não é para menos: todas as pessoas que ele ama estão correndo perigo e ainda tem aqueles assassinatos para resolver! Cabeça do menino deu um nó! Que bom que gostou da NC e se hidratou bastante. HAHAHAHAHA Beijooooos!

nõnõ (JoanNe): Não digo que essa fic está cada vez mais chique? Gente de todos os cantos do mundo pode ler! *Momento esnobe* Deixa eu desinflar o ego um pouco, está me sufocando. Obrigada pelos comentários, minha querida portuguesinha!

Lana Weasley: Sério? Sentiu calor? Bom saber disso... Os poderes da Mione estão crescendo cada vez mais, embora de forma desorganizada, já que ela não terminou o curso em Roma, mas vamos ver no que vai dar... O Colin e o Christopher são muito fofinhos mesmo. Já posso até imaginar as confusões que vão aprontar quando ficarem um pouquinho maiores. Coitada da Sra. Weasley, do Carlinhos e da Penélope. Mas imagino que o Carlinhos vai ter pulso forte com esses dois... Ou não rs. Cuidado pra bocona não te engolir! Beijos!

Pedro Henrique Freitas: Que bom que gostou, Pedro! É maravilhoso ver a sua interação com a fic. Muito gratificante. Você tem toda a razão: alguns aspectos da fic são parecidos mesmo com Save Me. Acho que talvez seja por causa de todos os conflitos dos personagens: o casal principal está separado por motivos diversos, mas se ama imensamente e sempre há um certo sentimento de revolta... É um pouco complicado de explicar... Ah, queria te perguntar uma coisa: você chegou a ver Ben’s Brother no Altas Horas? Porque eu capotei, nem sei se eles apareceram mesmo... Beijos!

Luciana Martins: Com certeza o Ethan é o tipo de cara certo para “extravasar” HAHAHAHAHA O cara é bonito, poderoso e super inteligente. Mas é claro que não substitui o Rony, né? Por mais que ele seja teimoso, boca suja e insensível, todos o amam! Que a Mione não leia isso rs. Eu também imaginei os gêmeos: ruivinhos e muito terríveis! Se sumiu para ler Stephenie Meyer está perdoada! Li todos os livros (e-books), mas, em histórias de vampiros, acho que ninguém supera Anne Rice. Beijos!

Artemis Granger: Bom, acho que a Mione resolveu chutar o balde mesmo e ter uma aventura, mas não acho que seja do feitio dela. Ela simplesmente resolveu se deixar levar e talvez seja a coisa certa a fazer, quem sabe. Agora que um pouquinho do passado da Imelda foi revelado, não sei se isso vai contribuir para aumentar suas suspeitas ou terminar com elas de vez. Depois você me conta. Beijos!

Larii: Leitora nova e tarada no pedaço! HAHHAHAHAHA Seja muito bem vinda! Adorei o seu comentário. Foi muito engraçado. Espero poder ler mais comentários seus. Beijos!

Joana Sales: Oi! Com certeza teremos uma NC fogosa e alguém vai acabar levando um chifre *cara de sonsa* Beijos!

jessica nascimento: Nem precisa se desculpar, Jess. O site às vezes dá problema mesmo. De qualquer forma, obrigada por ler e comentar. Beijos!

Ana Fuchs: Aninha, ainda estou esperando atualização na Legado e na Depois da Tempestade! HAHAHAHA Sem cobranças, ok? Também imaginei o Rony papai. Ele vai ser um ótimo pai, daqueles que encobre todas as travessuras e é super protetor, se tiver uma filha, aí sim vai ser como um cão de guarda! E não se preocupe: todos que lêem essa fic acabam tendo pelo menos um “momento pervertido”. Honestamente não sei quando o Harry vai tomar jeito, nem quando ele e a Gina vão se “reconciliar”. Pensando bem, eu sei, sim, mas não vou contar! HAHAAHA Beijos!

Tina Weasley Potter!: Eu é que estou virando sua discípula. Afinal, você é a Senhora da Maldade. Sumiu, hein? Será que foi parar em Azkaban? Bem que eu te avisei para não seqüestrar o Harry. Aquele homem é chave de cadeia, literalmente. Mas, não, você quis continuar enchendo o rapaz de chimarrão batizado e se aproveitar da inocência dele. A Gina ficou nervosa e mandou uma equipe de aurores atrás de você. Você se esqueceu que ela é filha do Ministro? Mexeu com quem não devia, ruiva. Enfim, tivemos uma semana muito difícil, eu sei, mas espero que as coisas voltem mais ou menos à normalidade, né? Seja o que Merlin quiser... E essa roupinha de esquimó, hein? Você foi para a Antártida por causa da NC ou porque estava fugindo da fúria Weasley? Me explique isso direito, Tina! E é claro que o nome de Christopher foi em sua homenagem. A Penélope é clarividente e sabia que você seria uma das betas da fic e por isso decidiu dar esse nome para o filho. *revira os olhos* E realmente imagino o Ethan como um deus. A Mione merece um carinha lindo e gostoso, com certeza. É isso, ruiva-puro-mal. Estou esperando atualização da sua fic, hein? E não se esqueça das torturas medievais, ok? Beijos!

Pam Potter: Cadê meu comentário grandão, hein, Dona Pam? Ah, ainda estou lendo o capítulo. Leio um pouquinho a cada dia. Beijos!

Ana Potter: Oi, Aninha! Obrigada por dar uma passadinha na fic. Beijos!

Nana Weasley: Digo o mesmo para você: obrigada por dar uma passadinha na fic. Beijos!

Yasmin Prado Marinho: Realmente a culpa não é inteiramente sua. Sei que esse site dá problema mesmo, tipo um certo fotolog... Desejo realizado: Rony já sabe do envolvimento da Mione com o Ethan e ficou louco de raiva! Feliz? Eu fiquei *risada maldosa* Beijooooooos para você também.

Júlia Mascarenhas Ribeiro: Ah, Julinha, obrigada por aparecer na fic e votar. Beijos!

marja: Mulher, você precisa postar o epílogo da Descoberta, se não vou enlouquecer de curiosidade. E eu preciso comentar lá, eu sei. Até domingo, eu comento, prometo. E não fica abalada, por favor: você viu que o que a Mione e o Ethan têm não é muito sério, se resume apenas em atração e desejo. Beijos e manda seu namorado comentar também! HAHAHHAA

Alinika: Sem problemas, comenta quando puder. Saudades!

Lauriane: Oi, leitora nova! Seja bem vinda e obrigada por comentar!

Viviane: Vika Ripilika! Quanto tempo, hein? Mas eu entendo que estava estudando para o vestibular. O importante é que você voltou e com a corda toda! Olha, me compadeci de você e não contei para a imelda onde você mora, mesmo porque eu não sei! HAHAHAHA A ruiva (não é a Tina, nem a Gina) ficou nervosa aqui. Mas também, quem mandou namorar Rony Weasley, o terror da mulherada? Problema dela. *dá de ombros* O Ethan não é um filé, ele é o boi inteiro! No bom sentido, é claro. E segura a sua ansiedade aí, mulher! Beijos!

Fernanda Alexandrino: Mais uma leitora nova. Bem vinda e obrigada por comentar!

jacgil: Que isso, comenta quando puder. De qualquer forma, valeu! Beijos!

Jhonatas Tiago Potter: Jay, meu bruxinho amado! Mil vezes obrigada pelo presente. Ficou o máximo!

sara_peverell: Você não comentou aqui e sim na You, mas já tem seu lugarzinho garantido! Beijos!

Flávia Marques Carneiro: A dor não vai passar, mas, com o tempo vai aquietar. Posso te garantir. E saiba que você não está sozinha. Tina e eu vamos te sufocar com nosso carinho até você pedir arrego! Beijos e conte conosco sempre!




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