N/A: Sei que demorei séculos, mas está ai a explicação da fic. Não está boa, sério, mas pelo menos consegui finalizar *-*
Domingo passado me forcei a escrever pra poder finalizar, aos poucos, minhas fics em aberto que faltam pouquinho pra acabar, então quem quiser conferir, a próxima vai ser I Wanna Feel, que falta só o final, como essa.
Agora, vamos ao bônus ^^
- Qual o problema?
- O mesmo de sempre, mulheres!
- Ora Draco, pelo menos você não é uma, isso dificulta mais sabia?
- Problemas com a Patil? – o loiro perguntou com um pouco de ironia.
- Mais ou menos... A irmã dela enlouqueceu de vez, e os pais também.
- Pelos menos vocês são livres, pensei que isso que importava agora.
- Claro que importa, mas fantasmas sempre aparecem. Você sabe bem disso – Pansy disse, agora fitando a rua. Ela estava calma, e os poucos carros que passavam de vez em quando não faziam barulho suficiente pra incomodar, deixando-a quase sozinha com seus pensamentos.
- Concentre-se! O que houve?
- Você! Daquele jeito ao lado da Umbridge!
- Você sabe muito bem que eu tenho que fazer isso, já te disse! – exclamei um pouco exasperada.
- Mas eu precisava de você, estava morrendo de medo!
- Mas sou só uma Padma, entenda por favor! E eu vim assim que pude.
- Pela Greengrass você seria mais rápida.
- Não seja estupida garota!
Sai batendo a porta, sem nem me importar com os alunos da Corvinal que me olhavam feios. Corri para fora do castelo, o mais rápido que podia sem ninguém desconfiar e me seguir. Parei embaixo de uma arvore particularmente pequena, deixando que algumas lágrimas escorressem pelo meu rosto.
- Não precisa chorar – disse uma voz feminina e eu me sobressaltei.
- O que você quer? – perguntei fitando os olhos arregalados de Luna Lovegood.
- Acho você uma alma perturbada, só isso – ela murmurou.
- Não preciso que você ache nada sua pirada! Você não tinha que estar correndo atrás do Potter e seus amiguinhos enquanto salvam alguém?
- Não, na verdade já fizemos isso. Você sabe.
- Nossa, que chocante – disse um pouco desconcertada –, só me deixe em paz então ouviu?
- Só queria dizer que você não precisa estar do lado errado, e sim do que seu coração está. Não é difícil.
- Você não sabe nada da minha vida garota, é sério.
Lovegood me fitou por alguns segundos, talvez decidindo se eu era mesmo uma alma a ser salva ou sem importância. E acho mesmo que até ela viu que não havia salvação, pois virou as costas e foi embora, mas não antes de me lançar um olhar triste. Lancei-me novamente nas lágrimas, pedindo a Merlim a porra de uma direção.
- Por favor, sinto sua falta – disse, à única pessoa que me escutaria implorando na vida.
- Não consigo, eu não sei – Padma murmurou, olhando para todos os lados menos pra mim.
Fazia exatamente três meses que eu não sabia o que era tocar seus lábios, ou mesmo sentir o cheiro de seus cabelos. Aquela louca me fizera perder totalmente as estribeiras, e infelizmente me acorrentar.
Segurei seu rosto entre minhas mãos, fazendo finalmente com que nossos olhos se encontrassem. Pude ver a angustia nos seus, como um completo espelho da minha expressão. Juntei nossas bocas e ela se afastou. Segurei seu braço com força e a trouxe, forçando minha língua por sua boca, deixando marcas pelo seu corpo.
Senti que ardíamos juntas, cada qual com sua aflição, sua indecisão. Mesmo assim unidas, como deveria ter sido nas férias, como precisávamos que fosse.
- O que você vai fazer agora?
- Andar, sei lá.
- Só isso? Nada mais?
- Claro Padma, o que mais eu poderia ir fazer?
Pansy se levantou e começou a vestir as roupas que estavam espalhadas pelo quarto, pelo corredor, pela sala. Padma continuou deitada, fitando desconfiada enquanto a loira saia e entrava do quarto.
- Volto já – Pansy murmurou e foi até a cama, dando um selinho na boca da namorada.
- Não demora – Padma murmurou.
- Relaxa, não vou longe.
A loira rumou para fora da casa, caminhando a esmo pelas ruas de Londres. O casaco a deixava maior que o normal, e a touca lhe cobria praticamente todo o rosto, deixando apenas alguns fios de seu cabelo a mostra. Pansy deixou-se navegar cada vez mais longe, guiada por uma força que a própria desconhecia, mas que a levou direto para um caminho sem volta.
- Nossa Pansy, não esperava te encontrar aqui – murmurou uma voz conhecida, vinda de lembranças que ela tentava apagar.
- Acredite Patil, nem eu – disse cansada.
Parvati a mirou com interesse, o olhar alegre da época de escola perdido, embora nunca tenha mirado Pansy Parkinson assim. Elas se fitaram por mais alguns segundos, cada qual mergulhada em um ódio diferente, embora tivessem raízes iguais.
Passado mais algum tempo a loira revirou os olhos e balançou a cabeça, soltando muxoxos de impaciência. Se virou, pronta pra seguir a rua a sua esquerda quando sentiu-se paralisada. Ouviu uma risada alta vir de suas costas e não pode mover um musculo sequer, fora paralisada.
- Não, não – Parvati murmurou, ficando agora de frente para a loira –, não quero que você vá, mal acabamos de nos encontrar!
Pela primeira vez Pansy sentiu medo, pois a voz da morena estava doentia, descontrolada.
- Vamos Parkinson, precisamos de um lugar mais reservado.
- Não sei onde ela está, e você foi a primeira pessoa que me veio na cabeça. Não, não brigamos. Não, não disse. Malfoy, se ela tivesse me dado essas informações, não precisaria estar aqui usando a porra de um telefone trouxa pra falar com você!
Houve uma pausa, onde Padma somente escutou.
- Eu sei, desculpe. Só estou nervosa, eu sei. Tudo bem, te espero. Não, vou ficar aqui mesmo. É. Tchau.
Parvati voltou para dentro de casa, o papel com o número de Draco apertado na mão esquerda. Estava frio, mais do que o normal para aquela época do ano. A morena pegou um cobertor qualquer e deitou no sofá da sala, esperando que o sono viesse, mas ele nunca chegou. Draco passara ali, para somente fazer promessas vagas sobre achar Pansy.
Ficou mais umas boas horas ali, fitando o vazio da sala, quando finalmente Pansy chegou. Estava amanhecendo, e a loira chegou completamente machucada, seus cabelos manchados de vermelho, suas mãos cortadas.
- Padma – murmurou e caiu na porta de casa.
- Pansy! – a outra gritou, correndo até a namorada e levando-a para o banheiro.
Com cuidado, Padma cuidou dela. Com alguns feitiços e poções seus ferimentos foram curados, e com agua e sabão seu corpo foi limpo. Ela parecia fora de si, murmurando palavras desconexas, dando muxoxos com alguns toques da morena. Mas aos poucos foi se acalmando, e quando elas deitaram tudo já estava mais sereno no ambiente.
- Eu matei a Parvati – Pansy disse de uma vez, observando o choro que veio a seguir com paciência. Aguardou até que as lágrimas da namorada sessassem e passou o braço em volta dela, tentando explicar o acontecido. – Me desculpe, não queria que isso acontecesse. Mas ela me prendeu, torturou. Ela era uma sádica, perturbada. Me desculpe, mas ela era uma vadia e mereceu o que teve.
Padma não disse uma palavra pelo resto do dia, e Pansy só fez dormir e descansar. Na hora que ela levantou tinha comida o suficiente na mesa, onde por fim conseguiu se recuperar. Esperou por algum tempo que Padma saísse do banheiro, e pela demora resolveu entrar para chama-la.
- Padma? – perguntou enquanto batia na porta.
- Já vou – a morena respondeu saindo logo em seguida.
- Você precisa dormir sabia? Está com olheiras enormes! – disse enquanto sentava no sofá.
- Temos que ir, não há tempo pra dormir.
Pansy a fitou demoradamente, sabendo que o que estava por vir era inevitável.
- Já pensei em tudo, vamos embora hoje a noite. No máximo pela manhã devem descobrir tudo, e não vão se cansar enquanto não fizerem com você o que você fez com a Parvati.
- Sei que não.
- Mas tudo bem, não sobrarão nem pistas de onde fomos.
Elas arrumaram o essencial em duas malas pequenas, e Parvati passou no Gringotes para buscar tudo que possuíam no banco. Às sete da noite estavam prontas, e até mesmo os lugares que iam ser atingidos por seus feitiços já estavam marcados.
- Tem certeza que é isso que você quer? – a loira perguntou, a varinha já em punho.
- Você desistiu de muita coisa por mim – respondeu, acariciando levemente a bochecha da namorada. – Agora é minha vez. E vou fazer de tudo possível para ficarmos juntas, só preciso que você esteja comigo.
- Claro que vou estar – Pansy murmurou, trazendo o corpo de Padma para perto do seu e tocando seus lábios com os dela.
- Pronta? – perguntou Padma, um sorriso estranho no rosto.
Pansy confirmou com a cabeça e as duas começaram a lançar feitiços para todos os lados, fazendo com que toda a estrutura da casa começasse a tremer.
- Pansy! Nossa história! – gritou, apontando para a escrivaninha que caíra no chão e revelara um pergaminho extremamente comprido.
- Que bosta – a loira murmurou, esticando a mão para pega-lo com mais força que deveria e rasgando-o no meio, no mesmo tempo que seus cabelos ficavam sujos de poeira.
- Vamos! – gritou Padma segurando firmemente seu pulso, fazendo as duas sumirem no ar enquanto a casa caia por toda a volta.
N/A: E ai, o que acharam? Merece um comentário, mesmo que seja falando que está um lixo?
Beeeijos