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12. A guerra começa; parte I


Fic: Dividida entre o amor e o ódio. - ÚLTIMO CAPÍTULO POSTADO!


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Capítulo 12 - A guerra começa; parte I


 


''Eu poderia correr, correr pela minha vida, mas para onde isso me levaria? Para onde me guiaria?''   


 
[Início do Flash Back]


 


Ponto De Vista: Draco


 


Eu olhava enojado para aquela garota. Como ela podia ser tão baixa?


 


-Estou falando a verdade, docinho – repetiu em voz alta. Todo o Três Vassouras havia parado para presenciar a cena. Ótimo.


 


-Eu não acredito em você, Susana – respondi, impaciente – Não, você provavelmente está inventando isso...


 


-Pela última vez, meu amor, meu nome é Juliet – resmungou – E eu não tenho motivos para inventar uma coisa dessas!


 


-Na verdade, você tem sim. Eu sou rico!


 


-E daí? Eu também sou rica! Não é como se eu estivesse lhe dando o golpe do baú!


 


-Você não pode estar esperando um filho meu!


 


-Sabe que posso – ela me fitou maliciosamente – Mas, Draco, não estou exigindo que se case comigo, eu não quero isso! Só estou esperando que tenha a decência de assumir a paternidade!


 


    Fechei os olhos e respirei fundo... Hermione e Louis haviam acabado de entrar, seguidos da Lovegood, Weasley, Longbottom e Padma Patil. Potter e a Weasley fêmea vinham um pouco mais afastados. Meu dia estava completo!


 


-Júlia... É esse seu nome, certo? Olhe, vamos deixar para conversar sobre isso mais tarde, só nós dois.


 


-Certo, lindo – ela disse e saiu. Garota patética.


 


    Vi Hermione e Louis sentarem-se em uma mesa junto dos outros casais. Ignorei-os e me sentei com meus amigos, Blaise e Pansy.


 


-Você acha que ela fala a verdade? – Blaise perguntou, bebericando a cerveja amanteigada.


 


-Não sei. Ela realmente não tem motivos para inventar uma coisa dessas... Eu estou muito ferrado... – passei as mãos pelo cabelo, preocupado.


                                                                                                                       


-Então é verdade que a Granger está namorando o Ketcher? – Pansy perguntou, olhando curiosa na direção do casal.


 


-Faz um mês – respondi, desgostoso – Eles estavam saindo e bem, ele foi rápido.


 


-E ela também – Blaise comentou, olhando também na direção em que Pansy olhava – Pra quem   gostava tanto de você...


 


-Você esperava que ela morresse sozinha? Draco não a quer.


 


-Eu sempre vou querê-la – corrigi. Pansy sorriu de lado.


 


-Mas a dispensou e pelo visto, engravidou uma vadia.


 


-Pansy, você sabe muito bem por que eu terminei com ela! – falei, irritado.


 


-Você nunca respeitou seu pai, Draco, por que agora?


 


-Por que eu não quero que ele a machuque!


 


-Ah, sim. Muito romântico. E enquanto isso, ela se diverte com outro cara. É bem justo.


 


-A vida não é justa. E ela está feliz com o Ketcher.


 


-Ela não parece tão feliz para mim – Blaise disse olhando mais uma vez para a mesa dela.


 


    Todos conversavam animadamente, menos ela, que apenas sorria e de vez em quando, suspirava.  Menos mal.


 


-Você sabe que eu não sou fã de grifinórios e não entendo como você e Ketcher conseguem se misturar com a pior deles, mas você é meu amigo e quero ver você feliz – Pansy disse, sorrindo – Lute por ela, Draco. 


 


    Pansy mal acabara de falar e um grupo de bruxos encapuzados adentrou no local, lançando feitiços para todos os lados. Só tive tempo de me jogar para debaixo da mesa e sacar a varinha. Escutei Blaise e Pansy gritarem alguns feitiços do lugar onde estavam. Mas eu só conseguia pensar uma coisa: onde, diabos, estava Hermione?


 


    Corri aos tropeços, desviando dos feitiços lançados às cegas pelos estudantes, olhando em todas as direções... Sai do Três Vassouras, olhando cada perímetro de Hogsmeade... Hermione não estava em lugar algum... O fraco sereno não estava ajudando.


 


-Lovegood, Weasley, vocês viram Hermione? – perguntei às garotas, que fizeram um gesto negativo com a cabeça, sem desviar os olhos dos Comensais que duelavam com elas – Merda!


 


    Continuei a correr, depois de estuporar um dos Comensais, que pego de surpresa, não conseguiu de defender a tempo. Ouvi ao longe a Weasley gritar um ''obrigada!''...


 


     E então eu a viu. Ou melhor, sua longa juba de cabelos castanhos. Ela parecia amedrontada. Entrou em uma pequena loja abandonada... Seguiu-a.


 


-*-


 


Ponto de Vista: Hermione.


 


Eu estava ficando cada vez mais assustada. Estava reconhecendo aquele lugar... O pequeno corredor  escuro e estreito, o cheiro de carne podre e meia suja... Meu Merlim...


 


-Lumus – murmurei, assustada quando vi uma sombra passar por trás de mim. Continuei seguindo, mesmo com aquela forte impressão de estar sendo observada.


 


      Vi as fezes de rato e as latas no chão... Será que isso seria igual ao meu...?


 


      Não tive tempo de terminar o pensamento. Escutei a tábua ranger atrás de mim e braços fortes me segurarem e me arrastar para dentro de um pequeno quarto...


 


      Meu Deus... Não pode ser possível... Ali estava a cama com lençóis amarelados de urina,  o guarda-roupa imundo, as cortinas rasgadas e a pequena cômoda empoeirada.


 


-Hermione? – não. Não, não, não – O que faz aqui? Eu não disse para ir embora?


 


     Eu não conseguiu responder. Todos os músculos do meu rosto estavam congelados de medo... Se   isso não for um sonho, o que vem a seguir é...


 


-Garota tola – não, por favor... – Tão bonita. Pena que terá de morrer, sangue-ruim.


 


     Era ele mesmo. Lúcio Malfoy. Exatamente como no meu sonho.


 


-*-


 


Ponto de Vista: Draco


 


-O que você e seus amiguinhos querem aqui, Malfoy? – Hermione perguntou, tentando inutilmente se soltar de Greyback. O que é que estava acontecendo? – Seu filho da mãe, nos deixe em paz!


 


-Hermione, pare com isso agora! – Potter berrou, mas foi completamente ignorado. Ele estava acabado, o olho inchado e o rosto coberto de manchas de sangue.


 


-Ora, ora, a vadia sangue-ruim é corajosa mesmo... – meu pai retirou a varinha das vestes e girou-a na mão – Agora me diga, Granger, achou mesmo que pudesse ficar com, Draco? Um garoto de uma antiga linhagem de sangue-puro com a mera sangue-ruim, amiga do Weasley, que não tem onde cair morto e do... – ele virou-se para Potter, mas foi interrompido por Hermione.


 


-Veja bem o que vai falar, seu Comensal da Morte nojento, ou vai pagar caro – ameaçou. Senti uma pontada de inveja da coragem dela.


 


-Como ousa me ameaçar, sangue-ruim? – ele virou-se para ela e empunhou a varinha – Crucio!


 


   Quando meus pés começaram a se mover para entrar no quarto, senti alguém segurar meus ombros com força e me jogar dentro do quarto. Me desarmou. E me amarrou na cadeira ao lado do Potter.


 


    Hermione contorcia-se de dor, mas não gritava. Pressionou os lábios com tanta força, que o sangue espirrou levemente.


 


    Lúcio se virou para mim, uma expressão de fúria no rosto.


 


-Como pode se envolver com gente como ela, Draco?


 


-Lúcio, eu me afastei dela como o combinado. Você jurou que assim a deixaria em paz – lembrei-lhe, desesperado. Ele soltou uma risada diabólica.


 


-Eu nunca cumpro as minhas promessas, Draco, devia saber disso!


 


-Malfoy, por favor, deixe-a ir! – Potter implorou  – Ela não tem nada que você queira!


 


-Ela vai pagar por se envolver com um puro sangue!


 


-Sabe Lúcio, o Malfoy parecia bem ciente do que estava fazendo, sabe? – Hermione disse, após se recuperar. Por que ela não ficava calada? – Seu filhote não é tão inocente assim.


 


-CRUCIO! – gritou Lúcio, e vi-a se contorcer de dor mais uma vez. Tinha que acabar com aquilo, tinha de dar um jeito de fazê-lo deixá-la ir embora...


 


-Pai, pare! Se você deixar que ela vá... Eu... Eu faço o que você quer – a minha voz vacilou por alguns instantes e isso deixou meu pai desconfiado.


 


-E como saberei que não está mentindo dessa vez?


 


-Não estou – respondi com firmeza – Solte-a, é uma troca.


 


-Se descobrir que está me...


 


-Solte-a – repeti, firme – Temos um acordo.


 


-*-


 


Ponto de Vista: Hermione


 


Isso não fazia sentido para mim. Do que Draco estava falando? Não era isso que acontecia no meu sonho...


 


-Faço um Voto Perpétuo se você quiser – Draco disse, enquanto era solto – Mas você vai deixá-la em paz e soltar o Potter.


 


-O Potter? O que é, Draco, virou amiguinho do Santo Potter? – Lúcio perguntou, parecendo mais furioso do que nunca.


 


-Não – Draco respondeu calmamente –, mas a Granger é. E não questione o trato, Lúcio. E se está preocupado que eles corram para buscar ajuda, é bem simples: saiam daqui antes disso.


 


    A expressão de Lúcio suavizou um pouco. Mandou que soltassem a mim e ao Harry.


 


-Vão logo embora.


 


   Greyback, parecendo extremamente infeliz, arrastou-se para fora, seguido de Lúcio e o outro grandalhão que eu não sabia o nome. Pedi que Harry fosse ajudar aos outros. Depois de muito insistir, ele se convenceu de que Draco não me faria nada. Pegou sua varinha e foi embora, relutante.


 


   Quando finalmente ficamos sozinhos, Draco olhou para mim e me devolveu minha varinha.


 


-Me dê um bom motivo para ter se afastado de todos e entrado nesse lugar isolado.


 


-Estava procurando Harry.


 


    Ele ficou calado por alguns segundos, depois disse com a voz baixa:


 


-Agora você entende o motivo pelo qual não podemos ficar juntos?


 


-Eu morreria por você aqui, Draco – sussurrei de volta – Eu suportaria a fúria de Lúcio por nós.


 


E, finalmente, todas as fotos foram queimadas


 


-Mas eu não aguentaria ver você morrer, Hermione. E ele ia matar você se eu...


 


-Se você o que?


 


-Só o que importa é que agora você está salva. Livre para ficar com o Potter ou o Ketcher.


 


-Eu estou apaixonada por você – revelei e ele me encarou – Não sei exatamente quando aconteceu, mas o fato é que estou. Sei que esse não é o momento certo pra falar isso. Mas pelo visto, esse é o começo de uma guerra. Uma pequena amostra. E eu vou lutar quando sair daqui. E eu quero que saiba que depois desse pequeno tempo que ficamos separados, eu... Eu sei que assim é o melhor. Mas  eu vou sempre esperar que você mude de ideia e diga que podemos recomeçar. Por que mesmo que eu deva continuar minha vida, seguir em frente... Como posso fazer isso? As lembranças estão presentes em mim. E não vou negar, sabe. Toda vez que via você pelos corredores, doía em mim. Doeu quando eu vi você com Juliet há um mês. Mas sei que um dia eu vou ficar bem – eu me virei para sair, mas ele chamou meu nome. Me virei.


 


E todo o passado é apenas uma lição que aprendemos


 


-Me fazia mal quando pensava em você. Quando via você com Ketcher. Quando lembrava dos momentos bons que passei com você. Não havia ninguém que entendesse as complicações que eu encarava todos os dias. E eu conversava sobre elas com você. Você soube como me consertar. Você era a minha terapia. Não é engraçado como as coisas mudam? Eu achava que te conhecia e então você me provou que eu estava errado. Eu costumava odiar as coisas que você ama. E amar as coisas que você odeia. E então, desisti de nós. Sei que te decepcionei, mas eu tive que enfim te libertar, pelo seu próprio bem! E ainda que tenha me esquecido, cedo ou mais tarde você entenderá o quanto eu te amei.


 


-Eu não te esqueci! Sabe, eu nos imagino juntos daqui uns anos… Eu imagino uma casa pequena, confortável com um jardim lindo e uma varanda. Eu imagino nossos filhos correndo e gritando pela casa me deixando quase louca e com dor de cabeça. Eu me imagino preparando aquele almoço de domingo para a gente. Eu imagino as crianças me pedindo doces antes do almoço, e eu negaria tentando explicar que iria fazer mal para os dentes e você dizendo que eu continuava a mesma. Eu nos imagino discutindo após um dia chato e cansativo que você teve no trabalho. Você irritado, falaria coisas que não deveria e segundos depois se arrependeria e me pediria desculpas. Eu imagino você chegando em casa após uma viagem, eu assim que avistasse seu carro gritaria: “Crianças! Corram aqui, o papai chegou!”. E você os abraçaria e diria: “O papai trouxe presentes!”. E eu, atrás deles falaria olhando pra você: “Oi, meu amor, eu estava com saudades”, e assim te abraçaria e te beijaria. Eu nos imagino dois saindo aos sábados à noite e deixando as crianças com meus pais. Eu imagino nossos filhos mostrando contando os feitiços que aprenderam enquanto eu preparava a janta na cozinha, no Natal. Eu imagino uma vida linda ao seu lado… Com todas as brigas, imperfeições que há em uma família, a nossa, seria perfeita. Totalmente perfeita para mim. Eu tentei esquecer isso, mas não consegui.


 


Não vou esquecê-lo, por favor, não esqueça de nós


 


-Eu também – ele sorriu – Tentei todos os dias esquecer as conversas, os abraços, os beijos, os elogios, as brincadeiras, os planos... Tentei esquecer você, definitivamente. Só que é impossível. Não depois de me apaixonar por você. Eu me lembro no começo... Odiava o jeito como você andava, a forma como suas sobrancelhas se uniam quando estava confusa. Odiava o seu sorriso, a forma como gaguejava quando estava nervosa. Odiava quando seus olhos se estreitavam quando estava desconfiada, odiava o cheiro do seu cabelo. Odiava tudo em você, odiava você, de verdade. E me odiava mais ainda por me sentir incomodado com isso, por que eu sabia o que isso significava.


 


E antes que eu me apaixone rápido demais, me beije, faça durar


 


-Draco, este é o fim do ano. Tudo vai mudar. Provavelmente nem eu nem você vamos nos ver no ano seguinte. Eu já imagino o que era a troca entre você e Lúcio. E, bem, eu vou em uma viagem com Harry.


 


-O que? Fazer o que?


 


-Não posso dizer. Somos de lados opostos agora – eu sorri tristemente – Nossos destinos são pararelos, não é?


 


-Você sabe que sim – ele se aproximou de mim e afagou meu rosto. Fechei os olhos, sentindo as lágrimas descerem – Não chore, meu amor...


 


-É que... É tudo tão cruel... Eu não queria ter de me separar assim de você, Draco.


 


Então eu posso ver o quanto vai me machucar quando você me disser adeus


 


-Eu também não, Hermione – ele beijou a curva do meu pescoço e depois minha testa – Me prometa que você nunca vai me esquecer...


 


    Escutamos gritos e mais feitiços sendo lançados lá fora. Senti minha cabeça latejar. Olhei para ele, sentindo como se estivessem esmagando meu coração.


 


-Eu prometo. Pela minha vida.


 


    Ele sorriu. E com um último e longo beijo, ele foi embora.


 


Porque todo olá termina com um adeus


 


[Fim do Flash Back]



(N/A: Desculpem-me o excesso de drama AHSUAHSUA '   Não tenho muito o que falar desse, sabe. Estou com a parte II pronta, quem sabe eu poste rápido ;9   Hogwands-Babi, a palavra AFOBADA também me lembra bolo de fuba! "A fic continuou MARAVILHOSA!"   Valeu, querida, de verdade! Continue comentando e até mais, kisses!)

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