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4. Capítulo 4


Fic: Em busca do amor.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A tarde estava quente, e Gina estava quase em ponto de ebulição. A indignação havia migrado de sua avó para Harry, e quanto mais ela fervia, mais indignação se dirigia a ele.
Aristocrata convencido e intolerável! , ela enfureceu-se. O lápis percorria o bloco de forma violenta enquanto ela esboça as torres em forma de tambor do castelo. Preferiria casar com Átila, o huno, que estar presa aquele camponês de pescoço duro Ela quebrou o silêncio do meio-dia com uma risada curta. Madame, provavelmente, está imaginado dezenas de minicondes e minicondessas brincando no pátio e crescendo para levar adiante a linha imperial no melhor estilo bretão.
Que lugar maravilhoso para se criar os filhos, ela pensou, parando o lápis e com os olhos se enternecendo. É limpo, tranqüilo e bonito! Um grande suspiro encheu o ar, e ela recomeçou. Depois, percebendo que ele tinha sido emitido de seus próprios lábios, franziu as sobrancelhas, furioso. La Comtesse Ginevra Potter, disse, de forma silenciosa, e franziu as sobrancelhas com mais sentimento ainda, este será o dia!
Um movimento captou sua atenção, e ela virou a cabeça olhando contra o sol com os olhos apertados, e viu Harry se aproximar. Seus passos eram longos e seguros, e ele cruzou o gramado num ritmo fácil de membros e músculos. Ele anda como se fosse o dono do mundo , ela observou, meio admirada, meio ressentida. Quando chegou, o ressentimento havia se tornado evidente.
- Você! – ela cuspiu sem qualquer preâmbulo, levantando-se da moita macia de grama e ficando de pé como um anjo esguio e vingativo e reluzente.
Os olhos dele se estreitaram diante do seu tom, mas sua voz continuou fria e controlada.
- Alguma coisa a incomoda, Mademoiselle? - O gelo na sua voz apenas insuflou o fogo da raiva, e a dignidade foi abandonada.
- Sim, estou incomodada! Sabe muito bem que estou incomodada! Por que é que não me contou sobre a idéia ridícula da condessa?
- Ah.- As sobrancelhas se levantaram, e os lábios se curvaram num sorriso sardônico. Alors, Grandmère lhe informou sobre os planos para nossa felicidade conjugal. E quando, minha amada, vamos anunciar os proclames do casamento?
- Seu convencido... – disse ela, incapaz de inventar um insulto apropriado. – Sabe o que pode fazer com suas proclamas do casamento! Não o desafiaria em uma aposta!
- Bom - respondeu ele inclinando a cabeça. – Então estamos finalmente de pleno acordo: não desejo me prender a uma fedelha de língua afiada.
- É o homem mais detestável que já conheci. – disse ela furiosa, estando seu temperamento em contraste direto com fria compostura dele. – Não suporto vê-lo.
- Então decidiu encurtar sua visita e retornar para os Estados Unidos?
Ela inclinou o queixo e balançando a cabeça lentamente.
- Ah não, Mounsieur lê Comte, vou permanecer bem aqui. Tenho razões para ficar que superam meus sentimentos pelo senhor.
Os olhos verdes se tornaram fendas quando ele examinou o seu rosto.
- Parecia que a condessa tinha adicionado alguns francos para torna-la mais simpática.
Gina ficou perplexa até entender o significado de suas palavras, que roubou sua cor e escureceu seus olhos. Sua mão girou e atingiu com plena força num tapa sonoro e ardente, e então ela girou nos calcanhares e começou a correr para o castelo. As mãos duras cravaram-se em seus ombros e fizeram com que ela virasse, comprimindo-a contra seu corpo firme enquanto os lábios dele desciam sobre os dela num beijo brutal e punitivo.
O choque foi elétrico, uma brilhante luz foi acesa e, em seguido apagada. Por um momentos, ela ficou sem energia junto ao seu corpo, incapaz de emergir de uma escuridão cheia de calor e necessidade. Sua respiração não mais lhe pertencia; ela percebeu de repente que ele estava roubando até mesmo isso e começou a empurrar seu peito, bater com os punhos indefesos e impotentes, com muito medo de ser capturada para sempre na escuridão que rodopiava e estava prestes a ferver.
Os braços dele a envolveram, moldando seu esguio e macio corpo às linhas rígidas e inflexíveis do corpo dele, fundindo-os em uma única forma apaixonada. A mão dele deslizou para cima e agarrou sua nuca com os dedos firmes, forçando a cabeça dela a permanecer imóvel, enquanto seu outro braço envolvia sua cintura, mantendo a posse completa.
Ela parou de lutar como se não estivesse se não estivesse tentando fazer isso, enfatizando a força superior dele e a violência que borbulhou logo abaixo da superfície. Os lábios dela foram forçados a se abrir enquanto a boca dele continuava o ataque explorando a dela com uma intimidade sem compaixão. O aroma almiscarado de sua masculinidade estava assaltando os sentidos dela, entorpecendo tanto o cérebro quanto a vontade, e de forma indistinta ela ouviu sua avó descrever o Conde há muito falecido que tinho os rosto de Harry. Sauvage, ela dissera. Sauvage.
Ele deu liberdade à sua boca. O aperto retornou aos ombros dela enquanto ela olhava para os olhos anuviados e confusos. Por um momento o silêncio pairou como um muro de calor em estado efervescente.

- Quem lhe deu permissão para fazer isso? – perguntou ela, irritada, colocando as mãos na cabeça para impedi-la de girar.

- Era isso ou retribuir o tapa, Mademoiselle - ele informou, e pelo seu tom e pela expressão, ela pôde ver que ele ainda não tinha completado a transformação de pirata para aristocrata. – Infelizmente, tenho alguma relutância em bater em mulher, não importando o quanto elas possam merecer.
Gina libertou-se de seu controle, sentindo as traiçoeiras lágrimas exigindo libertação.

- Da próxima vez, me dê um tapa. Eu preferiria.

-Se levantar sua mão para mim de novo, minha querida prima, pode ter certeza que machucarei mais que seu orgulho. – ele prometeu.

- Você pediu. – respondeu ela, mas a força de suas palavras foi reduzida por grandes olhos fervendo como poças douradas de luz. – Como ousa me acusar de aceitar dinheiro para ficar aqui? Ocorreu-lhe que talvez eu quisesse conhecer minha avó, com quem eu não tive contato durante toda a minha vida? Em algum momento pensou que eu pudesse querer conhecer o lugar onde meus pais se conheceram e se apaixonaram? Que eu precisava ficar e provar a inocência do meu pai?. –As lágrimas escaparam e rolaram pelo rosto liso, e Gina desprezou cada gota de fraqueza.

- Só gostaria de poder bater em você com mais força. O que teria feito se alguém o tivesse acusado de ser comprado com um pedaço de carne?
Ele observou o trajeto de uma lágrima quando ela caiu do olho e agarrou-se na pele de cetim, e um pequeno sorriso inclinou na boca dele.

- Eu teria batido bastante nele, mas acredito que suas lágrimas sejam uma punição mais eficaz que os punhos.

- Não uso lágrimas como armas.
Ela as enxugou com o dorso da mão, com vontade de ter conseguido estancar o fluxo.

- Não. Elas são ainda mais potentes. – Um longo dedo de cor bronze recolheu uma lágrima da pele de marfim. O contraste de cores concedeu a ela uma aparência delicada e venerável, e ele tirou a mão rapidamente, dirigindo-se a ela num tom casual: - Minhas palavras foram injustas, peço desculpas. Nós dois tivemos nossa punição, então agora estamos, como se diz? Quites.
Ele deu seu sorriso raro e encantador, e ela ficou olhando para ele, atraída pelo seu poder e encantada com a mudança positiva que deu à aparência dele. O sorriso dela foi a resposta, o brilho repentino do sol através de um véu de chuva. Ele fez um leve barulho impaciente, como se lamentasse o lapso momentâneo, e inclinado a cabeça girou nos calcanhares e se afastou, deixando Gina olhando para ele.

Durante o jantar, a conversa foi mais uma vez estritamente convencional, como se o colóquio surpreendente no cômodo da torre e o encontro tempestuosa no jardim em volta do castelo não tivessem ocorrido. Gina com a compostura de seus companheiros enquanto desfilavam o leque de conversas a mesa sobre langoustes à la creme. Se não fosse pelo fato de que seus lábios ainda se lembravam, ela teria jurado que tinha imaginado o beijo tempestuoso e de tirar o fôlego que Harry dera neles. Havia sido um beijo que provocara uma profunda reação e sacolejado seu frio distanciamento mais do que ela gostaria de admitir.
Não significou nada, ela insistiu , em silêncio, e dedicou-se à suculenta lasanha. Já tinha sido beijada, e seria novamente. Não permitiria que nenhum tirano mal-humorado lhe causasse mais preocupação. Decidindo retomar seu papel no jogo da formalidade casual, ela deu um gole e fez comentário sobre o vinho.

- Acha agradável? – Harry embarcou na conversa num tom igualmente leve. – É o Muscadet produzido aqui no castelo. Produzimos uma pequena quantidade todo ano para o nosso próprio consumo e para os arredores.

- Acho muito agradável – comentou Gina . – Como é emocionante saborear um vinho de suas próprias videiras. Nunca provei nada assim.

- O Muscadet é p único vinho produzido na Bretanha- a condessa informou, com um sorriso. – Somos, basicamente, uma província que vive do mar e da renda.

Gina correu o dedo pelo tecido branco como a neve que adornava a mesa de carvalho.

- Renda da Bretanha. É requintada. Tem aparência muito frágil, mas os anos apenas aumentam sua beleza.

- Como uma mulher. – murmurou Harry, e Gina levantou os olhos, e viu seu olhar escuro.
- Mas também tem o gado.
Ela agarrou-se ao tópico para encobrir a momentânea confusão.

-Ah, o gado.
Seus lábios se curvaram, e Gina teve a impressão desconfortável que ele tinha bastante consciência do efeito que causava nela.

- Tendo vivido na cidade toda minha vida, sou totalmente ignorante no que se refere a gado. – Ela prosseguiu com dificuldade, cada vez mais desconcertada com seu olhar direto. – Tenho certeza que formam uma linda imagem pastando nos campos.

- Temos que apresenta-la à região rural da Bretanha. – declarou a Condessa, atraindo a atenção de Gina. – Talvez gostasse de sair amanhã para ver a propriedade.

- Gostaria muito, Madame. Tenho certeza que será uma mudança agradável em relação às calçadas e aos prédios governamentais.

- Terei prazer em acompanhá-la, Gina. – Harry ofereceu-se, supreendendo-a. Virando-se novamente para ele, a expressão dela espelhava seus pensamentos. Ele sorriu e inclinou a cabeção. Tem traje apropriado?

- Traje apropriado? – repetiu ela, com a surpresa transformando-se em confusão.

-Mas claro. – Ele parecia estar gostando de sua mudança de expressão, e seu sorriso se espelhou. – Seu gosto em termos de roupa é impecável, mas acharia difícil montar a cavalo num vestido desses.
Os olhos dela desceram até as linhas levemente fluidas do seu vestido verde-salgueiro antes de se levantarem até o olhar divertido dele.

- Cavalo?- Perguntou ela, franzindo as sobrancelhas.

- Não se pode percorrer a propriedade em um automóvel, ma petite. O cavalo é mais adequado.
Diante de seus olhos risonhos, ela endireito o corpo e expôs sua dignidade.

- Infelizmente eu não monto.

- C´est impossible! - exclamou a Condessa, incrédula. – Molly era uma excelente amazona.

- Talvez as habilidades eqüestres não sejam genéticas, Madame - sugeriu Gina, divertindo-se com a expressão incrédula da avó. – Não sou amazona, de jeito nenhum. Não consigo controlar nem pônei de carrossel.

- Vou lhe ensinar.
As palavras de Harry foram uma afirmação, não um pedido, e ela se virou para ele, enquanto o divertimento se transformava em arrogância.

-Quanta gentileza sua em se oferecer, Monsieur , mas não tenho desejo de aprender. Não se incomode.
- No entanto – ele declarou e ergueu a taça de vinho - , irá. Estará pronta às 9 horas, n´est-ce pas? Terá sua primeira lição.
Ela olhou furiosa para ele, espantada com a ignorância arbitraria da sua recusa.

- Acabei de lhe dizer...

- Tente ser pontual, chérie - alertou ele com falsa preguiça ao se levantar da mesa. – Achará mais agradável caminhar até os estábulos do que ser arrastada pelos cabelos ruivos. – Ele sorriu como se a segunda perspectiva representasse para ele um grande atrativo. - Bonne nuit, Grandmère acrescentou ele com afeição antes de desaparecer da sala, deixando Gina, soltando fumaça e sua avó claramente satisfeita.

- Que audácia intolerável. – disse ela em tom explosivo ao encontrar a voz. Virando os olhos irados para a avó, ela acrescentou em tom de desafio. –Se ele acha que vou obedecer resignada e ...

- Seria prudente obedecer resignada ou não – interrompeu a senhora. – Uma vez que Harry tenha se decidido... – Com leve e significativo encolher de ombros ela deixou o resto da frase a cargo da imaginação de Gina. – Presumo que tenha calças. Bridget lhe trará um par de botas e equitação de sua mãe amanhã.

- Madame. – Gina começou a dizer lentamente, como se tentasse fazer com que cada palavra fosse compreendida. – não tenho intenção de montar num cavalo de manhã.

- Não seja uma menina tola. – Uma esguia mão, cheia de anéis, estendeu-se de forma negligente até uma taça de vinho. - Ele é mais do que capaz de levar a cabo sua ameaça. Harry é um homem muito obstinado. – Ela sorriu e pela primeira vez Gina sentiu um calor genuíno. – Talvez até mais do que você.







Xingando baixinho, Gina calçou as botas fortes que tinham sido de sua mãe. Elas tinham sido limpas e engraxadas até ficarem brilhantes, e se encaixavam em seus pés pequenos como se fossem feitas sob medida para eles.
Parece que até você está conspirando contra mim, Maman, ela repreendeu a mãe silenciosamente em seu desespero. Depois gritou um Entrez em resposta a uma batida na porta. Não foi, no entanto, a pequena empregada Bridget que abriu a porta, mas Harry, vestido com uma elegância descontraída, trajando calções de montaria castanho-claro e uma camisa de linho branca.

- O que deseja? – perguntou ela mal-humorada, calçando a segunda bota com puxão firme.

- Só ver se é realmente pontual, Gina. – respondeu ele com um sorriso tranqüilo, com os olhos vagando pelo rosto curioso e o corpo esguio e flexível usando camiseta com estampa de serigrafia e jeans de corte francês.
Desejando que ele não olhasse para ela o tempo todo como se memorizasse cada traço, ela levantou-se em um sinal de defesa.

- Parece ser capaz de seguir algumas instruções simples.
Os olhos dela se estreitaram até se tornarem fendas adornadas de jóias, e ela lutou contra a indisposição que ele tinha o habito de provocar.

- Sou razoavelmente inteligente, obrigada, mas não gosto de ser intimidada.

- Pardon?
A expressão perplexa dele causou um sorriso presunçoso.

- Terei de recordar muitos coloquialismos, primo Talvez possa enlouquece-lo devagar.

Gina seguiu Harry até os estábulos num silêncio insolente, alongando os passos de mofo determinado a fim de acompanhar seu caminhar e impedir a necessidade de seguir o rastro dele como um cãozinho obediente. Quando chegaram ao anexo, surgiu um cavalariço trazendo dois cavalos, já com as rédeas e as selas. Um era preto e brilhante, o outro tinha um pêlo de gamo cremoso, e aos olhos apreensivos de Gina os dois eram extremamente grandes.
Ela parou derrepente e observou os dois coma as sobrancelhas franzidas em tom de dúvida. Ele realmente não me arrastaria pelo cabelo, ela pensou com cautela.

-Se simplesmente me virasse e fosse embora, o que faria? – Perguntou Gina em voz alta.

- Só a traria de volta, ma petite.
A sobrancelha escura se levantou diante de sua carranca , revelando que ele já tinha previsto tal pergunta.

- O preto é, obviamente, o seu, Comte. – concluiu ela com a voz suave , lutando para controlar o pânico crescente. – Já posso imagina-lo a galope pelo campo à luz de uma lua cheia, com o brilho de um sabre no quadril.

- É muito astuta, Mademoiselle. – Ele assentiu com a cabeça, e pegando as rédeas do animal de pêlo de gamo do cavalariço levou a montaria na sua direção. Ela deu um passo involuntário para trás e engoliu em seco.

- Suponho que queira que eu monte nele.

- Nela. – corrigiu ele, curvando a boca.
Ela olhou para ele, irada e nervosa, enojada com sua própria apreensão.

- Não estou muito preocupada com seu sexo. – Olhando para a égua parada, engoliu em seco mais uma vez. – Ela é ... ela é muito grande.
A voz dela estava muito mais fraca do que ela imaginaria.

- Babette é tão gentil quanto Korrigan. – Harry assegurou, em ton inesperadamente paciente. – Gosta de cachorros, n´est- pas?

- Sim ,mas ....

- Ela é meiga, não é? – Ele pegou a mão dela e levou-a até a cabeça lisa de Babette. – Ela tem bom coração e só deseja agradar.

Sua mão ficou presa entre o pêlo liso do animal e a insistência dura da palma de Harry, e ela achou a combinação estranhamente agradável. Ela relaxou, permitiu que ele guiasse sua mão sobre a égua e virou a cabeça, sorrindo por cima do ombro.

- Ela é boa de tocar. – disse ela, mas quando a égua soprou pelas narinas largas, ela pulou nervosa e tropeçou para trás contra o peito de Harry.

- Relaxe, chérie - Ele deu uma leve risada, enquanto envolveram sua cintura para firmá-la. – Ela só está dizendo que gosta de você.

- Mas me assustou. – respondeu Gina, em sinal de defesa, repugnada consigo mesma, e decidiu que era agora ou nunca. Virou-se para lhe dizer que estava pronta para começar, mas ficou olhando sem palavras para seus olhos verdes e enigmáticos enquanto os braços dele permaneceram em volta dela.
Sentiu o coração interromper o bater constante, permanecendo imóvel por um momento e disparar esporadicamente num ritmo louco, Por um instante, ela acreditou que ele a beijaria novamente, e que para sua surpresa e confusão percebeu que queria sentir seus lábios sobre os dela acima de qualquer outra coisa. Sua sobrancelha franziu-se de repente, e ele a soltou num gesto abrupto.

-Vamos começar.

Frio e controlado, ele passou sem problemas para o papel de instrutor.
O orgulho assumiu o controle, e Gina ficou determinada a ser uma aluna exemplar, Engoliu a ansiedade e permitiu que Harry a ajudasse a montar. Um tanto surpresa, ela notou que o chão não ficava tão distante quanto previra e dedicou toda a atenção às instruções de Harry. Fazia o que ele dizia, concentrando-se em seguir as instruções de forma precisa, determinada a não fazer papel de boba novamente.
Gina observou Harry montar seu garanhão com uma facilidade e uma economia de movimento que invejou. O preto fogoso se adequava ao homem moreno e altivo perfeitamente, e ela refletiu, com certa aflição, que nem mesmo Colin em seu estado mais ardente jamais a afetara como este homem estranho e distante fazia com seus olhares envolventes.
Não podia sentir-se atraída por ele, pensou de forma arrebatada. Ele era imprevisível demais, e ela percebeu, com um lampejo, que ele poderia magoá-la como nenhum homem fora capaz de magoá-la antes. Além do mais, ela pensou franzindo as sobrancelhas para a crina da égua, não gostou de sua atitude superior e dominadora.

- Decidiu tirar uma soneca Gina? A voz zombeteira de Harry a trouxe de volta num instante, e vendo os olhos de Harry ela sentiu-se corar para sua eterna consternação. Allons-y chérie. – Seu rubor profundo foi notado com uma curvatura dos lábios dele, enquanto ele levava seu cavalo para longe dos estábulos e prosseguiu em marcha lenta.
Eles iam lado a lado, e após algum tempo Gina sentiu-se relaxando na sela. Passou as instruções de Harry à égua, que reagiu de modo obediente. A confiança cresceu e ela observou a paisagem, deleitando-se com a carícia do sol em seu rosto e o ritmo suave do cavalo sob seu corpo.

- Maintenant, vamos trotar – ordenou Harry de repente, e GIna virou a cabeça para olhar séria para ele.

- Talvez meu francês não seja tão bom quanto supunha, Disse trotar?

- Seu francês é bom, Gina.

- Estou bem satisfeita em marchar com passar curtos. – respondeu ela com um negligente encolher de ombros. – Não estou com pressa alguma.

- Deve se movimentar com o trote do cavalo. – ele ensinou, ignorando sua declaração. Levante-se a cada dois trotes. Pressione suavemente com os calcanhares.

- Espere. Preste atenção...

Está com medo? – ele escarneceu, enquanto sua sobrancelha se levantou em sinal de zombaria. Antes que o senso comum pudesse superar o orgulho, Gina jogou a cabeça para trás e pressionou os calcanhares nas laterais do cavalo.
Deve ser esta a sensação de operar uma daquelas britadeiras com as quais estão sempre abrindo buracos nas ruas, pensou ela ofegante, quicando sem qualquer graciosidade sobre a égua que trotava.

- Levante-se a cada dois trotes- Harry lembrou-lhe, e ela estava preocupada demais com sua própria situação, para observar o largo sorriso que acompanhou suas palavras. Após alguns momentos desajeitados, ela pegou o ritmo.

- Comment ça va? perguntou ele enquanto iam lado a lado ao longo do caminho de barro.

- Bem, agora que meus ossos pararam de chacoalhar, não está tão ruim, Para falar a verdade. – ela se virou e sorriu ele. – é divertido.

- Bon. Podemos andar a meio galope. – disse ele tranquilamente, e ela lhe lanço um olhar intimidador.

- Realmente, Harry, se quer me matar, por que não tenta algo mais simples como veneno ou uma boa punhalada nas costas?
Ele jogou a cabeça para trás e riu, um som denso e intenso ecoando na brisa. Quando ele virou a cabeça e sorriu para ela. Gina sentiu o mundo girar, e seu coração, ignorando os alertas do cérebro, se perdeu.

- Allons, ma brave. – A voz dele era suave, despreocupada e contagiosa – Pressione os calcanhares e eu lhe ensinarei a voar.
Os pés dela obedeceram automaticamente, e a égua respondeu, acelerando a marcha até chegar a um meio galope suave e tranqüilo. O vento brincou com os cabelos de gina e roçou seu rosto com dedos frios. Ela sentiu como se estivesse cavalgando uma nuvem, sem ter certeza se a leveza era resultado do aumento súbito do vento ou uma tontura do amor. Encantada com a novidade das duas coisas, ela não se importou.
Sob o comando de Harry, ela pegou as rédeas novamente, diminuindo a marcha da égua do meio galope para o trote, e depois o caminhar, antes de finalmente parar. Levantou o rosto em direção ao céu e de um suspiro profundo de prazer antes de se virar o companheiro. O vento e a emoção tinham feito seu rosto ficar corado, seus olhos estava arregalados, dourados e brilhantes. E seus cabelos estavam desalinhados.

- Divertiu-se, Mademoiselle?
Ela lançou- lhe um sorriso cintilante, ainda intoxicada com o vinho potente do amor.

- Vai diga. “ eu falei”. Está tudo bem.

- Mais non. Chérie, é apenas um prazer ver o progresso de um alino com tamanha velocidade e habilidade. – Ele retribuiu o sorriso, enquanto a barreira invisível entre eles desaparecia. – Movimenta-se de forma natural na sela, no final das contar, talvez o talento seja genético.

- Oh, Moinsieur - Ela pestanejou com um ar de travessura. – Devo dar crédito ao meu professor.

- Seu sangue francês está vindo a tona, Gina, mas a técnica precisa de prática.

- Não está tão bom, não é? – Ela puxou os cabelos desarrumados para trás e deu um suspiro profundo. – Acho que nunca vou acertar. Puritanismo americano em excesso por parte dos antepassados do meu pai.

- Puritanismo? – A risada densa de Harry mais uma vez perturbou a manhã tranqüila. - Chérie, nenhum puritanismo jamais teve tanta chama.

- Vou tomar isso como um elogio, embora sinceramente duvide que tenha sido a intenção. – Ela virou a cabeça e olhou o topo da montanha até o vale que espalhava a baixo. – Oh, que bonito.

Via-se uma cena de cartão postal ao longe: suaves montanhas pontilhadas de gado pastando contra um pano de fundo de casas de campo uma ao lado da outra. Mais ao longe, ela observou um pequenino vilarejo, uma pequena cidade de brinquedo construída por uma gigantesca mão, dominada por uma igreja branca, cuja a ponta ia em direção ao céu.

- É perfeito. – ela disse. – Como voltar no tempo. – Seus sonhos vagaram de volta ao gado que pastava. - São seus? – perguntou ela, indicando com a mão.

- Oui - afirmou ele.

- Então, tudo isso é sua propriedade? – perguntou ela novamente, pressentindo alguma coisa.

Faz parte das propriedades. – Ele responde com um movimento casula de ombros.
Estamos cavalgando há tanto tempo, pensou ela franzindo as sobrancelhas, e ainda estamos em suas terra. Deus sabe até onde vai em outras direções. Por que ele não pode ser um homem comum?. Ela virou a cabeça e examinou seu perfil de falcão. Mas ele não é um homem comum, ela lembrou-se. Ele é o Comte Potter, senhor de tudo que observa, e eu devo me lembrar disso. O olhar dela retornou ao vale, enquanto franzia mais as sobrancelhas. Não que me apaixonar por ele. Engolindo a repentina secura na garganta, ela usou as palavras como defesa contra o seu coração.

- Como é maravilhoso ser dono de tamanha beleza.
Ele virou-se para ela, levantou as sobrancelhas por causa do seu tom de voz.

- Não é possível ser dono da beleza, Gina, apenas cuidar dela e trata-la com carinho.
Ela lutou contra o calor que suas palavras suaves despertaram, mantendo os olhos grudados no vale.

- É mesmo? Tinha a impressão que os jovens aristocratas tomavam tais coisas como certas. – Ela fez um gesto amplo e majestoso. – Afinal de contas, isso é apenas seu direito.

- Você não tem afeição pela aristocracia, Gina, mas tem sangue aristocrático também. – O olhar perplexo trouxe um lento sorriso aos traços esculpidos dele, e o tom de voz dele foi frio. – É verdade. O pai de sua mãe era conde, embora suas propriedades tenham sido destruídas durante a guerra. O Raphael foi um dos pouquíssimos tesouros que sua avó salvou ao escapar.

O maldito Raphael de novo, pensou Gina, desolada; Ele estava com raiva? Ela chegou a essa conclusão por causa da luz rígida em seus olhos e sentiu-se estranhamente satisfeita. Seria mais fácil controlar seus sentimentos por ele se eles continuassem em disputa.

- Então, isso me faz meio camponesa, meio aristocrata – retrucou ela, mexendo os ombros em sinal de pouca importância. – Bem, mon, cher cousin, prefiro a parte camponesa. Deixarei o sangue azul da família para você.

- Faria bem em se lembrar que não há laço de sangue entre nós, Mademoiselle - A voz de Harry estava baixa, e ao ver seus olhos contraídos Gina sentiu um pingo de medo. – Os Potter são notórios em tomar o que querem, eu não sou exceção. Tome cuidado como usa seus olhos castanhos.

- O alerta é desnecessário, Monsieur. Posso tomar conta de mim.
Ele deu um sorriso lento e confiante, mais enervante, que uma resposta furiosa, e virou sua montaria novamente em direção ao castelo.
O trajeto de volta foi realizado em silêncio, quebrado apenas pelas instruções ocasionais de Harry. Eles tinham se estranhado novamente, e Gina foi forçada a admitir que ele havia escapado com facilidade de sua investida.
Quando chegaram aos estábulos, Harry apeou com sua competência costumeira, passando as rédeas para um cavalariço e indo ajuda-la antes que ela pudesse copiar sua ação.
Com ar de desafio, ela ignorou a rigidez nos membros ao descer do lombo do animal, e as mãos de Harry envolveram sua cintura. Elas permaneceram em volta delas por um instante, e ele olhou preocupado para ela antes de por fim ao aperto que parecia queimar através do material da leve blusa dela.

- Vá tomar um banho quente – disse ele. – Vai aliviar a rigidez que, provavelmente, você está sentido.

- Tem uma capacidade surpreendente de dar ordens, Monsieur.

Os olhos dele se estreitaram antes de o braço envolve-la com uma velocidade incrível, puxando a para perto e comprimindo seus lábios num beijo ardente e completo que não lhe deu tempo de lutar nem protestar, mas obteve uma resposta tão imediata quanto uma das mãos girando uma torneira.
Por uma eternidade ele a manteve prisioneira de sua vontade, mergulhando-a cada vez mais longe no beijo. Sua intensidade liberou um novo e primitivo desejo nela, que abandonando o orgulho em prol do amor se rendeu as necessidades que não conseguia vencer. O mundo evaporou-se, enquanto a suava paisagem da Bretanha derretia como uma aquarela na chuva, não deixando nada, a não ser carne e lábios quentes buscando rendição. A mão dele percorreu a curva esguia do seu quadril, depois subiu pela espinha com autoridade, comprimindo-a contra ele com uma força que teria rachado seus ossos se eles não estivessem tão dissolvidos no calor.
O Amor. Sua mente girava com a palavra. O amor era: passeios na chuva fina, uma noite tranqüila ao lado de uma lareira crepitante. Como poderia ser uma tempestade latejante e turbulenta que a deixava fraca, ofegante e venerável? Como poderia ser que alguém desejasse a fraqueza tanto quanto a própria vida? Foi assim com Mamam? Foi seus olhos? Ele nunca me libertará? Ela se perguntou em desespero, e seus braços envolveram o pescoço dele, como um corpo contradizendo a vontade.

- Mademoiselle - murmurou ele com leve escárnio, mantendo a boca centímetros da dela, enquanto os dedos acariciavam sua nuca. – tem uma capacidade surpreendente de provocar punição. Acho imperativo a necessidade de disciplina-a.
Ele a soltou, se virou e afastou-se com passos e decididos, parando para receber o cumprimento de Korrigan que trotava cofniante.








Desculpe a demora em postar, mas minhas betas sumiram e eu estava digitando todo o capítulo 3 e 4. Aguardo comentários bjos

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