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7. Coffee Dreams - Completa


Fic: Amiga Secreta - HJ POSTAGEM COMPLETA DAS FICS


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Coffee Dreams 
De Josy Chocolate
Para Artemis Granger

Prológo


 


            As ruas estavam desertas, muitas das casas noturnas já haviam abaixado as suas portas e apagado seus letreiros chamativos.


 


            Hermione se sentou na calçada, vendo a rua girar. Sorriu e retirou a sua sandália, maldizendo as bolhas em seus pés. Esfregou os olhos e se preparou para mais uma batalha. Mas se sentia satisfeita. Não feliz. Satisfação era a palavra. O pequeno café para qual se dirigira localizava-se numa área escondida por grandes árvores que ladeavam o final da rua. O pouco conhecido Coffee Dreams ficava no segundo andar de um dos prédios mais velhos da região. Era calmo e sossegado, perfeito para quem queria se curar das agitações do Iron mask!


 


            Hermione se dirigiu para lá o mais rápido que sua coordenação motora permitia. A canção castelhana que tocava preencheu seus ouvidos e seu coração de paz, no momento que pisou dentro do estabelecimento. E a sobriedade veio quase que instantaneamente, e ela apenas trocou as pernas uns instantes antes de se jogar num dos bancos do balcão. A garçonete de sempre veio com um sorriso.


 


_O de sempre! Extra-forte!


 


_Precisando curar a bebedeira! – a mulher disse indiscreta.


 


_Não posso chegar em casa assim! – ela sorriu jogando os longos cabelos castanhos para trás.


 


_Não entendo como uma moça bonita e educada como você, frequenta infernos como aquele.


 


_Gosto da vida agitada! É um lado meu que poucos conhecem. E pretendo deixá-lo por aqui, a cada xícara de café que eu termino. – ela sorriu, e pegou a xícara que lhe foi oferecida...


 


 


********************************************************************************


 


 


            Um dos motivos que o fazia gostar do Coffee Dreams era o livre acesso aos fumantes. Ele queria escolher aonde se sentar, e ficar restrito nas áreas de fumantes era uma coisa que não o agradava muito. O ambiente era sempre vazio, longe de agitações. Precisava daquele momento antes de voltar para casa, e ouvir sua mãe implicando com o cheiro do seu cigarro. Maldita fora a hora que se tornara adepto daquele hábito completamente trouxa. Mas o cigarro o aliviava.


 


            Desde que se livrara de todos os processos do ministério durante a guerra, passara a frequentar boates trouxas. Gostava do sucesso que fazia com as garotas, lá tinha mulheres, bebidas e cigarro. Sem cobranças, sem olhares tortos ao ex-comensal. Além do mais, elas adoravam quando viam a tatuagem em seu antebraço, achavam sexy, enquanto ele achava uma praga!


 


            Tomou um gole de seu café, e passou a mão pelo rosto, à barba estava por fazer. Certamente a sua aparência não era a das melhores depois de beber tanto, e de ter tanto sexo nos banheiros dos fundos do Iron mask. Mas o café o ajudava, sua mãe sempre o esperava, era melhor tentar não chegar em casa tão ruim. Olhou o pesado anel de sua família em seu dedo, e jogou as madeixas loiras para trás. Odiava seu cabelo grande. Mas o mantinha por ser conveniente para si mesmo. Não queria parecer com Lucio, mas sua mãe insistia nisso, e as mulheres também gostavam. Além do mais o fazia se sentir mais adulto, o fazendo esquecer os anos de humilhação de Hogwarts. Engraçado, que ao se lembrar de sua antiga escola, o fazia automaticamente ouvir uma voz irritante:  a da sangue-ruim. Porque diabos se lembraria da voz dela?!


 


            Num instinto, se virou. A mulher estava descalça, sentada no balcão, sua sandália de salto alto, jogada aos pés do banco. Ela estava de pernas cruzadas, esfregando o dedo do pé direito. O vestido vermelho era justo e decotado. Seus longos cabelos castanhos estavam loiros nas pontas, numa moda feminina. Ele sorriu, era como ele gostava. De repente ela sorriu para a garçonete e levou a xícara aos lábios. E olhou para os lados.


 


 


********************************************************************************


 


 


            O primeiro gole do café foi revigorante, e desceu queimando a garganta, tirando o gosto de tanto álcool ingerido. Resolveu dar uma olhada no ambiente, e não pode crer, numa das mesas bem próxima a saída, estava um homem loiro. Ela podia jurar que conhecia aqueles olhos. Os cabelos loiros estavam amarrados para trás, mas estavam despenteados, como se tivessem sido puxados, instantes antes. A barba por fazer dava um ar sombrio naquele rosto fino. Talvez devesse mesmo parar de beber nos finais de semana, e ser sempre a sabe-tudo certinha que perdeu o namorado, para a amiga esquizofrênica.


 


            Bom, só aquele pensamento fez toda a sua amargura de vida voltar. E ela se levantou sem pensar muito, e caminhou até onde ele estava. Só quando chegou à mesa, é que viu que ele estava só e pensou na possibilidade dele estar acompanhado. Respirou aliviada. Ele estava sozinho.


 


_Sempre me sento nessa mesa.


 


_Mesmo? – ele sorriu de lado – Não estava aqui quando eu cheguei. E não vejo seu nome nela. E ainda não me pareceu interessada nela, quando chegou e foi direto pro balcão.


 


            Draco não podia crer, não podia ser ela. Mas os olhos, o tom presunçoso. Tinha que ser a maldita Grifinória.


 


_Já usou salto agulha? Já dançou com eles? Meus pés estavam me matando! – ela sorriu e tomou mais um pouco do café – Eu conheço você?


 


_Não sei. Eu conheço você?


 


_Acho que eu costumava te chamar de sangue-ruim!- ele sorriu novamente, e ela arregalou os olhos surpresa com o tom arrastado que ele impôs nas palavras.


 


            Ela abriu a boca várias vezes, antes que saísse uma palavra se quer. Enquanto ele a olhava bem dentro dos olhos.


 


_Você está diferente, mas eu devia ter notado, quem mais na face da terra teria esse loiro oxigenado, da raiz até as pontas? – ela se levantou, acenou a garçonete e saiu, depressa.


 


            Caminhou menos de um metro e começou a mexer em sua bolsa, precisava estar com a sua varinha nas mãos.


 


_Ei! Espera! Porque tanta pressa?


 


            Draco ainda não havia entendido o que suas pernas estavam fazendo, apenas, saiu atrás dela. Aquela conversa estava interessante demais para ser perdida assim. Alcançá-la foi fácil, e não percebeu também quando seus dedos se fecharam ao redor do braço dela.


 


_Espera!


 


_Tira as mãos! – ela gritou, e num segundo ele tinha a varinha apontada para o próprio peito.


 


_Ei, calminha ai! Vejo que ainda se comporta como uma metida sabe-tudo! Não é mesmo Granger?


 


            Ela o olhou bufando, com raiva, e se virou em seguida, recomeçando a andar. Sorrindo, Draco a seguiu, com perseguição seria muito melhor, talvez reviver os anos que atormentava aquela menina o faria se sentir bem.


 


_Escuta! Podemos voltar e nos sentar? Ter uma conversa civilizada? Ao menos uma vez na vida? – De onde inferno saíram aquelas palavras?


 


_Com você? Não rola! E para de me seguir ou eu te azaro!


 


_Não enfeitiçaria um homem desarmado, enfeitiçaria?


 


_Quer pagar pra ver?


 


_Escuta, somos adultos agora. Não há mais casas em Hogwarts, nem mais lado da guerra ok? Eu só estou tentando ser um cara normal.


 


_E eu uma garota bêbada que fala com qualquer verme a disposição. Valeu a conversa, então se manda Malfoy!


 


            Ela disse e deu sinal para um taxi que passava e entrou logo que o carro parou a sua frente. Logo que viu o carro virar a esquina, ele olhou para trás, e viu as pessoas saírem do pequeno estabelecimento, se apressou e encontrou a garçonete fechando a porta.


 


_Ei espera. Aquela moça ela vem sempre aqui? Todas as noites?


 


_Não posso te passar esse tipo de informação. – ela respondeu de mau humor.


 


            Draco olhou feio para a pobre senhora, e se lembrou das sandálias.


 


_Ela deixou as sandálias. Pode pegar pra mim? Eu as devolvo.


 


_Não adianta fazer essa cara de anjo, depois ela mesma as pega ok?


 


_Obrigado por nada!


 


_De nada! Volte sempre! – ela respondeu fechando a porta na cara dele.


 


            Não demorou muito para que os funcionários começassem a deixar o local. Mas a garçonete chata tinha que ser a última, melhor assim, de onde estava escondido detrás de uma arvore, ele lançou o império. Pegar as sandálias não levou mais do que cinco minutos. Afinal, ele nunca andava sem a sua varinha!


 


 


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            Hermione estava no banho, seu apartamento era espaçoso e estava impecavelmente arrumado. Apenas o vestido vermelho estava no chão. Ia pegá-lo logo que acabasse seu delicioso banho de imersão. Sorte, seus pais estarem viajando. Dormiria até meio dia, e começaria a se preparar pra noite de sábado. Sorriu se lembrando da balada. As músicas, as danças, os rapazes. Muitos tentavam arrastá-la para os banheiros escuros do clube. Mas ela não era assim, algo dentro dela ainda era a idiota, estudiosa que amava ex-noivo. Suspirou cansada. E pensou em Draco Malfoy. Quantos anos se passaram? Quantos anos que não se permitira a pensar nele? Harry Potter estava morto no final da batalha. Ele se sacrificara, e para parar Voldemort tivera que parar a si mesmo. Ela e Ronald ficaram muito tempo à deriva, sem Harry. E só tinham um ao outro. Foram mais ou menos cinco anos assim. Até que ele se cansara dela. E resolvera transar com a sua melhor amiga. Luna. Inofensiva. Fura olho do caralho!


 


            Hermione riu de si mesma. Já se passara mais cinco anos, desde que a loira e Rony resolveram lhe por um par de chifres. E eles juntos já tinham três filhos! Três em cinco anos. Que não era de se admirar, ele era um Weasley afinal. E ela? Ela estava ali, com vinte e sete anos. Nenhum filho, nenhum marido. Estava apenas ali. Era por essa razão que ela se divertia tanto nos finais de semana. Trabalhava no Sant Mungus, no laboratório. Mas final de semana, era apenas ela. Ela e sua diversão. A vida era curta demais, e ela já se lamentara bastante. Então tecnicamente havia dez anos que não viu o arqui-inimigo Draco Malfoy. Ele estava diferente, ou então ela estava bêbada o suficiente para considerá-lo um bom partido para uma noite de sexo sem compromisso. Revirou os olhos, e se afundou na banheira, precisava dormir...


 


 


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            Draco Malfoy chegou em casa e encontrou sua mãe dormindo na sala. Suspirou fundo, sabia que ela estivera esperando por ele, era sempre assim. Com gestos cuidadosos, a pegou no colo, e ela disse sonolenta:


 


_Você chegou cedo hoje, fico feliz!


 


            Ele sorriu, o dia estava amanhecendo, era melhor que ela pensasse dessa maneira. A mente de sua mãe havia ficado completamente debilitada depois da guerra. Depois de muitos tratamentos, ela estava sociável, mas uma coisa ele tinha certeza nunca mudara um momento sequer: o cuidado, carinho e dedicação com que cuidara dele.


 


_Sim, mamãe cheguei cedo hoje! Mas eu já não disse muitas vezes que não é preciso me esperar?


 


_Mas você é meu filho! Meu único filho, e eu preciso esperar por você sempre!


 


 


 


Capitulo 1


 


            A casa noturna estava insuportavelmente cheia naquela noite. Sábado, era um dia bom para sair. Muitos procuravam diversão, e ela se sentia completamente bem em meio a tantos trouxas. Nunca tivera muitos amigos, e desde a morte de Harry e o término de seu noivado, era melhor assim, amigos era uma complicação que ela não queria. Ela amava, demais, gostava demais, por isso era melhor se concentrar em sexo e diversão.


 


            Caminhou entre a multidão que se espremia ao som de uma balada eletrônica. Sentiu várias mãos em seu traseiro. Era sempre assim, sorriu. E chegou até o bar.  Pediu o drink de sempre, e se deliciou com o gosto forte.


 


 


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            Quando Draco Malfoy entrou no Iron Mask já passava de meia-noite. Ele preferiu se certificar de que sua mãe estivesse na cama antes de sair. O caminho até o bar demorou mais do que de costume, e nesse intervalo recebera beijos de umas três amigas diferentes, mas ele só queria uma bebida forte. Talvez mais tarde fosse viável, mas não naquele momento.


 


            Estava no quinto drink quando avistou a bruxa vestida de verde. Ele sorriu de lado, observando a maquiagem pesada. Cercadas de trouxas, ela parecia adorável. Sua aura mágica parecia se destacar no meio de toda aquela euforia e ostentação. Ela parecia tão interessada em sua bebida que certamente não notara os dois caras a olhando fascinados.


 


            Foi um relance um cruzar de olhos e ele adorara os olhos assustados, surpresos. Ela, no entanto recriminara aqueles lhos cinzas debochados. Draco esperava, queria que ela se virasse e saísse deixando seu drink no copo, mas ela não saiu, o barman serviu dois copos pequenos e ela o olhou dessa vez com deboche e tomou um, logo em seguida o outro.


 


            Ele estreitou os olhos, e sorriu, segurou a primeira loira que passava, e uniu sua boca a dela, num beijo marcante e exibicionista. A loira riu e saiu em disparada, ele deu uma piscadela e limpou o batom de seu lábio inferior.


 


            O garçom serviu outra rodada, e sem pestanejar ela virou os dois copos e fez uma careta. Ele sorriu e fez seu pedido, do outro lado do balcão. Se servindo de duas doses, e limpando a boca com as costas das mãos. Ela balançou a cabeça em negativa, e mostrou dois dedos. Ele ainda devia dois. Draco rapidamente fez o pedido novamente e tomou mais dois goles que desceram queimando.


 


            Hermione baixou as vistas e num instante ele já não estava mais lá. Porém a voz arrastada a fez se sobressaltar.


 


_Ainda falta, dar um beijo numa loira gostosa!


 


            Antes que ela pudesse responder ele tombou para cima dela.


 


_Ops, acho que o bar está rodando! – ele riu alegremente, com os dedos emaranhados nos cabelos dela.


 


_Ei! Saí! Não pensei que fosse fraco assim, se não aguenta beber não bebe! – ela tentou se levantar, e tombou encima dele.


 


_E você sabe beber Granger? – ele disse pastoso.


 


_Senhorita Granger, por favor! – Ela disse e começou a rir – Acho que preciso de um café!


 


_ Eu também.


 


            Não houve palavras enquanto, saiam pela porta do Iron Mask. Caminharam lado a lado, com uma distância razoável. Sem dizerem palavra. Ao chegarem à escada, que levava ao Coffee Dreams, ele deu passagem para ela como um perfeito cavaleiro. Hermione subiu apenas três degraus, e tropeçou. Não pode visualizar direito, o que acontecera devido à grande quantidade de álcool em seu organismo, apenas teve consciência de mãos forte apertando a sua cintura, indo rápidas em direção ao seu estomago.


 


_Melhor tomar cuidado Granger!


 


_Melhor sair debaixo Malfoy!


 


            Os risos aumentaram até que se sentaram à mesa, e a garçonete chegou para fazer o pedido. Ambos sorriram cordialmente e ela se precipitou.


 


_Extra-forte sem açúcar!


 


_Só pra começar! – Hermione disse e a mulher deu as costas, mas se virou rapidamente. – Ontem à noite, suas sandálias ficaram por aqui, eu pretendia te entregar hoje, mas eu não as encontrei. Tenho certeza de onde eu havia deixado, eu fechei a loja e eu mesma a abri essa tarde. Não tem como ela ter desaparecido!


 


_Tudo bem, eu tenho várias! – Hermione olhou para Draco, que sustentou os olhar. A garçonete saiu pensativa e Hermione continuou dizendo. – Qual seu interesse num par de sandálias?


 


_Quem disse que fui eu quem as pegou?


 


_Só um bruxo entraria sorrateiramente num estabelecimento completamente trouxa sem ser notado. E não conheço muitos bruxos interessados em sandálias.


 


            Draco abriu um sorriso de fora a fora, nunca imaginara que Hermione pudesse ser divertida.


 


_Não quero usá-las. – disse num rompante.


 


_Menos mal, acho que seus joanetes ficariam horríveis. – ela provocou, queria ver aquele sorriso iluminado dele novamente. Algo esplêndido que ela jamais imaginou que existiria.


 


_Eu não tenho joanetes! Quer ver? – ele fez menção de levantar o pé esquerdo e tirar a tênis.


 


_Não! – ela quase gritou, sentindo uma necessidade mortal de rir, rir e rir.


 


            Hermione tentou se lembrar de quando era como ficava bêbada quando adolescente. Lembrou-se de Harry e Rony avisando a ela que ela ria demais, quando bebia. Mas era rara as vezes que nunca a incomodara. E desde que se tornara adulta e bebia com mais frequência, nunca se preocupava com isso, pois nunca estava perto de pessoas que considerasse realmente. E as opiniões alheias pouco lhe importavam. Mas agora desejou que o café chegasse rapidamente. Ele ainda sorriu, mas contido do que ela.


 


_Então, do que falamos agora? Sinceramente não sei o que falar com a minha rival desde os tempos mais remotos!


 


_Não sou sua rival! Nunca fui. Acho que tivemos motivos para nos odiar desde sempre. – ela disse ficando séria.


 


_Eu era um garotinho arrogante! Lucius Malfoy não me deixava outra alternativa. – ele disse amargo.


 


            O café chegou, com um rápido agradecimento a garçonete saiu. O silêncio pairou, enquanto o aroma do café preenchia suas narinas. Foi ele quem tomou o primeiro gole. E fez uma careta.


 


_Forte!


 


            Hermione continuou olhando o líquido escuro e fumegante como se estivesse pensando numa alternativa de resposta de uma Nom’s.


 


_Sabe, eu também não fui perfeita. Nunca fui. Desde aquela época eu era complicada. Só tive chances de conhecer Harry e Rony e ser aceita por eles.


 


_Acho que fomos todos problemáticos! – ele sorriu – Só que você se uniu a caras mais legais!


 


            Hermione sorriu pelo nariz e rolou os olhos:


 


_Está falando que Harry Potter e Ronald Weasley eram legais?


 


_Porque não? Crabbe morreu na guerra, e não foi como um herói. Goyle está condenado a Askaban por crimes bárbaros e sem sentido. Zabini se tornou um preconceituoso de merda, acho que ele tem preconceito até do meu cabelo.


 


_Quem não tem preconceito desse seu cabelo desbotado? – ela prendeu o riso, e continuou séria – Brincadeira! Realmente acho que você escolheu o lado errado. Mas a minha vida não está muito diferente. Vivo sozinha, meus pais são minhas únicas companhias. Não tenho filhos, nem um marido... Meu melhor amigo está morto.


 


_E o Ronald? – ele perguntou curioso tomando mais de seu café – Pensei que fossem se casar.


 


_Íamos. Até ele me trair e engravidar a Lovegood bem debaixo do meu nariz!


 


            O silêncio reinou por alguns instantes, cada um analisando a sua própria vida.


 


_Sabe... Quando eu estou no Iron mask, eu não sou tão feliz, mas frequentar aquele lugar, centenas de pessoas, se esfregando, curtindo, é mais fácil do que me imaginar sozinha deitada numa cama. Gosto do calor humano. – ela sorriu triste.


 


_Eu fiquei apenas com minha mãe, e ela nem sempre está lúcida e preparada para uma conversa normal. Gosto de sair, estar nos meios dos trouxas me faz me sentir normal, e eu penso cada vez menos em minha vida inútil!


 


_Acho que isso quer dizer que há algo em comum, entre Hermione Granger e Draco Malfoy! – ela deduziu.


 


_Há! Vou indo! Amanhã estarei no Iron por volta das 8.


 


_Não bebo aos domingos. Mas sempre venho ao Coffee Dreams.


 


            Draco se virou e passou pelo balcão, pagou a conta e saiu. Hermione suspirou fundo... O que ela estava fazendo?


 


 


 


Capitulo 2


 


 


            O espelho do quarto era do tamanho de um guarda roupas de quatro portas. E o closet estava aberto, na cama havia um emaranhado de roupas coloridas. Prova de que havia experimentado roupas demais, e nenhuma parecia boa o suficiente. O que lhe parecia uma enorme perda de tempo, já que não confiava em Draco Malfoy, e não sabia se ele iria ou não ao café aquela noite. Fechou os olhos e escolheu por acaso, umas das peças que experimentara meia hora atrás. Um vestido estampado com flores pequenas e uma sandália baixa. O resultado era perfeito para uma noite de outono.


 


            Draco se arrumou, no lugar do habitual preto, escolheu azul, era a segunda cor que mais gostava depois do preto. O azul ressaltava seus olhos acinzentados, e ele queria estar bem. Respirou fundo olhando a mãe sentada no jardim dos fundos da casa. Não acreditava que estava indo sair com Hermione Granger. Talvez devesse lhe devolver as sandálias. Mas elas poderiam ser a desculpa para vê-la uma próxima vez. Ele balançou a cabeça em negativa, não estava fazendo aquilo, não estava mesmo indo sair com ela, apenas queria conversar com alguém. Qualquer uma servia, pensou nas loiras e nas morenas exuberantes com peitos e bundas perfeitas, certamente fabricadas em clinicas estéticas.


 


Pensou deprimido que nunca conversava muito com elas, nunca dava tempo antes de tirarem as roupas. Mas com ela era diferente, não que aquela noite não tivesse sonhado com ela entre seus lençóis de cetim, mas a verdade imutável era: Hermione Granger era mais do que um corpo ao seu deleite, ela era...


 


_Que inferno! Estou pensando... – ele resmungou saindo.


 


 


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            O clima estava ameno, e agradável naquele inicio de noite. E eles se encontraram na entrada do café, exatamente cinco minutos antes do horário marcado.


 


_ Não queria me atrasar! – ela disse enrubescendo.


 


_Nem eu!


 


_Trouxe as minhas sandálias?


 


_Cara! Esqueci! Pode ser na próxima? – ele sorriu descaradamente, e entraram, sentando-se um de frente para o outro. Depois de alguns instantes de silêncio. Ela foi quem disse algo.


 


_Não posso crer que estamos aqui, desfrutando de um momento juntos.


 


_É um fato, e depende de nós torná-lo real mais vezes ou inimaginável.


 


_Acho que já somos adultos o suficiente para deixarmos as briguinhas infantis, isso claro, contando que você não me provoque.


 


_Ei, vou querer um Cappuccino italiano! E você?


 


_Dá pra começar! – ela lhe sorriu terna.


 


            Várias xícaras depois...


 


_Não imaginei que fossemos nos divertir tanto, você até que é um cara legal!


 


_Uol, evoluímos. Antigamente me chamaria de doninha asquerosa!


 


_Isso porque não ouvia tudo que eu falava! – ela riu e tomou um gole de seu café.


 


_Então a santinha tinha a boca suja? Adoraria ver você soltando milhares de palavrões.


 


_Ah, que isso, naquela época eram bobeiras. Precisa ver o que aprendi a falar desde que passei a frequentar o Iron Mask.


 


            Ele riu gostosamente.


 


_Posso imaginar. – ele disse e seu celular tocou, ele tirou do bolso da calça, e olhou com uma careta – Me dá um minuto! – ele não se levantou da mesa.


 


_Estou bem, chego em casa em quinze minutos, consegue controlar quinze minutos apenas? Ok! Até breve.


 


            Ele voltou para ela sem graça. Brincando com o aparelho nas mãos.


 


_Adepto a celulares? Há meios de comunicação bruxo, mais eficazes. – ela disse.


 


_Gosto do luxo do meu HTC Touch Pro. – foi a vez dela rir alto.


 


_Claro, e quanto tempo até estar ultrapassado? Um ano?


 


_Compro outro! Perdemos status na guerra, não todo o dinheiro e nem o bom gosto! – ele disse bem humorado, e o silêncio reinou alguns instantes. – Preciso ir, Narcissa tem alguns ataques de pânico às vezes. E ela me chama por esse celular, a ensinei a lhe dar com a tecnologia trouxa.


 


_Ok! Não vou pedir que de lembranças a ela. Mas espero que ela melhore! – ela disse e segurou a mão dele, juntamente com o celular.


 


            Ele a olhou como se levasse um susto.


 


_Tudo bem, preciso muito ir. Sexta estarei no Iron mask, caso esteja por lá também tomaremos um drink!


 


_Com alto teor alcoólico.


 


_Nada de cappuccinos ou expressos! – disse e saiu sem olhar para trás.


 


 


 


Capitulo 3


 


 


            A semana estava normal para Hermione Granger se não fosse o fato de pensar tanto em Draco Malfoy, seria possível sentir falta dele.


 


_Não! – ela disse em voz alta – Ele é só alguém agradável. Só isso! E eu volto ao trabalho agora!


 


 


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            A fumaça de seu cigarro espalhava-se pelo cômodo fechado, e ele havia acabado de pedir um café, sua mãe atenderia seu pedido, ela adorava quando ele lhe pedia alguma coisa. Um café, naquele dia em que tinha mil coisas a serem resolvidas em sua mesa. Um café no Coffe Dreams com ela. Era tudo o que precisava para melhorar a sua semana. Faltavam quantos dias mesmo para sexta? Quarta-feira. Ainda era quarta.


 


            Seus dedos voaram sobre o teclado do seu computador, Sant’Mungus, área de serviços, chefes e departamentos. Tinha uma vaga idéia de que ela trabalhava no hospital. Não tinha mais prestígio no mundo bruxo para pedir isso a qualquer pessoa, mas ainda bem que havia a tal internet trouxa, e para a sua sorte todas as instituições bruxas faziam seus registros, para o caso de qualquer descontrole mágico. Era mais segura. E ele nesse momento agradecia a tecnologia trouxa. Principalmente quando viu um retângulo na tela. Chefe do laboratório mágico – Hermione J. Granger.


 


            Na mosca! Os números piscaram em suas vistas, poderia ligar, mas não queria ser tão óbvio. Seria melhor se ela ligasse pra ele. Levantou-se e jogou o cigarro fora, pegou a pena de anotação rápida. Murmurou um encantamento no papel e o atirou na lareira.  


 


 


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            Hermione decidiu que precisava de uma café, a lanchonete do hospital não servia tão bem quanto o Coffe Dreams, mas era válido, precisava arejar.


 


            Estava na porta quando ouviu uns estalidos, e olhou para a sua mesa. Voltou-se com um pulo, o amarelo e laranja intenso das fagulhas do fogo estavam sobre seus papeis.


 


_Merda, quem é o primata usando esse tipo de feitiço! Porra! – Ela praguejou apagando a fagulha. E lendo o bilhete.


 


“Almoça comigo hoje? Sim, isso é um convite, e antes que responda estarei enfrente ao hospital às 11h40 em ponto. Portanto não creio que haja alguma maneira de recusar! Até mais tarde,


 Draco Malfoy. ’’


 


            Hermione respirou fundo, ficou em dúvida entre sorrir e mandar ele a merda. Ele estava melhor sim com o passar dos anos, mas ainda era arrogante e prepotente, e ela adoraria almoçar com ele.


 


 


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            Às onze horas e quarenta minutos Draco estacionava em frente ao hospital.


 


            Às onze horas e quarenta minutos e cinco segundos, Hermione entrava no carro de Draco.


 


            Escolheram um restaurante italiano, e se sentaram numa mesa mais próxima ao jardim que havia no fundo do estabelecimento.


 


_Não pensei que gostasse de comida italiana!


 


_Onde acha que consigo esses meus quilinhos a mais? – ele lhe piscou


 


_Bom, se está esperando que eu diga algo como: Não, mas você está perfeito! Pode esperar sentado! – ela debochou.


 


            E ambos riram vários minutos, até que ele disse:


 


_Admito, era o que eu esperava, mas tudo bem. E você gosta de comida italiana?


 


            A conversa foi amena, e agradável... Eles se conheciam aos poucos, falando de coisas do passado, com naturalidade e compreensão. Uma visão completamente diferenciada do que quando eram crianças e adolescentes.


 


            ***


 


            Passava de uma hora da tarde quando Draco estacionou na porta do Sant Mungus mais uma vez.


 


_É ótimo que não pensamos mais como antigamente! – ela disse o encarando se preparando para descer.


 


_Eu agradeço aos céus por isso! Tenha uma boa tarde Hermione. – ele disse e a puxou para ele dando lhe um beijo no rosto.


 


            Ambos se surpreendendo com o ato, mas ela sorriu e devolveu o beijo no rosto dele.


 


_Se cuida Draco!


 


            Já passava de meia noite quando o celular de Hermione tocou. Número restrito, pensou em não atender, mas mudou de ideia.


 


_Estava me preparando pra dormir e resolvi dar boa noite. – a voz que ele ouviu pareceu melodia em seus ouvidos.


 


_Como conseguiu meu número?


 


_Estava na sola de suas sandálias!


 


_Engraçadinho! Foi bom ouvir sua voz antes de dormir.


 


_Também acho, por isso queria falar com alguém e ouvir a minha voz. – ele disse sorrindo.


 


_Merlin como eu consigo te aturar?


 


_Porque você é uma santa! Mas foi realmente bom ouvir a sua voz!


 


_Durma bem Draco!


 


_Durma bem também Hermione.


 


 


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Capitulo 4


 


            As duas semanas seguintes foram maravilhosas, Hermione estava mais feliz, almoçaram juntos pelo menos três vezes na semana, se falavam todas as noites e se entendiam cada vez mais. O final de semanas era do Iron Mask ao Coffee Dreamns, sem dúvida. Naquela sexta, como pretendiam se ver no bar, não almoçariam juntos naquela sexta- feira. Hermione se preparava para um lanche rápido, não queria deixar serviço por fazer, estava de saída de saindo de seu escritório quando percebeu alguém parado na porta.


 


_Olá, Rony, o que te trás aqui? Há quanto tempo mesmo não te vejo? Seis meses? Não, um ano! – ela foi sarcástica ao ver ao amigo parado na porta da sua sala.


 


_Não vim te convidar para o almoço! Vou direto ao ponto!


 


_Não me estranha tanta grosseria vindo de você! E mesmo que quisesse almoçar eu já tenho compromisso! – ela respondeu chateada juntando as suas coisas.


 


_Porque está saindo com Draco Malfoy? – ele perguntou encostado sensualmente no batente da porta.


 


            Ela o olhou nos olhos pela primeira vez em tantos meses. Ele ainda era um ruivo muito bonito. E os músculos que ganhara na adolescência ainda permaneciam fortes. Respirou fundo e se levantou.


 


_As conversas voam, com tanta rapidez, como um cão alado! – ela disse passando por ele mal humorada.


 


_Responda Hermione.


 


_Isso não e da sua conta. O engraçado é que quando me chifrou com a Luna, as notícias não chegaram tão rápido!


 


_Não é disso que estamos falando! – ele ficou vermelho.


 


_Claro! Eu fiquei sabendo depois que você já tinha feito um filho nela, não é mesmo? E por falar nisso como vão seus pimpolhos? São três não são? – ela disse, caminhando para a saída.


 


_Escuta, você não pode estar magoada com isso. Já se passaram cinco anos.


 


_Mesmo? Eu nem percebi! Eu te amava Ronald Weasley, e o fato você engravidar uma amiga minha enquanto ainda era meu noivo é realmente e algo que não da pra esquecer assim!


 


_Mione, já tivemos essa conversa mais de mil vezes. E o assunto agora é você não eu! Estou preocupado, o Draco Malfoy não era de confiança quando tínhamos onze anos, não foi aos dezessete e não será agora que temos uns vinte e sete!


 


_Ok! Guarde os seus conselhos, sou perfeitamente capaz de decidir isso sozinha!


 


_Transando com um idiota? Um babaca que sempre te desprezou.


 


_Ele não é tão diferente de você não é mesmo Rony? E em nome de Merlin de onde tirou que eu e o Malfoy estamos transando? Para seu governo ainda não chegamos a esse ponto. – ela explodiu apontando o dedo na cara do amigo.


 


_Ainda? O que significa que vai continuar com essa asneira?


 


_Ainda! Porque pretendo não desperdiçar a próxima oportunidade de estar na cama de Draco Malfoy! – ela gritou


 


            Muitas das pessoas que passavam se interessaram na discussão. Mas a voz que Hermione ouviu atrás de si, a fez gelar.


 


_Bom, adoro quando meu nome e a palavra cama estejam vinculados a mesma frase. Faltou a palavra sexo, mas posso dar um jeito nisso! – ele disse arrastado.





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_O que está fazendo aqui?


 


_Vim te buscar para almoçar!


 


            Hermione abriu a boca para dizer que não tinham combinado almoçar de almoçar juntos, mas se lembrou de Ronald parado com eles no hall.


 


_Sra. Suliivan! – Disse para sua secretária, que estava em seu posto, porém atenta a conversa – Não retornarei depois do almoço. Passo antes de fecharem para pegar as minhas notificações. Vamos Draco. Eu e o Senhor Weasley já terminamos!


 


            Draco sorriu de lado e passou os braços pelos ombros dela, e saíram juntos. Deixando Ronald para trás. Quando entraram no carro, ela estava visivelmente frustrada.


 


_Cheguei em boa hora? Se quiser ficar sozinha posso te deixar em casa!


 


_Não. É só que aquele ruivo ogro, tem o dom de acabar com meu dia.


 


_Posso tentar concertar isso! – ele disse e ela sorriu.


 


_Não sei o que esse idiota quer.


 


_O que ele poderia? Descobriu de repente que fez a maior burrada da vida dele ao te trocar pela lunática da Luna. E está querendo correr atrás do tempo perdido. Talvez te oferecer o cargo de “a outra’’ seja atraente pra ele. – ele foi sarcástico.


 


_Não fale bobeiras. Eu jamais iria querer esse posto. Além do mais o que eu sentia por ele já se foi. Acho que um par de chifres bem colocado pode arrancar a raiz de qualquer amor. – ela disse mal humorada.


 


Ele estacionou, e tocou o rosto dela com a ponta dos dedos.


 


_Você ainda está magoada com ele.


 


_Não estou não. Só não o aguento achando que pode controlar a minha vida! Cara, ele me traiu, já superei, porque ele aparece do nada querendo saber com quem durmo ou deixo de dormir?


 


_E você se importaria se estivesse dormindo comigo? – ele perguntou de repente e se calou, notando que aquela não era uma boa pergunta. – Ok! Não é pra responder! Mas e então quer comer o quê?


 


_Você, quem sabe! – ela respondeu com um sorriso sapeca, que só aumentou quando ele a olhou como se tivesse vendo um hipogrifo junto – Brincadeira! Sabe que não gosto de carne muito magra!


 


_Carne muito magra? Ahhh! – ele começou a rir em disparada.


 


             E juntos tiveram um belo dia!


 


 


 


 


Capitulo 5


 


            O Iron Mask estava super lotado naquele sábado, muito mais do que de costume, mas ao invés de mesas privativas Draco e Hermione escolheram o balcão como estava sendo há semanas desde que começaram a frequentar o local juntos. Dançavam, se divertiam e voltavam para outra rodada de drinks coloridos e exóticos. Sempre terminavam a noite, percorrendo o caminho do Coffe Dreams cambaleando e rindo, tomavam café e iam para casa, menos embriagados o possível. Mas aquela noite a boate estava realmente cheio. Draco notou alguém batendo em suas costas, bem no final de uma piada que o barmen contava enquanto fazia seu décimo drink.


 


            _Ei! Quero conversar com essa garota, se importa de sair?


 


Draco o olhou como se tivesse chifres de unicórnio nascendo na testa do indivíduo. Ele estava acostumado a ver o tipo aprontando e ser jogado do estabelecimento algumas vezes.


 


_Cara, tem milhares de mulheres dentro dessa porra de bar, e você quer conversar com a que está comigo?


 


            O cara riu e tomou um gole de uma bebida azul.


 


_Conversar é apenas um pretexto.


 


            Draco fechou as mãos irritado e Hermione o segurou.


 


_Deixa isso! Olha que legal! Nosso ‘’Kir Royal’’ chegou! – ela disse se referindo a mistura de Licor de Cassis, Champagne e uma cereja.


 


            Draco deu as costas ao indivíduo e sorriu para Hermione. O rapaz alto e forte, disse:


 


_O quê? Dando as costas pra mim loirinha? Escuta você não é o mesmo cara que vivia nos banheiros com as putas desse lugar?


 


_Sim, inclusive com sua mãe e você estava sempre chapado demais pra perceber! Caí fora e me deixa ok!


 


Draco disse sem se virar, e foi puxado do banco em que estava instante depois. O tumulto cresceu instantaneamente, pois o cara em questão estava a provocar muitas pessoas aquela noite. Hermione se admirou de Draco não puxar a varinha e vencer todos aqueles trouxas em questão de segundos. Mas não foi o que ele fez. Ele brigou, apanhou, bateu.


 


            Hermione tentava imaginar o motivo daquela confusão idiota, e embora Draco estivesse diretamente  ligado, ele não era o culpado. Afinal, ele não tinha sangue de barata, e aquele carinha andava mesmo irritando fazia tempos.


 


S          em paciência, foi ela quem sacou a varinha, minimizada e escondida em seu decote. E conjurou:


 


_Conjuctivitus! – e logo em seguida – Confundus! Vamos Draco está na hora de um café!


 


            Ela disse o puxando pelo braço, já que ele também fora atingido pelo feitiço que atingira o grupo que se agredia.


 


Fora do estabelecimento, ela o sentou e conversou com ele:


 


_Fica quietinho! Para de coçar o olho! Vou retirar o feitiço ok?


 


            Draco parecia tão indefeso, estava bêbado, sob o efeito do confundus e do feitiço conjuctivitus, que afetava e fazia coçar e irritar os olhos. Hermione sentiu seu coração saltar, ela se preocupava e sentia seu coração bater forte por ele. Em silêncio conjurou o contra-feitiço, e ele logo reagiu como se despertasse de um sonho.


 


_O quê... – ele começou a dizer, porém a visão dos olhos dela o fez parar.


 


            Draco Malfoy olhou Hermione Granger ali, basicamente abaixada em sua frente. Os olhos castanhos tristes, preocupados, os lábios trêmulos, e apertados como se ela sentisse alguma dor. Não podia ainda raciocinar como saíra do bar! Mas não importava.


 


Num impulso ele segurou a nuca dela, a fazendo se aproximar. Hermione resmungou algo ininteligível, como se o cérebro dela, também estivesse em parafuso. E então, suas bocas se uniram. Foi um beijo lento, nenhum dos dois fechou os olhos. Um olhando para o outro, pensando se podia ser real. Ambos sabiam que fechar os olhos seria uma entrega, uma entrega sem volta. Foi um contato de lábios, e ele se afastou.


 


_Ainda quer passar no Coffee Dreams?


 


_ Claro! – ela respondeu tímida, e se levantou, arrumando a saia, e caminharam juntos para o café.


 


Entraram, e se sentaram.


 


_Hoje quero um ‘’Mocha Vienes’’! – ele disse e se sentou ao lado dela, ao invés de sentar à sua frente como era o costume durante todas aquelas semanas.


 


_Hum a base de chocolate! Também quero!


 


            Naquela noite não tinham muito assunto, estavam igualmente calados, e qualquer assunto parecia idiota demais, para ser dito. Quando o café chegou, sorriram um para o outro e disseram após tomar o primeiro gole.


 


_Hermione...


 


_Draco...


 


            Disseram juntos e ele deu a oportunidade dela falar.


 


_Tudo parece idiota demais!


 


_Sim parece! Depois daquele momento na calçada do Iron Mask! – ele completou, enquanto ela provava seu café. – Escuta... – ele disse, enquanto ela mordiscava o lábio aproveitando a espuma do café. Ele gemeu e se aproximou dela – Não dá mais Hermione!


 


            Ele a puxou de uma vez, a sobressaltando e a fazendo derramar um pouco de café da xícara. Suas bocas se uniram, seus olhos continuaram abertos. Castanho no cinza. Cinza no castanho! Era assim, e foi ele que, fechou os olhos primeiro e se entregou. Hermione passou o braço pelo ombro dele o aconchegando mais.


 


            A garçonete do Coffee Dreams se aproximou com outra rodada de café e sorriu os interrompendo.


 


_Bom, trouxe café quente, sei que esse já esfriou vocês estão se beijando há horas! – ela disse exagerando, pois havia se passado apenas uns minutos.


 


            Hermione e Draco se afastaram, ambos muito envergonhados. E a garçonete continuou alegre:


 


_Você fica bem de batom vermelho intenso! – ela riu gostosamente e Draco passou as mãos nos lábios e olhou assustado para Hermione.


 


            Que levantou a mão direita e acariciou o lábio rosado dele.


 


_Brincadeira dela. Mesmo assim obrigado pelo café Margareth, vamos mesmo precisar! – Hermione disse com um pigarro.


 


            Ambos se olharam e terminaram o café.


 


_Vou te levar pra casa. Amanhã minha mãe tem uma consulta médica fora do país. Vamos por chave de portal. Mas devo retornar na manhã seguinte. Mesmo assim, eu entro em contato com você!


 


_Sim, e me diga como vão as coisas.


 


_Você está se tornando um vício Hermione, não conseguiria passar um dia inteiro sem falar contigo!


 


_Eu também.


 


            Draco estacionou o carro próximo a casa de Hermione, ele gostava de dirigir e ela gostava do transporte trouxa.


 


_Boa viagem então! Desejo que tudo dê certo com a sua mãe. – ela disse se preparando para descer.


 


_Está bem!


 


_Tchau! – ela disse descendo rapidamente do carro, e caminhando até a porta do prédio, retirou a varinha, para entrar. Escutou a porta do carro bater, e se virou para acenar.


 


            Porém deu de cara com ele, logo atrás de si, ele havia aparatado para seu lado. E sem dizer mais nada, enlaçou a cintura dela e a beijou, um beijo forte, tão diferente daqueles que haviam trocado. Suas mãos a apertando, sua língua pedindo passagem, exigindo! Os deixando sem fôlego. E ela correspondeu com igual paixão.


 


            Minutos depois...


 


_Boa noite Hermione!


 


_Boa noite Draco Malfoy!


 


            Ela entrou sorrindo, subindo rapidamente para seu apartamento.


 


O relógio da biblioteca marcava duas da manhã, estava cedo, mas não queria dormir. Tomou um whisker de fogo, sozinho,na penumbra, olhando a lareira crepitar. A verdade era que não queria dormir, não queria, fechar os olhos e descobrir que fora um sonho. Tomou mais um gole do whisky, ainda bem que tinha várias poções anti-ebriaguês no seu armário, e elas eram excelentes para ressacas. Fechou os olhos por um instante, e ela estava lá, sorrindo, com seu cheiro, seu olhar castanho ...


            Hermione se despiu e tomou um banho rápido, não queria dormir, conjurou uma taça de champanhe e a tomou enrolada em um roupão felpudo. Talvez aquilo a ajudasse a esquecer do gosto dele, a cor dos olhos dele, a maciez dos cabelos dele. O queria, muito mais do que um beijo roubado. Seu telefone tocou.


            Olhou para o relógio antes de atender, três da manha!


            _Estou meio bêbado, mas não consigo parar de pensar em você! - A voz soou rouca e ela sentiu sua pele se arrepiar.


            Draco não queria entender nada, seu corpo a queria, sua mente estava confusa, mas seus ideais eram fixos. Ele a queria e queria agora. E Draco Malfoy costumava ter o que ele queria.


            _Eu também estou meio bêbada, mas o quero agora!


            Ele sorriu pelo nariz.


            _Também a quero agora Granger!


            _A lareira!


            Foi apenas o que ela disse antes de desligar. E não demorou muito para ouvir o crepitar das chamas. Silenciou a casa, e foi para a sala.


            Draco estava de pé, no meio da sala, uma garrafa de Whisky de fogo na mão, suspirou ao vê-la.


            Ela sorriu, caminhou até ele, e tomou a garrafa de sua mão, a jogando sobre o sofá.


            _Eu preciso de você agora.


            Ele não disse nada, a enlaçou pela cintura a puxando de encontro ao seu corpo. Hermione sentiu o aperto das mãos grandes em sua cintura. A língua morna deslizando sobre a dela. O delicioso friccionar dos seus corpos. Ambos gemeram deliciosamente.


            _Podemos fazer isso dar certo! - ele disse, enquanto mordia o lóbulo da orelha dela.


            _Se não der, valerá a tentativa! – ela disse, se afastando e abrindo o nó de seu roupão.


            Draco estreitou os olhos cinzas. E por um instante ela temeu. Temeu que ele não a achasse boa o suficiente para ele, ou que aquilo fosse uma brincadeira. Mas quando o encarou nos olhos, o que viu foi...


            Draco estreitou os olhos, não podia crer, que ela estava ali, nua a sua frente. Tão entregue quanto ele estava naquele momento. Seu corpo correspondeu com...


            Fogo!


            Era a única palavra, em que podiam pensar. Era fogo, juntos podiam incendiar de desejo!


            O caminho do quarto nunca foi encontrado, não quando ele se jogou no sofá, a levando consigo, Hermione não se fez de rogada, e abriu as penas sobre os quadris dele. Sua pele macia roçando contra o tecido grosso do jeans que ele usava. Conjurou um feitiço sem varinha, o surpreendendo, e ele agradeceu, quando percebeu que estava nu. Mas ela não queria agradecimentos, estava envolta de luxúria e desejo. E foi ela também quem o direcionou para dentro dela. Ele gemeu, e deixou que ela o guiasse. Precisava daquilo mais que tudo naquela noite.


            Seus corpos se moveram com paixão, estavam suados e trêmulos. Sussurrando o nome um dos outro, sentiram o êxtase chegar! Intenso e único!


            _Merlin !- ela disse se aninhando encima dele no sofá, ele a aconchegou.


            O sofá era pequeno, mas eles se acomodaram.


            _Seus pais estão em casa?


            _Nao é um pouco tarde pra perguntar? – ela sorriu - Nada que um feitiço do sono, e de isolamento de som não resolva.


            _Essa é a Hermione! – ele sorriu e a beijou de novo – Quero conhecer seu quarto! - ele disse de repente.


            _Mesmo? Não costumo levar ninguém lá.


            _Mesmo depois de transar no meio da sala?


            _Depende. – ela foi maliciosa.


            _Do que pode acontecer por lá!


            _Te mostro! Vamos!


            *****


            Hermione acordou sozinha na manhã seguinte, mas havia um pequeno bilhete:


"Precisei ir. Mas vou pensando em nós! Beijos. D.M.’’


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Capitulo 6


            Hermione se levantou da cama, e tomou um banho rápido, quando saiu do quarto encontrou Ronald sentado no sofá. o mesmo que ela tinha transado com Draco Malfoy.


 


_Que diabos está fazendo aqui Ronald Weasley?


 


_Não grita! Seus pais estão dormindo!


 


_Sempre estão nesse horário. Ainda são 7 da manhã! E você deveria estar em sua casa, com a sua esposa e com seus filhos. – ela disse tirando as sandálias.


 


_Eles estão dormindo seguros. Agora a minha melhor amiga esteve solta na Night! – ele disse com deboche mostrando a garrafa de whisky que encontra sobre uma dos sofás. – Com nosso inimigo!


 


_Nosso? Seu inimigo! O Draco não é mais meu inimigo faz tempo.


_Até quando não sabemos!


_Ronald, a minha vida não é da sua conta, eu não sei que loucura foi essa de te permitir entrar nessa casa. Isso foi há quanto tempo mesmo? Quatro anos? A idade do seu filho do meio? Não espera!- ela foi sarcástica- Teve dois depois desse segundo? Ah Ronald! Me poupe. E a partir de hoje sua entrada estará proibida nessa casa, já deveria estar.


_E a dele? Proibira também? Hermione por Merlin! O que acha aquele cara quer com você? Acha que ele vai se casar com uma sangue ruim? Uma solteirona encalhada?


_Sai da minha frente senão eu vou te azarar Ronald!


_Ótimo! Tente azarar o chefe dos aurores!


_Seu filho da puta! Prepotente! Arrogante! Sai da minha casa e da minha vida! Agora. - ela disse muito irritada.


_Você já transou com ele?


_Isso não importa seu bastardo.


_Ah, sempre certinha não é? Esse é o motivo que ele não te deixou ainda! – ele sorriu sarcástico se levantando- Experimente transar com ele! Te dou duas semanas para ele te deixar depois que transarem.


Hermione sentiu os olhos arderem, porque diabos ele tinha esse dom?


_Talvez pelo menos ele seja bem mais satisfatório que você! E quer saber? Foda-se você! Foda-se sua traição ridícula!- ela disse lançando um feitiço verbal nele, que o fez começar a se coçar.


_Você me azarou?


_Bem menos do que você merece. Gostaria de usar a maldição da morte! Mas não quero ver seus filhos chorando por um pai que não merece! - Ela disse e caminhou para porta a abrindo para que ele saísse.


_Está me colocando para fora de sua casa?


_E da minha vida também! Agora sai!


_O que o Harry diria... - ele começou a dizer.


_O meu melhor amigo está morto, e não pode palpitar sobre  aminha vida! Aliás meus dois melhores amigos, estão!


Ronald a olhou com rancor e saiu. Nervosa, voltou para seu quarto. Era tudo o que precisava, mas foi inevitável fechar os olhos e não se lembrar dele, ou não pensar no gosto dos lábios dele.


Deitou-se em sua cama novamente e o telefone do seu quarto tocou. Olhou o celular sobre a cama, nenhuma chamada. Sentiu o tremor que percorreu seu corpo, e olhou identificador de chamada. Número desconhecido.


_Oi!


_Foi fácil conseguir seu número, apesar de nunca termos trocados os números residenciais antes. – a voz rastejada do outro lado a faz sorrir.


_Não vai me dizer que também estava na sola das sandálias! Seria mais fácil ainda se tivesse me pedido o número.


_E qual seria a graça em não te surpreender!


_Pensei que usasse esse tipo de tecnologia apenas com a sua mãe.


_Com as pessoas que me importam.


_O quê?


_Às vezes não quero muito envolver as pessoas que me importam com magia. Acho que nunca fui um bom bruxo. – ele disse triste.


_Não é verdade! Você sempre foi muito bom, em tudo o que fazia. Só que seu fracasso era um preço justo pelas coisas erradas que tentavam fazer.


_É hoje me orgulho de ser diferente.


_Eu também!


Houve um instante de silêncio constrangedor. Então ele disse:


_Só queria te ouvir um pouco, e que tivesse o meu número. Caso sentisse a minha falta!


_Tudo bem, salvarei o número.


_Hermione, eu... - ele hesitou - Gostei de estar com você!


_Eu também gostei de estar com você!


Draco Malfoy desligou o celular, e acendeu um cigarro, e tomou um gole de whisky de fogo. Fazia tanto tempo que consumia apenas bebidas trouxas que aquele líquido parecia forte demais. Mas talvez o ajudasse a querer esquecer o beijo, a maciez dos lábios dela, o gosto, o corpo dela. Adorava o tom da voz dela, era ótimo ouvi-la ela era tão inteligente. O que o fez aumentar sua empatia pelo Weasley por fazê-la sofrer, mas por alguns instantes ele chegou a agradecer pela idiotice de Ronald.


Seu telefone vibrou e ele reconheceu o som da mensagem de texto.


Abriu a mensagem com o coração aos pulos:


“É bom te ouvir também. E eu guardaria seu número mesmo sem salva-lo na agenda, minha memória é ótima para as coisas que eu quero!’’


Ele sorriu. Ela era extraordinariamente maravilhosa!


 


Capítulo 7


Hermione caminhava para a saída do laboratório, havia demorado mais do que de costume para encerrar as suas tarefas, havia alguns serviços acumulados, o que era uma exceção, em anos desde que assumira o posto, tudo sempre ficava na mais perfeita ordem, mas os últimos dois dias havia acontecido uma desordem em seu setor de trabalho, e a sua concentração não estava ajudando muito. Mas naquela tarde conseguira, mesmo que chegasse em casa algumas horas mais tarde. Draco havia se atrasado na viagem alguns imprevistos mantiveram ele e a mais dois dias alem do planejado, mas eles estavam se falando varias vezes ao dia.


Estava satisfeita e contente, estava prestes a abrir a porta para aparatar do lado de fora, quando deparou-se com Luna Lovegood a sua frente.


_Esse sorriso no rosto, é porque razão?


_Olá Luna! – Hermione cumprimentou sem entender.


_É dessa maneira que deve ficar cada vez que sai com meu marido!


_O quê? Você pirou! Eu não sei do que está falando. – Hermione se exasperou.


_Claro que vai negar, sua vadia! Ele tem família, filhos! – Luna berrou.


_Eu não estou saindo com seu marido, e se formos analisar quem será a vadia dessa história?


_Cala a boca! Ele tem uma família agora, não somos um bando de adolescentes! Você está tirando a cabeça dele do lugar! Ele já não é mais um bom pai, um bom marido e a culpa é sua!


_Minha? Droga Luna, você e ele me tiraram do caminho como nada. Você abriu as pernas para ele sabendo que ele era meu noivo! – foi à vez de Hermione gritar.


_Não tenho culpa se você não foi o suficiente para ele. Se você não foi boa de cama, o problema é seu.


_Ah?


_Isso mesmo queridinha! Ele não queria uma esposa frigida e insossa em sua cama todas as noites! – Luna disse com o rosto muito próximo ao de Hermione.


Hermione sentiu a garganta se fechar, em um nó de raiva e rancor. Apenas se virou e saiu, para evitar atacar Luna e ouvir mais coisas perturbadoras que ela sabia que não era verdade.


Mas ao se virar e caminhar alguns passos, sentiu algo em suas costas, e caiu para frente, seu corpo se estremecendo e a dor lacerante como se fosse parti-la ao meio.


_Não me dê as costas sua vaca! – Luna disse ao ver Hermione gritando descontrolada – Você é a culpada.


_Luna, para com isso! Para! – ela gritou e Luna parou.


_Eu não estou com o Rony, nunca mais fiquei com ele, desde que fiquei sabendo que vocês estavam juntos!


_Mentira! Mentira! Ele está chegando em casa bêbado todas as noites. E eu sei muito bem que é você que anda bebendo por bares por ai!


_Por Merlin, eu nunca estive em bares com o Ronald, principalmente ultimamente. – Hermione tentou se levantar e quando articulou pegar a sua varinha, Luna a enfeitiçou novamente e ela gritou.


_Você jura? Eu não acredito em você. Eu não quero perder meu marido. – ela disse parando e olhando Hermione se contorcendo no chão.


_Então seja boa de cama pra ele! Não foi por isso que eu o perdi? – ela foi sarcástica mesmo em meio as lágrimas. – Eu não quero seu marido Luna, eu estou apaixonada por outra pessoa. E em anos, eu penso numa vida diferente, nunca estive tão afastada de Ronald como agora! Eu sempre o amei, mesmo quando tiveram o primeiro filho, o segundo, o terceiro, mas...


_Sua desgraçada!- Luna a atacou com fúria.


Hermione sentiu medo. Lembrou-se da primeira vez em que fora atingida por uma maldição imperdoável, estava na mansão Malfoy! E ela se lembrou de como maldizia e pensava que odiava os Malfoys que odiava a casa dele. Era irônico que agora, tantos anos depois estava sendo torturada por uma pessoa que ela costumava chamar de amiga, e seu coração queria apenas estar com aquele que costumava ser seu inimigo.


Draco havia chegado de viagem há duas horas, apenas tomou um banho e seguiu para o apartamento de Hermione, sua mãe lhe informou de que ela ainda não havia chegado ao trabalho, ligou no celular e ela não atendeu. Preocupado, ele aparatou em um beco próximo do laboratório. E pode ouvir gritos.


_Que diabos está havendo aqui? – ele perguntou apontando a varinha em direção a Luna, e olhando abismado para uma Hermione no chão, se contorcendo em lágrimas – Você pirou Lovegood?


_O quê isso importa? E eu não sou uma Lovegood sou uma Weasley!


_Para agora mesmo sua maluca! – ele atacou Luna que desfez o feitiço em Hermione para se defender.


Luna sempre fora muito mais esperta com feitiços do que aparentava, e duelou com Draco com igualdade. Ele era experiente e poderia vencê-la, mas não duelaria com uma mulher insana como Lovegood.


Ronald Weasley apareceu como se tivesse sido conjurado, e gritou para esposa, que parou e foi atingida por um feitiço estuporante e perdeu os sentidos.


_Que diabos está acontecendo aqui? Você atacou a minha esposa Draco Malfoy? – ele disse e caminhou para Luna, a segurando nos braços.


_Eu? Essa lunática estava torturando Hermione, e parecia prestes a lançar uma maldição da morte! – Draco foi quem caminhou ofegante até Hermione, que tentava se levantar.


Ele a abraçou fortemente.


_Você está bem?


_Ela me atacou! Tentei dizer a ela que... Draco, ela estava descontrolada e...


_Eu sei... Esquece isso! Está tudo bem agora. – ele a abraçou protetoramente.


_Eu estava tentando dizer a ela, que estou apaixonada, que não quero destruir a família dela e...


_Você está apaixonada? – Draco a olhou nos olhos.


_Eu... – Hermione prendeu a respiração, e se afastou como se tivesse cometido a maior burrada de sua vida – Quero sair daqui!


Ela se afastou dele, e saiu, tentando desamassar a suas roupas, passou por Ronald e Luna, e não os olhou.


_Weasley, eu não ataquei a sua esposa como ela merecia, porque não sou um assassino covarde, e sei que ela não esta em juízo perfeito. Mas da próxima vez que ela se aproximar da Hermione a machucar eu vou ser cruel, como nunca fui antes. – Draco disse friamente ao ver a porta se fechar atrás de Hermione.


_Não é sensato ameaçar a esposa do chefe dos aurores.


_Não é sensato manter uma louca a solta colocando a vida dos outros em risco. E também não é sensato não cuidar de sua família corretamente Weasley. Eu nunca me interessei em defender alguém, mas estou disposto a lutar por ela, e com ela. Não deixe que sua esposa se aproxime da minha namorada nunca mais!


Draco saiu em disparada atrás de Hermione, e a avistou caminhando sem rumo.


_Mione espera! Mione! – ele venceu a distância com rapidez, e a segurou pelo braço, a virando para ele.


Ela tinha os olhos cheios de lágrimas, e ele a abraçou forte.


_Eu também estou apaixonado. E quero cuidar de você!


O abraço foi forte, e os uniu com toda necessidade daquele momento.


_Quero ir pra cama com você agora! – ela disse num tom autoritário, e ele sorriu de lado.


_Nunca imaginei que poderia ficar feliz em receber uma ordem sua!


Juntos aparataram, em uma cobertura no centro de Londres.


Havia muitas indagações, e muitas coisas que queria falar. Sobre aquele lugar, sobre eles, sobre o que sentiam, o que esperavam. Mas concordavam em uma coisa, porque haveria de se preocupar com o futuro se o presente estava ali?


 


Capitulo 8


Num impulso Hermione uniu seu peito ao dele, um encaixe perfeito, seu rosto poderia se apoiar facilmente no peito largo, mas não era aquilo que ela queria, não agora. Draco com certeza sentiu o mesmo, e buscou a boca dela, com luxúria. Seus lábios se tocaram, quentes. Eram quentes, e se moveram com paixão, não delicadeza e romantismo. Era fogo!


As mãos de Draco Malfoy a enlaçaram pela cintura e costas, aconchegando o mais humanamente possível, e ambos se sentiam protegidos do mundo lá fora.


Eram apenas eles ali, no momento deles. Draco a direcionou a uma das paredes, e a apertou entre seu corpo. Afastou a boca alguns centímetros e a encarou nos olhos, numa promessa muda de paixão. Ele sorriu de lado, como se dissesse que seria tudo muito diferente do que ela conhecia. Hermione devolveu o sorriso, tinha planos para ele, e o puxou pela nuca, num beijo duro!


Seus corpos rodopiaram pelo quarto na ânsia de se despirem, a cama foi encontrada por acaso. Caíram deitados, entre beijos e sorrisos. Sem palavras.


Draco sentiu o suor escorrer por suas têmporas, seu corpo grudado ao dela, queria estar dentro dela com loucura, e pelos gemidos roucos que ela emitia, estava igualmente apressada. Ele acabou com aquele desespero, se arremetendo dentro dela num impacto profundo, o gemido gutural tomando conta do quarto.


Hermione se agarrou a ele, entrelaçando as pernas em seus quadris, e sussurrou o nome dele em seu ouvido.


_Caramba menina! – ele gemeu se remexendo devagar


Ela sorriu.


_Menina?


_Não vamos discutir isso agora vamos?


_De repente, você vai me deixar falar? – ela disse desafiadora e remexeu os quadris o fazendo gemer.


_Sem chances! – ele disse e mordeu o ombro dela, intensificando seus movimentos.


O fato era: estavam juntos! E gostavam daquilo. Hermione o sentiu gozar enquanto seu corpo ainda tremia com o próprio orgasmo. Ele permaneceu sobre ela, seu rosto escondido na curva de seu pescoço. Quando fez menção de sair, ela o segurou, querendo que ele continuasse onde estava.


_Não peso sobre você? – el  perguntou ainda com a respiração alterada, acariciando o ombro dela.


_Deliciosamente!


_Foi apenas para se vingar dele? – Draco perguntou de repente.


_Não! Como pode pensar isso? – ela o olhou admirada – Foi porque eu quis.


Ele sorriu, e rolou na cama, a fazendo deitar sobre ele.


_Eu também a quis, desde que a vi, de vestido vermelho e pés no chão.


           _Ah! Isso me faz lembrar que... – ela começou.


_Te devo uma sandália!


_Engraçado, que os homens geralmente costumam conquistar mulheres as presenteando com sandálias, não tirando as delas. – ela foi sarcástica.


_Mesmo? Sei outras maneiras de conquistar uma mulher...


_Sabe? Que tal me mostrar!


_Não preciso. Já te conquistei!


_Arrogante!


_Mas terei muito prazer em conquistá-la de novo e de novo...


 


******************************


 


Hermione entrou em casa, e gritou:


_Mãe, pai, estou em casa, gostaria que... – ela disse gritando da sala.


_Estamos aqui, querida! – a voz de sua mãe, alertou de que estavam na cozinha – E tem alguém a sua espera.


Hermione olhou para Draco e seguiram em silêncio. Na mesa da cozinha, Ronald estava sentado com uma xícara de café fumegante a sua frente.


Ela abriu a boca surpresa. Sentiu os dedos que antes estavam entrelaçados com os de Draco se soltarem calmamente, e o viu como um flash avançando sobre Ronald, sem dizer nada ele venceu a distância e desferiu um soco no nariz do ruivo,que foi pego com igual surpresa, caiu da cadeira.


_Draco! – Hermione gritou juntamente com sua mãe, seu pai que apenas os olhou estarrecido.


_Que diabos pensa que está fazendo?


_Você mereceu Weasley, ou a sua esposa, como não posso fazer isso com ela, faço com você! – Draco disse com raiva.


_O que está fazendo aqui Draco Malfoy? Eu vim me desculpar com a Hermione! – Ronald disse se levantando com a mão no nariz.


_Vim conhecer os pais da “minha’’ namorada!


_Não está falando sério? Está Hermione? Não pode ser! – Rony reclamou alto.


_Estaria se dando bem, se você não tivesse aqui! O que você quer Ronald? Vai me atacar pelas costas como a maluca da sua esposa também? – Hermione disse e afastou Draco de Ronald, pois ele estava prestes a socá-lo novamente.


_Eu vim, te pedir desculpas, e te dizer que a Luna está sendo medicada, ela não está em seu juízo perfeito! – ele pegou um guardanapo e começou a limpar o sangue de seu nariz.


_Ah! E desde quando ela esteve em seu juízo perfeito? – Draco debochou.


_Não aceito as desculpas Ronald. Já aceitei demais!


_Isso mesmo, agora cai fora, não a quero perto da Hermione, nem você, muito menos a maluca da sua esposa. E acostume-se com a idéia de sempre me ver perto da Hermione, estamos juntos agora! E é oficial! – ele sorriu debochado, segurando as mãos dela, e beijando o rosto de sua namorada.


Ronald os olhou com fúria e saiu em disparada.


_Alguém pode me explicar o que aconteceu? – o pai dela exigiu.


_Pai, mãe esse e Draco Malfoy, ele é meu namorado!


_Olá! – Draco disse pálido.


_Oi, um ótima maneira de se apresentar aos sogros, socando o convidado que estava presente antes de você chegar!


_Creio que não saiba, mas a esposa desse “convidado’’ torturou a filha de vocês na noite passada! – ele disse arrogante.


_O quê? – pai e mãe gritaram em uníssono.


_Calma, estou bem. Draco chegou a tempo de me ajudar! E agora acho que Luna e Ronald ficarão longe de mim! – Hermione disse.


_Porque não disse antes? Eu mesmo teria dado o soco quando ele chegou a minha porta!


_Pai! – Hermione gritou e Draco sorriu.


_Vamos tomar um café. – a mãe dela convidou...


 


********************************************


 


Chegaram ao Coffe Dreams de mãos dadas, sorrindo! Iron mask? Não, estavam sóbrios, mas nenhum dos dois tinham as pernas firmes! Não depois de saírem de um motel luxuoso!


Hermione suspirou, revivendo as cenas...


“... Draco não foi doce, e ela não queria que ele fosse. Não era da natureza dele. Mas também não foi bruto! Não foi estúpido. Ela estava sobre o colchão, seu rosto impensado na seda branca do lençol, seus cachos castanhos enrolados entre os dedos dele. Sentia os impulsos fortes, do corpo másculo sobre suas costas. Ele a penetrava profundamente, o ritmo cadente a enlouquecendo. Gemeu. E tentou se lembrar de alguma vez que se sentira assim, de alguma vez que seu corpo tivera tanto prazer. Não pode se lembrar, principalmente porque ele se curvou sobre ela e mordeu seu ombro...’’


_Te machuquei? – ele perguntou de repente, como se tivesse lido os pensamentos dela.


_Não! – ela sorriu. – E eu te machuquei?


“... Draco adorava dar prazer às mulheres com quem se deitava, mas com Hermione era diferente. O prazer dela revirava em si mesmo, como o seu próprio, e ele se deliciou por vários minutos, com a língua dentro dela, a sondando a admirando, brincando, fazendo-a sentir prazer. Ele tinha vontade de rir de satisfação a cada vez que a carne tenra de seu sexo estremecia sob sua língua, e sentia seus fios loiros sendo puxados com força à medida que ela choramingava cada vez mais alto. Então chegou ao seu limite, subiu seus lábios pela barriga, seios, e enfim, parou em sua boca, quando a penetrou com vigor. As pernas se encaixaram em seus quadris quando ela o recebeu tão bem, se moveu rapidamente, ela havia gozado ele, ainda não! Foi intenso, firme, o rosto enfiado nos cabelos dela, foi quando sentiu dor em suas costas, unhas!’’


_Definitivamente não!


 


Epílogo


 


Hermione se vestia para viajar, sua viagem de lua de mel, insistira com Draco e com Diony, que não seria necessário, mas eles fizeram questão. Olhou para seu armário de calçados, todos aqueles anos juntos... Havia muitos, muitos pares de sapatos, ele adorava presenteá-la com sapatos. Sandálias precisamente. De diversas cores, diversos formatos. Simplesmente sandálias.


Sentou-se em sua cama olhando o armário com carinho e não viu sua filha entrar.


_Mamãe, o papai disse que está pronto!


Ela sorriu.


_Conhece seu pai, ele está louco para tomar café no Coffee Dreams!


_Não posso culpá-lo, aquele café é aconchegante, maravilhoso! Não me admira que tenham se apaixonado lá.


_Não foi apenas pelo Coffe Dreams, foi por nós. Pelo que éramos, e pelo caminho que estávamos tomando em nossas vidas. Nos tornaríamos dois alcoólatras fracassados, e nunca chegaríamos a ter uma família digna. – ela disse calma, olhando a moça de cabelos loiros.


_Algumas vezes me perguntei por que você e o papai não se casaram jovens. Sempre viveram juntos, porque não oficializar isso! Vocês se amam.


_Está oficializado!


_Sim, quantos anos depois? Trinta? Quarenta?


_Sarcástica como uma Malfoy!


_E inteligente como uma Granger!


_Diony, eu sei a verdade, e mesmo que seu pai não admita, éramos opostos demais para darmos certo. Nos odiamos um dia, e de alguma forma ambos tememos que esse ódio pudesse voltar a tona. Vimos vidas e casamentos se desintegrarem diante de nossos olhos.


_E porque agora?


_Acho que só agora entendemos que não vai mudar! Nosso amor, nosso ódio interno! Somos um do outro e é isso que importa!


A moça sorriu, beijou a cabeça de sua mãe e saiu, na porta disse:


_Divirtam-se, eu ficarei bem. E creio que saiba alguns feitiços para levantar o astral de vocês dois – ela fez um sorriso sugestivo – Draco Malfoy já esta velho!


Hermione sorriu abertamente, a filha a respeitava muito, mas gostava de provocá-la. Ficou vermelha. Depois de tanto tempo.


_Por que não cuida da sua vida senhorita Malfoy?


...


Hermione continuou com um suspiro, estava pronta, se lembrou de que Draco gostava de usar um sobretudo que fora de seu avó. A peça era velha, mas elegante, e ele ficava muito bem com ela. Abriu o armário dele, e sorriu ao encontrar os vários modelos de sapatos arrumados no alto. Todos clássicos e de marca cara, como ele gostava, e do lado esquerdo um único par de sandálias prateadas.


As suas sandálias.


_Porque a demora? Diony, disse que você já estava descendo! – ele a abraçou por trás a sobressaltando.


_Você nunca me devolveu minhas sandálias.


_Te presenteei com centenas de sandálias!


_Mas não essa!


_Essa é minha, a peguei no Coffee Dreams.


_ Não entendo porque apenas a queria.


O silêncio reinou por uns tempos, e ala suspirou profundamente.


_Eu te conheço, há muitos anos para saber, que esta com uma dúvida. Está se perguntando por que nos casamos depois de tantos anos juntos. Em primeiro lugar, sempre tive medo, de que não quisesse me ter unido a você dessa maneira. Sempre fui medroso.


_Draco, tivemos uma vida juntos, tivemos uma filha! Se eu soubesse que seria medo...


_Eu ainda trago a marca dos comensais em meu braço, não queria te oferecer uma vida ligada a isso. – ele disse triste.


_Eu não me afastei de você. Vivemos bem.


_Mas isso não importa mais, crescemos, somos um do outro. – ele sorriu e a beijou – Agora vamos sabe-tudo, estou maluco para tomar um café mágico do Coffee Dreams!


_E que tal tomarmos algo mais forte, em alguma boate! Já que o Iron Mask foi fechado pela quantidade de atividades ilícitas!


Draco gargalhou!


_Não temos mais idade pra isso! – ele debochou.


_Acho que me casei com um velho! – ela provocou!


_Velho? Sua metida! Você que já tem dores nas costas! Não eu!


_Não tenho dores nas costas...


_Tem sim. – ele disse a beijando – Vem Cá. O Coffe Dreams pode esperar!


 


*****************************


 


 Nota/ Autora: Oi! Bom, começando, foi um desafio escrever essa fic, ficou clichê, não era bem o que eu queria. Queria algo alegre, gostoso de ler, sem coisas mirabolantes(pq se soltar essa minha imaginação voa, ate onde não precisa), não queria exagerar, não queria ser dramática(fato), nem melosa. Então tentei, quebrei a cabeça, e optei por uma fic simples, mas escrevi com muito amor, para Artemis Granger! ´Sim, eu te tirei! Acho que no fundo a maioria sabia, inclusive voce, sou extremamente difícil guardar segredos(quando se trata desses amigos secretos)! Adoro participar desses eventos, e esse foi turbulento pra mim, mas nem por isso menos satisfatório! E eu amei o desafio de escrever para você, amodoro-te amiga minha, hoje e sempre!


Agradecimentos: A Kiki e a Dani que me ajudaram nas betagens e ajustes! 

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Comentários: 14

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Enviado por Renata Di-Lua Lovegood em 02/05/2012

Leitura gostosa e envolvente. Gostei desse Draco... um pouco mais humanizado que o normal sem perder o charme de sempre. O final foi a cerejinha do bolo: perfeito.

Nota: 5

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Enviado por Her Granger Malfoy em 30/04/2012

Sem pensar! Foi pra mim. Amanhã, chega logooooo!

Nota: 5

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Enviado por The Daily Doll em 30/04/2012

Ownnn, bem fofo e romântico. Adorei!

A melhor parte foi: "_Bom, adoro quando meu nome e a palavra cama estejam vinculados a mesma frase. Faltou a palavra sexo, mas posso dar um jeito nisso! – ele disse arrastado." Claaaro q ele pode rsrs.

Acho que essa é da Maris er/ rsrs e q é pra Vê.

Nota: 5

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Enviado por Larii Malfoy em 29/04/2012

Uiiii! Que coisa queeente,não?!

Essa fic ta com cara de ser ou da Artemis,ou da Ju,ou da Josy,ou da Renatinha ou da Her ou até mesmo da Vênnice! Tenho ctz que é de uma de vocês ;) hahaha

Nota: 5

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Enviado por Rê Malfoy em 29/04/2012


_Bom, adoro quando meu nome e a palavra cama estejam vinculados a mesma frase. Faltou a palavra sexo, mas posso dar um jeito nisso! – ele disse arrastado.

Essa parte..... UI!

 

 

Nota: 5

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Enviado por Vênnice em 29/04/2012

Bom, adoro quando meu nome e a palavra cama estejam vinculados a mesma frase. Faltou a palavra sexo, mas posso dar um jeito nisso! – ele disse arrastado.

Amei isso...adoro essa provocações...

Sem palpites...

Parabéns autora...louca para ler os próximos acontecimentos...

Nota: 5

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Enviado por Nana-moraes malfoy em 29/04/2012

Achei, Josy, achei!!!!!!!!!!!

Nota: 5

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Enviado por Nikki W. Malfoy em 29/04/2012

foi interessante... a proxima parte dessa vai ser mt boa!

Nota: 5

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Enviado por JOSY CHOCOLATE em 29/04/2012

Humm... Xo pensar! Ta parecendo escrita da Artemis! Ja como ela disse que ´´e minha ou dela! rrsrsrss

Nota: 5

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Enviado por Her Granger Malfoy em 29/04/2012

Eu seeeeeei de quem é!!!! E sei pra quem é! auhahuhauhaua
Genteeee, está na caraaa. Algumas palavras a entregam. ahuahuahauhauha

Maris, essa é pra vc! Ahuahuahuaha :P 

Nota: 5

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Enviado por Maris em 29/04/2012

Adorei...
Simples assim!!!
Poderia ser da Josy ou da Her! Acho mais que é da Her!
p.s. PQP mil vezes! Eu amo esse tipo de Draco Malfoy. 

Nota: 5

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Enviado por JOSY CHOCOLATE em 28/04/2012

HAUAHAUA ARTEMIS ADOREI A SUA CONCLUSAO! KKKKKKKKKKKKK
 

Nota: 5

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Enviado por Ju Fernandes em 28/04/2012

Estou sentindo cheiro de sexo chegando. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Nota: 5

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Enviado por Artemis Granger em 28/04/2012

kkkkkkkkkkkk bnom.... ou a fic é minha ou da josy kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

draco e hermione curtindo baladinhas juntos.... hummmmmmmm sei bem que isso realmente acaba numa bela cama

Nota: 1

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