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9. Capitulo 9


Fic: Flertando com o Perigo


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Capitulo 9

Tensa, Hermione esperava que Malfoy acabasse de ver a fita. Se tentassem prendê-la, estava pronta para fugir.

Rony também se mantinha em silêncio, apenas assistindo, mas sua expressão mostrava que entendia toda a situação e que não aprovava a ligação de seu chefe e amigo com a mulher que considerava perigosa. Quando o vídeo terminou, Malfoy recostou-se no espaldar, comentando:

-Muito bem. O sujeito teve quatro minutos para plantar a evidência, ou seja, pôr a pedra na mochila. E poderia ter colocado as granadas em seguida, a menos que fossem mais de um.

-Não creio – Hermione opinou. – Parece-me que queriam primeiro me culpar, depois me matar.

O detetive assentiu, mas nada disse. E, quando saíram da sala de segurança, Harry fez questão de afirmar que queria vê-lo interrogar Neville. Mais uma vez, Hermione aproximou-se e, tomando-o pelo braço, o fez ficar mais para trás, para poder dizer-lhe:

-Vi os policiais pegando cacos de um pote do lado de fora do meu quarto. O que era?

-Morangos com açúcar.

-Hum... que delícia! E para onde vamos agora?

-Parece-me que Malfoy interrogará Neville na delegacia.

-Não quero ir para lá!

-Mas irá, querida. Pode ser que Neville e DeVore estivessem ligados de algum modo. E quero você sempre perto de mim, para saber que está segura.

-Harry, por favor, não quero ir...

Ele pensou por segundos.

-Muito bem, pedirei que o interroguem aqui, então.

Com um sorriso agradecido, Hermione ficou na ponta dos pés e beijou-o.

Mais uma vez, a intensa onda de paixão cresceu entra ambos, mas sabiam que aquele não era nem o momento, nem o lugar...

Seguiram até a cozinha, onde Malfoy dava ordens em seu transmissor e Rony falava ao celular. Pararam, porém, quando Harry ergueu de leve a mão.

-Senhores, quero que isso seja feito aqui, em meu escritório.

-Nesse caso, não poderei avisar Longbotton sobre seus direitos – o detetive explicou. – Não haverá um advogado presente, e nada que ele disser poderá ser usado em corte.

-Mas Rony é...

-Não serve. Ele trabalha para o senhor. E mais uma coisa: por favor, não interfira. Esta é minha investigação, e o senhor já fez coisas que não devia.

-Como quiser, detetive. Rony, onde está a lista de empregados que lhe pedi?

O advogado tirou uma folha da valise. E falou, olhando, com desagrado, para Hermione:

-Há seis funcionários aí, sem incluir você e ela. Estavam todos aqui na noite da explosão e esta manha. Como pode achar que nosso Longbotton tenha matado um segurança, o sujeito encontrado no mar e tentado matar sua amiga? – indagou, em voz baixa, apenas para Harry.

-Estou apostando apenas no terceiro item. Os outros, por se tratar de Longbotton, não me parecem prováveis. Pelo menos, não por enquanto. O esquadrão anti-bomba acha que os primeiros trabalhos foram realizados por duas pessoas diferentes.

-E por que motive?

-É o que pretendemos descobrir, Rony.

Sentaram-se todos, à espera de Neville.

-Ele deve estar apenas preocupado com seu emprego, Harry.

-O que não lhe dá direito de tentar mandar Hermione pelos ares, Rony.

A resposta dura de Harry calou Rony por momentos. Não houve tempo para mais nenhuma conversa, pois Malfoy chegava com Longbotton. Era evidente que estava muito tenso, pois estalava os dedos sem parar.

-Estão todos bem, suponho – disse ele, mal conseguindo articular as palavras. – A polícia mandou que eu evacuasse minha sala.

-Sim, estamos todos bem. – Harry, muito calmo, não perdia nem um movimento de seu funcionário. Fez-lhe um sinal para que se acomodasse e até sorriu.

-Sr. Longbotton – começou o detetive –, eu gostaria de fazer-lhe algumas perguntas apenas por questão de esclarecimento quanto à investigação.

-Claro. Estou a seu inteiro dispor, detetive.

-Quanto à pedra... O senhor disse que o valor estimado seria de um milhão e meio de dólares.

-Correto.

-Em que se baseou para esse cálculo?

Harry não estava gostando do rumo das perguntas. Não se tratava da pedra, mas do quase assassinato de Hermione! Ela, porém, muito tranqüila, desenhava numa folha em branco que pegara do bloco de Rony.

-O valor é sempre baseado em comparações.

-Imaginei que só existisse três dessas pedras no mundo. Alguma delas foi vendida há pouco para que o senhor pudesse fazer a avaliação?

-Não, mas o preço pago por Harry em janeiro foi de mais de um milhão, e artefatos gregos e romanos têm adquirido um bom preço nos últimos meses. Sei de todos os leilões de arte. É minha profissão.

-E quanto às demais peças destruídas? Baseia-se da mesma forma no valor?

-Sim. As armaduras são mais fáceis de avaliar porque há várias disponíveis. Outros objetos, porém, são mais caros. Rony poderá dar-lhe detalhes sobre valores, se quiser, porque as informações passam pelo escritório dele.

Harry notava que Hermione continuava desenhando. Curioso, inclinou-se para ela, sussurrando:

-O que está fazendo?

-Vendo o futuro.

Neville olhou para o que ela desenhava, e Harry o viu empalidecer um pouco. O desenho se parecia com uma forca?

-Qual o procedimento com os itens danificados, mas ainda em condições de serem consertados? – Malfoy prosseguia, também fazendo anotações em seu bloco de bolso.

Hermione começou a desenhar um enforcado, cujo aspecto era muito semelhante ao de Neville.

-Quem cuida disso é a companhia de seguros e um perito em arte. – o gerente de aquisições ficava a cada minuto mais tenso. – Se há condições de reparo, ele é feito; caso contrário, a companhia paga pelo valor que o objeto deixa de ter devido aos estragos.

-Assim, o proprietário nada perde em casos de roubo ou destruição da peça?

-Exato. Aliás, se um objeto está perdendo valor no mercado, um proprietário só teia a ganhar destruindo-o.

-O que quer dizer com isso? – Harry interferiu.

-Só estou respondendo às perguntas, Harry. Devo dizer a verdade. – Longbotton inclinou-se para a frente. – E é por isso que devo dizer-lhe que sua amiguinha é uma ladra de objetos de arte!

Hermione parou de desenhar e encarou Neville.

-Como?

-Isso mesmo! Seu pai morreu na prisão porque era um renomado ladrão também! Não me surpreenderia que ela estivesse com a pedra e tivesse tentando me matar primeiro co a bomba para que não descobrisem sua identidade. Não devemos confiar nela!

-E as granadas? – Harry se mantinha frio. – Foi Hermione também?

-Claro! Para se passar por inocente! – Neville voltou-se para Malfoy: - Já verificou as coisas pessoais dela, detetive?

-Poderiam ter acreditado no que diz, Longbotton, se não tivesse contratado um idiota para fazer a imitação para você! – Hermione se levantou depressa e lançou o desenho no rosto do gerente. – Não me admira que tenha tentado me matar antes que eu desse uma boa olhada na pedra, mas teria de matar meio mundo se quisesse que aquela aberração continuasse sendo segredo!

-Você não sabe de nada! – Longbotton bateu a mão na mesa de reuniões. – Sei que tentou me matar! A polícia vai descobrir a verdade!

-Já descobriram! É pena você não ter a pedra verdadeira, pois com o dinheiro da venda poderia pagar um bom advogado para livrá-lo da cadeia!

-Cretina! – Neville tentou atingi-la, mas Rony e Malfoy o detiveram, fazendo-o sentar-se de novo.

Harry fazia o mesmo com Hermione.

-Quero meu advogado! – Neville gritou, começando a ficar histérico.

-É melhor chamá-lo logo, então. – erguendo a voz, Malfoy anunciou: - Neville Longbotton, você está preso por tentativa de assassinato e roubo e qualquer outra coisa de que eu me lembre no caminho até a delegacia!

-Não! Não fiz nada! Foi ela!

-O que está dizendo? – Harry avançou contra seu funcionário e segurou-o pelo colarinho.

-Quero um advogado... – murmurou, sabendo que deveria permanecer calado.

Um policial chamado por Malfoy trouxe as algemas.

-Precisarei da pedra falsa, sr. Potter.

-Vou buscá-la.

-Irei com o senhor. Só por garantia.

Com um último olhar para Rony e Hermione, Harry saiu com o detetive. Não queria encontrar um dos dois ensangüentados quando voltasse... Os ânimos já estavam alterados demais.

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-Ela é bonita, senhor, mas, se quer um conselho, cuidado com a carteira. Esse tipo de gente é perigosa. E sabem enganar. Cheguei até a acreditar que a moça fosse inocente. Mas, se eu descobrir algo, ela irá parar atrás das grades, pode estar certo.

-Não vai descobrir nada.

No quarto que ainda estava sendo cuidado pelo pessoal do esquadrão anti-bomba, Harry apanhou a mochila e retirou a pedra falsa, embrulhada em seu tecido de proteção. Entregou-a ao detetive.

-Encontrou isso nas coisas dela, esta manhã...?

-Sim.

-E por que não me disse?

-Porque ficamos surpresos com a descoberta.

-Certo. Pedirei a um perito que a examine para termos certeza de que não é verdadeira. Meu palpite é que Longbotton viu a foto nos jornais e achou que devia proteger a si próprio e seu emprego. Colocou a pedra na mochila para que parassem de procurar pela verdadeira, depois pôs as granadas para que não percebessem que a pedra na mochila era falsa.

-Pode ser.

-É, mas não será muito fácil provar. E ainda tenho de saber por que ele tinha uma pedra falsa, onde conseguiu as granadas e onde está a original.

Harry também queria tais respostas. Uma sensação estranha mantinha-o preso à idéia de que aquilo tudo ainda não acabara.

De novo no escritório, encontrou Rony sozinho.

-Onde está Hermione?

-Disse que ia comer alguma coisa.

-Quer um lanche também?

-Não.

-Rony, o que pensa disso tudo?

-Você não vai querer saber.

-Tente.

-Ok. Primeiro, você está dormindo com uma ladra. Segundo, se a pedra que encontrou fosse original, estaria preso agora por fraudar a seguradora. Terceiro, deixou Neville ser preso sem pestanejar. Quarto: não acho que alguém possa cometer tantos assassinatos por uma pedra. Quinto e último: por que se mata tanta gente?

-Neville tinha algo a ver com toda a história.

-Mesmo? O suficiente para ir para a cadeia? Você o conhece há dez anos, mas prefere acreditar em uma pessoa que conheceu um dia desses e entrou em sua propriedade de maneira irregular por duas vezes!

Harry respirou fundo.

-Se ele for inocente, sua firma vai defendê-lo e eu pagarei as despesas. Mas, francamente, quem acha que está mentindo?

Rony balançou a cabeça. Como sempre fazia quando estava no escritório, serviu-se de uma garrafa de água que tirou da geladeira.

-Cá entre nós, acho que Granger não estaria aqui se fosse culpada – admitiu, mesmo a contragosto. – Nem se esforçaria em colocar a culpa em outra pessoa.

-Difícil dizer, não? – mesmo brincando, Harry imaginava o que o advogado não diria se soubesse que Hermione suspeitava dele também.

-Nem sabe o quanto. Bem, vou providenciar a defesa para Neville. Afinal, sempre é bom manter você bem com a mídia, e este caso terá repercussão, não há dúvida. Só... mais uma pergunta: você e Granger. É sério?

-Não sei.

Rony concordou muito de leve. Então, sugeriu:

-Por que não vão jantar lá em casa hoje?

-Está brincando?!

-Não. Comentei com Kate, e ela disse para convidá-los. Dezenove horas está bem?

-Perfeito!

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Hermione admirava Hans na cozinha.

-Você é um mestre. Um artista.

O cozinheiro a encarou.

-É apenas um sanduíche, senhorita.

-Eu sei, mas está perfeito! Você transmite uma paz tão grande...

Ele sorriu.

-A senhorita também poderia ser considerada uma artista. A maioria das convidadas do sr. Potter nem sabe onde fica a cozinha, muito menos reparam na maneira como faço os sanduíches ou preparo a bandeja com o chá.

-Tolas, todas elas, porque a verdadeira riqueza de tudo está nos detalhes.

Com a bandeja na mão e a boca salivando devido à fome, Hermione seguiu para a biblioteca, onde pretendia comer com tranqüilidade. No trajeto, foi reparando nos objetos de arte. Tudo de muito bom gosto, numa combinação adorável. Imaginava como deveriam ser as outras casas de Harry, que sabia, nunca veria. Numa das paredes, havia um mosaico romano valiosíssimo, depois uma prateleira com moedas romanas e, em seguida, espadas e capacetes, também romanos.

Muitos dos objetos que Harry colecionava eram de soldados, cavaleiros, centuriões, samurais, conquistadores. Talvez ele mesmo fosse um guerreiro no mundo dos negócios.

A biblioteca. Uma das paredes era toda de janelas; as outras continham livros do chão ao teto. Havia estátuas gregas e romanas, duas escrivaninhas antigas, castiçais e peças decorativas, tudo de muito valor.

Deixou a bandeja e aproximou-se de uma das estantes; muitos dos livros ali eram originais. Logo se adaptou à seqüência e à ordem dos volumes, e encontrou um exemplar sobre antiguidades gregas. Achou registros e fotos das três pedras troianas. Eram preciosas demais, apesar de serem assunto de discussão para muitos especialistas, visto que a localização da cidade jamais fora definida com certeza absoluta.

Com a pedra de Harry agora desaparecida, as outras duas se tornaram ainda mais valiosas.

-Não sei o que disse a meu cozinheiro, mas agora ele está preparando uma sobremesa que diz ser em sua homenagem.

Ela sorriu para Harry, que acabara de entrar.

-Apenas o cumprimentei por seu sanduíche. E ouvi dizer que Hans ganhou um prêmio pelo café que faz. Mesmo assim, preferi minha coca-cola, que ele não reclamou em providenciar.

-Hans é muito discreto. Você está cativando todos por aqui, me parece.

-Rony não, decerto.

Ele arqueou as sobrancelhas, mas nada disse. Notou o livro que Hermione lia e perguntou:

-O que procura?

-O paradeiro das outras duas pedras.

Ele a encarou.

-Não para roubá-las – Hermione acrescentou, adivinhando-lhe os pensamentos. – Quero saber se alguém tentou roubar alguma delas.

-Posso ligar para meu escritório em Londres e descobrir quem são os donos.

Hermione mordeu seu sanduíche, com prazer.

-Que tipo de negócios você tem, Harry?

-Então não sabe?

-Não tive tempo para ler tudo a seu respeito na Internet. Mas sei que compra e vende coisas.

-Na verdade, não é apenas isso, mas é boa parte. Compro propriedades, melhoro ou reformo o que é necessário e vendo.

-Entendo. E o que pretende fazer comprando a WNBT?

-Talvez melhorar a programação. Andei ouvindo algumas reclamações...

Hermione riu, e ele completou:

-Na verdade, pretendo colocar gente nova trabalhando ali, ter um bom lucro, e, quem sabe, vender depois.

-Gente nova. Tem tantos funcionários... E eu? O que sou para você?

-Ora, temos uma espécie de sociedade, não? Que foi você quem propôs.

-Mas estamos dormindo juntos...

-O que é ótimo! Você me fascina, sabia? Mas posso tirá-la da cabeça.

Hermione deixou o sanduíche de lado e deu-lhe um beijo ardente. Por isso Harry ficou frustrado e um tanto irritado quando seu celular tocou. Atendeu:

-Potter.

Hermione continuou beijando-lhe o pescoço, mas, sentindo-o de repente tenso, parou e olho-o. Por um longo momento, ele nada disse, apenas ouvindo; depois a encarou.

-Ela deveria ouvir isso direto de você – sugeriu, ao telefone, passando-o para Hermione, avisando: - É Justino.

Com o coração aos pulos, ela atendeu:

-Stoney?

-Oi, querida. Tentei falar com O’Hannon está manhã, e oi um policial quem atendeu. Não me deu detalhes, e tive de desligar antes que me localizassem, mas... Sean O’Hannon está morto.

Hermione entreabriu os lábios, pasma. Não gostava do irlandês, mas ele estava envolvido, de alguma forma, com a pedra troiana, por isso ficou aturdida.

-Sabe como foi?

-O tira falou que foi uma explosão. Mione, acho que vou desaparecer por alguns dias. E creio que você deveria fazer o mesmo.

Harry a abraçou, não com paixão, mas para dar-lhe apoio.

-Cuide-se, Stoney. Avise-me, neste mesmo número para me tranqüilizar, de que chegou bem onde quer que vá.

-Certo. Até mais.

Hermione desligou e permaneceu em silêncio, abraçada a Harry, por um bom tempo.

-Temos de contar a Malfoy, Harry. Mas apenas que eu conhecia O’Hannon e que ele se interessou pelas pedras troianas; e que agora morreu. Não mencionaremos Stoney.

-Sente-se bem? – perguntou ele preocupado.

-Sim. Mas meu grupo de garotos maus está ficando cada vez menor...

-Não se aflija. São ossos do ofício. Continue procurando o paradeiro das pedras enquanto falo com Malfoy. – Harry verificou as horas. – Devem ser oito da noite em Londres. Acho que vou ligar para Sarah também.

-Sarah?

-Minha secretária. É muito leal e sensata quanto a minhas necessidades.

-Sei...

Haveria uma ponta de ciúme naquela única palavra? Nem Hermione, nem Harry sabiam ao certo.

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Assim que terminou de falar com o detetive ao telefone, Harry lembrou-se de que não avisara Hermione sobre o jantar na casa de Rony. Mas previa que seria mais um problema a resolver.

Malfoy interessou-se pela morte do irlandês, mas estava ocupado com a prisão de Longbotton. Como o incidente ocorrera em Londres, o gerente de aquisições, na certa, não teria nada a ver com ela.

Sentado diante da janela que dava para o jardim, Harry lembrava-se de que, ao voltar de Stuttgart, sua intenção era comprar a emissora de tevê, relaxar por um ou dois dias na companhia de Rony e de sua família, mandar Neville entregar a pedra ao Museu Britânico e, depois de resolver mais alguns negócios não tão importantes, retornar a Devon e lá descansar mais um pouco.

No entanto, quase morrera, a pedra fora roubada, perdera as reuniões para a compra da WNBT, e conhecera Hermione Granger.

Houve também os outros agravantes da situação: Hermione quase perdera a vida também, outros ladrões apareceram mortos, um homem no qual confiara por dez anos fora preso e tivera uma noite fantástica nos braços de uma mulher excepcional, que mexia com todos os seus sentidos.

Porém, voltando aos fatos, havia seis pessoas envolvidas no caso da pedra roubada: Hermione, Stoney, DeVore, Longbotton, O’Hannon e fosse quem fosse que matar este último.

-Por quê? – murmurou consigo mesmo. – Por que a pedra é especial? Por que em minha casa? Por que agora?

Bateram na porta. Harry deu permissão de entrada, mas recordou-se de que a trancara para ligar para Malfoy sem ser incomodado. Ia levantar-se, mas a porta se abriu e Hermione apareceu, colocando no bolso algo que parecia ser um clipe de papel.

-A pedra número um está com um tal de Gustav Harving em Hamburgo – disse ela, sem rodeios. – A número dois, com a família Arutani, em Istambul, mas, ao que parece, há várias famílias com esse nome por lá.

-Bom começo! Falarei para Sarah. Vamos investigar com conexões legais. Farei algumas outras ligações também, e quero que fique bem quietinha, sem se expor a perigo algum, ok?

-Estarei em meu quarto, milorde.

Ela ia saindo quando Harry lembrou-se mais uma vez e, mesmo com certo receio, informou, como se fosse a coisa mais natural do mundo:

-Ah! Jantaremos com os Weasley esta noite.

Hermione girou nos calcanhares, com uma expressão engraçada, que era uma mistura de horror e incredulidade.

-É uma brincadeira, certo?

-Não. Temos de estar lá às dezenove.

-De jeito nenhum. Não conte comigo!

-É só um jantar... Kate é tão gentil!

-Vou lhe fazer uma proposta melhor: ficamos aqui, jantamos à luz de velas, comemos a deliciosa sobremesa que está sendo preparada em minha homenagem e iremos para a cama. Juntos. O que acha?

-Tirando o jantar, podemos fazer tudo isso quando voltarmos... – ele sorria. – Além do mais, sei que gosta de novas experiências, cheias de adrenalina. Garanto que vai adorar!

Hermione o encarou por segundos. Pronto. Sentia-se tentada a experimentar, de fato.


Obs: Capitulo 9 postado.Espero que gostem!!!!!Capitulo 10 só na terça que vem!!!!Próxima atualização até sexta em "Da magia..."!!!Bjux e boa semana!!!!

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