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8. Tentações e Resultados


Fic: Kiss me or Kill me - R&S


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Os dias foram passando com os dois entretidos em jogos. No dia anterior, Rose e Scorpius haviam sido chamados pela diretora McGonagall e informados de que haviam sido disponibilizados quartos para os monitores chefes. Esses quartos seriam opcionais, mas Rose estava gostando da idéia de um quarto só para si, uma vida mais adulta. Já Scorpius havia decidido continuar na Sonserina, mas às vezes também ia dormir por lá. A única parte “ruim” disso era que os quartos deles eram exatamente um de frente para o outro, em um corredor no terceiro andar. Eles não reclamaram, e nem reclamariam, mas sabiam que tal proximidade seria tentadora demais.


A sexta feira finalmente chegou, e era o dia tão evitado por eles: a detenção. Eles fizeram a ronda habitual, e às 10 da noite se encontraram em frente à sala dos troféus. Entraram em silêncio na sala e por cima de uma mesinha encontraram algumas flanelas e produtos de limpeza desconhecidos por ele, junto à um bilhete de  “façam bom proveito”. Rose soltou um riso nervoso e virou-se para observar a expressão de Scorpius. Ele sorria divertido, por algum motivo que ela ainda não havia entendido, mas deixou passar. Pegou uma flanela e uma embalagem de algo rotulado “brilhável” e se dirigiu a uma estante cheia de troféus de quadribol. Passou o dedo sobre a superfície de um dos troféus e ele ficou cheio de uma grossa camada de pó. Eles resolveram começar a limpar, e até que não era tão difícil assim. Dividiram metade da sala para cada um e foram limpando. Rose estava absorta em seus pensamentos enquanto limpava uma taça da época de seus pais – a qual tinha o nome Weasley gravado entre os jogadores, por ter seu pai e sua tia Gina no time – que nem percebeu quando um loiro se postou atrás de si. Ela só descobriu a brincadeira quando sentiu algo gelado escorrendo por seu cabelo e pingando-lhe no nariz. Ela virou-se lentamente e olhou para cima, encontrando um Scorpius sorrindo divertido com um produto de limpeza apontado para ela. O tal “brilhável” estava em suas mãos e escorria pelo rosto de Rose.


- Ah, mas você não fez isso.


- Hora da diversão minha querida.


Rose pegou uma garrafinha com esguicho, apontou para Scorpius e começou a borrifar água nele.


- Oh meu Merlin, eu tenho taaanto medo de água, sabia? – Soou com uma voz falsete.


- Quer mais do que isso? – Ela correu até a bancada e pegou algo parecido com uma cera, encheu a mão e correu até ele, esfregando pelo seu cabelo antes que pudesse reagir. – Olha só, seu cabelo está bagunçado igual ao do Alvo. E não é que você fica bonito com o cabelo encerado?


- Eu sou bonito de qualquer jeito – ele disse sorrindo galanteador e a enlaçou pela cintura.


- Não foi isso que eu quis dizer... – sua voz falhou devido à proximidade dos corpos.


- Não negue o obvio: você é doida por mim.


- Estamos falando de mim ou de você?


- De nós. – ele estava cada vez mais próximo, já podiam sentir inclusive a respiração um do outro. Ela foi andando para trás, a fim de evitar que algo acontecesse, mas ele foi seguindo-a de perto. Ela bateu em uma parede e pensou “agora é o fim da linha” e ele colou ainda mais seu corpo ao dela, que fechou os olhos. Ele roçou lentamente os lábios nos dela, e estava pronto para beijá-la de verdade quando a porta da sala de troféus se abriu com um rangido. Rose o empurrou para longe dela no mesmo instante. Ele tropeçou e caiu, então os dois olharam para a porta aberta, Rose muito corada. Havia um garoto loirinho com uma expressão confusa parado na porta.


- É, bem, aqui definitivamente não é o banheiro. – Ele era um garoto provavelmente do primeiro ano da Lufa-Lufa.


Rose teve vontade de rir, mas tratou de correr até a porta e orientar o garoto antes que Scorpius – que possuía uma aparente cara de raiva e poderia estuporar o garoto – tentasse “ajudá-lo”.


- Não é o banheiro meu anjo, até porque nesse andar não existem banheiros. O mais próximo, ao que me recordo, e no andar de baixo, perto da escultura de uma criança com um cachorro, sabe onde é? Já é caminho inclusive para a sua Sala Comunal.


- Obrigada tia. – Ele disse e saiu correndo, deixando Rose meio indignada pelo “tia”. – Ah, e me desculpe por interromper você e o seu namorado. – Ele se virou no corredor pra falar. – E tia, seu rosto ta sujo – ele apontou para sua testa – bem aqui.


- Ele não é meu namorado! – ela gritou de voltar – Ah, obrigada, vou limpar. – Sorriu e entrou de volta na sala.


- É por isso que eu odeio os Lufanos: sempre estão se metendo onde não devem.


- Não tinha nada para se meter, e era só um garotinho procurando o banheiro, não precisa ficar nervozinho, mocinha. – Ela falou mole, deixando-o irritado.


- Vamos terminar logo isso daqui, não tem mais nem clima pra brincar.


Eles terminaram de limpar as coisas em silêncio, e depois de pouco tempo, terminaram. Andaram juntos pelo corredor, e quando foram se despedir, Scorpius foi dar um beijo na bochecha de Rose, e acabou errando intencionalmente e se despedindo com um selinho, o qual provocou arrepios na ruiva e fez com que o loiro tivesse bons sonhos.




 No decorrer da semana, Rose e Scorpius continuaram juntos, e acompanhados dos jogos. Agora que já sabia o quanto a queria, ela o tratava de modo provocante e sempre o deixava desconcertado. Os dias passaram e eles estavam cada vez mais próximos, mas Rose ainda sentia medo dessa aproximação toda. Foi assim, que decidiu pedir ajuda à Anne.


- Por favor, Senhor Excelentíssimo Alvo Severo Potter, poderia me emprestar a minha melhor amiga por algum tempo? – Ela brincou formalmente, enquanto via Anne se contorcer em risos embaixo de Alvo que lhe fazia cócegas num sofá do Salão Comunal. Ele saiu de cima dela, e quando levantou, Anne estava vermelha e descabelada, mas sorria sinceramente. Rose só avisou-a para arrumar-se e viu-a se aproximar de Alvo para despedir-se com um selinho, mas desistiu no meio do caminho e terminou por dar um tapa na cabeça do garoto. Elas riram e então subiram ao dormitório.


- O que foi de tão importante, Rosita? – Anne perguntava enquanto recostava-se nas almofadas da cama de Rose.


- Ai, Annita... – Elas riram da brincadeira íntima – Preciso de ajuda.


- Com o que? Ah, espera, deixe-me adivinhar. Alto, forte, loiro e lindo. Acertei? – Rose jogou-lhe uma almofada na cara.


- É claro que acertou, mané. Estou perdida.


- Conte-me o que te aflige, serei sua... Espera, como é que chamam aquela médica trouxa? Ah, lembrei, “psicóloga”.


- Eu acho que estou me envolvendo demais com ele.


- Percebe-se.


- Ah, viu? Você também só atrapalha.


- Ai Roseee, desculpa, continua.


- Bem, você se lembra bem do meu ultimo relacionamento, não? Acabei por me destruir por nada. E se algo der errado de novo? Eu não quero me apaixonar por um Malfoy, papai ficaria louco e vovô me deserdaria, minha família me odiaria e eu me sentiria um lixo.


- Coisa, para de pensar no que os outros acharão disso, o que importa é você. Quem tem que gostar é você, e não eles.


- Eu não gosto dele ainda, isso posso te jurar. Ou pelo menos, não estou apaixonada. É que, não sei bem, com Scorpius as coisas são diferentes. Não sinto aquela paixão, nem aquelas borboletas no estômago. Resumem-se a arrepios, calafrios e calor quando ele está por perto.


- Então o negócio entre vocês é físico?


- Acho que sim. Não me imagino casando ou namorando com ele, mas por outro lado, não seria nada mal me divertir um pouco.


- Quem é você e o que fez com Rosita Weasley?


- É Rose e não Rosita, qual é?


- Não acredito que vai ficar com o Scorps! – Anne pulava no colchão. – Que lindo.


- Ainda não sei Anne! Estou confusa, mas eu quero muito ele. – Ela mordeu o lábio inferior – E você vai me ajudar a não me afundar de novo.


- Como?


- Será diferente. – Rose levantou-se e andava pelo quarto como quem dá ordens a algum empregado. – Não irei me apaixonar, não irei me tornar vulnerável, serei somente a minha parte forte.


- Espera Rose, eu ainda não entendi bem como vai se envolver sem se envolver, quê? Ai.


- Farei ele se apaixonar por mim. – Anne começou a tossir igual a uma louca. – O que foi?


- VOCÊ VAI ILUDIR O SCORPS? COMO ASSIM, MEU MERLIN, NÃO PODE SER, É O APOCALIPSE, VAMOS TODOS MORRER E... – Rose se jogou por cima dela.


- Shhh, pare de gritar! Vou iludir ele, o farei ficar aos meus pés, mas não me prenderei a ele de maneira alguma. Só quero me divertir com ele. Não me importo com o resto.


- E como pretende resolver tudo isso?


- Cedendo aos jogos e investidas.


- Você enlouqueceu.


- E vou enlouquecê-lo agora.


E foi o que realmente fez: Rose Weasley atentou Scorpius Malfoy sem dó. Eles se viam várias vezes ao dia, se encontravam em rondas, riam e estudavam juntos nos intervalos das aulas. Para não se atrasarem na monitoria, Rose ia todos os dias até as masmorras buscá-lo – e ficar de olho em Lily -, então já era plenamente comum encontrar a ruiva jogada em algum dos sofás de couro esperando pelo tal Malfoy. Ela já havia até dormido por ali, em uma noite de longas partidas de Snap Explosivo ao qual ela estava assistindo. Era praticamente uma sonserina, todos já estavam acostumados a assistir cenas como Scorpius perseguindo a garota pelo Salão Comunal da Sonserina enquanto ela corria com alguma coisa dele na mão, e a cena sempre se finalizava com ela em seu colo, deixando as fiéis súditas dele mortas de raiva. Ela também freqüentava o quarto de monitor-chefe dele, e ele o dela, estavam sempre próximos. Além disso, as brigas haviam diminuído relativamente, o que era bom para todos ao redor. Eles não haviam trocado mais selinhos ou algo do tipo, mas pareciam bem tentados a fazê-lo. Anne e Alvo também estavam sempre participando das bagunças nas masmorras, era como se houvessem mudado de casa.


Até o momento, o relacionamento de Anne e Alvo ia bem, obrigada. Eles não namoravam assumidamente, mas viviam andando por aí de mãos dadas e sempre sumiam nos intervalos de aulas, sabe-se Merlin fazendo o que. Já Lily e Jesse, eram dois que não pareciam se entender. Ela o pirraçava, ele retrucava e acaba irritando-a, e por fim acabavam os dois rindo ou se batendo. Todos em Hogwarts os imaginava juntos, mas eles ao menos tinham se beijado até o momento. Lilían Potter era uma garota desconfiada e experiente, não se deixaria levar assim tão fácil por um sonserino, mesmo que ele fosse o Jesse.


Já Rose, ah, essa sim estava com grandes conflitos internos. Além de iludir Scorpius, ela estava se afeiçoando. Lutava contra si todos os dias quando se pegava pensando em algum sorriso ou comentário divertido dele. Já ele, não estava muito diferente. Gostava da companhia de Rose, mesmo sabendo que não poderia se envolver completamente com ela. Não, era mais do que isso, ele gostava dela de uma maneira absurdamente tentadora, mas não poderia arriscar. E eles viviam assim, como cão e gato, um provocando o outro.


As coisas cresceram gradativamente em uma sexta feira no meio de Outubro. Rose e Scorpius haviam sido substituídos nas funções de ronda, então poderiam desfrutar. O “pessoal” de Rose resolveu ir até as masmorras pra fazer a bagunça habitual. Jesse havia arranjado algumas garrafas de Whisky de Fogo e de uma bebida trouxa intitulada de Vodka. Eles eram todos menores de idade, mas isso parecia não atrapalhá-los em nada para beber. Rose não gostava de beber por medo de perder o controle de si, mas estavam todos se divertindo tanto que ela também resolveu beber um pouco. Eles estavam todos sentados à um canto das masmorras – Jesse, Lílian, Alvo, Anne, Scorpius, Rose e mais alguns sonserinos – quando Rose pediu a Jesse que a servisse. Eles não tinham um copo e nenhum deles pensou em transfigurar um, então ele passou a garrafa da bebida trouxa para Rose e ela virou direto, sem pensar nas conseqüências. A primeira coisa que sentiu foi a bebida gelada e amarga em sua boca. Ela engoliu e se arrependeu no mesmo instante. A tal Vodka desceu queimando por sua garganta e pareceu se alojar em algum local próximo ao seu pulmão, ardendo e fazendo-a expressar uma careta. Após sentir seus órgãos se dissolverem, ela sentiu um calor exagerado, e gostou daquilo. Tomou mais um gole na garrafa e desta vez apreciou a sensação de adrenalina. Até que beber não lhe parecia assim tão mau agora.


E assim eles continuaram, bebendo, falando bobagens e rindo sem motivos aparentes. Estavam somente alegres, não suficientemente bêbados, mas foi o bastante para todos aceitarem quando Alvo propôs um jogo de desafios, sem verdades. Começaram com coisas bobas, como dar um mergulho no lago da Lula Gigante ou ir até a cozinha, trazer um monte de comida e fazer um piquenique na sala dos professores. Eles somente riam e realizavam suas designadas tarefas. Um dos sonserinos não conhecidos pelo grupo de amigos – mas que também quis entrar na brincadeira – desafiou Jesse a beijar uma Cornival que estava voltando da biblioteca. Lily fez cara de aparente desagrado, mas não questionou e nem aparentou mais nada quando o viu beijar a garota. Anne foi desafiada a arrepiar Alvo – e esse foi o desafio mais rápido de todos, já que ela somente sussurrou algo que os outros não souberam o que era no ouvido dele -, Rose teve que ser mordida por um dos garotos não muito conhecidos, Lily foi desafiada a beijar a primeira pessoa que lhe desse vontade – e ela foi até um corredor e beijou repentinamente um grifinório do sétimo ano  que estava com alguns amigos, ele pareceu bem feliz com a surpresa, Jesse foi segurado por alguns colegas e Lílian lhe sorriu ao terminar seu desafio -, e os desafios já estavam rolando há horas. Nesse ponto, todos estavam bêbados, falando mole e tropeçando por aí.


Alvo estava deitado em um sofá, com uma garrafa vazia na mão. Anne estava ajoelhada ao seu lado, piscando de sono. Rose estava encostada na parede, entre dois sonserinos mais novos do que ela, rindo de olhos fechados. Scorpius estava rindo e enrolando seus dedos no cabelo de Lily. Jesse ainda girava a garrafa com uma mão, e com a outra segurava a cintura de Lily, depois de terem esquecido os acontecimentos.


- Vamos lá, próximo desafio vai para... Anne. – ela abriu os olhos rapidamente, acordando de algum devaneio. – Aceita seu desafio?


- Mas é claro. – Ela disse em meio a um bocejo.


- Bem, já que você estava por aí reclamando de sono e de frio, sei de algo que vai te acordar e te esquentar. – Ela arqueou uma sobrancelha. – Beije o Alvo. – Rose e Lily gritaram.


- Argh, ficou louco Jesse? – ela olhou para Alvo de lado, ele sorria. – De que jeito?


- Ah, sei lá, vamos planejar a cena: já que ele ta deitado ali, deita em cima dele e beija.


- Da próxima vez eu te farei um desafio tão – ela falava enquanto se levantava com dificuldade e andava até o sofá de Alvo -, mas tão maligno, que você vai chorar.


- Espero pra ver.


- Não duvide de mim.


- Para de cena e aproveite seu desafio.


Ela se deitou gentilmente por cima dele, puxou seu corpo mais para cima até suas cabeças estarem no mesmo nível, e depositou um selinho nos lábios dele.


- É suficiente? – perguntou virando a cabeça para Jesse.


- Ah, selinho? Selinho não é beijo.


- É claro que é.


- Não é mesmo, selinho eu dou até na minha mãe, dou até na Lily quer ver? – ele virou seu rosto em direção ao de Lílian de lhe deu um selinho, deixando-a surpresa – viu?


- Olha o respeito com a minha irmã aí – Alvo disse com a voz risonha.


- Enfim, sem mais, já fiz até demonstração de que selinho não é beijo, então agora faz certo.


- Aproveita que ta aí e faz uma demonstração do que é um beijo de verdade. – Ele corou um pouco – Você o autoriza, Lily?


- Para de fantasiar e beija logo a porcaria do Alvo.


Anne bufou, virou-se novamente para Alvo e o beijou. Na verdade, eles ficaram alguns minutos se beijando, enquanto Alvo fazia desenhos com os dedos pelas costas dela.


- Pra quem não queria, ta até que aproveitando demais, né? – Anne mostrou o dedo do meio para Scorpius.


Todos ficaram rindo e coisas do tipo, Anne já tinha parado de beijar Alvo, mas ainda estava deitada sobre ele, e foi ela que propôs o próximo – e o mais comentado – desafio da noite.


- Já que se pronunciou, Scorpius, o próximo desafio é todo seu.


- Opa, pode falar. – Ele ria, deitado no chão.


- Vai ter que beija-ar. – ela cantarolou para ele.


- Quem?


- Adivinhe.


- Não tenho bola de cristal, Anne Potter.


- Pois deveria ter, Scorpius Weasley.


- Você sabe que é a mulher que muda o sobrenome depois do casamento, não sabe?


- A-HA, então assume que vai ter um casamento?


- Não quis dizer isso, ah, você entendeu, eu estou bêbado.


- Todos estamos – Lílian disse, sua voz abafada por estar abraçando Jesse.


- Enfim, vá até onde Rose está e faça uma cena.


- Cena?


- Romântica. – Eles falavam sobre ela, e Rose ao menos os ouvia, absorta em pensamentos embriagados. – Como no teatro. Pode ser um beijo técnico então, assim não se envolverão.


Scorpius levantou-se cambaleante, rumou até onde Rose estava e estendeu a mão formalmente para ela, como em um pedido para dança.


- Ta fazendo o quê aqui? – ela perguntou com as sobrancelhas comprimidas. – É pegadinha?


- Outro tipo de pegada amiga.


- Fica quieta Anne. – Lílian jogou uma almofada nela. – Não atrapalha.


- Me dá a honra? – Scorpius perguntou a Rose, forçando sua voz para ficar mais firme.


Rose finalmente aceitou a mão dele, e ele a puxou para cima o mais rápido que pôde. Ela tomou um susto, mas ele comprimiu seu corpo contra o da mesma, pôs a mão na cintura dela, e com a mão livre pegou a mão dela. Ela riu e todos os outros a acompanharam, e então ele a puxou para uma valsa, que saiu totalmente desengonçada, por estarem bêbados. Quando finalmente pararam de valsar, a mão que a segurava pela cintura levantou-a levemente do chão, deixando assim que ele a guiasse. Então, ele simplesmente colou seus lábios no dela, suavemente. Ela tremeu em seus braços, no aparente susto, e ele sorriu contra seus lábios. Já que estava perdida, iria aproveitar. Ela abriu levemente a boca e deixou-o aprofundar o beijo, ignorando completamente a proposta de um beijo técnico. Todos os restantes no Salão Comunal começaram a gritar e bater palmas, mas eles nem se importaram. Continuaram o beijo, terminaram aquele, sentaram e se beijaram novamente e novamente enquanto os outros davam continuidade à brincadeira.


Já era muito tarde quando Jesse decidiu ir dormir – depois de uma pequena discussão com Alvo, que não queria deixá-lo levar Lily para o dormitório com ele -, e todos os outros também notaram o cansaço. Era mais do que tarde, era cedo na verdade. A claridade já começava a entrar timidamente pelos vitrais das masmorras, evidenciando o nascer do dia. Os grifinórios se levantaram e estavam se dirigindo lentamente até o Salão da Grifinória. Scorpius havia decidido levar Rose até lá para “chegar em segurança” e eles vieram conversando sobre algo aleatório no caminho. Quando finalmente chegaram em frente ao retrato da Mulher Gorda, o loiro deu-lhe um ultimo beijo e se despediu dos restantes, voltando logo em seguida para as masmorras.


Alvo tentou levar Anne com ele para o dormitório masculino, mas Lily – ainda indignada por não ter podido ficar com Jesse, que era somente seu “amigo” – não deixou-os e arrastou Anne com elas para o quarto.


Rose foi quieta e pensativa durante todo o caminho, e disse estar cansada quando Anne e Lílian tentaram puxar o assunto do beijo. Deitou-se em sua cama e repousou a cabeça pelo travesseiro, fingindo estar dormindo. Sua embriaguez já havia passado gradativamente, e agora ela sentia indícios de dor de cabeça. Ressaca, pensou ela. Mas não era somente isso. Uma pontada de dor a fez morder os lábios e segurar algumas lágrimas. Ela estava se iludindo com ele, não era possível. Respirou fundo e sentiu algumas lágrimas escaparem, mas limpou-as rápidamente. O que sua família iria pensar? Seu pai odiava os Malfoy. E a família dele nunca o aceitaria com uma Weasley. Estava perdida, mas não se arrependia de seus atos. Parou de pensar em preocupações e ficou passando as cenas de beijos em sua mente, até pegar no sono. Do outro lado do castelo, as mesmas imagens passavam pela mente de Scorpius, e ele também tinha preocupações, as quais ele não queria trazer a tona no momento. Preocupações a parte, eles não podiam negar: muita coisa havia mudado com aqueles jogos.

~
N/A: Oi gente, me desculpem mesmo pela demora, eu estava tão perdida com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que acabei sem tempo de vir postar, mas agora postarei mais capitulos, o próximo talvez nessa semana que vai entrar agora. Ah, e eu consegui entrar no Pottermore!!! Não, mais do que isso, eu fui pra minha casa de coração. Adivinhem? GO GO GRYFFINDOR! Estou tão feliz que poderia valsar, que nem a Rose e o Scorpius. Ah, e aí, o que acharam do capítulo? Não saiu bem como o esperado, mas vai tudo piorar ou melhorar nos próximos, haha. Obrigada a quem acompanha a fic, e desculpe mais uma vez pela demora, vocês são tudo. Beijos, e comentem se puderem, sempre fico muito feliz. Smack. Xoxo. 

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Comentários: 6

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Enviado por Clara_Malfoy em 28/04/2014

A parte "RUIM" de ter um quarto em frente ao do scorpius KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
 

Nota: 1

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Enviado por Lana Silva em 08/09/2011

Muiiiiiiiiiiiito booom tô anciosa pra ler o proximo capitulo maravilhoso *------------------------------*

Nota: 5

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Enviado por Vitoria Weasley Malfoy em 03/09/2011

Também consegui entrar no pottermore, só que ainda não recebi o meu e-mail :(!!!!

Amei o cáp glub-me passa a garrafa kkk

que fofo é o Scorp.

Nota: 5

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Enviado por Vitória Macmillan. em 03/09/2011

também estou no pottermore, e na grifinória ~dança~

há o cap. está ótimo (:

posta logo u__u

Nota: 5

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Enviado por patrícia m prongs em 02/09/2011

oi Marie,parabéns por conseguir entrar na Grifinória e no Pottermore,eu ainda não consegui;(

Bom,ai meu merlin,amei o cap,principalmente a parte dos desafios.Scorpius e Rosa,perfeitos<3

Beeeijos e posta logo:D

Nota: 5

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Enviado por Victoire Weasley Lupin em 02/09/2011

mt mt mt (infinitamente ) bom , eu estou aqui LOUCA pelo proximo capitulo . bjjs . parabéns

Nota: 5

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