FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

8. A vidas e as mentiras de H. Gr


Fic: Não olhe para trás com raiva SUPER ATUALIZADA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

McGonagall pisava firme no corredor e ao chegar à gárgula de pedra, as três crianças puderam ouvi-la murmurar a senha e logo se virar para encará-los.

“Subam. Me aguardem no gabinete da diretoria.” – e se voltou para o corredor de onde tinha vindo. – “e Potter, avise ao Dumbledore que ele não vai conseguir tirar vocês dessa encrenca, não dessa vez. E acredite, eu sei que ele vai tentar.” – a diretora voltou a caminhar até sumir da vista dos garotos.

“O que ela quis dizer com avise ao Dumbledore? Ele não morreu bem antes da gente nascer? Será que ela ta ficando caduca é?” – Scorpius perguntou intrigado.

“É ÓBVIO que você nunca esteve no gabinete da diretoria né Malfoy? Hehe. Quem diria, um Malfoy santo...” – Al falou com certa acidez na voz.

“Qual é hein Al? Por que ta falando comigo desse jeito?” – o sonserino disse ao amigo enquanto subia os degraus de pedra que levavam até a sala de Minerva.

“De que jeito? Se você é sensível demais pra ouvir o que eu tenho pra falar, só lamento.” – o Potter abria agora a porta do gabinete.

“Olha aqui Potter, não sei o que você quis dizer com sensível, mas acho melhor não continuar...” – Scorpius e Albus agora estavam parados frente a frente, na porta.

“Dá pra vocês dois pararem? A gente já tem problemas demais, não vai ficar nada melhor se as mocinhas decidirem se pegar na porrada no gabinete da diretora. Agora saiam do caminho, anda.” – Rose bufou abrindo passagem entre os dois meninos.


Scorpius então lançou seu olhar para a sala em que acabara de entrar e viu tudo com olhos maravilhados. Livros, instrumentos mágicos, penas encantadas escrevendo em pergaminhos, contudo, o que mais impressionou o Malfoy foram os quadros dos ex diretores. Scorpius olhava cada um deles atentamente e enquanto uns o cumprimentavam, outros eram um tanto esnobes e simplesmente lhes davam as costas. Al, de cara fechada, sentara-se em uma das cadeiras de couro enquanto Rose achava engraçado e até bonitinho, as primeiras impressões que o sonserino tinha da sala. O menino chegara aos quadros de Albus Dumbledore e Severus Snape, os dois últimos diretores. Analisava cada centímetro do quadro do mais velho quando ouviu alguém falar.

“Ah! Olhem só quem resolveu nos visitar Severus!” – o quadro de Dumbledore abrira os olhos e chamava a atenção do colega do lado.

“Hmmm...impressionante. É o pai escrito. Tirando o olhar arrogante que eu não vejo neste, é de verdade um Malfoy.” – o homem de nariz grande e cabelo oleoso olhou o garoto com certo ar blasé.

Scorpius se assustou um pouco, porém achou interessante poder finalmente “conhecer” os tão famosos Albus Dumbledore e Severus Snape.

“E aí gente? Tudo beleza com vocês?” – Al levantara-se da cadeira e fora até onde o amigo sonserino estava.

“Albus! Andou sumido meu amigo!” - o Dumbledore do quadro falou.

“Albus! Francamente...! Porque só o chamam assim se o nome do garoto é Albus SEVERUS?” – o Snape retratado reclamou.

“Ah deixa de ser chato Snape, você sabe que a gente te ama!” – Al zombou do ex diretor.

“Ah-hãm!” – Rose pigarreou.

“Oh! Srta. Weasley, não tínhamos a visto aí! Mas, a srta. por aqui? A essa hora da manhã? A presença do sr. Potter é aceitável, e até mesmo a do sr. Malfoy, mas a sua?” - o quadro do velho perguntou.


“Esquece-se que ela é filha do ruivo Weasley e da sabe tudo Granger, velho? A atração pelo perigo e pela confusão está no sangue....era só questão de tempo....tsc tsc...sempre tão previsível...” – o narigudo de cabelo oleoso falou com o mesmo ar arrogante de sempre, contudo, fez algo que quase nunca fizera em vida, deu uma risada, que foi acompanhada pelos três alunos.

“Ah que bom! Vejo que os meus queridos colegas já lhes deram as boas vindas. Já preparou a defesa dos garotos Albus? Tenho certeza que você já tem suas cartas na manga pra tentar tira-los dessa confusão, contudo sinto lhe informar que não adiantará. Já mandei chamar os pais dos encrenqueiros e acho que eles concordarão comigo quanto à punição dos três.” – Minerva McGonagall acabara de entrar na sala, sem ser notada por ninguém.

“Ah Minnie, mas são só crianças, tenho certeza que não podem ter feito nada de grave assim...” – Dumbledore falou.

“Crianças? Um Potter, um Malfoy e uma Weasley-Granger? Albus, como você é ingênuo....” – o Snape do quadro supirou e continuou – “ O que eles fizeram Minerva? Colocaram fogo em alguma sala? Por favor não me diga que foi na de Poções? Crianças insolentes, sabem quanto tempo eu levei para montar aquele acervo de poções, sabem?” – o quadro do narigudo se exaltou.


“Severus, acalme-se! Não, eles não colocaram fogo em uma sala de aula. Mas agrediram outro aluno durante o café da manhã, e isso eu não vou tolerar nessa escola, não enquanto for diretora.” – a bruxa estava impassível – “Agora sentem-se os três e esperem seus pais chegarem, eles devem estar a caminho.”

“Professora, não sei se posso perguntar, mas quem exatamente está vindo?” – Rose perguntou.

“Gostaria que viessem todos os pais de vocês, mas a sra. Malfoy não estava disponível...”

“Que novidade...” – Scorpius falou baixinho.

“...a sra. Potter infelizmente não poderá vir, pois está em Dublin com o time das Holly Harpies fazendo uma matéria para sua seção de esportes e o sr. Weasley também viajou a trabalho. Portanto teremos a ilustre presença do Sr. Malfoy, da Srta. Granger e do Sr. Potter, somente.” – McGonagall respondeu sem prestar muita atenção na reação dos garotos.

“Bom, pelo menos é meu pai quem ta vindo...se fosse a ruiva eu tava ferrado...” – Al disse, conseguindo arrancar um sorriso de Rose e Scorpius.



Depois da conversa com King naquela manhã, Hermione entrou em sua sala e, ao chegar à mesa viu um envelope com o símbolo de Hogwarts e algo que a assustou imensamente: estava escrito em letras vermelhas logo ao lado do brasão da escola “HERMIONE GRANGER – URGENTE”. Seu pensamento foi imediatamente em Rose e ela correu para abrir a correspondência. Dentro encontrou escrito:

Srta. Granger,
antes de mais nada, não se preocupe, Rose está bem e sei que seu tempo é precioso, contudo devo pedir que por favor compareça ao gabinete da diretoria de Hogwarts. Houve um incidente esta manhã durante o desjejum e a sua presença, assim como a dos pais dos outros alunos envolvidos sserá de grande auxílio.
Obrigada e aguardo sua chegada.
Atenciosamente,

Minerva McGonagall
Diretora da Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts.


“Incidente? Rose envolvida? Outros alunos? Ai meu Merlim, o que quê essa menina fez?” – Hermione esatva parada em frente à sua mesa com o pergaminho nas mãos quando a porta de sua sala se abriu.

“Você recebeu uma também?” – Draco estava na porta segurando um pergaminho idêntico ao que ela tinha. – “Mas o que esses dois aprontaram? Hermione...”

“Eles estão bem Draco, Minerva é bem realista, se algo de mais grave tivesse acontecido eu tenho certeza que ela nos diria.” – a mulher tentou acalmar o loiro.

“Tudo bem. Tudo bem. Mas eu preciso ver o Scorp pra ter certeza que ta tudo bem de verdade, então, vamos indo?” – Draco ainda se mantinha nervoso.


“Vamos, mas antes eu preciso ver uma coisa...vem...” – e quando ia saindo pela porta seguida por Draco, acabou encontrado a “tal coisa” que precisava ver. –

“Harry! Estava indo agora mesmo falar com você!” – e como se já soubesse, ela olhou para as mãos do amigo e lá estava o mesmo pergaminho com o brasão de Hogwarts. – “Ah, eu sabia. Al? Esses dois juntos às vezes me lembram os gêmeos...” – e tanto ela quanto Harry sorriram ao lembrar de Fred e George e as confusões que os ruivos aprontavam na escola.

“Eles estão bem Mione, tenho certeza, mas algo me diz que dessa vez foi pior do que uma brincadeira de criança. Mas, o quê o Malfoy faz aqui afinal?”

“Vai começar de novo Potter?” – Draco o encarou.

“Ele também foi chamado Harry, e vamos logo que preciso saber o quê ta acontecendo!”

Hermione saiu à frente dos dois homens que a seguiram imediatamente. Não havia tempo para discussões bobas, eles precisavam ir até Hogwarts ver o que estava acontecendo.

“Vamos, no caminho passamos plea secretária do King e deixamos um aviso.” – Harry falava enquanto andava apressado.

Aparataram até Hogsmeade e de lá subiram os três apressados até o castelo. Foram recebidos por Filch que os encaminhou até o corredor do gabinete de McGonagall e lhes passou a senha.


Após leves batidas na porta ouviu-se a voz da diretora.

“Entrem, por favor.”

“Com licença professora.” – Hermione falou escaneando a sala com o olhar, que pegou Rose, Albus e Scorpius sentados, todos com caras de anjo, no sofá de veludo vinho no lado esquerdo do gabinete.

“Claro, claro. Por favor, fiquem à vontade.” – a diretora se levantou e ofereceu os três assentos localizados à frente de sua mesa.

Depois que Harry, Hermione e Draco se acomodaram, Minerva começou a falar.

“Bom, como já adiantei na carta, houve um pequeno incidente hoje de manhã no salão principal. Um aluno da Sonserina foi agredido fisicamente e se enconta na ala hospitalar do castelo. Ele ficará bem, porém não posso tolerar nenhum tipo de violência nesta escola.”

“Professora McGonagall, eu sei que Albus tem um temperamento difícil, é um tanto explosivo, mas é um bom menino, tenho certeza que não teve a intenção de machucar ninguém e....” – Harry começou a dizer, contudo foi interrompido pela professora.

“Sr. Potter, deixe-me terminar sim. Obrigada. Primeiramente, não foi Albus quem cometeu a agressão.”

“Não?” – Hermione e Harry se entreolharam surpresos, e Draco nesse momento se preocupou um pouco mais.

“Não, não foi o Albus. Foi Scorpius. E srta. Granger, antes da agressão do filho do sr. Malfoy, Rose já havia, bem, como posso colocar, Rose já havia “deixado algumas marcas físicas” em Corey Flint.”

“Scorpius fez o quê?” – Draco se levantou da cadeira em que estava e olhava do filho para a diretora.

“E que tipo de MARCAS Rose deixou no garoto? Como assim Minerva?” – Hermione também se alterara, enquanto Harry ficava surpreso do filho não ter sido o responsável pela confusão.

“Acalmem-se os dois, por favor. Ainda estou apurando os fatos, mas sei que os três estavam envolvidos, a srta. Weasley e o sr. Malfoy, mais diretamente.”

“Mas então o que EU to fazendo aqui?” – Al perguntou soando um tanto indignado.


“Al, quieto. Agora. Você pode não ter batido no Flint, mas tenho certeza que tem seu dedo nessa história garoto, ah eu tenho.” – Harry repreendeu o filho.

“Harry, ele tem razão.” – Minerva falou balançando a cabeça.

“Eu tenho?” – Albus arregalou os olhos.

“Sim, você não participou da agressão propriamente dita, contudo estava no meio da confusão e acho justo que participe desta pequena reunião Albus.” – a diretora continuou. – “Além do que, você pode me ajudar a entender isto.”

“Bom....eu sei que o Flint, bem, ele xingou a tia Mione e a Rose ficou brava e eu também ficaria, imagina se eu ia deixar aquele imbecil falar mal da minha mãe, eu mesmo quase pulei nele quando começou a falar da tia e..” – Albus desatou a falar.

“Al! Cala a boca!” – Rose e Scorpius falaram ao mesmo tempo.

“Meninos, por favor, vocês poderiam esperar do lado de fora por alguns instantes?” – Minerva disse com um olhar mais acolhedor.

Os três se levantaram e deixaram a sala. A diretora então olhou para os pais dos meninos e continuou a fala.

“Como Albus já adiantou, o sr. Flint fez alguns comentários de mal gosto a respeito da srta. Granger e do relacionamento dela com o sr. Malfoy.”

“Que relacionamento?” – Harry e Hermione, nervosos, perguntaram juntos, o que fez Draco sorrir de canto.

“Por favor, vocês dois, acalmem-se, francamente, não sei quem é pior, se são os pais ou os filhos!” – a diretora interrompeu. – “Não sei se existe relacionamento e honestamente, não pretendo tentar saber, mas o que sei é que por causa daquela foto na revista, um aluno está na enfermaria com o nariz quebrado e um hematoma enorme no rosto.”

“A foto. A maldita foto outra vez.” – Hermione recostou na cadeira. – “Eu disse pra você que aquilo era uma péssima idéia Draco, eu disse...”

“Calma Hermione, precisamos de calma pra resolver essa situação.” – o loiro falou olhando para ela da cadeira em que estava.


“Draco? Hermione? O que aconteceu com Malfoy e Granger? A Skeeter andou falando a verdade então?” – Harry agora parecia estar ficando furioso.

“Escutem. O quê quer que esteja acontecendo não é problema meu, que resolvam fora daqui, mas agora estamos aqui para falar das atitudes da srta. Weasley e do sr. Malfoy!”

Os três se assustaram com a repreensão de Minerva e se calaram, todos olhando para a bruxa diretora de Hogwarts.

“Potter, como Albus não teve participação direta na agressão, acho que uma advertência será o suficiente, algo que talvez o faça passar longe de possíveis confusões...não que isso tenha sido eficiente com você, mas quem sabe seu filho não puxou o bom senso de Gina, não é mesmo?” – Harry deu um sorriso envergonhado, mas nada falou. – “Hermione e Draco, creio que o caso de Rose e Scorpius não seja tão simples assim. O sr. Flint obviamente será punido pelo que fez, contudo, não posso ser menos condescendente com seus filhos. Acho que uma suspensão de alguns dias, dois ou três, servirá de lição.”

“Suspensão? Professora, me perdoe, mas acredito que não seja para tanto...” – Draco tentou argumentar com Minerva.

“Está decidido Draco, dois dias para cada um.”

“Minerva, desculpe-me, mas posso fazer um pedido?” – Hermione falou tranquilamente.

“À vontade.”

“Dê-lhes advertências e retire pontos das casas de cada um, além do que pretendia retirar. Não sei se sabe, mas sou a advogada de Drac....Malfoy no processo de guarda de Scorpius e temos uma audiência marcada para daqui dois dias. A suspensão de Scorpius pode surtir um efeito negativo nas chances de meu cliente neste primeiro encontro, afinal, o garoto só veio para Hogwarts por exigência do pai. Astória pode usar isto alegando que ele não sabe fazer escolhas pelo filho e consequentemente colocando-o em situações complicadas. Por favor, reveja a punição, temos trabalhado muito para que o fim dessa contenda seja o melhor para Scorpius.”


Draco e Harry entreolharam-se surpresos com a capacidade de argumentação de Hermione e viram estampada no rosto de Minerva McGonagall a mesma expressão.

“Bem, não acho que seja justo vista tamanha violência empregada no sr. Flint, contudo entendo que isso possa prejudicar o sr. Malfoy no processo....” – a professora ficou pensativa por alguns instantes e continuou. – “Acho que posso dar um jeito de puni-los de acordo com a ofensa cometida. Detenções, alguns dias ajudando Hagrid e menos pontos no campeonato das casas que podem fazê-los pensar melhor antes de agredir um aluno novamente.”

“Obrigada professora, isso foi realmente muito prestativo da sua parte.” – a castanha respondeu à diretora.

“Só quero o melhor para essas crianças srta. Granger, sempre quis. Bom, como sei que são pessoas muito ocupadas não tomarei mais o tempo de vocês. Agradeço a presença de cada um e espero que compreendam minha preocupação.”

“Sabemos que sempre faz o melhor professora. Peço desculpas em nome de meu filho.” – Draco falou sinceramente.

Os três pais então se levantaram e foram aconpanhados por Minerva até a porta do gabinete. Depois que os homens haviam passado pela porta a bruxa mais velha fez um sinal para que Hermione esperasse.

“Sim?”

“Não tenho nada a ver com a sua vida pessoal Hermione, mas acho que não é só o que sai nas revistas que podem atrapalhar as chances do sr. Malfoy no processo.”

“Não sei se estou entendendo...”

“Hermione, acho que você e Draco tem muito em comum, mais do que imagina. Ambos sabem que é preciso escolher um caminho e acho que neste momento, nenhum dos dois quer enxergar isso, e as conseqüências destes atos podem ser desastrosas. Por favor, tenha cuidado, não digo o mesmo para o sr. Malfoy porque ele é homem e sei que homens nunca dão ouvidos ao bom senso quando em situações complicadas.”

“Não se preocupe Minerva. Tenho tudo sob controle, mas ficarei atenta. Obrigada pela preocupação.”


McGonagall fez um aceno de cabeça e logo em seguida despediu-se dos três, procedendo à convocação dos três jovens que esperavam na ante-sala do gabinete.

“Os três, por favor, de volta ao escritório. Já dicutimos as punições e agora irão ouvi-las, e devo avisar que não estou aberta a negociações.”

As crianças se despediram dos pais e passaram cabisbaixas pela porta.



A volta pra Hogsmeade foi feita em silêncio, com direito a olhares furtivos de Draco para Hermione e vice versa, e de Harry para os dois. O clima não melhorou nada quando chegaram ao Ministério e Harry não resistiu em tentar se intrometer na vida da amiga, mais uma vez.

“Mione, será que a gente podia conversar um pouco, na sua sala, só nós dois?”

Hermione tentou soar natural, e respondeu ao amigo sem muita cerimônia.

“Olha Harry eu realmente tenho muito a fazer e o que mais preciso é de concentração visto o que aconteceu em Hogwarts. Tenho que preparar a defesa para rebater o ataque que certamente Astoria fará na audiência, já que obviamente ela usará esse pequeno, mas que pode ser desastroso, incidente.”

“Eu sei Hermione, mas acho que precisamos conversar.” – Potter insistiu.

“Precisamos mesmo Harry? Jura?” – ela agora começava a se irritar com a teimosia do amigo e enquanto isso Draco que observava tudo calado, resolveu se pronunciar.

“Granger eu vou deixar os dois conversarem, se precisar falar comigo, sabe onde me encontrar.”

“Não. Eu e Harry já conversamos bastante, a não ser que ele queira ser indelicado e entrar em assuntos que mesmo não existindo, só dizem respeito a mim.” – a mulher lançou um olhar duro ao Potter.


“Nunca fui indelicado e nunca serei Hermione, sabe que só faço o que faço para o seu próprio bem.”

“E quando foi que eu te nomeei meu “salvador pessoal e intransferível” mesmo? Desculpe, eu não acho que te pedi isso, na verdade, se tem alguém aqui teve o traseiro salvo pelos amigos inúmeras vezes, esse alguém não fui eu.” - Harry a encarou com os olhos arregalados. – “Harry desculpa, não foi isso que eu quis dizer, por favor...veja o meu lado...você, Ronald, agora isso que aconteceu com a Rosie, sério, eu não posso lidar com tudo isso agora, tenho minhas obrigações, não me faça perder a calma e ser cruel com você de novo...”

Harry nada disse mais e simplesmente se virou e andou pelo corredor até sumir de vista. Hermione deu um suspiro cansado e repousou a cabeça na porta de seu escritório.

“Essa doeu. Não sabia que você era tão boa assim com palavras...principalmente quando é pra ser má com alguém.” – Draco se recostou na parede ao lado da porta dela.

“Cala a boca Draco. E se eu sou assim, foi a convivência com você e suas sempre tão doces palavras que me ensinaram.”

“Ei! Qual é, não precisa ofender...eu não disse que você fez errado, pode ter pegado pesado, mas errado não. Estava mais do que na hora de alguém dar uma sacudida no “desconfiômetro” do Potterzinho. Quem ele ta achando que é pra se meter na sua vida assim?”

“Ah imagina, ele é ninguém, só o meu melhor amigo de duas décadas que sempre esteve do meu lado, só isso. E agora ele me odeia. Será que é contagioso isso que você tem hein?”

“Isso o quê sua doida?”


“Isso de ser odiado por muita gente. Meu melhor amigo me odeia, meu ex marido me odeia, meu filho vai me odiar quando souber o que ta acontecendo entre a gente e a minha filha provavelmente deve estar me odiando nesse momento.” – Hermione falou chorosa.

Draco então abriu a porta do escritório dela e com um rápido, porém leve toque no pulso a puxou para dentro, imediatamente fechando a porta com um feitiço e a abraçando contra seu corpo.

“Eu não te odeio. Você me odeia?” – ele falou começando a beijá-la lentamente nos lábios.

“Odeio. Te odeio...odeio muito. Ta, é mentira, não te odeio, mas que droga Draco!” – Hermione tentou se desvencilhar do aperto dele, em vão.

“Hahahaha! Quê foi?” – Draco olhou-a nos olhos.

“Olha só o que a gente ta fazendo! Aquela matéria da Rita ta rodando por aí, a Rosie e o Scorpius socando colegas na escola, King dando uma dura na gente, e nós aqui! Nos pegando!”

“E você acha isso ruim como mesmo? Meus beijos não estão quentes o bastante para a senhorita?” – ele disse ironicamente.

“Não acho ruim e muito menos, frios os nossos beijos, só acho que devíamos parar de agir como dois adolescentes que NÃO somos e começarmos a agir como dois adultos com responsabilidades.” – ela disse dessa vez conseguindo sair do abraço dele.

Draco passou a mão nos cabelos e a encarou.

“Draco...olha só quanta coisa a gente já passou na vida. Não podemos dizer que tivemos a adolescência mais normal do mundo, quem teria com um louco tentando nos matar a todo tempo, contudo acho que saímos bem disso tudo. Eu vi sua família e sei que por mais cicatrizes que toda aquela loucura tenha deixado, vocês conseguiram se reerguer e continuar a viver com dignidade. Eu me casei, tive meus filhos, tenho uma profissão, enfim, sou uma mulher e não posso mais usar a desculpa de que jovens são inconseqüentes, para justificar meus erros do presente. Nem eu, nem você.”


“Eu entendo. É só que...bem.....não é fácil pra mim falar isso, mas, eu nunca me senti assim antes. É diferente o jeito como te vejo, como te sinto. Não sei explicar, só sei que gosto disso. Pela primeira vez posso me mostrar de verdade, quem sou, o que gosto, sem medo de ser julgado. E é com você. Não se sinta ofendida, mas a última pessoa desse mundo que eu achei que pudesse me fazer sentir livre assim, é você.”

Hermione que estava afastada do homem aproxima-se então lentamente e com a mão direita acaricia o rosto dele.

“Nunca me sentiria ofendida por isso. Pelo contrário, me sinto lisonjeada. Não é fácil pra uma mulher somente com carinho e palavras fazer um homem se sentir tão confortável na própria pele, algumas inclusive passam a vida tentando, sem sucesso. Confesso que você não foi o primeiro que me disse isto, mas posso dizer que fez meu coração bater mais forte, acho que dá pra notar.” – ela então se aproximou mais e agora tinha as duas mãos na nuca do homem, e brincava com os cabelos deste.

“Como vamos sair desta? Scorpius é tudo na minha vida, mas não quero, não posso perder você e tudo isso que ta contecendo comigo...” – Draco falava e Hermione pode ver seus olhos lacrimejando.

“Eu sei, não quero te perder também, não sabemos ainda o quê está acontecendo, mas queria muito descobrir e pra isso quero você do meu lado. Só que a gente precisa abrir mão de alguma coisa. Você sabe que Astória já deve estar tentando encaixar essa matéria da Skeeter no seu plano de ataque. Não podemos dar a ela o gostinho de uma vitória antecipada. Por isso temos que ser discretos, nada de salas trancadas, nem olhares, muito menos brincadeirinhas nas palavras, a partir de agora nossa relação será estritamente profissional. Pelo menos até toda essa tempestade passar. De acordo?” – e selou seu argumento com um beijinho nos lábios de Draco.


“De acordo. Por mais que me doa saber que você está do outro lado do corredor e não posso voar para cá só pra te cobrir de beijos, estou de acordo. Você é a melhor, sabia?”

“O quê você disse?” – Hermione agora encarava o loiro.

“Que você é a melhor. Melhor não, você é quase perfeita, porque se fosse perfeita aí seríamos dois e isso perderia toda a graça!” – Draco zombou dela.

“Ah sua doninha! Pela primeira vez em anos, eu escuto Draco Malfoy admitindo que sou A MELHOR e você me vem com essa?” – ela deu um tapinha na cabeça do homem.

“Ai! Pára com isso! Quem foi que te disse que eu gosto de perfeição? Já disse que gosto do melhor não foi? Pois então, se você fosse perfeita e não A MELHOR, eu não ia te querer tanto...” .

E foi com um beijo caloroso que se deu por encerrada a conversa, ficando acertado que a partir dali, agiriam como dois adultos profissionais, mas com coração de dois adolescentes apaixonados batendo no peito.



A semana passou mais lenta do que o normal para Hermione. Muito trabalho, muita força de vontade para segurar o desejo de cruzar o corredor e entrar correndo na porta da frente da sua, o desgaste emocional com Harry, que até aquela quinta ainda não tinha sido resolvido, e por ultimo, mas não menos importante, três horas antes da primeira audiência do caso do suposto irmão de Neville ela recebeu uma coruja, já conhecida dela, que a fez ter mais força de vontade ainda de ficar quieta em sua sala.


Oi mamãe tudo bem?

Primeiro queria me desculpar pelo transtorno que eu lhe causei no começo da semana. Estou realmente me sentindo péssima em ter me metido em uma detenção logo no meu primeiro ano, fora os preciosos pontos que eu perdi prejudicando assim a Grifinória. Confesso que estou com muita vergonha mamãe, e estou me esforçando ao máximo para recuperá-los durante as aulas.

Sabe, foi mesmo uma pena a gente não ter tido tempo de conversar na segunda. Não quero que pense que estou acreditando naquelas palavras baratas daquela repórter estranha, mas é que, ah, bem, fiquei confusa mamãe. Sei que a senhora está defendendo o senhor Malfoy e com isso defendendo Scorp, o que me deixa muito contente e confiante. Mas ser advogada não significa sair em viagens ou em festas não é? Pensei que isso poderia ser uma estratégia talvez para ajudar o Sr. Malfoy, mas pensando bem melhor depois, não vejo como isso pode ajudar. Na verdade pode é piorar as coisas. Mamãe, pelas coisas que ‘ o Scorp já me contou sobre a mãe dele, ela é capaz de muitas coisas, coisas que não podem ser boas. Eu fico preocupada com que ela pode fazer.

Mas a minha confusão é, o que a senhora estava fazendo na França e em uma festa com o Sr. Malfoy? Não estou pedindo satisfações mamãe, eu só quero entender o que está acontecendo mesmo, a senhora sabe como eu fico quando não consigo encontrar uma explicação razoável para as coisas, e eu já pensei muito e ainda não encontrei uma. O Al diz que eu sou é uma bisbilhoteira e eu não tinha nada que ficar te perguntando isso e o Scorp acha que estou me preocupando a toa, que a senhora e o pai dele são adultos e sabem o que fazem. Mas eu só quero entender mesmo, só isso. Eles que são uns conformados com tudo.

Enfim, esse final de semana vou conhecer a famosa Floresta Proibida com o tio Hagrid Posso confessar? Estou apavorada, mas vou fazer tudo como se tem que fazer.

Saudades sempre, com muito amor,

Rose Weasley.



Hermione leu mais de três vezes a carta da filha. Sentia orgulho por ter uma garota tão esperta. E sentia medo por isso também. Rose não era do tipo de aceitar qualquer resposta, ela sabia bem disso, pois a filha herdara essa sede de saber dela mesma. Se sentiu péssima com tudo aquilo. A sua historia com Draco, fosse o que fosse, já estava confundido a sua filha. Se o “relacionamento” tomasse proporções maiores as coisas só se complicariam mais. Por que a vida tinha que ser sempre tão cheia de obstáculos? Já estava sem paciência.

Decidiu que ia a audiência dos Longbottom e que quando voltasse responderia a filha. Depois de segunda seria a primeira vez que falaria com Draco mais do que bom dia e boa noite. Tomou coragem e foi esperá-lo no Átrio, como pediu para que sua estagiária o comunicasse. Já estava a cinco minutos o aguardando perto das estatuas principais, e isso já estava a deixando bastante nervosa, sempre odiou atrasos. Batia o pé com força no chão e olhava a todo o momento o elevador, na esperança de ver uma cabeleira loira. Mas nada, na verdade viu foi uma cabeleira negra despenteada e um par de olhos verdes inconfundível. Faziam três dias praticamente que não se falavam, mas parecia uma eternidade. Resolveu acabar com essa criancice e o chamou quando ele ia passando por ela, aparentemente sem percebê-la.

“Ei Harry, Harry!” – E acenou pra ele, que olhou e depois de alguns segundos, como se estivesse ponderando se ia até ela ou não se aproximou.

“Oi Hermione, precisando de alguma coisa?”

“Sim, que você me desculpasse pelo que disse na segunda. Eu fui muito rude com você e disse coisas sem fundamento. Eu sei que nada justifica a minha atitude, mas é que eu estava muito nervosa e me sentindo sob pressão. Desde o domingo as pessoas estavam me cobrando sobre aquela maldita reportagem, a minha filha se envolvendo em confusão na escola, o que pra mim foi inédito, e depois...”

“Eu te enchendo mais uma vez não é?”- Harry deu um pequeno sorriso, o que relaxou muito a castanha.


“É Harry, quase isso. A gente já tinha conversado sobre o assunto e achei que você já tinha entendido. Eu realmente estava farta de falar sobre eu e o Malfoy!”

“Eu sei Hermione. Na hora eu realmente fiquei chateado com as coisas que você disse. Foi como ouvir o Malfoy através de você, entende? E essa atitude sua acabou me confundindo mais. Não, espera, deixa eu terminar de falar antes. Me confundiu sim e tudo que me confunde eu converso com a minha esposa. Gina me disse que eu não tenho nada haver com sua vida amorosa, que você é adulta e dona do seu nariz, e sabe com quem se envolve.”

“Mas eu não..”

“Hermione já pedi para esperar eu terminar.”

“Desculpe.”

“Não que eu concorde plenamente com a minha ruiva, apesar de que na hora eu fingi que sim, você sabe como ela fica quando é contrariada. Enfim, não vou me intrometer na sua vida, faça o que achar que tem que fazer. Mas seu eu souber que aquela doninha albina te fez algum mal, eu juro solenemente, não fazer nada de bom!” – Os dois riram.

“Ah Harry! Vem cá!” – Eles se abraçaram. – “Senti sua falta sabia? Mas não se preocupe, nesse caso, se alguém for fazer mal a alguém eu é que farei.”

“Hermione então há um caso mesmo?” – Harry estreitou os olhos por debaixo dos óculos.

“É claro que há Potter!” – Draco apareceu de algum ponto que nenhum dos dois sabia explicar qual.

“Estava demorando você aparecer Malfoy!” – Draco deu seu melhor sorriso sarcástico.


“Só apareço nas horas certas meu caro.”

“Não, só nas erradas. Você está mais de 10 minutos atrasado Malfoy!”

“Ah Granger, falta mais de uma hora para audiência começar, pelo amor de Merlim, temos tempo de sobra!” – Respondeu revirando os olhos.

“Temos que nos preparar melhor, não conversamos mais sobre esse caso. E quero que a Clair e a Lynda participem da nossa reunião.” – Disse apertando a pasta de processos contra o peito, como se quisesse segurar algo dentro de si. Harry assistia os dois conversando em silêncio, queria ver o comportamento deles.

“Que? Pra que as estagiárias Granger, se somos nós que vamos encenar?”

“Deixa de ser burro Malfoy! Elas vão nos auxiliar seu cabeça de vento! Elas precisam estar por dentro de tudo, dos detalhes.”

“Elas não vão abrir a boca na audiência, elas não podem.” – Draco rebateu como se explicasse que dois mais dois são quatro.

“Não me diga! É claro que não! Mas qualquer documento, qualquer lembrança que precisarmos na hora, são elas que vão nos socorrer. Parece que nem é advogado!”

“Vai começar a me ofender Granger? Ou eu tenho que te lembrar que quem salvou esse caso fui eu?”

“Como é que é? Você?”

“Óbvio, quem descobriu a verdadeira historia do avô do banana do Longbottom.”

“Detalhes, Malfoy, detalhes. E veja a língua ao falar do Neville.”

“Eu falo como eu quiser, ele é um banana mesmo. Detalhes! Isso salvou o caso.”

“Não salvou porque o caso não estava perdido.”

“Você é muito pretensiosa.”

“Eu? Você que ta se achando o foda!” – Nesse meio tempo boa parte das pessoas que passavam pelo átrio andavam mais lentamente para não perder o espetáculo de uma briga entre eles, afinal fazia um tempo que eles não discutiam assim, em público.


“Eu não me acho Granger! Eu sei que eu sou, até hoje você não percebeu isso?”

“É você é foda. Foda de agüentar!”

“Por Merlim vocês dois, parem com isso, ta todo mundo olhando!” – Harry por fim se manifestou.

“Ah Potter, como se você não gostasse de público.” – Draco cruzou os braços o sorriu ironicamente.

“Não me importo com que você pensa Malfoy!”

“Olha aqui Testa rachada...”

“Não, vocês dois não vão brigar agora. Anda Malfoy! Eu estou me dirigindo a ante sala da tribuna. As estagiárias já estão lá, se você é profissional você vai descer comigo agora pra lá e de boca fechada, porque eu já vou ter que ouvir a sua voz tempo demais durante a audiência. Tchau Harry, a gente se fala depois.” – E Hermione saiu pisando firme só parando quando em um dos elevadores. Harry sorriu vitorioso para Malfoy que de cara amarrada seguiu Hermione. Fizeram o trajeto em silencio, mas na porta da ante sala, Draco puxou Hermione pelo braço e a encurralou na parede, em um corredor próximo dali, mas deserto.

“Precisava me mandar calar a boca?” – Sussurrou no ouvido dela, encostando os lábios na nuca de Hermione, que fechou os olhos ao sentir um gostoso arrepio.

“Ah.. er.. eu precisava convencer os nossos espectadores né?” – Ela respondeu com certa dificuldade, porque o loiro agora mordiscava seu pescoço.

“Sei.. No fundo você adora me irritar.” – Ele disse a centímetros da boca dela.

“Como se você não gostasse de fazer a mesma coisa.” – Ela já tinha enlaçado o pescoço dele com os braços.”

“Estou morrendo de saudades de você Hermione.” – Ele encostou seu nariz no dela.

“Então mata logo essas saudades.”


Quando Draco encostou o lábio dele no dela eles ouviram vozes, e mais do que depressa de separaram.

“Mas onde eles estão?”

“Ah Clair, a culpa deve ser do seu chefe, ele sempre atrasa.”

“Não vai começar a falar mal do meu chefinho né? É até pecado!”

“É, eu sei que é pecado falar mal de um deus. Ai ai” – Hermione que, juntamente com Draco, estava escondida em uma parede próxima, o fuzilou com o olhar quando ele sorriu presunçoso ao ouvir o apelido que recebia das estagiárias.

“Será mesmo que a Hermione ta pegando aquilo tudo? Sua chefe não tem cacife pra isso não, Lynda.” – Clair,a estagiaria morena, de olhos verdes de Draco desdenhou.

“Ah que isso, até que ela é bonitinha. E é legal também. Mas o Draco é o Draco né? Quer dizer, nossa, acho que qualquer mulher precisaria de dar duas viagens pra dar conta da areia dele.”

“Lynda, está pensando em começar a trabalhar no ramo de transportes?” – Hermione apareceu com a cara fechada e batendo forte o salto do sapato, seguida, não de muito perto de Draco, que aparentava total tranquilidade. Já as duas estagiarias, eram a cara do pânico.

“Ah, senhorita Granger, bom, bom, dia. A senhorita está há muito tempo aí?”

“Te devo satisfações do meu tempo?”

“Não, claro que não.”

“Então ótimo! Vamos logo começar a nossa reunião, pois está na quase na hora da audiência. E é melhor vocês ficarem espertas se não vão precisar dar mais que duas viagens no caminhãozinho de vocês pra dar conta da responsabilidade que é o serviço para o qual foram requisitadas.”

“Sim senhora”- As duas responderam em coro e a seguiram para a ante sala.



A audiência demorou mais que Draco e Hermione esperavam. Os advogados da outra parte levaram provas que demonstravam que o reclamante era realmente da família. Mas a história que Draco tinha descoberto sobre o avô de Neville deixava tudo muito claro a que parte da família ele pertencia e a que direitos ele tinha. No fim da audiência, lá pelas 4 da tarde, o juiz declarou que ele não tinha direito a herança alguma e que aquele caso estava encerrado, não cabendo assim nenhum recurso. Hermione até pensou em dar um abraço de comemoração no loiro, mas preferiu não arriscar.

“Hermione, nossa muito obrigada mesmo.” – Um Neville um tanto eufórico abraçou a ex colega de escola na saída da audiência.

“Imagina Neville, eu só fiz meu trabalho, nada além disso.” – Ela respondeu sorridente.

“Que não seria tão perfeito se não fosse a minha ajuda.” – Draco parou do lado dos dois.

“Ah, er, obrigado Malfoy.” – Neville ficou sem graça. Draco só olhou com um ar de pretensão, acenou com a cabeça e saiu logo dali.

“Não liga para ele Neville, você sabe como o Malfoy é.”

“É, eu sei. Mas ele ajudou mesmo, não podia só agradecer a você.”

“Ta certo. Agora eu preciso desesperadamente de comer alguma coisa. Você me acompanha?”

“Claro que sim.”

Após um breve lanche com Neville, Hermione voltou para sua sala com a sensação de dever comprido, mas com peso na consciência. Teria que escrever a filha e de certa forma mentir. A que ponto ela tinha chegado! Pensou.



Querida Rose, estou muito bem.

Não fique se preocupando demais e nem se culpando pelo o que aconteceu. Mas que isso sirva de exemplo para que você nunca mais aja por impulso e que qualquer discordância deve ser resolvida através das palavras e não pelas mãos.

Imagino o quanto você está se esforçando para recuperar os pontos perdidos. Eu não faria diferente minha linda. Estude bastante sim, você só tem a ganhar com isso.

Fique tranqüila, sim? Nunca pensaria que você está me cobrando alguma satisfação ou algo do tipo. Você é minha filha e tem todo o direito de participar da minha vida. Seu primo que é uma cabeça de vento, deve ter puxado isso do lado dos Weasley não é? Ou mesmo do seu tio Harry, que muitas vezes não tem nada na cabeça também. Rsrs

Bem, está confusa querida? Não precisa. Não está acontecendo nada. Fui com o Sr. Malfoy até a casa de praia dele em busca de provas e testemunhas que ele é um pai exemplar. Aconteceu uma festa de amigos da família Malfoy e por educação e gentileza ele me convidou, juntamente com os pais dele, para que os acompanhasse. Não tive escapatória filha. Foi isso que aconteceu, nada mais. Tirando o fato daquela louca da Rita estar por lá e como sempre tirar suas conclusões maldosas.

Mas você não deve se preocupar com isso, está bem? Como Scorpius disse, somos adultos e sabemos o que fazemos. Se atenha as suas questões juvenis minha querida.

Também estou morta de saudades, mas é sempre bom lembrar que o feriado de Natal está chegando e vamos poder passar alguns dias juntas! Não vejo a hora.

Eu te amo muito,

Mamãe.



É, de certa forma não havia mentido, apenas ocultado alguns detalhes. Decidiu que já tinha feito tudo que devia fazer e foi embora mais cedo para casa, passando antes, em um corujal e despachando a carta para filha.

Draco passou na sala dela, na esperança de ao menos terminar o beijo que ele quase tinha começado mais cedo, mas ela já não estava lá. No dia seguinte, na sexta, ele ficaria o dia todo fora e com isso as chances de ver Hermione eram quase zero. Teria que dar um jeito. Não ia ficar mais uma semana sem nem ao menos beijá-la, isso era inadmissível.



Sexta feira chegou com o dia nublado. Já era final de novembro e o inverno londrino estava mais que típico. Hermione até optou por gorro e cachecol para trabalhar, como boas camadas de roupas a mais. Se olhou no espelho e por alguns minutos se viu no auge dos 17 anos, realmente parecia uma menininha. Sorriu por isso, afinal, ela já estava quase chegando aos 40. Hugo que a tirou de seus devaneios em frente ao espelho.

“Mamãe, eu sei que a senhora é linda, mas eu não quero chegar tarde hoje. Vai ter o café especial de inverno, o que significa muito chocolate!”

“Eu só estava vendo se estava tudo certo com a minha roupa Hugo. Você sabe, não posso trabalhar de qualquer jeito.” – Respondeu sem graça, já pegando a bolsa no sofá.

“Sei mamãe.” – O garoto respondeu debochado.

“Então vamos?”

“Demorou!”


Um tanto longe dali, Draco já tomava seu café, pensando no dia que teria. Resolver alguns problemas das empresas Malfoy, mandar os relatórios para o pai e responder a carta de Scorpius que tinha chegado na quarta. Não tinha respondido ainda, pois não sabia o que dizer. Como ele queria evitar que o filho passasse por tudo isso, mas esse poder ele não tinha. Pegou o pergaminho já amassado do bolso e o leu mais uma vez. Sabia que o filho devia estar ansioso pela resposta.



Olá papai, tudo ok?

Vou ser breve, não gosto muito de cartas, são tão, hum.. sei lá.

Então, minha mãe andou me escrevendo. Folhas e folhas. Disse que esta viajando e agilizando tudo para que eu tenha a melhor educação, que claro, é ao lado dela. Coisa chata isso dela. Mas o que me esquentou foi ela dizer que vou passar o natal com ela em Paris e depois vamos para Berlim, antes de eu voltar para escola.

Papai diga que isso não será possível, por favor! Eu e a mamãe sozinhos em Paris? Ela vai me deixar em algum quarto de hotel enquanto faz suas intermináveis compras. Depois vamos cear as seis da tarde para que ela possa ir algum baile magnífico enquanto eu devo dormir como um bom menino. E Berlim? Aqueles parentes estranhos dela, que sempre me olham como se eu fosse uma aberração, sei lá por que. Sabe papai, não te contei, mas uma vez os ouvi dizer que mamãe era louca por ter casado com um Malfoy e ainda ter colocado mais um no mundo, ou seja, eu né? Que eu vou fazer lá? Não quero papai, por favor, não deixe ela me levar!

A Rose disse que vai escrever para a mãe dela também. É que a Rose sempre acha que existem soluções práticas para tudo, coisas dentro de normas e regras. Ah, mas eu não ligo que seja preciso o senhor me roubar, eu só não quero ir com a mamãe.

Vou indo, daqui a pouco a Minerva me pega escrevendo algo que não tem nada haver com a aula dela.

Até mais papai.

Scorpius Malfoy.



Draco praticamente sentia pena do filho. Sabia o quanto seria péssimo passar as festas de fim de ano ao lado de Astória. Claro que ele faria de tudo para evitar isso, mas não podia dar certeza ao filho de nada. Só na primeira audiência que isso poderia ser definido, e ela só aconteceria dali uns dias. Respirou fundo, se agasalhou e foi resolver seus negócios. Mais tarde pensaria em alguma escapatória para o natal de Scorp e já sabia a quem ia pedir ajuda. Mas isso seria mais tarde.



Hermione trabalhou muito, mas sempre que podia dava umas voltas nos corredores próximos a sua sala, na esperança de ver Draco por ali, mas parecia que ou o loiro se enfurnou em sua sala ou nem tinha aparecido no Ministério aquele dia. Lá pelas quatro da tarde, quando já dava sua quinta voltinha, encontrou com Harry.

“Ei Mione, o que faz por aqui?”

“Ah, oi Harry. Nada, quer dizer, estava indo até a sua sala.”

“Quase então que você não me encontrava lá.”

“Hum, pois é.” – Hermione estava bastante sem graça.

“Então, o que você queria?”

“Ah, nada demais, só te ver mesmo, sabe como é né?”

“Ah ta. Ta tudo bem com você?” – Harry estava achando o comportamento da amiga muito estranho, ela parecia incomodada com alguma coisa.

“Eu to ótima! Mas por que você já ta indo embora? Não tem mais trabalho não, senhor Potter?” – Tentou soar mais natural.

“Que isso, o que mais tenho é trabalho. Mas é que Ron chega hoje de viagem, e eu não sei se eu comentei com você, ele viajou de avião!” – Hermione se assustou.

“O que? De avião? Mas por quê?”


“Ele foi comprar materiais novos para a loja, muitas coisas mesmo. Trazer tanta coisa por magia seria complicado, então ele preferiu fazer isso da maneira trouxa. Nunca recebi tantas corujas de Rony na minha vida. Ele ficou ao mesmo tempo encantado e assustado com a vida dos trouxas, mesmo tendo sido casado com você por todo esse tempo. Ai ele pediu para buscá-lo no aeroporto, disse que eu entendo dessas coisas.” – Harry deu de ombros.

“Nossa, e pra onde ele foi?” – Hermione nesse momento ate tinha se esquecido do porque estava dando voltas pelos corredores.

“Brasil. Conheceu algumas cidades lá. Estou louco para saber as historias dele.” – Os dois sorriram.

“É, então corre, se não é capaz dele colocar o aeroporto de cabeça para baixo.”

“Vai aparecer esse final de semana na Toca?” – Os dois já tinham começado a caminhar.

“Hum, não sei. Estou realmente muito cansada. Esses casos do Longbottom e do Malfoy sugaram as minhas forças essa semana. E do Malfoy ainda tem muitas coisas a fazer. Vou trabalhar esse final de semana. Mas acho que amanhã eu vou descansar um pouco, dá um tempo em tanto papel.”

“Nossa, você deve estar mesmo muito cansada pra dizer isso. Mas Mi, você acha que Malfoy merece tanto esforço?” – Eles pararam em frente a porta de Hermione.

“Ah Harry, sim. Ele não é mais o Draco Malfoy de Hogwarts, e eu sei que você sabe disso. Mas nem é só por isso. É muito injusto o que essa mulher quer fazer sabe. Usar um inocente como meio de vingança por se sentir mal amada é o fim da picada. Não posso ver isso acontecer e ficar de braços cruzados, simplesmente não posso.”

“Entendo. E falando nisso, o que você acha dessa amizade de Rose, Al e o Malfoy Junior?”


“Acho completamente normal Sr. Harry Potter. Por favor, não vai começar com aquele discurso de “Diga não aos Malfoy” do Ron. Nós tivemos a nossa historia quando estávamos na escola. Agora é a vez deles. E tem que ser mesmo uma história totalmente independente da nossa. Eles tem que ser reconhecidos por eles mesmos, pelas ações deles, e não por serem filhos de quem são. Acho um ótimo começo eles quebrarem esse paradigma de que Potter, Weasley e Malfoy não se misturam.”

“Eu só acho que esse novo trio ainda vai nos causar muitas surpresas.”

“Ah, mas isso eu não duvido também.”

Harry então se despediu de Hermione que assim que entrou em sua sala se lembrou do porque tinha saído de lá. Onde estaria Draco afinal?



No fim da tarde, debaixo de uma chuva torrencial, Hermione chegou em casa com Hugo. Tomou um bom banho quente e já colocou seu pijama de algodão verde musgo surrado. Hugo sempre ria de ver sua mãe naquelas vestes e com o cabelo completamente solto.

“Do que está rindo senhor Weasley?” – Perguntou Hermione assim que passou pela mesa onde o filho fazia a lição de casa.

“Você parece a Rose maior quando está assim.” -Hermione riu.

“Acontece que a Rose sou eu menor.”

“Ta né mãe. Bem terminei, posso jogar vídeo game?’ - Hugo já estava se levantando, Hermione olhou para o relógio que ficava na parede da cabeceira da mesa, em sua pequena sala de jantar.

“Bom, já vai dar nove da noite. Você tem uma hora e meia.” – Respondeu fechando as cortinas.

“Oba vou dormir meia hora mais tarde hoje!”

“Só porque amanhã é sábado. E vá logo, seu tempo está correndo mocinho!”


Hugo não pensou nem meia vez e correu para seu quarto e jogar seu jogo preferido, Playstation de um filme trouxa sobre homens que lutavam com espadas de luz. Hermione foi até seu pequeno escritório e pegou um livro grosso sobre “As criaturas mágicas e seus poderes” para se distrair. Foi até a sala de visitas e se aconchegou entre as almofadas perto da lareira. Leu tanto, que só se deu conta da hora quanto o grande relógio que compunha o mobiliário da sala, cantou as 11 horas. Se assustou e correu para o quarto de Hugo, afinal, o tempo dele já tinha se excedido.

“Cama Hugo!” – Ela disse da porta.

“Ah mãe, não são dez e meia.” – Respondeu sem tirar os olhos da tela.

“Não, não são. São onze horas. Já passou da hora, anda Hugo!” - Usou o tom que sabia que o filho entenderia que ela não queria repetir a ordem.

“Ta bom.” – Se levantou e desligou a TV e o aparelho. Sem dizer nada foi até o banheiro escovou os dentes, e voltou para seu quarto e se enfiou debaixo das cobertas magicamente aquecidas. Só então percebeu que estava morrendo de sono. Hermione se aproximou dele o beijou na testa.

“Boa noite pequeno. Eu te amo.”

“Boa noite mamãe. Também te amo.”

Hermione saiu do quarto se sentindo leve. Como era bom ouvir isso de seus filhos e como era bom poder falar também.



Apesar de cansada, não sentia sono, então resolveu voltar para a sala e continuar lendo seu livro. Depois de um tempo, que lhe pareceu um piscar de olhos, ela ouviu uma batida na porta. Achou estranho. Ninguém tinha sido anunciado pelo porteiro, uma vez que ela vivia em meio aos trouxas, e se fosse um dos amigos eles com certeza apareceriam pela lareira. Bateram novamente e ela olhou o relógio, já passava da meia noite. Resolveu tirar sua varinha de cima da mesa de centro e empunhá-la. Foi até a porta, “pode ser um vizinho precisando de alguma coisa”, mas não acreditou muito nisso, afinal já era bem tarde e caso fosse um vizinho ele bateria campanhia. Abriu uma fresta da porta onde tinha uma corrente dourada. O que ela viu a fez tremer. Draco estava ali, completamente molhado e totalmente irresistível.

“O que você ta fazendo no corredor do meu prédio?” – Ela perguntou ainda pela fresta.

“Eu precisava te ver Hermione. Será que você pode abrir a porta? Estou congelando” -Só então ela se deu conta que a porta estava trancada ainda. Deu passagem para ele que entrou e correu para perto da lareira.

“O que deu em você de aparecer assim? Por que está tão molhado? Como você descobriu meu endereço? Como você entrou sem ser anunciado? Onde você esteve o dia todo?” – Ela perguntava em voz baixa, mas freneticamente.

“Ei, calma ai! Uma pergunta de cada vez!” – Draco já estava tirando o pesado casaco ensopado de si, ficando com um suéter preto parcialmente molhado e passando as mãos pelo cabelos molhados em, o que parecia, uma tentativa de penteá-los para trás. Talvez ele soubesse o efeito que aquilo tudo estava causando em Hermione, já que ele riu.

“Ah, bem, o que você está fazendo aqui?”

“Já disse, precisava te ver.”

“Como você me achou? Quer dizer, meu endereço.”

“Documentos no Ministério, não foi difícil.” – Draco não parava de sorrir e Hermione começava a ficar nervosa.

“Por que você está tão molhado?”


“Porque eu tomei uma chuva daquelas enquanto eu ia ao Ministério e me preparava para aparatar também. Eu desaparatei na rua.” – Draco lentamente se aproximava de Hermione, que o encarava com uma expressão indecifrável.

“Como você parou na minha porta sem o porteiro te anunciar?”

“Acredito que seu porteiro esteja um pouco confuso agora.” – Draco já estava quase abraçando Hermione.

“Que? Você enfeitiçou o Paul? Draco! Não, não me toque, você vai me molhar.” – Deu um passo para trás.

“Não sabia que você fazia o tipo de bruxa fresca!” – Arqueou uma sobrancelha.

“E eu não faço. Que isso. Mas é que suas roupas estão encharcadas.”

“Eu tenho uma solução pra isso se quer saber.” – Ele se aproximou mais uma vez.

“Ah tem? Er.. qual?” – O perfume dele já estava presente em todo o ar, Hermione não conseguia pensar direito mais, ansiou por sentir aquele cheiro o dia todo e não tinha conseguido.

“Eu tirar essa roupa toda e você me aquecer, porque realmente, eu estou quase frio.” – Ele roçou seus lábios gelados na bochecha quente de Hermione, que fechou os olhos ao sentir a sensação.

“Draco. Espera, ai...” – Draco já estava beijando seu pescoço.

“Já esperei demais Hermione.” – E logo lhe roubou um beijo. A apertou contra seu corpo molhado e ela não se fez de rogada. Enfiou as mãos com força naquele cabelo pingando água e se entregou ao beijo duplamente frio e quente que ele lhe dava.


“Calma!” – Ela arfou. – “Eu tenho um filho de 10 anos dormindo a 5 passos daqui. O que ele diria se visse a mãe dele aos beijos com a cara da revista e que o pai odeia?” – Ela ainda abraçava Draco.

“Mas que droga! Eu não agüento mais isso. Ele está dormindo, não vai ver nada.” – Foi para beijá-la, mas ela se soltou.

“Mas pode acordar Draco. Hugo não pode te ver aqui, aliás, ninguém pode nem sonhar com você aqui. Mas acontece que eu também não agüento mais isso.” – Ela se aproximou dele que sorriu maroto pra ela. Bem perto do rosto dele ela perguntou. – “Onde você esteve o dia todo senhor Malfoy?”

“Sentiu minha falta?”

“O que você acha?”

“Obvio que sentiu. Bem estava resolvendo coisas das empresas da família, tive que me ausentar do cargo de advogado por hoje.”

“Hum... Bem, Hugo não pode mesmo te ver aqui.” – Ela o soltou e ele fez cara de cachorro caído da mudança. – “Me segue Malfoy.”

Então ela sumiu pela porta que dava para um corredor e ele mais que depressa correu atrás dela. No meio do corredor ela parou se virou para trás e com dedo indicador no lábio fez sinal de silencio pra ele e apontou para uma porta a sua esquerda. Voltou a andar e Draco a acompanhou. Quando ele passou pela porta viu uma plaquinha com o nome “Hugo” na porta. Percebeu que ela entrou na quarta porta daquele corredor e correu pra lá. Assim que entrou Hermione bateu a porta atrás dele, a trancou de chave e ainda lançou um feitiço de trinca. Depois sussurrou uma “abaffiato” e só então se virou pra ele.


“Agora estamos mais seguros. Ele não vai conseguir entrar aqui sem que eu abra e nem vai ouvir nada. No meu quarto ninguém pode desaparatar.” – Draco a abraçou apertando cada pedaço que sua mão alcançava.

“Eu adoro a sua inteligência!” – Beijou o lóbulo da orelha dela.

“Só isso que você adora?”

“Você sabe que não!”

Então a beijou com todo o desejo acumulado durante aqueles dias todos. Hermione o empurrou com força em cima da cama, e se sentou em cima dele. Arrancou o suéter negro dele, deixando que sua pele e músculos se mostrassem aos seus olhos. Ele também arrancou a blusa de algodão verde dela.

“Adoro verde, principalmente em você, mas nada supera a sua pele!” – E a abraçou a beijando enquanto suas mãos procuravam o fecho do sutiã que logo foi para ao chão.

Ainda em cima dele, Hermione beijou cada pedaço de pele e corpo a vista dele, até que Draco a deitasse na cama e rapidamente tirasse as calças do pijama dela. Então foi a vez dele de distribuir beijos por todo o corpo dela, e acariciá-la também. Logo ele também tirou suas calças e ambos estavam nus e entregues.

Se Hermione não tivesse lançado o feitiço do silencio, provavelmente não só Hugo, mas também os vizinhos mais próximos ouviriam os gemidos que foram ecoados por aquele quarto, repetidas vezes durante a noite. Eles não sabiam, mas aquilo tudo não era só luxuria e paixão, também era um sentimento muito além, um sentimento que dava medo de pensar que pudesse acontecer. Eles de fato, já se amavam.



O sábado amanheceu com o tempo melhor. Não fazia sol, mas ao menos não chovia como a noite anterior. Hugo foi acordado por uma coruja parda batendo sem parar em sua janela. Ainda sonolento e praguejando contra o frio abriu a janela para que ela pudesse entrar. Mesmo ainda dormindo conhecia bem aquela coruja, era da sua tia Gina, mas provavelmente estava trazendo algum recado de Lilly. Esfregou os olhinhos pesados e abriu a carta, a coruja lhe picou carinhosamente e ele resolveu dar uma lasca de um sapo de chocolate que tinha em seu criado mudo. Em uma letra ainda tremida e um tanto grande, Lilly convidava o primo para passar o sábado com ela e o pai. Ela dizia que Harry havia conseguido uma chave de portal para a Disney e que seria incrível se ele fosse também. Hugo achou a mesma coisa e, mesmo sem pedir permissão para sua mãe, respondeu que iria sim. Ela não poderia lhe negar isso, e ainda com seu tio Harry.

Olhou as horas em seu relógio de pulso e viu que ainda eram oito horas da manhã. Lilly era sempre muito ansiosa e mandou a carta cedo. Ela dizia que só iam sair de casa lá pelas onze e meia. Achou mais justo não acordar a mãe tão cedo em um sábado, tomaria seu banho com calma e esperaria ela acordar, ela nunca acordava tarde mesmo.


Mas já eram dez horas. Hugo andava de um lado pelo o outro nervoso em seu quarto. Sua mãe não acordava e já estava ficando em cima da hora de ir para casa do tio Harry. Além disso estava com fome, muita fome. Resolveu que o jeito era acordar a mãe, com certeza ela havia ficado ate tarde lendo e perdeu a hora.

Bateu delicadamente na porta, mas não houve resposta. Chamou pela mãe e também não houve resposta. Ficou preocupado, tentou abrir a porta, mas estava trancada. Sua mãe nunca trancava a porta; Resolveu gritar.

“MAMÃE! MAMÃE! VOCÊ ESTÁ BEM? MAMÃE FALA COMIGO POR FAVOR!”

Dentro do quarto Hermione dormia pesadamente em cima das costas nuas de Draco. Eles foram dormir quando o relógio bateu as seis da manhã e ela realmente estava gostosamente cansada. Mas os berros de Hugo a fizeram levantar de um pulo e Draco pular da cama em busca da varinha.

“Ai meu Deus, é o Hugo! Ele já acordou.” – Disse totalmente perdida procurando uma peça de roupa, enquanto Draco tirava o feitiço silenciador do quarto. – “Já vou Hugo, só um minuto, que já vou!”

“MAMÃE O QUE ESTÁ ACONTECENDO? POR QUE A PORTA ESTÁ TRANCADA?”

“ESPERA HUGO!” – “ Ai o que eu vou dizer para meu filho?” – Sussurrou mais pra si mesma do que para o loiro a sua frente que a olhava divertido. Enfim ela conseguiu enfiar a blusa verde musgo do pijama e sua calcinha. – “Ta rindo do que sua doninha?”

“Do seu desespero. Diz que estava muito cansada e não queria ser interrompida por ninguém. Pelo jeito todo mundo pode entrar na sua casa mesmo.” – Eles cochichavam.

“MAMÃE, POR FAVOR, O QUE ESTÁ ACONTECENDO?” – Hugo parecia bastante aflito. Hermione resolveu dar uma boa resposta em Draco outra hora. Saiu de seu quarto fechando a porta atrás de si, antes de Hugo dar o passo de entrar.

“Já estou aqui meu filho. Por que tanto alarde?” - Disse enquanto o arrastava pelo corredor para longe de sua porta.


“Mamãe, eu te chamei varias vezes e você não respondeu. Tentei entrar no quarto e a porta estava fechada. Você nunca tranca a porta mamãe, por que trancou?” – Hugo era tão desconfiado quanto o pai e a própria mãe. Ele percebeu que Hermione estava estranha.

“Nada demais Hugo. Eu só estava dormindo, e achei que alguém podia chegar de surpresa e abrir a porta antes da hora que eu quisesse acordar.” – Usou a desculpa de Draco já que não conseguia formular nenhuma.

“Estranho.” – O menino ficou pensativo e Hermione percebeu as vestes dele, era a chance de mudar de assunto. Já estavam na sala de jantar indo para cozinha.

“E essas roupas? Onde é que o senhor vai?” – Tentou parecer natural.

“Lilly me mandou uma coruja hoje cedo. Ela e o tio Harry vão a Disney e ela me chamou. Eu disse que ia, você vai deixar né mamãe?” – Fez a melhor cara de anjo que podia.

“Hoje cedo? Quantas horas são?”

“Dez e meia agora! Bom dia!” – Gina acabara de entrar pela cozinha. Hermione foi da palidez mórbida para o vermelho Weasley. Isso não passou desapercebido de Gina, mas ela preferiu não comentar. Deu uma olhada rápida na ex cunhada, e constatou rapidamente que ela estava sem as calças do pijama, os cabelos totalmente revoltos, e uma mancha avermelhada na coxa. “Isso está ficando interessante” pensou.

“Ah, Gina, bom dia!” – Respondeu Hermione derramando o leite fora da xícara.

“Tia Gina!” – Hugo pulou em sua cintura.

“Vejo que já está pronto não é?”

“Sim, sim, mas ainda tenho que comer alguma coisa, estou morrendo de fome. Mamãe só acordou agora.” – Gina franziu o cenho e olhou para Hermione que tremia como vara verde.


“Então eu vou ajudar ela a fazer seu café, para andarmos mais rápido, Harry está tão ansioso quanto Lilly, por isso achei melhor vir buscar o Hugo eu mesma, ainda bem né Mione?” – Perguntou maliciosa enquanto tirava a faca das mãos de Hermione.

“Hã?” – Foi tudo que Hermione conseguiu articular. Estava nervosíssima. Gina era esperta, se ela descobrisse alguma coisa, ou desconfiasse? O que ela ia fazer? Estava perdida. Não devia ter deixado Draco passar a noite ali. Hugo a tirou de seus devaneios voltando para cozinha com alguma coisa na mão, ela nem havia percebido que ele tinha saído.

“Tia, acho que isso é do tio Harry!” – Hugo tinha um casaco, que mais parecia um sobretudo, preto nas mãos. Entregou diretamente nas mãos de Gina que achou muito estranho. Hermione sentiu seu mundo rodar.

“Do tio Harry? Onde estava esse casaco Hugo?” – Perguntou calmamente passando para o menino fatias de ovo com bacon que ela tinha preparado com a ajuda da varinha. Hermione estava encostada na pia, ela parecia uma estatua de cera, não se movia, e não dizia nada.

“Achei hoje de manhã enquanto esperava a minha mãe acordar. Estava perto da lareira da sala. Papai está viajando, então pensei que o tio Harry pudesse ter vindo aqui ontem a noite e ter esquecido na hora de ir embora.” – Gina olhou para Hermione que a olhou de volta completamente assustada. “Ainda bem que esse menino é ainda uma criança ingênua.”

“Isso mesmo Hugo. Harry me disse que viria aqui ontem mais tarde ver algumas coisas com a sua mãe. Deve ter esquecido porque já era tarde quando voltou. Mas vamos combinar uma coisa? Não comenta nada com ele disso não. Sabe como é, vamos voltar via Flú e não vou carregar esse casacão pela lareira, é desconfortável. Como ele nem esta lembrando, vamos deixar assim. Depois eu venho aqui, pego com sua mãe, e coloco no lugar. Ele nem vai perceber. É o nosso segredo, ok?” – Gina piscou para Hugo que sorriu se sentindo importante por dividir um segredo com a tia.


“Por mim tudo bem.” – Hermione agradeceu silenciosamente a Gina. Sabia que não muito mais tarde ela a encheria de perguntas, mas só de ter a salvado de seu filho a ruiva poderia fazer quantas perguntas quiser.

“Já terminou querido?” – Hermione saiu de sua hibernação e resolveu falar.

“Sim, estava delicioso.”

“Sua tia puxou os dotes da sua avó. Agora, lá no escritório, dentro daquele gato de madeira, tem uns galeões, os pegue lá, o Harry pode trocar por dinheiro trouxa.” – O menino correu em direção ao escritório.

“Não adianta me adular dizendo da minha comida, eu quero saber tudo.” – Foi o que Gina cochichou para Hermione que apenas assentiu com a cabeça. Hugo já estava correndo de volta.

“Podemos ir então, tia?”

“Claro que sim!” – Os três foram em direção a sala.

“Você vai com eles Gina?”

“Não, eu tenho umas corujas para despachar para redação. Sabe como é, as pessoas sempre nos dão assuntos para falar.” – E sorriu falsamente inocente para Hermione que corou.

“Tchau mãe.” – Hermione abraçou o filho.

“Se divirta, mas obedeça o tio Harry.”

“Claro mamãe.”

Hugo entrou na lareira e gritou “Casa dos Potter” seguido por Gina que não partiu antes de um olhar malicioso para Hermione. Ela bufou. Estava completamente perdida, e tudo por culpa daquele loiro aguado, que ainda estava em seu quarto. Foi para lá batendo o pé. Quando entrou o viu sentado na cama de frente para janela e de costas para ela. Não pensou duas vezes, pulou na cama e começou a socá-lo com toda força que tinha.


“Que isso Hermione, está louca?” – Ele se levantou depressa tentando fugir do ataque de fúria dela.

“POR SUA CULPA MEU FILHINHO QUASE MORREU DE FOME! POR SUA CULPA EU TIVE QUE MENTIR PARA MEU FILHINHO! POR SUA CULPA A GINA DEVE ESTÁ ME ACHANDO A MÃE MAIS INRRESPONSAVEL DO MUNDO E SEM JUIZO DO UNIVERSO” – Enquanto berrava ela continuava distribuindo socos em toda parte do corpo dele que conseguia encontrar.

“MINHA CULPA?” – Ele resolveu berrar também. – “EU NÃO TE OBRIGUEI A NADA NÃO!”

“SEU CAFAJESTE! EU ODEIO VOCÊ! SOME DA MINHA FRENTE!”

“E SEU NÃO SUMIR, O QUE VOCÊ VAI FAZER? ME ATACAR COM SEU CABELO DE VASSOURA?” – Riu de sua própria piada, ainda correndo de Hermione que parecia ter ficado mais irada ainda.

“AH SEU INFELIZ! ONTEM VOCÊ NÃO SE PREOCUPOU COM O MEU CABELO NÃO É? EU VOU TE MATAR, SUA DONINHA INSOLENTE!”

Ela foi rápida, pulou nele com força o derrubando no chão. A única coisa que Draco podia fazer era se defender com os braços e mãos dos socos dela. A essa altura ela já tinha ficado ajoelhada, com cada perna de um lado do corpo de Draco, enquanto o socava pelos braços, peito, e por pouco o rosto.

“VOCÊ É UMA SELVAGEM LOUCA! SAI DE CIMA DE MIM!”

“NÃO ENQUANTO VOCÊ MORRER!”

“VOCÊ VAI ME MATAR?”

“VOU!”

“SE FOR COMO VOCÊ FEZ NA NOITE PASSADA, FICA A VONTADE!” – Hermione conseguiu acertar a boca de Draco. Ele gritou de dor e ela se assustou ao ver o sangue escorrer para o lado.


“Ai meu Deus, Draco!” – Saiu de cima dele. Ele sentou no chão fazendo uma careta enquanto passava a mão pelos lábios, viu o sangue.

“Você é completamente pirada, olha o que você fez comigo.” – Draco estava completamente vermelho, algumas partes de seu peito, já ate roxas, e sua boca sangrando.

“Eu já vou dar um jeito nisso.” – Pegou sua varinha em cima da cama e murmurou um feitiço de encontro a boca dele, que logo já não sangrava mais. Se sentou na frente dele e suspirou.

“Me desculpe. Eu estou me sentindo pressionada. Essa situação está uma loucura. Não gosto de mentir, ainda mais para os meus filhos. Eu não sei o que fazer.” - Ela olhava o chão.

“Eu sou o culpado de tudo isso. Eu sei. Mas é que eu também não sei o que fazer. Eu quero meu filho desesperadamente, mas quero você loucamente, Hermione.”

“Quase sempre temos que abrir mão de alguma coisa para conseguirmos outra.” – Draco a encarou.

“Você quer eu abra mão de você?” – Tocou o queixo dela para que ela o olhasse.

“Talvez fosse o melhor. Olha não podemos ficar nessa clandestinidade. Draco sou péssima com desculpas boas e rápidas. Acredito que sempre haverá um contratempo como esse.”

“Vamos levar isso ate quando não ser mais possível Hermione, e eu não estou te perguntando se faremos isso. Estou afirmando” - Disse se levantando.

“Draco, você não entende o quanto isso é perigoso? Pensa no seu filho.”

“Eu só penso nele. Preciso de você para me sentir vivo e lutar por ele com todas as forças. Você que não entende o perigo se eu ficar longe de você. Hermione somos inteligentes, vamos encontrar maneiras de levar isso adiante.” – Ela se levantou e se aproximou dele.

“Como dois adolescentes se escondendo dos pais?”

“Não definiria melhor!” – Os dois olharam para a porta aberta, e lá estava Gina, encostada. Draco engoliu em seco e Hermione recomeçou com a tremedeira da hora do café. Quando falou sua voz era um suspiro.


“Gina? O que você faz aqui?”

“Eu tinha que ver com meus próprios olhos. Quando peguei aquele casaco vi que era coisa cara. Lembrei das reportagens. Bem, eu sei somar dois mais dois.” – Falou tranqüila.

“Casaco?” – Draco perguntou olhando para Hermione, mas quem respondeu foi Gina.

“Vocês deviam estar muito afobados para deixar vestígios na sala.” – Hermione corou, e Draco olhou para Gina, pensativo, e logo depois um ar de compreensão tomou conta de seu rosto.

“Ah! Deixei meu casaco perto da lareira quando cheguei. Estava muito molhado.”

“Bingo Malfoy!” – Gina o olhou melhor. Ele estava só de cueca e percebeu o físico dele. Ela entendia perfeitamente o fato da amiga perder a linha por causa dele. “Muito compreensível mesmo” refletiu. Hermione vendo o olhar perdido da ex cunhada para o loiro, se postou na frente dele, tirando assim visão de Gina, que sorriu.

“Calma Mione. Eu sou muito feliz com meu Harry. Mas olhar não é pecado e nem tira pedaço.” – Hermione pode ouvir o risinho de Draco a suas costas.

“Gina, o que você vai fazer? Vai contar pro Harry?” – Hermione ainda vermelha perguntou suplicante.

“Que tipo de gente você acha que eu sou? Apesar dele ser meu marido, há certas coisas que não devemos compartilhar. Sou sua amiga sua anta de cabelo de vassoura. Não vou dizer nada, mas acho que vocês dois devem tomar mais cuidado. Deram sorte que fui eu que apareci por aqui hoje e dobrei o Hugo, por que a Hermione, nem abre a boca nessas horas. Imaginam se fosse o Rony ou Harry?” – Hermione ficou nervosa por mais uma vez ser chamada de cabelo de vassoura, mas ficou apavorada com que Gina tinha acabado de falar.

“Você tem razão Weasley.” – Draco respondeu.


“Potter, se você não se importa. E é claro que eu tenho razão. Vocês tem que tomar mais cuidado. Ser mais discretos e não acho recomendável se encontrarem aqui. Não mesmo. Mas isso não quer dizer que vocês não podem se encontrar. É só arrumar um lugar mais adequado.” – Gina ficou pensativa.

“Gina, não existe lugar mais adequado. Tudo isso é uma loucura.” – Hermione tentava se convencer disso.

“Ai Hermione, quando é que você vai deixar esse espírito de perfeição para trás? O que seria a vida se não fossem os momentos de loucura. Por Merlim! Bem, eu vou pensar em como ajudar vocês. Começando, é claro, indo embora. Harry e os meninos devem voltar lá pelas sete da noite, Rony está na casa de mamãe totalmente torrado de sol. O idiota se esbaldou em praias brasileiras sem nenhum tipo de proteção, daí da pra imaginar o estado dele. Vocês terão o resto do dia, então aproveitem! Mas Malfoy, vá embora antes das seis. Harry vai trazer Hugo de volta e acho bom ele encontrar uma Hermione, er, normal. Ah, cuidado com as marcas, você está cheia delas pelas pernas Mione. Tchauzinho!” – E rindo alto, Gina saiu do quarto deixando Hermione roxa de vergonha e um Draco no máximo sem graça.

“Eu quero enfiar minha cabeça dentro de um buraco.” – Disse Hermione se sentando na cama.

“Bem, isso não resolveria muita coisa e seu cabelo de vassoura ia ficar todo sujo” – Ela o fuzilou.

“Da para parar de falar do meu cabelo?” – Disse entre dentes.

“Claro que dá. Que tal você me servir algo para comer, eu realmente estou com fome.”

“Não que você mereça, mas eu tenho educação.” – Se levantou e ele a seguiu.

“Como não mereço? Fiz você g..”

“Não termine essa frase, sou capaz de acabar de te matar!” – Disse de costas para ele entrando na cozinha, ele apenas riu.


O dia para eles passou rápido. Durante o café da manhã Draco mostrou a carta de Scorp e a pediu que o ajudasse a dar uma resposta positiva ao filho. Hermione disse que só poderia dizer a verdade, ou seja, que estavam se esforçando ao máximo para que eles passassem o natal juntos. Draco resolveu que mandaria a resposta quando chegasse em casa, não queriam arriscar que a coruja de Hermione fosse reconhecida pela filha dela ou pelo filho do Potter.

Passaram o resto do tempo no quarto, hora conversando, hora se amando. Naquele momento eles eram apenas um casal apaixonado acima de qualquer problema e aproveitaram ao máximo a sensação de liberdade temporária. As seis e meia Draco aparatou da sala de estar de Hermione. Ela tinha medo de que pudesse ter algum fotografo bruxo na portaria de seu prédio e sua rede de Flu não era ligada a mansão Malfoy e melhor que não fosse mesmo. Depois que ele partiu, refez o feitiço contra aparatação em sua sala e foi tomar um banho, sabia que provavelmente Gina viria com Harry e com alguma desculpa ficaria ate mais tarde, a obrigando a contar tudo sobre ela e Malfoy. Mesmo assim estava imensamente feliz e agradecida com a atitude de Gina. Acabou se arrumar completamente cansada, preocupada, mas intimamente feliz, pois Draco era perfeito, em quase todos os aspectos que um homem pode ser.




Os dias seguintes voaram e mesmo com todo o trabalho de preparação para a primeira audiência de guarda de Scorpius, Hermione e Draco conseguiram ter alguns momentos a sós, tranqüilos, tudo isso graças a Gina que sempre dava um jeitinho de colaborar pra esses encontros secretos acontecerem, sempre distraindo Hugo e o já totalmente desconfiado Harry.

Draco por sua vez alugou um pequeno flat em um dos pontos mais movimentados da cidade de Londres, próximo ao Parlamento e à ponte da Torre, pois, sendo ali um lugar comum por onde era quase inevitável se passar, ficaria fácil inventar uma desculpa se a presença de um deles, ou dos dois, fosse detectada na região. Foi nesse flat que eles conversaram, jantaram, se amaram e acima de tudo se divertiram, aproveitando cada momento juntos. Porém, como Hermione o alertara, eles precisavam agora mais do que nunca focar no primeiro encontro em juízo com Astória. Ela com certeza viria com tudo pra cima dos dois, tentando descreditar Hermione como advogada e Draco como pai, usando da matéria de Skeeter.


Foi por isso que eles acharam melhor não se encontrarem na semana da audiência e tanto ele quanto ela estavam praticamente desesperados por algum contato mais íntimo e carinhoso do outro. Contudo, na noite anterior à audiência Draco quebrou as regras, como ele sempre gostou de fazer, e literalmente invadiu o escritório da mulher.

“Tudo bem, é o seguinte. Voldemort pode ressucitar agora e entrar por essa porta, mas nem ele vai me impedir de fazer que eu vim fazer!” – ele entrou meio esbaforido, sem o paletó, com a gravata meio frouxa e as mangas da camisa branca de linho arregaçadas até os cotovelos.

“Mas o quê que é isso? Como que você vai invadindo minha sala assim?” – Hermione que estava sentada levantou-se rapidamente e dava a volta em sua mesa.

“Olha aqui Hermione Granger, eu to muito nervoso pra essa audiência amanhã e não agüento mais ficar longe de você, então cala essa boca e me beija logo!” – Draco abruptamente acabou puxando-a para junto de si e ao beijar Hermione, ela pode sentir que ele estava falando sério, estava mesmo nervoso e sentia a falta dela.

“Draco, calma....” – ela disse acariciando os cabelos dele, depois do beijo terminado. – “Você tem que manter a calma. Nós já sabemos que ela vai jogar sujo, mas nós vamos jogar limpo. É isso que importa.”

“E se me perguntarem se nós temos alguma coisa?” – ele disse abraçado à ela.

“Bom, aí você responde que isso diz respeito à mais uma pessoa, e ela não tem nada a ver com esse caso, a não ser o fato de ser advogada de umas das partes, portanto você não pode falar por ela e sem o consentimento dela! Até parece que não é advogado!” – Hermione agora se soltou dele e andava até sua mesinha de chá e serviu-se de uma xícara, que bebeu rapidamente.


“Disso eu já sabia, obrigado.” – ele fez uma cara de tédio para ela e continuou. –“O que eu quis dizer foi que existem meios de me obrigarem a responder.”

“Sim, existem, contudo não haverá tempo para usar deles, pelo menos não amanhã. Portanto não se preocupe Draco...” – Hermione havia sentado em seu sofá e bateu levemente na almofada do espaço ao seu lado, indicando que era pra ele se sentar.

“Ora ora, mas não era a srta. que disse que não poderíamos nos arriscar por aqui? Porquê está me chamando para o sofá hein?” – ele parou no meio da sala e cruzou os braços na altura do peito, ao que Hermione bufou.

“Ai, mas você é muito chato mesmo não é? Tudo bem, se não quer uma massagem, ótimo, vá pra sua sala e morra de tensão por lá.” – Hermione se esparramou pelo enconsto do sofá, jogando os cabelos por cima deste.

“Tensão? Acho que tem uma letra a mais nessa palavra aí...” – Draco lançou a ela seu melhor olhar malicioso, aproximando-se das pernas dela no sofá.

“Tarado.” – Hermione riu e puxou o homem pelo cinto, fazendo-o “cair” sobre ela, cercando-a com os braços estendidos apoiados no enconsto do sofá. – “Não adianta fazer esse olhar pidão, pois só o que vai conseguir hoje é uma massagem e talvez, alguns beijinhos no pescoço, mais nada.”

“Nada? Nadinha? Nem um pouquinho mais de pele, talvez?” – ele choramingou enquanto roçava a boca na dela.

“Nada. Mas como dizem por aí, amanhã é outro dia e como eu sinto que o dia vai ser bom, você terá sua recompensa, e eu a minha. Agora senta aí e vira.” – ela puxou o homem para o seu lado.

“Sim senhora! Eu sei que o dia de amanhã será perfeito, graças a você.” – Draco beijou Hermione docemente e sentou-se no sofá de costas para ela.

“E graças a você, os meus dias estão perfeitos. Só não fique muito mais convencido do que já é, senão eu te largo!” – Hermione havia abraçado-o pela cintura e falado ao ouvido dele.


“Eles só são perfeitos porque nós dois os fazemos assim...portanto meu bem, a culpa é tão minha quanto sua!” – Draco riu gostosamente e continuou. – “Agora onde está a massagem que me foi prometida?”

“Folgado...” – e sem mais demorar, Hermione começou a massagear os ombros largos do homem, enquanto este tentava relaxar, apesar de saber que o toque dela só o excitaria mais, ao invés de tirar as tensões.



Astória acordou com a um misto de sensações, sentia-se nervosa pela primeira audiência de guarda do filho, mas ao mesmo tempo vangloriava-se internamente pelo que tinha ouvido na noite passada. Ela colocara um investigador particular para seguir o ex, com o intuito de confirmar suas desconfianças acerca do possível caso amoroso dele com a advogada. O homem havia dito à ela que os dois sairam juntos do Ministério, o que pra ela não fez muita diferença já que era notório que ambos trabalhavam no lugar, no mesmo corredor inclusive. Contudo, o que ele lhe disse a seguir fez toda a diferença no relato semanal que ela exigia do detetive. Antes de seguirem caminhos opostos, beijaram-se brevemente, porém com muito ardor, de acordo com as palavras do investigador.

“Ótimo. Hoje ele vai ver que tipo de mulher eu sou. Se ele acha que pode me largar por essazinha, vou fazê-lo escolher, ou fica com a advogada sangue-ruim, ou o filho amado. É só uma pena não poder mostrar essa fotos que aquele inútil tirou ontem à noite. Bom, acho que agora ele não é tão inútil assim...” – a mulher morena admirava-se no espelho enquanto revia as fotos de Draco e Hermione se beijando.



Tanto Draco quanto Hermione não tiveram exatamente o que se pode chamar de nite tranquila de sono. Chegaram ao Ministério de manhã cedo com olhares cansados de tanto ler e reler os autos de processo em questão, além do nervosismo que os fez rolar , na cama, cada um na sua, a noite toda.



Cumprimentaram-se cordialmente no saguão do corredor das salas de audiência e enquanto aguardavam serem chamados, acabou acntecendo inevitável, encontram-se com Astória antes do previsto e necessário.

“Olá querido, teve uma boa noite de sono? Aposto que não, e sinceramente, trço para que não tenha tido mesmo. É hoje que você começa a pagar pelo que me fez..” – Astória soltou um pouco do seu veneno no ex marido.

“Muito bom saber que você so está fazendo isto para me prejudicar Astória, e não porque realmente se importa com seu filho, ao contrário de mim.” – Draco retrucou.

“Draco, não caia no jogo dela. Você já esteve em muitas audiências para saber que eles sempre tentam esse joguinho sujo para desestabilizar a outra parte.” – Hermione disse calmamente ao seu agora cliente.

“Isso meu amor, escute a digníssima advogada, não caia no meu joguinho sujo, visto que você já caiu no dela não é mesmo?” – a morena lançava olhares lancinantes à Hermione.

“Sr. Advogado, sugiro que controle sua cliente, pois sinto que daqui um pouco ela passará às ofensas pessoais, e isto não poderei relevar.” – a castanha se dirigiu ao advogado de Astória, Peterson Andrews, um dos sócios da firma Andrews & Leopold, a maior da Grã-Bretanha.

“A srta. Granger tem razão Astória, já chega. Você terá sua oportunidade de falar lá denmtro, sugiro que o faça, sem ofensas. E Granger, ainda não entendo como não largou esse emprego no Ministério e recusou a nossa oferta. Saiba que ainda temos aquela vaga, se ainda se interessar.” – Andrews repreendeu a cliente e ainda elogiou Hermione, o que enfureceu mais ainda Astória.

“Obrigada Peter, mas sou feliz onde estou, na verdade, acho que agora encontrei o que me faltava por lá.” – ela retribuiu o elogio do colega e sorriu levemente, o que não foi ignorado por Draco.


“Por favor, as partes do caso 7/20-63 – Audiência Primeira do Pedido de Guarda de Menor – Scorpius Hyperion Malfoy – dirijam-se à entrada lateral. A juíza Maxine Norbert irá dar início à audiência.” - o oficial de tribunal havia saído pela porta que dava acesso ao hall e comunicou-os dos preparativos para a discussão em juízo.

Draco olhou para Hermione e com apenas um olhar dela, ele sentiu-se reconfortado e mais ainda, ao passar por ele, ela apertou sua mão sem que s utrs percebessem e falou quase que de maneira inaudível.

“Calma. Eu estou aqui com você. Não se preocupe.”

Adentraram a sala e por um momento o coração de Draco parecia que sairia pela boca, mas ele rapidamente se lembrou das palavras da amada e seu coração se aquietou. Ele teve certeza que com ela por perto, nada poderia dar errado.




************************************************************************************










Genteeeeeee depois de séculos eu apareço... espero que vc's gstem e comentem PLEASE!



bjosssss

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 2

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por hellen em 24/08/2011

nooooooooooooova leitora *--*

adorei sua fic!

posta maissssssssssss!

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por jessica salicio da silva em 23/08/2011

Que lindo capitulo! *-*, posta mais, mais.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.