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11. Capítulo X


Fic: Batalhas e Honras


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Capítulo X




Padre Severus caminhou com pressa até a sala do trono. Ele precisava falar com Rei Ronald o mais rápido possível. Aquela notícia poderia ser uma benção ou uma maldição e eles precisariam tomar uma decisão!
As vestes negras voaram sobre o piso de pedra que, antes da invasão, fora forrado de tapetes felpudos. Se eles tivessem sorte, talvez o tempo dos tapetes voltasse.
Os guardas! Ele tinha que manter a mente focada nos guardas! Os tapetes que esperassem!
Finalmente ele chegara à sala do trono, e, como ele previra corretamente, apenas cinco guardas estavam fazendo a segurança, ou, dependendo do ponto de vista, o cárcere, do rei.
Com um gesto seco da cabeça, Padre Severus encarou-os com a frieza habitual e adentrou na Sala do Trono.
Rei Ronald encontrava-se de posse de uma das lanças que prendiam as bandeiras de Atalaia e de Penedo, executando movimentos fluídos, atacando um inimigo imaginário.
Padre Severus estava satisfeito. Ele não permitira que o Rei se abatesse e agora tinha diante de si um homem vigoroso e pronto para lutar até a morte ou assumir um reino em decadência e restaurá-lo. Essa era parte de sua missão. A outra parte envolvia um príncipe baderneiro que havia unido-se a um bando de salteadores.
Padre Severus tinha maus presságios no que dizia respeito ao príncipe Harry. Ele era auto-suficiente e arrogante demais, em sua opinião de clérigo, para conseguir trabalhar em equipe. A única certeza do Padre era de que Harry amava demais seu irmão e o reino para cometer qualquer loucura que colocasse tudo a perder. Todos os anos de preparação.
Ronald estava muito concentrado e não reparou na entrada silenciosa do Padre até que virou a lança para aquele lado. Num segundo incorporou-se, segurando a lança de forma vertical ao lado de seu corpo e falando:
— Padre, perdoe-me não o vi chegar— Ronald notou, com um espanto que ia além da imaginação, que Severus estava corado, em comparação com a palidez habitual, é claro. — Aconteceu alguma coisa?
— Creio, Majestade, que nossa oportunidade está as nossas portas — respondeu o Padre com sua voz baixa e controlada de sempre.
— Como assim, Padre Severus? Explique-se melhor.
Severus laçou um olhar atento a sua volta, traindo uma prática de anos, e chamou o Rei Ronald para o canto mais obscuro da sala do Trono, um nicho onde o guarda real costumava ficar escondido para defesa do rei. Já lá dentro, ele tornou a falar, com a voz ainda mais baixa:
— Os trinta soldados que saíram na madrugada de ontem ainda não regressaram. Eram todos fiéis a Voldemort. Estamos com as forças praticamente empatadas. O ataque a Atalaia deve ser nestes dias, no máximo em quatro semanas, antes que Voldemort mande reforços. Aconselho-o Majestade, a tentar entrar em contado com Sua Alteza para que isso seja providenciado.
Rei Ronald suspirou enquanto pensava. Ele teria que ter a certeza de que o irmão conseguiria atacar Penedo ao mesmo tempo. Não poderia arriscar a vida de sua doce Luna.
— Falarei com ele, Padre, depois enviarei avisos aos meus cortesãos mais fiéis, se o menos houvesse uma distração para Voldemort...
Naquele instante, bateram a porta principal da sala, obrigando os dois homens a saírem de dentro do nicho e voltar a suas posições habituais.
— Entre — disse Padre Severus.
Um soldado entrou, fazendo reverência ao padre e depois uma maior ao Rei e então disse:
— Vossa Majestade, fui enviado com uma mensagem urgente, pela irmã mais nova da esposa do Conde Weasley.
O Rei franziu o cenho e disse:
— Nós não temos qualquer contato com esta lady, soldado, no entanto estamos curiosos sobre o conteúdo da missiva. Transmita-o!
O soldado pigarreou, intimidado pela figura do Rei, mesmo assim, quando transmitiu o recado, lendo uma longa folha de pergaminho, o fez com a voz firme e clara:
“Eu, Suzanna Bonnes, viúva do Lord Edward Bonnes, venho implorar a ajuda de meu suserano, o qual meu falecido marido sempre elogiou pela capacidade, coragem e bondade. Como Vossa Majestade poderá perceber, o problema é muito superior a qualquer demanda feminina, porque diz respeito à vida de minha filha, Ginevra. Ela foi conduzida à presença do Rei Voldemort, como sua noiva. Por favor, eu lhe peço que interceda pela vida de minha filha. Junto a esta carta está a carta que o secretário particular do Rei Voldemort me enviou, a cerca das intenções deste com minha filha. Talvez, quando Vossa Majestade se inteirar de tudo, já seja tarde para salvá-la, no entanto é meu dever tentar resgatá-la. Eu sei, Vossa Majestade, que Deus vos guiará. Minha família ser-lhe-á sempre fiel.
Lady Suzanna”

Os olhos do Rei Ronald brilharam com indignação por seus súditos serem subordinados às vontades de Voldemort; com frustração, por não poder impedir o que quer que fosse, em relação ao destino terrível da menina Ginevra; e com realização, porque esta era a distração que eles precisavam.
— Muito bem, soldado, traga-nos a carta para que possamos comprovar a autenticidade do sinete.
O soldado, aproximou-se tremente e joelhando-se entregou a carta. Rei Ronald assustou-se ante a mocidade do homem, não era mais que um menino de catorze anos, imberbe e franzino. Seu filho não deveria ser muito diferente, e esta constatação lhe rendeu uma pontada no peito.
No tempo em que ele era o verdadeiro governante de Atalaia, jamais permitiria que um menino se tornasse soldado. Mas agora tudo estava além de seu poder.
Rei Ronald não via à hora de reassumir o controle de seu reino.
Com uma mistura de pesar e satisfação, o Rei de Atalaia percebeu que a carta era verdadeira. Porém datada de duas semanas antes, e, para ele, aquilo significava duas coisas: a primeira, que Lady Gina estava fora do alcance e já deveria ser a esposa oficial do Rei Voldemort; e segunda, que distração talvez não fosse mais o suficiente.
— Soldado, eu temo que a missiva chegou tarde demais — falou Padre Severus ao perceber o semblante carregado do Rei. — Avise sua senhora, que o Rei tentará salvar Lady Ginevra, mas depois de duas semanas, é possível que o desejo de Voldemort já tenha se concretizado, e nem a Igreja poderia anular um casamento legal.
O soldado começou a tremer:
— Padre, Gina é minha irmã. É a moça mais bela do condado. Se for fato que ela está perdida, eu gostaria de oferecer meus serviços ao Rei de Atalaia, como manifestação de fidelidade de minha família.
Rei Ronald já abria a boca para recusar. Ele não poderia privar Lady Suzanna de dois de seus filhos. Porém, Padre Severus foi mais rápido e disse:
— Tenho em mente uma coisa que poderia fazer por nós, jovem Bonnes. Algo que poderia salvar inclusive sua irmã.
Rei Ronald o encarou surpreso e depois olhou para o jovem homem que se punha ereto e encarava o padre com coragem.
— E o que seria, Padre?
Severus deu um sorriso de canto, enquanto seus olhos negros e sem alma brilhavam com inteligência.
— Diga-me, jovem Bonnes, o senhor se considera um homem discreto?



Rei Voldemort estava mais que satisfeito. A jovem que ele mandara trazer era perfeita, e com certeza estaria com seu herdeiro no ventre.
Ela era doce, a pele branca como leite, pintada de pequenos pontos mais escuros. Pequena e macia, seus cabelos vermelhos eram luxuriosos e ele sentia excitação evidente apenas em pensar neles. Ah, sua doce esposinha, ele iria aproveitá-la muito bem antes de terminar com a vida dela.
Rei Voldemort apenas fechou o cenho ao pensar na reação de Belatriz, ao saber do casamento e na piora significativa de seu humor ao conhecer a “noivinha”. Sua amante já tinha assassinado oito dos dez prisioneiros que ele lhe dera para aplacar a raiva, mas ela ainda continuava possessa.
Rei Voldemort, pessoalmente, lhe alertou que, se ficasse enfastiado das demonstrações de birra da amante, ele iria desterrá-la sem propriedades ou dinheiro, ou talvez a vendesse como escrava. A isso ele teve que lidar com uma Belatriz calada que se esgueirava pelas sombras, como um fantasma. Mas um fantasma letal.
Ele arrependeu-se de ter dado tanta liberdade àquela mulher. Ela poderia lhe causar muitos problemas agora.
Depois dele, a pessoa que mais conhecia o Castelo tão bem era a viúva. Além disso, Belatriz tinha um séquio de soldados fiéis que a protegeriam inclusive do suserano, se fosse necessário.
Voldemort tinha de encarar a verdade, Belatriz era uma cobra criada por ele entre os seus. Agora, talvez, fosse muito tarde para contornar a situação. Quem sabe ele deveria mandar matá-la?
Voldemort resfolegou irritado. Não, não iria matá-la, os conhecimentos sobre venenos e torturas que Belatriz possuía eram muito mais importantes que o aborrecimento causado pelos chiliques dela.
Talvez ele devesse mandar prendê-la?
Sim, esta era uma solução que o agradava. Prendê-la na torre, na cela ao lado da insossa Rainha Luna. Ele iria pensar nisso...



Oh, sim!
Este era o grito do corpo de Harry, enquanto Hermione abria os laços que lhe prendiam as calças. Realmente estava vestido demais...
Sem afrouxar o beijo um único segundo, ele aproveitou para soltar os laços da túnica do vestido dela. Deuses ele queria sentir a maciez daquele corpo cálido junto ao seu. Queria prová-la, possuí-la completamente e aquele era um pensamento atordoante e enlouquecedor.
Numa cacofonia de gemidos e resmungos, os dois acabaram despidos, as roupas eram apenas um amontoado confuso de tecidos lançados ao lado, desprezados.
Com a respiração ofegante Harry separou-se da boca de Hermione a fim de olhá-la. Deuses ela era maravilhosa. A pele era levemente dourada, as pernas longas e bem torneadas, quadris arredondados, barriga lisa e os seios... Pareciam frutas maduras, com os bicos um pouco mais claros que a cor dos lábios dela, do tamanho perfeito.
Ela era perfeita.
E estava rubra de vergonha.
Ele sorriu ante isso, até perceber que era alvo de um olhar longo.
Nunca se importara com a nudez, mas para ela queria parecer bonito. Queria não ter tantas cicatrizes, tantas avarias.
O silêncio entre eles se tornou mais profundo. Apenas os sons da mata e da fogueira eram ouvidos, e Harry sentiu que isso significava mais que uma simples relação. Era um pacto quase sagrado, como o que firmava com seus soldados antes da batalha, quando, em silêncio, contemplava-os jurando a si mesmo e aos deuses que faria de tudo para mantê-los vivos e para ser um bom comandante.
Hermione sentiu o frio da noite arrepiando a sua pele. Mas, isso realmente perdera totalmente a importância ao ver Harry ajoelhado a seu lado. Deus querido, quantos músculos, quanta pele, e quantas cicatrizes. O peito que ela já descobrira antes, subia e baixava com violência, as pernas longas e grossas, cobertas por uma camada da mesma penugem que recobria o tórax, flexionavam-se de forma assustadoramente masculina. Tudo nele era masculino, linhas angulosas de uma beleza cáustica.
Em vão ela tentou desviar os olhos do seu sexo. Também, pudera, em toda a sua vida de curandeira, nunca vira um tão... tão... grande. Ela vira alguns quando tratara de homens feridos, mas então eram flácidos e, com certeza, menores. Este estava ereto, duro e lhe parecia enorme.
Alguns segundos desconfortáveis se passaram antes que eles se encarassem novamente. Harry sentiu que ela vacilava e temeu que desistisse. Se isso acontecesse ou ele a tomaria a força, ou ele se atiraria no rio.
— Não se preocupe — disse tentando tranqüilizá-la. — Eu não machucar você, mulher.
Hermione queria acreditar nisso e queria falar algo, mas apenas pode gemer quando ele baixou-se rapidamente e beijou-a com impetuosidade, riscando-lhe os contornos dos lábios até que ela voltasse a abri-los para ele.
O beijo tornou-se subitamente intoxicante quando ele introduziu a língua na boca dela. Revirando-a, instigando-a até que Hermione deslizou as mãos pelos braços fortes e pelos ombros até segurá-lo pelos cabelos contra si.
Agora o príncipe sabia que ela estava relaxada e que o queria, o queria com mais força do que poderia supor, pela exigência daqueles lábios macios, com gosto de morangos maduros. Deslizou a mão pelas costelas pequenas e frágeis da mulher que tinha debaixo de sim, soltando pequenos gemidos roucos enquanto era beijada. Ele avançava e recuava até que finalmente chegou a seu objetivo: os seios dela.
Oh, aquele gemido quase o fez antecipar as coisas. No entanto, ele conseguiu se conter. Eles estavam sozinhos, exatamente como ele queria, longe de tudo e de todos, e não havia pressa, ele queria aproveitá-la bem.
Deslizou as pontas dos dedos em círculos sobre as mamas até que Hermione tremeu, então os segurou com força, ritmadamente, fazendo-a arquear-se e gemer e cravar as unhas no seu couro cabeludo.
Ele deslizou a boca pelo maxilar suave da mulher seguindo com beijos possessivos pela linha do elegante pescoço. Ele queria prová-la. Toda ela. E esperava ter forças para tanto.
Hermione arqueou-se ainda mais uma vez quando sentiu que ele delineava seu seio com a língua. Em resposta, segurou os cabelos espessos e negros do príncipe forçando a algo que ela mesma não entendia, até que ele sugou a mama.
Sim, ela morreria depravada, mas morreria com o maior prazer que já sentira em toda a sua vida. Seria aquilo que motivava as mulheres a perder seu juízo? Sua moral? Sua honra?
Se fosse, ela entendia muito bem a necessidade premente de ter o corpo acariciado e beijado. Era terrivelmente assustador e, ao mesmo tempo, terrivelmente maravilhoso. E ela queria senti-lo, queria beijá-lo da mesma forma.
Bem talvez numa outra vez, quando ele permitisse que ela se levantasse. Agora ele a prendia com força contra a manta usada como cama.
Todos estes pensamentos caóticos foram interrompidos quando Harry tocou-a no centro de sua feminilidade. Hermione soluçou e convulsionou, um pouco de susto e muito de prazer.
O calor expandia-se em círculos do exato ponto que Harry tocava, até a ponta dos dedos das mãos e dos pés de Hermione. E ele ajustava a velocidade, deixando-a queixosa, ansiosa por um alívio, algo que não compreendia na totalidade, mas que sabia ser importante.
Harry estava tão ou mais perdido na paixão. Ouvir aqueles pequenos queixumes e gemidos desligou seu eu consciente e tudo o que ele pensava era afundar-se nela. E seu corpo obedeceu a estes instintos mais primitivos.
Voltou a beijá-la profundamente, enquanto uma das mãos erguia uma das pernas dela e a outra a estimulava. Tocou o sexo já quente e úmido dela com o seu e não pode reprimir o gemido que mais parecia um rugido rouco, vindo do fundo de sua garganta. Ainda segurando uma das pernas erguidas, ele usou a outra mão para se posicionar e, num movimento apenas, instalou-se dentro dela.
Hermione deu um grito e contraiu-se. Ainda tremendo de desejo Harry a encarou e disse com a voz sumida:
— Deuses, você é virgem!
— É claro — respondeu ela com a voz embargada pela dor.
Ele soltou uma maldição e sentiu um novo fluxo de tremores quando ela moveu-se o acomodando ainda mais profundamente. Ele não conseguiria se conter.
— Eu não posso parar — gemeu ele movimentando os quadris.
— Então não pare — retrucou Hermione com a voz mais firme.
A dor profunda e aguda que ela sentira já passara e agora só havia a sensação dele dentro dela. E, que Deus a perdoasse, ela o queria assim o máximo de tempo possível.
Quando ele retirou-se ela gemeu dizendo:
— Não vá.
Foi totalmente desnecessário é claro, porque no segundo seguinte ele voltava a penetrá-la, logo estabelecendo um ritmo firme que a fazia gemer cada vez mais alto, para loucura do príncipe.
Ela riscava com os dedos suas costas, as laterais de suas costelas, suas nádegas firmes, o alto das coxas grossas, e entrelaçara a perna erguida ao redor da cintura masculina. A boca colada ao seu pescoço, mordendo, lambendo, beijando. Aquilo era sedução pura, na forma mais apimentada que ele jamais experimentara, fazendo-o aumentar a velocidade e a força dos movimentos.
Ele ainda a acariciava com uma das mãos, sentindo toda a extensão de pele acetinada que a cobria, enquanto usava o outro braço para apoiar-se e não deixar todo o peso sobre o corpo miúdo da curandeira. Mas ele não agüentaria muito mais.
Voltou a beijá-la com força, tentando aprofundar a língua na boca macia assim como aprofundava seu membro no interior quente dela, mas sem nunca ser o suficiente. Ele nunca tinha o suficiente dela.
Hermione estava mais que descontrolada. Ela gemia porque queria chegar a algo, algo que por mais que se esforçasse não alcançava nunca. Foi quando sentiu a mão do príncipe no ponto que fizera ela pular de prazer. O toque firme em seu clitóris e as arremetidas duras de Harry lhe levaram até o “algo” tão almejado.
Com um grito e os olhos arregalados de espanto, a castanha sentiu um choque por todo o corpo, o prazer que sentia até então, ampliado pelo menos dez vezes, espalhando-se em ondas a fazendo ficar arrepiada e relaxada e ofegante.
Ela ainda tentava compreender o que fora aqui quando vira que os movimentos de Harry ficaram dessincronizados até que ele grunhiu alto e ela sentiu algo quente escorrendo dentro dela. Ele desabou parcialmente sobre Hermione, respirando em grandes sorvos.
Ela ficou muito quieta, tentando entender tudo, e percebeu que era daquela forma que os bebês nasciam, aquele líquido quente era a semente do pai.
Era uma questão científica é claro. Hermione sempre quisera saber e ninguém julgava que ela poderia ter tal conhecimento por ser uma mulher e solteira, mas agora garantira o conhecimento de forma total e completamente fabulosa. A curandeira sorriu.
Harry viu Hermione sorrindo e sentiu-se preenchido de uma arrogância típica masculina.
— Eu sabia que faria você sorrir, mulher.
Hermione girou o rosto para encará-lo. Os dois estavam suados e avermelhados. Mas o cabelo dele pareceu-lhe, pela primeira vez, muito pior que o dela e ela sorriu ainda mais antes de retrucar:
— Se queria me fazer rir era só se apresentar com este cabelo de porco espinho.
Harry arregalou os olhos chocado com o que ouvira e grunhiu irritado passando a mão com força nos cabelos sempre rebeldes, tentando baixá-los. Hermione riu um pouco mais e segurou-lhe a mão dizendo:
— Deixe. Está bem assim.
Harry a encarou meio indeciso, mas o sorriso que lhe era dedicado o deixou um tanto tonto. Aqueles olhos castanhos como âmbar brilhavam mais que a fogueira e que as estrelas, afogando-o em sentimentos desconhecidos, mas extremamente reconfortantes.
Ele queria dizer qualquer coisa, mas viu-se impedido. Todas as outras mulheres com que ele estivera, logo se levantavam para voltar a seus leitos, ou era ele quem levantava, dispensando apenas um beijo frio como despedida. Nem mesmo Lady Cho tinha um tratamento diferenciado daquele modo frio.
Mas Hermione merecia mais do que isso. Ela merecia palavras doces como as que seu irmão dispensava a sua cunhada. No entanto, Harry nunca fora um homem letrado ou doce. Ele era um guerreiro. Ele não entendia como expressar seus sentimentos.
Hermione o encarou e beijou-lhe delicadamente a testa, antes de se acomodar melhor na manta e puxar seu vestido como forma de coberta. Ela sentia-se exausta tanto por seus pensamentos erráticos, que iam da culpa até a completa e total realização, quanto pelo dia intenso. Ela precisava dormir, com certeza no dia seguinte tudo estaria mais claro.
Harry ficou observando a curandeira ser vencida pelo sono. Deuses o que havia feito? Desde quando ele seduzia virgens? Se ele suspeitasse que a mulher era intocada teria tido a gentileza de possuí-la numa cama, como se devia... Mas não! Comportou-se como um adolescente cheio de hormônios e um tanto depravado!
Será que esta noite teria conseqüências? Será que Hermione seria uma daquelas mulheres pedantes que se agarravam as pernas dos guerreiros tentando impedi-los de sair de casa? Por mais que ele quisesse uma família não sabia se queria começá-la com aquela mulher em específico, pelos deuses, ela era uma camponesa e...
Não! O mais correto seria ele lhe arranjar um marido de sua classe social e procurar uma esposa condizente com sua posição depois da retomada de Atalaia. Talvez Lady Cho. Mas quem aceitaria Hermione agora que ele a desonrara?
Talvez o próprio Longbottom, ou Sírius que parecia gostar tanto da companhia da mulher.
No entanto, o mero pensamento de que outro homem a beijaria, que outro homem tocaria aquela pele sedosa e perfumada o fazia ranger os dentes e lhe causava uma dor imensa no peito.
Não! Ele não conseguiria simplesmente passar Hermione para outro como uma capa usada. E ele... Ele precisava dormir. Amanhã ele pensaria com clareza.
Puxando Hermione contra si e uma manta com a outra mão para tapá-los, Harry teve um sentimento de completude perfeito, pela primeira vez em muitos e muitos anos. Mas ele analisaria este pensamento num outro momento. Agora ele iria dormir.
O dia amanhecia, e Hermione acordou com a sensação de que era beijada no pescoço e acariciada nas pernas. Com um “mhummmm” comprido ela se esticou na manta, ainda sem abrir os olhos. Foi quando ela ouviu um grunhido baixo e escuro, que a fez piscar antes de focalizar a fonte do ruído.
Ela viu Harry, já completamente excitado, beliscando-lhe o seio com os dentes e guiando uma das mãos para o centro de seu calor.
—Princ... — ela tentou gemer, o que lhe foi impedido por um boca faminta.
Harry não queria ouvi-la pronunciar outra coisa que não fossem os adoráveis gemidos de satisfação. Ele acordara excitado, abraçado ao corpo morno e macio que lhe fez tomar uma decisão: ele enfrentaria o que fosse, mas ficaria com a curandeira para si. Era tarde demais para abrir mão dela, talvez já fosse tarde demais quando ela brigara com ele na frente dos aposentos de sua cunhada, na ocasião do parto do príncipe.
Hermione já desistira de lutar e começara a retribuir as carícias. Surpresa, ela percebeu que ele deixara ela tomar a iniciativa e tombá-lo, enquanto ficava sobre ele.
A curandeira jamais vira um homem tão maravilhosamente másculo. E ela aproveitaria a oportunidade para beijá-lo e acariciá-lo como quisera na noite anterior.
Ela deslizou a boca pelo maxilar e pelo pescoço musculoso do príncipe, detendo-se no ponto logo abaixo da orelha, pois ele ofegara quando ela desenhara padrões indefinidos na pele áspera, com sua língua.
Explorou os braços fortes mais uma vez, descendo as mãos pelo peito largo. Com as pontas dos dedos, Hermione contornou cada cicatriz que encontrava, e seguia este caminho dando pequenos beijos molhados:
— Ah... Mulher, eu... —gemeu Harry.
Hermione pausou os beijos e o encarou com a cabeça tombada para o lado, até que Harry abrisse os olhos e a encarasse.
— O que foi? — perguntou ele irritado com a interrupção.
— Eu não quero que me chame de mulher, como se eu fosse uma qualquer — resmungou ela. — Quero que me chame pelo meu nome. Meu nome é Hermione, e não mulher.
Harry a encarou surpreso. Nenhuma de suas inúmeras amantes jamais se queixara. Algumas até achavam erótico não ter identidade, serem apenas mulheres. Mas parecia que esta pequena gatinha era diferente em todos os aspectos.
Ele estava ainda atordoado de sono e de excitação para resmungar uma resposta coerente, que incluía uma negativa veemente, mas quando sentiu aquelas mãos pequenas e ágeis lhe acariciando o sexo, ele gemeu e concordou com a cabeça.
Hermione deu um sorriso satisfeito e depois de olhar longamente o tórax do príncipe decidiu que lhe beijaria o mamilo, assim como ele tinha feito a ela durante a noite.
Isso lhe rendeu um gemido ainda maior e ela sorriu. Adorava ter este poder sobre aquele príncipe tão prepotente. Mas o que a surpreendera foi que fazê-lo gemer e tremer a fazia sentir-se muito mais excitada. Aquela exploração lhe dava talvez tanto prazer quanto a ele e isso a incentivava a ser ainda mais audaciosa.
Depois de deixar ambos os mamilos masculinos duros como pedras, Hermione desceu os beijos pelo estômago plano e firme, chegando até o imponente membro que se erguia ante ela.
Novamente com a ponta dos dedos ela explorou apele suave que cobria a extensão, frisada de pequenas veias azuladas. A cabeça era mais larga e um tanto avermelhada, e lhe lembrava um fruta madura, ela não conseguia lembrar qual. Ao circular o dedo na pequena fenda no topo da cabeça do pênis, Harry gritou:
— Deuses!
Ela olhou-o interessada na reação. O membro parecia ainda mais duro, contrastando com a pele aveludada que o envolvia. Isso merecia uma pesquisa mais a fundo. Afinal que gosto teria?
Hermione decidiu que queria saber tudo. Agora que ela já era uma perdida, tal como a mãe de Luna sempre pregara, ela iria até o fundo e saberia tudo de como ser uma perdida.
Aliás, Hermione convenceu-se enquanto o acariciava com cuidado, isso era apenas uma curiosidade científica. Ela deveria experimentar para conhecer...
Resolvida, Hermione baixou a boca e provou com a ponta da língua o líquido que começava a vazar da fenda. Ao vê-lo grunhir enlouquecido, e sentir as mãos dele enterradas em seu cabelo, Hermione não duvidou e abocanhou tudo o que podia.
Ela deixou-se guiar, seguindo os instintos mais básicos. Ouvia a respiração entrecortada do príncipe e as palavras desconexas e aquela litania de sons a empurrava a ser mais veloz e mais firme em sua sucção.
— Mulher eu acho que...
Pronto! Aquela palavrinha básica foi suficiente para afastar Hermione de Harry como se ela tivesse sido arrancada do lugar por dez homens. Ela olhou-o criticamente. Sentiu que permanecia o desejo, mas não seria uma prostituta a mais. Ela havia se condenado perante Deus, mas seu amor próprio não seria condenado também.
Como se nada tivesse acontecido, ela levantou e seguiu até o rio onde mergulhou num ato só.
Harry ficou deitado, com a mente enevoada, sem entender o que houve. A palavra que ele pronunciara, “mulher”, lhe atravessou a mente como um raio. Por isso ela não continuara. Porque ela tinha orgulho. Ele deveria lembrar-se disso.
Se fosse qualquer outra, ele teria deixado-a de lado, e não se importaria com os sentimentos dela. Mas Harry tinha amanhecido com a certeza de que ele a queria. E a queria permanentemente. Pensara até mesmo em romper com suas outras amantes, ainda não tinha nada decidido, mas era quase certo que ele ficaria exclusivamente com a curandeira.
Assim, ele levantou-se e seguiu até o rio, onde a buscou de volta.
— Mas o que pensa que está fazendo, Alteza— gritou Hermione debatendo-se nos braços de Harry.
Ele deu um sorriso de canto e afirmou:
— Estou pescando, Hermione.
Com poucos passos ele deitou-a na manta. Os dois tremiam e as respirações saíam como grossas fumaças de vapor, a água gelada do rio escorria por seus corpos, molhando a cama improvisada.
Harry tentou beijar Hermione, que virou a cabeça para o lado. Ela não se renderia tão facilmente. Ele sorriu e beijo-lhe a bochecha úmida e gelada. Descendo os beijos até a orelha dela, onde sua respiração quente enviou arrepios por todo o corpo feminino.
— Beije-me de volta, Hermione — ordenou ele.
— Não!
Harry voltou a sorrir, ele a dobraria. Uma das poucas coisas de que tinha certeza nesta manhã, era que seus corpos foram feitos um para o outro, e era uma questão de habilidade, convencer a curandeira disso.
Acariciou-a com toda a perícia de seus anos de experiência. Beijou-lhe o pescoço os seios, rompendo as barreiras que ela erguera e deixando-a mole de desejo. Decidido a fazê-la implorar um beijo, ele beijou o interior dos braços dela, demorando-se na pele sensível dos pulsos e do interior dos cotovelos. Seguiu novamente para os seios, mordiscando-os e sugando-os até que Hermione gritara de desejo e começara a puxá-lo para um beijo, mas ele queria ouvi-la implorar, com a voz queixosa que ela fazia quando estavam se amando.
Voltou a beijar-lhe o estômago, deslizando a língua em movimentos circulares por toda aquele pele perfumada. E, finalmente, afastou-se, voltando a beijar-lhe o pescoço e parando para dizer no ouvido dela:
— Beije-me, Hermione
— Sim — gemeu ela tentando puxá-lo para a boca.
Ele riu roucamente e sussurrou no ouvido dela:
— Agora sou eu quem não quero.
E, num movimento fluído, ele afastou-se, erguendo os quadris da curandeira, fazendo-a arregalar os olhos.
— Isso mesmo — concordou ele. — Eu quero que me veja enquanto eu a beijo, aqui.
Hermione segurou o fôlego enquanto via-o descendo em câmera lenta até seu sexo. E ao sentir a respiração quente dele, teve uma nova onda de tremores, que em nada se pareciam com a convulsão que sofrera ao sentir a língua habilidosa lhe acariciar.
— Eu... Oh, céus... — Hermione gemeu.
Ele sorriu e passou a sugar o clitóris compassadamente. Os gemidos dela o encheram de uma satisfação quase animal. E o gosto dela? Gosto de mulher. E pensar que ele fora o único a tocá-la daquela forma fez seu peito explodir de felicidade. Ela não duraria muito mais.
Hermione tremia enquanto seu corpo inteiro chamuscava. Ele era bom, ela tinha que concordar com isso. A barba crescida lhe fazia carícias provocadoras nas coxas entre os movimentos dele. Ela só esperava que o príncipe não se interrompesse.
Harry sorriu ao percebe o quanto Hermione aproximara-se do orgasmo.Deu uma última lambida antes de puxá-la com cuidado para ficar em seu colo. Ele estava ajoelhado entre as pernas dela e já preparado.
Antes que Hermione pudesse reclamar da interrupção, ela já o sentia preenchendo-a com precisão.
— Harry...— gemeu ela mais alto.
— Sim, Hermione, eu quero você, todinha, completa... Venha comigo.
Ela não sabia direito o que o príncipe queria dizer com isso, até que ele iniciou os movimentos precisos e instigou-a a se mover junto com ele.
Definitivamente, pensou Hermione, ela gostava de ser uma depravada. Ela gostava da sensação da pele de ambos deslizando uma contra a outra, úmidas pelo esforço, da sensação dos lábios dele por todo o corpo, da língua dele... Das mãos...
Harry não pensou em mais nada, nada além do prazer de tê-la entre seus braços, nada além da sensação morna e sedosa que envolvia seu corpo.
Quanto tempo passou entre o início e os tremores do orgasmo que atravessou a ambos como uma lança? Toda uma vida? Apenas um segundo? Não haveria como precisar.
Tanto Harry como Hermione apenas lembrariam um prazer avassalador, seguido do sentimento de completude, manifestado ao perceberem que estavam enredados, braços e pernas, como se fossem um só.
Harry afastou a cabeça, que se encontrava afundada no pescoço suave e elegante da curandeira, entre seus cabelos perfumados de madressilva, para encará-la, ainda tremente. Ele beijou lhe o pescoço molhado, sentindo-se em paz pela primeira vez, em anos? Séculos? Milênios? Ignorava também. Na verdade ignorava tudo, menos a sensação dela com ele.
— Hermione — murmurou acariciando-lhe o pescoço com o nariz.
Ela respondeu abraçando-o com mais força.
Ficaram alguns minutos ainda naquele amontoado de pernas e braços, até que a curandeira suspirou, e se afastou um pouco.
— Precisamos voltar, Alteza — murmurou ela.
Ele não queria voltar. Estava muito bem ali. Porém, sabia que ela tinha razão. A qualquer momento poderia chegar uma equipe de busca enviada por Dom Black, ou pior, os soldados de Voldemort poderiam encontrá-los. Ele havia esquecido tudo apenas por ela. Era o momento de voltar. Harry tinha compromissos assumidos com toda uma nação, não poderia abandoná-los por uma mulher. Por mais maravilhosa que ela fosse.
— Sim temos — concordou ele finalmente, enquanto se levantava.
Hermione sentiu o exato momento em que Harry se distanciou dela. Não física, mas emocionalmente. E o que ela esperava? Que um príncipe fosse querê-la? Ela era um simples órfã, sem um tostão, um príncipe quereria muito mais do que ela poderia oferecer.
Está na hora de acordar, Hermione. Pessoas como eu, não têm uma história de amor.Pensou ela suspirando resignada.
Rapidamente, recolheram o acampamento e buscaram os cavalos para voltar ao Acampamento do Dragão.
Eles montavam há apenas alguns minutos quando foram interceptados por Draco e Pansy, que lideravam um grupo de busca.
— Graças a Deus! Vocês têm idéia do susto que pregaram no Jim e na Bella? — gritou Pansy.— Eu tive que amarrar os dois para impedir que viessem atrás da “madrinha”!
Hermione manteve-se séria. Ela ainda não conseguia lidar com tudo o que acontecera, então preferia manter a tranqüilidade.
— Sua Alteza estava machucado. Eu fiz o que deveria ser feito, Pan. E você sabe que segui exatamente os cinco passos do nosso plano de emergência.
Harry a encarou surpreso. Ele esperava que ela estivesse chateada, confusa, raivosa... Qualquer coisa! Afinal ela tinha perdido sua virgindade, eles haviam passado mais que a noite juntos, e agora... Ela simplesmente parecia fria. Fria e calma demais...
— Está tudo bem, Hermione. Pan só esta reclamando porque não conseguiu fazer os dois pestinhas se comportarem — falou Draco sorrindo para a curandeira. — Agora, se estamos todos bem, vamos voltar. Eu estou com uma sensação estranha, e esta parte da floresta me dá calafrios.
— Eu não sabia que era tão sensível, Draco — retrucou Harry dando um sorriso irônico.
— Depois que você tiver seus filhos, Harry, conversaremos sobre sensibilidade novamente — resmungou ele com um brilho diferente nos olhos prateados.
Harry manteve silêncio. Ele tinha a consciência de que não sabia nada dos sentimentos que Draco falava. Mas ao olhar de esguelha para a mulher formidável que montava a seu lado, ele teve a sensação de que logo conheceria tudo sobre o assunto.
— Bem, já que entre mortos e feridos salvaram-se todos, vamos voltar ao acampamento— sugeriu um dos guardiões do Dragão, como Dom Black chamava sua escolta particular.
Em poucos minutos, tudo o que ficava para trás era a poeira e as folhas secas. Os cavaleiros e suas montarias sumiam sem deixar rastro ou ruído, como todo e bom habitante da floresta.


N/A Carla Ligia : *escondida em um de seus números refúgios anti-leitoras assassinas*. “Quem é vivo sempre aparece”, é um ditado muito popular aqui no Rio Grande do Sul, eu sei que abandonei vocês de forma vergonhosa. Sei que prometi e prometi e não cumpri. Aliás se quiserem me abandonar eu vou entender completamente. Eu não tenho desculpas. Nenhuma pronunciável e crível, pelo menos. Eu só tenho agradecimentos por seus comentários maravilhosos, que eu responderei, eu juro, por seu incentivo constante e por serem leitores magníficos. Sim, a fic está entrando na reta final. Não, não sei quantos capítulos ainda. Sim, finalmente tem N/C. eu vou tentar escrever mais rápido para não deixá-los tanto tempo ao léu, mas não faço promessas que não pretendo cumprir. Enfim. Espero que tenham gostado deste capítulo, *Carinha de Corvinal do Mal muito Safada*. Eu sei... Não vamos falar nada enquanto vocês se abanam e suspiram. Acho que é isso. Estou com vergonha de me estender na N/A quando eu deveria estar de joelhos implorando perdão. Eu quero agradecer a Jessy que fez um remake na nossa capa, aliás, virou uma capa nova, muito mais linda que a outra, Jessy, muito obrigada, tu és A capista. Gente eu realmente estou SEM tempo, enrolada com compromissos e não poderei responder aos comentários de vocês um a um. Então, Beijocas estreladas e brilhantes para todos os meus leitores comentaristas, vocês merecem o melhor:
Cordy,
Jan,
Hermione Potter,
Imogen,
Claudiomir,
Nick Granger Potter,
Belinhaaa,
Proserpine,
Pah,
Nath,
Tutty,
Gabih,
Natylindinha.
Prometo responder a seus comentários com precisão e astúcia no próximo capítulo. Ah, junto com os próximos é claro.... hihihi. Beijinhos aos mudinhos que não me abandonaram, vocês merecem meus agradecimentos. E até o próximo capítulo.

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