Na manhã seguinte, Rose ainda dormia calmamente na torre da Grifinória. Scorpius estava em um banho gelado, se recuperando do sonho que teve com certa ruiva. Alvo estava dormindo em um sofá no salão comunal, pois havia pegado no sono por ali enquanto esperava Anne descer. Lílian estava em uma perseguição amigável pelos jardins com um loiro nada intimidador para ser sincera. Jesse brincava com a ruiva Potter, e ria sem receios por já ter se acostumado a conviver pacificamente com ela. Alguns alunos das quatro casas já haviam descido e tomavam seu café da manhã calmamente no salão principal. Outros por sinal, pareciam ter esquecido completamente da vida, e estavam dispostos a perderem algumas aulas. Já em outro canto do castelo, uma Anne desesperada se preparava para acordar aos berros sua melhor amiga.
- ROSEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!
A ruiva deu um pulo de susto ao acordar, e resmungou algumas azarações que Anne estava merecendo no momento.
- Oi?
- Acorda, corre, se troca, me conta sobre sua ronda com o Scorps e vamos logo que eu preciso tomar café! – Anne era viciada em café, e já estava histérica pela falta de cafeína no corpo, suas mãos inclusive tremiam, mas Rose não tinha certeza se tinham o mesmo motivo.
- Bom dia pra você também. – Rose murmurou entre um bocejo enquanto se espreguiçava. – Quer que eu faça essas coisas em que ordem?
- Vai me contando tudo enquanto a gente corre pra tomar café, você pode ir se trocando pelo caminho. – Elas riram. – Vamos rápido meu amor, eu vou ter uma síncope que não tomar meu cappuccino logo.
As duas se trocaram rapidamente enquanto Rose descrevia com riquezas em detalhes sua ronda e suas “aventuras” da ultima madrugada. Anne ria e sorria cúmplice a cada detalhe comprometedor, o que deixava Rose sem jeito e a fazia se perder nas explicações. Quando passaram pelo Salão Comunal, viram Alvo dormindo e caindo com metade do corpo pelo lado de um dos sofás, Anne corou levemente e Rose viu seus olhos brilharem enquanto se enchiam de lágrimas, o que a amiga logo disfarçou enquanto tentava enrolar a ruiva com uma fofoca nova da Corvinal. Elas chegaram ao salão principal e se dirigiram à mesa da grifinória.
- Onde está Lily? – Rose perguntou à Hugo, enquanto lhe dava um beijo na testa. O irmão só apontou na direção da mesa sonserina, e a ruiva ficou com o queixo caído.
Lílian Potter realmente estava lá, sentada ao lado de Jesse que tinha um braço ao redor de seus ombros, conversando animadamente com alguns outros sonserinos, como se fosse da casa. Enquanto olhava para lá, Alvo chegou sonolento ao lado de Rose. Anne imediatamente se sentou e começou a conversar com Hugo enquanto enchia um grande copo com muito café, como se não percebesse a presença de mais ninguém. Alvo suspirou derrotado enquanto via a morena o ignorar, então se voltou para Rose.
- Ainda ta brava comigo? – Perguntou com a sua melhor e mais sincera cara de desânimo, o que era pura verdade.
Rose não resistiu. Por mais que Alvo fosse terrível e fizesse Anne sofrer, ele era seu primo, talvez até um irmão, e ela o amava de uma maneira inexplicável. Ela simplesmente lhe sorriu de maneira pesarosa e o abraçou fortemente. O garoto rapidamente correspondeu, e logo Rose já chorava encostada ao seu ombro, aquela manteiga derretida. O gesto dos dois nem ao menos chamou a atenção de alguém no salão, já que estavam todos comentando à respeito da nova ruiva na mesa dos puro-sangues. Rose e Alvo se separaram sorrindo, e então ele olhou para a mesa da Sonserina enquanto seu sorriso diminuía um pouco.
- Eu adoro os sonserinos, tenho amizade com a maioria deles, mas papai não iria gostar de saber boatos sobre sua caçula por lá.
- Acho melhor ir buscá-la, não?
- Estou indo até lá e...
- Deixe que eu irei, sente aí e tome seu café. – Ela o cortou rapidamente, então o empurrou para o espaço vago no banco ao lado de Anne, que apenas revirou os olhos e continuou a tomar seu café como se ele não existisse.
A ruiva se dirigiu calmamente até a mesa da Sonserina, do outro lado do salão. A prima, ao vê-la, sorriu com seu jeito espevitado e acenou feliz. Rose riu. A mesa sonserina ainda não estava muito cheia, então vários lugares estavam vagos. Rose chegou de frente ao lugar em que Lílian estava com Jesse, separada dos dois apenas pela mesa. Ela apoiou-se e abaixou a cabeça para falar com a prima, de maneira que não chamasse atenção dos restantes presentes na mesa.
- Bom dia Lílian, bom dia Jesse, estou achando linda toda essa demonstração de afeto e carinho entre os dois, mas eu acho melhor você voltar para a nossa mesa Lily, - Rose sussurrava enquanto falava diretamente à prima - as pessoas já estão comentando maldosamente.
- E aí Rose, bom dia, nós não estamos fazendo nada demais. – Jesse sorria enquanto enrolava o dedo distraidamente no cabelo de Lily, que sorria tão abertamente quanto.
- Mas... – Ela foi interrompida pelo burburinho que correu o salão, como sempre ocorria quando Scorpius Malfoy se aproximava. Rose suspirou e pensou “lá vem”.
Ele chegou sorrindo como um ator de Hollywood satisfeito com seus fãs, e se dirigiu diretamente a Rose. Quando já estava por perto, ela reparou que ainda estava apoiada na mesa e que ele olhava diretamente para seu corpo. Corou um pouco, e ficou em pé novamente, se ajeitando. Ele chegou perto dela e piscou, antes de se esparramar no banco à frente.
- Não precisava se arrumar amor, eu gostei da posição em que estava antes. – ele sorria e se dirigiu sutilmente a ela, como se fossem casados há anos. Ela riu e revirou os olhos, então mordeu o lábio inferior enquanto pensava em alguma resposta à altura, gesto que não passou despercebido por ele.
- Não sei para quê me olhar publicamente assim querido, você sabe que mais tarde nós teremos muito mais do que isso. – Respondeu em tom igual ao dele, que sorriu cúmplice ao início da nova disputa.
Há alguns anos, na verdade desde que se conhecem, Rose e Scorpius vivem em infinitas disputas. Em aulas, jogos de quadribol, reuniões de monitores, encontros casuais, estavam sempre tentando superar um ao outro. As disputas nem sempre foram tão amigáveis como vem sendo nos últimos tempos, já que se transformaram em jogos para eles. Mas algo é certo: nenhum dos dois está disposto a ceder e perder esses jogos íntimos. Então, como já era de se esperar, Hogwarts ainda teria visões desse tipo de cena com uma freqüência cada vez maior daquela época em diante.
Rose ainda olhava pra Lily com cara de quem diz “por favor vamos embora antes que eu decepe a cabeça dele”. Lílian sorria, e se aconchegava a cada vez mais no largo peito de Jesse, que conversava sobre algo não muito interessante com Scorpius, o qual ainda olhava para Rose com um jeito intrigado.
- A que devemos a sua tão nobre presença por aqui? – Scorpius finalmente perguntou, cedendo à curiosidade e tentando mudar de assunto antes que dissesse algo que o incriminasse por pensar tão pecaminosamente assim nela.
- Vim buscar Lily! Mas essa idiota não quer voltar pra sua mesa que lhe é de direito – Ela falava alternando olhares entre Lílian e os loiros ali presentes.
- Rose, querida, meu amor maior, minha prima preferida, coisa mais linda dessa minha vida, eu só estou aproveitando meu dia. – Lily sorria. – Coisa que você também deveria fazer, ao invés de ficar participando de joguinhos infantis com alguém que claramente lhe deseja. – Rose corou. – E, ao que me parece, é um sentimento recíproco.
- Vá para o inferno Lílian Potter, não fale do que não lhe convém.
- Então não tente se meter nos meus relacionamentos, já que eu não me meto nos seus.
- Eu não tenho um relacionamento! – Elas aumentavam o tom de voz gradativamente. A esse ponto, Scorpius e Jesse já olhavam de uma para outra como quem assiste a uma partida de tênis.
- Pois deveria ter, ou então será uma velha chata e rancorosa, ou você já está treinando pra isso? – Rose semicerrou os olhos.
- Quando foi que a minha priminha ingênua se tornou assim tão atrevida e hostil? – Ela abaixou a voz, já que as duas estavam chamando a atenção dos alunos no salão.
- No mesmo momento que você percebeu o quanto era ruim guardar seus sentimentos. Quer parar com isso? Eu sou mais do que sua prima, sou sua amiga, e você não precisa me tratar assim só pelo simples fato de me importar com você.
- Eu me importo com você também Lílian, mas que saco.
- Então sabe bem que o Jesse não me faria nenhum mal. Deveria parar com toda essa palhaçada só porque não tem alguém por você! – Elas já falavam de maneira calma novamente e Rose abaixou os olhos, envergonhada.
- Mas é obvio que sei. – Sua voz não passava de um sussurro. – Desculpe por te atrapalhar tanto assim. – Lily, Jesse e Scorpius se entreolharam, deveriam ter passado dos limites.
- Ah, me desculpe Rose, eu não quis lhe ofender, eu juro. – Lily havia se levantado e corrido até o lugar em que Rose estava parada, Scorpius também se levantou, preocupado, e Jesse olhava tudo com cara de espanto.
- Eu sei que não... – A voz de Rose vacilava, e quando ela levantou os olhos novamente, eles brilhavam de maneira intensa e logo em seguida duas grossas lágrimas cortaram-lhe a bochecha corada. Lílian abraçou Rose em um só impulso, Jesse se levantou também e parecia realmente preocupado agora, Scorpius só se aproximava das duas. Pode-se perceber o momento em que Rose começou a soluçar no ombro de Lily, então Jesse olhou para Scorpius como quem diz “faz alguma coisa, cara” e ele apenas deu de ombros. Quando Lily se separou de Rose, ela ainda chorava e soluçava, ou foi o que eles pensavam.
Rose passou a mão pelo rosto e em seguida pelos cabelos ruivos, jogando-o para trás junto com a franja, e quanto levantou o rosto, ele realmente estava muito marcado por lágrimas, mas ela ria abertamente. Todos se espantaram mais ainda, enquanto Rose começava a gargalhar histericamente.
- AH, SUA VACA! – Lily gritou, enquanto a abraçava novamente, gargalhando tanto quanto a outra. Jesse e Scorpius começaram a rir também, e em poucos minutos todo o salão os olhava.
Quando pararam de rir, os quatro tinham lágrimas nos olhos e o diafragma doendo, mas sentiam-se infinitamente mais leves. As duas explicaram para eles a arte de chorar que Rose possuía.
- Senta aí Weasley, aproveita a visita. – Jesse disse, enquanto voltava para seu lugar com Lílian.
Rose sentou-se ao lado de Scorpius, que sorria pra ela de uma maneira estranha.
- Que foi? – Perguntou a ela enquanto se servia com algumas tortinhas de abóbora.
- Nada, não posso olhar?
- Não sei se é suficientemente adequado para você, Senhor Malfoy. – disse formalmente.
- Não fale como se eu lhe questionasse quando você me olha.
- Ei, eu não te olho e... Olha, bolo de chocolate! – Ela pegou um pedaço que tinha chantilly e calda de chocolate por cima, e quanto olhou para o lado, Scorpius sorria cúmplice.
- Gosta de calda de chocolate, Weasley?
- Você nem sabe o quanto. – Respondeu enquanto passava um dedo pelo chantilly com calda e colocava sensualmente na boca.
- Bom saber.
- Ei Rose, fiquei sabendo que vocês tomaram uma detenção. – Jesse cortou sem saber a brincadeira deles.
- Ah, sim, sexta-feira, lindo né?
- Isso sim são monitores-chefes, que orgulho Rô e... Ai, haha, para Jes. – Lily tentava falar enquanto Jesse tentava roubar o pedaço de pão que estava na mão dela, desistindo e indo morder seu pescoço.
- Vai acabar ficando com algumas marcas no pescoço hein ruiva? – Scorpius brincou.
- Pelo visto, você também tem uma. – Ela disse enquanto olhava pelo lado da gola da camisa dele. – A noite foi boa?
- Melhor impossível. – Rose corou.
- E a sua noite Rose, como foi?
- Doce como chocolate. – Scorpius engasgou com o café que tomava.
- Vocês dois estão tão estranhos.
- Impressão sua Potter.
- Esqueci a Anne!
- O quê?
- Na mesa da Grifinória, ah meu Merlim, há essa hora ela já deve ter matado o Alvo e...
- Eles ainda estão brigados? – Lily perguntou a Rose.
- É... Acho que sim. A Annita ta bem magoada, mas ele não coopera, então terei que arrumar um jeito pra melhorarem. Mas agora me deixa correr pra lá e falar com ela, depois eu vejo vocês, beijos. – Ela se levantou e já estava saindo correndo, quanto voltou e roubou a tortinha de abóbora que Scorpius estava prestes a comer.
- Ei, isso é meu!
- Fiquei com vontade, agora é minha. – Ele olhou bravo para ela, que saiu correndo e lhe mandou um beijo no ar.
- E Rose Weasley ganha a partida, e mais alguns pontos no coração do nosso Malfoy. – Jesse disse imitando o narrador de quadribol da escola. Scorpius lhe mandou um gesto obsceno.
- Vou correr e pegar meus materiais pra aula de Poções, encontro vocês depois. Ah, usem camisinha, vocês dois. – Eles coraram.
- Todo mundo achando que nós temos algo.
- E não temos?
- É claro que não Jesse, você é só meu amigo.
- Mas sabe que é só piscar e eu corro pra você, e você pode fazer de mim o que quiser.
- Será meu escravo sexual. – Ele engasgou e tossiu um pouco antes de conseguir encará-la.
- Não brinque com o que não pode cumprir.
- E quem foi que disse que eu não vou cumprir?
- Por isso eu amo você Weasley.
- Não brinque com o que não pode cumprir.
- Não estou brincando.
- Eu também te amo Jesse. - Eles sorriram enquanto Lily enlaçava o pescoço dele com os braços e lhe dava um leve beijo no pescoço.
Rose chegou à mesa da Grifinória e pareceu satisfeita com a cena que se seguia. Alvo estava olhando para Anne apreensivamente, enquanto ela lia um pergaminho desdobrado. Quando terminou de ler, ela o dobrou novamente e Rose leu seus lábios dizendo algo como “Ainda não te perdoei, vou pensar” e então saiu do Salão, deixando um Alvo confuso. Rose riu, e depois se lembrou que precisava de seu material de Poções, então saiu atrás de Anne em direção à torre da Grifinória.
Depois de pegar seu material, Scorpius ia andando em direção às masmorras de poções quando encontrou Rose no caminho. Ela revirou os olhos, mas depois sorriu quando o viu vindo em sua direção.
- E aí, resolveram as coisas?
- Falei com a Annita, ela me mostrou que ele mandou um cartão com uma poesia pra ela, ela disse que achou fofo, mas não o suficiente, então saiu e disse que ia falar não sei o que pra ele. – Disse tudo em um único fôlego.
Eles já estavam em frente à sala, e antes mesmo que Scorpius pudesse responder ou comentar sobre a enxurrada de novas informações que Rose havia lhe despejado, eles e outros alunos que já estavam parados esperando o começo da aula contemplaram a cena: Alvo vinha correndo pelo corredor atrás de uma Anna que parecia extremamente brava e andava pisando forte. Ele gritava o nome dela, e ela a cada vez andava mais rápido. Quando ele a alcançou, ela se virou para dizer algo para ele, o que muito pensavam que seria uma maldição, já que ela havia sacado a varinha. Então, antes mesmo que ela pudesse dizer algo, Alvo a empurrou na parede e lhe deu um beijo de cinema, daqueles que fazem os espectadores prenderem até a respiração. Alguns garotos começaram a gritar coisas do tipo “Isso mesmo Potter” e as garotas soltaram risinhos. Ao que todos viram, Anne retribuía o beijo enquanto socava Alvo tentando se separar, mas ele parecia nem perceber. Alguém gritou “procurem um quarto” e então os dois se separaram. Anne estava completamente corada e descabelada, Alvo sorria de orelha a orelha. Ela o olhou com ódio e simplesmente virou-se no corredor em que estava e correu. Os alunos gritaram novamente, e então Alvo fez uma reverencia, sabendo que havia ganhado pontos extras no coração de Anne com a surpresa. Rose estava boquiaberta, então pulou de susto quando Scorpius se dirigiu a ela.
- Você tem sorte de eu não silenciar nossas discussões dessa maneira. – Ele sussurrou no ouvido dela, e ela se arrepiou com o repentino contato.
- Sorte mais do seu lado, já que eu provavelmente não teria problemas com um Avada Kedavra pra te desgrudar de mim.
- Ao menos morreria feliz, e você desejaria morrer depois, não saberia viver sem mim.
- Vá para o inferno, Malfoy. – Ela falou alto demais, chamando a atenção de outros alunos, e corando logo em seguida.
- Só se você for comigo.
- E por qual motivo eu iria para o inferno, tão angelicalmente como sou? – Fez uma cara de criança.
- Porque, cá entre nós, esse seu fogo não tem nada de angelical hein ruiva?
- Ah, meu Merlim, você descobriu meu segredo, agora terei que matá-lo para não espalhar.
- Eu amo a sua ironia.
- E eu odeio suas mentiras.
- Sabe muito bem que eu não minto.
- Sei muito bem que você não ama nada em mim.
- Pois está muito enganada, posso te surpreender. – Ela corou.
- Você não terá mais cartas na manga, não me surpreendo com qualquer coisa. – Ele chegou bem próximo a ela novamente, e alguns alunos chegaram a olhá-los, mas ele não se importou.
- E desde quando eu sou qualquer coisa? – Disse muito próximo à ela.
- Desde o dia em que me atingiu com um feitiço no trem. – Ele riu.
- Nunca vai se esquecer disso? Meu Merlim, bem que a Potter falou, você será uma velha que se remoerá com o passado. – Ela fechou a cara.
- Pois bem, então aproveite o quanto a Lily está correta e vá com ela discutir o quanto vocês odeiam coisas em mim. Faça o favor de não voltar mais.
Nesse instante, Alvo chegou até onde eles estavam, após finalmente se livrar dos Sonserinos que voaram em cima de si para perguntar sobre a cena com Anne.
- Já estão brigando de novo?
- Sua prima que é muito meiga e sensível. – Scorpius falou superior.
- Já lhe mandei ir procurar a Lily, ou qualquer outra, são melhores do que eu mesmo.
- Se eu quisesse alguma outra eu já teria saído de perto de você, mas se eu ainda estou aqui deve ter algum motivo, não acha? – Cansou dos jogos e foi direto ao assunto, e acabou deixando-a desconcertada.
- Uau, declarações chocantes no meio do corredor, o dia ta ótimo hoje. – Alvo falou como quem fala sobre o tempo.
- Pode parar com a ceninha, Malfoy. Não sou ingênua ao ponto de cair na sua lábia.
- É por isso mesmo que eu quero você. – Ele sorria enquanto falava tudo suavemente – Cansei de garotas fáceis, chega uma hora que desafios fazem bem.
- Então seria só mais um joguinho?
- Não falei em jogos.
- Desafios.
- Não consegue parar de questionar tudo?
- Não confio tão facilmente nas pessoas.
- Por quê?
- “Uma vez magoada, duas vezes mais fria.”
- Gostaria de te aquecer um pouco.
- Vou pro inferno de qualquer jeito.
- Então te encontro mais tarde.
- Certo, o professor abriu a sala e eu preciso ir para a aula. – Ela parecia meio aleatória devido à grande quantidade de surpresas – Até depois.
Ela já estava dentro da sala quando ele gritou.
- Use uma lingerie vermelha hoje à noite, Weasley!
Todos os presentes riram e se olharam curiosos. Rose corou furiosamente, mas continuou seu caminho para dentro da sala. Alvo e Scorpius se entreolharam e riram.
- Ta aprendendo comigo hein Scorps?
- Belo professor, e ah, belo trabalho com a sua “aluna”. Parece bem satisfeito.
- A Anne ta voltando pra mim.
- Da próxima vez, aproveite a idéia do quarto.
- Quem sabe? Os amassos nos corredores uma hora ficaram enjoativos.
- A Sala Precisa ainda é bem vinda.
- Bom saber. – Eles riram – Qual é, você sabe muito bem que eu respeito a Anne, tudo ao seu tempo. – Eles foram para a aula.
Enquanto o professor lhes explicava a matéria, Scorpius mandou um cartão encantando em forma de pássaro, que se abriu quando ela o pegou. Havia desenhado uma garota que realmente se parecia com a ruiva, com um espartilho e de salto, ao seu redor haviam chamas que se mexiam, como se ela pertencesse ao fogo. Ela riu, e depois observou que no canto do desenho havia as iniciais: S.M. ao lado de um coração.
A partir desse momento, ela não conseguiu mais prestar atenção na aula. Ele havia dito em alto e bom som que a queria. Só de se lembrar já sentia o rosto esquentar e corar, mas agora estava aliviada. O sentimento era realmente recíproco, e parecia estar cooperando ao que ela queria: tê-lo em suas mãos.
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N/A: Oi gentem, meus amores, desculpem messsmo a demora, mas é que eu andei tendo uns problemas e parecia impossível terminar o capítulo. Não saiu exatamente como eu queria, mas tudo bem, eu coloco os planos nos próximos. Sinceramente, eu achei que ficou péssimo, espero que não me joguem avada kedavra a lot por aqui hein, por Merlim. Enfim, obrigaaaaaada a todos vocês, beijos. s2