- Então, Evans... gostaria de uma caminhada ao redor do lago esta noite? - disse ele, enquanto erguia as sobrancelhas, sugestivamente.
- A resposta, Potter, é não. - respondeu ela. Suspirou antes de acrescentar: - Obviamente.
Ele moveu-se um pouco mais perto de onde ela estava sentada na sala comunal, sozinha, à mesa da Grifinória.
- Vamos lá, Evans - ele baixou a voz, abrigando a conversa de ouvidos indiscretos -, quando você vai resolver sair comigo?
- Provavelmente, quase ao mesmo tempo de você crescer - ela não levantou os olhos de seu exemplar de O Profeta Diário -, então, você sabe, nunca.
- Mas eu cresci! - ele respondeu: - Eu cresci cerca de dez centímetros no ano passado. - Brincadeira! Qual é, estou bricando. Honestamente... por que você não aceita sair comigo?
- Por que você sempre fala isso como se eu devesse alguma coisa? - ela dizia, ele parecia totalmente atordoado. Ela continuou: - Eu nunca pedi para você mudar ou algo do tipo. Eu falei para você crescer, falei. E disse que talvez, quem sabe, isso mude as coisas. Mas não é assim que as coisas funcionam, Potter.
- Bem - ele respondeu lentamente - se essa é a maneira que como você se sente...
- Desde quando meus sentimentos nunca foram um segredo?
- Eu acho que nunca percebi como você sentia algo tão forte quanto a isso... Quero dizer, não que eu nunca tivesse reparado... - ele disse enquanto ela dava de ombros sobre seu comentário, continuando a ler seu papel. Ele se sentou no banco ao lado dela, de costas para a mesa, mas inclinando-se contra ela. Ele inalou profundamente - Então, você está dizendo que eu não tenho nenhuma chance. Que você nunca vai sair comigo? Namorar comigo?
Lily podia ouvir com clareza a tristeza em sua última frase, embora ele não tirasse a armadura de garoto-orgulhoso-arrogante de sempre.
Ela praticamente jogou seu papel na mesa em frustração.
- Bem, eu não posso garantir que os porcos nunca irão voar, ou que não haverá uma estátua de bronze de mim um dia, mas posso garantir que não é muito provável.
Ele pensou por um instante, depois riu, balançando a cabeça:
- Você não tem ideia... - ele murmurou. Ela pareceu não entendeu o comentário. - Eu tenho uma chance, então...
- Na verdade, não. - ela balançou a cabeça.
- Mas um pouco, eu tenho. - ele teimou inteligentemente.
- A probabilidade é a de uma bola de neve no inferno, realmente, então você tem. - ela revida.
- Mas isso é uma chance. - ele sente um sorriso se formando em seu rosto.
- É o que você acha? - ela pergunta, se inclinando para ele, de modo totalmente desafiadora.
- É o que eu tenho absoluta certeza - ele diz antes de exibir um irritante sorriso torto.