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2. Segunda Parte


Fic: Iluminated


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Removi o começo desta história como um segundo capítulo de Blindsided para não ter problemas com o site. Pessoas suficientes sabiam que está a ser continuada, então acho que não precisava de lá estar :P


Esta é a Parte Dois de três, por favor, digam-me o que acharam!


P.S. Não tenho uma beta, por isso, pouca sorte a vossa, sou eu que a edito (e por editar quero dizer, ler na diagonal, por esta nota e postar online). Vocês merecem melhor mas sinto-me mal do quanto tempo levei para postar, talvez alguém me edite depois... Desculpem!


... ... ...


A ponta do cotovelo de Ron, acordou Hermione.


"Estás bem?" murmurou silenciosamente. Ele nunca tinha visto Hermione adormecer no meio de uma aula. E isso porque nunca tinha acontecido. Quando finalmente conseguiu parar de pensar e revirar-se, furiosa com as acções de Malfoy e de não ter ninguém a quem pedir ajuda, caiu numa noite de sonhos febris, vívidos e reais.


Reviveu a última noite do seu 6º ano e acordou encharcada em suor, sentindo o seu corpo a formigar nas zonas em que os dedos de Draco tinham estado. Mesmo agora, pensando no sonho, com as suas bochechas a ficarem vermelhas, insistia consigo própria em como o sonho tinha sido apenas uma coincidência. Só tinha acontecido porque andava a pensar o quanto se arrependia daquilo.


"Estou bem," suspirou para Ron, pondo as luvas de jardinagem como o resto da turma, enquanto a Professora Sprout passava os Plangentines.


Hermione olhou para os Slytherin, e claro, ele olhava directamente para ela.


Ela encheu-se de raiva. Ele nem precisava de estar naquela aula! Aos Monitores era lhes permitido estudos independentes e só precisavam de estar nas aulas de que achassem que fosse necessário. Estava certa de que ele só estava lá por causa dela, e ela só lá estava para ajudar Harry e Ron... e contrabandear certas plantas... não que ela estivesse preocupada de que a poçãozinha de Draco podesse mesmo afectá-la. Nenhuma poção, clássica ou inventada, podia mascarar tal sentimento, tão profundo e fundamental como a antipatia. Mas não faria mal prevenir-se.


Com a terrível consciência de olheiras debaixo dos olhos, estava determinada a não lhe dar a satisfação de olhar para ele outra vez. Ficava doente só de pensar que ele podesse pensar que era o causador da noite sem dormir dela. O porquê de continuar a tentar olhar para a mesa dele pelo canto do olho, é que ela não sabia dizer.


"Hermione?" disse Ron, possivelmente pela segunda vez.


"O que foi?" respondeu, voltando à realidade.


"Bem..." devolveu ele, impacientemente, "vais-nos ajudar ou quê?"


Hermione não esta com humor para ser chamada à atenção, "Honestamente Ronald, parte isso em quatro partes, não é assim tão difícil..."


Se Ron ficou a fazer-lhe má cara, ela não percebeu. Deu um olhar de lado para o outro lado da sala e viu a "Puggy" Parkinson sentada no lugar ao lado de Draco, sorrindo-lhe. Ele devolveu-lhe o cumprimento com um meio sorriso amigável. Foi o mesmo que ser esmurrada no estômago. Olhou rapidamente para a sua estação de trabalho, enquanto expirava fumo pelas narinas.


"Não!" pensou, "Não, não quero saber!" Tentou lembrar-se, "Ron!" gritou, deseperada por uma distração, "Não fures o caroço!" atirou-lhe.


"Eu não estou a furar," insistiu ele.


"Mas vais, não sejas tão descuidado."


"Tem uma casca grossa, Hermione," disse Ron, defensivamente, "Estou a ser cuidadoso, isto só não corta bem..."


Olhando para trás, viu Pansy a rir e a bater suavemente no ombro de Draco. Cabra estúpida.


"Oh, dá-me isso," rosnou rudemente, agarrando a faca de podar de Ron.


"Ok!" proferiu ele.


Vigiando o Plangentine e a estação de Trabalho de Draco ao mesmo tempo, posicionou a faca...


"Calma, Hermione..." Harry disse cautelosamente.


"Acho que sei o que estou a fazer" atirou-lhe, e depois tinha a certeza de que viu Pansy a esgueirar casualmente a sua mão para os joelhos de Draco, debaixo da mesa.


"'Mione, Não!" Ron e Harry gritaram em unício à medida que a faca esbarrava contra o fruto, partindo o caroço e um líquido parecido com tinta, espesso e roxo lhes explodia na cara.


… … …


Com os amigos demasiado chateados conm ela para lhe falarem, ela passou o resto do dia no seu quarto, bebendo todos os chás que conhecia ou inalando qualquer fumo de que tinha conhecimento. E mesmo assim, cada vez que visionava a mão de Pansy, desejava empunhar a faca de podar outra vez...


Ela estava afectada mas genuinamente com inveja, apesar de todo o seu bom senso e vontade. Era tempo de enfrentar isso. O que quer que ele tivesse feito, estava a afectá-la. Sabia que ele tinha talento para poções, mas nunca tinha imaginado que ele era assim tão bom. Ela tinha de ser melhor.


… … …


"Merda! Que inferno..." murmurou ela, baixinho para si, ainda sem conseguir chegar a um livro na última prateleira, apesar de já ter escalado duas.


"Tsk, tsk, Granger, que linguagem," disse Draco.


"Finge que não estou aqui," adicionou quando ela se engasgou de surpresa, assutada com o súbito aparecimento dele, "Estou apenas a admirar a vista," disse simplesmente, inclinando levemente a cabeça e espreitando para cima.


Hermione saltou imediatamente para baixo. "Merlin, a olhar por baixa da minha saia? A sério? Primeiro uma poção de amor, agora isto. Não podias ser mais cliché," disse ela, amargamente indignada.


Draco lançou-lhe um sorriso de escárnio, "Não sou cliché, sou clássico."


Hermione apenas lhe devolveu o sorriso de escárnio, subitamente com a língua demasiado presa para responder.


"... Para além disso, não podemos ser todos diabolicamente originais como tu," provocou ele, "Cegar pessoas. Genial!"


Hermione rangeu os dentes, se ele visse o quanto a podia afectar, saberia que a poção estava a funcionar, "Desaparece Malfoy, não vês que estou ocupada... estava a," corou, "Estou a meio de..." Não conseguia acreditar. Esqueceu-se do que ia dizer.


Draco apontou a sua varinha e com um simples accio, o livro que ela tinha estado a tentar alcançar voou para a mão dele. Ele presenteou-a educadamente, "Os velhos hábitos trouxas são difíceis de passar, não é?"


Hermione tirou o livro da mão dele e sorriu contrafeita, "Obrigada."


"Não tens de quê," disse docemente,"Alguma sorte?"


Hermione apenas riu para ele.


Ela não deixou de reparar que ele estava um pouco suado com alguns ajuntamentos de poeira aqui e ali. Quidditch, sem dúvida.


"Precisas de uma pausa?" perguntou ele, "Eu ia tomar um duche bem longo e quente. Podias juntar-te a mim."


Hermione sentiu uma vergonhosa fonte de calor na espinha quando viu, na sua mente, uma cascata de água a correr no corpo nu e musculado dele.


"Acho que passo," grunhiu.


"Uma fiscalização em água, então?" ele pestanejou.


"Claro, que tal no dia de S. Nunca, à tarde?"


"Hoohoo," riu-se ele, "E agora quem é o cliché?"


… … …


Eventualmente, Hermione tomou o seu próprio banho. Um dos gelados. O seu livro de poções não tinha tido utilidade para ela, e o calor de Draco que entrou em ignição dentro dela com o convite dele, nunca mais parou. Depois de uma noite de, relutantemente, permitir-se prazer a si própria, correu para a casa de banho, logo de manhã , furiosa com o seu comportamento.


Tocar-se não era algo que ela fizesse frequentemente. E nunca se sentiu possessa para o fazer com tal entusiasmo. E nunca tinha precisado tanto de um homem! Tinha andado determinada em fazer com que o homem em quem pensava não importar, apenas focar-se na necessidade de que qualquer homem podesse satisfazer. Uma figura, a forma de um homem, sem nome sem cara, seria mais do que suficiente. Mas o seu amigo imaginário voltava sempre a alisar o seu cabelo loiro ou a olhá-la com os olhos cinzentos...


Tremeu quando a água gelada a tocou, determinada a apagar o fogo da auto-destruição que lavrava dentro dela.


… … …


Tentou evitá-lo por uns agonizantes dois dias.


… … …


"Chega!" gritou ao vê-lo, finalmente cruzando-se com ele mais tarde nessa noite, no corredor deserto da sala de aula da McGonagall, "Qual é o antidoto?"


Draco sorriu, "Bem, estamos a caminho de adorar o chão onde eu piso, não estamos?"


"Não estou a brincar Malfoy. Tenho andado em ebolição o dia todo, tentei de tudo o que sei, tudo o que encontrei, nada ajuda! Isto já não tem graça!"


"Claro que não tem graça," Draco disse com o sorriso a descair, "Nunca teve graça, trair-te a ti própria. A loucura, a estupidez, a humilhação de querer alguém que não podes ter. Esquecer completamente de tudo o que importava por algo tão longe e impossível."


Hermione não queria ouvir tais coisas,"Qual é o antídoto?" repetiu.


"Satisfação," ele proferiu.


Uma onda de excitação percorreu-a. Desde quando satisfação era uma palavra erótica? Foi a maneira como ele a pronunciou!


"Como podes fazer isto?" exigiu ela saber, "É doentio, és completamente prevertido!"


"Oh, isso é engraçado, vindo de alguém que ataca um desconhecido e depois faz o que quer dele," respondeu, pondo os pontos nos i's.


Hermione ficou de boca aberta, mas não tinha nenhuma refutação. Tecnicamente, o idiota tinha razão.


"Draco," preparava-se para implorar, sem querer jogar mais os jogos dele, "Não consigo pensar direito, não consegui trabalhar em nada. Tenho coisas importantes para fazer, nas quais preciso mesmo de me concentrar," derramou ela, pensando dolorosamente na sua inscrição para o internato e nos seus estudos independetes completamente intocados, "Flitwick espera o meu primeiro trabalho no final desta semana. Por favor, preciso que isto pare."


"Sim, precisas que pare," concordou, "mas não queres realmente isso. Durante o dia, não te sentiste, nem de perto nem de longe, tão viva como te sentes agora a falar comigo. Sei exactamente como te sentes, Granger. Mas há aí boas noticias. Depois de um tempo, o teu desgosto por falta de autocontrolo desaparece, e tu ficas imperturbável em relação ao medo de como os outros reagiriam. O absurdo, o contra-senso de tudo subitamente não vão importar mais. Não te vais importar. Confia em mim, Granger, é tão mais fácil quando finalmente aceitas."


Parte de Hermione queria descarregar nele, bater no peito dele com os punhos, chamar-lhe todos os nomes possíveis. Talvez bater-lhe na cara outra vez. Mas a outra parte... tinha síncopes a cada subtil movimento dos lábios dele enquanto falava.


Não fazia sentido que tivessem passado apenas alguns dias, não com o tempo de vida a fazer magia que ela tinha. Estava tão cansada, cansada de prender os seus tremores, por os seus pés firmemente no chão quando sentia que uma pena seria o suficiente para a derrubar, de ralhar com os seus próprios pensamentos como se fossem crianças malandras... Nada parecia libertá-la tanto como a boca dele.


Por um longo e silencioso momento, ficaram especados a olhar teimosamente um para o outro.


Aquela palavra irritante, satisfação, ecoava na mente dela vezes e vezes sem conta e, relutantemente ela brincou com a possibilidade de ele estar certo... que talvez libertar toda a pressão avassaladora dentro dela podia garantir-lhe o alívio que procurava tão desesperadamente... deixá-la ter o foco outra vez, deixá-la trabalhar... um antídoto temporário, apenas até quando ela realmente conseguisse um... sim, era isso.


Sem conseguir controlá-lo, lembrou-se de sentir os dedos dele dentro dela, tateando-a até ao seu limite, fazendo-a renunciar de toda a tensão, de todas as preocupações, libertando-a de todos os aprisionamentos físicos e explodindo a mente dela para a claridade.


Ela já tinha feito aquilo antes, não tinha?


"...Nessa tua cabeça insana e distorcida, Malfoy," começou ela, lentamente, "como é que vês isto a funcionar?"


"Porque é que assumes que tudo é tão complexo, Granger?" espicaçou ele, "Funciona apenas por nós fazermos aquilo que vem tão naturalmente, tão facilmente..."


Sem saber como, eles estavam apenas a centímetros um do outro outra vez, e Hermione inalou a rica essência dele.


"... E os nossos amigos?" sussurou ela.


"O que têm eles?"


"Bem, e se eles descobrirem?"


Draco desconsiderou, sorrindo suavemente vendo que Hermione parecia impotente à medida que ficava cada vez mais perto dele, "Podemos certificarmo-nos que eles não descobrem, se te incomoda tanto."


"Isso não te incomoda?" pergunto ela.


"A esta altura, não," respondeu, "mas pode ser o nosso segredo, apenas nós temos de saber..." disse suavemente, reassegurando.


E Hermione acreditou logo nele. Até onde ela sabia, o corredor desapareceu com o som da voz dele e eles eram as únicas pessoas no universo inteiro.


Os lábios dela vagueavam até ao lábios dele como ela tinha imagindo e com felicidade desta vez, e aconteceu o momento em que eles se uniram, e ela podia segurar a face dele nas suas mãos pressionando o seu corpo contra o dele...


Ia erguer as mãos para fazer exactamente como tinha fantasiado, quando viu Draco a olhar para ela zangado e ouviu uma voz profunda e sonsa, "Oh Deus, dois pássaros com uma cajadada."


O corredor não tinha desaparecido. E certamente que eles não eram as duas únicas pessoas no universo. Mais rápidas que um raio, as mãos de Hermione estavam de volta a cada lado do seu corpo e virou-se para ver o Professor Snape, branco como um lençol.


Ele olhou-os desconfiado.


"Só tinha uma pergunta para a McGonagall," disse Draco relaxadamente.


Snape devia ter decidido que não queria seber e alcançou algo no bolso interior do seu manto, e estendeu a mão a cada um, presenteando ambos com um envelope. Deu-lhes um trejeito com a voz que parecia querer dizer "Aqui está, agora deixem-me em paz!" e foi-se embora agilmente.


"Hooohoo," Draco rapidamente,"Talvez devêssemos levar isto para o meu quarto," finalizou arrastadamente.


"O que é isso?" perguntou Hermione, fria e severa, o quase-beijo deles já esquecido à luz do novo terror.


"Uma carta." respondeu francamente.


O estômago dela caiu ao chão, "O internato do D.D?" sussurrou quase a medo.


"Sim..." disse hesitante, "Merlin, pensavas mesmo que eras a única a concorrer, Granger?"


Hermione não respondeu, "Mas tu nem sequer gostas de Trouxas," ela esguinchou.


"Eu gosto deles por 40 mil galeões no primeiro ano e um quarto no Beco Diagonal."


"Tu. Estás. A. Fazer. Isso. Por. Dinheiro!" O choque desvanecia-se e a raiva jorrava agora furiosamente.


"Vou fazê-lo pelas saídas," disse sem vergonha. Deve ter visto Hermione passar por vários tons de cor antes de voltar a falar, "Vai por um bom travão na nossa relação quando eu ganhar o lugar?" disse com um ar de preocupação fingida, "Com certeza que, ao final de alguns meses, consigo fazer-te ver outra posição... Sempre tive uma certa fantasia com oficinas."


Hermione girou sobre os calcanhares e foi-se embora, e era tudo o que podia fazer para não o torturar logo ali.
"Hermione," gritou ele, atrás dela. Sem qualquer tom de brincadeira na voz dele, ela parou, ainda de costas, sem ver a subtil cara perplexa dele, "Quero que saibas," disse com uma estranha solenidade, "que se houver mais alguma coisa sem ser isto, o que quer que seja, deixo-o para ti. Mas..." ele desistiu de terminar a frase quando ela continuou a andar e desapareceu depois da esquina do corredor.


… … …


Essa noite foi a mais difícil. Hermione nunca foi de dramas, mas quase destruiu o quarto a atirar livros e a por mesas do avesso.


Tinha a certeza de que Draco teria o pai a comprar-lhe o lugar, e só havia um.


Era tão injusto. Queria gritar. Em vez disso, colapsou em cima da cama aos soluços. Não era custome ser chorona, mas o seu corpo e mente pareciam incapazes de lidar com tão agudas e inesperadas mudanças emocionais. Por volta das tantas da manhã, ela adormeceu.


No dia seguinte, encontrou uma gota de esperança. Iria conseguir escrever o seu texto para a inscrição.


Ironicamente, foi Draco quem a inspirou.


Decidiu trabalhar o seu lado nascida-trouxa, exprimindo um conhecimento carinhoso do que era ser exposto à realidade avassaladora da magia, e querendo lá estar para outros que iriam experimentar isso pela primeira vez, guiando-os em segurança para perímetros onde a mente deles podesse aguentar. Era bonito, honesto, relevante, pessoal, quase suficiente para fazer chorar, mas iluminado o suficiente para ser manipulativo e cheio de energia.


Draco podia acabar por pagar ao comité, mas ela iria ter a certeza de que eles se iriam sentir como as putas que era, sabendo muito bem de que o lugar devia ser dela e nunca se esquecerem disso.


E ainda assim... uma pequena e sossegada parte dela era ingênua o suficiente para ter a esperança de que as palavras que ela escrevesse fossem mais valiosas para eles do que o dinheiro... Que, ainda assim, ela conseguiria...


… … …


A semana podia ter sido pior, mas isso não significava que não tinha sido horrível. Fez os seus deveres e verificações enquanto o evitava com sucesso. Fez as pazes com o Ron e Harry, pôs mais leitura em dia, acabou o trabalho de casa do Flitwick, mas apenas para lhe darem mais três! Também enviou o seu texto para a inscrição...


Mas todas as noites ela sonhava com ele. Sonhos embaraçosos e porcos. Estava ofendida com a sua própria imaginação.


Aquilo estava para além de tudo o que tivesse tentado. Tentou tudo o que estava ao seu dispor na bibblioteca. Até tentou na secção restrita, convencida do que ele teria usado logo de início. Conseguiu algum ambar cinzento e pô-lo na torre da Astronomia, mas precisava de pelo menos três noites de lua cheia para se tornar reactivo, e sendo um ingrediente tão pouco ético e mau -"aquelas pobres baleias..."- se não tivesse já sido colhido e estivesse no armário de poções, ela perguntou-se se teria coragem para o usar.


Naquele ponto sim, ela estava muito perturbada pelos efeitos da poção. Estava a mudá-la. Agora lembrava-se de todas as interacções passadas com o gang do Malfoy e, achando ambas as partes responsaveis iguamente. Se não resolve-se as coisas rapidamente, temia perder a sua percepção das coisas, a sua lealdade... Sentia-se oprimida e havia um constante pesar no seu peito.


Olhou pela janela da sala, monotorizando uma sala de estudo como um fantasma. Sentia um vazio enorme na sua vida.


A parte mais doentia era a dela estar grata. Demasiado exausta para lhe suplicar era muito melhor do que estar incontrolavelmente excitada por ele. A parte estranha, apesar de tudo, era que quando ela não estava a traulitar para trás e para a frente no seu quarto ou a fantasiar, à noite, sobre ele na sua cama, ela estava triste...


"Isso é porque não vou ter o internato," enfatizou, deprimida, "e porque não consigo descobrir como livrar o meu sistema desta poção!" fervilhou.


Pensou no momento em que ele enfiou-lhe a poção pela garganta. Ardia, mas não o suficiente para ser desagradável, e formigava. Fê-la ficar quente, relaxada. Sentiu-se alterada depois, uma súbita atrapalhação dentro dela. Mas isso não podia ter vindo por causa do choque, aquilo passou rapidamente no final. E ainda assim, havia algo de assustadoramente familiar naquilo, como um ingrediente que ela podesse ver com precisão. Estava na ponta da sua língua, mas ela não conseguia dizer o nome.


"Ao menos não desisti!" pensou triunfal, a sua única vitória era que ele estava a sofrer tanto como ela. "Nunca pensei que viria a estar grata ao Snape..." lembrou-se, a afurtunada intervenção qua a ajudou a não cair ainda mais na desgraça. A pensar que tinha estado tão perto de beijar aqueles lábios!... Aqueles lábios perfeitos... embalados pelos seus braços, admirando os ombros dele com o toque dos seus braços, incitada para os lábios dele com os seus, o toque da língua quente dele, lambendo-lhe a clavícula...


Sem conseguir conter a sua raiva para si própria quando a sua mente se descontrolava, ela descarregou nos sussurros da sala.


Lavender e Parvati estavam com as cabeças encostadas, a falar excitadamente.


"Algo importante?" perguntou agressivamente, atacando-as.


Elas deram-lhe olhares assustados, "Desculpa Hermione," disse Lavender, "É que Parvati ouviu que..." ela arrastou, obviamente insegura se devia ou não falar, pensado se Hermione ainda era sua amiga ou se ela estava agora acima de tais coisas.


"O quê?" Hermione estalou,"Que cuscuvilhice assim tão suculenta vale a pena quebrar a única regra da minha sala de estudo?"


Lavender olhou-a furiosa, depois pareceu deliberar se perguntar a Hermione a, aparentemente, questão escaldante, valia a pena o possivel ataque de ira...


A sua curiosidade deve ter sido muito grande porque ela atreveu-se a perguntar, "Bem, os Monitores têm realmente acesso a quartos de hotel em Hogsmeade?"


"O quê?" Hermione perguntou, insegura de ter ouvido correctamente.


"Pansy anda a perguntar-se como é que ela e Draco vão ter um quarto na próxima viagem..." murmurou Parvati, incapaz de conter o entusiasmo com tal rumor.


Peeves olhou para a cara dela, interrompeu, deu meia volta e foi-se embora.


Hermione ignorou-o enquanto continuava a sua marcha em linha recta para a biblioteca. Sim, Pansy era uma inconsequente que procurava todas as atenções. Sim, ela estava cheia de ciúmes incontrolaveis. Sim, ela ia contrariar todos os seus repugnates planos ao Director. Mas primeiro, ela ia lhe dizer duas.


Ela virou a esquina da biblioteca. Podia dizer pela mala deixada no chão que ele estaria numa cadeira ao pé da lareira a estudar.


"MALF-" começou e parou abruptamente.


"No!" insistiu ele, com raiva na voz, "Não vou. Quantas vezes vou ter de dizer?"


Ela franziu o cenho, deu um passo para trás, meio escondida por uma estante de livros.


Ele falava para o fogo crepitante quando ocorreu a Hermione que ele estava a usar a rede de floo.


"Cuidado com o teu tom, rapaz" gritou a face em chamas. Lucius Malfoy. "Fazes ideia do embaraço que serias para a tua família?"


"Não vou trabalhar para a Borgin & Burke's," disse desafiadoramente, "A culpa não é minha de lhe teres dito que me esperassem em Junho."


"Não tive de lhes dizer! É suposto. Todos os Malfoys que valham alguma coisa trabalham ali durante um ano, melhora o seu progresso."


"Progresso? É isso que tu chamas? Roubar velhotas nas suas relíquias de família e depois vendê-las a sangue puros dez vezes mais?"


"Serás tu, demasiado bom para isso? Vais então sobrecarregar os teus pais?"


"Não vou ter de vos sobrecarregar, já te disse, vou ter o meu salário do D.D. e vou tê-lo para um lugar permanente, vai ser apertado mas acho que vou..."


"Os Malfoys fazem pressão junto ao Ministro, Draco." disse amargamente o seu pai, "Eles trabalham para nós, não o contrário!"


"Já entreguei a minha candidatura," confessou Draco, calmamente.


A cara de Lucius era aterrorizante. "E se não a conseguires?" atormentou ele.


Draco encolheu os ombros. "Ainda assim, não vou para a Borgin & Burkes." sentenciou.


"Eu vou te dizer para onde vais," gritou o seu pai, "Para as ruas, ouviste-me? Não és bem-vindo a esta casa. O teu Certificado de Crédito? Estou a rasgá-lo enquanto falamos! Boa sorte, seu ingrato monte de merda, bem vais precisar."


A imagem de Lucius desvaneceu-se mas Draco continuou a olhar para a lareira a crepitar, "Adeus então." sussurrou.


Virou-se e viu Hermione, meio escondida.


Deu-lhe um longo suspirou. "Hoje não, okay?"


Fim da parte dois.


N/T: E aqui está a parte dois. Demorei mais um pouco devido à carga de trabalho que tenho tido na universidade. Digamos que traduzi cerca de 5 ou 10 minutinhos de vez em quando. Tenho pena mas até fevereiro não dá para mais.


Muito, muito, muito obrigada pelos comentários! Adorei cada um deles e a autora também agradece ;)


Aguardem pela terceira parte que não demora =D

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