Ele marchava furiosamente pelos corredores, olhando para baixo e respirando lentamente enquanto um monte de outros estudantes tinham a infelicidade de passar por ele. Ele, acidentalmente, atingiu cerca de quatro deles até agora, incluindo Sirius, que não hesitou em gritar:
- OLHA POR ONDE ANDA, HIPOGRIFO DESNORTEADO!
Embora a professora McGonagall o repreendesse por tal atitude com pessoas inocentes, ele não deu ouvidos a ela. Continuou marchando. Ele considerou voltar para a torre da Grifinória sem jantar. Mas sua teimosia leva a melhor sobre ele e ele acelera seu passo. Por que ele tem que esconder do mundo quando ele não está fazendo nada de errado? E essa caminhada maldita que parece nunca acabar?
- Olá, James - Lily estava de pé na porta do Salão Principal, esperando por ele. Ela estava parecendo sentir algum remorso ou algo do tipo, muito enganado: ela tinha um sorriso bem grande no rosto a condená-la, por alguns segundos, ela fez James esquecer quem ele é e porque ele está ali.
Recuperando o fôlego do vislumbre da garota da sua vida, cabelos ruivos caindo ombros a baixo, nem lisos escorregadios nem cachos emoldurados. Um ruivo ondulado naturalmente, somado a dois brilhos extremamente verdes nos olhos. Ele sacode a cabeça da visão expetacular e solta as palavras antes de se repreender:
- Se você quiser me bater de novo, saiba que eu não estou disponível no momento. Pergunte ao Sirius ou Remo, quem sabe eles possam me substituir nessa categoria - ele tenta o seu melhor para soar extremamente chateado (como ele, de fato, estava um minuto atrás) e emocionalmente distante.
- Oh, James... - Lily riu - Você passou por uma manhã ruim. E salvei você. Não há necessidade de fazer um escandalo sobr...
- Escandalo sobre isso? - James assobiou. - Perdão, escandalo? Escandalo sobre isso?! Lily! Você me deu um tapa e jogou o seu livro de Feitiços na minha cabeça! E você pensa que se livrou disso sem nem sequer um pedido de desculpas?! Você gosta de me usar, essa é...
- Ótimo! - Lily jogou os braços no ar a fim de admitir a derrota e, em seguida, olhou para baixo como se de repente ela achasse o chão particularmente fascinante. - Eu... - ela finalmente encontrou aqueles olhos castanho levemente esverdeados, brilhando intensamente em sua direção - sinto muito. Isso não vai acontecer novamente. A não ser que você mereça. Ou... queira - ela riu baixinho antes de colocar suas mãos em concha em seu rosto lhe dando um beijo suave.
Afastando-se, ela continuou sorrindo.
- Me perdoa?
Ele parecia confuso.
- Sobre o quê?