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7. Harry.


Fic: A era da serpente.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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AAh meu deus eu sinto tanto por ter demorado, eu não espero que você entendam, me desculpem mas aconteceram tantas coisas...eu estava um pouco distante de tudo e de todos, mil desculpas. 
Depois de tanto tempo um capítulo pequeno não vai recompensar minha ausência...já estou preparando o próximo capítulo!



*************
                                    Harry.


As cortinas estavam mais uma vez fechadas, impedindo que a claridade entrasse no local. Hermione não havia lhe direcionado uma palavra sequer depois do beijo. Dia após dia, o comensal entrava em seu quarto, lhe deixava uma bandeja com alimento e abria bruscamente as cortinas. Em resposta, a garota jogava a bandeja contra a parede e fechava as cortinas.


–O que acha que está fazendo, Granger? Quer morrer de fome?!! –depois de dias, a máscara indiferente de Draco, ruíra. A morena o encarou rancorosa.


–Quero voltar para Askaban. –sussurrou roucamente, assustou-se com o som de sua voz, acostumara-se ao silêncio. O comensal se aproximou da cama e Hermione se afastou por reflexo.


–É isso que quer, realmente?!!!-riu sem divertimento, seus olhos destilavam fúria e revolta. –Quer voltar para aquele inferno?!!!Eu matei Scabior, mas existem outros como ele...Você sabe disso! –Hermione o olhou, perplexa.


–É claro que eu sei que existem outros como ele, Malfoy!-respondeu rispidamente. –E VOCÊ NÃO É DIFERENTE DELES! –Draco apertou os punhos, ofendido.


–Como ousa pensar que eu tocaria desse modo uma sangue-ruim, como você?! –A bruxa riu em desdém.


–VOCÊ JÁ ME TOCOU!-avançou nocivamente contra o loiro. –Seu maldito! Eu te odeio!- Draco envolveu os pulsos da garota com suas mãos.


–Pare, Granger! –a morena se contorcia, tentando se soltar. –Pare, Hermione! –Ambos surpresos, ficaram imóveis. Hermione se afastou rapidamente ao notar que estava livre. –Você não pode voltar. Eu disse á ele que matei você. –A garota arregalou os olhos, espantada.


–Por quê você fez isso? –Ainda sentia-se perturbada por Draco ter pronunciado seu primeiro nome. Aquele era o segundo indício de que estava envolvida em algo muito maior e pior que a guerra.


–Por quê você acha que fiz isso?Você não ia resistir muito tempo dentro daquela cela, e Belatriz estava obcecada por você. –Sua voz assumira um tom indiferente.


–Eu não entendo. –Hermione queria voltar ao assunto do beijo, mas seu estômago agitou-se só de imaginar saber a verdade. –Vou ser sua prisioneira para sempre? –Queria fazer parecer que estava furiosa, mas sua voz saiu tremida.


–Eu não sei ainda o que fazer com você. –Mentiu o comensal, Draco apenas não sabia o que fazer com seus sentimentos perante Hermione. –Seria ruim assim, ser minha prisioneira para sempre? –Hermione estremeceu só de imaginar viver eternamente naquele quarto.


–Sim, seria. Não há diferença ser uma prisioneira aqui ou em Askaban, eu ainda estou presa. Submissa a Voldemort. –Encarou seus pés ao continuar. –Submissa aos seus seguidores. Draco desviou seu olhar para a bandeja.


–Se você se alimentasse, eu poderia expandir o feitiço de proteção e lhe deixar ir ao jardim. –Draco tentava ser gentil, entrar em um acordo, entretanto, tudo que a bruxa desejava era que ele voltasse a ser aquela fuinha asquerosa dos tempos de Hogwarts, queria que tudo voltasse a ser como antes. Preto e branco, sem exceções. Hermione não desistiria de lutar, nunca, porém naquele momento forçou a si mesma a compreender que deveria aproveitar as circunstâncias para sobreviver. Pegou automaticamente um pedaço de pão e o enfiou na boca de um modo selvagem.


–Terá que cumprir com sua promessa. –murmurou tomando metade do suco, o loiro assentiu contendo um sorriso.


Hermione sentia seus olhos ganhando peso, deitou-se na cama sonolenta, a última coisa que viu foi um homem a fitando angustiado.  Dormiu durante uma dia inteiro. Sem pesadelos  ou lembranças.


–Granger!Granger! –remexeu-se sobre lençol macio, porém já havia retomado consciência. –Hermi... –abriu os olhos instantaneamente. Draco se afastou constrangido. –Você quer ir ao jardim, ou não? –perguntou impaciente.


 


A pequena garota  lhe entregou outra xícara de chá, e o homem agradeceu em resposta.


–Mais biscoitos? –Perguntou Neville, sentando-se no outro extremo do pequeno cômodo.


–Não, obrigado. –Sussurrou agradecido, Luna sentou-se ao lado de Neville sorrindo para o homem, tanto ela quanto Neville e até mesmo Gina, viam em Marcus uma nova chama de esperança acesa. –Não acredito que estejam vivos, foram os únicos que sobreviventes no castelo depois que você-sabe-quem matou... –Dizer o nome do Eleito naquelas circunstâncias, fazia com que a esperança lhes fosse arrancada.


–Pergunte a ele sobre Hermione.-sussurrou Neville, cutucando as costas da loira. Marcus encarou os dois, confuso.


–Hermione! –Tinha os olhos fixos em sua xícara. –Eu ouvi um dos comensais mencionado esse nome, e logo após uma garota de cabelos castanhos sendo retirada da cela. –Luna sorriu para Neville. –Ela estava desacordada, não parecia nada bem. –murmurou receoso.


Gina que estivera distante dos três, levantou-se incomodada com as suposições que formavam em sua mente.


–Ela não está morta, sei que não. –respirou profundamente. –Vamos encontrá-la, viva ou morta, mas ela estará de volta conosco. –apertou os punhos. –E você! –continuou. –Temos você, agora! Nos ajudará, certo? –perguntou pouco amistosa. O homem a fitou sério e assentiu firmemente.


–Até o fim. –disse.


Hermione sentiu o sereno do amanhecer percorrer suas bochechas e os ombros, os pêlos dos braços eriçaram-se. Tinha consciência do olhar de Draco atento em cada expressão de seu rosto ou movimento que fazia, aproximou-se mais das tulipas brancas perto da roseira, sorriu ao respirar o orvalho da manhã, tocou a pétala branca, sentiu a suavidade da flor acariciar a ponta de seus dedos. Parecia despertar de um pesadelo que durara anos e acordar para uma realidade mais surreal ainda. Estava cercada por um belo jardim e logo atrás de si havia um lindo chalé lhe esperando. Demorou um pouco para perceber que chorava, quando notou o comensal se aproximando receoso, afastou-se subitamente. O sereno era desconfortável agora, encolheu os ombros automaticamente.


–Qual o problema? –Apesar de sua expressão ser de indiferença, Hermione notou que o tom de voz de Draco era aflito.


–É tão injusto. –murmurou derrotada. –Eu não imaginava que fosse assim, nunca parei para analisar o que aconteceria se Harry morresse. –parou engolindo um soluço. Draco odiava ouvi-la falar sobre Potter, sabia que logo em seguida se lembraria do Weasley. –Não imaginava que teria isto como vida. Eu sabia que talvez pudesse morrer na batalha. Mas nunca ser capturada. –sua voz tornava-se cada vez mais ríspida. –Eu quero voltar para dentro. –apertou os braços em torno de si mesma. ­Sentia-se decepcionada, acreditou tolamente encontrar um vestígio, um pequeno sinal de liberdade naquele jardim, mas fora um momento tão pequeno, o tempo de uma brisa lhe tocar o rosto e então lembrar-se que tudo estava destruído. Seu mundo, sua família, ela mesma. E nem mesmo o mais belo jardim poderia fazê-la esquecer de que perdera as coisas mais importantes de sua vida. Nem mesmo estar fora de Askaban lhe trazia conforto, apenas menos insanidade. Hermione tinha dúvidas se estar lúcida era realmente um fator positivo.


–Pensei que quisesse sair daquela casa mais do que tudo... -Hermione o fitou com os olhos em brasa.


–Eu não quero um maldito jardim! Eu quero que você me solte ou me mate, qualquer coisa, menos continuar aqui! 


–Eu não posso fazer isso... –respondeu o loiro tristemente.


–Por quê? –O comensal se aproximou tão suave como uma serpente.


–Porque eu não quero que ninguém faça mal a você. –Hermione estremeceu ao sentir os dedos do loiro tocar sua face, uma pequena lágrima escapou dos olhos da bruxa.


–Não me beije, Draco, por favor. –sussurrou amedrontada. Draco recuou após um longo suspiro frustrado.


–Fique tranqüila. –sorriu, porém seu orgulho estava ferido. –Quando beijá-la novamente, será por sua permissão.   


Hermione sentiu uma súbita raiva inflamar seus ossos, “bastardo atrevido” xingou mentalmente após um breve suspiro.


 


A mulher caminhava em passos desesperados, seu coração palpitava, parecia em chamas.


–Meu Lorde! –reverenciou o bruxo com um gesto de respeito.


–Bella, preciso que descubra algo para mim! –Os olhos da mulher brilharam de uma forma doentia de prazer.


–Qualquer coisa Lorde, eu faço qualquer coisa para o senhor.  –disse beijando-lhe a mão em devoção.


–Draco está me escondendo algo. Pude senti-lo bloquear sua mente na última reunião, descubra o que é. –Se havia algo que jamais passava imperceptível por Lord Voldemort eram seus comensais, a traição de Snape lhe ensinara uma coisa. Conheça-os. Conhecia todos, seus medos e insanidades, a podridão de cada um, as mentiras que escondiam por trás de suas máscaras.


–E depois mestre...-Belatriz sorriu em expectativa.


–Faça o que deve ser feito, minha querida. –sussurrou esboçando um sorriso semelhante ao de uma serpente prestes a dar o bote.


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Gina sentiu o vento gélido daquele inverno ressecar seus lábios e bagunçar seus cabelos, subia cada vez mais. Soltou um grito estridente ao vê-lo tão perto. Como podia ser tão rápido? Tentou pegar mais impulso com sua vassoura, nem o campo de quadribol, nem o castelo eram mais visíveis na altura onde estavam.


–Pequei você! –O garoto desta vez tinha uma das mãos fincadas na vassoura da ruiva, Gina soltou uma risada como uma criança arteira.


–Por Merlin, Harry! Por que tem que ser tão rápido?! –O garoto puxou a vassoura da grifinória para mais perto de si, estavam com os rostos a poucos centímetros de distância. Ele lhe sorriu de um modo maroto, e Gina desviou o olhar antes que pudesse corar.


–Só consigo ser rápido quando estou em busca de algo que quero muito. –Gina o olhou surpresa e antes que pudesse voltar a respirar o garoto já estava com os lábios unidos aos dela. Nunca conseguiria adaptar-se as sensações que tocá-lo daquela forma lhe causava.


– Prometa-me que será sempre assim, Harry, me prometa que nunca sairá correndo atrás de outra coisa. –Harry limpou as lágrimas que insistiam em cair dos olhos delicados da bruxa, e não a culpava por sentir-se tão exposta a tudo aquilo. O confronto com Voldemort estava cada vez mais próximo, temia tanto quanto ela que o pior acontecesse. Gina e Harry eram umas das poucas pessoas que vivenciaram o poder que Voldemort exercia.


–Eu amo você. –disse o moreno suavemente,


Gina queria ouvi-lo dizer que ele nunca a deixaria, por nada, que não se sacrificaria por todos na batalha que se formava, era egoísta o bastante para querê-lo vivo, apenas vivo, não o desejava mais como um herói. E não era,  o tempo viera como uma maré,  desmanchando a figura heróica que idealizara de Harry Potter. Agora era Harry,  apenas um garoto. Não podia morrer por tanto, por todos, depois de tudo. Era apenas Harry, o garoto que amava, não seu herói.


–Gina...Gina! –a ruiva abriu os olhos irritada por ter sido bruscamente arrancada de suas lembranças. Neville percebeu sua irritação e abaixou os olhos um pouco temeroso. –Você precisa se alimentar, está ficando fraca.


–Neville. –gemeu frustrada, odiava ser mal educada com seu melhor amigo. –Prometo comer algo antes de me deitar, não se preocupe. – O garoto suspirou frustrado, porém se afastou em passos lentos.


–Às vezes fico como você, Gina. –sussurrou Luna sentando-se ao lado da garota.


–Luna, não vi você entrando. –A garota lhe sorriu em resposta.


–É claro que não, estava em um lugar bem melhor do que aqui, não? –Gina abaixou os olhos cansados, sua estrutura era tão frágil e quebradiça que Luna pensou que se a tocasse, ela cairia diante de seus olhos. –Às vezes me pego pensando nele também, se eu poderia ter feito algo que mudasse tudo o que aconteceu, talvez um simples detalhe. –sorriu tristemente.


Gina engoliu o nó que ameaçava explodir em sua garganta, não choraria mais, suas lágrimas secaram há anos. Levantou-se, deixando uma Luna com os olhos vazios, vagando em suas próprias lembranças com Harry. E eram tantas que a garota, desejou que flutuassem para bem longe de sua mente, pensar no “garoto que um dia sobreviveu” doía. Doía muito.


–Sinto sua falta, Harry. –sussurrou para si mesma, sem lágrimas, sem nós na garganta, apenas a ausência em si.  Se para Neville havia sido deixada a saudade de seu melhor amigo e para Gina a dor de perder seu grande amor e a força de querer vingá-lo, Luna ficara com o nada, um buraco tão profundo que não havia nada para sentir se não a ausência. Uma lacuna que não tinha forma, nem tamanho, mas estava presente, não podia esquecê-lo, mas não se lembrava mais de sua voz, se tinha algo que a garota desejava muito era poder ouvi-lo novamente, fosse seu riso incomum ou seus murmúrios frustrados.


 Ninguém nunca veria Harry como Luna via, nunca o entenderia como ela, fosse Ron, Hermione ou até mesmo Gina. Luna tinha uma parte dele, que ambos os dois nunca conseguiram explicar. Como doía lembrar de Harry.

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Estou sentindo tantas coisas ao ver todos esses comentários, eu sinto muito mais uma vez. Eu estou ao mesmo tempo envergonhada porém muito feliz pelo carinho de vocês. Obrigada! 

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