Capítulo 10 - Quando a dor chega
“Aprende. Aprende. Aprende que dói menos.”
Hermione correu até o lugar marcado o mais rápido que seus pés permitiram. Ao chegar lá, o zelador Filth e Draco já a esperavam, ambos olhando em direções diferentes.
- Me desculpem – falou, ofegando – Pelo o atraso...
- Vocês dois irão limpar os troféus da sala – explicou, rabugento – Sem magia, como já devem saber. Eu volto mais tarde para conferir o serviço. Sem conversa. E quando eu voltar, vamos até Snape ou qualquer pessoa, resolver quando será sua próxima detenção, garoto – acrescentou para Draco, que limitou-se a lançar-lhe um olhar indiferente.
Quando Filth desapareceu no corredor, Hermione se virou para Draco, apreensiva.
- Olhe, sobre aquela história do Harry...
- Sem conversa, você não ouviu? – ele disse, pegando o pano em cima da mesinha e começando a limpar o primeiro troféu. Hermione não insistiu.
Uma hora depois, quando os dedos dos dois resumiam-se em bolhas, eles resolveram descansar um pouco. Draco encostou-se na parede, exausto. Hermione sentou-se ao lado dele.
- Por que levou uma nova detenção? – ela perguntou, baixinho, com medo que ele pudesse se levantar dali e deixá-la sozinha.
- Discuti com ele e o chamei de bruxo abortado. E velho gagá.
- Por que você fez isso? – ela perguntou, horrorizada, mas rindo mesmo assim.
- Ele lhe chamou de sangue-ruim.
Hermione parou de rir na mesma hora. Olhou-o como se ele acabasse de ter lhe dito que nutria uma paixão secreta por Neville.
- Eu não acredito. Você não devia ter dito nada! Era isso que ele queria, um motivo para lhe dar mais uma detenção, Draco!
- Eu me contentaria apenas com um: “obrigado, Draco, por me defender!” – comentou, irritado.
- Eu... Eu... – gaguejou, envergonhada – Obrigada.
Ele novamente não respondeu. Apenas levantou, apanhou o pano já sujo e continuou a limpar os troféus empoeirados que restavam.
-*-
(N/A: As partes em negrito foram retiradas do livro Harry Potter e o Enigma do Príncipe)
- Então Snape estava se oferecendo para ajudar Malfoy? Sem a menor duvida ele estava se oferecendo para ajudar Malfoy?
- Se você perguntar isso mais uma vez, vou enfiar este talo de couve...
- Só estou confirmando! – exclamou Rony. Os dois estavam sozinhos junto à pia da cozinha d’A Toca, limpando um monte de couve-de-bruxelas para a Sra. Weasley. A neve passava voando pela janela a sua frente.
- Exatamente, Snape estava se oferecendo para ajudar ele! Disse que tinha prometido à mãe de Malfoy proteger ele, que tinha feito um Juramento Perpétuo ou coisa parecida...
- Um Voto Perpétuo? – admirou-se Rony – Nah, não pode ser... Você tem certeza?
- Claro que tenho. Que quer dizer isso?
- Bem, a gente não pode quebrar um Voto Perpétuo...
- Até aí eu conclui sozinho, por estranho que pareça. E o que acontece se a gente quebra?
- Morre – disse Rony com simplicidade – Fred e Jorge tentaram me convencer a fazer um quando eu tinha cinco anos. E quase que fiz, eu estava segurando as mãos de Fred e tudo, quando papai nos encontrou. Ele pirou – contou Rony, recordando a cena com um brilho no olhar – Foi a única vez que vi papai tão furioso como a mamãe. Fred diz que depois disso a nádega esquerda dele nunca mais foi à mesma.
- É, bem, deixando de lado a nádega esquerda de Fred...
- Perdão? – ouviu-se a voz de Fred, e os gêmeos entraram na cozinha – Aaah, Jorge, olha só isso. Eles estão usando facas e tudo. Deus os abençoe.
- Vou fazer dezessete anos dentro de dois meses e uns dias – retrucou Rony, mal-humorado –, então vou poder usar magia para fazer isso.
- Mas, nesse meio-tempo – comentou Jorge, sentando-se à mesa da cozinha e descansando os pés em cima do móvel –, podemos apreciar a sua demonstração do uso correto de uma... Epa!
- A culpa foi sua! – exclamou Rony, zangado, chupando o corte no polegar – Espere até eu fazer dezessete anos...
- Tenho certeza que vai nos deixar deslumbrados com suas insuspeitadas habilidades em magia – concluiu Fred, bocejando.
- E, por falar em insuspeitadas habilidades em magia, Ronald – aproveitou Jorge –, que historia é essa, que estamos sabendo pela Gina, entre você e uma jovem chamada... A não ser que a informação esteja errada, Lilá Brown?
Rony corou um pouco e Harry percebeu que ele estava se sentindo mal com a menção do nome da garota.
- Cuide da sua vida.
- Que resposta mal criada – disse Fred – Não sei aonde vai buscá-las. Mas me conte, querido irmão, como está o namoro de vocês?
- Não há mais um namoro, seus idiotas – respondeu Rony, irritado – Eu terminei com ela.
- Por quê?
- Além de mim, ela achou interessante beijar outros garotos.
Ninguém disse nada. Aparentemente os gêmeos perceberam que não era hora para brincadeiras. Fred deu palmadinhas consoladoras no ombro de Rony e disse:
- Ela não te merecia, maninho.
- E devia receber uma boa lição, ah sim – acrescentou Jorge, coçando o queixo.
- Ah, mas ela recebeu! – Rony disse, animado. Ele largou a faca em cima da pia e virou-se para encarar Harry, que sorria – Lembra, Harry?
- Lembro. Hermione deu umas boas bofetadas na vaca... Quer dizer, na Lilá Brown. E aí, levou uma detenção!
- Uau! – exclamaram os gêmeos juntos, impressionados.
- Era o que eu pensava na hora! – Rony voltou a pegar a faca e picar as couves – Ela é incrível.
Fred e Jorge se entreolharam, sorrindo maliciosos. Rony não percebeu, pois estava de costas. Harry mexeu-se incomodado.
- Então você ainda gosta da Hermione? – Fred perguntou.
- O que? – Rony disse, distraído.
- A Hermione. Você ainda gosta dela?
As orelhas de Rony ficaram vermelhas.
- Nunca gostei desse jeito da Hermione.
- Isso é mentira! Você murmurava o nome dela enquanto dormia – contou Fred. Harry lançou a Rony um olhar intrigado.
- Não sei do que estão falando...
- E daquela vez que você escreveu o nome dela...
A Sra. Weasley entrou na cozinha em tempo de ver Rony atirando a faca de descascar legumes em Fred, que a transformou em um aviãozinho de papel, com um piparote displicente de varinha.
- Rony! – exclamou a bruxa, furiosa – Nunca mais me deixe ver você atirando facas!
- Não vou deixar – disse Rony – você ver – acrescentou baixinho, voltando ao monte de couves-de-bruxelas.
- Aquilo que Fred disso mais cedo era verdade? – Harry perguntou a Rony, quando ambos se encontravam sozinhos no quarto, descansando.
- Esqueça isso, Harry...
- Me responda.
- Olha, talvez eu tivesse confundido as coisas naquela época, tá bom! Mas passou, OK?
- Hum – Harry resmungou. Mesmo sem olhar para o amigo, ele sabia que este estava vermelho – Certo, então. E falar nela, parecia bem triste quando estávamos embarcando, não é? Aconteceu alguma coisa naquela detenção.
- Também percebi. Perguntei para Gina, mas ela disse que não sabia. “Mesmo que soubesse, não lhe contaria!” – disse, afinando a voz de um jeito engraçado, que fez Harry rir – Você vai contar ao Dumbledore o que ouviu Snape e Malfoy conversando?
- Vou. Vou contar a todo o mundo que puder acabar com isso, e Dumbledore é o primeiro da lista. Talvez eu dê mais uma palavrinha com seu pai.
- Pena que você não tenha ouvido o que Malfoy está realmente fazendo.
- Não foi possível, não é? Esse é o problema, ele estava se recusando a contar ao Snape.
Por um momento fez-se silêncio, em seguida Rony comentou:
- Até agora não entendi como Hermione pode ter percebido que você estava lá.
- Muito menos eu. Mas ela sabia. E impediu que Malfoy dissesse qualquer coisa. Pelo visto, ela sabe o que ele está aprontando ou que ao menos pretende aprontar.
- Mas se ela soubesse, por que não nos contaria? Você acha que ela pode estar dominada pela Maldição Imperius ou algo assim?
- Não. Eu acho que ela imagina que pode ajudar Draco. Mas ela não pode – ele refletiu por um momento – Ninguém pode.
-*-
Assim que a enorme e espalhafatosa família Weasley e Harry chegaram à plataforma 9¾, encontraram apenas alguns pais dando as últimas recomendações aos filhos. Hermione abraçava o pai e quando os avistou, correu até eles, acenando para a mãe. Abraçou primeiro Rony, depois Harry e por fim, um cumprimento a Gina.
Com o passar dos dias, as duas ainda não estavam se falando normalmente. Gina agora parecia estar em todos os lugares em que Harry estava e os treinos constantes de Quadribol (e a última vitória sobre a Sonserina), parecia tê-los aproximado ainda mais.
Hermione não podia reclamar, afinal, Harry era livre para ficar com quem quisesse, não era? E ela tinha seu namorado, não tinha? Bem, ao menos era para ter. Mas, intimamente, desejava que não tivesse. Não podia negar, ainda nutria sentimentos por Harry. Não queria isso. Queria gostar de Draco. Queria poder sentir que não viveria sem ele! O problema é que não conseguia.
Draco também não estava facilitando as coisas para ela. Desde a festa do Slughorn, desde que Hermione tivera a infelicidade de mencionar o cheiro de Harry, Draco a ignorava minuciosamente. Mas aquela situação, pelo menos para Hermione, estava ficando insustentável.
Então, na noite de quinta-feira, Hermione resolvera dormir no seu quarto de monitora-chefe e tentar por fim, encurralá-lo. Draco estava deitado em seu quarto, ainda de uniforme. Ela apenas entrou e desatou a falar:
- Olha aqui, Draco, eu juro que não sei por que você está agindo assim. Eu falei do perfume do Harry, só isso! Não é como se eu tivesse o beijado, sabe! Se eu estou com você, é por que é de você que eu... Gosto. Por favor, para com isso, para de me ignorar! Olha pra mim... Draco, olha pra mim!
Ele não se mexeu. Hermione foi até a cama e o viu de olhos fechados, aparentemente dormindo.
- Eu não sei se está fingindo, mas... Bom, eu... Sinto sua falta. Sinto falta do meu namorado. Pelo menos, é o que eu acho que ainda somos. Eu sinto muito por se esse fracasso com você. Sinto muito. Eu não sei bem o que dizer, mas... Eu tenho tanto para te falar, só não sei como, por onde começar. Queria dizer a você pelo menos metade do que eu ensaiei com Luna, mas não consigo. O problema é que o medo de fracassar é maior do que a minha coragem. Bela grifinória eu estou me saindo, não? – ela deu uma risada de escárnio – Quero que saiba eu não menti quando disse que precisava de você, que você me fazia bem. Eu estava sendo verdadeira, juro! E eu às vezes sinto muita raiva de você. É difícil sentir o que eu sinto, mas eu não vou tentar explicar. Você não entenderia.
Ela esperou por uma resposta, um sinal que ele a ouvia, mas ele continuou imóvel, a respiração leve, então, ela continuou:
- Queria saber o que fazer nessas horas assim, mas não consigo, nada passa na minha cabeça. Só queria que desse certo com você, pelo menos isso, pelo menos uma vez na vida eu queria ficar com quem realmente me ama por inteiro. Estou tentando amar você, mas não é assim tão simples. Eu ainda guardo muitas mágoas. Eu ainda tenho lembranças que me fazem sofrer. Eu digo que não ligo, mas é mentira, eu... Você não vai mesmo dizer nada, não é? Tudo bem, talvez eu mereça o que você está fazendo comigo, talvez eu seja uma idiota por namorar você, seu... Seu ridículo! Eu... Eu... Odeio você e... Acorda! – berrou, mas ele não se mexeu – Se você não se levantar, loiro oxigenado... Juro que... Argh, desisto!
- Sempre se acovardando – ele murmurou, ainda sem se mexer – Sempre fugindo. Sempre tão fraca.
- Não me chama de fraca – sibilou, já de costas. Sabia que ele estava acordado – Não depois de tudo pelo o que eu passei sozinha. O único covarde aqui é você, pelo visto.
- Depois de tudo? Que dor você já teve de suportar? Já teve de ver seu pai bater em sua mãe todos os dias? Já teve de acreditar em coisas absurdas e que não fazem o menor sentido pra você? Passou toda sua infância esperando receber um elogio ou um abraço do seu pai e só receber Maldições? Já experimentou afrontar as regras para que uma pessoa que amasse muito, não sofresse? Você cresceu como uma marionete? Não. Não pense que sabe o que é dor, por que você não sabe. Eu lutei esse tempo todo sozinho. As pessoas me olham torto, como se a culpa das burradas de Lúcio fosse minha! Eu caminhei até aqui sem ajuda. Não me chame de covarde.
- Desculpe – murmurou, sentindo os olhos arderem – Eu... Não sabia.
- Há muitas coisas que você não sabe. Como por exemplo, que não podemos ficar juntos.
- O... Quê?
- É isso mesmo, Hermione. Acabou – falou, sem encará-la.
- Está terminando comigo? – quis saber Hermione, incrédula.
- É o que parece. E não pense que está sendo fácil para mim, por que não está. Eu só cansei.
- CANSOU DE QUE? – ela se descontrolou.
- Cansei de ser forte o tempo todo, de ser sozinho o tempo todo, cansei de não ter alguém verdadeiramente do meu lado, cansei de chorar sozinho no banheiro da Murta, eu cansei. As pessoas acham que eu sou forte, frio, feliz, mas eu não sou. Ainda tenho um coração. E você não entende.
- O QUE? A CULPA É MINHA?
- Não. Mas imagine: se a partir de hoje eu começasse a pensar mais em mim, e deixasse você de lado? Se decidisse te ignorar, e deixar que você sinta minha falta? Seria ótimo pra mim, seria um bom começo para o fim desse amor desproporcional. Não sei até quando vou suportar, e nem até quando esse sentimento resistirá. Só sei que cansei. Cansei de mim e de você.
- Você não pode estar falando sério...
- Estou, Hermione. Acabou.
- Ótimo! Mas preste atenção, saiba que mesmo quando não havia esperança, eu sempre procurei dar o meu melhor! E se você quer desistir...
- Eu lutei demais por você. Decepcionei-me demais, não totalmente com você, mas sim comigo, que acreditei em um amor que não existia. Mas lutar cansa e lutar por alguém que não se importa, cansa mais ainda. E estou exausto, Hermione!
- E como acha que me sinto? Acha que estou bem agora? Acha que eu gosto do rumo que minha vida está tomando? Eu faria qualquer coisa para que meu coração parasse de doer! QUALQUER COISA! Mas eu não vou obrigar ninguém a permanecer na minha vida, Draco, eu não vou. Então, se é isso que quer, é isso que terá – e saiu, batendo a porta ao passar.
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- Harry! Fique atento a este pomo – Gina exclamou, quando Harry deixou que o pomo passasse por ele cinco vezes – Preste atenção!
- Desculpe! – pediu, envergonhado. Não era a primeira vez que se distraia com Gina e seus longos cabelos ruivos – Vou me esforçar mais!
Assim que terminou de falar, avistou uma juba castanha sentar-se ao lado de Luna e acenar para ele. Hermione parecia triste desde a noite passada, mas ele não fazia ideia do motivo. Conversaria com ela depois. O pomo passou veloz, bem diante de seus olhos e ele desejou que Hermione não estivesse ali. Mas uma distração não seria uma boa.
Quando o treino finalmente acabou, Harry e Gina vinham conversando alegremente, as vassouras penduradas nos ombros, quando Luna e Hermione se juntaram a eles. As duas últimas vinham mais atrás, a pedido de Hermione. Ela não queria ter de presenciar os olhares que Harry e Gina trocavam.
- Ei, Luna – disse de repente – Como foi que entrou no nosso Salão naquele dia? E o que queria lá?
- Bem, entrei no encalço de Malfoy. A mulher do quadro sequer reparou em mim. Estava ocupada demais lançando olhares de puro desagrado à Draco. Eu precisava dar um recado à Neville, mas é claro que eu precisaria da senha então...
Draco, pensou Hermione, por que todos insistem em falar nele agora?
- Ah. E Simas foi falar com você? – perguntou, tentando mudar o rumo da conversa.
- Foi. Não entendi muito bem o que queria. Falou algo sobre passeio e Hogsmeade, mas quando pedi para que repetisse, ele ficou muito vermelho e saiu.
- Huuum. E você não tem nenhum palpite do que ele queria?
- Devia querer me convidar para ir a Hogsmeade com ele – falou, simplesmente.
- E por que não aceitou?
- Eu disse que ele devia querer, não que me convidou, Hermione.
Hermione não achou o que responder. Luna às vezes dizia coisas que a desarmava completamente. Ela deixou-se ficar para trás. Não queria ter de puxar mais assunto com a garota.
- Oi – Harry discretamente também havia deixado ficar para trás.
- Oi – respondeu, apática.
- O que há com você? Parece triste.
- Nada. Estou bem, estou ótima!
- Hermione, não minta para mim. Foi o Draco, não foi? – perguntou Harry. Hermione apenas afirmou – Ele disse alguma coisa que te magoou?
- Ele terminou comigo! Aquele... Desgraçado, loiro oxigenado, doninha saltitante!
- Então você não sente mais nada por ele? – Gina intrometeu-se. Luna olhou para Hermione, curiosa.
- Sinto raiva!
- Mesmo que seja raiva, você ainda sente alguma coisa, então – Luna falou, sabiamente.
- Não ligo – Hermione deu de ombros – Não me importo.
- Não tente nos enganar, Hermione – Gina falou, olhando-a descrente.
- Não sou eu que tento enganar os outros, Gina.
- O que quer dizer com isso? – rebateu, parando para encarar Hermione, que tinha uma expressão raivosa no rosto.
- Você me entendeu, Gina, aposto que sim.
- Aposta, é? – retrucou, irritando-se.
- Parem com isso, as duas! – Harry bradou, sobrepondo-se entre as garotas.
- É a Hermione! Eu não sei o que eu fiz que a deixou tão irritada! E quer saber? Não me importo mais! – disse, e saiu, pisando duro.
- Gina, espere... – Harry pediu, indo a sua direção.
- Você vai ficar do lado dela?
- Hermione, eu...
- ENTÃO VAI! VAI LOGO! MAS NÃO VEM ATRÁS DE MIM DEPOIS! EU ESTOU FARTA, HARRY! – gritou, as lágrimas escorrendo livremente pelo rosto. Porém, quando voltou a falar, era em um sussurro – Cansei de acreditar que as coisas vão mudar. Harry, você não percebe que tudo isso me machuca? Não entende que por trás desses sorrisos, existe uma vontade tão grande de te bater quando você diz que me ama? E as suas palavras de consolo não conseguem diminuir em nada o que estou sentindo! Nunca mais vou me preocupar com o seu sofrimento. Eu juro que nunca mais irei derramar uma mísera lágrima por sua causa, Harry Potter, pode apostar!
Ela saiu, rumo à torre da astronomia, o corpo tremendo de raiva, deixando para trás, uma Luna confusa e um Harry totalmente infeliz e arrependido.
(N/A: Ooooooooooooooooooooooi meus amores *-* Tá aí finalmente, né! Luana de Almeida, obrigada por ler e me sinto honrada de estar na sua barra de favoritos, amor! Gleek, sua linda, tu voltou õ/ É, o Harry tá só frescando, mas se acalma, no final vai tudo se resolver! Vitória Lovegood, obrigada viu s2' E, Hogwands-Babi, minha leitora afobada, obrigada por comentar e não me ''abandonar''! Aguardem por mais capítulos por esses dias, e preparem-se, acontecimentos marcantes estão por vir. Beijos.)