Como o olho humano analisa a cor? É diferente para cada pessoa? Lily especula com grande interesse. Quando ela vê um pêssego: os outros veêm da mesma forma? Uma matriz certa de cores pode parecer bastante pálida a uma pessoa, mas vigorosa para outra. E se o olho de repente mudar a sua percepção da cor vermelha?
Era a monitora-chefe completamente delirante? Quando a possibilidade de insanidade foi posta em causa, o acusado teria, em circunstâncias normais, ser bastante inquieto e perturbado por ela, mas Lily estava muito apaixonada por James Potter para questionar a sanidade de qualquer outra pessoa. Como poderia um tedioso tom de vermelho oxidado, de repente virar um rubi brilhante? Fora assim para ela.
Lily inclinou-se com o ombro contra uma parede, projetando seu quadril fino e bem delineado. Luzes de fadas brilhavam intensamente acima dela, que envolvia a Sala Comunal em cores espetaculares. Os leões da Grifinória comemorando sua vitória contra a Sonserina. Remo e Pedro haviam contrabandedo grandes quantidades de cerveja amanteigada (Lily suspeita que whisky de fogo também) e os melhores doces da Dedosdemel, enquanto todos cantavam e dançavam comemorando na sala comunal agora lotada de alunos, amigos e colegas.
Aconteceu logo após que as bebidas e guloseimas foram distribuídas. Lily Evans começou a assistir o artilheiro e capitão do time de quadribol de sua Casa. Ele estava absurdamente atraente. Nada além do comum, mas daquela vez James Potter subiu alguns bons pontos.
Ele tinha um sorriso grande no rosto, um brilho especial nos olhos castanho avelã. Lily olhou-o de longe, de pé, silenciosamente pelo buraco do retrato.
Foi o fato dele estar coberto por vermelho e dourado? Ou talvez fosse apenas o uniforme de quadribol que a fez apreciar o físico do capitão? Ela estreitou os olhos e analisou perigosamente o monitor-chefe.
A capa em seu pescoço estava solta e pendurada frouxamente contra o peito, enquanto o colarinho de sua camisa estava molhada do mais glorioso suor. Suas bochechas estavam vermelhas e seu cabelo estava mais rebelde que o normal, algumas partes grudando em torno de seu rosto e pescoço.
James estava cercado pelos seus companheiros de equipe, rindo e sorrindo energeticamente. Apesar de jogar uma partida de auadribol realmente desgastante, Potter parecia tão animado e barulhento como sempre. Seus óculos, antigamente em condição normal, foram substituídos por um par de óculos que foram, obviamente, empurrados de volta para seu cabelo. Os fios negros eram ventosos e torcidos por causa do suor. Seus olhos castanhos esverdeados brilhavam à luz, ocasionalmente disparados sobre a figura de Lily.
A cada poucos minutos assim, seus olhos se conectavam constantemente. Ele pisca sutilmente, contraindo os lábios com um sorriso da mais pura diversão e travessura.
Lily puxou desconfortavelmente sua camisa. Estava extraordinariamente quente esta noite na sala comunal ou era impressão dela? Seus lábios ardiam quando sua língua corria sobre eles. Ela enfiou mechas ruivas soltas atrás das orelhas e recuou para o muro de pedra fria. Caindo em torno do canto, ela saiu do buraco do retrato, em busca de ar fresco.
James Potter girou para fora do buraco do retrato apenas momentos depois. O sorriso se foi para então um sorriso diabólico assumir o seu lugar.
- Tudo certo, Evans? - ele a chamou.
- Extremamente certo - Lily não esperando por sua resposta, ela simplesmente jogou os braços em volta do pescoço e puxou-o contra a parede. Seus ombros foram pressionados contra a pedra dura, com as costas arqueadas para caber seu corpo. Ele levantou-a, enquanto a garota encaixava suas pernas em torno do seu quadribol. Seus lábios estavam queimando contra seu pescoço, suas mãos enganaram-se em seu cabelo bagunçado.
- Belo jogo a propósito, capitão. - Lily sorriu-lhe ao ouvido. Seus lábios estavam agora em seu queixo, os braços envolvendo em torno de sua cintura. Sua respiração era áspera e quente no rosto, e ela sentiu-o sorrir daquela maneira habitual travessa. Ela correu os dedos contra seu uniforme robusto, os músculos por baixo eram extremamente firmes. Seus dedos deslizaram por sua pele quente e no cabelo molhado. A sensação era de sempre querer ele cada vez mais e mais perto. Nunca parecia o suficiente. James, entendendo o recado muito bem, empurrou seus lábios sobre os dela suavemente, a mudança de agressão súbita, mas não indesejada. Ambos se inclinaram ligeiramente para trás. Ele traçou círculos em sua cintura com os polegares, e escovou seus narizes juntos. Seus olhos se iluminaram e dançaram com admiração, as bochechas queimando, um rouge febril. Ela gostava da forma como o monitor-chefe olhou-a apenas então: à beira da insanidade, carregado com o bombeamento de sangue em seus ouvidos, mas ainda admirá-la pacientemente e não somente com desejo. Tinha algo a mais.
Ele serpenteava um braço mais alto nas costas dela, a mão dura com alguns calos por causa de material para quadribol deslizando sobre a pele sardenta. Ela inclinou-se ainda mais sobre seu corpo, suspendendo seu peso até a parede. Nunca deixando de envolver suas pernas em volta da cintura de James, Lily estava sendo levada por uma onda de calor novamente. Seus lábios arrastaram em sua pele salgada, sua língua, despreocupada, demorando tanto quanto podia no processo... Por outro lado James as mãos de James dançavam em suas coxas, segurando-a contra ele firmemente. Lily fechou os olhos e encostou a cabeça de James.
- Não consegue lidar comigo, Potter? - ela encostou sua testa na dele, rindo.
Ele sorriu ironicamente e bufou com indignação.
- Por favor, Evans. Estou ofendido.