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0. 7° ano - Será?


Fic: Penseira dos Marotos


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Levante-se sua dorminhoca! - uma voz aguda feminina cortou bruscamente o ar da manhã. A menina cujo pacífico sono estava tendo, foi interrompida do mesmo. Ela gemeu e rolou na cama, preguiçosa. - Vamos Lils, acorda! Você tem que descer para o café...


Lily Evans gemeu de novo e tentou golpear o barulho. Não adiantou de nada. Suas cortinas que ficavam ao redor da cama foram rasgadas e Lily gemeu enquanto se encolhia para longe da luz o mais rápido que pôde, considerando que ela ainda estava meio que dormindo.


Sentiu duas mãos pequenas nos seus lados, cutucando e espetando-a, fazendo-a se contorcer tanto que ela caiu de sua cama de dossel.


- Que inferno! - ela exclamou quando bateu no chão. Lily finalmente piscou seus brilhantes olhos verdes e olhou em volta.
 Ela percebeu que estava cara a cara com Alice, que depois dessa era sua ex-melhor amiga. Sério, depois de sete anos, Alice devia saber que Lily não era uma pessoa da manhã. Nada matinal.


- Que horas são? - Lily conseguiu falar, tentando escalar de volta para sua cama.
- Lily Evans, você pode começar a tirar essa sua bunda preguiçosa desta cama nesse instante! Está um dia incrível lá fora e você aqui o disperdiçando!
Lily conseguiu olhar pela janela e viu que era quase manhã.
- Que horas são, Alice? - ela tornou a perguntar.
- São 07:30 para a sua informação. - ela respondeu.
Lily gemeu.
- Caramba, ainda é muito cedo, Alice. Vamos, nós estamos tendo essa discussão há anos. Você não pode me acordar antes das oito. Eu não sou uma pessoa agradável se eu não receber meu sono de beleza... - Lily inventava qualquer desculpa para voltar sã e salva para sua cama.
- Você nunca é uma pessoa agradável de manhã, eu sei disso. - ela disse sorrindo. - E desde quando você precisa de sono de beleza? Eu juro, Lils, se você ficar mais bonita...bem, digamos que eu não vá mais poder andar ao seu lado! Então vamos deixar claro: você não precisa de sono de beleza, ok? Agora levante-se, as aulas começam em uma hora, e gostaria de ter uma agradável refeição antes de entrar em uma sala de aula!


Lily suspirou, sabendo que fora derrotada. Ela olhou em volta do quarto, estava vazio exceto pelas duas.


- Como sou muito boa pessoa, vou lhe dar 15 minutos. Estarei esperando a madame na sala comunal. E nem pense em voltar a dormir! - disse Alice, enérgica como sempre.


Enquanto descia as escadas, ela avistou Alice conversando com James Potter. A última pessoa em que Lily queria pensar, especialmente pela manhã. Principalmente agora que Potter se tornara monitor-chefe, e agora ele teria uma desculpa sensata para conversar com ela civilizadamente. Secretamente, ela pensou que Dumbledore tinha finalmente perdido o juízo. Realmente, é a única explicação. Embora, na verdade, James não tinha sido tão ruim este ano. Na verdade, Lily tinha de admitir que ele estava começando a amadurecer. Ele estava mesmo mudando.


Ele parou de azarar as pessoas enquanto caminhava pelos corredores, e ontem ela o viu entregar um ensaio para a professora McGonagall! James Potter nunca faz lição de casa! Sim, Potter tinha feito uma mudança surpreendente com suas atitudes ultimamente...


Mas ela ainda não entendia por que ele era o monitor-chefe. Lily esperava que Remo obtivesse o cargo.Todos esperavam Remo ganhar o cargo. Ele era a escolha mais sensata. E ele era um monitor já. E não havia um garoto nomeado monitor-chefe que não tivesse sido monitor antes.


Sim, Dumbledore está definitivamente lelé.


Lily saiu para a sala comunal quinze minutos mais tarde para ver Alice esparramada no sofá.
- Demorou hein? - ela reclamou.
- O quê você está falando? Eu demorei exatos quinze minutos...
- Sim mas parecia muito mais. - Alice levantou-se e juntas rumaram lado a lado para fora da sala.
Seguiram seu caminho para o Grande Salão junto com outros alunos, alguns corriam apressados, outros sonolentos como Lily. Lily percebeu que Hestia Jones parecia estar sofrendo para se lembrar de como andar corretamente. Naquela hora, Lily não estava muito diferente.

- Como é que você conseguiu acordar a Lily tão cedo, Alice? - perguntou Marlene olhando admirada para as duas amigas.
- O que posso dizer? É um dom. - Alice sorria orgulhosa.
- Certo, certo, já entendi! Agora eu vou acordar com sol, entendi! - Lily dizia fazendo Mary, Marls e Alice rirem. - Agora podemos ir comer alguma coisa?


Lily pisou no Grande Salão, sentindo-se incomodada por nenhuma razão aparente. Ela não dormiu muito bem ontem à noite.


- Wow, talvez devêssemos deixá-la dormir na mesa ou esquecer o quão sensível ela pode ser às vezes. - Marlene sussurrou para Alice, que apenas acenou para ela.
- Se deixá-la dormir no café da manhã ela vai nos matar. Com Lily às vezes é difícil tomar uma decisão. O que ela mais quer: comida, sono ou comida de novo? Ganha mais frequentemente... - e as três continuaram o caminho seguindo Lily.


As três garotas restantes entraram no salão e rapidamente se dirigiram a sua amiga ruiva, que já estava servindo-se da maravilhosa comida fornecida na mesa, fruto do trabalho bem feito dos elfos de Hogwarts.


Todos eles cavaram em sua comida, tendo uma pequena conversa sobre o fim de semana que se aproximava em Hogsmeade, quando ouviram um clamor alto do hall de entrada. Todo o Grande Salão ficou em silêncio. Todos os alunos e professores  voltaram sua atenção para as enormes portas de madeira. O barulho só ia aumentando... Algo grandioso estava se aproximando, eles podiam sentir a vibração. Lily tirou a varinha do bolso furtivamente. Ela viu Alice (que estava sentada ao lado dela) fazer o mesmo. Eles estavam no meio de uma guerra, não podiam se distrair.


De repente, as portas se abriram, e voou um enxame de canários vermelhos e ouro tapando toda a visão. Devia ter milhares de aves em torno do Salão Principal. Muitos dos estudantes gritaram e se abaixaram sob a mesa, mas Lily apenas assistiu a tudo aquilo, hipnotizada e petrificada para fazer o que quer que fosse.


Então, tão rapidamente, as aves começaram um bombardeio de mergulho na mesa da Sonserina, derrubando taças, arruinando pratos de comida, e puxando as vestes de alguns dos alunos mais velhos, como Severo Snape e Walden Macnair.


E então, cerca de 200 anões de jardim entraram correndo diretamente para o Grande Salão, cada um deles enfiados em um equipamento pequeno tipo uma miniatura de leão e emitindo um rugido realista cada vez que tentavam abrir a boca.


As aves estavam a aterrorizar os sonserinos, os gnomos se recusando a sair, e os professores frenéticos sem saber o que fazer. Foi realmente muito engraçado.


Em seguida, os quatro Marotos vieram a toda velocidade em suas vassouras, cada um com estrondoso riso e brandindo suas varinhas, apontando-as para o teto encantado. Em letra cursiva ouro e brilhante, as palavras: "Cortesia de Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas" apareceu no céu sem nuvens. Abaixo, em letras menores, de prata, estavam as palavras: "Vai, Vai, Grifinória!"


James balançou sua varinha uma vez, e logo acima apareceram as letras: "Você vai sair comigo, Evans?" em vermelho berrante contrastando com o azul celeste.


Os elogios explodiram da Grifinória, Corvinal, e Lufa-Lufa. Explodiram em palmas, em risos. Os Marotos pareciam muito orgulhosos de si também. James examinou a obra e, em seguida, veio voando com tudo sobre a mesa da Grifinória; parou em cima dela, bem na frente de Lily. Ele passou a mão pelos cabelos rebeldes.
- O que você acha, Evans? - disse sorrindo presunçosamente.


Ela olhou ao redor do Salão criticamente, em seguida, olhou-o em cheio no rosto e disse:
- Eu acho que os gnomos foram um pouco demais. Ah, e eu acho que não vou limpar isso para você, Potter.


Ele piscou para ela, aparentemente descrente de sua falta de reação a essa brincadeira. Ele tinha esperança de impressioná-la, talvez para fazê-la rir. James adorava quando ela ria, mas infelizmente era muito pouco frequente em torno dele. Ela nem sequer sorriu para ele.


James suspirou e levantou sua varinha. Com um último florescer, os pássaros gritando e bicando desapareceram, juntamente com os leões-gnomos. As palavras de ouro e prata, no entanto, permaneceram suspensa no céu. Lily olhou para ele interrogativamente. Ele piscou para ela ao perceber.
- Bem, eu não posso fazer todo o trabalho para eles, eu posso?
- Você é inacreditável. - Lily disse ele, antes de pegar sua mochila e sair do Grande Salão, sem outro olhar atrás dela. James ficou de pé sobre a mesa da Grifinória, totalmente derrotado e confuso. Ele não podia acreditar, todo seu trabalho duro... para nada. Lily mal tinha olhado para ele.


Ele atirou-se no banco ao lado de sua amiga Marlene, que sempre tinha sido boa para ele e os outros marotos, parecendo ter o seu senso de humor. Ele enterrou a cabeça entre as mãos por alguns momentos, a única indicação de como ele se sentia perturbado por toda essa negação recebida por Lily Evans.


Quando James ouviu seus amigos voando por cima dele, rindo, ele se endireitou, limpou toda a carranca de seu rosto e fingiu comemorar com eles.


- Você aquilo, Pontas? - Sirius perguntou, batendo-lhe nas costas e escorregando entre James e Marlene. - Você viu a expressão no rosto Ranhoso, cara? Ahhh, eu não posso acreditar que nenhum daqueles passaros ficaram presos em seu cabelo gorduroso. Então, como você acha que foi? Eu acho que foi sensacional, caros amigos, foi sensacional. - Sirius disse, olhando para Remo e Pedro, ambos os quais estavam igualmente lavados com a emoção que só vem de uma brincadeira bem executada.
- Foi brilhante, Almofadinhas, brilhante. - James concordou, embora por dentro ele estivesse um pouco decepcionado. Mas ele não ia mostrar isso para seus amigos.


Marlene percebendo, se inclinou e sussurrou para James:
- Não se preocupe com isso, James. Ela vai se tocar em breve. - James só podia esperar que fosse verdade. Sorriu fracamente para a garota antes de suspirar e encarar seu prato.


- Ahã - alguém por trás deles limpou sua garganta. James, Sirius e Marlene se viraram lentamente, sabendo que isso iria acontecer. A professora McGonagall estava por trás de Sirius, os braços cruzados sobre o peito, e parecia muito infeliz.
Sirius colocou seu melhor sorriso, e disse:
- Ah, minha querida Minnie! Como você está nesta bela manhã?
Ela franziu os lábios.
- Eu não estou muito feliz, Sr. Black, não mesmo. Vocês quatro perceberam o que fazem com a Grifinória com suas brincadeiras? Você está dando um mau exemplo para os alunos mais jovens. E eu estou especialmente decepcionada com você, Sr. Potter, monitor-chefe. Os outros alunos se espelham em você. Eu tinha esperança de que este aumento na responsabilidade iria ajudar a endireita-lo, não lhe dar uma outra razão para provocar o caos e causar estragos no castelo! - ela olhou para os quatro Marotos, por sua vez, e cada um pendurou sua cabeça, na vergonha real sobre aquilo. 
- Detenção, todos vocês. Vocês irão relatar tudo no meu escritório às 8:00 para a próxima semana, e vinte pontos da Grifinória, cada. Eu espero que vocês aprendam alguma coisa com isso. Às vezes, ser extravagante e alto não é a melhor maneira para ganhar a atenção ou carinho dos outros alunos. - ela disse  esta última parte diretamente para James, e ele se remexeu desconfortavelmente sob seu olhar.
A professora McGonagall girou os calcanhares rapidamente, e pisou de volta até a mesa dos professores na frente do salão. James seguiu seu curso com os olhos, até que encontrou o olhar do prof. Dumbledore. James encontrou os olhos do professor, azuis penetrantes. Dumbledore estava sorrindo ligeiramente para James. Um sorriso um tanto quanto... rebelde.


O diretor, em seguida, puxou a varinha do bolso e deu-lhe um toque de luz. Um pedaço de papel apareceu no prato vazio de James. Lia-se:


"Eu sempre aprecio uma brincadeira bem feita, sr. Potter, como eu tenho certeza que você sabe. No entanto, eu não tenho certeza se a srta. Evans acha a mesma coisa. Talvez, da próxima vez que você desejar convidá-la para sair, você devesse tentar alguns chocolates agradáveis, talvez algumas flores. Eu nunca pensei nela como alguém que responde bem a extravagância e, se você pode perdoar a minha língua, teimosia. Eu sugiro uma abordagem menos egoísta da próxima vez.


Cordialmente,


Professor Dumbledore"


Os olhos de James se arregalaram e ele sacudiu a cabeça até encontrar expressão risonha de Dumbledore. James sorriu para o velho. Talvez ele estivesse certo. Há uma razão por Dumbledore ser o diretor favorito de todos.


- O que está no papel, Pontas? - Sirius perguntou com um bocado de pão na boca.
James sorriu.
- Nada, Almofadinhas. Apenas o conselho de um velho amigo.
Sirius deu de ombros e voltou sua atenção para seu alimento. Remo olhou para o relógio.
- Devemos nos apressar se quisermos pegar a aula de Feitiços. O professor Flitwick disse que estará trabalhando em feitiços do Patrono hoje. - Remo disse, seus olhos piscando com um entusiasmo desenfreado.
- Brilhante! - Sirius disse. - Eu sempre me perguntei o que meu Patrono seria...
- Hmmm, vamos pensar... - James disse, com delicadeza simulada. - Se eu tivesse que adivinhar... Eu acho que seria... um cachorro - Sirius deu-lhe um tapa na cabeça.
- Por que seria um cão? - Mary perguntou, parecendo confusa. - Eu sempre achei Sirius muito parecido com um cachorro. Você sabe... o cabelo, a baba, as pulgas... - com isto James ganhou outro tapa na parte de trás da cabeça, enquanto Marlene e Remo começaram a rir.
- Eu acho que vai ser difícil. - Pedro disse, um tremor em sua voz. - Quero dizer...Encatamento...Patrono...isso é seriamente avançado...
Sirius revirou os olhos.
- Estamos em NIEMs, Rabicho! O que você esperava?
Pedro deu de ombros, mas ainda parecia preocupado. Remo bateu-lhe nas costas. - Não se preocupe com isso, Rabicho. Todos nós vamos ajudá-lo depois da aula, se você não entender. - este fez Pedro relaxar, e os quatro rapazes se levantaram a caminho da aula de Feitiços.
- Esperem, nós vamos com vocês! - disse Marlene ajeitando o cabelo castanho ondulado nos ombros, enquanto Alice e Mary vinham atrás.
- Qualquer coisa para você, srta. McKinnon - Sirius disse, galanteador.
Marlene fez uma careta.
- Eu já lhe disse Black, eu não estou interessada em suas propostas.
Sirius agarrou seu coração.
- Estou magoado, Marls. Eu esperava que você pensasse melhor de mim...
Marlene revirou os olhos.
- Eu sou muito esperta para isso, Sirius. Por que você não vai cheirar em outro lugar?

James riu da escolha das palavras da amiga, puxou Sirius ao longo do caminho da aula de Feitiços, ignorando os protestos de seu amigo.


Eles chegaram à sala de aula com dois minutos para gastar, então havia muito poucos lugares disponíveis. Alice imediatamente se dirigiu até a mesa de Lily e sentou ao lado dela. Mary e Marlene sentaram-se na carteira ao lado. Sirius tentou ir em direção ao fundo da sala, mas James puxou-o para a mesa logo atrás de Lily, onde ele podia olhar para ela e ela não poderia gritar com ele. Remo e Pedro tomaram a mesa ao lado de James e Sirius, logo atrás de Mary e Marlene.


Alguns outros alunos corriam para a classe nos últimos minutos. Lily acenou para Alice quando ela entrou, e James e Sirius balançaram a cabeça marotamente para Frank Longbottom, que estava ao lado dela segurando sua mão.


A aula seria com os alunos da Lufa-Lufa, que nunca eram tão ruins quanto poderiam ter sido. Lufa-Lufas e Grifinórios, embora são sejam amigos grudados, foram todos cordiais uns com os outros, na maior parte do tempo. Eles eram um grupo agradável com disposições agradáveis. Eles não eram excentricos como alguns dos Corvinais, e eles não eram babacas idiotas como os da Sonserina.


O professor Flitwick veio agitado para a frente da turma.

- Classe, bom dia! Espero que todos tenham comido bem esta manhã, porque a lição de hoje vai ser bastante difícil e desgastante. É, no entanto, um dos meus favoritos para ensinar. Hoje nós estaremos trabalhando no Feitiço do Patrono. Frequentemente isto é ensinado durante Defesa Contra as Artes das Trevas, mas eu implorei ao professor Dumbledore para que eu pudesse ensiná-los...


"O Feitiço do Patrono é muito mais difícil do que se possa imaginar. A fim de produzir um verdadeiro patrono corpóreo você deve ser muito competente em Encantamentos, além de ter uma concentração muito forte. Agora, com as instruções. Para produzir um Patrono, você deve, somente, pensar de uma memória feliz. Não apenas uma lembrança agradável, mas uma memória verdadeiramente feliz, a mais forte que você tiver. A melhor... Deve ser capaz de preencher os senhores, e você deve ser capaz de sentir a emoção, como se estivesse acontecendo para você neste exato momento.
Depois de ter sua memória, você diz "Expecto Patronum" claramente, e acena sua varinha em um círculo no sentido horário, seguido por um movimento ágil, assim. Expecto Patronum!" - um pássaro grande, de prata irrompeu da varinha de professor Flitwick e mergulhou sobre a sala, antes de desaparecer.


O coletivo "Ooohhh" da sala subiu ao ver a bela criatura. James assistiu com muita atenção. Ele nunca tinha visto nada tão despreocupado ou bonito em sua vida, exceto talvez Lily.


- O Feitiço do Patrono é usado para afastar dementadores, e embora eu reze para que você nunca tenha que usá-lo, ainda é uma magia muito útil de saber. Agora, eu gostaria que vocês se dividissem em pares e comecem a trabalhar sobre o encanto. Eu advirto, é um processo muito frustrante. Eu não espero que qualquer um de vocês possa ser capaz de produzir um Patrono corpóreo em sua primeira tentativa. No máximo, você provavelmente irá produzir vapor prateado. Mas não deixe isso impedir você. Tenho completa fé no poder de vocês, e espero que até o final da semana, quase todos vocês terão o Feitiço do Patrono realizado.


Os estudantes começaram a se dividir, zumbido animadamente e falando sobre suas expectativas.


- Não, não, não! Sr. Potter e sr. Black, absolutamente não! Sr. Black, eu gostaria que o sr. trabalhasse com a srta. McKinnon e sr. Potter, você vai trabalhar com a srta. Evans.

Os olhos de Lily brilhavam perigosamente enquanto ela olhava para o rosto sorridente de James.

- Espere, professor Flitwick, você tem certeza que eu tenho que trabalhar com Potter? Ele não pode trabalhar com o Remo? - a ruiva dizia depressa, a gota de esperança em cada palavra dita.

- Não, srta. Evans... Você é uma influência muito melhor que o sr. Lupin. E como você é nossa monitora-chefe e o sr. Potter também, não seria nada mal aprenderem a trabalhar juntos. 
Lily olhou para James, que vinha caminhando animadamente até ela.
- Bem, não é uma coincidência? Vamos, se anime. Vamos trabalhar sobre patronos...
- Não amola, Potter. O feitiço do Patrono certamente estará nos NIEMs e eu gostaria de ser capaz de produzir um!
Ele ergueu as mãos em sinal de rendição.
- Eu prometo não fazer nada engraçado. Eu quero aprender o feitiço tanto quanto você.
Lily olhou para ele, sem saber se ele estava mentindo. Como se ele tivesse lido sua mente, James disse:
- Eu não estou mentindo. Eu prometo: nada de piadas. Promessa de maroto! Agora, qual a memória que você está pensando em usar?- Eu não sei. Eu não tenho certeza se tenho uma memória como o professor Flitwick descreveu...
- Teremos que tentar para saber, certo? Que animal você acha que o seu será? - ele perguntou, curioso para saber a resposta da garota.
- Não faço ideia. Como você imagina o seu? - ela perguntou com a mesma curiosidade que ele.
Ele deu de ombros, embora tivesse um bom muito palpite a respeito de qual animal seria o seu. Ele realmente não queria dizer isso, porque Lily era uma das mais inteligentes bruxas na escola, e ele não queria arriscar sua aprendizagem com seus segredos.
- Bem, eu acho que devemos começar - Lily disse antes que o silêncio se tornasse estranho.
Ele acenou positivamente com a cabeça.
- Primeiro as damas - disse sorrindo.

Ela assentiu. Parecia estar em uma profunda reflexão por um minuto, antes de se ficar um pouco mais reta e dizendo com uma voz clara: "Expecto Patronum!" Nada aconteceu. Ela encolheu os ombros.
- Bem, isso é bom. Eu não esperava fazê-lo na primeira tentativa. Acho que eu talvez devesse tentar algo mais... forte.

James pensou muito por um minuto, e então decidiu: seu primeiro Natal em Hogwarts, com Sirius, Remo e Pedro. "Expecto Patronum!" Mais uma vez, nada aconteceu. Ele franziu a testa.
- Eu acho que não é forte o suficiente.
- O que você pensou?
- Meu primeiro Natal Hogwarts.
Lily olhou para ele, chocada.
- Foi exatamente isso que eu tentei!
Ele sorriu.
- Eu acho que grandes mentes pensam da mesma forma - ele disse encolhendo os ombros.
Lily escondeu um sorriso enquanto se concentrava.
Ela pensou por um minuto. "Expecto Patronum!". Desta vez, uma leve névoa prateada fluiu de sua varinha, mas não tinha sentido algum ou forma.
- Você viu isso? Você viu? Algo aconteceu! - Lily disse animadamente conforme observava a névoa prata desaparecer no ar.
James sorriu feliz por ela.
- O que você pensou?
- Foi quando eu era mais jovem, quando ainda falava com a minha irmã. Eu tinha caído mais cedo naquele dia, e Petúnia me ajudou durante todo o dia. Ela se sentou na minha cama e me abraçou até que eu parei de chorar, e então ela lia para me até que eu caí no sono...
- Soa como uma grande irmã - James disse encarando os olhos sensacionalmente verdes de Lily.
- É... ela era. Costumava ser - Lily ficou em silêncio e não olhou para James. Não sabia se consegueria sustentar aquele olhar.
Ele limpou a garganta.
- Bem, eu acho que é a minha vez.
James e Lily continuaram a tentar lançar o feitiço e, no final da aula os dois conseguiram produzir um vapor de prata cada vez com a força mais distinta. Eles pareciam ser os mais avançados da turma, por isso o professor Flitwick atribuíu a cada um deles dez pontos.
- Eu gostaria de um ensaio sobre esta aula até o final desta semana. Um rolo de pergaminho deve ser o suficiente. Sem exeções! Tenham um bom dia! - Flitwick os dispensou.


Os Marotos, Lily, Alice e Frank todos tiveram um período livre seguinte. Marlene e Mary estavam todos em Adivinhação. 


James sugeriu que eles gastassem o tempo livre descansando embaixo da árvore perto do lago, porque era um belo dia com temperaturas amenas. Estava deliciosamente agradável. Todos concordaram, a fim de encontrar o lugar fresco.


O grupo marchou para fora e caminhou até uma grande árvore de carvalho à beira do lago, cada um deles falando sobre a lição de Feitiços passada.
- Eu pensei que era brilhante, mas é completamente impossível - Remo disse, debatendo-se, frustrado. Todos eles concordaram com a cabeça.

Pedro sentou-se a direito de Remo, e Alice sentou à sua esquerda, junto de Frank.  Sirius rapidamente deslizou para o próximo a Marlene e jogou um braço sobre o seu ombro. Ela fez uma careta e atirou-o para longe. Lily estava um pouco atrás dos outros, apoiando as costas contra a árvore. James se juntou a ela bem lentamente, temendo sua reação. Ela não disse nada, o que ele considerou um bom sinal.
- Como você conseguiu chegar aquele nível, Pontas? - perguntou Pedro ao amigo.
James deu de ombros.
- Eu acho que eu me concentro melhor que você, Rabicho. Ainda assim, não é como se eu realmente fizesse um Patrono. Flitwick estava certo, é muito mais difícil do que ele parece fazer...
- Pelo menos você fez alguma coisa. Consegui deixar a barba de Flitwick pegando fogo! Eu não sei o que fiz, mas foi terrivelmente errado! - Pedro exclamou, escondendo a cabeça entre as mãos, enquanto o resto deles caiu na gargalhada. - Não é engraçado, eu não posso fazer nada direito! Feitiços é impossível!
- Não é impossível Rabicho, você só precisa ter uma perspectiva melhor sobre o tema - Remo disse.
- Não podemos falar sobre Encantamentos mais tarde? Acho que devemos trabalhar em nossos jogos de quadribol...
- Quadribol, Quadribol e Quadribol de novo!
- Isso não é justo, Evans. Você realmente não consegue entender que a temporad...
- Sim, sim a temporada se aproxima! Tudo o que você faz é pensar sobre quadribol e mais quad...
Sirius dá uma cortada em seguida:
- Eu concordo com James. Você não consegue entender como é o neg... Quero dizer, uma boa parte de seus amigos joga no time! Eu acho que o mínimo que você pode fazer é tolerar isso. Aceite, Lily! - dizia Sirius, encarando a garota.
Lily suspirou.
- Sinto muito Sirius, todos vocês. Isso é o principal assunto toda maldita hora! Eu não entendo absolutamente o q...
- Ah, a verdade! - Sirius exclamou. Todos se viraram para ele, confusos. - A verdadeira razão pela qual você não gosta de quadribol é porque você é uma porcaria na vassoura, e você não pode entender que há alguma coisa neste mundo que você não possa fazer.
Lily corou.
- Isso não é justo, Black. Sim, eu não gosto disso porque eu sou uma porcaria mesmo, mas você dizendo assim até parece que eu sou uma auto-centrada que não admite os próprios erros... - Lily revidava.
- Agora, eu nunca disse isso. Não que isso não é verdade nem nada, mas...

James lançou um feitiço escudo antes que Lily terminasse de excecutar sua azaração.

- Chega, Sirius!
Sirius ergueu as mãos.
- Olha, Pontas, me desculpe... me desculpe, Evans... eu estava...
- Certo. Eu não acho que você estivesse falando séri...
- Mas eu sou Sirius! - ele disse, fingindo estar confuso.
- Eu juro por Merlin, Almofadinhas, se você fizer mais um trocadilho "Sirius-sério", eu vou azarar você. - Remo disse, ainda deitado no chão com os olhos fechados.


Todos riram. James sentou-se e guardou sua varinha. Ele não pode fazer contato visual com Lily...


- Obrigada. De qualquer maneira, James. - ela disse, se inclinou e beijou-o levemente na bochecha. James pensou que poderia fazer um patrono perfeito nesse instante se estivessem na aula de Feitiços.


Nem Lily James nem disseram nada sobre o beijo pelo resto do dia. No almoço, porém, os dois sentaram lado a lado e trocaram conversa fiada. Isso não passou despercebido por Remo, Marlene, ou Alice. O resto do grupo não parecia ter notado isso, mas esses três fizeram. Era uma ocorrência rara de ver James Potter e Lily Evans falar uns com os outros sem troca de insultos.


Eles tiveram Transfiguração depois do almoço com os alunos da Corvinal, e McGonagall daquele jeito severo com todos, exceto um pouco mais fria para James, Sirius, Remo e Pedro do que normalmente seria. Parecia que o seu orgulho estava ferido ainda. Ela atribuiu-lhes um ensaio de 15 polegadas para casa sobre as propriedades de um animago, e as dificuldades em se tornar um. Os Marotos pareciam achar esta tarefa extremamente engraçada, mas elas não explicam a ninguém o porque.


Depois de Transfiguração, veio Poções com o Professor Slughorn. Ele adorava Lily, tanto como de costume, e continuava a tentar persuadir Sirius a entrar para sua coleção de jantares.

Slugue pediu-lhes que preparar o projeto da poção Morto-Vivo, uma poção bastante fácil para a maioria da classe. Metade deles fez uma mistura aceitável, a de Pedro era desprezível, James foi 'acima da média', Remo foi perto da perfeição, Sirius tentava enfeitiçar seu caldeirão, e Lily e Snape cada um tinha feito uma poção perfeita. Eles receberam 15 pontos cada. Slughorn descartou a classe, sem dever de casa, e James se sentiu grato. Ele tinha 27 centímetros de pergaminho para terminar. Aluado e Lily fariam uma excelente redação cheia de detalhes. Já Sirius certamente faria uma letra gigante a fim de ocupar o máximo espaço possível com poucos detalhes. Quer dizer, se ele se preocupar de fazer a tarefa.


Quando ele estava saindo da sala de aula, James acelerou para alcançar Lily e Alice.

- Sabe, Evans, eu acho que Slughorn tem uma queda por você. - dizia James.
"Não é como se eu pudesse culpá-lo..." ele acrescentava em pensamento.
Lily suspirou.
- Eu sei. É irritante, em partes. Eu não sei por que ele passa tanto tempo me elogiando, quando todos sabem que Sev... que alguém é melhor do que eu - ela pegou-se no meio de dizer o nome de seu ex-amigo.
Desesperado por uma mudança de assunto, ele tenta:
- Então, vinte e sete centímetros de lição de casa, você pode acreditar nisso? - ele acrescentou depois de alguns segundos de silêncio constrangedor. Lily ficou grata pelo fechamento do assunto.

- Poderia ser pior. - Alice suspirou pesadamente. - Pelo menos Sluggy não nos deu trabalho de casa... Eu me jogaria da Torre de Astronomia se tivesse que fazer mais um.
- Eu sei... - disse Lily. - Imagino que ficariamos muitas noites perambulando pela biblioteca. Sem paz. Com madame Pince aos protestos...
Alice gemeu e James riu.
- Lily, ninguém gosta da biblioteca...
- Ei, a biblioteca é muito útil! Tirando madame Pince, as vezes. Mas como você espera passar em qualquer um dos seus exames, se você nem sabe onde eles guardam os livros de Defesa? - Lily terminou com James, antes de perguntar a sua amiga.
Alice encolheu os ombros.
- Eu não sei. Se eu tivesse uma amiga brilhante que tivesse memorizado todos os livros úteis já... oh não, espere! Eu não! Vamos Lils, você é uma enciclopédia ambulante! Ninguém sabe tanto quanto você, exceto, talvez, Remo.
- E eu? - James cortou a conversa, seriamente interessado na resposta da ruiva.
Alice e Lily lhe lançaram um olhar longo e calculista.
- Você é inteligente Potter, eu admito isso, mas estou certa de que teria sido expulso de Hogwarts se Remo não incentivasse você a fazer as lições de casa. - disse Lily sorrindo ligeiramente.
James riu.
- Eu acho que você está absolutamenta certa. Não é de se admirar que você seja a  mais inteligente na escola. - Lily corou; Potter a pegara de surpresa. Ela sorriu em resposta ao elogio, sem saber o que pensar.


Todos eles tinham cerca de uma hora antes do jantar começar. O grupo tomou a decisão de começar a fazer sua lição de casa, para grande desagrado de Marlene e Sirius.
- Se você não fizer isso agora Marls, você terá que ficar até tarde da madrugada preparando tudo. E eu sei o quanto você odeia ficar até altas horas fazendo relatórios... - Lily disse no momento em que procurava em sua mochila pena e pergaminhos novos.
Marlene suspirou e se jogou em uma das melhores poltronas perto do fogo.
- Bem, bem, você está certa. Eu vou fazer o maldito trabalho - ela tirou um pergaminho e uma pena e começou a folhear os livros, à procura de uma boa informação. No seu rosto a marca do mais puro tédio estava estampado.


Quando finalmente decidiram que era hora de sair para jantar, Lily já tinha terminado o ensaio do professor Flitwick, assim como Remo. James decidiu finalizar seu trabalho depois. Pedro estava lutando por informações não repetitivas, e Marlene e Sirius mal tinham escrito uma frase; passaram o tempo todo se agredindo verbalmente e algumas vezes Marlene parecia cair no charme do maroto, embora Malrs apressadamente negasse que era isso o que eles estavam fazendo. 


O jantar transcorreu sem intercorrências; nada de anormal aconteceu. O grupo entrou no salão, comeu seu jantar, riram com as tentativas de Sirius em aborrecer Remo. Era cedo ainda quando todos voltaram ao Salão Comunal da Grifinória.


Lily, Alice, Marlene e Mary todas se sentaram no sofá ou na poltrona junto à lareira, enquanto os meninos se sentaram no chão. Remo olhou para o relógio.
- Temos apenas dez minutos, depois temos que ir até McGonagall.
- Honestamente, eu não vejo por que vocês não poderiam simplesmente entrar no café da manhã como um grupo normal de pessoas. - Marlene disse meio que aos risos, pegando um livro despreocupadamente.
- Porque, minha querida Marlene, não somos do tipo que segue as regras. Somos... - Sirius disse, recostando-se contra suas pernas.
- ... nada normais. Oh, acredite em mim, Sirius, sabemos que você não é normal. - Marlene disse, apenas alto o suficiente para ele ouvir.
- Quanto tempo vai ser com McGonagall? - Lily perguntou.
James deu de ombros.
- Depende de como McGonagall está se sentindo. Se ela está com o humor particularmente bom, tudo que nós vamos ter que fazer vai ser apenas escrever algumas linhas. Se ela está se sentindo furiosa, então nós provavelmente vamos ter que polir a sala de troféus ou algo do tipo - todos os quatro se espreguiçaram só de pensar. Eles tinham uma história muito longa com Minerva McGonagall. 
- Bem, isso serve para todos vocês - Lily disse, dando um aceno de cabeça firme.
- Pare com isso, Lily. A brincadeira a foi hilária! Quero dizer, os gnomos com trajes de leão foi um episódio memorável... - Marlene disse com convicção.
Sirius se encheu de orgulho.
- Tudo ideia minha - disse Sirius sorrindo travesso.
James bateu-o na parte de trás da cabeça.
- Aluado foi quem pensou nos gnomos. Você veio com a ideia dos canários em bombardeio aos nossos queridos sonserinos... - disse James rindo.
- Ah é, é isso mesmo. Bem, de qualquer forma, eu diria que eu, definitivamente, fui essencial e crucial - disse ele ajeitando a roupa de modo convencido.
Marlene revirou os olhos.
- Parabéns Sirius, você quer um biscoitinho em recompensa?
- Você tem um? - perguntou ele olhando malicioso para a morena.
- Bom, a operação foi um sucesso - Remo disse, não negando seus instintos marotos  -, mas nós realmente precisamos ir. Não queremos chegar atrasados, McGonagall nos transformaria em sapos de chocolate...
- Você está certo - James disse, levantando-se e iniciando um demorado alongamento. Quando ele levantou os braços em um ponto acima da cabeça, sua camiseta subiu ligeiramente, apenas o suficiente para Lily conseguir capturar um pedaço de seus músculos bem definidos. Ela teve de forçar sua boca para não deixar se abrir debilmente. A última coisa que ela precisava era ajudar a inchar, o já inchado, ego de Potter. 
- Você acha que você estará de volta a tempo para a ronda? - Lily perguntou a James enquanto ele estava saindo pelo do buraco do retrato.
- Eu não sei. Vou tentar o máximo. Talvez McGonagall me deixe sair cedo para patrulhar com você. - respondeu.
- Bem, sem problemas se não conseguir. Eu posso ir sozinha - ela disse, tentando parecer não se importar se estaria na companhia do maroto ou não.
Ele rapidamente atravessou a sala até que ele foi diretamente à sua frente. James agarrou-lhe as mãos e disse com urgência e disse:
- Não vá sozinha - seus olhos castanho avelã penetraram nos dela profundamente.
- Por que não? - perguntou ela, sem se preocupar se as mãos dele estavam coladas na sua.
- Estamos no meio de uma guerra, Lily. E o fato de você ser uma nascida-trouxa... bem, alguns dos sonserinos podem aproveitar a oportunidade para atacá-la. Por favor, se eu não conseguir voltar no tempo, me prometa que você irá com Kingsley. Ele é um monitor do sexto ano, você sabe, e ele é um cara legal. Ele vai cuidar de você. Certo? Prometa.
Lily olhou para os olhos de James e viu uma preocupação genuína em suas características. Ela balançou a cabeça lentamente.
- Tudo bem, eu vou com Kingsley se você não voltar a tempo. Mas eu posso cuidar de mim mesma, Potter...
- Eu sei que você pode, Evans. Mas eu me sentiria melhor se ele fosse junto. Apenas... faça esse favor para mim.
- Ok, ok... mas porq...
- Obrigado. - ele sussurrou a cortando, inclinando-se para beijá-la na testa antes de correr para fora do buraco do retrato depois de seus amigos. As mãos de Lily, involuntariamente, foram parar onde James depositou o beijo.

- Que diabos foi isso? O que foi isso, srta. Lily Evans - Marlene perguntou, parecendo confusa e divertida ao mesmo tempo com o que acabara de presenciar entre os amigos.
- Eu... eu não sei - Lily disse a verdade.
Marlene deu a Alice um olhar cumplice. As duas assentiram uma para a outra antes de pegar Lily pelos braços e arrastaram a mesma até o dormitório do sétimo ano.


Elas arrastaram Lily pela porta e colocaram-na na cama da Alice. Elas estavam em uma linha na frente de Lily, de braços cruzados, parecendo deliciosamente aflitas.
Lily olhou para elas sem entender nada.
- O que eu fiz para merecer isso? Por que vocês me arrastaram da sala comunal? Fiz algo ilegal? Estou em apuros? - ela perguntava.
- Sim, você está em apuros - Marlene disse, sem se preocupar com as outras perguntas.
- O que eu fiz, posso perguntar? - perguntou a ruiva.
- O que está acontecendo com você e James hoje? Primeiro brigam no café da manhã, depois trabalham juntos na aula do Flitwick, trocam elogios e nada de brigas no jantar - Marlene enumerou.
Lily sentiu o sangue fluir violentamente para seu rosto.
- E-eu não sei o que você está falando...
- Oh, não me venha com essa! Você estava sendo perfeitamente terrível para ele esta manhã, muito parecido com seu jeito habitual, e depois de Feitiços, você é apenas... trata o garoto bem. É bizarro. - Marlene olhou acusadoramente para sua melhor amiga.
- Eu apenas pensei que deveríamos ser um pouco mais maduros... na nossa relação. Afinal somos monitores e... por acaso, isso é um crime?
- Não, não é um crime! Lily, nunca! Mas você sabe como James se sente sobre você Lily, e parece que você está brincando com ele ou coisa assim. Eu vi você beijar o rosto dele hoje, à beira do lago. - Lily corou, mas Marlene continuou seu discurso, antes de finalizar vitoriosamente - Você está a fim do James!
- Não estou não! - disse Lily convicta, mas suas palavras pareciam não ter valor.
- Oh, está sim. Alice percebe, não é?
Alice assentiu solenemente.
- É verdade. É incrivelmente óbvio! - disse animada.
- Olha... eu não estou a fim do Potter. Eu estou apenas sendo cordial...
- Você estava sentada ao lado dele na hora do almoço. E nem foi obrigada a isso!
- E você estava sentado ao lado de Sirius!
Agora foi a vez de Marlene corar levemente.
- Isso é diferente, não há nada acontecendo lá.
- Não? Mesmo? 
Mas Marlene simplesmente encolheu os ombros.
- Ele é só uma distração. Próximo a você e James nunca vi tanta tensão sexual não resolvida... Isso não tem nada a ver comigo! O assunto aqui é Lily Evans...  Potter - Marlene se divertia.
- Eu não estou namorando o Potter!
- Não, você ainda não está. Mas vamos lá, Lils, admita! Você gosta dele... - Alice sorria para a amiga.
- Eu não! - ela teimava.
- Certo, não quer admitir. Mas você gosta de James Potter sim! Ele te deixa nervosa. Você acha que ele é atraente. Você acha a atitude dele arrogante e rebelde encantadora, ah sim, não me corte! Acha sim! Você quer se derreter quando o vê bagunçando ainda mais o cabelo! Se isso não é gostar, então eu não sei o que é...
Lily revirou os olhos.
- Eu não gosto de James Potter...
- Você não pode sequer me olhar nos olhos quando você diz isso! 
Lily trouxe seus olhos penetrantes verdes para atender os marrons misteriosos de Marlene.
- Eu-não-fantasio-nada-com-James-Potter! - ela disse com os dentes cerrados.
A postura de Marlene continuou firme, mas Alice amolecida, e com muito sono, foi se sentar ao lado de sua amiga.
- Olhe, Lily, eu sei que você acha que o odeia, mas pense nisso. O que ele fez, recentemente... ele não parece mais o mesmo garoto imaturo que você viva brigando nos últimos anos - ela concluiu sensatamente.

Lily pensou por alguns instantes. Ela realmente não podia revidar a isso. Era a verdade. Além do fato de que ele ainda fazia travessuras e bagunçava o cabelo, James não tinha feito nada de terrível neste ano. Ele parecia ter amadurecido.  Será que ele realmente tinha mudado? Lily nunca acreditou que as pessoas jamais pudessem mudar... Severo tinha mudado. James poderia mudar também, não poderia? 

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Comentários: 2

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Enviado por Sarah Rod em 12/02/2012

Hahahahahaha, i luv the marauders! Lembra mesmo, realmente! No quinto filme, lembro sim. Obrigada, que bom que está gostando! Eu também amo. Não paro não, mesmo. Hahahaha, sim! Até levaram o Remo...Bom, o Remo por mais que tenha essa imagem de "estudar, livros, estudar, livros, estudos, livros..." existe muita marotice nele. Fazer o que né? Anos convivendo com James e Sirius! Hahahaha, são demais mesmo! Thank you! =)

Nota: 1

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Enviado por i luv the marauders em 12/02/2012

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ESSA ENTRADA DELES LEMBRA QM???? QM??????? FRED E GEORGE W.!!!!!! AHAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHA AMEEEEEEEIIIIIII GNT ISSO TA DEMAIS PFPFPFPF N PARA!! veiii ta dms kkk eles conseguiram ate levar o remo????? ahhahhahahhhahaha OS MAROTOS: DEMAIS! FODASTICOSS

Nota: 5

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