Manda se sentou ao lado da amiga, e percebera que nem pergaminho e muito menos pena ela tinha.
-Eu não tenho material – disse ela a garota.
– Tenho alguns pergaminhos na minha bolsa, e tinta e pena também... Posso lhe emprestar – e entregou um pergaminho e uma pena a garota.
- Boa tarde a todos – disse o professor gorduxo.- Hoje, vamos realizar uma poção extremamente fácil. É a Poção Wiggenweld, quero que todos vocês me surpreendam e façam essa poção em apenas uma aula. Querida – disse, se referindo a Manda – Você tem livro?
- Ah não professor, ela está apenas...
- Não. – respondeu Manda, confiante em sua resposta.
- Pode pegar um – disse, apontando para o armário.
Manda foi até o armário, e o professor não retornou a falar enquanto ela não voltou a mesa.
- Encontrem a página 30, e lá tem o modo de preparo e os ingredientes necessários. Boa sorte, vocês tem dezessete minutos.
A correria começou dentro da sala, e manda folheou de vagar até a página que o professor indicou. Todas aquelas páginas pareciam milagrosamente familiares, como se ela já houvesse estudado aquilo. Quando seus olhos bateram na receita da poção, ela riu para si mesma. Era como olhar a receita do macarrão instantâneo que você faz todos os dias.
Manda viu que Rosa já estava de volta ao seu lado, e a morena foi para a direção dos armários com os ingredientes. Começou a pegar tudo o que lhe parecia Casca de Wiggentree, Muco de Verme Gosmento, Moly e Ditamno. Também não sabia explicar como se lembrou dos nomes dos ingredientes da poção, mas naquele momento não lhe parecia importante.
Voltando a mesa, Rosa já cortava o Ditamno de forma pequena. Manda procurou o Moly para esmagar com a ponta da faca.
Nem Rosa, e nem o resto da turma fazia o que ela estava fazendo o que Manda fazia. Eles haviam começado pelo Ditamno, e partiam para a Casca de Wiggentree. O tempo passava, e o coração da garota acelerou. Ela cortou o Casca de Wiggentree e Ditamno em pequenos pedaços. E Manda puxou a varinha das vestes, mirando para de baixo do caldeirão.
- Incêndio. – sussurrou Manda.
Adicionou ao caldeirão o Muco e Moly com o Ditamno. Manda começou a mexer o caldeirão, quando Rosa a cutucou.
- O que está fazendo? – e se apavorou ao ver o caldeirão aceso – Você pode explodir o caldeirão se não fizer isso certo. Poções é uma matéria perigosa! – e levantou a varinha.
A mão gorduxa, que carregava dedos cheinhos, encostou na varinha de Rosa, a impedindo de realizar qualquer feitiço.
- Acho que podemos ver o que a senhorita Manda tem nos a oferecer. E as ervas e o Muco não são perigosos. O máximo que irá ocorrer é uma fumaça verde. – e sorriu para Rosa e Manda, as deixando trabalhar.
Rosa empinou o nariz e continuou a poção, que agora começava a ferver tanto quanto a de Manda. O livro de Manda estava aberto, mas ela não prestava atenção no que dizia. Resolveu que já era hora de adicionar a casca de Wiggentree. Mexeu alguns instantes, e o professor se adiantou a frente das mesas.
- Tempo esgotado – disse o professor, acenando a varinha e todos as chamas dos caldeirões apagando. – Veremos... – e olhou para o fim da sala – Fumaça verde – e riu. – Senhores Escórpio e Alvo, vocês precisam de mais atenção. – e foi em direção aos garotos.
- Eu dei aulas particulares para o Alvo no verão – disse Rosa bufando e se virando para Manda.
- Deve ser a companhia. – respondeu Manda.
- O Malfoy é nojento e asqueroso na frente dos amiguinhos de Sonserina, mas sempre recorre ao Alvo. – e suspirou.
- E a você. – disse Manda, vendo isso nos olhos de Rosa.
- Legilimência? – perguntou Rosa, confusa e meio irônica.
- To sendo sincera e comentando o que eu acho – respondeu Manda, apertando os lábios e aprofundou mais o olhar na amiga.
Rosa abaixou o olhar e o professor logo se aproximou da mesa das duas.
- Vejamos, senhorita Rosa, uma cor turquesa. Quase! – e apertou os lábios para garota, que pareceu aborrecida por não ter conseguido. – Compreensível se entender, acho que nem eu conseguiria devido ao tempo... POR MERLIN! – disse o professor, quando os olhos encontraram o caldeirão. – VERDE!
Manda olhou de relance para Rosa, que parecia tão surpresa quanto o professor.
- Você bateu meu próprio recorde garotinha – disse o professor, tirando um lencinho do bolso e secando a testa. - Parabéns! – e sorriu para a garota.
Manda relaxou as pernas e despencou a cadeira.
- Quero que leiam sobre as propriedades dessa poção agora. – disse o professor, se sentando na cadeira atrás de sua mesa.
Manda apanhou o livro meio em transe ainda, a sala havia ficado em silencio. Ela colocou os olhos nas palavras, mas tudo parecia idiota e sem nexo.
- Calma – sussurrou Rosa depois de algum tempo, vendo a garota respirar fundo. – E parabéns – sorriu Rosa.
Manda sorriu, retribuindo o sorriso tão entusiasmado quando o da amiga.
- Agora, me digam, qual é a cor que a poção deveria adquirir? – perguntou o professor.
A mão de Rosa logo ficou de pé e o professor confirmou com a cabeça, dando permissão para Rosa falar.
- Verde.
- Certo senhorita Rosa, 10 pontos para a Grifinória. – um leve ouvoroço se formou quando o professor disse isto. – Agora vou fazer uma pergunta mais complexa.. Alguém sabe me dizer porque a poção da maioria não deu certo? – e uniu os dedos.
Todos ficaram em silencio, até a própria Rosa.
- Alterei o livro de vocês enquanto vocês estavam nos armários, e até o da senhorita Manda. – e deu uma breve olhada para Manda, com um sorriso orgulhoso nos lábios - Mas essa poção vocês aprenderam no final do ano passado, e trabalhamos ela umas duas semanas, com todas suas propriedades. O livro faz uma breve revisão do ano anterior no seu inicio.
E se formou um breve silencio.
- Gostaria que dessem uma revisada nas poções do ano passado. Vou fazer um teste básico com vocês. – e respirou fundo. – Mas a maioria de vocês chegou à cor turquesa, e não conseguiram só porque não começaram pelo Moly esmagado. A não ser... pelos senhores Escórpio e Alvo. – e o professor riu um pouquinho de forma cômica para os alunos. – Revisão da página 15 até a 90. Dispensados.
Manda anotou tudo o que o professor falou em seu pergaminho, igualmente a Rosa. As duas guardavam os pergaminhos e Manda foi até os armários de livros guardar o livro emprestado pelo professor.
- Fiquei impressionado senhoria - disse o professor Horácio chengando perto do armário.
- Ahhh – e se virou para o professor, e pode ver a cara tristonha de Rosa - Devo tudo a Rosa - e sorriu.
- Deve nada, só lhe expliquei algumas coisas – disse Rosa, que estava ainda terminando de guardar os materiais.
- A Rosa é a minha melhor aluna – disse o professor, quando a garota levantou a cabeça para os dois – Mas vejo que ela arrumou uma concorrente – falou em voz muito baixa e cutucou a garota. – Gostaria de lhe convidar para participar do clube Slugue.
Manda fechou o armário.
- Do que se trata?
- São reuniões e jantares que eu faço para um grupo de alunos, sabe, os que eu mais me afeiçôo. - A Rosa faz parte, acho que você irá gostar... – disse o professor quando Rosa se aproximou.
A sala estava vazia e se encontravam apenas os três.
- É bem legal – afirmou a amiga.
Manda pensou por alguns instantes, seria ótimo ter um contato direto com os alunos.
- Ok. – e sorriu.
- A próxima reunião será no sábado. – disse o professor, rumando para sua mesa e apanhando seu material.
Rosa e Manda saíram da sala enquanto o professor recolhia suas coisas.
- Como você fez aquilo? – perguntou Rosa.
- Aquilo o que?
- Descobrir que tínhamos que esmagar o Moly antes de cortar o Ditamno...
- Não sei Rosa – disse Manda, com o olhar fixo no chão. – Pareceu que eu já tinha feito aquilo, e que era muito simples. Eu não li direito o livro e não sei como isso ocorreu...
- Que estranho – disse Rosa, se agarrando aos livros. – Acho que me Poções não vamos ter muitos problemas...
As duas riram e subiram algumas escadas, que misteriosamente mudavam de lugar.
- Vamos até a Sala Comunal da Grifinória. Toda vez que você for entrar na sala tem que falar uma senha, a Mulher Gorda que é o retrato que guarda a sala, vive mudando a senha. Então você tem que ficar atenta... Também vamos procurar em qual dormitório você vai ficar...
Manda permaneceu em silencio e nem prestou muito atenção no que a amiga falou. O ambiente era muito curioso para passar despercebido! Quadros por toda a parte e escadas que mudavam de lugar era alço mágico e inédito.
- Aqui... – disse Rosa, puxando a amiga. – Ovas de Sapo – disse Rosa, para o quadro.
Uma mulher muito gorda trajava o rosa e uma flor nos cabelos, ela olhou curiosa para Manda.
- Então a garota misteriosa veio parar na Grifinória.... – disse a mulher para Manda.
- Abre logo – disse Rosa, irritada.
- Ta, ta. – e as duas mergulharam por trás do quadro.
A Sala Comunal da Grifinória era quente e aconchegante. Tinha uma lareira acesa, cadeiras e mesas em torno da sala e perto das janelas, poltronas, sofás, almofadas... e tinha Tiago! Manda viu o garoto deitado no sofá com muitos amigos, eles faziam aviões de papel e faziam eles voarem pela sala comunal.
Manda e Rosa entraram na sala e depois de alguns minutos a cabeça curiosa de Tiago se levantou para ver as pessoas que entraram na sala. Os amigos falaram algumas coisas, mas ele se levantou e foi na direção das garotas.
- Pensei que fosse a Tifanny... – disse o garoto, e Manda sabia que era a loira do almoço.
- Você não tem aulas hoje a tarde? – perguntou Rosa, se aproximando de uma das mesas do lado das janelas.
- Sexto ano. Escolhemos as nossas matérias, esqueceu?
- E você escolheu o menor número possível – e revirou os olhos se sentando em uma das cadeiras, e Manda fez o mesmo.
- Jogador de quadribol não precisa ser muito bom em Poções, Transfiguração...
- Ta, ta – disse Rosa, levantando a mão como censura daquele papo – Eu já escutei esse discurso milhares de vezes.
Tiago riu para Rosa, mas seus olhos estavam em Manda. Manda levantou o olhar para ele e sorriu.
- Porque você não leva a Manda para conhecer o Hagrid?
- Seria interessante... – disse Rosa, sorrindo. – Podíamos conhecer os jardins e fazer uns feitiços no jardim.
Manda estampou um sorriso muito alegre na face, aceitando a idéia.