- Estou entediado - Sirius resmungou. - Eu quero fazer alguma coisa. Esse maldito arm...
- Se acalme, Almofadinhas! Logo teremos lua cheia. Não podemos ter tudo agora!
O Marotos Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas se encontravam de algum modo no pequeno espaço do armário de vassouras.
Nenhum deles era ginasta ou qualificados na arte da flexibilidade, não importa o quanto Sirius se vangloriasse por ter ganhado alguma abilidade com alguns movimentos muito sujos e flexíveis com uma lufana sexy em uma das mesas do Grande Salão no café da manhã.
- Ugh - Remo soltou com repugnância. - Algum de vocês tomou banho? - ele perguntou, tentando bloquear o nariz com a posição ímpar de seu braço, que foi dobrado de uma forma quase brutal.
Os quatro rapazes do sexto ano nunca contariam a ninguém - jamais - que ficaram naquela posição alguma vez na vida. Eles estavam totalmente expremidos um ao outro. Ou seja, totalmente próximos uns aos outros.
- Pedro, seu joelho está ficando perigosamente perto da minha virilha - Remo disse desconfortavelmente. - Eu sugiro que você tire ele daí imediatamente.
- Melhor fazer o que o homem diz, Rabicho, ou Aluado pode lançar a fera selvagem interior dele em você - Sirius avisou, remexendo-se enquanto tentava ficar em uma posição mais confortável - ou de fato, uma espécie de posição de aconchego sem dor. Pedro murmurou um pedido de desculpas para Remo, e depois tentou redirecionar a perna para outra posição.
- Merlin, Rabicho! Agora sua perna está praticamente andando na minha bunda! - Remo quase gritou.
- Shhh! - James lançou aos seus amigos um olhar de dar medo. Ele virou seu olhar para frente, sobre a diferença da porta de onde ele estava espionando alguém em... especial.
- James, é realmente necessário que tenhamos que acompanhar você nessa... nessa... er... observação? - Remo não conseguia encontrar uma palavra certa para explicar o que, porque raios, eles estavam fazendo aquilo.
James não respondeu de imediato.
- Sim. Eu precisava que vocês viessem, agora, pelas calças de Merlin, fiquem quietos! - James pediu.
- Bem, se você precisava de companhia, então por que você n... - Pedro começou timidamente.
- Ssshh, Rabicho! - James silenciou-o.
Como você pode ver, apenas um dos Marotos estava lá por opção, os outros três foram arrastados para dar um certo 'apoio moral'.
James fez uma careta quando sentiu um dos espirros molhados de Pedro bater com tudo contra seu rosto. Remo, por algum motivo estranho, começou a tossir violentamente - tudo isso devido a colônia pesada de Sirius, obviamente -, que foi lentamente sufocando-o à morte.
- Sirius, você está tentando amordaçar todos nós? - Remo questionou. Sua garganta estava arranhada pela tosse. Sirius parecia completamente insultado e ofendido.
- Eu tinha um encontro esta noite - revelou amargamente -, mas então Pontas decidiu me arrastar junto para perseguir Lily Evans!
- Eu não estou perseguindo Evans! - ralhou James, sem muita convicção em suas palavras, antes de acrescentar: - E fale baixo!
- Sério? - disse Sirius, zombeteiro. - Então explique por que nós estamos expremidos em um armário de vassouras?
James suspirou e recontou novamente a sua explicação.
- Porque eu ouvi falar que Derick Prick iria beijá-la no armário de vassouras - ele falou em tom muito irritado. - Nesse, inclusive!
- Então, você decidiu arrastar a gente para o armário de vassouras e nos beijar invés disso? - Pedro saltou para as conclusões, muito desgostoso em troca.
- Obviamente que não, Rabicho! Eu só queria estar pronto para qualquer... hã... desventura que possa acontecer! - James sorriu maldosamente.
Remo voltou atrás ao que James tinha dito sobre "acidentalmente" estar ouvindo a conversa de Lily com o rapaz da Corvinal.
- Você ouviu... - disse Remo, pouco convencido. Ele arqueou as sobrancelhas, cético.
- Tudo bem, seus capangas miseraveis, eu estava sob a Capa da Invisibilidade! Acertou, Aluado! - James resmungou.
Remo sorriu porque ele sabia que James nunca, acidentalmente pelo menos, ouvia conversas por acaso, mas estava também um pouco insultado por ter sido chamado de intrometido no meio dos resmungos de seu amigo. Então, ele pensou em voltar para a parte da sentença de James ao mencionar a capa.
- Espere um minuto... você usou a capa daquela vez! Por que você apenas não a usa agora para espionar Lily? - Remo perguntou ao amigo, culpando-o pelo tom de voz.
James olhou para Remo inexpressivamente.
Ele bateu a cabeça na porta do armário de vassouras, então Sirius achou isso tudo histericamente engraçado e riu com a falta de senso comum de James. Pedro riu silenciosamente junto, mas não poderia continuar pois um chumaço de cabelo Sirius tinha entrado em sua boca, devido às condições de espaço entre eles.
- Você é um exemplo perfeito de por quê algumas espécies comem seus jovens - disse Sirius presunçosamente, sacudindo um fio de cabelo preto dos olhos, infelizmente isso levou a dar cotoveladas em Remo no processo.
- Ai! - gemeu Remo, ao levar outra cotovelada de Sirius em resposta.
- Isso que você acabou de dizer foi você mesmo que disse? - Pedro perguntou em reverência.
- Er, não. Eu li na parte de trás de uma embalagem de barra de chocolate em Hogsmeade.
- Bem, o que importa é que estamos aqui agora, então... - James arrepiou o cabelo escuro, acidentalmente picando Pedro no olho.
- Quanto tempo vamos ficar aqui? - Sirius reclamou. - Não que eu não ame ficar pressionado contra todos vocês, meus amigos, mas eu tenho uma reputação a zelar. Você sabe, uma reputação que não envolve ficar trancado com amigos em espaços fechados... amigos do sexo masculino, especialmente.
- Você está dizendo que tem amigos do sexo feminino? - Pedro perguntou.
- Claro que sim!
- Certo, então, um nome.
- Err...
- Há! - Remo disse antes de rir com gosto.
- Admita, Sirius, isso é impossível para você - James se juntou às risadas.
Sirius tentou causar o máximo de estragos que ele poderia fazer neles nesse momento, levando em conta suas posições.
- Meu rosto tem cheiro de torta. Merlin sabe onde esse dedo foi... - disse Remo desgosto enquanto tentava limpar o rosto com a mão livre.
- Qual é o seu sabor favorito de torta? - Pedro perguntou aos meninos, um drible ligeiro de baba escorregando pelo canto de sua boca com a menção de comida.
- Eu gosto de torta de maçã - disse Sirius.
- Eu sou mais uma pessoa de torta de cereja! - revelou Pedro. Sirius balançou a cabeça em compreensão.
- Talvez, mas eu acho torta de pêssego fundamental...
- Parem de falar, seus idiotas, não estamos tendo essa conversa sobre tortas novamente! - Remo cortou os amigos em tom severo. Se alguém tivesse perguntado a Remo para escolher três pessoas para estar preso em um armário, semelhante à famosa pergunta de ser preso em uma ilha, vamos apenas dizer que ele escolheria a pessoa mais intelectual. Nenhum de seus amigos se encaixada na descrição, obviamente.
- Que horas são? - James perguntou, ainda com foco na abertura de porta, observando atentamente para todos os sinais da garota ruiva. Sirius arregaçou a manga e tentou alcançar o relógio em seu pulso, mas, inesperadamente bateu na varinha de Remo, que ele estava segurando como a única fonte de luz no espaço claustrofóbico.
- Droga - Remo amaldiçoou em voz alta.
Eles viram quando a varinha caiu no chão, a luz só exibindo seus pés.
- Uau, Rabicho - Sirius disse na escuridão. - Seus pés finalmente ficaram maiores? Que tamanho você usa? - ele olhou para os sapatos de Pedro.
- Venho pensando sobre isso, durante o verão eles cresceram rapidamente... é assustador... - Pedro ia dizendo enquanto olhava para os próprios pés agora.
- Bem, você sabe o que dizem sobre caras que demoravam a desenvolver... - começou Sirius.
- Um de vocês tem que pegar a varinha, inferno! - Remo interveio. Os meninos se entreolharam interrogativamente, pelo menos eles pensavam que estavam olhando um para o outro. Foi um pouco difícil dizer sem luz.
- Eu não vou pegá-la, eu tenho os ombros de James cavando em cima de mim, os braços de Pedro são como facadas no meu estômago, e seu cabelo está fazendo cócegas no meu nariz! - Sirius disse a Remo. - É bastante suave, o condicionador que você usa?
Remo ignorou a pergunta sobre cabelos e olhou para Pedro como quem implora - bem, ele sinceramente esperava que fosse Pedro.
- Você pode pegar a varinha, Pedro? - Remo não gostava de ficar no escuro em um espaço tão apertado, especialmente quando Sirius estava respirando em seu pescoço como um homem louco homicida.
- Eu vou sugar o seu sangue - Sirius murmurou no que ele pensava que era um sotaque da Transilvânia, sotaque de vampiro.
- Sirius, você é mentalmente perturbado! - ele agarrou o pescoço de repente. Mesmo que ele conhecesse Sirius, sabia que ele era imprevísivel. Não duvidaria nada que ele tentasse mordê-lo acreditando ser um vampiro da Transilvânia.
- Quando vocês pararem de dar mordidinhas uns aos outros - James franziu a testa para ambos -, podem, por Merlin, começar a procurar a porcaria da varinha? Eu posso sentir algo tocar a minha perna... - ele parou preocupado.
- Desculpe - desculpou-se Pedro envergonhado. - Eu estava tentando soltar o cinto na minha calça.
- O quê? Por quê? - James perguntou, tentando ficar o mais longe possível de Pedro e sua calça, que estava cerca de um milímetro longe dele. James acabou cutucando Sirius no movimento. Ele abruptamente se afastou dele, considerando que ele podia sentir coisas pontudas perfurar o pescoço.
- Pare com isso, Almofadinhas, eu não quero pegar raiva - brincou James. - Siga em frente, Rabicho! Não!, não com as calças! Merlin, Pedro, procure a maldita varinha de uma vez!
- Eu... desculpem... tinha muita comida na minha frente na cozinha - explicou Pedro, enquanto esfregava seu estômago. - Vocês sabem como são os elfos domésticos.
James balançou a cabeça, Remo suspirou pesadamente e James podia jurar que ele estava franzindo as sobrancelhas, enquanto isso Sirius ria, como o louco que ele era.
- Não diga que... - começou James, o medo irradiando suas palavras.
- O que você está dizendo? Que você comeu os elfos domésticos e eles estão dando-lhe indigestão? - Sirius riu. Ele fez um som repentino de nojo quando Pedro produziu um arroto alto.
- Maldição - comentou Remo, tentando amordaçar-se com um monte de cabelos de Sirius.
- Oh não, eu posso sentir algo saindo do outro lado - Pedro rangia. Os outros, instintivamente, ouviram o som de um estômago gemendo de inegável dor e tentaram ficar o mais longe possível do garoto-bomba Pettigrew.
- Oh Deus, estou começando a achar que isso não vale a pena - James murmurou, pensando se realmente valia a pena esperar Lily para transformar e salvar o seu dia do Derrick, um idiota sábio-burro aos olhos de James, e sofrer as consequências de Pedro ter comido mais do que um porco esfomiado.
- Sirius, companheiro, a varinha pode estar somente mostrando os nossos pés, mas eu posso ouvir distintamente o som de você coçar a virilha - disse James. Ele ouviu o som de Sirius coçando o lugar inadequado tantas vezes que ele sabia o ruído decor. Foi, ocasionalmente, quando ele ouviu antes de irem dormir, resultando em muitas almofadas arremessadas na cabeça de Sirius.
- Pedro, por Cristo, basta pegar a varinha - James ordenou. - Eu faria isso, mas estou preso contra a parede junto com um vampiro sanguinário perigosamente astuto...
- Me sinto ofendido - Sirius argumentou, fazendo Remo achar que ele estivesse prestes a protestar que não era 'bárbaro' ou 'sanguinário'. - E você não pode deixar Pedro alcançar a varinha! Ele vai ter que se curvar, e então ele pode de repente rasgar a calça e sua bunda provavelmente irá explodir. Você pode imaginar a bagunça? Vamos todos ser cobertos pelas nádegas! Nádegas de Pedro! Oh não! Não, não...!
- Isso é um risco que estou disposto a correr - Remo resmungou. Pedro estava a ponto de curvar-se gentilmente e alcançar a varinha, não importa o quanto seu estômago chorasse melodias irreconhecíveis e como ele se sentia doente. No entanto, Sirius parou Pedro na metade do caminho.
- Não, Pedro. - Sirius disse firmemente, como quem se oferece a morrer no lugar de quem ama. - Eu que tenho que fazer isso.
Os meninos ouviram o farfalhar de Sirius se contorcendo e seus membros dobrando em posições ímpares.
- Oh Deus, oh bom Deus, por favor. - Remo murmurou e começou a rezar, com medo dos movimentos repentinos de Sirius. - Não dobre para baixo, Sirius! Não para baixo...! - ele parou e estremeceu quando Sirius tinha, de fato, ignorado seus conselhos e se abaixou. - Gostaria apenas de mencionar que eu, possivelmente, irei me afogar em uma das banheiras ou vasos sanitários do banheiro dos monitores mais tarde.
- Escolha as banheiras. São limpas e parecem piscinas - Sirius aconselhou, enquanto ele conseguia pegar a varinha do chão e contorcer-se a algum tipo de posição em pé. Ele ignorou as perguntas de Remo sobre como ele sabia como era as banheiras dos monitores, sendo que Sirius não era um e nunca foi. Sirius apenas riu diabolicamente para as perguntas. - Você não gostaria de afogar-se em um vaso depois de Snape te-lo usado. - ele continuou e entregou a varinha de Remo, que parecia um pouco curvada. - Uhh... - começou Sirius, parecendo cauteloso ao perceber a reação de Remo. - Eu meio que pisei nela sem querer...?
- Obrigado - respondeu Remo ingratamente - por pisar na minha varinha, esfregando sua bunda contra mim e sugerindo uma escolha apropriada de cometer suicídio.
- De nada - respondeu Sirius sorrindo.
- Eu não me sinto bem... - resmungou Pedro, tentando conter o vômito que estava querendo escapar.
- Caramba! - reclamou James. - Eu nunca mais vou trazer vocês novamente...
- Pense assim Rabicho, eu não me sinto tão bem, também. - falou Sirius, de repente, sentindo-se doente e claustrofóbico. - Isso está girando. Acho que vou desmaiar. - ele apertou a mão na testa. - É só comigo ou esse armário está cada vez menor?
- Isso não é possível - Remo respondeu sombriamente, seu nariz e rosto agora achatados contra a parede.
- Eu não posso respirar - Sirius ofegou, apertando seu pescoço. - Não há ar aqui, cara!
- Claro que há ar - Remo repreendeu. - Se não houvesse ar, então estaríamos mortos!
- Eu sinto que estou morrendo!
- Você estava muito bem até uns segundo atrás!
- É uma doença súbita! - protestou Sirius. - Meu pescoço, Aluado! É tão apertado!
- Pelo menos o seu não foi mordido por um... - Remo respondeu, colocando a mão sobre o seu pescoço. Sentia as marcas dos dentes do dia em que fora mordido.
- Olhe para isso, Pontas! - Sirius disse, agarrando a varinha de Remo, iluminando o pescoço mordido de Remo - Olha só, é como um chupão! - Sirius piscou e deu uma cotovelada nele - Se alguém perguntar, você diz que é daquela loirinha da Corvinal. Georgina, acho que é esse o nome - dizia Sirius. - Ou talvez Giselle...?
- Olhem! Ela está chegando! - James sussurrou alegremente, avistando Lily pela abertura da porta. Ele rosnou para o menino, cujo braço estava enrolado em volta da sua cintura. O menino chamado Derick era, na opnião de James; não muito alto - James tinha provavelmente uns 17 cm a mais que ele - magro, seu cabelo loiro era achatado, semelhante a um coqueiro depressivo.
Derick pegou na maçaneta da porta do armário de vassouras, girando a tranca febrilmente. James sorriu quando Derick torceu a maçaneta, mas não conseguiu abrir a porta, porque James estava segurando fortemente do outro lado. E convenhamos, James Potter era muito mais forte que Derick. Ele poderia ficar lá o tempo que quisesse, o dia todo se quisesse, tentando abrir a porta que as mãos fortes de James estariam pressionando a porta que jamais se abriria. Somente se James quisesse lhe dar um belo soco. Exelente alternativa, aliás.
- Merda, está bloqueada! - Derrick reclamou. - Ela nunca está trancada. - ele bateu o seu peso contra a porta; de nada adiantou.
Ele não estava sendo o cara mais sincero no mundo dos bruxos, suas palavras descaradamente sugerindo que o armário de vassouras fosse um local regular que ele sempre visitasse. Lily assistiu desconfortavelmente quando Derick se virou para encara-la.
- Ah, está bloqueada, é? Que vergonha - Lily mentiu, felizmente grata que a porta não se abrisse. Ela estava cuidadosamente passando por Derrick. - Bem, acabei de me lembrar que tenho dever de casa para fazer. Vou indo ne...
Lily abruptamente parou de falar quando Derrick bateu seus lábios contra os dela com urgência.
- Dane-se a porta - Derrick murmurou, enfiando a língua na garganta de Lily, para sua surpresa.
- Eu vou matar esse cara - James sibilou, prestes a fazer sua aparição e bater no idiota da Corvinal, esmagando-o como geléia... no entanto, Remo o deteve. Remo, o mais racional dos Marotos.
- James, ela não vai ficar nada feliz em perceber que você estava espionando ela por um armário de vassouras - ressaltou ele, segurando seus ombros.
James lutou contra o aperto.
- Ah, qual fora, Remo - ele exclamou. - Aluado, olhe para ela! Definitivamente não está feliz em ser beijada por ele! - assinalou, fazendo com que seus amigos olhassem pela abertura da porta afim de poder ver Derrick prendendo Lily contra a parede.
- Sim... É por isso que ela está beijando ele de volta? - Pedro respondeu incerto, e James olhou para ele. Os quatro rapazes pressionaram seus oito olhos curiosos à distância, vendo como Derrick estava pressionando Lily contra a parede do corredor, examinando detalhadamente o interior da boca de Lily com a língua. A ruiva não parecia estar reclamando.
- Uh, cara, ele parece estar mesmo gostando - Sirius fez uma careta.
- Cala a boca, Sirius - retrucou James. - De qualquer forma, aposto que ela está pensando em mim enquanto está beijando ele - o tom atacado com presunção. Seus amigos caíram na gargalhada - zombando em silêncio -, mas logo pararam quando o som do nome de James foi chamado... dos lábios de Lily.
- Hmm, James... - ela gemeu audivelmente na boca do Derick.
Todos os meninos ficaram boquiabertos, inclusive Derrick - que se separou de Lily como se ele tivesse sido chamuscado por um jogo de Snap Explosivo. Os olhos de Lily se arregaram no nome que ela tinha acabado de falar, gemeu e apertou a mão ao rosto.
- O que você acabou de dizer? - Derrick exigiu, mas ele rapidamente girou ao som de aplausos do armário de vassouras.
- Oh, é! Ela disse que meu nome, o meu nome! Agora, o quê vocês me dizem, hum? - James dançava triunfalmente no pequeno espaço - para cima e para baixo, quase batendo a cabeça no teto -, assemelhando-se a Sirius depois de ter sido drogado com café. Previsivelmente, James acaba saltando do armário apertado, o que não era uma boa ideia. Quando o resto dos marotos no armário fizeram uma careta com sua sonoridade súbita e membros agitados, James acidentalmente caiu para trás, torcendo seu braço e batendo contra a maçaneta da porta, fazendo com que a porta do armário fosse aberta com um estrondo enorme. Os quatro rapazes gritaram enquanto caíram lentamente para fora do armário e foram parar no chão duro de mármore, aos pés de Derick, junto com os gritos de surpresa de Lily.
- Isso não é bom para a minha saúde - Remo murmurou; Sirius foi jogado do armário e caiu com tudo em cima de Remo, que resmungava em protestos.
- Veja o que temos aqui. Um quarteto - Derick olhou sujo para os quatro. Pedro, com toda essa confusão havia se esquecido de frear o vômito: toda a comida daquela manhã agora era jogada para fora do garoto gordinho, caindo como cascata nos pés de Derick.
Sirius examinado vômito cobrindo os sapatos de Derick.
- Você tem sapatos pequenos - comentou. - Realmente pequenos. Você deve se odiar, homem.
- Barba de Merlin... - Derick não tinha certeza se movia agora os sapatos, que eram cobertos por algo mole, verde e com alguns pedaços de waffles.
- Boa, Rabicho - felicitou James, enquanto estava deitado no chão. Ele deu um tapinha nas costas de Pedro em gratidão, o que só fez o garoto vomitar mais.
Derick esperneou como uma garota enquanto Pedro despejava mais em seus sapatos. James voltou sua atenção para Lily, que parecia paralisada com o choque, medo e repulsa, tudo ao mesmo tempo.
- Potter - começou ela, olhando com os olhos arregalados. - V-você não me ouviu dizer...
- Oh sim, Evans! - James cortou, na sua voz mais sedutora. - Eu ouvi - ele tentou dirigir o olhar para longe do café da manhã nojento de Pedro para o bem da linda ruiva a sua frente.
Lily balançou a cabeça furiosamente.
- Não, não, não! - ela argumentou, pisando os pés. - Eu disse o seu nome porque eu estava pensando em o quanto você me irritou na...
- Não soou como se fosse isso para mim - comentou o Sirius, gemendo de dor quando Lily prontamente chutou-o no estômago.
- Cala a boca, Black! - ela disse ameaçando chutá-lo novamente.
- Oww... Lily, você percebe que quando você fere Sirius, que atualmente está em cima de mim, você causa dor à mim também? - disse Remo se contorcendo de dor também.
Lily se encolheu timidamente.
- Ah, Remo... me desculpe, desculpe...
James teve a sua oportunidade de fazer essa pergunta tão familiar:
- Evans, você vai finalmente aceitar sair comigo? - ele perguntou jogando seu melhor sorriso torto.
Lily respirou de raiva, indignada com tudo aquilo.
- Eu não posso acreditar em você! Você... você... - ela acabou em frustração, não sendo capaz de fazer sair mais insultos. Não se sentindo capaz de ficar ali dividindo o mesmo ambiente que ele. Não por repulsa nem nada. Mas por medo. Medo dela mesma. Medo do que ela poderia fazer.
- Devo tomar isso como um 'sim'? - James chamava por ela. - Evans? Ei, Evans! Se você está tentando ser engraçada me ignorando, eu gostaria apenas de mencionar que não é engraçado! Realmente não é engraçado!
- Companheiro, ela se foi - Sirius apontou, enquanto James estava gritando para o corredor vazio.
- É...eu sei - James suspirou, antes de acrescentar sarcasticamente: -, eu só gosto do som da minha própria voz. - ele voltou sua atenção para Derick, que não estava parecendo divertido enquanto observava - ainda - seus sapatos fedorentos. E pequenos. - Tudo bem, Derick, você pode sumir agora.
Com um rude zombar, Derick invadiu o corredor, resmungando para o quarteto ainda jogado no chão.
- Quem teria pensado que Os Marotos eram todos gays! - Derick disse alto o suficiente para eles - e todo o castelo - ouvirem. No entanto, em sua saída graciosa, ele acabou escorregando desajeitadamente em seus sapatos cheios de vomito, aterrando seu traseiro no chão com um estrondo enorme.
- Rabicho, eu adoro quando você está doente - James deu um tapinha nas costas dele em sinal de gratidão.