Não chore nas despedidas, pois elas constituem formalidades obrigatórias para que se possa viver uma das mais singulares emoções da vida: O reencontro.
Richard Bach
O sol estava se pondo e o céu era uma mistura de rosa e alaranjado. Somente rosa e alaranjado, com alguns traços amarelados e brilhantes e totalmente românticos. Eu e Hermione víamos Um lugar chamado Nothing Hill no apartamento dela, Hermione gostava do filme e eu não tinha nada melhor pra fazer. Com certeza ficaríamos ali na sala de estar vendo comedias românticas imaginando em qual daqueles filmes estaria o homem perfeito e se um dia poderíamos encontrar um homem como aquele.
Não queria ser mal agradecida. Córmaco era romântico, –até demais- carinhoso, bonito... Confesso que ele não tinha “a pegada” e não era um dos melhores homens com quem eu saí. Mas era melhor em outros sentidos, acho que por ele não saber do meu passado e não me conhecer tão a fundo. Eu já nem prestava atenção no filme quando meu telefone tocou. Aquele barulho insuportável não parava e quando eu cheguei á cozinha para pegá-lo, já tinha perdido uma ligação. Olhei no visor, numero desconhecido, mas logo começara a tocar novamente.
-Alô? –Eu pensei que pudesse ser Córmaco ou até alguém na empresa, mas era muito, muito melhor.
-Alô. Gina? –Eu ouvi uma voz calma e familiar, apesar de reconhecer o tom e a intensidade das palavras não conseguia distinguir, não identificara a pessoa com quem eu falava.
-Sim...
-Harry. É... O... Harry... –Eu fiquei calada por um tempo. Harry?! Que Harry...?- Harry Potter. –Ele disse como se adivinhasse o que eu estava pensando.
-Harry... Potter?! Harry Potter? –Eu repeti, como se não acreditasse.
-É. Como você está?
-Bem... Eu... Estou ótima, e você?
-Igualmente bem, fiquei sabendo que está em Londres, hein!
-Ficou “sabendo”? Quem te contou?
-Eu tenho minhas fontes. –Ele disse rindo. –Mas eu acho que não te liguei pra isso. Eu digo... É que eu também estou em Londres, temporariamente, mas estou. E eu fiquei sabendo sobre você e... E eu achei que poderíamos nos ver e conversar... É que faz tanto tempo...
-Nos ver? Por que assim tão de repente Harry?
-Eu realmente não sei. Mas acho que seria bom relembrar os velhos tempos. Por que não? –Ele tentava parecer calmo, mas eu sentia por sua voz que ele tinha receio quanto a minha resposta. Eu imagino que ele tenha discado o numero varias vezes, mas desligara antes mesmo de começar a chamar com medo de eu atender e ele não saber o que falar.
-Hum... –Eu estava indecisa, mas seria bom revê-lo. –É que... Está bem.
-E você tem alguma sugestão? -Eu olhei em volta com medo de me deparar com Hermione rindo daquela conversa. Pensei por alguns segundos em sugerir um daqueles famosos pubs londrinos onde há bandas de rock desconhecidas, ambientes sombrios e muito álcool. Mas pensei bem e decidi mostrar que eu não era mais aquela garota estranha e me apresentar como uma mulher séria sem tempo para as coisas de adolescentes que fazíamos antes.
Então eu sugeri uma das cafeterias Paul Bakery, na Baker Street. Era um lugar agradável, tomaríamos um café, conversaríamos e depois votaríamos pra casa vivendo nossas vidas normalmente. Aquele reencontro não seria nada muito marcante. Pelo menos era o que eu esperava.
Nos encontraríamos às seis e meia, desligamos o telefone. Eu saí da cozinha e voltei da sala pronta pra me despedir de Hermione.
-O Córmaco de novo? –Ela perguntou sem dar muita atenção.
-Não... –Eu murmurei torcendo pra que ela não perguntasse mais nada.
-E você já vai?
-É eu tenho que ir... Vou...
-Quem era no telefone?
-Harry Potter. –Eu disse, mas sem por muita ênfase nas palavras. Não queria dizer muita coisa á respeito.
-E vocês vão se ver? –Eu sorri meio sem graça. Hermione sabia mais que ninguém da minha historia com Harry.
Ele era meu ex-namorado, achávamos que sabíamos o que era amor naquela época, e quebrávamos todas as regras inclusive a que nós mesmos criávamos. Foi com ele que eu usei drogas pela primeira vez, e sempre que nos encontrávamos tomávamos um porre e fazíamos sexo sem pensar nas consequências. Fizemos tatuagens e colocamos alguns piercings. Eu o traí com Córmaco tomas numa “festinha” na minha casa e ele acabou beijando Cho Chang por ciúmes. Nós éramos felizes á nossa maneira, mas nos separamos por que eu me mudei pra Londres e sabia que eu não aguentaria uma semana sem sexo e se comigo fosse assim, com ele seria muito pior. Então terminamos e quebramos alguns pratos, depois disso nunca mais nos vimos.
E era esse meu medo. Me deparar com um cara de trinta anos, com aquela alma de adolescente rebelde ansioso pra ver como meus seios haviam crescido e se eu ainda conseguia tomar Whisky sem fazer careta.
E no fundo eu sabia que Hermione tinha razão em ficar indignada, afinal, se fosse eu no lugar dela, também ficaria. Mas não era só indignação. Ela estava preocupada.
Eu me aproximei e segurei a mão dela, olhei aqueles olhos escuros que não se desviavam da televisão.
-Tudo bem. –Eu disse. –Acho que já sei me cuidar... Aprendi com você.
-Ok, ok Gí. Espero que saiba mesmo...
-Eu tenho Córmaco, e ele me colocou na linha.
-Está bem, só lembra de mandar o Harry ir pra puta que pariu quando você o ver. Eu acho que ele merece. –Ela sorriu e voltou a olhar para o filme.
***
Eu coloquei uma calça jeans, uma blusa bege, jaqueta de couro, um lenço e um salto. Era uma roupa do dia a dia, não queria usar mais um vestido preto e um batom vermelho e transmitir a mensagem errada. Eu deixei meu cabelo solto, sem brincos, apenas um anel dourado.
Ao ficar pronta, passei no apartamento de Hermione e entreguei as chaves do meu apartamento, pedindo que ela guardasse que eu iria pra casa dela quando eu voltasse. Ela me desejou boa sorte e pediu que eu tivesse juízo. É claro que eu teria. Tinha chamado um taxi, e ele já estava em frente á minha casa, eu entrei, pedindo que me levasse á Baker Street.
O taxi parou. Eu paguei o senhor, que era muito gentil por sinal, e sai do carro. Caminhei alguns metros até encontrar a cafeteria. Abri a porta e entrei.
Sorri.
Um sorriso de desespero. E fiquei lá parada esperando o cara de boné virado e a camiseta de uma banda de Rock qualquer.
Olhei para o lado e vi um homem acenar pra mim. Sorri novamente e me virei a procura de Harry. Olhei de novo para o homem, e lá estava ele acenando pra mim. Tinha uma expressão seria daquele tipo de homem que te cumprimenta e paga uma bebida, chama o taxi pra você. O tipo de homem de negócios que passa o dia num escritório com papeis complicados e hora marcada.
Mas eu o olhei bem nos olhos, e aqueles olhos o denunciaram. Os olhos verdes mais perfeitos, aquele tipo de olhar que parecia penetrar na sua alma e te desvendar, aqueles olhos... Eu nunca os esqueceria.
Caminhei até a mesa onde ele estava e me surpreendi com a rapidez que ele me reconhecera. Eu estava pasma: Como ele havia mudado!
-Harry... –Eu quase gaguejei. Mas havia me treinado pra que isso não acontecesse.
-Gina! –Ele se levantou. Era mais alto do que eu lembrava, entre 1, 75 e 1,83.Usava uma camisa social, relógio caro e sapato de grife. –Você está... Ótima! –Ele disse e eu fiquei feliz com o comentário. E em seguida ele se inclinou, me deu um beijo na bochecha e eu senti aquele perfume perfeito. Naquele momento nos sentimos completamente estranhos. Como se não nos reconhecêssemos, aí eu tive um daqueles impulsos incontroláveis e o abracei, não nos víamos há seis anos! –Sente-se. Eu pensei em te esperar ali fora, mas resolvi guardar uma mesa.
-Eu confesso que estou espantada. –Disse escolhendo bem as palavras. –Eu pensei que encontraria um garoto rebelde...
-É, eu sei. Acho que o tempo é meu melhor amigo. –Ele disse rindo.
-E tinha esquecido esse sotaque americano... Mas que ideia foi essa de nos encontrarmos depois de... Tanto tempo... Seis anos, certo?
-É loucura, não? –Ele disse, estendendo as mãos sobre a mesa, sorriu e continuou falando. –Eu confesso que fiquei meio inseguro quando te liguei. Com medo de um não. Mas quando eu soube que você estava morando aqui eu... Eu... Por que não?! –Ele estava nervoso, eu tinha certeza. Mas nem o nervosismo o impediu de continuar. –Eu acho que a nossa época foi a melhor da minha vida!
-Isso nós não podemos negar, hein! Mas me conta o que você anda fazendo... Como foram esses anos...?
Ele parou de falar quando um homem –alto e magro com os cabelos tingidos de verde- se aproximou, eu pedi um Cappuccino e ele um Café vienense. E quando fizemos o pedido, o garoto que nos atendia saiu e Harry continuo falando.
-Eu estou trabalhando numa construtora. E estou em Londres, ficarei um tempo aqui. Estamos com um projeto de construção de um prédio comercial e eu preferi vir pessoalmente. Acho que estou bem...
-Bem. –Eu repeti. –Acho que agora seus pais se orgulham de você. –Ele abaixou a cabeça, como se estivesse pensando algo bem confuso, e em seguida a levantou.
-Eles... Eles não... Não sobreviveram á um acidente de carro... –Ele disse com a voz falha.
-Eu... Puxa vida! Eu sinto muito Harry!
-Tudo bem, já faz dois... Três anos. –Ele fez uma breve pausa. –Mas e você? Acho que agora você nunca mais sai de Londres.
Eu sorri. Continuava impressionada.
-É verdade. Acho que me apeguei. Londres é uma cidade incrível e acho que consegui uma vida estável aqui: trabalho no The Daily Letter, moro no Chelsea. Acho que tudo está bem.
-Eu posso não saber muito sobre Londres mas... Por onde eu sei, Chelsea é uma região nobre da cidade. Então você está realmente bem!
-É, eu morava com alguns colegas da faculdade e confesso: o apartamento é realmente grande. Mas eu acabei de comprar um apartamento em Knightsbridge. E eu pretendo passar boa parte da minha vida lá. –Eu abaixei a cabeça como se não acreditasse no que eu estava prestes a falar.- Eu acho que... Eu acho que já está na hora de começar a pensar no futuro, se é que você me entende. Talvez um casamento, talvez filhos. Eu acho que nós mudamos com o tempo e espero estar preparada pra tudo...
-Sim, eu entendo. Acho que aquela fase de drogas, sexo e Rock’n Roll foi só uma fase. Talvez a melhor de nossas vidas mas somente uma fase.
-Isso... E eu estou tão... Empolgada com tudo isso... Parece que finalmente as coisas estão dando certo pra mim, entende?! E eu estou tão feliz em conseguir comprar esse apartamento e tão feliz sem saber que dentro de um tempo eu vou ter um lugar pra chamar de... –Eu parei, pensei e diminui o tom de voz. –Lar...
Eu vi o garoto se aproximar mais uma vez, entregou o café e saiu em seguida. Eu tomei um gole da bebida tentando esconder o nervosismo.
-Você está tão linda... –Ele falou, mas se privou de terminar a frase. Eu sorri amigavelmente e passamos os minutos restantes em silencio. Novamente como completos estranhos.
Eu me levantei, sabendo que não conversaríamos mais, caminhei um pouco e Harry me puxou. Eu ficara imaginando todas aquelas tolices de que o homem devia pagar a conta num encontro e... Aí eu interrompi a mim mesma. Já estava confundindo as coisas, afinal, não estávamos num encontro e sim um reencontro. Harry era um ex-namorado e amigo de longa data.
Aí meus pensamentos ficaram mais confusos, que tipo de mulher comprometida vai tomar café com o ex-namorado?
-Pode deixar que eu pago. –Ele disse sorrindo. E logo os pensamentos que pairavam, se esvaíram da minha mente. Eu sorri em retribuição e fiquei parada esperando pra me despedir. –Eu estava pensando, –Ele falou assim que voltou. –poderíamos ir ao seu apartamento. –Ele disse com calma, não parecia esperar nada mais. –É que você parecia tão empolgada quando falou dele e... E é tão bom estar com você... Por que não?
Por que não? Por que não?
Ele adorava essas três palavras. Era como um “vamos transar! Por que não?” ou “Vamos pular de uma ponte, por que não?”, vamos... Correr riscos... Por que não?!
-Eu não...
-Se você não quiser, tudo bem. Mas é que... Eu só queria conversar mais um pouco, eu acho que nos devemos isso depois de tudo. Depois de seis anos...
-Eu acho que... Está bem. –Eu disse sem pensar.
Eu e Harry sorrimos um pro outro e saímos da cafeteria, ficamos esperando um pouco na calçada até conseguirmos um taxi.
***
Entramos no meu apartamento, eu tranquei a porta e me virei para Harry que fora abrir as janelas, eu olhava todo aquele espaço vazio imaginando como ficaria quando eu estivesse morando ali.
-Belo apartamento. –Ele disse.
-É, é um bom apartamento. -Eu não me preocupei em ficar ao lado dele. Fui até uma das paredes e coloquei a mão sobre ela, estava recém-pintada e o pó sujava minhas mãos. –Aqui eu vou colocar um papel de parede legal e um sofá enorme aqui. –Eu disse contente. - A lareira ficará ali... –Eu fui até as escadas, pedindo que Harry subisse comigo. –Colocarei a cama aqui e... –Ele estava encostado na parede eu fui até ele, abri meus braços e encostei-me à parede fria. –Aqui eu vou... Um enorme... Espelho com molduras douradas e... –Eu olhei bem nos olhos dele e pude perceber que ele estava mais velho, e ele olhava nos meus também.
-Aposto que ficará ótimo. –Ele disse.
-É, a biblioteca será ali, com vários e vários livros grandes e empoeirados pra parecer que... Que eu sou uma pessoa intelectual.
Ele foi atrás de mim até aquele espaço que seria a futura biblioteca. Eu me peguei olhando para o teto imaginando as luzes e as prateleiras. Aí eu saí, voltei para o quarto vazio e continuei com meus projetos.
Eu nunca tinha contado pra ninguém nada daquilo. E a cada palavra, minha vontade de descobrir oque eu aconteceria no futuro aumentava. Eu queria saber com quem eu compartilharia meus segredos e quem sentaria ao meu lado pra ler um livro e quem estaria comigo quando eu me mudasse.
E que queria ter certeza que a resposta de todas essas perguntas seria Córmaco.
-Eu espero que... Que tudo isso possa ser tão bom quanto eu imagino que seja. –Eu murmurei.
-Só depende de você, e de quem vai estar com você. Quem vai fazê-la feliz... Por que... É bom compartilhar algo com alguém que você ama...
Ele me olhava nos olhos com profunda e constante intensidade.
Nós paramos um pouco e eu tive vontade de sair correndo dali pra que ele parasse, parasse de me testar.
-Você não suporta isso. –Ele falou. –Ser desvendada.
Eu não disse nada. Permaneci intacta.
-Você não gosta que saibam o que você está pensando.
-Não é isso é só que... É só que só você consegue fazer isso...
-Ás vezes é bom ser desvendada. Ás vezes é bom ter alguém que te conheça tão bem...
Eu me virei, balancei a cabeça em constante negação. Não aceitava aquelas palavras.
-Veja... –Eu disse me aproximando, peguei a mão dele e a levei até a parede. –A textura... É diferente, não?
-Aham... –Ele murmurou sem muita convicção.
-Vai ser melhor, mais bonito, quando estiver pronta. –Eu o olhei. –Para de fazer isso Harry, Por favor...
Eu olhei nos olhos dele tentando fazer o mesmo, mas só ele conseguia, então eu fechei os olhos para evitar que ele os olhasse e fui surpreendida por um beijo.
Foi como nos envolvêssemos por uma aura, e uma brisa suave e quente em meio àquelas paredes frias e brutais. Eu senti aqueles lábios novamente depois de anos sem tê-los era como se eles fossem meus novamente. E os lábios mal se tocaram quando algo em mim explodiu. Talvez a culpa ou a raiva, mas continuo com um palpite de que foram as emoções, as sensações, os sentimentos que tinham se perdido no tempo.
Ele colocou a mão na minha nuca e nosso beijo não se aprofundou mais. Somente o toque dos dois lábios fez com que eu soubesse que Harry tinha me amado, há anos atrás, mas ele tinha me amado.
-Eu fui feliz ao seu lado, Harry. –Eu disse tentando segurar os impulsos porem não me preocupei em me distanciar dele.
-Não faz isso...
-Eu fui feliz, mas acho quer agora eu sou feliz também e não quero estragar tudo, por que não adianta criar expectativas... Nós dois sabemos que nós dois não somos mais os mesmos e... E não vamos reviver o passado...
-Não fale. –Ele murmurou. - Não minta.
Eu percebi que era a pessoa mais tola do mundo, eu pensava em Córmaco, mas não me afastava de Harry, ele me beijara e eu retribuí. Harry afundou as mãos nos meus cabelos e eu senti um arrepio estranho e senti aqueles lábios molhados se encostarem aos meus, ele abriu levemente a boca e nossas línguas se entrelaçaram como antes, uma de suas mãos desceu pelas minhas costas até o quadril e eu mantinha minhas duas mãos em seu peitoral malhado.
Eu sorri como se a saudade fosse uma doença e como se Harry fosse a cura.
-Eu conheço isso. –Disse quando deitei minha cabeça em seu ombro. - Você me beija, e depois você perde o controle Harry! Você sempre perde o controle e isso não vai acabar bem...
-Você não reparou eu mudei? –Ele disse calmamente enquanto abria o zíper da minha jaqueta, sua mão subiu até meu ombro e desceu as mangas do casaco até ela cair no chão. Tudo bem, eu pensei, eu já estava com calor. E ele colocou suas mãos, uma em cada lado do meu rosto e me beijou.
-Puta que pariu Harry!- Eu não em importava com amis nada. –Você não mudou, você não vai mudar nunca!
Ele manuseou um dos meus seios e o apertou, eu soltei um breve gemido. Sim, já estavam enrijecidos, eu não conseguia me controlar, não o bastante, não como deveria.
Por mais que tentasse resistir, só o fato de estar com Harry, de o sentir perto, só o fato de ser o Harry já me excitava.
Eu respirei fundo enquanto Harry beijou meu pescoço, o que me arrancou suspiros. Eu abri p primeiro botão da camisa, depois o segundo e o terceiro. Parou no terceiro e então apertei minhas mãos contra o tórax dele tentando me conceder alguns segundos de reflexão e descobrir o motivo para aquele descontrole. Não achei resposta.
Eu não me lembrava de ter ligado as luzes mas mesmo assim mas luzes da cozinha e de um dos quartos, por mais fracas, estavam ligadas. O cômodo onde estávamos era escuro, com alguns relances de luzes das outras partes da casa e da rua.
Eu deixei que Harry me puxasse para mais perto dele e senti seu membro enrijecido roçando em mim, e ele sorriu com satisfação como se estivéssemos fazendo tudo certo.
Harry me beijou novamente e desceu suas mãos até minha calça, abriu o botão, depois o zíper mas eu percebi que não tinha tempo pra jogar o jogo dele e puxei a calça, me livrando rapidamente dela.
Ele manuseou as nádegas, sorriu e apertou, como se isso o deixasse satisfeito.
-Renda... Como nos velhos tempos, hein!
-Acho que é a única coisa aproveitável do meu antigo guarda roupa.
-Pra falar a verdade, -Ele descia sua mão pela calcinha até sentir toda a umidade quente, percorreu todo o caminho suntuoso até decidir tirar o que o atrapalhava. –eu preferia a antiga Gina. –Ele passou os dedos, dois dedos como se explorasse o terreno, mas ele já me conhecia, já tinha ido onde ninguém mais fora e parecia estar prestes a se superar. –Ela era mais... Excitante e... Mais...
Eu soltei um gemido quando ele apertou o clitóris, ele sabia o que estava fazendo: algo como uma tortura, uma punição por tê-lo deixado. Ele continuou; movimentos circulares e intensos enquanto sentia-me contraindo e distendendo os músculos, respiração ofegante, eu senti os lábios de Harry no meu pescoço enquanto eu me impedia de implorar por mais.
-Harry... –Eu não consegui evitar. - Isso... –Eu murmurei sentindo ele cada vez mais forte com os dedos entrando em minha intimidade, e depois de tanto tempo, senti algo, como se eu estivesse vivendo lembranças, e minha cabeça caiu, eu não tinha controle de mim quando Harry apertou com força sobre meu clitóris e... –Puta que pariu!- E eu senti algo como a dor, a dor da culpa misturada ao orgasmo, e pontadas de sensações, não novas, mas esquecidas.
Olhei bem para ele, precisava ver como ele me olhava, precisava vê-lo. Então percebi que por mais tempo que se passasse, por mais distantes um do outro, Harry sempre seria uma parte de mim e eu sempre seria parte dele.
Ele era meu passado, naquela hora, meu presente. Não era meu futuro por que isso arruinaria tudo, ele arruinaria tudo. Mas ainda sim era meu, e éramos um do outro.
O beijei delicadamente quando, pra quebrar o gosto doce da junção dos dois lábios, Harry me empurrou contra a parede, eu abri os botões restantes e o fiz tirar aquela camisa quando ele puxou minha calcinha com tamanha força a rasga-la.
-Eu adorava essa... –Eu ia dizendo quando ele me calou com um beijo quente e precipitado.
-Shhhh... –Ele colocou o dedo indicador sobre os lábios. - Eu prefiro você assim...
Harry falava com os lábios próximos aos meus ouvidos, era como antigamente. Quando ele não tinha a voz séria e arrogante, usava aquelas gírias ridícula de adolescentes, com mãos atrevidas e gestos peculiares. Agora ele tinha controle, sobre si mesmo e sobre mim.
Harry abriu o zíper da calça e se livrou dela o mais rapidamente que pôde, ele estava já sem a camisa. Lembro-me de ter sido empurrada, estava escuro, eu não enxergava nada, somente sentia.
Harry não aguentava mais nenhum segundo, e me dissera isso varias vezes até resolver o que fazer. Ele passava a mão por todo o meu corpo, como se só o fato de senti-lo o deixasse feliz.
Ele aproximou seus lábios do meu ouvido e sussurrou.
-Gina...
-Hum?
-Faz amor comigo? –Ele sussurrou de uma forma tão inocente, tão fofa, meiga e amável que... Eu fechei os olhos e apertei as pálpebras e permaneci no escuro por alguns segundos, com um pensamento infantil de que eu abriria os olhos e ao invés de Harry, Córmaco estivesse comigo.
Mas abri os olhos.
E não foi isso que aconteceu.
Harry continuava, e meu me senti uma pessoa horrível. Amor era uma palavra muito forte e... Eu talvez nem soubesse o que significava essa palavra.
Eu sentia por ele algo bom, mas não tão forte quanto antigamente. E eu gostava de Córmaco, mas por ele ainda não tinha descoberto um amor.
Harry não esperou uma resposta e ao me beijar, acabou me jogando no chão. Era duro e frio, mas não importava, apenas me preencheu, sem permissão, com vontade.
Os movimentos repetitivos e fortes foram lentamente cessando até atingirmos o ápice daquela noite. Harry gozou, e eu o fiz tão rapidamente quando poderia.
Ele sorriu ao olhar me suada e quente. Senti-me envergonhada ao olhá-lo. Um homem tão diferente, tão melhor...
Se ele soubesse sobre mim... Sobre mim e Córmaco, ele não tria me beijado, não estaríamos ali naquele momento. Eu sabia que o antigo Harry faria o mesmo, mas ele era um homem melhor do que a mulher que eu jamais seria.
Eu não agüentei manter meus olhos abertos, os fechei. Abri novamente somente ás oito. Eu estava atordoada e minha cabeça doía tanto...
Olhei para o lado e lá estava Harry, dormindo feito um bebê. Inclinei-me, dei-lhe um beijo no canto dos lábios, minhas mãos foram até aqueles cabelos, eu senti as madeixas molhadas de suor entre meus dedos e fechei os olhos. Levantei-me, me vesti e saí.
É algo meio... Ou melhor, tãaao mundano que eu até me senti como se não fosse eu mesma a fugir do homem pela manhã depois de ter... Ter feito sexo, sexo!, com ele.
***
Resolvi não ir direto para o trabalho.
Eu não devia ir direto para o trabalho.
Precisava de um banho e para isso teria de ir á casa de Hermione pegar minhas chaves.
-Gina! O que aconteceu? –Ela abriu a porta com um pote de sorvete e pantufas.- Eu liguei, liguei, liguei e você não atendeu! Pensei que viria!
Eu atravessei todos aqueles sermões até a sala, sentei-me preparada para escutar muito mais.
-O que aconteceu?
-Pensei que não me deixaria falar! Eu vim pra pegar minhas chaves.- Olhei para o lado, vi minhas chaves e me levantei para pegá-las, mas Hermione foi mais rápida.- Não! Você já está atrasada então alguns minutos não farão diferença. Pode começar...
Eu abaixei a cabeça, minhas mãos estavam juntas e eu percebi que minha blusa estava amarrotada e minha jaqueta totalmente torta.
-É que... Eu encontrei Lilá, fomos ao apartamento dela. Conversamos... –Eu estava incrédula com minha incapacidade de mentir. Puxa vida! Como eu era péssima!- Quando eu vi, estava tarde e como eu não tinha ido de carro eu...
-Pode parar! A verdade Gina... Você age como se eu fosse sua mãe, sou sua amiga. Se você não contar a verdade eu... Eu... –Ela riu, como se não acreditasse no modo com que falava. Autoritária e mandona.
-Porra Hermione! É que é constrangedor!
-Constrangedor é sair com seu irmão e nós já superamos isso. Se você dormiu com Harry Potter pode ficar tranquila que... –Eu não vi, mas sabia que estava pálida, meus olhos arregalaram. –Você... –Ela começou a rir apontando o dedo indicador apontado para mim.- Você dormiu com ele?! Você dormiu com ele.
-Mione...
-Puta que pariu... Eu sabia que você... Eu sabia que não era uma boa idéia. Aquela historia de... “Córmaco me pôs na linha e... Sou responsável, aprendi com você...” Eu realmente não tinha acreditado. –Ela me entregou a chave.- E ele continua gostoso?
Eu estava prestes a responder mas percebi que seria um erro.
-Eu sou uma pessoa muito ruim?
-Ruim é pouco.
-É que eu não me sinto tão mal por... Você sabe... Córmaco!
-Talvez você não deva ficar. Desde que você e Harry não se encontrem novamente... Ele é um cara... Ele é o Harry! E Córmaco é o cara certo, e também é uma delicia. Ok?
-Ok. Agora eu tenho que ir. Temos uma entrevista com Gilderoy Lockhart e aquele cara é um filho da mãe. Que horas são?
-Nove e... Quinze.
-Puta merda! Vou me atrasar. Tchau Mí! –Eu mandei um beijo de longe e saí.
Cheguei à empresa ajeitando a barra do vestido. Fui direto á sala de Tiberios Mclaggen, entreguei o café, imaginando que com o agrado, ele ficaria um pouco menos furioso com meus quinze minutos de atraso.
-Sabe... Ginevra... Gilderoy a está esperando há... Quinze minutos? –Ele soltou um grito. - O que dizer quando minha melhor jornalista está atrasada? Sabe por que eu te dei essa entrevista, não sabe?
-Sim. Por isso eu já vou.
Eu me virei e me deparei com Córmaco, o olhei com medo de lembrar de Harry, mas dei um breve beijo naqueles lábios secos, apertei a bochecha dele e mandei outro beijo de longe.
-Vamos almoçar juntos! –Ele anunciou.- Uma hora!
Eu sorri e saí em direção á ultima sala. Lá estava Lockhart, se olhando no espelho. Sorriu e me viu chegando. Levantou-se, esboçou um sorriso mais aberto e me cumprimentou com um abraço e um beijo na bochecha.
-Olá Srta. Weasley! Sabe o quanto eu esperei? –Eu assenti.- Só esperei por saber que seria você.
-Ah, é? Mil desculpas pelo atraso Lockhart.
-Só... Gilderoy. Ou melhor: Gil.
-Ok. Gil. –Eu sorri.- Podemos começar?
-Eu estou pronto á quase meia hora.
-Hum... Como se sente sabendo que sua mais nova obra “Quem sou eu?” está no ranking dos vinte livros mais vendidos da Inglaterra, na segunda posição. Atrás somente de sua autobiografia, O Meu Eu Magico?
-Para mim é um privilegio. Sempre sonhei em atingir o topo e tocar as pessoas com meus livros. E vejo que consegui. É uma sensação maravilhosa de... Como posso dizer: Realização. Estou muito feliz.
-Sim, o meu eu magico está no ranking há mais de seis meses- quando ele foi publicado- e sabendo que o ranking é atualizado semanalmente, o que você acha que há nesse livro que o faz tão... Tão diferente dos outros? O que há de especial nas palavras que você escreve que as faz tão contagiantes e apreciadas?
-É a minha historia.- Ele começou.- É a minha historia, e por assim ser, é única. Ninguém a escreverá como eu. Eu descrevo cenas e narro fatos de acordo com meus sentimentos naquele instante. Basicamente deixo meu coração escrever por mim.
-Há num paragrafo do livro o seguinte: “Sou o que devo ser, sou o que querem que eu seja. Se eu não fosse eu, não seria tão feliz. Se não me conhecessem, seria apenas aquele garoto ingênuo e fraco. Um rostinho bonito junto á mentes brilhantes. Fico feliz em anunciar o seguinte: minha mente é tão brilhante quanto os meus dentes.” Se você não conseguisse a fama, e continuasse, como você disse, com um garoto ingênuo, um “rosto bonito”, tentaria outra carreira? E seroa tão feliz quanto é hoje no mundo dos livros?
-Não. Eu não tentaria oura carreira. A felicidade se resume a dois caminhos, dois caminhos que terminam no mesmo lugar. E eles são o amor, e os livros.
-Falando sobre o amor, aposto que varias senhoritas estão ansiosas para saber se esse seu coração já tem uma dona ou está a procura de uma.
-Eu não achei a mulher certa. Tive casos passageiros, romances longos mas nenhum amor eterno. Eu não estou á procura de uma mulher, eu acho que, se houver uma mulher destinada a mim, nos encontraremos mesmo sem procura.
-Eu queria agradecer, você é e sempre será uma pessoa muito marcante. Espero que todas as suas obras futuras sejam tão prestigiadas quanto seus dois livros publicados.
-É sempre um prazer. –Ele disse sorrindo. Virou-se e pegou dois de seus livros, entregou os á Gina e se levantou.- Aprecie a leitura. E já estão autografados.
Abri o livro e logo na capa estava a dedicatória escrita de caneta preta: Para Gina Weasley. Uma ótima reportes, atraente mulher e amiga. De Gil, seu amigo e, se você quiser, futuro amor.
Eu ri. Recebi um beijo amigo na bochecha e vi o homem sair pelos corredores.
***
Passei a manhã em minha sala, com o olho pregado no computador, quando ouvi alguém bater na porta. Era Parvati Patil, sua secretaria.
-É pra senhora.- Ela entregou um imponente buque de turquesas.- Isso veio junto.- Ela pegou um cartão e o colocou sobre a mesa.
Coquetel Mclaggen Empire’s.
Ginevra Molly Weasley. Eu, seu futuro marido, Córmaco Mclaggen, a convido para o coquetel anual Mclaggen Empire’s, celebrando mais uma conquista que em breve será minha. Será nossa:
A compra do Weekly Telegraph. Então, celebraremos então sua promoção. Você é, a partir de agora, editora-chefe do The Daily Letter.
Eu sorri, guardei o cartão voltou ao trabalho.
Uma hora da tarde. Córmaco passou na minha sala. Bateu e sem esperar o típico “Entre!” ele entrou.
-Oi amor! –Sorri e me levantei, mesmo estando do outro lado da mesa, o beijei.
-Oi... Linda... Como foi seu dia?
-Até agora eu já entrevistei Gil e... Estava revisando os textos da campanha publicitaria da Saint Florence.
-Acho que eles vão te roubar de mim. –Ele disse fazendo o “beicinho”.
-Isso não vai acontecer. Só umas revisões aqui, umas observações ali. Eles quiseram me contratar mas eu não aguentaria outro lugar.
-Outro lugar longe de mim, você quis dizer.
-Pode ser também...- Ela fez uma breve pausa.- E que convite foi esse?
-Achei que você gostaria.
-É maravilhoso Córm! –O abracei, beijando o canto dos lábios e depois os lábios em si. Um beijo doce e calmo. Entrelacei os braços no pescoço dele.
-Sabe que... Nós temos planos pra mais tarde? Tarde... Depois da festa?
-Ah, é? –Sorri maliciosa. - E eu posso saber com quem?
-Uma mulher, você deve conhecer: Ginevra. Bonita, acho-a bem mais atraente que você. Não me leve a mal.
-Ok. Por mim está tudo bem.
Ele desceu as mãos pela minha cintura e apalpou as nádegas. Enquanto eu o beijava com profunda intensidade.
-Não! –Ouvimos uma voz. - Se não notaram, as paredes são de vidro então... Acho melhor fecharem as cortinas da próxima vez!
Era Tiberius, o tio de Córmaco, com uma expressão de susto e sarcasmo.
-Ah, sim... -Falei constrangida.
-Não! Não se acanhe querida! Sei como é... Você é um pedaço de mau caminho e meu sobrinho aqui não é de ferro!
-Está bem, tio. Já íamos almoçar, não é Gina?
-Ah, sim, até logo Ber.
Saímos envergonhados, segurando o riso enquanto a tranquilidade do homem continuava.
Descemos as escadas ao invés de usar o elevador, sentarmo-nos num dos últimos degraus, ele abriu uma tigela, era algo tão idiota, mas tão significativo para os dois...
Não morávamos juntos, não fazíamos comida em casa e não íamos á restaurante algum. Córmaco sempre levava algo para comermos nas escadas, desde quando nos conhecemos e... Éramos apenas amigos.
-O que você trouxe desta vez?
-Hambúrguer!- Ele falou alegre e expressivo. - Que tal?
-Muito gorduroso. - Desdenhei. - Por que não trouxe algo mais leve?- Ele me olhou desapontado esperando mais alguma coisa. - Ok, brincadeira... - E abaixei o tom de voz. - Qual é o maior?
Ele apontou para o da direita e eu o peguei, sorrindo. Ele era um cara tão legal... Não reclamava de nada, e isso me deixava encabulada, eu não era perfeita. Abaixei a cabeça enquanto mastigava. Não era nenhum pouco perfeita e ainda tinha a cara de pau de transar com Harry!
Senti uma pitada de culpa preencher todo o meu estomago como se não houvesse espaço para mais nada, de que adiantava mastigar se... Se não havia como engolir. Eu respirei fundo, algo prendia minha garganta e pairava pelo ar daquele lugar, eu esperei um tempo e sorri para ele, sorri com satisfação.
-Eu te amo. - Ele disse. - E te amarei de qualquer jeito. - Se aproximou e beijou minha bochecha.
-E se eu pintar o cabelo de azul?- Eu disse rindo.
-Aham.
-E se eu engordar sei lá... Cem quilos?
-Eu fico por cima. - Ele falou sarcástico.
-E se eu te traísse. - Eu percebi que era aquele momento, senti medo de sua resposta, mas tinha que saber.
-Não sei... - Ele ficou serio de repente. - Quer dizer... Você nunca o faria, mas... Mas se fizesse e ainda me quisesse eu acho que te perdoaria. Quando a gente gosta tanto de uma pessoa, nada desfaz esse sentimento com tanta facilidade, você deve saber. Eu sei que você amou um cara no passado, - ele disse exemplificando. - Aposto que e vocês se encontrassem, esse amor viveria em você novamente, nem que fosse só um pouco, mas quando você gosta de uma pessoa e sabe que é certo aí esse amor que você tem por outra não é o bastante.
Ele fez uma confusão com as palavras, mas no fundo eu o entendera. Ele queria dizer que, por mais que eu o magoasse, ele continuaria me amando e se, eu gostasse dele, esse outro amor não seria o bastante para derrubar o nosso.
Eu terminei de comer, Córmaco demorou mais um pouco, mas foi o bastante para digerir também aquela conversa e aquele assunto importunante. Mesmo assim, aquilo tudo martelava na minha cabeça, e eu não tinha conseguido encontrar um nome que definisse aquilo tudo.
Apesar de saber que Córm era um bom homem.
Bom homem.
Eu sabia que arrependimento não seria certo.
-Vamos subir?- Convite tentador: mais horas e horas sentadas naquela cadeira, lendo e relendo as mesmas coisas. Resolvendo os problemas dos outros e adiando os meus.
-Ah... - Eu murmurei, sempre preguiçosa.
-Ainda temos...- Ele olhou o relógio.- Quinze minutos.
-Você demora tanto pra comer! Poderíamos ter aproveitado esse tempo.
-Ainda temos tempo...
-Pouco tempo.- Eu deixei claro.
-Tempo o bastante.
-Não...- Eu falei, dei um beijo na bochecha.- Acho que sinto que seu tio está sempre por perto. Foi um trauma!
-Ok...- Ele falou. Levantou-se, ajeitando a calça.- Você tem que entrevistar Karkaroff agora, certo?
-Sim. Por quê?
-Por que... A entrevista é agora, e depois você vai pra casa. Acho que vai gostar da surpresa.
-Hum... - Eu sorri. Olhando-o com aquela cara de criança, infantil e realizada. Ter tudo o que alguém poderia querer é difícil... Mas eu já tinha parte disso: Córmaco.
Levantei-me, entrevistei Karkaroff e saí, Hermione estava ao telefone com Rony, só ouvi a ultima parte da conversa em que combinavam se encontrar mais tarde, também na festa da Mclaggen Empire. Rony era jornalista, morara em Nova York, e foi capaz de deixar a glamurosa vida em Manhattan por Hermione, que herdara uma pequena fortuna depois do falecimento dos pais.
Eles tinham futuro juntos, eu sabia e tenho certeza até hoje. Mas chegaria um ponto em que Rony iria preferir voltar para o glamour e, se Hermione não estivesse de acordo, aí a crise começaria.
Ela me olhou, sorriu, voltou-se para o telefone, despediu-se e foi até mim.
-Então você vai?
-Um convite desses a gente não recusa. Que roupa eu uso?
-Algo sexy, e formal, e discreto.
-Você tem algo assim? Por que no meu caso ou um ou outro.
-Dê uma olhada no meu guarda-roupa depois, só esqueça-se do preto, já é o meu.
-Ok... Você chegou cedo hoje...
-Tive duas entrevistas, Córmaco me deixou sair.
Hermione se sentou.
-O que acha de... Um lugar chamado Nothing Hill?- Ela ligou a televisão e me olhou sorrindo.
-Vou pra casa!
E eu fui pra casa, deixando-a ver novamente, pela milésima vez, o filme. Aquele filme.
Espero que estejam gostando!!! Muito obrigada aos que estão lendo a fic!!!
Queria agradeçer muuito á Bruna Faria, continue acompanhando e comentando, você não sabe como isso me incentiva!!! Saber que pelo menos uma pessoa gosta é demais!!!! Muito obrigada a você e á Bia Weasley Potter que sempre comenat minhas fic e adora Cidade dos Anjos, devo muito á vcs!!!!
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